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Geração 2000 já tem três campeãs de Grand Slam e cinco no top 30
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 13, 2021 às 8:10 pm

Emma Raducanu se juntou a Bianca Andreescu e Iga Swiatek entre as campeãs nascidas a partir de 2000 (Foto: Darren Carroll/USTA)

O título de Emma Raducanu no US Open foi o terceiro troféu de Grand Slam para uma jogadora nascida a partir de 2000. A britânica de 18 anos se junta à canadense Bianca Andreescu, que puxou a fila ao ser campeã em Nova York há duas temporadas. Já no ano passado, foi a vez de a polonesa Iga Swiatek vencer Roland Garros.

As conquistas de jogadoras tão jovens em grandes torneios acompanham um momento de renovação no ranking, já com três tenistas com até 21 anos entre as 20 melhores do mundo e cinco nessa faixa etária dentro do top 30. Entre as cem primeiras no ranking divulgado nesta segunda-feira, são 14 jogadoras nessa idade, algumas já com títulos no circuito da WTA e quase todas com pelo menos uma campanha de terceira rodada em Grand Slam na carreira.

Entre as tenistas com até 21 anos, Swiatek é a que está em melhor momento no ranking, ocupando atualmente a oitava posição. Apesar de não ter conseguido defender o título de Roland Garros, caindo nas quartas de final este ano, a polonesa faz uma temporada consistente. Ela chegou pelo menos às oitavas em todos os Grand Slam e conquistou títulos em Adelaide e Roma.

Gauff é a mais jovem do top 100, Andreescu cai
Jogadora mais jovem de todo o top 100, Coco Gauff é a 19ª do ranking aos 17 anos. Ela está com o melhor ranking da carreira, já tem dois títulos de WTA, e chegou recentemente às quartas em Roland Garros. Uma posição abaixo abaixo está Bianca Andreescu, já campeã de Grand Slam, e que perdeu os pontos do título do US Open de 2019. A canadense de 21 anos tem três títulos expressivos na carreira, já que também conquistou Indian Wells e Toronto há duas temporadas.

Ainda no top 30, aparecem as duas finalistas do US Open: Emma Raducanu saltou 127 posições depois de ter feito uma campanha impressionante, com dez vitórias seguidas desde o qualificatório até conquistar o título logo no segundo Grand Slam que disputava. Agora 23ª do mundo, a britânica só havia jogado antes em Wimbledon, quando aproveitou o convite e foi até as oitavas. A vice Leylah Fernandez também deu um bom salto, da 73ª para a 28ª posição do ranking. A canadense de 19 anos recém-completados tem um título de WTA, conquistado este ano em Monterrey, já venceu quatro tenistas do top 10, e agora também tem uma final de Slam no currículo.

Nova geração pode ter mais nomes chegando
As ucranianas Dayana Yastremska, de 21 anos e 53ª do ranking, e Marta Kostyuk, 56ª colocada aos 19 anos, são fortes candidatas a também surpreenderem em grandes torneios em um futuro próximo. Yastremska já tem três títulos de WTA, chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no ano passado e chegou às oitavas de final de Wimbledon em 2019. Kostyuk está apenas uma posição abaixdo melhor ranking da carreira e este ano fez oitavas em Roland Garros.

Atrás delas aparecem Clara Tauson e Maria Camila Osorio, números 70 e 71 do mundo. Ambas já têm títulos de WTA, Tauson em Lyon e Osorio em Bogotá. A colombiana de 19 anos fez uma surpreendente campanha do quali até a terceira rodada na grama de Wimbledon, enquanto a dinamarquesa de 18 anos ainda não conseguiu passar da segunda rodada de torneios do Grand Slam, em quatro participações.

Um pouco abaixo está a russa Varvara Gracheva, de 21 anos e 77ª do ranking. Ela ainda não tem títulos ou finais de WTA na carreira, mas já chegou à terceira rodada em três Grand Slam, incluindo dois este ano, Roland Garros e US Open. Bem mais conhecidas são Amanda Anisimova, 81ª do mundo, e Anastasia Potapova, 89ª, ambas de 20 anos. Anisimova já foi semifinalista de Roland Garros em 2019, enquanto Potapova chegou à terceira fase na Austrália este ano. Ambas foram campeãs juvenis de Grand Slam e estiveram nas primeiras posições do ranking da categoria.

Também prodígios nos tempos de juvenil, a francesa Clara Burel e a norte-americana Claire Liu aparecem no 92º e no 96º lugar, respectivamente. Burel, de 20 anos, chegou à terceira rodada de Roland Garros no ano passado, enquanto Liu está com o melhor ranking da carreira nesta segunda-feira, aos 21 anos, apesar de ainda não ter passado da segunda fase de um Grand Slam.

Tênis feminino francês se renova com três jovens promessas
Por Mario Sérgio Cruz
maio 26, 2021 às 8:07 pm
Clara Burel chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado e busca mais uma boa campanha (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Clara Burel chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado e busca mais uma boa campanha (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

País de grande tradição no tênis e palco do segundo Grand Slam da temporada, em Roland Garros, a França vive um momento de renovação, especialmente no circuito feminino. As últimas três temporadas terminaram com uma jogadora francesa no topo do ranking mundial juvenil. Essa sequência começou com Clara Burel em 2018, e seguiu em 2019 com Diane Parry, até chegar a Elsa Jacquemot no fim de 2020. Essas três jovens jogadoras já estão em processo de transição para o circuito profissional e tentam recolocar a bandeira tricolor no topo do ranking. Todas elas receberam convites para a chave principal do Grand Slam francês, que começa no domingo.

Até hoje, a única francesa a ser número 1 do mundo foi Amelie Mauresmo, que liderou o ranking por 39 semanas (somando dois períodos distintos) entre 2004 e 2006. Mauresmo também foi uma das últimas jogadoras do país a vencer títulos de Grand Slam, na Austrália e em Wimbledon em 2006. Já a campeã mais recente foi Marion Bartoli, que venceu Wimbledon em 2013 e encerrou a carreira meses depois. No ranking, abaixo de Mauresmo, as melhores francesas na Era Aberta foram Mary Pierce e Nathalie Tauziat, que alcançaram o terceiro lugar entre 1995 e 2000. Mais recentemente, Caroline Garcia atingiu a quarta posição em 2018, igualando a marca de Dianne Balestrat, obtida em 1975.

Burel já chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado
Burel completou 20 anos em março e é a jogadora em melhor estágio de evolução dessa nova geração francesa. Ela saltou do 871º para o 235º lugar do ranking ao longo da temporada passada, mas já aparece na 146ª posição. Convidada para Roland Garros no ano passado,  aproveitou a chance e atingiu a terceira rodada. Já em 2021, chegou às quartas de final no WTA de Lyon, ganhou um ITF W60 em Saint-Gaudens e jogou outras duas finais de ITF.

“Sim, nós formamos uma nova geração de jogadoras jovens e acho que nos sentimos melhores ajudando umas as outras e sempre treinamos juntas. Também tive a chance fazer parte do time da Fed Cup, dois ou três anos atrás, e aprendi muito, assim como estou aprendendo nesta semana”, disse Burel a TenisBrasil durante o WTA de Estrasburgo nesta semana. Ela chegou a vencer a partida de estreia, mas caiu nas oitavas “Fiz um bom torneio no ano passado em Roland Garros, então estou muito animada para voltar. Espero que ainda mais forte. Acho que estou com muita confiança e que evoluí muito desde o ano passado”.

Perguntada pelo site de Roland Garros se ela preferiria ter primeiras rodadas mais acessíveis nas quadras externas ou enfrentar uma grande estrela na Philippe Chatrier, ela não tem opinião formada, mas reconheceu que sonha enfrentar Serena Williams um dia. “Eu não me importo tanto com isso, realmente não sei, mas adoraria enfrentar a Serena. Seria incrível jogar contra ela”.

Parry venceu 1º jogo de Slam aos 16 anos

Diane Parry venceu seu primeiro jogo de Grand Slam há duas temporadas (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Apesar da pouca idade, Diane Parry fará sua terceira aparição em Roland Garros (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Diane Parry está com 18 anos e ocupa o 307º lugar na WTA. E apesar da pouca idade, já fará sua terceira participação na chave principal de Roland Garros, tendo vencido sua primeira partida de Grand Slam em 2019, quando tinha apenas 16 anos. A francesa também chama atenção pelo backhand de uma mão, raridade no circuito feminino. Nesta semana, ela também jogou em Estrasburgo e furou o quali, e também falou a TenisBrasil sobre a renovação do tênis em seu país e suas expectativas para Roland Garros.

“Eu não coloco expectativas sobre mim, eu apenas vou aos torneios e para a quadra e dou o meu melhor. No fim dos jogos, saio sem arrependimentos. Eu espero que eu consiga fazer uma boa partida na minha estreia e jogar o meu melhor tênis”, explicou Parry, que completará 19 anos em setembro. “Acho que é uma boa geração, Clara é um ano mais velha do que eu e Elsa é um ano mais nova. Acho que tivemos grandes feitos no juvenil, mas agora no profissional é um pouco diferente. Temos que continuar aprimorando o nosso jogo e também a parte física e tudo mais para conseguirmos bons resultados no futuro, pelo circuito profissional”.

Atual campeã juvenil, Jacquemot ganhou convite para a chave

Elsa Jacquemot é atual campeã juvenil de Roland Garros e ganhou convite para a chave principal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Elsa Jacquemot é atual campeã juvenil de Roland Garros e ganhou convite para a chave principal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Elsa Jacquemot é a menos experiente no alto nível do circuito. Com 18 anos recém-completados neste mês de maio, a francesa é a atual campeã juvenil de Roland Garros e fará sua segunda aparição na chave principal em Paris, em busca de uma inédita vitória em Grand Slam. Apesar de ainda ter idade para jogar torneios juvenis e até liderar o ranking da categoria atualmente, ela está totalmente focada no circuito profissional e ocupa o 493º lugar do ranking da WTA.

O título em Roland Garros no ano passado fez dela a primeira francesa a ganhar um Grand Slam como juvenil desde 2009. “São muitas emoções e estresse em quadra quando se joga uma final de Grand Slam como juvenil e tudo isso acontece muito rápido. Houve momentos em que eu precisava respirar e descobrir como ser mais agressiva, mas no final tudo correu bem e foi incrível. Ganhar o título e ser a primeira francesa a ser campeã desde 2009 me deixa muito feliz”, disse em recente entrevista ao site da Federação Internacional de Tênis. “Esta vitória é um bônus para o futuro e espero que vencer aqui me ajude. Por enquanto, vou saborear essa conquista, mas sei que ainda há um longo caminho a percorrer na minha carreira”.

Garcia destaca boa fase das francesas, mas sabe que o caminho é longo

Experiente, a ex-número 4 do mundo Caroline Garcia sabe que o caminho para o topo é longo

Experiente, a ex-número 4 do mundo Caroline Garcia sabe que o caminho para o topo é longo (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Nos últimos anos, a francesa que mais se destacou em simples foi Caroline Garcia. Ela também foi uma grande promessa nos tempos de juvenil, chegando a ocupar o quinto lugar de sua categoria em 2011. Entre as profissionais, alcançou o quarto lugar no ranking da WTA e conquistou sete títulos no circuito. Atualmente com 27 anos e na 57ª posição, ela avaliou o momento da nova geração de seu país, mas ressalta que sucesso no circuito juvenil nem sempre é sinônimo de realizações como profissional. Por isso, espera que as compatriotas sigam com o trabalho intenso nessa fase de transição.

“Acho que elas estão jogando muito bem no juvenil. Nos últimos três anos foram três meninas francesas ganhando títulos de Grand Slam e chegando ao números 1 do ranking. É importante terminar a carreira juvenil como número 1, mas elas têm que colocar em mente que muitos juvenis de destaque não conseguiram se firmar, então elas têm que construir seu caminho para o topo. Mas acho que elas têm qualidade para isso”, disse Garcia a TenisBrasil, durante o WTA de Estrasburgo.

“Eu não as conheço tanto e não posso avaliar muito bem, porque temos uma grande diferença de idade, e então não consegui vê-las treinando e crescendo, diferente do que aconteceu com as meninas da minha idade, que eu conheço há mais tempo”, ponderou a experiente francesa, que também foi importante para a conquista de seu país na Fed Cup (atual Copa Billie Jean King) em 2019. “Mas a Clara Burel está começando muito bem no circuito profissional, com bons resultados até agora. Ela foi muito bem em Roland Garros ano passado. Sei que ela é uma jogadora agressiva, e uma lutadora em quadra, com um ótimo saque e ótimo forehand também. Vendo de fora, parece que ela tem muito espírito de luta e acho que isso é o mais importante para chegar ao topo e desejo o melhor para ela”.

Promessa dinamarquesa evita comparações com Wozniacki
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 29, 2020 às 11:52 pm
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Clara Tauson, de 17 anos, venceu seu primeiro jogo de Grand Slam nesta terça-feira (Foto: Jimmie48/WTA)

Com apenas 17 anos, a dinamarquesa Clara Tauson comemorou sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, a atual 188ª do ranking estreou na chave principal com a difícil missão de enfrentar a norte-americana Jennifer Brady, semifinalista do US Open e número 25 do mundo. A dinamarquesa precisou lutar por 2h45 e salvou dois match points antes de vencer a partida por 6/4, 3/6 e 9/7.

Tauson foi campeã juvenil do Australian Open no ano passado e deu um salto no ranking profissional ainda na última temporada, do 863º para o 267º lugar, conquistando quatro títulos de ITF. Este ano, foram mais duas conquistas, além de uma vitória no WTA de Praga. Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo.

“A Dinamarca é um país muito pequeno e com pouca tradição no tênis. É claro que ela foi meu maior modelo, enquanto eu crescia. Ela conseguiu fazer sucesso e isso me fez pensar que eu poderia fazer o mesmo no circuito. Somos muito comparadas, mas eu e ela somos pessoas diferentes. Estou apenas tentando me concentrar na minha carreira”, disse Tauson, em entrevista ao site de Roland Garros. Ela conta que já treinou algumas vezes com Wozniacki no ano passado. Outro ponto em comum: A jovem dinamarquesa treina com o pai, Soren, que tenta repetir o caminho de sucesso traçado por Piotr Wozniacki.

Mas em termos de jogo, Tauson não segue o mesmo estilo de Wozniacki. Enquanto a ex-líder do ranking e campeã do Australian Open de 2018 se destacava por sua consistência do fundo de quadra e preferia construir pontos mais longos, embora tivesse incorporado alguns elementos mais agressivos ao longo da carreira, a jovem de 17 anos tenta definir cedo as jogadas. Exemplo disso foram 48 winners no duelo com Brady, sendo 30 com seu forehand.

“Jogamos uma partida incrível hoje. Provavelmente, foi o tênis da mais alta qualidade que já joguei na minha vida”, avaliou a dinamarquesa. “Eu me adaptei e acho que estou pronta para estar neste nível, mas tenho que entrar no top 100 e ainda há um longo caminho pela frente”, comenta a jovem jogadora, que agora encara a também norte-americana Danielle Collins, 57ª do mundo. “Ela bate muito forte na bola, como a Jen também foi hoje, mas talvez seja um pouco mais consistente. Nunca enfrentei meninas desse nível antes, então não posso falar muito. Mas sei que ela é uma jogadora muito boa”.


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Wozniacki já esperava pelo sucesso dos jovens
Em uma das últimas entrevistas coletivas de sua carreira, Wozniacki já se mostrava muito animada com a nova geração de seu país. Vale destacar que além de Tauson, os dinamarqueses apostam muito no Holger Rune, também de 17 anos e campeão juvenil de Roland Garros no ano passado. Outro juvenil que tenta se firmar é Elmer Moller, 50º colocado no ranking mundial da categoria.

“É incrível ver esses jovens, tanto as meninas quanto os meninos, em quadra e ver que o tênis está prosperando e indo bem. É ótimo, espero que possamos seguir em frente e espero ter provado para essaa geração mais jovem que é possível ser da Dinamarca e ser uma grande jogadora de tênis. Portanto, espero que tenhamos muitos mais no futuro”.

Jovens promessas na segunda rodada
A segunda rodada da chave feminina de Roland Garros tem outras jovens promessas e até mesmo um confronto da nova geração entre duas jogadoras de 19 anos, a eslovena Kaja Juvan e a francesa Clara Burel. Juvan é a número 103 do mundo e vem de uma expressiva vitória por duplo 6/3 sobre Angelique Kerber, enquanto a convidada Burel é a 357ª do ranking venceu seu primeiro jogo de Grand Slam na última segunda-feira sobre a holandesa Arantxa Rus por 6/7 (7-9), 7/6 (7-2) e 6/3.

Jogadora mais jovem da chave e número 51 do mundo, Coco Gauff vem de vitória sobre a cabeça 9 Johanna Konta por duplo 6/3. A norte-americana de 16 anos disputa apenas seu segundo torneio no saibro como profissional e vai enfrentar a italiana Martina Trevisan. Também na próxima fase, a canadense de 18 anos Leylah Fernandez encara a eslovena Polona Hercog, a polonesa de 19 anos Iga Swiatek terá um jogo divertido contra a taiwanesa Su-Wei Hsieh, enquanto a norte-americana de 19 anos Amanda Anisimova, semifinalista no ano passado, enfrenta a compatriota Bernarda Pera.

Destaques da nova geração superam o quali em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2020 às 8:18 pm
O jovem norte-americano de 20 anos Sebastian Korda disputará seu segundo Grand Slam (Peter Staples/ATP Tour)

O jovem norte-americano de 20 anos Sebastian Korda disputará seu segundo Grand Slam (Peter Staples/ATP Tour)

Com o término do qualificatório de Roland Garros, quatro bons nomes da nova geração masculina e uma grande revelação do tênis feminino conseguiram suas vagas na chave principal do Grand Slam francês, que já começa no próximo domingo.

Um dos que conseguiram superar as três rodadas da fase prévia foi o norte-americano de 20 anos Sebastian Korda, 212º colocado. Ele já foi líder do ranking juvenil e campeão do Australian Open da categoria em 2018, além de ser filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda.

A vaga de Korda em Paris foi confirmada após a vitória por 7/5 e 6/2 sobre o russo Aslan Karatsev. Antes disso, ele havia vencido o norte-americano Mitchell Krueger e o canadense Brayden Schnur. Sua estreia na chave principal será contra o italiano Andreas Seppi. Será o segundo Grand Slam para o norte-americano, que jogou o US Open como convidado.

Outro jovem norte-americano a avançar foi Michael Mmoh. O jogador de 22 anos e 177º do ranking venceu na rodada final do quali o argentino Renzo Olivo por 7/6 (8-6) e 6/4. Também havia superado o australiano Alex Bolt e o tcheco Lukas Rosol. Agora, enfrentará o francês Pierre-Hugues Herbert. Mmoh já jogou sete Grand Slam, mas nunca havia disputado a chave principal de Roland Garros.

Já o tcheco de 19 anos Tomas Machac, 252º do ranking, conseguiu uma inédita classificação para um Grand Slam. Ele venceu o português Frederico Ferreira Silva por 7/6 (8-6) e 6/4 na rodada final do quali, depois de ter passado por Julian Lenz e Go Soeda. Seu primeiro adversário na chave principal será Taylor Fritz.

Quem também disputará seu primeiro Grand Slam é o austríaco Jurij Rodionov, canhoto de 21 anos e 169º do ranking. A vaga foi confirmada depois da vitória sobre o compatriota Sebastian Ofner por 6/4, 3/6 e 6/3. Na chave principal, ele desafia o francês Jeremy Chardy.

Tauson disputa o primeiro Slam aos 17 anos


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No feminino, o destaque fica para a dinamarquesa de 17 anos, ex-líder do ranking mundial juvenil e já 187ª colocada na WTA. Tauson vinha de vitórias sobre a romena Gabriela Talaba e sobre a italiana Elisabetta Cocciaretto. Nesta sexta-feira, superou a sérvia Ivana Jorovic por 7/6 (7-5) e 6/4.

Tauson foi campeã juvenil do Australian Open no ano passado e deu um salto no ranking profissional ainda na última temporada, do 863º para o 267º lugar, conquistando quatro títulos de ITF. Este ano, foram mais duas conquistas, além de uma vitória no WTA de Praga. Sua estreia em Roland Garros será contra a norte-americana Jennnifer Brady, semifinalista do US Open.

Jovens francesas ganham chance em Paris
A chave principal feminina de Roland Garros tem outras cinco estreantes em Grand Slam, entre elas a convidada francesa de 16 anos Elsa Jaacquemont, atual número 6 do ranking juvenil e apenas 522ª colocada na WTA. Sua adversária na estreia é a mexicana de 22 anos Renata Zarazua, 178ª do ranking e que furou o quali para também disputar seu primeiro Slam.

A lista de convidadas também contempla as francesas Diane Parry e Clara Burel, ambas ex-líderes do ranking mundial juvenil. Parry, de 18 anos e 277ª do ranking, disputa Roland Garros pelo segundo ano seguido. Na temporada passada, ela aproveitou a chance e venceu um jogo na chave principal. Agora, encara a eslovena Polona Hercog, vencedora de três torneios da WTA no saibro. Já Burel, de 19 anos e 415ª do ranking, só havia atuado no Australian Open e fará sua estreia em Roland Garros contra a holandesa Arantxa Rus.

Tênis francês mostra força no Finals Juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 28, 2019 às 8:21 pm
Diane Parry

Diane Parry repete o feito de Clara Burel no ano passado

A nova geração do tênis francês mostrou força durante a quinta edição do ITF Junior Finals em Chengdu, na China. A França teve dois representantes entre os três primeiros colocados tanto no masculino quanto no feminino. O destaque fica para o título de Diane Parry entre as meninas. Líder do ranking mundial da categoria, a jogadora de 17 anos venceu a final no último domingo contra a ucraniana Daria Snigur, então quarta colocada e campeã de Wimbledon, por 6/1 e 6/4 em apenas 58 minutos de partida.

Além do título de Parry, a jogadora de 16 anos Elsa Jacquemot ficou na terceira posição da chave feminina. Já no masculino, Harold Mayot foi o segundo colocado e Valentin Royer ficou em terceiro. O título ficou com o dinamarquês de apenas 16 anos Holger Rune, atual campeão de Roland Garros e que também treina na França, na Academia Mouratoglou.

“Acho que a nova geração é boa e vejo esse grupo causando impacto no futuro”, disse Parry ao site da ITF após a vitória no último domingo. “Havia quatro de nós aqui este ano. Estamos muito bem agora no juvenil e há algumas meninas ainda mais jovens que também estão jogando muito bem”.

Parry foi a segunda francesa a conquistar o título da competição, repetindo o feito de Clara Burel no ano passado. “Clara e eu somos amigas e a conheço muito bem, já que jogamos duplas juntas anteriormente. Ela me mandou uma mensagem antes do jogo e apenas disse: ‘Boa sorte, divirta-se e faça o seu melhor’. Foi ótimo receber essa mensagem. Eu vim aqui para fazer o que ela fez e consegui. Estou tão feliz.”

O estilo de jogo de Parry é bastante raro para a elite do circuito. Não apenas pelo fato de executar o backhand com apenas uma das mãos, mas também pelo fato de bater reto na bola nesse golpe, sem tanto spin como outras jogadoras de mesmo estilo fazem. Ela já ocupa o 328º lugar do ranking mundial da WTA, chegando a vencer um jogo da chave principal de Roland Garros neste ano contra a então 102 do mundo Vera Lapko, e já mira a transição ao circuito profissional. “Agora vou jogar apenas torneios profissionais. Terei que superar alguns medos, mas tentarei ir longe no ranking”.

Já o campeão da chave masculina Holger Rune destacou sua preparação mental para os grandes jogos. O jovem dinamarquês diz se sentir cada vez mais à vontade disputando as finais de campeonato e assume a liderança do ranking mudial da categoria.

“Já ganhei algumas finais agora. Primeiro foi no Campeonato Europeu Júnior de Sub-14, depois no Roland Garros juvnil e agora neste torneio”, disse Rune após a partida contra Mayot por 7/6 (7-3), 4/6 e 6/2 em 2h07 de disputa. “Você precisa ter algo a mais para vencer as finais, pois não é fácil. Você fica nervoso antes da partida e sempre há muita coisa acontecendo”. “Você precisa acalmar esses nervos, basear-se na sua experiência e focar no seu jogo. Ter a capacidade de fazer isso é incrível”, avalia o dinamarquês.

“Se Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray não aguentassem a pressão, não teriam vencido tantos Grand Slams. Existem muitos jogadores no top 20 da ATP que poderiam ganhar um Grand Slam, mas não têm essa mentalidade. Para chegar onde eu quero, preciso ter essa mentalidade. Estou disposto a passar por esse processo e superar as dores para chegar até lá”.

Título do Junior Masters leva francesa ao número 1
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 29, 2018 às 11:08 pm

Campeã da quarta edição do ITF Junior Masters, a francesa de 17 anos Clara Burel teve mais uma boa notícia nesta segunda-feira ao assumir a liderança do ranking mundial juvenil da ITF. O título pôs fim à uma incômoda sequência de vice-campeonatos a Bruel, que havia perdido as finais do Australian Open, do US Open e dos Jogos Olímpicos da Juventude, há apenas duas semanas, em Buenos Aires.

Brandon Nakashima e Clara Burel venceram a quarta edição do evento em Chengdu (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Brandon Nakashima e Clara Burel venceram a quarta edição do evento em Chengdu (Foto: Paul Zimmer/ITF)

“É o meu primeiro troféu este ano. Tive algumas finais difíceis e tem sido muito doloroso para mim perder todas as vezes na final, por isso estou muito feliz por colocar as mãos neste troféu”, disse Burel após a conquista do título no último domingo, na cidade chinesa de Chengdu.

Burel ultrapassou a canhota chinesa Xiyu Wang, então líder do ranking, e que sequer pôde disputar todas as partidas da fase de grupos, por conta de lesão em uma das costelas. Embora ainda tenhta idade para disputar torneios juvenis por mais uma temporada, já que só completará 18 anos em março de 2019, o foco da francesa passa a ser subir no ranking da WTA, onde aparece nesta segunda-feira no 611º lugar. “Ganhar um título me dará muita confiança nos próximos meses e por jogar profissionalmente”.

A respeito da final, em que venceu a colombiana de 16 anos Maria Camila Osorio Serrano por 7/6 (8-6) e 6/1, a francesa comemorou o resultado e o espírito de luta, embora o desempenho não tenha agradado. “Eu não joguei meu melhor tênis. Camila estava jogando muito bem no primeiro set e eu só tinha que tentar encontrar o meu caminho e lutar por cada bola”.

Superada por Burel na decisão, Osório Serrano tentava ser a primeira sul-americana a vencer o torneio. Quarta colocada no ranking juvenil, a colombiana reiterou seu desejo de um dia se tornar a número 1 do tênis mundial, algo que já havia dito em entrevista ao TenisBrasil durante a Copa Paineiras, em março.

“Estou feliz com o que fiz esta semana, mas tenho que continuar trabalhando cada vez mais para ser a número 1 do mundo, não entre as juvenis, mas no ranking da WTA”, disse Osório Serrano, que é treinada pelo ex-top 50 Alejandro Falla.

“Estou ficando melhor. Eu estou melhorando meu saque, nos golpes e meu backhand. Talvez eu esteja me movimentando melhor também -não hoje, mas em geral- e esta semana realmente me ajudará daqui para frente. A coisa boa no tênis é que há sempre outro torneio para voltar minhas atenções e eu farei isso depois de uma semana inacreditável”, complementou a colombiana.

A liderança no ranking masculino permanece nas mãos do taiwanês Chun Hsin Tseng, que foi campeão de Roland Garros e Wimbledon este ano e repetiu a façanha de Gael Monfils em 2004. Finalista em Chengdu, Tseng não confirmou o favoritismo e perdeu por 6/2 e 6/1 o norte-americano de 17 anos Brandon Nakashima.

Primeiro norte-americano a vencer o torneio, Nakashima tinha como principal resultado na temporada juvenil até então o ITF G1 na grama de Roehampton, disputado na semana anterior a Wimbledon. Ele destacou a solidez de seu jogo e controle emocional para vencer o líder do ranking mundial da categoria.

“Eu apenas tentei me manter sólido no meu lado da rede, para ter certeza de reduzir os erros e jogar cada ponto com alta intensidade”, disse Nakashima, que salta do 13º para o quinto lugar do ranking da ITF. “Eu tento ficar o mais calmo e calmo possível durante a partida, sem demonstrar muita emoção. Eu acho que isso é um verdadeiro trunfo para mim”.