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O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Gauff acumula façanhas e já é fenômeno de audiência
Por Mario Sérgio Cruz
julho 7, 2019 às 11:09 pm
Fenômeno da primeira semana, Gauff chega às oitavas com apenas 15 anos (Foto: AELTC/Adam Warner)

Fenômeno da primeira semana, Gauff chega às oitavas com apenas 15 anos (Foto: AELTC/Adam Warner)

Principal surpresa durante a primeira semana de Wimbledon, Cori Gauff vem acumulando façanhas ao longo de sua ótima campanha no Grand Slam britânico. Vinda do qualificatório até as oitavas, a norte-americana de apenas 15 anos já venceu seis jogos seguidos na grama londrina. Destaque evidente para a estreia na chave principal contra a pentacampeã Venus Williams, mas também superou a semifinalista de 2017 Magdalena Rybarikova e a experiente eslovena Polona Hercog. Ela agora desafia a ex-número 1 do mundo e atual sétima colocada Simona Halep.

Com 15 anos e 122 dias na data em que o torneio termina, Gauff é a jogadora mais jovem a alcançar as oitavas de final de um Grand Slam desde Anna Kournikova no US Open de 1996. Na época, a russa tinha 15 anos e um mês. Em Wimbledon, uma jogadora tão jovem não atingia a segunda semana desde a semifinal de Jennifer Capriati, com 15 anos e três meses, em 1991.

Jogadora mais jovem a ter furado o quali de Wimbledon na Era Aberta, Gauff é a primeira atleta de 15 anos a disputar a chave principal do Grand Slam londrino desde 2009 quando a britânica Laura Robson recebeu convite para a chave. Para efeito de comparação, atletas como Tracy Austin, Jennifer Capriati e Martina Hingis debutaram em Wimbledon aos 14 anos.

Na partida da última sexta-feira contra a eslovena Polona Hercog, pela terceira rodada, Gauff se tornou a jogadora mais jovem a atuar na lendária Quadra Central de Wimbledon em 23 anos. A última atleta tão jovem que jogou no principal palco do Grand Slam inglês havia sido Martina Hingis, em 1996, quando ela perdeu para a alemã Steffi Graf nas oitavas de final.

Ainda há um longo caminho pela frente para que Gauff se torne uma campeã de Grand Slam, mas nunca uma jogadora com menos conquistou o título em um dos quatro maiores torneios do circuito. A mais jovem campeã de Wimbledon foi Martina Hingis, com 16 anos e 280 dias em 1997. O recorde em Grand Slam é da própria Hingis na Austrália, também em 97, com 16 anos e 105 dias.

Número de torneios é restrito por conta da idade
O ótimo desempenho de Gauff em Wimbledon também trouxe à tona regra da WTA que limita o número de competições que uma jogadora com menos de 18 anos pode disputar. Esse número aumenta gradativamente a cada ano de vida de uma atleta entre 14 e 18 anos. O objetivo é preservar a integridade física e a saúde mental de jogadoras tão jovens expostas a rotinas muito desgastantes do circuito profissional.

O limite para jogadoras de 15 anos como Gauff é de dez competições profissionais em que a jogadora marque pontos no ranking. Por ter encerrado a temporada passada entre as cinco melhores juvenis do mundo e conquistado o título juvenil de Roland Garros, ela ganhou o direito de disputar quatro torneios profissionais a mais até seu 16º aniversário. Contando com Wimbledon, ela já disputou sete torneios desde que completou 15 anos e pode disputar outros sete até o dia 13 de março de 2017. A partir do momento em que fizer 16 anos, seu limite de torneios profissionais aumenta para 12, além dos bônus já adquiridos.

Gauff ocupava apenas o 879º lugar do ranking da WTA em dezembro. Com a reestruturação do sistema de pontuação dos torneios menores na virada do ano, iniciou a temporada no 675º lugar. Menos de seis meses depois, já estava no 299º lugar, que até então era a melhor marca de sua carreira. Ela iniciou Wimbledon na 313ª posição e suas seis vitórias seguidas já a fazem saltar para o 139º lugar. Caso vença Halep para chegar às quartas de final, cumprirá sua ambiciosa meta de alcançar o top 100 ainda em 2019. Isso também a faria entrar diretamente na chave do US Open.

Retorno financeiro e a recordes de audiência
Financeiramente, Gauff também dá um salto em seus ganhos. Ela começou a disputar torneios profissionais em março do ano passado, depois de completar 14 anos, e acumulava US$ 75 mil em premiações de torneios. Só pela campanha em Wimbledon, ela recebe mais 176 mil libras esterlinas. Isso dá o equivalente a outros US$ 220 mil. Um recorde que Gauff pode muito bem alcançar é o de jogadora mais jovem a acumular US$ 1 milhão em premiações de torneios. Atualmente, essa marca pertence a Hingis aos 16 anos e um mês em 1996.

Gauff também está se tornando um fenômeno de audiência. Dados da BBC, emissora que transmite Wimbledon para o Reino Unido, mostram que o jogo da promessa norte-americana contra Hercog foi assistido por 5,2 milhões de pessoas. Hercog venceu o primeiro set e chegou a liderar a segunda parcial por 5/2, mas Gauff salvou dois match points e venceu por 3/6, 7/6 (9-7) e 7/5. Além disso, as partidas da jovem de 15 anos contra Magdalena Rybarikova e Venus Williams também figuram entre as oito maiores audiências da TV britânica.

Reportagem deste domingo do New York Times informa também que Gauff teve as maiores audiências nas transmissões da ESPN norte-americana nos dias em que atuou. Jogando na segunda, quarta e sexta-feira durante a primeira semana, ela disputou seus jogos nos mesmos dias que nomes como Simona Halep, Novak Djokovic, Caroline Wozniacki e o fenômeno canadense Felix Auger-Aliassime. A jovem norte-americana também atraiu grande público no Henman Hill, área externa do All England Club.

Promessa de 15 anos desafia Venus em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
junho 28, 2019 às 11:39 pm
Cori Gauff nasceu em 2004, quando Venus já tinha quatro títulos de Grand Slam (Foto: AELTC/Florian Eisele)

Cori Gauff nasceu em 2004, quando Venus já tinha quatro títulos de Grand Slam (Foto: AELTC/Florian Eisele)

Um interessante duelo de gerações marca a rodada de estreia da chave feminina em Wimbledon. Cinco vezes campeã do Grand Slam londrino e finalista em outras quatro edições, Venus Williams chega aos 39 anos para sua 21ª participação no torneio e medirá forças com a promessa norte-americana de apenas 15 anos Cori Gauff.

Adversária de Venus, Gauff disputará o primeiro Grand Slam de sua carreira profissional. Considerada como uma das principais apostas para o futuro do esporte, a jovem jogadora passou por um qualificatório com três rodadas durante a semana. A vitória na rodada final foi conquistada sobre a belga Greet Minnen, jogadora de 21 anos e 129ª colocada, por duplo 6/1 em apenas 55 minutos.

A jogadora de 15 anos é a mais jovem a superar o quali de Wimbledon na Era Aberta. Outras atletas de mesma idade chegaram a disputar o torneio como convidadas ou entrando diretamente por conta do ranking. Além disso, uma de suas vitórias foi sobre a número 94 do mundo Aliona Bolsova, o que fez dela a mais nova a vencer uma adversária do top 100 em um Grand Slam desde 1995, quando Martina Hingis chegou à terceira rodada do US Open com apenas 14 anos.

A diferença de idade de 24 anos entre as duas jogadoras produz estatísticas curiosas. Quando Gauff nasceu, em 13 de março de 2004, Venus já era tenista profissional há uma década e havia disputado Wimbledon sete vezes. Mais que isso, a mais velha das irmãs Williams já acumulava quatro títulos de Grand Slam, dois deles na grama londrina nos anos de 2000 e 2001, e também já havia liderado o ranking mundial da WTA por onze semanas. No ranking divulgado em 8 de março de 2004, o último antes do nascimento de Gauff, Venus aparecia no 17º lugar.

É inegável que as irmãs Williams são fontes de inspiração para Gauff. A promessa norte-americana passa parte da temporada treinando na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico de Serena, e sonha poder igualar ou até superar os feitos da vencedora de 23 títulos de Grand Slam. “Serena e Venus sempre foram meus ídolos no tênis. Elas são a razão pela qual eu peguei uma raquete pela primeira vez. Pude conhecê-las pessoalmente e ambas foram muito gentis. Fico muito feliz e grata por elas terem escolhido jogar tênis, porque tenho certeza de que elas dominariam qualquer esporte”.

“Eu sempre digo que quero ser como a Serena, realizar as coisas que ela fez e ir ainda mais longe. Até onde eu puder”, explicou em entrevista ao site da ITF, durante o torneio juvenil de Roland Garros em 2018. “Eu não quero me limitar a ela porque não sou Serena e ela também não sou eu”.

“Sou grata por meus pais nunca colocarem limites em meus objetivos. Eles sempre me disseram para sonhar tão alto quanto eu quiser. E eu estou feliz que, não apenas eles aceitaram meus objetivos, eles realmente sacrificaram tudo para garantir que eu chegasse lá”, disse Cori Gauff, em entrevista ao site de Wimbledon após furar o quali. A jovem jogadora também trata as façanhas com naturalidade. “Eu não sabia sobre nenhum dos recordes que eu quebrei até que alguém me dissesse depois dos jogos”.

Apesar da pouca idade, Gauff está em franca evolução no circuito profissional. Ex-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria em 2018, a norte-americana começou o ano apenas no 685º lugar do ranking da WTA e já aparece na 301ª posição, com apenas mais oito pontos a defender até o final do ano. Ela tem metas ambiciosas e já declarou que quer chegar ao top 100 ainda em 2019.

https://twitter.com/CocoGauff/status/1071872776959639552

Gauff só começou a disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Além disso, o regulamento da WTA a limitaria a oito torneios profissionais até seu 15º aniversário. Mas como ela terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, conseguiu autorização para disputar mais quatro torneios profissionais. Pensando nisso jogou torneios juvenis até dezembro e terminou o ano na segunda posição do ranking da categoria, atrás apenas da francesa Clara Burel.

“Muitas pessoas acham que eu queria terminar o ano em primeiro lugar, mas esse não era o meu objetivo”, explica Gauff, em entrevista ao blog Zoo Tennis, da jornalista norte-americana Colette Lewis, exclusivamente dedicado à cobertura de torneios juvenis pelo mundo. “Meu pai me perguntou no meio do ano, e eu disse: ‘Eu realmente não me importo. Só quero terminar no top 5, porque então eu posso conseguir jogar esses torneios extras'”.

Aliassime chega a Wimbledon embalado
Outro nome da nova geração que merece todas as atenções em Wimbledon é Felix Auger-Aliassime, que disputará apenas o segundo Grand Slam da carreira. O canadense de 18 anos ficou fora de Roland Garros depois de ter sofrido uma lesão na região do adutor e da virilha durante o ATP de Lyon, na reta final da temporada de saibro, e não pôde atuar em Paris. Mas na temporada de grama, conseguiu dois ótimos resultados em eventos preparatórios.

Logo nos dois primeiros torneios que disputou na grama como profissional, Aliassime alcançou a final do ATP 250 de Stuttgart e a semifinal do ATP 500 de Queen’s, em Londres. Ao longo dessas duas semanas, ele derrotou o atual número Stefanos Tsitsipas, os ex-top 10 Ernests Gulbi, Gilles Simon e Grigor Dimitrov, e nomes fortes na grama como Nick Kyrgios e Dustin Brown. Ele está com o melhor ranking da carreira, o 21º lugar.

Aliassime estreia em duelo canadense contra Vasek Pospisil e pode logo reencontrar Dimitrov, que estreia contra o francês vindo do quali Corentin Moutet. Seu cabeça de chave mais próximo é Gael Monfils, 16º favorito. Um top 10 só pode cruzar o caminho do canadense a partir das oitavas de final, justamente o número 1 do mundo e tetracampeão do torneio Novak Djokovic.

Dez jovens que podem surpreender em 2019
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 21, 2018 às 7:39 pm

Pelo segundo ano seguido, o blog apresenta dez jovens tenistas vindos de bons resultados em 2018 e que tentam dar um salto de qualidade para se firmar na elite do circuito durante a próxima temporada, que começa em pouco mais de uma semana. O critério adotado é o mesmo do ano passado, com seis nomes do feminino e quatro do masculino com menos de 20 anos e que estejam fora do top 100 dos rankings da ATP ou da WTA.

Cori Gauff (14 anos, 875ª no ranking, Estados Unidos)

Apontada como uma das principais apostas para o futuro do tênis feminino norte-americano Cori Gauff é a jogadora mais jovem do ranking da WTA, com apenas 14 anos. Vice-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria, Gauff já declarou que 2018 foi seu último ano nas competições de base e quer estar entre as cem melhores jogadoras profissionais do mundo já no ano que vem. Admiradora de Serena Williams, ela treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico da vencedora de 23 títulos de Grand Slam, e sonha poder igualar ou até superar os feitos de Serena no tênis.

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Nascida em março de 2004, Gauff só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, tem só duas vitórias no circuito aparece no 869º lugar do ranking. O regulamento da WTA impõe um limite de no máximo oito torneios profissionais até que ela complete 15 anos. Entretanto, como terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, poderá disputar mais quatro torneios contra mulheres adultas.

Whitney Osuigwe (16 anos, 202ª no ranking, Estados Unidos)

Outra jovem promessa norte-americana é Whitney Osuigwe, que tem apenas 16 anos. Ela tem uma trajetória parecida com a de Gauff no circuito, já que foi número 1 do ranking mundial juvenil no ano passado e campeã de Roland Garros. Já dedicada ao circuito profissional em 2018, ela saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Após uma temporada profissional de 23 vitórias e 12 derrotas e do salto no ranking, ela também recebeu um convite para a disputa da chave principal do Australian Open, o primeiro Grand Slam de sua carreira.

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Marta Kostyuk (16 anos, 119ª do ranking, Ucrânia)

Kostyuk saltou 400 posições no ranking em 2018, do 518º para o 118º lugar. Ela já começou o ano já surpreendendo ao furar o qualificatório do Australian Open e chegar à terceira rodada da chave principal, caindo diante da compatriota Elina Svitolina. A campanha em Melbourne com apenas 15 anos fez dela a jogadora mais jovem a chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde Mirjana Lucic no US Open de 1997 e a mais nova nesta fase do torneio australiano desde Martina Hingis em 1996. Mesmo disputando poucos torneios profissionais por conta das limitações de calendário impostas pela WTA, ela está muito perto de entrar no top 100 do ranking mundial.

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Marta Kostyuk chegou à terceira rodada do Australian Open e está perto do top 100 (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Xiyu Wang (17 anos, 211ª do ranking, China) 

A canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open, semifinalista em Wimbledon e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Entre as profissionais, a chinesa de 17 anos chegou ao 180º lugar na WTA e venceu dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil, mas acabou sofrendo uma lesão em uma das costelas, que encerrou sua temporada ainda em outubro. Wang  também chegou a vencer um jogo no Premier de Wuhan, onde levou a favorita russa Daria Kasatkina ao tiebreak do terceiro set na rodada seguinte. Como o calendário da elite do circuito feminino conta com muitos torneios na China, é possível que a promissora atleta local seja beneficiada por convites, a começar pelo torneio de Shenzhen na primeira semana da temporada.

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Kaja Juvan (18 anos, 175ª do ranking, Eslovênia)

Na única competição em que disputou como juvenil em 2018, Kaja Juvan conquistou as medalhas de ouro em simples e duplas nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. A eslovena de 18 anos fez uma temporada inteiramente dedicada ao circuito profissional e conseguiu quatro títulos e dois vice-campeonatos em torneios ITF de US$ 25 mil, que a fizeram saltar do 555º para o atual 175º lugar no ranking da WTA, a uma posição da melhor marca de sua carreira, obtida no início de novembro.

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Olga Danilovic (17 anos, 108ª do ranking, Sérvia)

Jogadora de melhor ranking na lista de possíveis surpresas para a próxima temporada, Olga Danilovic já fez história em 2018 ao ser tornar a primeira jogadora nascida em 2001, e portanto no século XXI e no terceiro milênio, a conquistar um título na elite do circuito. A sérvia de 17 anos conquistou em julho o WTA International de Moscou em uma final da nova geração contra a russa de mesma idade Anastasia Potapova. Danilovic era lucky-loser no torneio e precisou disputar sete jogos em uma semana para ser campeã. A jovem sérvia começou a temporada no 465º lugar do ranking e até entrou no top 100, chegando a ocupar o 96º posto, mas aparece atualmente na 108ª colocação. Antes treinada pelo espanhol Alex Corretja, ela trabalhará na próxima temporada com seu compatriota Petar Popovic.

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

Felix Auger-Aliassime  (18 anos, 109ª do ranking, Canadá) 

Considerado uma das grandes promessas do tênis mundial, o canadense Felix Auger-Aliassime já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito. Ele já estava na lista do blog no ano passado, depois de saltar do 601º para o 162º lugar do ranking e conquistar dois challengers em 2017.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100 

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100

Na última temporada, Auger-Aliassime deu continuidade à sua franca evolução no circuito. O promissor atleta canadense venceu mais dois títulos de challenger e seus seis primeiros jogos em chaves principais de ATP, uma delas sobre o top 20 francês Lucas Pouille no Masters 1000 de Toronto. Ele também disputou o primeiro Grand Slam da carreira no US Open, onde passou por um qualificatório de três rodadas, mas precisou abandonar o duelo contra Denis Shapovalov por arritmia cardíaca. Cada vez mais perto de entrar no top 100, o canadense estabelece como meta estar entre os 50 melhores e fazer uma temporada majoritariamente voltada para os torneios de nível ATP.

Miomir Kecmanovic (19 anos, 132º do ranking, Sérvia)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Miomir Kecmanovic é outro que também estava na lista do ano passado. Depois de saltar do 806º para o 208º lugar na ATP em 2017, ele continuou subindo e aparece atualmente com o melhor ranking da carreira na 132ª posição. Em 2018, o sérvio venceu 38 partidas em torneios de nível challenger e terminou o ano jogando duas finais seguidas na China, com um título em Shenzhen e um vice-campeonato em Liuzhou.

Rudolf Molleker (18 anos, 198º do ranking, Alemanha)

Molleker já chama atenção do circuito desde julho do ano passado, quando furou o quali para o ATP 500 de Hamburgo com apenas 16 anos. Em 2018, o jovem alemão conquistou suas primeiras vitórias em chaves principais de ATP, diante de Jan-Lennard Struff na grama de Stuttgart e contra David Ferrer no saibro de Hamburgo. Ele também conquistou seu primeiro challenger no saibro de Heilbronn e saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano.

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Alexei Popyrin (19 anos, 152º do ranking, Austrália) 

Promessa do tênis australiano, Alexei Popyrin chegou a ser número 2 do ranking mundial juvenil e campeão de Roland Garros na categoria em 2017. O jogador de 1,96m subiu do 719º para o 148º do ranking da ATP em 2018, com direito a um título de challenger na cidade chinesa de Jinan. Já na reta final de 2018, o jovem australiano furou o quali do ATP 500 da Basileia e chegou a vencer um jogo na chave principal, marcando sua primeira vitória na elite do circuito, antes de cair diante de Alexander Zverev nas oitavas de final.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, alguns nomes já mais consolidados têm boas chances de dar um novo salto. Um dos destaques é o francês Ugo Humbert, que conquistou três títulos de challenger em 2018 e saltou do 374º para o 84º lugar do ranking mundial, obtendo a segunda maior ascensão entre os atletas do atual top 100 no ranking da ATP em 2018.

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska já tem título de WTA no currículo. Com 17 anos, a russa Anastasia Potapova (93ª) e a norte-americana Amanda Anisimova (97ª) disputaram finais de primeira linha no circuito em 2018. Já a também americana Sofia Kenin (20 anos, 52ª) se destacou durante a final da Fed Cup contra a República Tcheca.

PRESTANDO CONTAS: Como o blog fez um post parecido no ano passado, é mais do que justo prestar contas das apostas feitas em dezembro de 2017 a respeito da temporada.

Amanda Anisimova, de 17 anos, saltou do 192º para o 96º lugar, venceu um jogo contra a top 10 Petra Kvitova em Indian Wells e disputou a final do WTA de Hiroshima. Dayana Yastremska também se destacou. A ucraniana de 18 anos conquistou seu primeiro WTA em Hong Kong, foi semifinalista em Luxemburgo, onde chegou a derrotar Garbiñe Muguruza. Sua evolução no ranking foi do 189º para o 58º lugar. Já a chinesa de 17 anos Xinyu Wang subiu da 767ª para a 305ª colocação entre as profissionais, além de ter ocupado a vice-liderança no ranking mundial juvenil da ITF.

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

A canadense de 18 anos Bianca Andreescu subiu do 189º para o 152º lugar do ranking, mas não chegou a superar a 143ª posição, alcançada em agosto de 2017. A australiana de 18 anos Destanee Aiava caiu bastante no ranking, e foi do 150º para o atual 251º lugar. A norte-americana de 19 anos Kayla Day foi outra que perdeu espaço. Depois de ocupar o 122º lugar do ranking em junho do ano passado, ela aparece atualmente na 318ª posição.

No masculino, o francês de 19 anos Corentin Moutet venceu seus três primeiros jogos de ATP e alcançou o 105º lugar do ranking, mas terminou o ano na 149ª posição, apenas sete postos acima do que ocupava em 2017. Já o espanhol Nicola Kuhn, que ocupava a 241ª posição no fim do ano passado, chegou a ser 196º do mundo em abril, mas aparece atualmente apenas no 269º lugar do ranking mundial.

Campeão em Paris é o novo número 1 juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 12, 2018 às 11:17 pm

Após o término do torneio juvenil de Roland Garros, a atualização do ranking mundial da ITF determinou um novo número 1 na lista masculina. O taiwanês Chun Hsin Tseng assumiu a liderança do ranking dois depois de ter sido campeão em Paris com a vitória sobre o então número 1, o argentino Sebastian Baez, na final por 7/6 (7-5) e 6/2.

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Tseng, que já havia sido finalista do Australian Open em janeiro, subiu do terceiro para o primeiro lugar do ranking. Antes dele o melhor jogador de seu país no ranking havia sido Yu Hsiou Hsu, que foi número 5 do mundo no ano passado depois de conquistar os títulos de duplas em Wimbledon e no US Open como juvenil.

Embora tenha apenas 16 anos e possa disputar torneios juvenis até o fim da próxima temporada, Tseng já tem alguns bons resultados como profissional. O taiwanês venceu um future no Vietnã em maio e ainda foi semifinalista de outros dois torneios. Com isso, aparece no 727º lugar na lista da ATP, chegando a ocupar a 712ª posição no mês passado.

“Sempre foi um sonho vencer aqui”, disse Tseng, que treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou. “Ele vem me apoiando há muitos anos e quer que eu seja agressivo na linha de base. Na final, eu estava jogando muito bem na linha de base e sólido”, comentou o taiwanês, em entrevista ao site da ITF.

Gauff dá salto no ranking

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Campeã juvenil de Roland Garros, Cori Gauff ganhou dezessete posições. A norte-americana de apenas 14 anos aparece agora no terceiro lugar e cada vez mais próxima da líder Whitney Osuigwe. Gauff é mais jovem campeã do torneio parisiense desde Martina Hingis em 1993. Ela é também a quinta vencedora mais nova no juvenil de Roland Garros.

Falamos de Gauff no último post. Também vinda da academia de Mouratoglou, a norte-americana tem em Serena Williams sua principal fonte de inspiração e sonha alcançar e superar os recordes da ex-número 1 do mundo. Outro modelo na carreira de Gauff é a campeã do US Open e vice em Roland Garros Sloane Stephens, a quem ela considera uma amiga.

De Minaur entra no top 100

Destaque nas duas primeiras temporadas do circuito ao ser semifinalista do ATP 250 de Brisbane e vice-campeão em Sydney, o australiano Alex de Minaur enfim entrou no top 100 na última segunda-feira. O jovem jogador de 19 anos ganhou nove posições depois de ser finalista do challenger de Surbiton, em quadras de grama, e com isso aparece no 96º lugar.


“É incrível estar pela primeira vez no top 100. Foram sido muitos anos de trabalho duro e eu estou feliz por finalmente estar aqui”, disse De Minaur, em entrevista ao site da ATP. “Comecei o ano muito bem, jogando em um nível muito alto e sabia que, se conseguisse manter esse nível, chegaria aqui. Agora é hora de apenas manter esse nível durante todo o ano e vamos ver o que acontece”, acrescenta o australiano nascido em fevereiro de 1999 e só é mais jovem que o canadense Denis Shapovalov no atual top 100.

Molleker vence a primeira na ATP

O alemão de 17 anos Rudolf Molleker marcou a maior vitória de sua carreira na última segunda-feira, que estreou no ATP 250 de Stuttgart, em quadras de grama, derrotando o alemão Jan-Lennard Struff por 6/4, 6/7 (5-7) e 6-3. Molleker é o atual 303º do ranking e certamente terá a melhor marca da carreira depois de vncer seu primeiro jogo em nível ATP. O jovem alemão se junta ao canadense Felix Auger-Aliassime como os únicos jogadores nascidos em 2000 que venceram jogos na elite do circuito.

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“É uma sensação inacreditável ganhar a minha primeira vitória em chave principal em casa”, disse Molleker, em entrevista ao site da ATP. “Foi ótimo ter a torcida me apoiando e gostei muito de jogar na quadra central. É uma ótima experiência para mim e espero que eu possa continuar”, acrescenta o jovem alemão, que enfrenta nas oitavas o francês Lucas Pouille, 17º do ranking e atual campeão do torneio.

 

Com técnico de Serena, promessa americana quer ser ‘a maior da história’
Por Mario Sérgio Cruz
junho 4, 2018 às 9:20 pm

Atração do torneio juvenil de Roland Garros, a norte-americana de apenas 14 anos Cori Gauff sonha alto e tem metas ambiciosas para o futuro. Finalista no US Open da categoria no ano passado, Gauff tem uma de suas bases de treinamento na academia de Patrick Mouratoglou, técnico de Serena Williams, e tem na ex-número 1 um modelo de sucesso para seguir em frente.

“Ela é meu ídolo”, disse Gauff em entrevista ao site da ITF após seu primeiro jogo no juvenil de Roland Garros, em que venceu a polonesa Stefania Rogozinska Dzik por 6/3 e 6/0. “Eu sempre digo que quero ser como ela, realizar as coisas que ela fez e ir ainda mais longe. Até onde eu puder”, acrescenta a promissora atleta norte-americana. “Eu não quero me limitar a ela porque não sou Serena e ela também não sou eu”.

Cori Gauff tem 14 anos e sonha ser 'a maior de todos os tempos' (Foto: Susan Mullane/ITF)

Cori Gauff tem 14 anos e sonha ser ‘a maior de todos os tempos’ (Foto: Susan Mullane/ITF)

A admiração por Serena já rendeu alguns conselhos. Gauff relatou em entrevista à CNN no ano passado, que teve oportunidade de conhecer pessoalmente e conversar com a maior vencedora de Grand Slam na Era Aberta do tênis mundial. “Serena me disse para seguir em frente e continuar trabalhando duro”, disse a promessa norte-americana. “Significa muito para mim saber que alguém tão incrível ainda está encorajando as jogadoras mais jovens a serem tão boas ou até melhores que ela. E espero que um dia eu possa chegar a esse nível”.

Ainda no ano passado, durante a campanha até o vice-campeonato em Nova York, Gauff já deu declarações fortes. “Chegar à semifinal é ótimo, mas meu objetivo é vencer o torneio. Todo torneio que eu jogo, eu tento ganhar”, afirmou a jogadora, então com treze anos. “Se eu tenho um objetivo é ganhar o torneio. Não me limito a alcançar a segunda ou terceira rodada. Quero ser a maior de todos os tempos”.

Gauff é a atual 21ª colocada no ranking mundial juvenil da ITF. Nascida em março de 2004, a norte-americana só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, seu único torneio foi um ITF em Osprey, na Flórida, há duas semanas. Logo de cara, a jovem americana passou por um qualificatório de três rodadas e ainda venceu um jogo na chave principal. Ela só não debutou no ranking da WTA porque as regras do circuito feminino exigem que uma jogadora pontue em três torneios ou faça dez pontos em um evento para aparecer na classificação.

Gauff já se destacou em um Grand Slam juvenil e foi finalista do US Open da categoria no ano passado (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Gauff já se destacou em um Grand Slam juvenil e foi finalista do US Open da categoria no ano passado (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Técnico de Serena desde o segundo semestre de 2012, Mouratoglou acompanhou de perto as últimas dez conquistas de Grand Slam da recordista de títulos deste porte na Era Aberta. Até por isso, o treinador francês não quer comparar Gauff à ex-número 1 “porque só existe uma Serena”, mas acredita que a jovem tem um futuro promissor.

“Ela é uma lutadora incrível e uma atleta incrível. Ela parte para a definição dos pontos e assume os riscos”, disse Mouratoglou à CNN. “É claro que ela tem muito a aprender, porque é muito jovem. Mas se ela mantiver a mesma atitude que tem agora, se mantiver a cabeça onde deve e a mesma fome pelo jogo, acho que pode ir muito longe”.