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Em duas semanas, Boscardin salta 180 posições
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2022 às 10:14 pm

Boscardin fez suas duas melhores campanhas em challenger nas últimas semanas e ganhou 180 posições no ranking (Foto: Luiz Candido/CBT)

Os resultados positivos nas duas últimas semanas tiveram impacto direto no ranking para Pedro Boscardin. Ele venceu sete dos últimos nove jogos que disputou. E depois de chegar às quartas de final em Salvador e de alcançar a primeira final de challenger da carreira em Coquimbo, no Chile, o jovem jogador de 19 anos ultrapassou 180 jogadores no ranking.

Antes do torneio de Salvador, Boscardin era apenas o 526º do ranking. Ele recebeu 20 pontos pela campanha do quali até as quartas de final e saltou para o 452º lugar. Na sequência, venceu mais quatro jogos em Coquimbo e recebeu mais 50 pontos, que o levaram à 346ª posição, a melhor marca da carreira. Nono melhor brasileiro no ranking da ATP, o catarinense é mais jovem que todos os demais atletas nacionais que estão à frente dele.

“Foi uma semana muito boa de evolução e aprendizado. Já venho trabalhando há bastante tempo. Alguns jogos vinham escapando nas outras semanas, mas desde semana passada reencontramos o caminho das vitórias, venho jogando muito bem”, disse Boscardin, avaliando a semana no torneio chileno. Ele se tornou o primeiro sul-americano nascido em 2003 a jogar uma final de challenger e o quarto no mundo junto com Carlos Alcaraz, Holger Rune e Luca Nardi.

“Semana passada fiz quartas, com muita chance de ir à semi, mas essa semana veio uma consolidação. Fico feliz com a melhora no ranking, podendo entrar mais nos challengers e não ficar na dúvida se entrou ou não”, acrescentou o catarinense destacando o aumento no número de torneios na América do Sul. “Esse circuito na América do Sul é muito importante, ainda mais para mim que estou começando a jogar como profissional, saindo do juvenil. Então, isso está me ajudando bastante a fazer os pontos nessa fase de transição. Então, está sendo uma salvação para todos nós”.

Ex-top 10 do ranking juvenil, Boscardin conquistou seu primeiro título profissional no ano passado, quando venceu um ITF M25 em Rio do Sul, Santa Catarina. Já em fevereiro deste ano, ganhou um ITF M15 nos Estados Unidos, em Naples, na Flórida. Convidado para jogar no Chile, Boscardin passou por dois brasileiros nas primeiras rodadas, o carioca Wilson Leite e o paulista Gustavo Heide. Ele também passou pelo peruano Arklon Huertas nas quartas e pelo argentino Juan Bautista Torres na semifinal. Já na final do último sábado, ele foi superado pelo argentino Facundo Diaz Acosta por 7/5 e 7/6 (7-4) em 1h53 de partida. “A final foi bem dura. O Facundo jogou muito bem, e eu também estava confiante”, avaliou.

Com o salto no ranking, Boscardin retorna ao Brasil e avalia o calendário para as próximas semanas. De acordo com a equipe do tenista, ele seguirá para torneios na Europa no fim do mês. “Agora é seguir firme, levar todas as coisas boas, as principais, energia positiva, a confiança. É descansar duas semanas agora e voltar para os campeonatos”.

Suíço de 18 anos conquista seu primeiro challenger
Por Mario Sérgio Cruz
março 29, 2021 às 4:21 pm

Dominic Stricker foi campeão juvenil de Roland Garros no ano passado e disputava apenas o segundo challenger da carreira

Cerca de seis meses depois de ser campeão do torneio juvenil de Roland Garros, o suíço Dominic Stricker conseguiu um grande resultado como profissional. Ele conquistou seu primeiro título de challenger, nas quadras duras e cobertas de Lugano, em seu país natal. Convidado para o torneio, ele venceu cinco jogos seguidos, superando na final o ucraniano Vitaliy Sachko, 389º colocado, por 6/4 e 6/2

Aos 18 anos e sete meses, Stricker junta-se Roger Federer e Stan Wawrinka entre os suíços mais jovens a vencerem torneios deste porte. Federer foi campeão do challenger francês de Brest em 1999, aos 18 anos e dois meses. Já Wawrinka conquistou dois torneios com 18 anos e 4 meses na temporada de 2003, em San Benedetto, na Itália e Genebra, na Suíça.

Suíço vai saltar mais de 400 posições
A campanha marcou outras façanhas para Stricker. O atual 874º do ranking é o jogador com ranking mais fraco a vencer um challenger desde 2000. Ele deve saltar mais de 400 posições quando o ranking for atualizado na próxima segunda-feira. Além disso, salvou dois match points nas oitavas de final, diante do holandês Tim Van Rijthoven, e também eliminou o cabeça 1 japonês Yuichi Sugita na semi. Este foi apenas o segundo challenger que o suíço disputa na carreira profissional

“É incrível ganhar meu primeiro Challenger e ainda melhor por ser aqui na Suíça. Estou muito orgulhoso do que fiz esta semana e ansioso pelos meus próximos torneios”, disse Stricker ao site da ATP. Ele comparou o ambiente e o nível de competição dos challengers com o que estava acostumado a ver no circuito juvenil. “Cada jogador em cada rodada é incrível e foi difícil jogar no mais alto nível em todas as partidas. No juvenil, às vezes você tem partidas fáceis, mas não aqui no challenger. Você apenas tem que se esforçar ao máximo em cada partida”.

Pré-temporada com Federer ajudou 

Stricker treinou recentemente com Roger Federer e tirou boas lições do campeão de 20 títulos de Grand Slam. “Foi uma sensação incrível treinar com ele por três semanas na pré-temporada e eu aprendi muito. Foi uma sensação incrível”, afirmou o jovem suíço. “A maior lição foi continuar trabalhando no meu saque. Acho que saquei muito bem aqui, fiz muitos aces e tive um alto aproveitamento no primeiro saque. Vou continuar trabalhando nisso, porque realmente me ajuda muito”.

O jovem suíço também comentou sobre suas metas para o restante da temporada. “Claro que isso me dá confiança. Vou continuar trabalhando em mim e no meu jogo, e tentar ganhar o máximo de partidas possível. Vou tentar o meu melhor para chegar à qualificação do Grand Slam o mais rápido possível”.

Korda vence 1º challenger e fica perto do top 100
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 9, 2020 às 5:35 pm

Korda venceu o challenger de Eckental, depois de ter perdido as oito primeiras finais que disputou como profissional (Foto: Eckental Challenger)

O domingo foi especial para o norte-americano Sebastian Korda, que comemorou seu primeiro título de challenger na carreira. Ele venceu o torneio disputado nas quadras de carpete em Eckental, na Alemanha, depois de superar na final o indiano Ramkumar Ramanathan por duplo 6/4. O jovem jogador de 20 anos é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998.

“Estou muito feliz por esse título. Foi um jogo difícil hoje e não foi fácil. Ele saca e voleia muito bem, ainda mais numa quadra de carpete, mas estou feliz com a forma como me mantive calmo e fechei o jogo”, disse Korda, em entrevista ao site da ATP após a partida do último domingo.

Este é o primeiro título profissional da carreira de Korda. Até então, ele havia perdido seis finais de future e outras duas em challenger. No ano passado, ele ficou com o vice nos challengers de Champaign e Nur-Sultan. “No passado, ficava frustrado nas finais. Cada pequeno erro pesava sobre mim, mas hoje consegui manter a calma durante todo o jogo. A maneira como terminei me deixou muito feliz”, comenta o norte-americano.

A campanha desta semana rendeu 100 pontos no ranking da ATP e aproximou Korda do grupo dos cem melhores do mundo. Ele saltou 20 posições e assumiu a melhor marca da carreira, no 116º lugar. No início da temporada, ocupava apenas a 249ª colocação. Sua distância para o centésimo colocado é de 150 pontos no ranking.

Apesar de ter um campeão de Grand Slam na família, grande parte da formação de Korda como tenista se deve à mãe, Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional”, comentou Korda, em entrevista coletiva durante Roland Garros. “Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Nova geração vence 29 challengers no ano
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 6, 2018 às 6:37 pm

Com o fim da temporada de torneios de nível challenger, a ATP compilou as estatísticas desses eventos que servem de acesso para a elite do circuito. A tendência dos últimos anos com a nova geração vem ganhando cada vez mais espaço é novamente reforçada, mas o perfil dos vencedores mudou um pouco em relação ao ano passado. Os dados estão disponíveis no site da ATP e são públicos. A atualização é do dia 26 de novembro, após a realização dos challengers de Andria (Itália) e Pune (Índia). A relação completa de estatísticas está neste link.

Ao todo, 29 challengers foram vencidos por nomes da chamada Next Gen, que englobou este ano os jogadores nascidos a partir de 1997 e postulantes a vagas em Milão. O número de conquistas de jogadores dessa faixa etária é um pouco maior que as do ano passado, com 24 títulos. A ATP, aliás, mudou um pouco a metodologia e passou a dar o rótulo de “Next Gen” também aos atletas de fora do top 200.

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O mais jovem vencedor de challenger no ano foi o allemão Rudolf Molleker, que completou 18 anos em outubro e tinha 17 anos e seis meses quando foi campeão no saibro de Heilbronn em maio. Molleker era número 568 do mundo no dia 1º de janeiro e aparece atualmente já no 194º lugar, a duas posições da melhor marca da carreira. Além de um título de challenger, ele também já tem duas vitórias de nível ATP, em Stuttgart e Hamburgo.

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Outro número que reforça o bom momento dos jovens jogadores nos challengers diz respeito ao número de títulos por idade. Jogadores de 22 anos foram os maiores vencedores da temporada, com 17 conquistas, e são seguidos de perto pelos atletas de 21 anos, que venceram 16 torneios. Na sequência, aparecem os jogadores de 28 anos com 15 títulos, e os de 27 anos com 12 troféus. Na temporada de 2017, os jogadores de 27 anos foram os que mais venceram challengers, com 19 títulos ao todo.

Em contrapartida, caiu o número de challengers vencidos por jogadores com menos de 20 anos, classificados pela ATP como Teenages. Em 2018, apenas oito tenistas dessa faixa etária conquistaram títulos deste porte, contra 15 no ano passado, e 13 tanto em 2015 quanto em 2016. O número atual foi o menor desde 2014, quando apenas seis torneios tiveram campeões com menos de 20 anos.

Além dos oito títulos, os adolescentes (chamados assim por aqui apenas pela falta da tradução exata do termo em português) ficaram com o vice-campeonato e não houve nenhuma final entre dois jogadores com menos de 20 anos. Dessa forma, 19 finais tiveram a presença de atletas dessa idade. No ano passado, esses jogadores estiveram em 22 finais, uma delas entre Corentin Moutet (18) e Stefanos Tsitsipas (19).

teen winners
Menos títulos dos trintões, Karlovic bate recorde – Enquanto o número de títulos da nova geração aumenta, os veteranos perderam espaço. Em 2018, foram 27 títulos conquistados por jogadores com mais de 30 anos, número inferior aos das três temporadas anteriores. Os ‘trintões’ chegaram a vencer 37 challengers em 2016, com 37 conquistas em 2017 e 31 troféus em 2015.

Por outro lado, o veteraníssimo Ivo Karlovic estabeleceu um recorde. O croata se tornou o mais velho vencedor de um torneio de nível challenger ao conquistar o título em Calgary, no Canadá, aos 39 anos e sete meses. A segunda melhor marca da história também foi conquistada em 2018, com o francês Stephane Robert triunfando em Burnie, na Austrália, aos 37 anos e 8 meses.