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Dez jovens tenistas para assistir em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2019 às 11:37 am

Pelo terceiro ano consecutivo, o TenisBrasil apresenta uma lista com dez jovens tenistas que podem surpreender na próxima temporada. Assim como em anos anteriores, a relação não considera nomes da nova geração que já estejam consolidados no circuito. É mais do que óbvio que nomes como Bianca Andreescu, Naomi Osaka, Stefanos Tsitsipas ou Alexander Zverev exigem a atenção de todos os fãs de tênis em 2020.

No entanto, é importante observar alguns tenistas que estão fora do top 50, mas em franca evolução nos circuitos da ATP e da WTA. Há ainda aqueles que estão na reta final da transição do juvenil para o tênis profissional, trilhando o caminho dos torneios menores. Atualmente, não é difícil encontrar formas de acompanhar praticamente qualquer partida do circuito e alguns jogadores certamente merecem ser vistos com mais afinco.

Para conferir as matérias de 2018 e 2019 basta clicar nos links. As listas já contavam com os nomes de Bianca Andreescu, Amanda Anisimova, Dayana Yastremska, Coco Gauff e Felix Auger-Aliassime, que hoje brilham na elite do circuito.

Coco Gauff (15 anos, 68ª do ranking, Estados Unidos)
Não há dúvidas sobre enorme potencial de Coco Gauff. A norte-americana de apenas 15 anos foi uma das revelações da temporada, saltando do 839º lugar do ranking para a atual 68ª colocação. Gauff cumpriu a ambiciosa meta de alcançar o top 100 em 2019 com ótimos resultados ao longo do ano, como as oitavas de final de Wimbledon, a terceira rodada do US Open e o título do WTA de Linz, em quadras duras e cobertas. Ela também já derrotou uma top 10, a número 8 do mundo Kiki Bertens. Em 2020, Gauff não dependerá de tantos convites e deve entrar diretamente nas chaves dos maiores torneios com chances de se surpreender ainda mais que na última temporada.

Jannik Sinner (18 anos, 78º do ranking, Itália)
Escolhido o novato do ano pela ATP, o italiano Jannik Sinner é o jogador mais jovem no top 100 do ranking masculino. Ele começou a temporada no 551º lugar do ranking e já aparece atualmente na 78ª colocação. Entre os feitos de Sinner na última temporada estão três títulos de challenger, uma semifinal de ATP na Antuérpia e o título do Next Gen ATP Finals, em Milão. O jovem italiano também conseguiu uma expressiva vitória sobre Gael Monfils, então número 13 do mundo.

Iga Swiatek é um dos destaques da nova geração feminina em 2019

Iga Swiatek (18 anos, 60ª do ranking, Polônia)
Outro nome que já está no top 100, mas que ainda tem muito a evoluir é Iga Swiatek. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, a polonesa teve uma rápida e bem sucedida transição ao circuito profissional. Dona de um estilo de jogo versátil, ela começou a temporada na 186ª colocação do ranking da WTA, mas já aparece na 60ª posição, chegando a ocupar o 49º posto em agosto. Swiatek já tem um bom resultado em Grand Slam, oitavas de final em Roland Garros, além de ter disputado uma final de WTA em Lugano, na Suíça.

Emil Ruusuvuori (20 anos, 123º do ranking, Finlândia)
O jovem finlandês Emil Ruusuvuori foi um dos recordistas de títulos de challenger na temporada. O atleta de 20 anos venceu quatro torneios deste porte e, com isso, saltou do 385º para o 123º lugar do ranking. Ruusuvuori foi campeão em Helsinque, Glasgow, Mallorca e Fergana, além de ter ficado com o vice-campeonato no challenger de Augsburg. Além do finlandês, o sueco Mikael Ymer, o lituano Ricardas Berankis e o australiano James Duckworth também venceram quatro challengers no ano.

Cathy Mcnally (18 anos, 120ª no ranking, Estados Unidos)
A norte-americana Cathy Mcnally iniciou 2019 no 408º lugar do ranking e terminou na 120ª posição. A jogadora de apenas 18 anos venceu 26 jogos pelo circuito profissional ao longo da temporada, com destaque para uma semifinal de WTA em Washington, além de um título e um vice-campeonato em torneios de US$ 100 mil no circuito da ITF. McNally também teve grandes resultados nas duplas, conquistando dois títulos de WTA com a compatriota Coco Gauff.

Thiago Wild (19 anos, 212º do ranking, Brasil)
Terceiro melhor brasileiro no ranking da ATP e atleta nacional mais jovem entre os 500 melhores do mundo, Thiago Wild venceu 31 jogos de challenger na temporada, com direito a um título em Guayaquil, e também conseguiu sua primeira vitória no circuito da ATP em São Paulo. O paranaense de 19 anos e que adota um estilo de jogo agressivo iniciou a temporada no 449º lugar do ranking da ATP e já aparece na 212ª colocação.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Whitney Osuigwe (17 anos, 137ª no ranking, Estados Unidos)
Ex-líder do ranking mundial juvenil, Whitney Osuigwe é considerada uma das principais promessas do tênis norte-americano. Ela foi campeã juvenil de Roland Garros em 2017, com apenas 15 anos, e deu um salto no ranking da WTA durante o ano passado. Em 2018, Osuigwe foi do 1.120º lugar para a 202ª posição. Já na atual temporada, chegou a ocupar a 105ª colocação em agosto, mas termina o ano no 137º lugar. É uma forte candidata a entrar no top 100 já em 2020.

Leylah Fernandez (17 anos, 211ª no ranking, Canadá)
Atual campeã juvenil de Roland Garros, a canadense de 17 anos Leylah Fernandez já está em processo de transição para o circuito profissional. Ela iniciou a temporada no 434º lugar do ranking da WTA e já está muito próxima do top 200. Este ano, Fernandez ganhou seu primeiro título profissional em ITF de US$ 25 mil de Gatineau, além de também ter feito boas campanhas em Granby e Vancouver e de furar um quali de WTA em Hiroshima.

Daria Snigur (17 anos, 237ª no ranking, Ucrânia)
A promissora ucraniana Daria Snigur conquistou o título juvenil de Wimbledon e terminou a temporada em grande estilo. Ela venceu seis jogos seguidos pelo ITF de US$ 100 mil+H de Dubai na semana passada e foi desde o quali até a final do torneio. Duas dessas vitórias foram contra adversárias do top 100, a 95ª colocada Anastasia Potapova e a ex-top 10 e atual 38ª do ranking Kristina Mladenovic. A campanha rendeu um salto do 328º para o 237º lugar na classificação da WTA. No início do ano, ela era apenas a número 752 do mundo.

Carlos Alcaraz Garfia (16 anos, 491º no ranking, Espanha)
O jovem espanhol Carlos Alcaraz Garfia conseguiu uma façanha em 2019. Ele tinha apenas 15 anos quando conseguiu suas primeiras vitórias contra adversários no top 200 do ranking da ATP. Atleta mais jovem no top 500 e treinado pelo ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, Alcaraz estará no Brasil para a disputa do Rio Open em 2020.

Nomes já consolidados

Entre os jovens tenistas já consolidados no circuito masculino, vale destacar o nome de Alex De Minaur. O australiano de apenas 20 anos ganhou três títulos de ATP em 2019 e já aparece no 18º lugar do ranking mundial. Sempre consistente do fundo de quadra, tem potencial para ir ainda mais longe no ranking e também nos grandes torneios. Os promissores canadenses Denis Shapovalov, número 15 do mundo aos 20 anos, e Felix Auger-Aliassime, 21º colocado aos 19, também são candidatos a títulos na próxima temporada.

Já no sempre equilibrado circuito feminino, a ucraniana Dayana Yastremska chega muito forte para a próxima temporada. A jovem ucraniana de 19 anos já ocupa o 22º lugar do ranking e tem três títulos de WTA no currículo. Ela reforçou sua equipe com o treinador alemão Sascha Bajin, eleito o melhor técnico da temporada de 2018.

Vale destacar também duas jogadoras que fizeram bonito no saibro, a canhota tcheca de 19 anos e finalista de Roland Garros Marketa Vondrousova (16ª do ranking) e a norte-americana de 18 anos e 24ª colocada Amanda Anisimova, semifinalista do Grand Slam francês. Outra jovem norte-americana que chega em ótima fase para 2020 é Sofia Kenin, 14ª do ranking aos 21 anos.

Tênis francês mostra força no Finals Juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 28, 2019 às 8:21 pm

A nova geração do tênis francês mostrou força durante a quinta edição do ITF Junior Finals em Chengdu, na China. A França teve dois representantes entre os três primeiros colocados tanto no masculino quanto no feminino. O destaque fica para o título de Diane Parry entre as meninas. Líder do ranking mundial da categoria, a jogadora de 17 anos venceu a final no último domingo contra a ucraniana Daria Snigur, então quarta colocada e campeã de Wimbledon, por 6/1 e 6/4 em apenas 58 minutos de partida.

Além do título de Parry, a jogadora de 16 anos Elsa Jacquemot ficou na terceira posição da chave feminina. Já no masculino, Harold Mayot foi o segundo colocado e Valentin Royer ficou em terceiro. O título ficou com o dinamarquês de apenas 16 anos Holger Rune, atual campeão de Roland Garros e que também treina na França, na Academia Mouratoglou.

“Acho que a nova geração é boa e vejo esse grupo causando impacto no futuro”, disse Parry ao site da ITF após a vitória no último domingo. “Havia quatro de nós aqui este ano. Estamos muito bem agora no juvenil e há algumas meninas ainda mais jovens que também estão jogando muito bem”.

Parry foi a segunda francesa a conquistar o título da competição, repetindo o feito de Clara Burel no ano passado. “Clara e eu somos amigas e a conheço muito bem, já que jogamos duplas juntas anteriormente. Ela me mandou uma mensagem antes do jogo e apenas disse: ‘Boa sorte, divirta-se e faça o seu melhor’. Foi ótimo receber essa mensagem. Eu vim aqui para fazer o que ela fez e consegui. Estou tão feliz.”

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1188381756573077504

O estilo de jogo de Parry é bastante raro para a elite do circuito. Não apenas pelo fato de executar o backhand com apenas uma das mãos, mas também pelo fato de bater reto na bola nesse golpe, sem tanto spin como outras jogadoras de mesmo estilo fazem. Ela já ocupa o 328º lugar do ranking mundial da WTA, chegando a vencer um jogo da chave principal de Roland Garros neste ano contra a então 102 do mundo Vera Lapko, e já mira a transição ao circuito profissional. “Agora vou jogar apenas torneios profissionais. Terei que superar alguns medos, mas tentarei ir longe no ranking”.

Já o campeão da chave masculina Holger Rune destacou sua preparação mental para os grandes jogos. O jovem dinamarquês diz se sentir cada vez mais à vontade disputando as finais de campeonato e assume a liderança do ranking mudial da categoria.

“Já ganhei algumas finais agora. Primeiro foi no Campeonato Europeu Júnior de Sub-14, depois no Roland Garros juvnil e agora neste torneio”, disse Rune após a partida contra Mayot por 7/6 (7-3), 4/6 e 6/2 em 2h07 de disputa. “Você precisa ter algo a mais para vencer as finais, pois não é fácil. Você fica nervoso antes da partida e sempre há muita coisa acontecendo”.

“Você precisa acalmar esses nervos, basear-se na sua experiência e focar no seu jogo. Ter a capacidade de fazer isso é incrível”, avalia o dinamarquês. “Se Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray não aguentassem a pressão, não teriam vencido tantos Grand Slams. Existem muitos jogadores no top 20 da ATP que poderiam ganhar um Grand Slam, mas não têm essa mentalidade. Para chegar onde eu quero, preciso ter essa mentalidade. Estou disposto a passar por esse processo e superar as dores para chegar até lá”.

https://twitter.com/ITF_Tennis/status/1188394425631891458

Juvenis jogam sua versão do Finals nesta semana
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 22, 2019 às 8:43 pm

A quinta edição do ITF Junior Finals começa na madrugada desta quarta-feira. Mais uma vez, a cidade chinesa de Chengdu foi escolhida como sede da competição que reúne alguns destaques da temporada do circuito mundial juvenil e ajudará a definir o número 1 do ranking da categoria no fim do ano. Houve uma pequena mudança de nome, já que até o ano passado o evento se chamava ITF Junior Masters.

O formato da competição é o mesmo do ATP Finals e do WTA Finals. Dois grupos com quatro tenistas, sendo que os dois melhores de cada chave avançam para as semifinais até a disputa do título. Os campeões ganham 750 pontos no ranking, com 450 para finalistas. Além disso, o torneio também premia os jogadores com auxílios entre US$ 7 mil e US$ 15 mil para viagens no circuito.

Por ser uma viagem longa e como muitos jogadores dessa faixa etária já estão comprometidos com a transição para o tênis profissional, nem sempre aqueles que estão entre os oito primeiros do ranking participam do evento. Ainda assim, nomes como Jelena Ostapenko, Marketa Vondrousova, Andrey Rublev, Taylor Fritz, Casper Ruud, Anna Blikova, Miomir Kecmanovic e os brasileiros Orlando Luz e Marcelo Zormann já atuaram pela competição.

Neste ano, a ITF não anunciou informações a respeito de transmissões pela internet. Durante a Copa Davis e Fed Cup Júnior, em setembro, os principais jogos foram exibidos pelo canal no YouTube da Federação Internacional.

FEMININO

GRUPO LIANG
Daria Snigur: Quarta colocada no ranking mundial juvenil, a ucraniana de 17 anos foi campeã de Wimbledon, semifinalista do Australian Open e chegou às quartas em Roland Garros. Entre as profissionais, já aparece no 319º lugar do ranking da WTA e conquistou três títulos de ITF na temporada, além de já ter vencido outro torneio no ano passado.

Kamilla Bartone: A letã de 17 anos é a atual nona colocada no ranking e se destacou nas duplas, com título do US Open e vice-campeonato de Wimbledon. Em Nova York, ela foi treinadora pela brasileira Roberta Burzagli, capitã da equipe nacional da Fed Cup e técnica do programa de desenvolvimento da ITF.

Elsa Jacquemot: Francesa de 16 anos e 11º colocada no ranking, Jacquemot ganhou dois títulos na temporada e chegou às quartas na chave juvenil de Roland Garros.

Oksana Selekhmeteva: Apesar de aparecer no 19º lugar do ranking, a canhota russa de 16 anos acumulou bons resultados na temporada. Semifinalista do US Open em simples, formou também uma boa parceria com Kamilla Bartone, com título em Nova York e vice em Wimbledon.

GRUPO LI
Diane Parry: A francesa de 17 anos chega como favorita ao torneio. Afinal, lidera o ranking mundial da categoria e acabou de ganhar um título importante em Osaka. Além disso, ela já começa a se destacar no circuito profissional, ocupando o 328º lugar no ranking da WTA. Convidada para a chave principal de Roland Garros, chegou a vencer uma partida contra a bielorrussa Vera Lapko, número 102 do mundo.

Hurricane Tyra Black: A norte-americana de 18 anos se destacou no Banana Bowl, em Criciúma, ao chegar à final do torneio no Brasil, perdendo para Parry na decisão. Também venceu dois torneios na grama pouco antes de Wimbledon, mas caiu ainda na estreia do Grand Slam londrino.
Qinwen Zheng:

Qinwen Zheng: Chinesa de 17 anos, Zheng foi semifinalista em Roland Garros e no US Open e ocupa o sétimo lugar no ranking mundial juvenil. Nesta reta final de ano, recebeu convite para qualis de WTA em seu país, tendo suas primeiras experiências no alto nível. Ela chegou a enfrentar a veterna Svetlana Kuznetsova em Tianjin.

Natsumi Kawaguchi: A canhota japonesa de 17 anos é a atual oitava colocada no ranking mundial da categoria. Seus principais resultados foram o título de duplas no Australian Open e o vice-campeonato em Porto Alegre.

MASCULINO

GRUPO SHUAI
Jonas Forejtek: Tcheco de 18 anos, Forejtek é o atual líder do ranking mundial juvenil e foi campeão do US Open na categoria. Entre os profissionais, ocupa o 548º lugar no ranking da ATP. Ele tem um título de ITF M25, conquistado no mês de agosto, na Áustria. Ainda que seu nome não seja tão conhecido do grande público, imagens dele ainda quando criança, treinando com uma colher viralizaram nas redes sociais desde 2013.

Holger Rune: O dinamarquês de apenas 16 anos se destacou ao conquistar o título do torneio juvenil de Roland Garros e ocupa atualmente no 3º lugar do ranking da categoria. Também em 2019, conquistou mais dois títulos no circuito juvenil. Ele treina na academia de Patrick Mouratoglou, técnico de Serena Williams.

Harold Mayot: Quinto colocado no ranking mundial juvenil, Mayot chega embalado pelo título do ITF JA de Osaka, no Japão, na última semana. Nos Grand Slam, destaque para uma campanha até a semifinal de Wimbledon. O francês de 17 anos também disputou, em setembro, sua primeira final entre os profissionais, nas quadras de carpete de Forbach.

Bu Yunchaokete: O chinês de 17 anos e 16º do ranking vive bom momento no circuito juvenil. Ele fez três finais seguidas nos torneios disputados em seu país e ainda chegou às quartas em Oskaka, onde também foi finalista de duplas.

GRUPO YONG
Shintaro Mochizuki: Vice-líder do ranking mundial e campeão de Wimbledon, o japonês de 16 anos também ajudou seu país a conquistar o título da Copa Davis Júnior. Mochizuki está começando a se dedicar ao circuito profissional e ganhou dois títulos de dupas.

Thiago Tirante: O argentino de 18 anos foi campeão juvenil de Roland Garros ao lado do brasileiro Matheus Pucinelli. Também nas quadras de saibro, ficou com o vice-campeonato em Milão, perdendo a final para Jonas Forejtek

Liam Draxl: Nono colocado no ranking juvenil, o canadense de 19 anos teve bons resultados nos torneios preparatórios para Wimbledon, em quadras de grama. Também foi finalista de duplas no Grand Slam londrino. Entre os profissionais, destaque para uma vitória no challenger de Gatineau, em julho.

Valentin Royer: O francês de 17 anos e 12º do ranking ganhou dois títulos no ano, com destaque para o Europeu Individual em Klosters, na Suíça, no mês de agosto. Seu melhor resultado em Grand Slam foi no US Open, onde chegou às quartas de final.

Juvenil japonês assume o nº 1 após título de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2019 às 10:02 pm
Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Shintaro Mochizuki é o primeiro japonês a ganhar um Grand Slam juvenil no masculino (Foto: Arata Yamaoka)

Mesmo com pouquíssima experiência em quadras de grama, o japonês de 16 anos Shintaro Mochizuki fez história para seu país e conquistou o título juvenil de Wimbledon no último domingo após a vitória por 6/3 e 6/2 sobre o espanhol Carlos Gimeno Valero. Mochizuki é o primeiro japonês a vencer um Grand Slam juvenil entre os meninos. No feminino, Kazuko Sawamatsu foi campeã de Roland Garros e Wimbledon em 1969.

Chama atenção o fato de Mochizuki ter disputado seu primeiro torneio na grama apenas duas semanas antes de Wimbledon. Mas logo de cara, foi campeão de um torneio ITF J1 em Nottingham. Na sequência, chegou às oitavas em Roehampton, onde também foi semifinalista de duplas, para então ser campeão do Grand Slam londrino.

Se há duas semanas, Mochizuki entrava no top 10 do ranking mundial juvenil, nesta segunda-feira ele já aparece na liderança do ranking. Ele ultrapassou oito concorrentes para assumir a liderança, deixando para trás o dinamarquês Holger Rune (campeão de Roland Garros) e o italiano Lorenzo Musetti (vencedor do Australian Open).

Apesar de ter jogado muito pouco no piso, o estilo de jogo do japonês acabou sendo bem propício ao piso. “Eu gosto de vir para a rede. Meu treinador me ensinou, e eu sou bom nisso. Eu pratiquei muito e melhorei a cada jogo jogo”, comenta Mochizuki, que passou quatro anos na IMG Academy, na Flórida, onde também conheceu Kei Nishikori. “Ele é muito legal. E me deu muitos conselhos na academia. Às vezes eu treino com ele e aprendi bastante com ele. É um cara esperto”.

Superado por Mochizuki na final, Carlos Gimeno Valero está com 18 anos e disputava uma competição na grama pela primeira vez. “Eu nunca havia jogado na grama e foi meu primeiro torneio, então foi uma experiência muito boa. Não foi tão difícil. Desde o primeiro momento, me senti bem e melhorei com o passar dos dias”, comenta o espanhol, que saltou do 49º para o 13º lugar do ranking.

Um dado curioso sobre Gimeno Valero é que ele é treinado pelo espanhol de 27 anos Javier Martí. Apontado como um possível sucessor de Rafael Nadal no início de sua carreira profissional, com 18 títulos de nível future, Martí acumulou 50 vitórias e quatro finais em challenger, mas só venceu dois jogos de ATP. Depois de ter como melhor ranking apenas o 170º lugar, deixou de jogar profissionalmente e investiu na carreira de treinador.

Ucrânia forma mais uma campeã
O título da chave feminina no torneio juvenil de Wimbledon ficou com a ucraniana Daria Snigur, outra que se destacou em torneios preparatórios e venceu doze jogos seguidos na grana. Uma semana antes do Grand Slam londrino, ela foi campeã em Roehampton. Nas duas finais, ela venceu a norte-americana Alexa Noel em sets diretos, marcando um duplo 6/4 no último sábado e as parciais de 6/1 e 6/2 na semana anterior.

Snigur repete a conquista de Kateryna Bondarenko em 2004. Nesta década, outras duas ucranianas foram finalistas do torneio juvenil de Wimbledon, Elina Svitolina em 2012 e Dayana Yastremska em 2016. Recentemente, a Ucrânia ainda formou Marta Kostyuk, que foi campeã juvenil do Australian Open em 2017. Já com 17 anos e com três títulos profissionais no circuito da ITF, Snigur encerra sua trajetória como juvenil e passa a focar nas competições profissionais. Ela já aparece no 423º lugar do ranking da WTA.