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Filho de indianos, campeão juvenil mira tênis universitário
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2021 às 6:39 pm

Samir Banerjee está em seu último ano no circuito juvenil e pretende seguir o caminho do tênis universitário (Foto: AELTC)

Em uma final entre dois tenistas norte-americanos de 17 anos, Samir Banerjee levou a melhor sobre Victor Lilov e conquistou o título do torneio juvenil de Wimbledon. O atual 19º colocado no ranking da categoria marcou as parciais de 7/5 e 6/3. Nascido em Nova Jersey e filho de imigrantes indianos, o pai de Assam e a mãe de Hyderabad, Banerjee está em sua última temporada no circuito juvenil e deve agora rumar para o tênis universitário norte-americano, antes de atuar pelo circuito profissional. Ele já tem planos de estudar na Universidade de Columbia.

“Meus pais queriam que eu fosse para a faculdade e não apenas para o circuito profissional. Além disso, acho que seria uma boa coisa para construir o caráter, já que não tenho certeza se estou totalmente pronto para me tornar um tenista profissional ainda. A partir de agora, provavelmente vou direto para a faculdade”, disse Banerjee, que ainda irá se testar em alguns eventos profissionais de nível future antes de decidir sobre seus próximos passos.

“Enquanto eu crescia, a faculdade sempre foi uma meta e eu usei o tênis para entrar na faculdade. Eu realmente não esperava chegar à final de Wimbledon. Eu realmente só queria ganhar uma rodada, não esperava por isso. Tive um Roland Garros difícil e perdi para um bom jogador, então aqui eu só queria manter minhas expectativas baixas para que, se eu passasse, já ficaria feliz. Mas isso foi muito além dos meus sonhos”, acrescenta o norte-americano, que vinha de uma eliminação na estreia em Roland Garros.

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“Este troféu vai ser a minha peça central, vou olhar para ele e ficar inspirado para continuar jogando e espero voltar aqui como um profissional. Este foi um passo realmente grande e me mostrou que posso competir e vencer neste nível”, complementou. “Estou muito feliz com meu compromisso com Columbia. Acredito muito nos treinadores de lá e será um ótimo ponto de partida. Eu queria jogar no nível mais alto que pudesse e, depois da faculdade, talvez tentar me tornar um profissional”.

Banerjee não pôde ter a companhia seu treinador, Carlos Esteban, cuja esposa testou positivo para Covid-19 antes da viagem. Em vez disso, viajou junto com seu tio Kanad, e brincou com a situação. “Meu tio está aqui, ele não é tecnicamente um treinador de tênis, mas se esses resultados continuarem acontecendo, devo começar a viajar mais com ele”.

Durante a campanha na grama de Wimbledon, Banerjee foi o algoz do brasileiro Pedro Boscardin nas oitavas de final. Eles já haviam se enfrentado na semana anterior, também na grama, pelo ITF J1 de Roehampton, e Boscardin havia levado a mehor. O título vale mil pontos no ranking mundial juvenil para o tenista que tem apenas 60 a descontar. Ele deve figurar entre os três melhores do mundo na categoria. Já no tênis profissional, disputou apenas um ITF na carreira, ainda em 2019.

Tenista da Jordânia faz história em Wimbledon

Abedallah Shelbayh é o primeiro tenista da Jordânia a vencer um jogo de Grand Slam. Ele treina na academia de Rafael Nadal (Foto: ITF)

O título de duplas ficou com o lituano Edas Butvilas e o espanhol Alejandro Manzanera Pertusa, que venceram a final contra o também espanhol Daniel Rincon e o jordaniano Abedallah Shelbayh por 6/3 e 6/4. Vale destacar que Shelbayh é o primeiro tenista da Jordânia a vencer um jogo de Grand Slam, considerando tanto os juvenis como os profissionais. Isso aconteceu quando ele derrotou o sueco Mans Dahlberg na primeira rodada, por 6/4 e 6/3.

“Jogar um Grand Slam Junior era um sonho e ganhar uma partida, mais ainda. Trabalhei muito para isso. Essa vitória vai me dar confiança e espero que eu possa continuar em frente. Ser o primeiro a jogar um Grand Slam, profissional ou juvenil, e vencer uma partida aqui em Wimbledon, que é o meu Grand Slam favorito, é incrível”, disse Shelbayh, em entrevista ao site da ITF.

O jordaniano treina desde 2018 na academia de Rafael Nadal, em Manacor, e conversou com o vencedor de 20 títulos de Grand Slam antes do torneio. “Antes de nós da sairmos da academia e viajarmos para cá, o Nadal veio falar conosco. Ele sempre nos apoia. Não era uma tática propriamente dita, mas ele estava nos dando conselhos sobre o que fazer. Ele é muito experiente e já esteve aqui e jogou estes torneios várias vezes. Ele tem experiência suficiente para nos dizer como lidar com a pressão e nos deu algumas dicas que foram ótimas”.