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Começa a Davis Júnior, que já apresentou Guga, Federer e Nadal
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2019 às 6:15 pm

Em uma semana com quatro torneios dos circuitos da ATP e WTA concentrados pela Ásia, o fã de tênis tem também a oportunidade de acompanhar um pouco do futuro da modalidade. As edições de 2019 da Copa Davis Júnior e da Fed Cup Júnior começaram na última terça-feira e vão até domingo. Os jogos reúnem atletas de até 16 anos e acontecem nas quadras de har-tru (saibro verde) em Lake Nona, na Flórida.

Realizadas desde 1985, a Davis e a Fed Cup Júnior já apresentaram lendas do esporte como Lindsay Davenport em 1991, Gustavo Kuerten em 1992, Roger Federer em 1996, Rafael Nadal (campeão pela Espanha em 2002) e a atual número 1 do mundo na WTA Ashleigh Barty, campeã pela Austrália em 2011. Recentemente, os canadenses Felix-Auger Aliassime e Denis Shapovalov, além da norte-americana Coco Gauff também conquistaram o título. Confira o quadro completo de vencedores.

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1174001586768613376

Regulamento e países participantes

As duas competições contam com 16 países divididos em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores de cada chave para as quartas de final, seguidas pelas semifinais no sábado e finais no domingo. Ainda há um playoff para a definir a classificação final do 9º ao 16º lugar. Cada confronto terá dois jogos de simples e um de duplas e cada um dos países inscreve três tenistas na competição.

Copa Davis Júnior
Grupo A: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Bolívia e Canadá. Grupo B: França, Hong Kong, Síria e Ucrânia. Grupo C: Paraguai, Sérvia, Egito e Austrália. Grupo D: República Tcheca, Japão, Marrocos e Espanha.

Fed Cup Júnior
Grupo A: Rússia, Itália, Peru e Taiwan. Grupo B: Argentina, China, República Tcheca e França. Grupo C: Canadá, Alemanha, Sérvia e Marrocos. Grupo D: Brasil, Coreia do Sul, Tailândia e Estados Unidos.

Brasileiras estão no Grupo D da competição
A equipe brasileira é formada pela goiana Lorena Cardoso, a catarinense Priscila Janikian e a paulista Juliana Munhoz. O time nacional começou perdendo para os Estados Unidos na última terça e ainda enfrenta as tailandesas nesta quarta e as sul-coreanas na quinta-feira.

“Nossa expectativa é muito boa. Temos duas meninas que jogaram o Sul-Americano, que são a Juliana e a Priscila, e a Lorena entra no time para fortalecer mais ainda com sua experiência. O Mundial é sempre muito difícil, as melhores atletas do mundo estão aqui. Nossa ideia é evoluir dentro da competição, com o objetivo de ser muito forte taticamente”, frisa o capitão do trio, o treinador Mário Mendonça, ao site da CBT.

As brasileiras conquistaram a vaga para jogar a Fed Cup Júnior após o terceiro lugar no Sul-Americano da categoria, que aconteceu em agosto no Chile. A equipe masculina do Brasil ficou apenas na quinta posição da seletiva continental e não se classificou, assim como a Argentina, sexta colocada. Os representantes sul-americanos são Paraguai e Bolívia.

Onde assistir?
Os confrontos disputados na Quadra Central são transmitidos pelo próprio canal da ITF no YouTube e podem ser acessados neste link. Para este ano, a organização do evento também viabilizou as transmissões das partidas das quadras externas, da 2 a 16, por meio do site da USTA. Também há opção de placares ao vivo para os jogos da Davis e da Fed Cup Júnior.

Bons nomes no torneio e a equipe da Síria
Dois nomes se destacam entre os participantes. Um deles é o japonês Shintaro Mochizuki, campeão juvenil de Wimbledon e vice-líder do ranking mundial da categoria. Outro top 10 na competição é o norte-americano Toby Kodat, oitavo colocado no ranking.

Vale também dar uma olhada na equipe da Síria, país que vive uma grave crise humanitária por conta da guerra civil que já dura quase uma década. É a primeira vez que o país disputa a competição. Em entrevista ao site da ITF, o capitão sírio Wassim Zinnia destacou a experiência que seus jovens jogadores terão nesta semana.

“Acho que meus jogadores aprenderam muito hoje enfrentando alguns dos principais favoritos deste torneio. Jogamos contra um dos melhores times daqui e foram placares apertados”, refletiu Zinnia depois do confronto contra a França na estreia. “Podemos competir em alto nível. Eu disse aos meninos que eles podem fazer muito melhor e espero que eles consigam”.

Esses jovens jogadores sírios já tiveram que treinar em áreas de conflito e hoje vivem longe do país. Ainda assim, defendem suas cores com orgulho. “É uma sensação incrível vestir uma camisa com a bandeira da Síria e o nome do meu país nas costas”, disse Pierre Djaroueh, jogador de 16 anos e que hoje treina no Canadá. “Minha mãe esteve lá na Síria e me disse que as antigas quadras, onde eu costumava jogar, estão com balas e marcas de tiros por toda parte”.

Taym Alazmeh, de 15 anos, está há sete sem visitar seu próprio país. Ele vive há três meses na Alemanha, e antes estava em Doha, no Qatar: “Vivi sete anos na Síria. Saí de lá porque a situação estava ficando muito difícil e não era seguro”.

Também de 15 anos, Mohamed Yaman Naghnagh diz que até jogou no meio do fogo cruzado em Damasco, capital de seu país. “É muito perigoso. Você vê foguetes pelo céu e uma bala já passou do lado da minha perna, mas continuei jogando. É isso o que nós fazemos”, afirmou.

O capitão do time também espera que o esporte possa ser um caminho para transformações na vida de desses jovens e de outros no país. “Estou muito orgulhoso de meus jogadores. Taym, Pierre e Yaman são todos muitos bons. Nós vivendo esse sonho juntos e estou muito feliz em vê-los competindo aqui entre os 16 melhores times do mundo”, comenta o treinador. “Nossa missão é fazer com que o tênis continue existindo na Síria. Só se vive uma vez e você tem que lutar. Nós lutamos no tênis porque é o que amamos”.

 

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Zverev lidera sua geração nos números e atitudes
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 19, 2018 às 8:53 pm

Campeão do ATP Finals, Alexander Zverev ratificou ainda mais sua condição como o grande nome da nova geração do tênis. Em um final de semana excelente, ele superou os principais cabeças de chave e dois dos maiores vencedores na história do torneio sem perder sets. Foi assim com o hexacampeão e recordista de títulos Roger Federer na semifinal e com o dono de cinco conquistas Novak Djokovic na rodada decisiva.

Em um momento em que o circuito masculino tem sido dominado por jogadores acima dos 30 anos, que hoje ocupam sete vagas do atual top 10, o alemão de 21 anos vem conseguindo marcas que não vistas há praticamente uma década. Um exemplo é que Zverev é o mais jovem campeão do torneio desde o próprio Djokovic, que tinha a mesma idade quando triunfou na China em 2008. Além disso, desde que a ATP passou a promover seus novos nomes do circuito, há pouco mais de dois anos, o alemão vem sempre se mantendo um ou mais degraus acima de outros companheiros na mesma faixa etária.

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Integrante mais jovem do atual top 10, Zverev termina a segunda temporada seguida na quarta posição do ranking mundial e está a apenas 35 pontos do terceiro colocado Federer. Por mais que 2018 tenha sido um bom ano para jogadores jovens, nenhum dos atletas contemporâneos do alemão conseguiu romper a barreira dos dez melhores do mundo.

Ambos com 22 anos, Karen Khachanov e Borna Coric são os mais próximos de entrar no top 10, já que ocupam o 11º e o 12º lugar no ranking divulgado nesta segunda-feira. Ainda no top 20, estão o britânico de 23 anos Kyle Edmund, 14º colocado, seguido pelo grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas seguido e pelo russo de 22 anos Daniil Medvedev. O top 30 ainda conta com o sul-coreano de 22 anos Hyeon Chung (25º) e com o canadense de 19 anos Denis Shapovalov (27º).

Entre todos esses expoentes da nova geração, Zverev é de longe o jogador com maior número de títulos. Já são dez ao todo, incluindo o Finals e três Masters 1000. Khachanov tem quatro conquistas, com destaques para o Masters de Paris, Medvedev venceu três torneios, enquanto Coric tem dois, contra um de Edmund e Tsitsipas. Chung e Shapovalov ainda não venceram um torneio da ATP.

Nas vitórias contra jogadores do top 10, Zverev lidera por 19 a 12 sobre Coric, seu perseguidor mais próximo. Khachanov venceu sete jogos na carreira contra top 10, quatro deles seguidos na campanha vitoriosa em Paris. Outro que também bateu sete nomes deste nível é Tsitipas. Edmund tem duas vitórias contra top 10, enquanto Chung, Medvedev e Shapovalov só venceram um jogo deste porte, cada um.

Em torneios Masters 1000, além dos títulos de Zverev e Khachanov, os únicos que disputaram finais foram Tsitsipas e Coric, enquanto Shapovalov já esteve em duas semis. O único feito em que alguns colegas superam o alemão é uma boa campanha em Grand Slam. Ao passo que Zverev tem como melhor resultado as quartas de final de Roland Garros, Edmund e Chung deram um passo a mais e foram semifinalistas na Austrália em janeiro.

Outros dois bons jovens jogadores rondando as primeiras posições são os australianos Alex De Minaur e Nick Kyrgios. Revelação da temporada e número 31 do mundo aos 19 anos, De Minaur já chegou a duas finais de ATP e ainda busca o primeiro título e a primeira vitória contra um top 10. Já o controverso Kyrgios tem 23 anos, já foi número 13 do ranking e hoje aparece no 36º lugar. Ele já tem quatro títulos de ATP, foi finalista no Masters 1000 de Cincinnati no ano passado e acumula 15 vitórias sobre adversários nas dez primeiras posições.

Nos confrontos diretos, Zverev leva vantagem sobre quase todos os adversários. O alemão tem 4-0 contra Medvedev e Edmund, 3-0 sobre De Minaur, 2-0 sobre Shapovalov e 2-1 diante de Khachanov. O histórico está empatado contra Tsitsipas e Kyrgios, sendo 1-1 diante do grego e 3-3 contra o australiano. Apenas Coric e Chung tem retrospecto positivo contra o alemão. O croata lidera por 3-1, enquanto o sul-coreano tem 2-1.

Por conta desses e de outros números que o colocam um nível acima, Zverev foi perguntado após o título em Londres se ele sentia como um líder da nova geração do circuito. “Eu não posso te dizer se eu serei o futuro líder do tênis, que é uma questão muito profunda no momento, e não acho que eu deveria ser o único a responder a esta pergunta, não sou qualificado para isso”, comentou após derrotar Novak Djokovic por 6/4 e 6/3 no último domingo. “Eu me sinto ótimo, mas o futuro ainda tem muitos anos pela frente e tudo pode acontecer. O que eu sei é que vou fazer o possível para estar no topo, por isso tenho que vencer os melhores nos grandes torneios”,

Zverev lembrou até mesmo do retrospecto recente de Djokovic contra os jovens jogadores para comentar o sucesso da nova geração do tênis. Durante o segundo semestre de 2018, Djokovic venceu 35 dos últimos 38 jogos que disputou e só foi parado por nomes da nova geração nesta metade do ano. Antes de Zverev, os únicos que conseguiram derrotar o sérvio nesse período foram Tsitsipas nas oitavas de em Toronto e Khachanov na decisão em Paris. “Os dados estão lá. Novak perdeu para Khachanov em Paris e para Tsitsipas em Toronto. Fico feliz em ver que a nova geração está chegando pouco a pouco”.

Líder fora de quadra – O jovem jogador de 21 anos também vem exercendo uma figura de liderança nas discussões sobre o calendário do circuito e a duração da temporada. Além de já ter se posicionado contra a mudança nas datas e formato da Copa Davis. “Eu não vou jogar a Copa Davis em novembro. Nós tempos um mês e meio entre uma temporada e outra, no final de novembro e em dezembro. Fazer um torneio no fim de novembro, quando todos nós estamos cansados é uma loucura. Nós, como jogadores top, tivemos conversas com a ATP para diminuir a temporada e não torná-la ainda mais longa”, disse ainda durante o Masters 1000 de Xangai.

“O problema não é nem a quantidade de torneios que jogamos no ano, mas quanto tempo dura a temporada. Mesmo se você não estiver jogando um torneio naquela semana, você não pode tirar essa semana de folga. Você tem que estar treinando, você tem que estar se preparando”, comentou após a fase de grupos do Finals, em Londres. “Nós não temos tempo para nos preparar fisicamente e mentalmente, e também não temos tempo para nos dar descanso. Você só pode fazer isso durante período de pré-temporada, e não quando há outros torneios em que você apenas não está jogando”

O atual número 4 do mundo também cita suas conversas com o líder do ranking mundial e presidente do Conselho de Jogadores da ATP Novak Djokovic para justificar sua posição. “Se você perguntar a Novak, ele concorda comigo. Já tivemos essa conversa. Ele tem pensado da mesma forma nos últimos 10 anos, mas nunca falou sobre isso. Agora que os jogadores estão falando sobre o assunto, ele também fala”.

Sinal de amadurecimento – Zverev nunca escondeu um lado mais explosivo, nas discussões ríspidas com árbitros ou em respostas atravessadas em entrevistas coletivas. Mas durante a semana em Londres, deu sinais de maturidade também nesse lado. Especialmente no episódio das vaias sofridas nos momentos decisivos da semifinal contra Roger Federer, vencida por 7/5 e 7/6 (7-4) no último sábado. Quando perdia o tiebreak do segundo set por 4-3, alemão parou um ponto que era dominado por Federer e o árbitro Carlos Bernardes aplicou a regra do ‘let’ para mandar voltar a jogada, depois que um dos boleiros deixou a bola correr no fundo da quadra. Na volta, o germânico encaixou um ace e foi vaiado pelo público.

Embora Zverev tenha agido dentro das regras, criou-se um ambiente seguiu hostil ao jovem jogador de 21 anos até o final do jogo e ele chegou a pedir desculpas aos torcedores. “Em primeiro lugar, quero me desculpar pela situação no tiebreak. O boleiro deixou uma bola cair e a regra diz que é preciso repetir o ponto”, disse Zverev em entrevista ainda em quadra logo após a partida. “Já pedi desculpas a Roger na rede, e ele me disse que ‘está tudo bem e que está nas regras’. E agora falo para o público, porque há muitos fãs de Roger aqui. Por tudo o que ele conseguiu, ele é quem tem mais fãs no mundo”.

https://twitter.com/TennisTV/status/1063827548273078272

Aos jornalistas, Zverev também falou sobre o incidente e não escondeu o quanto a situação o abalou emocionalmente. “Quando você é vaiado, nunca é uma sensação agradável. Eu pedi desculpas ao Roger na rede depois e ele me disse: ‘Você não tem absolutamente nada para se desculpar, não se preocupe com isso’. Mas talvez algumas pessoas do público não sabiam o que realmente aconteceu e qual era a situação”, afirmou. “As vaias se transformaram em aplausos depois, o que me ajudou. Obviamente, muitas emoções estão passando pela minha cabeça. Fiquei muito chateado no vestiário também, não vou mentir. Tive que tirar alguns minutos para mim. Eu espero que as pessoas que estavam vaiando vejam o que realmente aconteceu. Talvez apenas percebam que eu talvez não tenha feito nada de errado”.

As palavras do número 1 – Superado por Zverev na decisão do Finals, Djokovic acredita que o jovem alemão tem potencial para superar seus feitos no circuito. Apesar da decepção pela derrota e desempenho na partida de domingo, o pentacampeão do torneio fez questão de valorizar a inédita conquista de seu adversário.

“Há muitas semelhanças em termos de trajetória em relação às nossas carreiras e espero que ele possa me superar”, disse Djokovic, ao ser lembrado que Zverev é o campeão mais jovem do torneio desde o próprio sérvio em 2008. “Posso dizer que ele é uma pessoa com muita dedicação e merece tudo o que está recebendo, embora ainda tenha muito tempo pela frente. Se ele pode ganhar títulos de Grand Slam? É claro, mas já sabemos disso há muito tempo, não só a partir de hoje”.

https://twitter.com/TennisTV/status/1064278575161974784

“Estou desapontado com meu jogo mas, ao mesmo tempo, muito feliz por ver o Alexander ganhar um título tão importante como este”, comenta o sérvio sobre o título mais importante da carreira de Zverev. “Temos um ótimo relacionamento, vivemos no mesmo lugar, somos uma grande família e compartilhamos muitas coisas, dentro e fora de quadra. Você o vê levantando o troféu e rapidamente entende o quanto isso significa para ele. Ele merece”.

Perguntado sobre a afirmação de Djokovic, Zverev respondeu com bom humor. “Novak disse que posso acabar ganhando mais títulos que ele? Jesus não! Isso é muita coisa!”, comenta o jovem campeão. “Quero dizer, eu ganhei esse torneio uma vez, ele ganhou cinco. Ele ganhou, eu não sei, uns 148 títulos mais do que eu. Eu espero que eu possa ter uma grande carreira, mas agora eu só penso em curtir as férias e relaxar um pouco”.

O que esperar da nova geração no US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 26, 2018 às 8:46 pm

Último Grand Slam do ano, o US Open dá a largada nesta segunda-feira. Entre os 256 nomes presentes nas chaves de simples, com 128 homens e 128 mulheres, vários nomes da nova geração do circuito estarão presentes em Nova York. Entretanto, os jovens jogadores têm diferentes ambições no Slam americano, entre os que buscam o título ou uma boa campanha, os que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A aposta de Zverev

Principal nome da nova geração do circuito masculino, Alexander Zverev disputará o 14º Grand Slam de sua carreira profissional e tenta se livrar de um histórico negativo. Número 4 do mundo e vencedor de nove torneios da ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos tem como melhor resultado em um Major as quartas de final de Roland Garros este ano. Antes disso, só chegou às oitavas uma vez, na grama de Wimbledon no ano passado. Em Nova York, são três participações e apenas duas vitórias.

Disposto a mudar esse quadro, Zverev faz uma aposta que já deu deu certo com Andy Murray. Ele será treinado pelo ex-número 1 do mundo Ivan Lendl, que esteve presente nos três Grand Slam da carreira do britânico -sendo mais atuante nos dois primeiros, US Open de 2012 e Wimbledon em 2013. Outro que fez parte do time de Murray e agora trabalha com Zverev é o preparador físico Jez Green.

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Zverev foi bem claro sobre seus objetivos com Lendl. “A razão pela qual estou com ele é competir e vencer os maiores torneios do mundo. Essa é a única razão pela qual ele se juntaria também”, disse o alemão. “Ele foi vencedor como jogador e como técnico, então ele sabe o que é preciso. Ele sabe como tornar os melhores jogadores ainda melhores. É por isso que eu o trouxe”.

A estreia de Zverev no US Open será contra o canadense de 30 anos e 120° do ranking Peter Polansky, jogador que conseguiu a rara façanha de entrar como lucky loser na chave de todos os Grand Slam de 2018. Se vencer, o alemão pode enfrentar o tcheco Jiri Vesely ou o convidado francês Corentin Moutet. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Filip Krajinovic, 32º favorito.

Kei Nishikori e Diego Schwartzman podem pintar nas oitavas, enquanto Marin Cilic e David Goffin são possíveis adversários nas quartas. O alemão está no mesmo lado da chave de Roger Federer e Novak Djokovic, e pode enfrentá-los na semi, enquanto Rafael Nadal, Juan Martin del Potro, Andy Murray e Stan Wawrinka estão do outro lado da chave.

O duelo canadense

As duas principais promessas do tênis masculino canadense irão se enfrentar logo na primeira rodada do US Open. Depois que Felix Auger Aliassime, de 18 anos, passou pelo qualificatório e garantiu vaga em sua primeira chave principal de Grand Slam, o sorteio o colocou para enfrentar o compatriota de 19 anos Denis Shapovalov. Eles se enfrentam já nesta segunda-feira, não antes das 18h (de Brasília) na quadra Grandstand.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Será a segunda vez que os dois jovens canadenses se enfrentam no circuito profissional, sendo que Shapovalov levou a melhor no challenger de Drummondville no ano passado. Enquanto Auger-Aliassime é um estreante em Grand Slam e ocupa o 116º lugar do ranking, Shapovalov é o atual número 26 do mundo e já acumula seis vitórias e cinco derrotas nos principais torneios do calendário, com direito a uma campanha até as oitavas no ano passado.

Quem chega com moral

Com títulos, boas campanhas ou vitórias expressivas nos torneios preparatórios para o US Open, a bielorrussa Aryna Sabalenka, o grego Stefanos Tsitsipas e o russo Daniil Medvedev chegam embalados ao Grand Slam nova-iorquino e com chances de surpreender. Entretanto, Tsitsipas e Medvedev podem se enfrentar já na segunda rodada.

https://twitter.com/StefTsitsipas/status/1028873210652229633

Tsitsipas, de 20 anos, foi semifinalista em Washington e vice-campeão do Masters 1000 de Toronto. No caminho, conquistou vitórias contra David Goffin, Alexander Zverev, Dominic Thiem, Novak Djokovic e Kevin Anderson. Com isso, subiu do 32º para o 15º lugar do ranking mundial. Um ano atrás, ele aparecia apenas na 161ª posição. Já Medvedev, 22, conquistou no último sábado o segundo título de ATP na carreira em Winston Salem e debutará no top 40.

A estreia de Tsitsipas será contra o veterano espanhol de 36 anos Tommy Robredo, enquanto Medvedev terá um duelo russo contra Evgeny Donskoy. O cabeça de chave mais próximo desses dois jovens embalados é o também promissor croata de 21 anos e número 20 do mundo Borna Coric, que estreia contra o experiente alemão Florian Mayer. Quem passar por esse setor pode enfrentar Andy Murray ou Juan Martin del Potro nas oitavas.

Quem chega embalada na chave feminina é Aryna Sabalenka, bielorrussa de 20 anos, que debutará no top 20 do ranking mundial depois de ter vencido o WTA Premeir de New Haven no último sábado. Há um ano, Sabalenka não estava nem no top 100, já que ela só entraria nesse grupo no dia 16 de outubro de 2017.

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Nas últimas três semanas, a jovem bielorrussa anotou quatro de suas cinco vitórias contra top 10 na carreira. Ela iniciou essa série vencendo Caroline Wozniacki em Montréal. Depois, no caminho para a semifinal em Cincinnati, derrotou Karolina Pliskova e Caroline Garcia. Já em New Haven, derrubou a número 9 do mundo Julia Goerges na semifinal.

Na rota dos favoritos

Entre os nomes que estão muito próximos de favoritos e podem protagonizar bons jogos na primeira semana em Nova York, destaque para o russo Karen Khachanov, o chileno Nicolas Jarry, a ucraniana Dayana Yastremska e a norte-americana Amanda Anisimova.

Jarry está com o melhor ranking da carreira, no 42º lugar, e estreia contra o alemão Peter Gojowczyk. Se vencer, pode cruzar o caminho do anfitrião e 11º favorito John Isner já na segunda rodada. Já Khachanov fez uma ótima campanha no Masters 1000 de Toronto, onde foi semifinalista e alcançou o top 30. Atual 26º do ranking, o russo de 22 anos é o cabeça de chave mais próximo de Rafael Nadal e pode enfrentar o número 1 do mundo na terceira rodada em Nova York. A estreia de Khachanov será contra o espanhol Albert Ramos e depois podem vir o italiano Lorenzo Sonego ou o luxemburguês Gilles Muller.

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

Primeira jogadora nascida a partir de 2000 a figurar no top 100 da WTA, a ucraniana de 18 anos e 98ª colocada Dayana Yastremska disputará seu primeiro Grand Slam em Nova York. Ela será treinada pela ex-número 1 do mundo Justine Henin, bicampeã do torneio nos anos de 2003 e 2007. A belga ainda cedeu o preparador físico Eric Houben, com quem trabalhou durante boa parte da carreira. A estreia de Yastremska será contra a tcheca de 22 anos e vinda do quali Karolina Muchova, 202ª do ranking. Caso a ucraniana consiga passar por sua primeira adversária, há chance de um duelo contra a ex-número 1 do mudo e atual 12ª colocada Garbiñe Muguruza.

Já a convidada Amanda Anisimova é uma das duas jogadoras de 16 anos na chave feminina. Atual 135ª do ranking mundial, ela disputará seu segundo Grand Slam, já que ela também esteve em Roland Garros. Ela já tem até vitória contra top 10, conquistada sobre Petra Kvitova em Indian Wells. A estreia de Anisimova será contra a norte-americana Taylor Townsend e depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 letã Jelena Ostapenko, que tem uma estreia difícil contra a experiente alemã Andrea Petkovic.

Os mais jovens

Ao todo, trinta jogadores disputarão um Grand Slam pela primeira vez em Nova York, sendo vinte no masculino e dez no feminino. Como era esperado, os atletas mais jovens de cada chave são convidados vindos do torneio nacional juvenil da USTA, disputado no início do mês. Os convites ficaram para Whitney Osuigwe, de 16 anos, e para Jenson Brooksby, 17.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Nascida no dia 17 de abril de 2002, Osuigwe já liderou o ranking mundial juvenil e foi campeã de Roland Garros na categoria em 2017. Ela ocupa o 391º lugar na WTA e estreia contra a italiana Camila Giorgi, 45ª do ranking. Se vencer, certamente enfrentará uma campeã de Grand Slam na segunda rodada, vinda do duelo entre Svetlana Kuznetsova e Venus Williams.

Brooksby é bem menos conhecido. Seu melhor ranking como juvenil foi o 152º lugar em maio. Já como profissional, ocupa apenas 1.229ª posição e venceu somente cinco jogos de nível future na carreira. Seu adversário de estreia em Nova York será o australiano John Millman, 55º do mundo.

Jovens estão na rota de favoritos em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
maio 26, 2018 às 12:25 am

Depois do sorteio da chave principal de Roland Garros na última quinta-feira e do término do qualificatório nesta sexta, todo mundo que disputará o Grand Slam francês a partir do próximo domingo já conhece seus adversários de estreia e o caminho nas rodadas seguintes em Paris.

A nova geração do tênis mundial tem candidatos ao título como a campeã do ano passado Jelena Ostapenko e o terceiro do ranking masculino Alexander Zverev, mas também tem nomes fora do radar, como convidados, atletas vindos do quali ou de bons resultados no saibro e que podem dar trabalho aos principais cabeças de chave.

 

Anett Kontaveit (22 anos, 25ª do ranking, Estonia)

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit não chega a ser uma surpresa, já que teve resultados expressivos no saibro nos últimos dois anos. A estoniana, entretanto, vive seu melhor momento no circuito durante atual temporada e a partir desta semana ocupa o ranking mais alto de sua carreira.

No saibro, Kontaveit fez duas semifinais em nível Premier nos torneios de Stuttgart e Roma, além de ter chegado às oitavas em Madri. Em três semanas, conquistou três vitórias contra top 10 (sendo duas seguidas contra Venus Williams) e um total de seis diante de adversárias do top 20. A estoniana está empatada com Elina Svitolina no terceiro lugar em vitórias contra top 10 na temporada, com quatro no total. Nesta estatística, ela só é superada por Petra Kvitova, com sete, e Daria Kasatkina, com seis.

Cabeça 25 em Roland Garros, Kontaveit estreia contra a 99ª colocada norte-americana Madison Brengle. As possíveis adversárias na segunda rodada são a experiente romena Alexandra Dulgheru e a norte-americana Christina McHale. Passando pelas duas primeiras fases, a estoniana pode reencontrar sua algoz em Madri Petra Kvitova. Há duas semanas, elas se enfrentaram nas oitavas na capital espanhola, com vitória tcheca em três sets.

Elise Mertens (22ª anos, 16ª do ranking, Bélgica)

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a jogadora que mais venceu jogos no saibro na atual temporada. Foram treze vitórias, todas elas seguidas. A jovem jogadora belga foi campeã de dois WTA de nível International em Lugano, na Suíça, e Rabat, no Marrcos. Antes de atuar em Madri, precisou ser hospitalizada por conta de problemas de saúde que já a incomodavam nos últimos dias do torneio marroquino. Até por isso, seu desempenho na capital espanhola foi comprometido e ela nem jogou em Roma.

Semifinalista do Australian Open em janeiro, a belga de 22 anos estreia contra a norte-americana Varvara Lepchenko. Passando pela estreia, ela pode encarar a britânica Heather Watson ou a francesa Oceane Dodin. A australina Daria Gavrilova é a principal ameaça na terceira rodada antes de um reencontro com a número 1 do mundo Simona Halep nas oitavas de final.

Daria Kasatkina (21 anos, 14ª do ranking, Rússia)

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

A temporada de saibro pode não ter sido tão boa para Kasatkina, mas uma jogadora que já venceu seis jogos contra top 10 no ano, sendo quatro diante de top 5 não pode ser descartada. Atual 14ª do ranking e finalista em Indian Wells, a jovem russa chegou às quartas em Madri (onde venceu um jogão contra Garbiñe Muguruza) e às oitavas em Roma. Perdeu para as campeãs em ambos os torneios, Petra Kvitova e Elina Svitolina.

Cabeça 14 em Paris, Kasatkina tem jogadoras experientes em seu setor como a adversária de estreia Kaia Kanepi e as possíveis rivais na segunda rodada Tatjana Maria e Kirsten Flipkens. Na terceira rodada, há chance de um grande jogo no saibro contra Carla Suárez Navarro. Caso vença a espanhola, há chance de reencontro nas oitavas com a número 2 do mundo Caroline Wozniacki, a quem derrotou duas vezes este ano.

Magdalena Frech (20 anos, 137ª do ranking, Polônia)

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Vinda do qualificatório, Frech está com o melhor ranking da carreira desde a última segunda-feira. A polonesa saltou do 320º para o 166º lugar durante a temporada passada e segue em franca evolução no circuito. Ela já passou por dois qualificatórios de Grand Slam e vem de bons resultados em torneios ITF. Sua estreia na chave principal em Paris será contra a russa Ekaterina Alexandrova, depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 norte-americana Sloane Stephens, que não teve bons resultados no saibro, caindo nas estreias em Stuttgart e Nuremberg, e nas  oitavas em Roma e Madri.

Denis Shapovalov (19 anos, 26º do ranking, Canadá)

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Antes desta temporada, Denis Shapovalov ainda não tinha nenhuma vitória no saibro em nível ATP e só tinha vencido um jogo de challenger no saibro. O canadense de 19 anos, entretanto, foi buscar a evolução nos torneios mais fortes com semifinais no Masters 1000 de Madri e oitavas em Roma. Em duas semanas, ele saltou do 43º para o 26º lugar do ranking, melhor marca de sua carreira.

A estreia de Shapovalov pode ser complicada contra o australiano John Millman, 58º do ranking e que foi finalista no ATP de Budapeste e campeão do challenger de Aix En Provence. Passando por seu primeiro obstáculo, o cabeça 24 pode enfrentar o norte-americano Ryan Harrison ou o alemão Maximilian Marterer. Como o cabeça de chave mais próximo é Jack Sock, 14º favorito, que nunca passou da terceira rodada em Roland Garros, a expectativa é por um duelo com Rafael Nadal nas oitavas.

Stefanos Tsitsipas (19 anos, 40º do ranking, Grécia)

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Há um ano, Tsitsipas sequer tinha vitória em nível ATP e disputava o primeiro Grand Slam da carreira. Sua evolução em doze meses é notória, do 202º lugar que ocupava em maio de 2017 para a atual 40ª colocação. O jovem grego já acumula 19 vitórias na elite do circuito, sendo 15 na atual temporada. Diante de adversários do top 10, ele já conseguiu três vitórias, duas delas em 2018. Finalista em Barcelona, onde só parou em Rafael Nadal, o grego também foi semifinalista no Estoril e foi do quali até a segunda rodada da chave principal em Roma.

A estreia de Tstistipas será contra o espanhol vindo do quali e 194º do ranking Carlos Taberner, jovem de 20 anos e que só havia vencido um jogo de ATP e mais dois em chaves principais de challenger antes de chegar a Paris. Caso confirme o favoritismo, o grego pode reencontrar o número 8 do mundo Dominic Thiem, a quem derrotou nas quartas de final em Barcelona. O austríaco, entretanto, venceu outros dois jogos contra Tsitsipas nesta temporada, nas quadras duras de Doha e Indian Wells.

Nicolas Jarry (22 anos, 59ª do ranking, Chile)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry é uma das apostas para o ressurgimento do tênis chileno. Com estilo de jogo agressivo, bom saque e potência nos golpes, ele deve ser um dos principais nomes sul-americanos para os próximos anos do circuito. O jovem jogador de 22 anos se destacou primeiro em seu continente, com quartas de final em Quito, semi no Rio de Janeiro e final em São Paulo. Já na Europa, fez quartas no saibro português do Estoril e furou o quali na capital italiana.

A estreia de Jarry será contra o norte-americano Jared Donaldson, 57º do ranking e que só venceu um jogo no saibro este ano. Logo na sequência, há possibilidade de um duelo contra o quinto colocado Grigor Dimitrov. O búlgaro estreia contra o experiente sérvio Viktor Troicki.

Os quatro testes e o 1º ATP de Tiafoe
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 26, 2018 às 11:18 pm

É difícil ver um jogador tendo que passar por tantas situações distintas no caminho para um título quanto Frances Tiafoe teve nesta semana até a conquista do ATP 250 de Delray Beach. O norte-americano de apenas 20 anos lidou com diferentes estilos de adversário e diferentes tipos de pressão no caminho durante a trajetória até sua primeira conquista na elite do circuito.

Tiafoe foi de franco-atirador da partida contra Juan Martin del Potro ainda nas oitavas de final a favorito absoluto e esperança da torcida americana na decisão diante do alemão Peter Gojowczyk. Entre esses dois jogos, duas vitórias seguidas em duelos da nova geração sobre Hyeon Chung e Denis Shapovalov.

Tiafoe passou por Del Potro, Shapovalov e Chung antes da final em Delray Beach (Foto:  Peter Staples/ATP World Tour)

Tiafoe passou por Del Potro, Shapovalov e Chung antes da final em Delray Beach (Foto: Peter Staples/ATP World Tour)

O favorito: Diante de Del Potro, Tiafoe desafia os números. Era o sétimo jogo que o norte-americano faria contra um top 10 e a única vitória até então viera há mais de seis meses, contra Alexander Zverev no ano passado em Cincinnati. Some-se a isso uma recente vitória de Del Potro sobre o americano em sets diretos no Australian Open e o bom retrospecto do argentino no torneio. Em duelo de 2h27, com apenas duas quebras para cada lado, o jovem norte-americano disparou dezessete aces e salvou 14 dos 16 break points que enfrentou, em muitos deles com ótimos saques. Vitória por 7/6 (8-6), 4/6 e 7/5.

O jogo de dois dias: A partida contra Chung começou com desvantagem no placar e foi marcada por uma marcação controversa do árbitro de cadeira, que não viu uma bola tocar duas vezes na quadra do sul-coreano.

https://twitter.com/doublefault28/status/967221732347170816

https://twitter.com/doublefault28/status/967223353063944192

Além disso, Chung exibia seu característico jogo sólido de fundo de quadra, sempre mandando uma bola a mais. Quando o norte-americano enfim adquiriu ritmo e ficou mais perto da vitória, aconteceu mais uma situação que poderia desestabilizá-lo. Começou a chover no momento que Tiafoe liderava a parcial decisiva por 5/3 e o jogo foi suspenso para a tarde seguinte. Na volta, Chung confirmou o serviço e passou a pressão para o lado do anfitrião. Sacando para o jogo, Tiafoe enfrentou um game longo e precisou de oito match points para garantir um lugar na semifinal, que seria disputada no mesmo dia. Placar de 5/7, 6/4 e 6/4 em 2h29 de partida.

A barreira:  Muita coisa estava em jogo na semifinal diante de Denis Shapovalov. Afinal, o vencedor do encontro entre dois expoentes da nova geração disputaria uma final de ATP pela primeira vez na carreira. E ambos sabiam que passar por essa barreira representaria uma decisão diante de Gojowczyk, que apesar dos 28 anos tem apenas um título no circuito, representaria uma oportunidade muito grande de conquistar o primeiro troféu.

Além disso, vencer um jogo importante contra um colega de geração serve para marcar terreno entre jogadores dessa faixa etária e que tendem a rivalizar nos próximos anos. O próprio Shapovalov vinha de duas vitórias assim, sobre os americanos Jared Donaldson e Taylor Fritz e estava sacando muito bem no torneio. A semifinal foi rápida, com apenas 1h11 de duração e equilibradas parciais de 7/5 e 6/4 a favor do anfitrião.

A grande chance: Depois de passar por um dos principais nomes do torneio e por dois rivais de sua geração, Tiafoe viu a sorte sorrir do outro lado da chave. Os principais nomes do outro lado do quadro caíram precocemente, casos de Jack Sock, John Isner e Milos Raonic. Veio Gojowczyk, então 64º colocado e ainda com algumas limitações físicas.

O começo de partida foi arrasador para Tiafoe, que venceu os cinco primeiros games. Mesmo sem colocar tantos primeiros saques em quadra, o norte-americano cedeu apenas sete pontos em seus games de serviço durante o set inicial e enfrentou apenas um break point. Gojowczyk chegou a pedir atendimento antes do sexto game e até confirmou o saque quando voltou, mas seguia com poucas chances diante do anfitrião.

Ainda com limitações físicas, o alemão frequentemente recebia o fisioterapeuta nas viradas de lado. Tiafoe foi o primeiro a quebrar ainda no terceiro game da parcial seguinte. Na sequência, em um game de duas duplas faltas permitiu a única quebra a favor do alemão no jogo. Ainda assim, o norte-americano manteve o domínio das ações e voltou a liderar o placar para não ser mais ameaçado. O jovem de 20 anos terminou o jogo com 13 aces, dois deles no último game disputado.

O ranking e os jovens americanos: Tiafoe é o primeiro expoente da nova geração do tênis masculino norte-americano a ter um título de ATP. De quebra, ele saltou trinta posições no ranking para atingir o 61º lugar e ficar a apenas uma posição da melhor marca de sua carreira.

O campeão de Delray Beach ainda está a duas posições de Jared Donaldson, que é um ano mais velho, mas já está à frente do 77º colocado Taylor Fritz que disputou uma final em Memphis há dois anos. Outros jovens americanos de até 21 anos no top 200 são Ernesto Escobedo (123º), Tommy Paul (151º), Stefan Kozlov (160º), Michael Mmoh (176º) e Reilly Opelka (197º).

Next Gen Finals testa novas regras e tem sorteio constrangedor
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 6, 2017 às 7:07 pm

Novidade no calendário, a edição inaugural do Next Gen ATP Finals começa nesta terça-feira em Milão. A cidade italiana tem contrato para organizar o evento com sete melhores do ranking com até 21 anos e mais um convidado local até 2021. Mas o evento que deveria apenas para promover a nova geração do circuito, movimentar uma semana sem competições e testar regras diferentes para  o esporte já trouxe uma dor de cabeça para a ATP e para a Federação Italiana de Tênis antes mesmo de começar.

O centro da polêmica está na forma pouco convencional que os organizadores optaram para realizar o sorteio das chaves. Cada um dos oito jogadores do precisaria escolher uma modelo e desfilar com ela em uma passarela. Mas o que poderia ser apenas uma proposta descontraída teve uma execução de péssimo gosto, já que era preciso tirar uma peça de roupa das meninas para saber se você estava no Grupo A ou no Grupo B. O constrangimento e o incômodo de alguns participantes com a situação era visível.

Não demorou para que as imagens se espalhassem e a comunidade do tênis reagisse negativamente ao ocorrido. As ex-líderes do ranking  Amelie Mauresmo e Bille Jean King, a jogadora francesa Alizé Cornet, além de Judy Murray que é treinadora além de mãe de Andy e Jamie Murray, foram alguns nomes que se manifestaram contra o deprimente espetáculo. A ideia também não foi bem recebida por muitos dos fãs que assistiram aos vídeos.

https://twitter.com/alizecornet/status/927450010823704577

Por meio de nota, já nesta segunda-feira, a ATP e a Red Bull que é uma das principais patrocinadoras do torneio já tiveram que se explicar: “A ATP e a Red Bull pedem desculpas pelas ofensas causadas durante o sorteio das chaves do Next Gen ATP Finals. A intenção era integrar o evento com o rico legado que Milão possui como uma das capitais da moda em todo o mundo. Entretanto, a execução foi de muito mau gosto e inaceitável. Nós lamentamos muito por isso e asseguramos que nada parecido com isso irá se repetir no futuro”.

Diante da repercussão negativa, um evento que em tese serviria para atrair um público mais jovem acabou falhando feio logo de cara. Cenas como as do último domingo passam longe de quem quer vender a imagem de um produto de elite. Além disso, em uma cidade com tanto apelo turístico e histórico como é Milão, os organizadores perderam a oportunidade de aproximar os jogadores dos fãs ao restringir um raro encontro entre os oito participantes do torneio a um evento fechado que se transformou em um espetáculo deprimente.

Ações de interação entre atletas e o público foram mais pontuais e com poucos nomes envolvidos, como a visita de Hyeon Chung ao estádio San Siro ou o bate-bola entre Denis Shapovalov e Daniil Medvedev em dois dos principais pontos turísticos do centro de Milão, a Piazza del Duomo e a Galeria Vittorio Emanuele, que ficam praticamente lado a lado.

Talvez uma imagem com todos os oito jogadores diante dessas duas construções históricas de Milão (ou na frente do Castello Sforzesco que fica a menos de dez minutos a pé) e a participação do público da cidade e de turistas no sorteio causassem maior impacto e um retorno positivo. Dá para fazer muita coisa legal com esse produto nas mãos e os organizadores terão toda uma edição pela frente e mais outros quatro anos para aprimorar a relação do torneio com seu público no futuro.

Quem joga? – O Grupo A ficou com o russo Andrey Rublev, o canadense Denis Shapovalov, o sul-coreano Hyeon Chung e o italiano convidado Gianluigi Quinzi. Já o Grupo B tem os russos Karen Khachanov e Daniil Medvedev, o croata Borna Coric e o norte-americano Jared Donaldson.

  • Andrey Rublev: Jogador de melhor ranking no torneio ao ocupar o 37º lugar, Rublev teve uma rápida ascensão no segundo semestre. Ex-número 1 juvenil, o russo de 20 anos entrou no top 100 no final de junho e já saltou para o top 50 no mês seguinte com o tíutlo do ATP de Umag. Outro ganho expressivo de posições veio após a boa campanha no US Open, em que foi até as quartas de final.
  • Denis Shapovalov: O canhoto de 18 anos é provavelmente o nome mais conhecido no Next Gen Finals. Shapovalov levantou a torcida durante o Masters 1000 de Montréal, vencendo nomes como Rafael Nadal e Juan Martin del Potro no caminho até as semifinais. Seu grande momento continuou no US Open, em que chegou às oitavas de final depois de derrubar Jo-Wilfied Tsonga. O promissor canadense começou a temporada no 234º lugar e hoje aparece na 51ª posição.
  • Hyeon Chung: Dono de oito títulos de nível challenger, o sul-coreano de 21 anos teve indas e vindas no top 100 ao longo das últimas três temporadas por conta de lesões no músculo abdominal e no tornozelo esquerdo. Jogando sem dor, chegou ao melhor ranking da carreira em setembro, quando esteve no 44º lugar e termina a temporada na 54ª posição.
  • Gianluigi Quinzi: O canhoto de 21 anos foi número 1 do ranking juvenil em 2013, ano em que foi campeão de Wimbledon na categoria. Convidado após vencer um torneio classificatório entre jovens jogadores italianos no fim de semana, Quinzi tem uma trajetória modesta no tênis profissional com nove títulos de future e apenas 36 vitórias em nível challenger na carreira. Ele só venceu um jogo em chaves principais de ATP e está no 306º lugar do ranking, depois de ter sido o 226º colocado em maio.

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  • Karen Khachanov: Atual 45º do ranking, Khachanov chegou ao 29º lugar em agosto. O russo que se formou como tenista na Espanha e é treinado por Galo Blanco se destacou na temporada de saibro, chegando às quartas em Barcelona e oitavas em Roland Garros, além de ser semifinalista na grama alemã de Halle. Ele já tem um título de ATP, obtido ainda em 2016, em Chengdu.
  • Daniil Medvedev: Finalista do ATP de Chennai na primeira semana da temporada, o russo de 21 anos terminou 2017 no 65º lugar do ranking. Ele se destacou nos torneios da grama, ao chegar às quartas em s-Hertogenbosch e Queen’s, além de ser semifinalista em Eastbourne. Embalado, derrubou o número 3 do mundo Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon, mas se despediu na fase seguinte.
  • Borna Coric: O croata de 20 anos é o participante com mais tempo em evidência, já que entrou no top 100 ainda em outubro de 2014, ano em que conseguiu a primeira de suas seis vitórias contra top 10 ao derrotar Rafael Nadal na Basileia. Ex-número 33 e atual 48º do ranking, Coric comemorou este ano seu primeiro título de ATP no saibro marroquino de Marrakech.
  • Jared Donaldson: Atual 55º do ranking, Donaldson aproveitou as chances que teve nos grandes torneios. Nove de suas 21 vitórias de nível ATP na temporada foram em Masters 1000 e outras três aconteceram em Grand Slam. Assim, o norte-americano de 21 anos conseguiu até ser top 50 no mês de outubro. Seu resultado de maior destaque foi a chegada às quartas em Cincinnati.

A programação desta terça-feira começa às 11h (de Brasília) com o duelo russo entre Khachanov e Medvedev, seguido pelo encontro entre Shapovalov e Chung. A partir das 16h30, Coric enfrenta Donaldson, enquanto Rublev e Quinzi fecham a rodada.

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Novas regras – Diferente do que acontece no circuito, os jogos acontecem em formato FastFour. As disputas serão em cinco sets que são definidos quando um jogador vence quatro games. Em caso de empate por 3/3, será disputado um tiebreak. Além disso, os games serão em formato no-ad, como já acontece no circuito de duplas, com ponto decisivo em caso de 40 iguais.

O evento também irá testar uma redução no tempo de aquecimento, com apenas cinco minutos de intervalo entre a chegada dos jogadores à quadra e a disputa do primeiro ponto. Outras novidades são o uso de um relógio de 25 segundos para medir o tempo entre os saques e não marcação do Let. Os jogadores poderão também se comunicar com seus técnicos. Mas isso só será permitido nos intervalos entre os sets caso um atleta deixe a quadra para ir ao vestiário.

Mais polêmicas – Alguns dos testes de regra também geram polêmica. Uma delas é a retirada de todos os juízes de linha do torneio, já que todas as marcações serão revistas eletronicamente e em tempo real. Também chama atenção a autorização para que o público se movimente na arena durante a disputa dos pontos.

Vale o quê? Por conta da limitação dos participantes por idade não seria justo que o torneio distribuísse pontos no ranking. Afinal, quem está acima da idade não teria a oportunidade de jogar o torneio e acabaria prejudicado. O evento, entretanto, distribui boa premiação em dinheiro. Do montante de US$ 1,275 milhão, o campeão pode levar US$ 390 mil se vencer o torneio de forma invicta.

2017-11-06

Transmissão – O canal Bandsports exibe o Next Gen ATP Finals para o Brasil. No site da emissora só constam horários de exibição a partir da próxima quinta-feira, mas já nos guias de programação das operadoras já mostram horários disponíveis a partir desta terça. Vale dar uma conferida no canal no horário das partidas. Assinantes da NET ou ClaroTV também têm acesso ao Bandsports por meio do site e aplicativo NOW. Já os clientes da Sky, Vivo e Algar Telecom podem assistir à programação do canal por login no próprio site da emissora.

A festa dos coadjuvantes
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 4, 2017 às 5:06 am

Há uma semana, falávamos sobre a busca de Alexander Zverev pelo papel de protagonista neste US Open, especialmente após os grandes resultados nos torneios preparatórios e diante de uma chave que oferecia a possibilidade de obter seu primeiro resultado expressivo em Grand Slam. Como todos vimos, Zverev não cumpriu as expectativas e se se despediu precocemente ainda na segunda rodada. Mas se o alemão não conseguiu seu papel principal, outros jovens coadjuvantes roubaram a cena e brilharam durante a primeira semana do Grand Slam americano.

O primeiro jovem a se destacar foi Borna Coric, que foi o próprio algoz de Zverev na segunda fase. O duelo da nova geração na quadra Grandstand foi um dos melhores da chave masculina até aqui e teve uma atuação de gala do croata, que rivaliza com o alemão desde os tempos de juvenil e já venceu os dois encontros entre eles na elite do circuito.

https://twitter.com/borna_coric/status/903224202605494272

Tal como Zverev, ainda falta a Coric um grande resultado em Slam, já que ele jamais passou da terceira rodada, mas é inegável que o ex-número 33 e atual 61º do ranking já poderia ter ido muito mais longe se não fosse a lesão e cirurgia no joelho direito, realizada em setembro do ano passado. Suas seis vitórias contra top 10, sendo três delas este ano e o título do ATP de Casablanca, dão indício de que o croata de 20 anos pode e merece alçar voos mais altos.

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Em um cenário muito parecido, Daria Kasatkina eliminou Jelena Ostapenko pela terceira rodada da chave feminina e já está nas oitavas de final. Este é o melhor resultado em Grand Slam para a russa de 20 anos e 36ª do ranking, que já chegou a ocupar o 24º lugar. Adversária da veterana Kaia Kanepi nas oitavas, Kasatkina é uma das poucas atletas restantes na chave feminina, que aposta muito mais no jogo sólido do fundo de quadra em vez de bolas mais pesadas e agressivas.

A vitória sobre Ostapenko, atual campeã de Roland Garros, reedita o resultado do último duelo anterior entre elas. As duas jogadoras nascidas em 1997 já haviam se enfrentado na final de Charleston, em abril, quando Kasatkina conquistou seu primeiro título da carreira. Na época, a russa dava sinais de evoluiria mais rápido diante de uma letã que arriscava tudo. Mas a ajuda da veterana Anabel Medina Garrigues, Ostapenko aprendeu a trabalhar melhor os pontos e se desenvolveu no piso em que tinha mais dificuldade para conquistar o Grand Slam parisiense.

 

Denis Shapovalov foi outro que brilhou durante o Grand Slam americano, com direito a mais uma expressiva vitória em sua carreira, ao eliminar o experiente francês Jo-Wilfried Tsonga numa sessão noturna do Arthur Ashe Stadium. A queda precoce de Zverev, aliás, foi um dos fatores que levou a organização do torneio marcar três jogos seguidos do carismático canadense no estádio principal.

A experiência de disputar as partidas contra Kyle Edmund e Pablo Carreño Busta foi engrandecedora para o canhoto de 18 anos que, se ainda não pode ser consider favorito em nenhum desses jogos, pôde entrar numa quadra grande com uma perspectiva diferente daquela de franco-atirador contra um grande nome. Nesses dois jogos e até mesmo diante do cabeça 8 francês, Shapovalov era a atração principal e a razão para que aquelas partidas fossem disputadas no Ashe (basta a diferença na reação do público no vídeo acima). Isso algo que ele precisa se acostumar nesse processo para se tornar uma nova estrela.

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Outra coadjuvante a aprontar no Ashe foi a japonesa de 19 anos Naomi Osaka, que despachou a atual campeã Angelique Kerber. A vitória por 6/3 e 6/1 diante da canhota alemã foi a primeira de Osaka contra uma top 10 e marcou sua volta à maior quadra de tênis do mundo, um ano depois de ter sofrido uma incrível virada contra Madison Keys pela terceira rodada do Slam americano. Havia possibilidade de um duelo de jovens contra Kasatkina, mas a japonesa caiu para Kanepi no último sábado.
Já o russo Andrey Rublev segue vivo na chave e tenta se tornar o mais jovem jogador nas quartas do US Open desde Andy Roddick em 2001. Para isso, precisa vencer David Goffin nesta segunda-feira. O tenista de 19 anos só tinha duas vitórias em chaves principais de Slam antes de chegar a Nova York, onde já obteve três triunfos. Ele também nunca havia derrotado um top 10 em três tentativas e foi superar logo o nono colocado e cabeça 7 búlgaro Grigor Dimitrov, vindo de título do Masters 1000 de Cincinnati.

O crescimento de Rublev no ranking é expressivo. Pouco mais de três meses depois de entrar pela primeira vez no top 100, o russo começa a se estabelecer entre os cinquenta melhores. O atual 53º colocado, que deve subir para o 43º lugar, chegou a ocupar a 49ª posição por uma semana, logo após conquistar seu primeiro título do ATP, no saibro croata de Umag em julho.

Começou o juvenil

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

As chaves juvenis do US Open deram a largada no último domingo, infelizmente com as eliminações precoces de Thaísa Pedretti e Gabriel Décamps. O tênis brasileiro ainda contra com o paranaense Thiago Wild e com o paulista Matheus Pucinelli, que entrou por Special Exempt, após chegar à final do ITF G1 de Quebec na última semana.

A chave masculina é encabeçada pelo argentino Axel Geller, destaque nos torneios na grama, e pelo chinês Yibind Wu. Já o feminino tem como principais nomes a americana Whitney Osuigwe e a ucraniana Marta Kostyuk, respectivas campeãs de Roland Garros e do Australian Open.

Aconteceram dois bons torneios preparatórios nas últimas semanas: Em Maryland, o colombiano Nicolas Mejia e a australiana Jaime Fourlis (que já jogou chave principal de Roland Garros) triunfaram de simples e duplas. Já no Canadá, os títulos ficaram com a já citada Kostyuk no feminino e com o sérvio Marko Miladinovic entre os meninos, ao vencer Pucinelli na decisão.

Zverev busca o papel principal
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 28, 2017 às 2:13 pm

Condicionado desde muito jovem para se tornar a próxima estrela do tênis mundial, Alexander Zverev passará por seu maior teste no US Open. Pela primeira vez, o alemão de 20 anos terá a oportunidade assumir o papel de protagonista na busca por um título um Grand Slam. Os títulos recentes em Washington e no Canadá e a ausência de muitos grandes nomes do circuito farão com que cada passo de Zverev, desde a primeira rodada, fique diante dos olhos dos grande público.

O número 6 mundo disputará cada vez mais partidas em quadras centrais, e na maioria das vezes sendo ‘a atração do jogo’. Será assim nesta segunda-feira, quando estreia na sessão noturna do Arthur Ashe Stadium contra o barbadiano vindo do quali Darian King. Estar em um grande palco está longe de ser novidade para Zverev, tampouco a ideia de jogar como favorito. Mas os jogos em que o alemão era o único chamariz costumavam acontecer nas quadras secundárias e a maior parte de suas experiências nos estádios principais foram no papel de franco-atirador, como um jovem promissor que poderia complicar a vida dos grandes nomes. Desta vez, Alexander Zverev é o grande nome, o jogador a ser batido.

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Em seu melhor momento na carreira, Zverev visualiza uma chance real de fazer seu primeiro resultado expressivo em um Grand Slam. O alemão, que fará sua décima aparição em um dos quatro maiores eventos do calendário, tem como melhor marca as oitavas de final de Wimbledon desta temporada. Será sua terceira participação no US Open, torneio do qual nunca passou da segunda rodada.

Com as desistências de Andy Murray, Novak Djokovic e Stan Wawrinka, além do fato de Roger Federer e Rafael Nadal terem sido sorteados do mesmo lado da chave, Zverev só pode enfrentar um jogador melhor colocado que ele no ranking em uma eventual final. Além disso, o atual sexto colocado só cruzaria com outro top 10 em uma possível semifinal. Com Marin Cilic inativo desde Wimbledon e Jo-Wilfried Tsonga sem grandes resultados em torneios importantes (embora tenha vencido um ATP 500 e mais dois 250), não seria nenhum absurdo vê-lo na decisão sem ter passado por nenhum top 10 durante o caminho.

Amplamente favorito na estreia, Zverev pode ter um duelo de jovens contra Borna Coric ou encarar o canhoto tcheco Jiri Vesely na rodada seguinte. Nas próximas fases, são cotados três jogos contra grandes sacadores: Kevin Anderson na terceira rodada, Gilles Muller nas oitavas, e John Isner ou Sam Querrey nas quartas. Com a incógnita sobre a real condição de Cilic, o aberto quadrante que definirá um dos semifinalistas pode ser vencido pelo veterano David Ferrer ou pelo ascendente francês Lucas Pouille, que foi às quartas no ano passado.

Títulos recentes e ausência de outros favoritos fazem com que Zverev tenha muito mais holofotes do que está habituado

Títulos recentes e ausência de outros favoritos fazem com que Zverev tenha muito mais holofotes que de costume

 

Fora do ambiente de jogo, as salas de entrevistas coletivas vão estar mais cheias, contando com jornalistas que não estão no dia a dia do circuito. E o número de compromissos extra-quadra virá nas megalomaníacas proporções do Slam americano. Saber lidar com esse tipo de situação será primordial e ter o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero na equipe vale ouro nesse momento. Por ora, o espanhol tem ficado muito animado com a rotina de treinos do jovem alemão durante os três torneios em que viajaram juntos.

Mas nessa vida fora de quadra, Zverev cometeu um deslize no último sábado. Durante a entrevista coletiva prévia ao torneio, o alemão se irritou com uma pergunta, considerada por ele como repetitiva, sobre um assunto que sequer poderia causar alguma polêmica. (Confira a íntegra da entrevista)

2017-08-27 (1)

Repórter – Ter um irmão no circuito o ajuda? O quanto isso o afetou em sua carreira?
Zverev – Você já assistiu alguma entrevista minha? Estou fazendo uma pergunta. Você já viu? Quantas vezes eu respondi a essa pergunta nos últimos três meses?
Repórter – Muitas?
Zverev – Sim. Mas vou falar de novo (…) [e prosseguiu com a resposta]

Entendo o incômodo de Zverev em ter que responder à mesma pergunta tantas vezes. Entendo também que, o jornalista não iria ‘gastar’ a oportunidade da pergunta caso tivesse (ou tido tempo de ter) feito uma uma pesquisa um pouco mais qualificada para não colocar em discussão um tema que já foi debatido anteriormente.

Mas Zverev precisa entender que o ambiente de um Grand Slam é diferente, ainda mais na posição que ele ocupa agora. Não estarão lá apenas os repórteres habituados a cobrir semanalmente o circuito. Ali estarão profissionais do mundo inteiro, alguns que dominam o assunto, mas não têm a oportunidade de viajar para todos os eventos. Outros, com pautas e interesses jornalísticos diversos ao habitual, dispostos a apresentar a nova estrela ao seu público. Sem falar nos que estão ali apenas para cumprir ordens e nos que parecem ter ‘caído de paraquedas’ numa entrevista coletiva de um Grand Slam.

É preciso ter paciência. O jogador de destaque tem que saber que lidar com esse tipo de situação e a própria ATP oferece treinamento sobre como lidar com a imprensa aos mais jovens. Quantas vezes, Federer, Nadal, Djokovic ou Murray tiveram que responder às mesmas perguntas? Ou ainda quantas vezes foram perguntados sobre temas alheios à rotina do torneio? Falar à imprensa e dar seu ponto de vista sobre diferentes assuntos faz parte do trabalho de um jogador de elite é preciso saber sair dessas perguntas com elegância para não seja criado um desgaste desnecessário logo no primeiro dia do torneio.

Quadrante promissor

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Localizados no segundo quadrante da parte de baixo da chave, encabeçado por Tsonga e Cilic, dois jovens vindos de bons resultados podem protagonizar surpresas na primeira semana antes de um eventual duelo. O canadense Denis Shapovalov e o britânico Kyle Edmund podem se encontrar logo na terceira rodada caso aprontem diante dos cabeças mais próximos.

Por ter subido no ranking após o fechamento da lista de inscritos e sem receber um convite dos organizadores, Shapovalov precisou vencer três jogos no quali para disputar seu segundo Slam na carreira (foi convidado em Wimbledon por ser atual campeão do juvenil). O canhoto de 18 anos e 69º mundo estreia em duelo de jovens contra o russo Daniil Medvedev. Logo depois, o canadense pode cruzar o caminho de Jo-Wilfried Tsonga, cabeça 8 do US Open e eliminado nas estreias de Montréal e Cincinnati.

Edmund fez boas campanhas em Atlanta e Winston Salem

Edmund fez boas campanhas em Atlanta e Winston Salem e foi às oitavas no último US Open.

Já Edmund foi semifinalista dos ATP 250 de Atlanta e Winston Salem durante a preparação para o US Open. O britânico de 22 anos subiu nesta segunda-feira para o 42º lugar, ficando a duas posições de sua melhor marca da carreira. Sua estreia será o cabeça 32 holandês Robin Haase (semifinalista em Montréal, mas superado na estreia em Cincy) e logo depois pode rever o americano Steve Johnson, a quem derrotou há menos de uma semana.

É bom lembrar que Edmund já mostrou do que é capaz no US Open. Há um ano, quando era apenas 84º do mundo, surpreendeu nomes do porte de Richard Gasquet e John Isner, além de também vencido o anfitrião Ernesto Escobedo antes de cair para Novak Djokovic nas oitavas e encerrar sua melhor participação em Grand Slam.

Cenário perfeito para Shapovalov
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 14, 2017 às 10:51 pm

Quem acompanha o blog já conhece um pouco da história de Denis Shapovalov. O canadense já foi assunto após o título juvenil de Wimbledon do ano passado, quando ele já possuía conquistas em nível future e uma semi de challenger na carreira. Em março deste ano, foi destacado seu primeiro título de challenger em Drummondville. Já há duas semanas, quando atingiu o 130º lugar  ao vencer o challenger de Gatineau, sua chegada ao top 100 já parecia iminente, o que se confirmou nesta segunda-feira. Com a incrível semana em Montréal, o canadense deu mais uma mostra de seu enorme potencial e agora encara um cenário perfeito para continuar a evoluir.

Shapovalov possuía apenas três vitórias em nível ATP antes da última semana. A campanha até a semifinal do Master 1000 canadense, com quatro vitórias sobre Rogério Dutra Silva (salvando quatro match points), Juan Martin del Potro, Rafael Nadal e Adrian Mannarino, fez do canhoto de 18 anos o mais jovem semi-finalista de um Masters, desde que a série começou em 1990, além de ser o mais jovem semifinalista do torneio canadense na Era Aberta. O simples fato de ter chegado às oitavas, fase em que superou Rafael Nadal, já o fizera ser o mais jovem naquela fase de um torneio desde porte desde o próprio Nadal no ano de 2004 em Miami.

Depois de saltar incríveis 76 posições no ranking, Shapovalov já aparece no 67º lugar, marca que evidentemente é a melhor de sua carreira. Além disso, o canadense não tem pontos a defender até o final do ano e só tem a somar em pelo menos sete torneios. Isso porque são considerados válidos os dezoito melhores resultados obtidos em 52 semanas e o jovem jogador acumulou 721 pontos em apenas onze competições.

Sem pressão por resultados ou defesa de pontos, o canadense poderá pensar seu calendário com calma e inteligência. Convites para chaves principais torneios do mundo não vão faltar nas próximas semanas e o jogador terá tranquilidade para fazer suas escolhas. Uma atitude interessante foi abrir mão de disputar o challenger de Vancouver que acontece nesta semana. O foco agora é o US Open, Grand Slam para o qual ainda não tem vaga direta. É possível que as expressivas vitórias seduzam os organizadores para um convite. Mas caso isso não aconteça, ele teria que disputar o quali já na semana que vem.

Veja quando caem os pontos de Shapovalov:

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Corrida para Milão

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A grande campanha no Masters 1000 canadense também deixa Shapovalov em situação bastante favorável para se classificar para o Next Gen Finals, que será disputado entre os dias 7 e 11 de novembro em Milão. O canhoto de 18 anos saltou do 22º para o quarto lugar, ficando atrás apenas do já classificado e seu último algoz Alexander Zverev, além de Karen Khachanov e Borna Coric. Sua diferença para o americano Jared Donaldson, primeiro fora da zona de classificação, é de 146 pontos. Parece pouca coisa, mas é praticamente uma final de ATP.

Zverev ratifica o domínio

Há uma semana, falamos sobre o quanto Alexander Zverev escancara a cada torneio sua superioridade sobre os demais jogadores de mesma faixa etária. São dez vitórias seguidas e dois títulos de peso em Washington e Montréal. A invencibilidade coincide com a chegada do ex-número 1 do mundo Juan Carlos Ferrero à equipe do alemão.

Zverev se mostra um tenista cada vez mais completo, com notória evolução na movimentação em quadra, a consistência defensiva e o jogo de rede. Aos poucos, o jovem alemão vai vencendo seus jogos correndo cada vez menos riscos, como fez na própria semifinal diante do próprio Shapovalov e nas oitavas contra Nick Kyrgios.

Zverev ainda não perdeu desde a chegada de Juan Carlos Ferrero à equipe (Foto: Peter Staples/ATP World Tour)

Zverev ainda não perdeu desde a chegada de Juan Carlos Ferrero à equipe (Foto: Peter Staples/ATP World Tour)

Com o título do Masters 1000 de Montréal, o alemão de apenas 20 anos já se torna o número 7 do ranking. Além disso, ele é apenas o segundo jogador em atividade de fora do Big Four a ter vencido dois Masters na carreira (juntando-se a Jo-Wilfried Tsonga). Zverev tamebém é também o primeiro jogador com menos de 20 anos a conquistar cinco títulos na mesma temporada desde Novak Djokovic em 2007 e o primeiro com quatro ou mais troféus desde Juan Martin del Potro em 2008. Está bem claro que está muitos degraus acima e será um dos grandes.

Chung é top 50

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Uma realidade que parecia iminente há dois anos finalmente se concretizou nesta segunda-feira. Hyeon Chung é top 50. A campanha até as oitavas de final do Masters 1000 de Montréal fez com que o sul-coreano de 21 anos subisse do 56º para o 49º lugar do ranking.

Chung já chegou a ocupar 51ª posição em outubro de 2015. Depois começar bem a temporada passada, chegando às quartas de um ATP pela primeira vez em Houston, o asiático teve uma lesão abdominal e ficou três meses fora, chegando a sair do top 100 e precisou voltar a jogar challengers.

A retomada veio a partir da temporada de saibro deste ano, com semi em Munique quartas em Barcelona. Nem mesmo uma lesão no tornozelo esquerdo, que o tirou de toda a temporada de grama, acabou com ímpeto do sul-coreano, que merecidamente se estabelece entre os 50 melhores do mundo.