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Finais do juvenil em Melbourne acontecem nesta sexta
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 28, 2022 às 11:40 am

Líder do ranking juvenil feminino, a croata Petra Marcinko decide o título em Melbourne (Foto: Jimmie48/WTA)

As finais do torneio juvenil do Australian Open acontecem na noite desta sexta-feira. Os jogos começam a partir das 22h (de Brasília) e foram marcados para a Rod Laver Arena, principal quadra do complexo no Melbourne Park. A disputa começa pela final feminina, entre a croata Petra Marcinko e a belga Sofia Costoulas. Logo depois, será a vez de o norte-americano Bruno Kuzuhara, que é nascido em São Paulo e tem pais brasieiros, enfrentar o tcheco Jakub Mensik.

Líder do ranking juvenil feminino, Marcinko garantiu vaga na final depois vencer a norte-americana Liv Hovde, 20ª colocada, por 6/4, 4/6 e 6/4. A croata de 16 anos terminou o ano passado conquistando dois torneios ITF JA, o primeiro na Cidade do Cabo, na África do Sul, e depois o tradicional Orange Bowl na Flórida. A última croata a chegar à final do juvenil na Austrália foi Jana Fett, vice em 2014. Mas três jogadoras da Croácia já venceram o torneio, Mirjana Lucic em 1997, Jelena Kostanic em 1998 e também Ana Konjuh em 2013.

Já Costoulas, de 16 anos e número 10 do ranking, eliminou a australiana Charlotte Kempenaers-Pocz por 6/4 e 6/1. Vinda de título no torneio preparatório em Tralagon, ela está invicta há onze jogos no circuito. A única belga a vencer o torneio juvenil em Melbourne foi An-Sophie Mestach em 2011.

A final masculina acontece na sequência. Bruno Kuzuhara conseguiu a revanche contra o paraguaio Adolfo Vallejo, para quem havia perdido na final do Orange Bowl. O tenista nascido em São Paulo, mas que mora nos Estados Unidos deste a infância, marcou as parciais de 7/6 (7-2) e 6/3. Principal cabeça de chave do torneio e número 3 do ranking, Kuzuhara tenta ser o primeiro norte-americano a vencer a competição desde Sebastian Korda em 2018.

Já o tcheco Jakub Mensik venceu a semifinal contra o suíço Kilian Feldbausch por 6/1, 4/6 e 6/2. Mensik, de 16 anos, é o atual número 6 do ranking mundial juvenil. Ele já derrotou Kuzuhara no US Open do ano passado. O único tcheco a vencer a competição foi Jiri Vesely em 2011.

Títulos de duplas já definidos
Nas duplas, Bruno Kuzuhara conquistou o título ao lado de Coleman Wong, de Hong Kong. Eles venceram a final contra o paraguaio Adolfo Vallejo e o norte-americano Alex Michelsen por 6/3 e 7/6 (7-3). No feminino, as campeãs foram a norte-americana de 15 anos Clervie Ngounoue e a russa de 17 anos Diana Shnaider, principais cabeças de chave, que venceram as canadenses Kayla Cross e Victoria Mboko por 6/4 e 6/3.

Croata assume nº 1 do juvenil e paraguaio conquista o Orange Bowl
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 13, 2021 às 5:39 pm

O paraguaio Adolfo Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947 (Foto: Colette Lewis/Zoo Tennis)

Último grande evento no calendário do circuito mundial juvenil, o Orange Bowl chegou ao fim no último domingo em Plantation, na Flórida, e trouxe novidades para a reta final do ano. O paraguaio Adolfo Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947. No feminino, a croata Petra Marcinko foi campeã e ainda assumiu a liderança do ranking mundial da categoria.

Vallejo era o sétimo cabeça de chave e superou na final o norte-americano Bruno Kuzuhara, cabeça 2 do evento, por 6/2 e 6/3. Na semifinal, o paraguaio passou pelo norte-americano Ryan Colby por 6/2, 4/6 e 6/3. Já Kuzuhara, que é nascido em São Paulo, mas se mudou para os Estados Unidos com a família ainda na infância, venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 4/6, 6/1 e 7/6 (7-4).

O título do Orange Bowl rendeu 500 pontos no ranking mundial juvenil para Vallejo, de 17 anos, que saltou nove posições e entrou no top 10 para terminar a temporada na oitava posição. Já Kuzuhara, também de 17 anos, ultrapassou cinco jogadores e agora é o quarto colocado no ranking. A liderança ainda é do chinês de 16 anos Juncheng Shang, que não disputou o torneio e já está em transição para o circuito profissional.

Já na chave feminina, Petra Marcinko venceu a final contra a russa Diana Shnaider por 3/6, 6/1 e 6/3. Na semi, a croata havia vencido a tcheca Kristyna Tomajkova por 6/1 e 6/4, enquanto Shnaider bateu a finlandesa Laura Hietaranta por 6/2 e 6/1. Esta é a segunda vez que uma croata conquista o torneio, repetindo o título de Ana Konjuh em 2012.

Marcinko, de 16 anos, saltou nove posições no ranking e assumiu a liderança na classificação. Em segundo lugar está a tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova, que vinha de dois títulos e um vice antes do Orange Bowl. Sua irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, tem 14 anos e já está no quarto lugar do ranking juvenil. A terceira é Diana Shnaider, enquanto a jovem tenista de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva, que recentemente venceu seu primeiro torneio profissional no Brasil, caiu do primeiro para o quinto lugar do ranking.

Torneio já revelou grandes nomes
A lista de grandes nomes a vencer o Orange Bowl conta com Chris Evert, Bjorn Borg, Jim Courier, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Roger Federer, Andy Roddick, Caroline Wozniacki, Dominic Thiem, Bianca Andreescu, Sofia Kenin e Coco Gauff.

O tênis brasileiro tem cinco títulos na história na competição. Os três primeiros foram no final da década de 1950, com Carlos Fernandes em 1956, Maria Esther Bueno em 1957 e Ronald Barnes em 1958. Além deles, Thomaz Koch foi campeão em 1963, enquanto Fernando Meligeni venceu em 1989.

Inspirada em Carla Suárez, espanhola conquista o juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2021 às 10:59 pm

Ane Mintegi Del Olmo, de 17 anos, é a primeira espanhola a vencer o título juvenil de Wimbledon (Foto: ITF)

Pela primeira vez na história uma espanhola conquistou o título do torneio juvenil de Wimbledon. A autora da façanha é Ane Mintegi Del Olmo, jogadora de 17 anos e 27ª no ranking da categoria. Ela venceu na final a alemã Nastasja Schunk por 2/6, 6/4 e 6/1 em 2h03 de partida neste domingo. Formada no saibro, Del Olmo não esconde que a grama não é seu melhor piso, e que ela precisava se adaptar. E sua principal fonte de inspiração é a ex-top 10 Carla Suarez Navarro, que está de volta ao circuito depois de passar por um longo tratamento contra o câncer.

“Todos os espanhóis são minha inspiração, mas especialmente a Carla Suarez. O fato de ela ter superado um período muito difícil e agora estar de volta à quadra é realmente inspirador”, disse Del Olmo, em entrevista a site da ITF. Ela valoriza muito a recuperação e o retorno de Suarez, que está com 33 anos e fazendo uma temporada de despedida do circuito, celebrando também uma enorme vitória pessoal.

Antes da ótima campanha de Del Olmo, a última finalista espanhola no juvenil de Wimbledon havia sido Magui Serna em 1996. Já as únicas jogadoras do país a vencer títulos de Grand Slam na categoria haviam sido em Roland Garros, com Lourdes Dominguez Lino em 1999 e Paula Badosa em 2015. “É muito especial ser a primeira jogadora da Espanha a ganhar o título aqui em Wimbledon. Estou tão orgulhosa e é incrível”.

‘A grama não é minha maior superfície’, reconhece a espanhola
“A grama não é minha melhor superfície, mas adaptei meu jogo. Sou uma jogadora de saibro, mas aos poucos fui conseguindo ganhar mais ritmo nas superfícies rápidas. Na grama, é muito difícil adaptar meu jogo, mas esta semana eu estava competindo em um bom nível e jogando muito mais agressivamente do que o normal”, explica a espanhola, que fez um jogo típico de fundo de quadra na final contra Schunk, disputada neste domingo em Londres.

https://twitter.com/Wimbledon/status/1414253786697289732

O primeiro set da final teve as duas jogadoras fazendo um jogo típico de fundo de quadra, quase sempre usando topspin. Schunk eventualmente conseguia bater mais reto e gerar potência e isso rendeu pontos importantes, especialmente no momento de sacar para fechar, com um game de oito minutos de duração. Após um início de segundo set com altos e baixos, Del Olmo conseguiu duas quebras e conseguiu forçar o terceiro set. Já na parcial decisiva, a espanhola sofreu para confirmar o saque no início, mas depois conseguiu duas novas quebras. Liderando por 5/1, veio o drama e foram necessários cinco match-points para chegar à vitória.

“No primeiro set fiquei um pouco nervosa, mas aos poucos, quando terminei o primeiro set e os nervos se acalmaram, comecei a jogar melhor. Além disso, Nastasja jogou muito bem. Ela foi incrível no primeiro set”, disse a espanhola. “Eu melhorei e joguei muito bem no terceiro. Precisava ter uma boa mentalidade hoje e essa foi a maior coisa que tive em quadra hoje. Eu permaneci focada em cada ponto e não deixei minha concentração cair”.

Del Olmo fez uma campanha expressiva em Londres, eliminando favoritas como a filipina Alexandra Eala e a tcheca Linda Fruhvirtova. A espanhola tem pouca experiência no tênis profissional, ocupando o 715º lugar do ranking e sem ter conquistado títulos. Recentemente, jogou o qualificatório do WTA 1000 de Madri e conseguiu fazer um bom jogo contra a ex-top 10 Kristina Mladenovic na fase final do quali.

Vice-campeã destaca a boa campanha
Schunk, que este ano furou o quali do WTA 500 de Stuttgart e fez um bom jogo contra Belinda Bencic, avaliou sua participação no torneio de forma positiva. “Mesmo que esteja difícil agora, eu sei que mais tarde ou amanhã ficarei muito feliz e orgulhosa de mim mesma. Fiz boas partidas nesta semana. A experiência foi sido ótima e nunca tinha vivido nada assim antes. Tudo aqui é tão legal e essa semana vai me ajudar no futuro”, avaliou a alemã.

“Hoje não foi minha melhor partida. O primeiro set foi muito bom, mas então eu comecei a me sentir um pouco cansada e não estava mais me movendo tão bem. Ane então começou a jogar melhor porque ela não estava mais tão nervosa, mas também porque eu não era tão agressiva quanto antes. Ela então foi muito boa no terceiro set e foi difícil para mim. Mas, como eu disse, estou orgulhosa de mim mesmo”.

Favoritas são campeãs nas duplas

https://twitter.com/WimbledonChnl/status/1414184780594388992

O título de duplas ficou com a bielorrussa Kristina Dmitruk e a russa Diana Shnaider, principais cabeças de chave do evento, que venceram a final contra a belga Sofia Costoulas e a finlandesa Laura Hietaranta por 6/1 e 6/2.

Quatro franceses jogam semis do juvenil em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
junho 10, 2021 às 6:15 pm

Arthur Fils, de 16 anos, é o mais jovem entre os quatro semifinalistas do torneio (Foto: Andre Ferreira/FFT)

Quatro jogadores estão nas semifinais da chave masculina no torneio juvenil de Roland Garros. Essa é a primeira vez que isso acontece, segundo os registros feitos pela Federação Francesa de Tênis a partir de 1951. Os responsáveis pela façanha são Arthur Fils, Giovanni Mpetshi Perricard, Luca Van Assche e Sean Cuenin, que venceram seus jogos nesta quinta-feira em sets diretos.

Com os resultados, está garantido que um francês será campeão juvenil em Paris pela primeira vez desde a conquista de Geoffrey Blancaneaux em 2016. Antes dele, o último vencedor da casa havia sido Gael Monfils ainda na temporada de 2004. Já a última final francesa foi em 2002, quando Richard Gasquet venceu Laurent Recouderc.

https://twitter.com/CCSMOOTH13/status/1402999209956020229

Mais jovem entre os quatro semifinalistas, Arthur Fils está com apenas 16 anos e foi campeão do tradicional Orange Bowl no ano passado. O atual 19º do ranking venceu nesta quinta-feira o espanhol Daniel Rincon por 6/2 e 6/3. Seu adversário será Perricard, de 17 anos e oitavo colocado, que venceu o ucraniano Viacheslav Bielinskyi por 6/2 e 6/1.

Do outro lado da chave, Sean Cuenin surpeendeu o cabeça 1 chinês Juncheng Shang por 6/4 e 7/5. O francês de 17 anos e 12º do ranking encara Luca Van Assche, também de 17 anos e 15º colocado, algoz do espanhol Daniel Merida Aguilar.

“Uma grande geração está chegando”, disse Fils, em entrevista ao site da ITF. Jogadores nascidos em 2002, 2003, 2004… estamos todos muito bem na França. Podemos estar todos entre os 100 melhores em dois, três anos. É muito difícil colocar um nome em um favorito porque todos nós estamos jogando muito bem”.

Três russas nas semifinais femininas
Enquanto a França domina o torneio masculino no juvenil em Paris, as russas se destacam na chave feminina com três semifinalistas. Um dos confrontos será 100% com Oksana Selekhmeteva e Erika Andreeva. Nesta quinta-feira, Andreeva venceu a compatriota Polina Kudermetova por 6/4, 1/6 e 6/1, enquanto Selekhmeteva fez 6/3 e 6/1 contra a alemã Mara Guth.

Do outro lado da chave, a também russa Diana Shnaider fez 6/3 e 6/1 contra a norte-americana Robin Montgomery. Ela enfrenta a tcheca Linda Noskova, que venceu a cabeça 1 de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva (campeã do Australian Open em 2020) por 7/5, 2/6 e 6/3.