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Americano nascido no Brasil chega à semi no chave juvenil do Australian Open
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 27, 2022 às 1:30 pm

Bruno Kuzuhara é nascido em São Paulo, mas mora nos Estados Unidos desde a infância (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Apesar da eliminação de Ana Candiotto, única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, um tenista nascido no país tem a chance de lutar pelo título do primeiro Grand Slam da temporada. O norte-americano Bruno Kuzuhara, que é natural de São Paulo, mas mora nos Estados Unidos desde a infância, é o cabeça 1 do torneio e já está na semifinal.

Kuzuhara, de 17 anos, é o atual número 3 do ranking mundial juvenil. Ele venceu nesta quinta-feira o litauno Edas Butvilas por 3/6, 7/6 (7-3) e 6/4. Durante a semana, também passou pelo italiano Daniele Minighini, pelo australiano Edward Winter e pelo argentino Lautaro Midon.

“Eu realmente não me concentro no ranking. Sei que, em teoria, sou o favorito para vencer, mas respeito todos os adversários, porque todos aqui podem jogar um tênis muito bom. Não é como se os cabeças de chave tivessem uma vitória garantida toda vez que você fosse para a quadra”, disse Kuzuhara, em entrevista ao site da ITF.

“Todo juvenil quer ganhar um Grand Slam e terminar sua carreira júnior com um título, mas não é o fim do mundo se isso não acontecer. Com os meus treinadores, sempre falamos sobre não focar nos resultados, mas sim progredir e evoluir como tenista. Estou me sentindo muito bem. Em Traralgon, na semana passada, joguei muito bem e ganhei ritmo. Foi o meu primeiro torneio do ano, então consegui disputar algumas partidas para ficar em forma foi bom. Eu me sinto bem vindo para o Australian Open”, acrescenta o norte-americano, que foi semifinalista no torneio preparatório em Traralgon na última semana.

Reencontro com paraguaio na semifinal
O adversário de Kuzuhara na semifinal será o paraguaio Daniel Vallejo, também de 17 anos e número 5 do ranking, que venceu nas quartas de final o mexicano Rodrigo Pacheco Mendez por 7/5 e 6/3. Vallejo e Kuzuhara se enfrentaram em dezembro do ano passado na final do Orange Bowl e o paraguaio venceu em sets diretos.

A outra semifinal terá o tcheco Jakub Mensik, cabeça 4 do torneio e número 6 do ranking, contra o suíço Kilian Feldbausch, 21º colocado. Os dois juvenis de 16 anos nunca se enfrentaram. Mensik venceu o russo Yaroslav Demin por 6/0 e 6/1, enquanto Feldbausch bateu o norte-americano Ozan Colak por 2/6, 7/6 (7-0) e 6/4. Ao chegar à semifinal, o suíço igualou uma campanha de Roger Federer no torneio juvenil da Austrália em 1998.

Número 1 do ranking, Marcinko faz semi no feminino
Líder do ranking juvenil feminino, a croata Petra Marcinko garantiu vaga na semifinal depois vencer a sérvia Lola Radivojevic por 7/5 e 6/2. Ela enfrenta na semifinal a norte-americana Liv Hovde, 20ª colocada, que fez 6/4 e 6/0 contra a grega Michaela Laki. O confronto entre as jogadoras de 16 anos é inédito.

Do outro lado da chave, a belga Sofia Costoulas eliminou a cabeça 2 russa Diana Shnaider por 6/3, 5/7 e 6/4. Costoulas, de 16 anos e número 10 do ranking, encara a australiana de 17 anos Charlotte Kempenaers-Pocz, apenas 220ª colocada, que eliminou a alemã Carolina Kuhl por 6/1 e 6/2.

Iraniana chegou à segunda rodada, queniana parou nas oitavas
Destaques no início da competição depois de marcarem vitórias inéditas para seus países em chaves juvenis de Grand Slam, a queniana Angella Okutoyi e a iraniana Meshkatolzahra Safi já encerram suas participações. Safi acabou parando na segunda rodada, superada pela belga Sofia Costoulas por 6/0 e 6/2. Já Okutoyi foi até as oitavas de final. Ela bateu na segunda fase a australiana Zara Larke por 7/6 (7-0), 5/7 e 6/1, mas depois perdeu da sérvia Lola Radivojevic por 6/2 e 6/3.

Croata assume nº 1 do juvenil e paraguaio conquista o Orange Bowl
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 13, 2021 às 5:39 pm

O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947 (Foto: Colette Lewis/Zoo Tennis)

Último grande evento no calendário do circuito mundial juvenil, o Orange Bowl chegou ao fim no último domingo em Plantation, na Flórida, e trouxe novidades para a reta final do ano. O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947. No feminino, a croata Petra Marcinko foi campeã e ainda assumiu a liderança do ranking mundial da categoria.

Vallejo era o sétimo cabeça de chave e superou na final o norte-americano Bruno Kuzuhara, cabeça 2 do evento, por 6/2 e 6/3. Na semifinal, o paraguaio passou pelo norte-americano Ryan Colby por 6/2, 4/6 e 6/3. Já Kuzuhara, que é nascido em São Paulo, mas se mudou para os Estados Unidos com a família ainda na infância, venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 4/6, 6/1 e 7/6 (7-4).

O título do Orange Bowl rendeu 500 pontos no ranking mundial juvenil para Vallejo, de 17 anos, que saltou nove posições e entrou no top 10 para terminar a temporada na oitava posição. Já Kuzuhara, também de 17 anos, ultrapassou cinco jogadores e agora é o quarto colocado no ranking. A liderança ainda é do chinês de 16 anos Juncheng Shang, que não disputou o torneio e já está em transição para o circuito profissional.

Já na chave feminina, Petra Marcinko venceu a final contra a russa Diana Shnaider por 3/6, 6/1 e 6/3. Na semi, a croata havia vencido a tcheca Kristyna Tomajkova por 6/1 e 6/4, enquanto Shnaider bateu a finlandesa Laura Hietaranta por 6/2 e 6/1. Esta é a segunda vez que uma croata conquista o torneio, repetindo o título de Ana Konjuh em 2012.

Marcinko, de 16 anos, saltou nove posições no ranking e assumiu a liderança na classificação. Em segundo lugar está a tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova, que vinha de dois títulos e um vice antes do Orange Bowl. Sua irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, tem 14 anos e já está no quarto lugar do ranking juvenil. A terceira é Diana Shnaider, enquanto a jovem tenista de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva, que recentemente venceu seu primeiro torneio profissional no Brasil, caiu do primeiro para o quinto lugar do ranking.

Torneio já revelou grandes nomes
A lista de grandes nomes a vencer o Orange Bowl conta com Chris Evert, Bjorn Borg, Jim Courier, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Roger Federer, Andy Roddick, Caroline Wozniacki, Dominic Thiem, Bianca Andreescu, Sofia Kenin e Coco Gauff.

O tênis brasileiro tem cinco títulos na história na competição. Os três primeiros foram no final da década de 1950, com Carlos Fernandes em 1956, Maria Esther Bueno em 1957 e Ronald Barnes em 1958. Além deles, Thomaz Koch foi campeão em 1963, enquanto Fernando Meligeni venceu em 1989.