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O que esperar da nova geração na Austrália?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 17, 2020 às 8:23 pm

Depois de apenas duas semanas de torneios preparatórios, a temporada de 2020 já tem seu primeiro Grand Slam. O Australian Open começa na próxima segunda-feira e terá muitos nomes da nova geração do circuito dispostos a surpreender na competição e já conseguir um grande resultado logo no primeiro mês do ano.

Alguns desses jovens já se consolidaram nas primeiras posições do ranking e chegam cheios de expectativas a Melbourne. São os casos da número 1 do mundo Ashleigh Barty, da atual campeã Naomi Osaka ou de nomes como Alexander Zverev, Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas. Mas a disputa também apresenta nomes fora da lista dos mais cotados, mas que começaram bem o ano estão e podem cruzar o caminho e dar trabalho aos principais favoritos.

PRESSÃO PARA BARTY E OSAKA

Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano (Foto: SMP Images)

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Ashleigh Barty chega ao Australian Open com a missão de encerrar uma longa espera da torcida australiana. A última jogadora da casa a ser campeã do torneio foi Christine O’Neil em 1976. Decidida a dar fim ao jejum de 44 anos sem títulos para as anfitriãs, a australiana de 23 anos entrou em dois eventos preparatórios. Barty não foi bem em Brisbane, onde caiu ainda na estreia, mas se recuperou em Adelaide e chegou à final da competição.

A estreia de Barty será contra a ucraniana Lesia Tsurenko. Depois, pode enfrentar a eslovena Polona Hercog ou a sueca Rebecca Peterson. A terceira rodada pode ser perigosa diante da cazaque Elena Rybakina, número 30 do mundo e finalista em Shenzhen e Hobart neste início de ano. Petra Martic, Julia Goerges e Alison Riske são possíveis adversárias nas oitavas, enquanto Madison Keys e a finalista do ano passado Petra Kvitova podem pintar nas quartas.

Também na parte de cima da chave está a número 3 do mundo Naomi Osaka, campeã do Australian Open do ano passado e que terá 2 mil pontos a defender. A japonesa de 22 anos estreia contra a tcheca Marie Bouzkova e depois pode encarar a chinesa Saisai Zheng ou uma rival do quali. Venus Williams ou Coco Gauff são possíveis rivais na terceira fase, antes de um duelo que promete equilíbrio diante de Sofia Kenin nas oitavas. Caso chegue às quartas, há grande chance de enfrentar Serena Williams.

JOVENS TENTAM QUEBRAR HEGEMONIA

Aos 22 anos, Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

Aos 22 anos, Alexander Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

A luta por um título de Grand Slam entre os homens tem sido restrita a poucos nomes nos últimos anos. Desde 2011, apenas seis jogadores monopolizaram as conquistas: Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Andy Murray, Stan Wawrinka e Marin Cilic.

A nova geração do tênis masculino conta com três nomes no top 10, Daniil Medvedev, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas. Eles aparecem entre os candidatos a quebrar essa hegemonia da geração anterior. No meio do caminho, está Dominic Thiem, já com seus 26 anos e também forte concorrente em quase todo torneio que disputar.

Medvedev é número 4 do mundo e tenta fazer mais um bom Grand Slam depois de ter sido finalista do US Open. O russo de 23 anos estreia contra o norte-americano Frances Tiafoe. Seu caminho tem nomes Jo-Wilfried Tsonga na terceira rodada e Stan Wawrinka nas oitavas. No mesmo quadrante está Zverev, sétimo colocado, que costuma sofrer em fases iniciais de Grand Slam e estreia contra o italiano Marco Cecchinato. O alemão de 22 anos pode ter trabalho caso cruze o caminho do russo Andrey Rublev nas oitavas.

Já do outro lado da chave está Stefanos Tsitsipas, grego de 21 anos e número 6 do mundo, que tem no caminho nomes como Milos Raonic e Roberto Bautista Agut antes de um possível duelo com Novak Djokovic nas quartas. Lembrando que Tsitsipas já teve um grande resultado em Melbourne no ano passado, quando foi semifinalista, e defende 720 pontos no ranking.

OS JOVENS NA ROTA DOS FAVORITOS

Dayana Yastremska (19 anos, 24ª do ranking, Ucrânia)Dayana Yastremska contratou ex-técnico de Naomi Osaka e começou bem a temporada

Um nome a ser observado com atenção na Austrália é o de Dayana Yastremska. A jovem ucraniana de 19 anos chegará a Melbourne como integrante do top 20, depois de ter alcançado a final do Premier de Adelaide nesta semana, passando por nomes como Angelique Kerber e Aryna Sabalenka. Yastremska já tem três títulos de WTA e trouxe para essa temporada o treinador alemão Sascha Bajin, que estava ao lado da atual campeã Naomi Osaka na edição passada do Grand Slam australiano.

A ucraniana estreia contra uma adversária vinda do quali. Na sequência, pode cruzar o caminho da campeã de 2018 Caroline Wozniacki. Caso supere a dinamarquesa, que disputa seu último torneio como profissional, teria boas chances de chegar às oitavas e reencontrar Serena Williams. No ano passado, a ucraniana perdeu para Serena na terceira fase da competição.

Andrey Rublev (22 anos, 18º do ranking, Rússia)
O começo de temporada de Andrey Rublev é perfeito até aqui. Com título em Doha e uma vaga na final de Adelaide, o russo de 22 anos acumula sete vitórias consecutivas e está com o melhor ranking da carreira. Favorito contra o sul-africano Lloyd Harris neste sábado, Rublev tem chance de chegar a Melbourne embalado por dois títulos seguidos.

A estreia de Rublev será contra o anfitrião Christopher O’Connell. A chave do russo é convidativa. Na segunda rodada, ele pode enfrentar o jaopnês Yuichi Sugita ou um rival vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo é o belga David Goffin. Já o alemão Alexander Zverev seria um possível adversário nas oitavas.

Denis Shapovalov (20 anos, 13º do ranking, Canadá)Com apenas 20 anos, Denis Shapovalov vive o melhor momento da carreira

Destaque das boas campanhas do Canadá na Copa Davis de 2019 e na ATP Cup de 2020, Denis Shapovalov faz um começo de ano animador. Ele já derrotou dois top 10, Tsitsipas e Zverev. Além de ter travado duelos equilibrados com Alex de Minaur e Novak Djokovic na primeira competição da temporada. A boa fase de Shapovalov já vem desde o ano passado, com o título do ATP 250 de Estocolmo e a chegada à final do Masters 1000 de Paris. O canhoto canadense também tem mostrado muita qualidade no saque nos momentos decisivos das partidas.

O número 13 do mundo estreia contra o húngaro Marton Fucsovics, 66º do ranking. Se vencer, pode ter um duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos e 79º colocado Jannik Sinner, revelação da última temporada e que encara um atleta vindo do quali na primeira rodada. Shapovalov ainda  pode ter um duelo de backhands de uma mão contra Grigor Dimitrov na terceira fase, antes de um eventual encontro com Roger Federer nas oitavas.

Sofia Kenin (21 anos, 15ª do ranking, Estados Unidos)
Eleita a jogadora que mais evoluiu no circuito durante a última temporada, Sofia Kenin saltou do 48º para o 12º lugar do ranking ao longo de 2019 e chegará ao Australian Open ocupando a 15ª colocação. A jovem norte-americana de 21 anos já chegou três vezes à terceira rodada do US Open, mas nunca passou da segunda rodada em Melbourne.

Kenin estreia contra uma jogadora vinda do qualificatório e tem na compatriota Sloane Stephens, que não começou bem o ano, a cabeça de chave mais próxima. Nesse cenário, são grandes as chances de um confronto contra a atual campeã Naomi Osaka nas oitavas de final. Elas se enfrentaram na semana passada em Brisbane, com vitória da japonesa em três sets.

Felix Auger-Aliassime (19 anos, 22º do ranking, Canadá)
Outro bom nome da nova geração canadense é Felix Auger-Aliassime. O jogador de 19 anos não foi bem na ATP Cup, onde venceu apenas uma partida, mas se recuperou na última semana em Adelaide. Aliassime venceu dois jogos seguidos e fez uma boa semifinal contra Andrey Rublev no último torneio preparatório.

Ele estreia contra um jogador vindo do quali e depois pode enfrentar o australiano James Duckworth ou o esloveno Aljaz Bedene. O cabeça de chave mais próximo é o francês Gael Monfils, décimo favorito, e possível adversário em eventual terceira rodada. Caso chegue às oitavas de final em um Grand Slam pela primeira vez, o canadense pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Dominic Thiem.

Elena Rybakina (20 anos, 30ª do ranking, Cazaquistão)
Jovem cazaque de 20 anos, Elena Rybakina iniciou a temporada com o vice-campeonato do WTA de Shenzhen, o que a ajudou a ser cabeça de chave no Australian Open. Nesta semana, ela alcançou mais uma final, agora em Hobart, que dá ainda mais confiança para ter um bom resultado em Melbourne.

Rybakina ainda busca sua primeira vitória em chaves principais de Grand Slam, depois de ter atuado apenas em Roland Garros e no US Open do ano passado. Ela estreia contra a norte-americana Bernarda Pera e depois encarar a bielorrussa Aliaksandra Sasnovich. A maior expectativa, entretanto, é por um desafio real à número 1 Ashleigh Barty na terceira rodada.

Casper Ruud (21 anos, 46º do ranking, Noruega)Casper Ruud venceu dois jogadores do top 20 na ATP Cup. Ele pode cruzar o caminho de Zverev

Principal nome da equipe norueguesa na ATP Cup, Casper Rudd começou ano vencendo dois integrantes do top 20, o norte-americano John Isner e o italiano Fabio Fognini. Ainda que seu país não tenha passado da fase de grupos em Perth, as vitórias dão bastante confiança para um bom resultado em Grand Slam. Até hoje, Ruud só venceu quatro jogos em torneios deste porte, com destaque para a campanha até a terceira rodada de Roland Garros no ano passado.

Além da estreia contra o bielorrusso Egor Gerasimov, 98º do ranking, Ruud tem a favor o fato de estar na rota de cabeças de chave instáveis. O norueguês pode cruzar o caminho do número 7 do mundo Alexander Zverev na segunda rodada. Caso consiga sua primeira vitória contra top 10, sua principal ameaça até as oitavas seria o georgiano Nikoloz Basilashvili. Só então, poderia cruzar o caminho de Andrey Rublev.

Coco Gauff (15 anos, 66ª do ranking, Estados Unidos)
Sensação da temporada passada depois de saltar mais de 800 posições no ranking, Coco Gauff inicia o terceiro Grand Slam de sua promissora carreira com grandes expectativas. Afinal, ela já tem campanhas até as oitavas de final de Wimbledon e terceira rodada do US Open. Além disso, aparece entre as cem melhores do mundo, tem um título de WTA e uma vitória contra a top 10 Kiki Bertens no currículo.

Logo na primeira rodada, Gauff irá reencontrar Venus Williams. Foi contra Venus, aliás, que a promessa norte-americana deu mostras de seu enorme potencial ao eliminar a ex-número 1 do mundo na primeira rodada de Wimbledon do ano passado. A favor de Gauff também está o fato de Venus ter desistido de jogar em Brisbane e Adelaide por lesão no quadril. Caso passe pela estreia, ela pode enfrentar a romena Sorana Cirstea ou a tcheca Barbora Strycova.

Já em uma possível terceira rodada, há chance de uma revanche contra Osaka, que foi sua algoz em Nova York. Na ocasião, Gauff e Osaka protagonizaram um dos momentos mais emocionantes da temporada, quando a japonesa consolou sua jovem rival e exigiu aplausos para a jogadora que tem grandes chances de se tornar uma estrela do esporte em um futuro próximo.

Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.

Juvenil japonês assume o nº 1 após título de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2019 às 10:02 pm
Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Mesmo com pouquíssima experiência em quadras de grama, o japonês de 16 anos Shintaro Mochizuki fez história para seu país e conquistou o título juvenil de Wimbledon no último domingo após a vitória por 6/3 e 6/2 sobre o espanhol Carlos Gimeno Valero. Mochizuki é o primeiro japonês a vencer um Grand Slam juvenil entre os meninos. No feminino, Kazuko Sawamatsu foi campeã de Roland Garros e Wimbledon em 1969.

Chama atenção o fato de Mochizuki ter disputado seu primeiro torneio na grama apenas duas semanas antes de Wimbledon. Mas logo de cara, foi campeão de um torneio ITF J1 em Nottingham. Na sequência, chegou às oitavas em Roehampton, onde também foi semifinalista de duplas, para então ser campeão do Grand Slam londrino.

Se há duas semanas, Mochizuki entrava no top 10 do ranking mundial juvenil, nesta segunda-feira ele já aparece na liderança do ranking. Ele ultrapassou oito concorrentes para assumir a liderança, deixando para trás o dinamarquês Holger Rune (campeão de Roland Garros) e o italiano Lorenzo Musetti (vencedor do Australian Open).

Apesar de ter jogado muito pouco no piso, o estilo de jogo do japonês acabou sendo bem propício ao piso. “Eu gosto de vir para a rede. Meu treinador me ensinou, e eu sou bom nisso. Eu pratiquei muito e melhorei a cada jogo jogo”, comenta Mochizuki, que passou quatro anos na IMG Academy, na Flórida, onde também conheceu Kei Nishikori. “Ele é muito legal. E me deu muitos conselhos na academia. Às vezes eu treino com ele e aprendi bastante com ele. É um cara esperto”.

Superado por Mochizuki na final, Carlos Gimeno Valero está com 18 anos e disputava uma competição na grama pela primeira vez. “Eu nunca havia jogado na grama e foi meu primeiro torneio, então foi uma experiência muito boa. Não foi tão difícil. Desde o primeiro momento, me senti bem e melhorei com o passar dos dias”, comenta o espanhol, que saltou do 49º para o 13º lugar do ranking.

Um dado curioso sobre Gimeno Valero é que ele é treinado pelo espanhol de 27 anos Javier Martí. Apontado como um possível sucessor de Rafael Nadal no início de sua carreira profissional, com 18 títulos de nível future, Martí acumulou 50 vitórias e quatro finais em challenger, mas só venceu dois jogos de ATP. Depois de ter como melhor ranking apenas o 170º lugar, deixou de jogar profissionalmente e investiu na carreira de treinador.

Ucrânia forma mais uma campeã
O título da chave feminina no torneio juvenil de Wimbledon ficou com a ucraniana Daria Snigur, outra que se destacou em torneios preparatórios e venceu doze jogos seguidos na grana. Uma semana antes do Grand Slam londrino, ela foi campeã em Roehampton. Nas duas finais, ela venceu a norte-americana Alexa Noel em sets diretos, marcando um duplo 6/4 no último sábado e as parciais de 6/1 e 6/2 na semana anterior.

Snigur repete a conquista de Kateryna Bondarenko em 2004. Nesta década, outras duas ucranianas foram finalistas do torneio juvenil de Wimbledon, Elina Svitolina em 2012 e Dayana Yastremska em 2016. Recentemente, a Ucrânia ainda formou Marta Kostyuk, que foi campeã juvenil do Australian Open em 2017. Já com 17 anos e com três títulos profissionais no circuito da ITF, Snigur encerra sua trajetória como juvenil e passa a focar nas competições profissionais. Ela já aparece no 423º lugar do ranking da WTA.

O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

Nova geração feminina domina o início de temporada
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2019 às 9:54 pm

O título de Bianca Andreescu em Indian Wells confirma uma tendência deste início de temporada no circuito feminino. As representantes da nova geração do circuito têm conquistado os principais torneios disputados nos primeiros meses de 2019. Além disso, seis dos treze eventos do circuito já realizados na temporada foram vencidos por jogadoras com até 21 anos.

Considerando o nível de importância e os pontos distribuídos no ranking em cada competição, os três principais eventos deste início de temporada foram o Australian Open (2.000), o Premier Mandatory de Indian Wells (1.000) e o Premier 5 de Dubai (900). Atual número 1 do mundo, Naomi Osaka estava com 21 anos e dois meses quando triunfou em Melbourne e conquistou o segundo Grand Slam de sua carreira. A suíça Belinda Bencic tinha 21 anos e 11 meses em fevereiro, quando foi campeã em Dubai. Já no último domingo, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu conquistou seu primeiro título da carreira no deserto da Califórnia.

As três jogadoras também aparecem entre as que mais venceram jogos diante de adeversárias do top 10. Bencic lidera essa estatística, com seis no total, sendo quatro delas contra rivais do top 5. Já Osaka e Andreescu acumulam três vitórias contra top 10 neste início de temporada do circuito. A única jogadora a se igualar a elas é a belga Elise Mertens, atleta de 23 anos e 14ª do ranking, que derrubou três top 10 no caminho para o título em Doha.

As três não foram as únicas jovens jogadoras a conquistar títulos neste começo de temporada. Logo na primeira semana de janeiro, a bielorrussa de 20 anos Aryna Sabalenka foi campeã na cidade chinesa de Shenzhen. Já a norte-americana Sofia Kenin, também de 20 anos, triunfou em Hobart, na Austrália, também no primeiro mês da temporada. Já em fevereiro, foi a vez de a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska conquistar seu segundo título de WTA da carreira em Hua Hin, na Tailândia.

Além dos títulos, a nova geração também marcou presença em finais de campeonato. A própria Andreescu começou a temporada indo desde o quali até a final em Auckland, torneio em que eliminou Caroline Wozniacki e Venus Williams antes de perder para Julia Goerges no jogo decisivo. A canhota tcheca de 19 anos Marketa Vondrousova, que fez quartas em Indian Wells e eliminou Simona Halep do torneio, disputou uma final nas quadras duras e cobertas de Budapeste. Já a norte-americana Kenin, campeã em Hobart, disputou mais uma final no ano e ficou com o vice em Acapulco.

Saltos no ranking – Todas essas jogadoras tiveram boa evolução no ranking já neste começo de temporada. Osaka saiu do quinto lugar, que ocupava na virada do ano, para o posto de número 1 do mundo. Bencic, que já foi número 7 do mundo em 2016, mas sofreu com lesões que a tiraram até do top 300, vem recuperando espaço. A suíça, que ocupava o 55º lugar em janeiro, já voltou ao top 20.

O salto de Andreescu foi impressionante. A canadense era 152ª colocada quando entrou em quadra pela primeira vez na temporada em Auckland e já aparece no 24º lugar com apenas cinco torneios disputados em 2019. Kenin subiu do 52º para o atual 34º lugar, Yastremska era 58ª colocada e já aparece no 37º posto, já Vondrousova teve uma subida discreta da 67ª para a 59ª posição.

Mais novidades a caminho – A elite do circuito conta com ainda mais caras novas que estão prontas para disputar títulos no restante da temporada. A norte-americana de 17 anos Amanda Anisimova já é 67ª do ranking, enquanto a russa de mesma idade Anastasia Potapova aparece no 72º lugar. As duas já disputaram finais de WTA na temporada passada, duas para Potapova e uma para Anisimova e ainda buscam o primeiro título de suas carreiras. Quem já conseguiu ganhar um torneio foi a sérvia Olga Danilovic, que está com 18 anos e é 115ª do ranking, mas já venceu o WTA de Moscou, em quadras de saibro, no mês de julho de 2018.

Não nos esqueçamos delas – Embora não estejam repetindo os mesmos resultados que já tiveram, é obrigatório destacar Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina, ambas com apenas 21 anos, mas com bastante rodagem em grandes torneios. Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko aparece atualmente na 23ª posição e a tem a missão de defender 650 pontos em Miami. Em 2019, a letã venceu apenas quatro jogos e perdeu sete. Já Kasatkina, que começou a temporada no top 10, venceu apenas dois jogos este ano e aparece atualmente no 22º lugar. A falta de bons resultados até fez a jovem jogadora russa encerrar a relação profissional com o treinador belga Philippe Dehaes, com quem trabalhou por dois anos.

O que esperar da nova geração no US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 26, 2018 às 8:46 pm

Último Grand Slam do ano, o US Open dá a largada nesta segunda-feira. Entre os 256 nomes presentes nas chaves de simples, com 128 homens e 128 mulheres, vários nomes da nova geração do circuito estarão presentes em Nova York. Entretanto, os jovens jogadores têm diferentes ambições no Slam americano, entre os que buscam o título ou uma boa campanha, os que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A aposta de Zverev

Principal nome da nova geração do circuito masculino, Alexander Zverev disputará o 14º Grand Slam de sua carreira profissional e tenta se livrar de um histórico negativo. Número 4 do mundo e vencedor de nove torneios da ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos tem como melhor resultado em um Major as quartas de final de Roland Garros este ano. Antes disso, só chegou às oitavas uma vez, na grama de Wimbledon no ano passado. Em Nova York, são três participações e apenas duas vitórias.

Disposto a mudar esse quadro, Zverev faz uma aposta que já deu deu certo com Andy Murray. Ele será treinado pelo ex-número 1 do mundo Ivan Lendl, que esteve presente nos três Grand Slam da carreira do britânico -sendo mais atuante nos dois primeiros, US Open de 2012 e Wimbledon em 2013. Outro que fez parte do time de Murray e agora trabalha com Zverev é o preparador físico Jez Green.

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Zverev foi bem claro sobre seus objetivos com Lendl. “A razão pela qual estou com ele é competir e vencer os maiores torneios do mundo. Essa é a única razão pela qual ele se juntaria também”, disse o alemão. “Ele foi vencedor como jogador e como técnico, então ele sabe o que é preciso. Ele sabe como tornar os melhores jogadores ainda melhores. É por isso que eu o trouxe”.

A estreia de Zverev no US Open será contra o canadense de 30 anos e 120° do ranking Peter Polansky, jogador que conseguiu a rara façanha de entrar como lucky loser na chave de todos os Grand Slam de 2018. Se vencer, o alemão pode enfrentar o tcheco Jiri Vesely ou o convidado francês Corentin Moutet. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Filip Krajinovic, 32º favorito.

Kei Nishikori e Diego Schwartzman podem pintar nas oitavas, enquanto Marin Cilic e David Goffin são possíveis adversários nas quartas. O alemão está no mesmo lado da chave de Roger Federer e Novak Djokovic, e pode enfrentá-los na semi, enquanto Rafael Nadal, Juan Martin del Potro, Andy Murray e Stan Wawrinka estão do outro lado da chave.

O duelo canadense

As duas principais promessas do tênis masculino canadense irão se enfrentar logo na primeira rodada do US Open. Depois que Felix Auger Aliassime, de 18 anos, passou pelo qualificatório e garantiu vaga em sua primeira chave principal de Grand Slam, o sorteio o colocou para enfrentar o compatriota de 19 anos Denis Shapovalov. Eles se enfrentam já nesta segunda-feira, não antes das 18h (de Brasília) na quadra Grandstand.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Será a segunda vez que os dois jovens canadenses se enfrentam no circuito profissional, sendo que Shapovalov levou a melhor no challenger de Drummondville no ano passado. Enquanto Auger-Aliassime é um estreante em Grand Slam e ocupa o 116º lugar do ranking, Shapovalov é o atual número 26 do mundo e já acumula seis vitórias e cinco derrotas nos principais torneios do calendário, com direito a uma campanha até as oitavas no ano passado.

Quem chega com moral

Com títulos, boas campanhas ou vitórias expressivas nos torneios preparatórios para o US Open, a bielorrussa Aryna Sabalenka, o grego Stefanos Tsitsipas e o russo Daniil Medvedev chegam embalados ao Grand Slam nova-iorquino e com chances de surpreender. Entretanto, Tsitsipas e Medvedev podem se enfrentar já na segunda rodada.

https://twitter.com/StefTsitsipas/status/1028873210652229633

Tsitsipas, de 20 anos, foi semifinalista em Washington e vice-campeão do Masters 1000 de Toronto. No caminho, conquistou vitórias contra David Goffin, Alexander Zverev, Dominic Thiem, Novak Djokovic e Kevin Anderson. Com isso, subiu do 32º para o 15º lugar do ranking mundial. Um ano atrás, ele aparecia apenas na 161ª posição. Já Medvedev, 22, conquistou no último sábado o segundo título de ATP na carreira em Winston Salem e debutará no top 40.

A estreia de Tsitsipas será contra o veterano espanhol de 36 anos Tommy Robredo, enquanto Medvedev terá um duelo russo contra Evgeny Donskoy. O cabeça de chave mais próximo desses dois jovens embalados é o também promissor croata de 21 anos e número 20 do mundo Borna Coric, que estreia contra o experiente alemão Florian Mayer. Quem passar por esse setor pode enfrentar Andy Murray ou Juan Martin del Potro nas oitavas.

Quem chega embalada na chave feminina é Aryna Sabalenka, bielorrussa de 20 anos, que debutará no top 20 do ranking mundial depois de ter vencido o WTA Premeir de New Haven no último sábado. Há um ano, Sabalenka não estava nem no top 100, já que ela só entraria nesse grupo no dia 16 de outubro de 2017.

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Nas últimas três semanas, a jovem bielorrussa anotou quatro de suas cinco vitórias contra top 10 na carreira. Ela iniciou essa série vencendo Caroline Wozniacki em Montréal. Depois, no caminho para a semifinal em Cincinnati, derrotou Karolina Pliskova e Caroline Garcia. Já em New Haven, derrubou a número 9 do mundo Julia Goerges na semifinal.

Na rota dos favoritos

Entre os nomes que estão muito próximos de favoritos e podem protagonizar bons jogos na primeira semana em Nova York, destaque para o russo Karen Khachanov, o chileno Nicolas Jarry, a ucraniana Dayana Yastremska e a norte-americana Amanda Anisimova.

Jarry está com o melhor ranking da carreira, no 42º lugar, e estreia contra o alemão Peter Gojowczyk. Se vencer, pode cruzar o caminho do anfitrião e 11º favorito John Isner já na segunda rodada. Já Khachanov fez uma ótima campanha no Masters 1000 de Toronto, onde foi semifinalista e alcançou o top 30. Atual 26º do ranking, o russo de 22 anos é o cabeça de chave mais próximo de Rafael Nadal e pode enfrentar o número 1 do mundo na terceira rodada em Nova York. A estreia de Khachanov será contra o espanhol Albert Ramos e depois podem vir o italiano Lorenzo Sonego ou o luxemburguês Gilles Muller.

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

Primeira jogadora nascida a partir de 2000 a figurar no top 100 da WTA, a ucraniana de 18 anos e 98ª colocada Dayana Yastremska disputará seu primeiro Grand Slam em Nova York. Ela será treinada pela ex-número 1 do mundo Justine Henin, bicampeã do torneio nos anos de 2003 e 2007. A belga ainda cedeu o preparador físico Eric Houben, com quem trabalhou durante boa parte da carreira. A estreia de Yastremska será contra a tcheca de 22 anos e vinda do quali Karolina Muchova, 202ª do ranking. Caso a ucraniana consiga passar por sua primeira adversária, há chance de um duelo contra a ex-número 1 do mudo e atual 12ª colocada Garbiñe Muguruza.

Já a convidada Amanda Anisimova é uma das duas jogadoras de 16 anos na chave feminina. Atual 135ª do ranking mundial, ela disputará seu segundo Grand Slam, já que ela também esteve em Roland Garros. Ela já tem até vitória contra top 10, conquistada sobre Petra Kvitova em Indian Wells. A estreia de Anisimova será contra a norte-americana Taylor Townsend e depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 letã Jelena Ostapenko, que tem uma estreia difícil contra a experiente alemã Andrea Petkovic.

Os mais jovens

Ao todo, trinta jogadores disputarão um Grand Slam pela primeira vez em Nova York, sendo vinte no masculino e dez no feminino. Como era esperado, os atletas mais jovens de cada chave são convidados vindos do torneio nacional juvenil da USTA, disputado no início do mês. Os convites ficaram para Whitney Osuigwe, de 16 anos, e para Jenson Brooksby, 17.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Nascida no dia 17 de abril de 2002, Osuigwe já liderou o ranking mundial juvenil e foi campeã de Roland Garros na categoria em 2017. Ela ocupa o 391º lugar na WTA e estreia contra a italiana Camila Giorgi, 45ª do ranking. Se vencer, certamente enfrentará uma campeã de Grand Slam na segunda rodada, vinda do duelo entre Svetlana Kuznetsova e Venus Williams.

Brooksby é bem menos conhecido. Seu melhor ranking como juvenil foi o 152º lugar em maio. Já como profissional, ocupa apenas 1.229ª posição e venceu somente cinco jogos de nível future na carreira. Seu adversário de estreia em Nova York será o australiano John Millman, 55º do mundo.

Ucraniana nascida em 2000 chega ao top 100 da WTA
Por Mario Sérgio Cruz
julho 16, 2018 às 5:33 pm

Pela primeira vez uma jogadora nascida em 2000 irá fazer parte do top 100 do ranking mundial da WTA. Quem fará parte desse grupo é Dayana Yastremska, que aparece no centésimo lugar da lista divulgada nesta segunda-feira. A ucraniana, que completou 18 anos em maio, vem se destacado em torneios de nível ITF nas últimas semanas.

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska já estava com o melhor ranking da carreira na última atualização da lista, divulgada há duas semanas, quando ocupava o 127º lugar. Depois de cair na segunda rodada do quali de Wimbledon, a ucraniana decidiu voltar ao saibro e venceu um torneio  US$ 60 mil (mais hospedagem) em Roma. Logo depois,  foi semifinalista no torneio de US$ 100 mil em Budapeste. Com isso, faturou 150 pontos no ranking.

A temporada de Yastremska teve outros dois grandes resultados em ITFs de US$ 100 mil. Ela foi finalista no saibro francês de Cagnes-Sur-Mer e na grama inglesa de Ilkley. Como juvenil, foi número 6 do mundo e finalista de Wimbledon em 2016, quando perdeu a decisão para a russa Anastasia Potapova.

Em torneios pela elite do circuito, Yastremska conseguiu duas vitórias no WTA de Istambul no ano passado, passando pela ex-top 10 alemã Andrea Petkovic e pela russa Anna Kalinskaya antes de cair para a eslovaca Jana Cepelova nas quartas de final. Este ano, a ucraniana tentou apenas os qualis de Charleston e Acapulco, mas não conseguiu avançar.

Primeiro título no Brasil 

A ucraniana também tem uma história com o Brasil, já que conquistou seu primeiro título profissional na cidade de Campinas em 2016, quando tinha 15 anos e venceu oito partidas consecutivas, sendo três pelo quali e cinco na chave principal. Um susto naquele torneio, disputado nas quadras da Sociedade Hípica, é que Yastremska sofreu um desmaio ainda no vestiário após a vitória na semifinal diante da argentina Catalina Pella.

Atendida pela equipe médica do torneio e levada de ambulância para o hospital, a ucraniana passou por diversos exames clínicos, por exigência da Federação Internacional, antes de receber autorização para entrar em quadra no dia seguinte. Recuperada, derrotou na final a francesa Alizé Lim.

Jovem espanhol vence primeiro challenger

Também durante a segunda semana do Grand Slam britânico, o jovem espanhol Pedro Martinez se destacou ao vencer um challenger no saibro de Bastad, na Suécia. Martinez, que completou 21 anos em abril, iniciou o torneio como 251º colocado e entrará no top 200 com os oitenta pontos conquistados.

https://twitter.com/ATPChallenger/status/1018355404890345472

Dessa forma, três nomes da nova geração espanhola estarão no top 200 a partir da próxima semana, já que Martínez se juntará ao atual 89º do mundo Jaume Munar e ao 185º colocado Carlos Taberner a partir da próxima semana. A lista ainda pode ganhar o reforço nos próximos meses de Nicola Kuhn, que tem apenas 18 anos e já é 230º do mundo.

Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Russa de 15 anos é campeã juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 10:17 pm

Pelo segundo ano seguido e apenas pela terceira vez na história, uma jogadora russa é campeã juvenil em Wimbledon. O título de 2016 ficou com a promissora Anastasia Potapova, de apenas 15 anos, que venceu uma final dramática neste sábado contra a ucraniana Dayana Yastremska, um ano mais velha, por 6/4 e 6/3 em 1h37.

Apenas o placar e as estatísticas do jogo não traduzem dificuldade da partida, que teve dez quebras de saque. No longo último game do jogo, a russa perdeu seis match points em seu serviço, o último com uma dupla-falta. Mais que isso, em duas ocasiões ela chegou a comemorar o título em marcações que foram posteriormente corrigidas pelo desafio eletrônico.

 

“Foi 6/4 e 6/3, mas senti como se fossem três sets”, disse Potapova à ITF. A jovem russa ficou surpresa até mesmo com o número de match points perdidos. Quando perguntada, respondeu “Foram apenas três” até saber a conta exata “Sete match points! Oh meu Deus!”

Ela ainda deu sua versão sobre os altos e baixos do game final. “Eu só conseguia pensar ‘Eu ganhei!’ e então ela pediu um desafio. Foi um pouco para fora. Depois aconteceu a mesma situação e foi mesmo para fora. Disse para mim mesma ‘Eu não posso perder’. Quando terminou o jogo, eu disse: ‘Graças a Deus. Finalmente eu ganhei!’.

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Apostando em um tênis muito sólido do fundo de quadra na final, Potapova viu a rival tomar a iniciativa na maioria dos pontos, mas se perder em erros não-forçados. Yastremska liderou a contagem de winners por incríveis 21 a 4, mas também cometeu 42 erros diante de 31 da russa.

Além de ser mais consistente defensivamente, a russa soube explorar o baixo desempenho no saque da adversária. No primeiro set, a ucraniana não apenas colocou 38% de primeiros serviços em quadra, como sofreu com as devoluções da russa. Potapova venceu 17 pontos dos 29 jogados no saque da adversária. Já no segundo set, a jovem russa quebrou mais duas vezes e venceu metade dos pontos que jogou na devolução, 18 em 36.

Carreira respeitável – Apesar da pouca idade, Potapova já acumula uma série de bons resultados em competições de base. Falando apenas em Grand Slam, ela vinha de uma semifinal em Roland Garros e chegou às quartas na edição passada de Wimbledon, com apenas 14 anos.

Ela também tem um histórico considerável em torneios tradicionais nos Estados Unidos, ao vencer o Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.

Um pouco de história – Apenas três russas já venceram o torneio juvenil em Wimbledon. A primeira foi Vera Dushevina em final contra Maria Sharapova em 2002. A segunda foi no ano passado, quando Sofya Zhuk superou a compatriota Anna Blinkova.

Já com a antiga União Soviética, Galina Baksheeva foi bicampeã nos anos de 1961 e 62, mesma situação de Natasha Chmyreva em 1975 e 76 e Natalia Zvereva em 1986 e 87. Também já venceram Olga Morozova em 1965 e Marina Kroshina em 1971.

Canadá também tem um finalista no juvenil de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 1:04 am

O Canadá não terá apenas Milos Raonic na final de Wimbledon neste final de semana. O país também terá seu representante na decisão da chave juvenil, o canhoto Denis Shapovalov. Ele assegurou lugar na final ao vencer o líder do ranking da categoria, o grego Stefanos Tsitsipas, nesta sexta-feira por 4/6, 7/6 (7-5) e 6/2 em 1h52 de jogo.

“Ele estava jogando muito melhor do que eu”, disse Shapovalov em entrevista à ITF. “Ele estava sacando muito bem, mas eu continuei forte mentalmente e no final ele caiu um pouco. Essa foi a diferença”, avaliou canhoto de 17 anos.

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

Shapovalov tenta ser o segundo canadense a vencer um Grand Slam juvenil na chave masculina de simples. O outro caso é recente, com Filip Peliwo que teve uma grande temporada em 2012 com títulos em Wimbledon e US Open na categoria, além dos vice-campeonatos no Australian Open e Roland Garros.

Atual 13º no ranking mundial juvenil, Shapovalov faz uma boa temporada também no circuito profissional. O jogador de 17 anos já venceu três futures nos Estados Unidos em 2016, além de ter sido semifinalista no challenger de Drummondville em seu país, inclusive derrotando Peliwo pelo caminho.

No próximo domingo, Shapovalov jogará na Quadra Número 1 do All England Club, a segunda maior do complexo e tradicional palco das finais do juvenil. O jogo provavelmente coincidirá horário com a final masculina, o que impossibilitará um pouco da torcida por Raonic.

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane)

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane/ITF)

O adversário da final será o australiano Alex De Minaur, que precisou de só 49 minutos para despachar o americano Ulises Blanch. “É bom finalmente superar essa barreira das semifinais”, disse DeMinaur, que parou na penúltima rodada do US Open-2015 e Australian Open deste ano.

“Estou curtindo cada segundo disso. Acho que nas outras semifinais eu coloquei um pouco de pressão sobre mim mesmo ao pensar ‘Oh meu Deus, estou na semifinal e faltam só duas partidas para ganhar um Grand Slam'”, revelou o jovem de 17 anos.

De Minaur é filho de pai uruguaio e mãe espanhola. Ele viveu em Sydney até os cinco anos de idade e depois foi com a família para a Espanha. Reside hoje em Alicante, mas sua formação no tênis foi dividida entre as duas bases. O atleta disputou competições juvenis de 14 e 16 anos em solo australiano, inclusive na grama de Mildura, e seguiu para os primeiros futures como profissional já na Espanha a partir de 2015.

Final feminina no sábado –  A decisão da chave juvenil feminina acontece às 9h (de Brasília) deste sábado, na Quadra Número 1, e envolve duas jogadoras bastante precoces até mesmo para a categoria, a ucraniana Dayana Yastremska e a russa Anastasia Potapova.

Yastremska, que completou 16 anos em maio, ficou conhecida do público brasileiro no início da temporada ao vencer um ITF profissional de US$ 25 mil na cidade paulista de Campinas. Com o resultado, ela acabou desistindo do Banana Bowl e seguiu direto para Porto Alegre, onde foi semifinalista do Campeonato Internacional Juvenil (antiga Copa Gerdau).

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas este ano (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

Potapova é ainda mais jovem, nasceu em 2001 e fez 15 anos em março. Apesar da pouca idade, a russa já tem um histórico considerável em competições de base, com destaque para a recente semifinal de Roland Garros e as quartas de Wimbledon do ano passado. Ela foi campeã do Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.