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O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

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A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

Americanas ratificam domínio na Fed Cup Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2017 às 8:12 pm

O amplo domínio do tênis feminino norte-americano na temporada juvenil dos Grand Slam e, consequentemente, no ranking mundial da categoria foi ratificado no último domingo com o título da Fed Cup Júnior. As jogadoras Amanda Anisimova, Whitney Osuigwe e Caty McNally venceram o Mundial disputado no saibro de Budapeste.

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Ainda que Davis e Fed Cup Júnior recebam atletas de até dezesseis anos, o time dos Estados Unidos teve o privilégio de contar com duas jogadoras campeãs juvenis de Grand Slam e colocadas entre as quatro melhores do juvenis do mundo (em ranking com atletas de até 18 anos). Osuigwe venceu Roland Garros, enquanto Anisimova vem de título no US Open. Na final disputada contra o Japão, McNally marcou o primeiro ponto americano ao vencer Naho Sato por 6/3 e 6/2. Na sequência, Osuigwe decretou o título ao derrotar Yuki Naito por 7/5 e 6/3.

Durante a semana, os Estados Unidos passaram por Belarus, Uruguai, Itália, Canadá e Japão. Das 14 partidas disputadas pelas americanas, foram doze vitórias e apenas duas derrotas. Em simples, elas venceram dez jogos e perderam apenas dois, com dezesseis sets vencidos e apenas quatro cedidos às adversárias. Já nas duplas, foram quatro vitórias e apenas um set perdido.

Vice-líder do ranking mundial juvenil com apenas 15 anos, Osuigwe venceu todas as oito partidas que disputou entre simples e duplas, com apenas um set perdido em dezessete realizados. McNally, 27ª colocada, venceu seis jogos de sete possíveis. Já Anisimova, número 4 como juvenil e já 194ª na WTA com apenas 16 anos, só atuou durante a fase de grupos, com uma vitória e uma derrota em simples e uma vitória na dupla.

EUA

História: Dos quatro títulos conquistados pelos Estados Unidos na Fed Cup Júnior, que é realizada desde 1985, três foram conquistados nesta década. O primeiro troféu veio em 2008 com a agora campeã do US Open Sloane Stephens tendo a companhia de Christina McHale, Kristie Ahn. O segundo título veio em 2012 com Louisa Chirico, Taylor Townsend e Gabrielle Andrews. Já a terceira conquista aconteceu há três anos, com Catherine Bellis, Sofia Kenin e Tornado Black.

Davis Júnior  

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

O título da Copa Davis Júnior ficou com a República Tcheca, que voltou a conquistar a competição depois de vinte anos. Os tchecos ainda têm um título de 1988, ainda da antiga Tchecoslováquia. O time campeão é formado por Dalibor Svrcina, 53º do ranking mundial juvenil, Jonas Forejtek, 61º, e Andrew Paulson, 93º.

O título veio após a vitória contra os Estados Unidos na final. Forejtek marcou 6/4 e 7/5 contra William Grant em 1h26 de jogo. Na sequência, Svrcina que tem apenas 15 anos, marcou duplo 6/2 em 1h12 de disputa contra Govind Nanda para consolidar uma conquista que não vinha desde 1997 com Jaroslav Levinsky e Ladislav Chramosta.

Os tchecos tiveram uma semana impecável. Terminaram em primeiro em um grupo com Japão, Peru e Canadá vencendo todas as oito partidas disputadas, com apenas dois sets perdidos. Na semifinal e final também, os confrontos contra Croácia e Estados Unidos foram vencidos também por 2 a 0. Outro destaque na competição, fica para a Argentina, terceira colocada.

TCH

Brasil termina em 11º lugar

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Depois de ter começado bem na Davis Cup Júnior, o Brasil terminou a competição entre dezesseis países apenas na 11ª posição. O time brasileiro contou com o baiano Natan Rodrigues, o paulista Matheus Alves e o mineiro João Ferreira, comandados pelo capitão Roland Santos. Entretanto, apenas Alves e Ferreira entraram em quadra. Natan Rodrigues não jogou durante a semana, enquanto o paulista Matheus Pucinelli, 65º do ranking mundial da ITF, não fez parte do time.

Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos, o Brasil havia superado Taiwan por 2 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. Isso fez com que a equipe entrasse na última rodada na primeira posição de seu grupo e com chances de ficar entre os semifinalistas. Porém, a derrota para a Croácia por 3 a 0 derrubou o time brasileiro para o terceiro lugar no grupo e colocou o time nacional na disputa entre o 9º e o 12º lugar. Por conta da chuva no início da semana, os duelos contra Bélgica e Croácia aconteceram no mesmo dia.

davis junior

No sábado, o Brasil perdeu um duelo sul-americano para o Peru. Ferreira perdeu por 6/3 e 6/2 para Sebastian Rodriguez, enquanto Alves venceu Mateo Verau por 6/3 e 6/1. Nas duplas, os peruanos venceram por 0/6, 7/6 (10-8) e 10-6. Já no domingo, a disputa foi contra a China. Ferreira perdeu por 6/3 e 7/5 para Xiaofei Wang, ao passo que Mateus Alves derrotou Xinmu Zhou por 6/1 e 6/2. Nas duplas os chineses desistiram, dando vitória do confronto para o Brasil.

Durante a semana, o Brasil disputou dez partidas de simples, com cinco vitórias e cinco derrotas. E mais quatro partidas de duplas, também com 50% de aproveitamento. Alves venceu três jogos de simples, enquanto Ferreira venceu outros dois.

Brasil

“Encerramos nossa participação aqui na Hungria com a sensação de ter chegado tão perto de estar pelo menos entre os 4 finalistas, mas isto Infelizmente não foi possível. O que me conforta é saber que nossos garotos estão em iguais condições de seguir em uma carreira de sucesso. Esta competição reúne os melhores juvenis do mundo até 16 anos e enfrentamos nossos adversários em condições de igualdade”, afirmou o técnico Roland Santos.

Grande semana para Bia e Stefani – A semana passada foi promissora para dois nomes do tênis feminino brasileiro. Beatriz Haddad Maia teve seu melhor resultado na elite do circuito e disputou sua primeira final de WTA em Seul. Foram quatro vitórias na capital sul-corena, sobre Katarina Zavatska, Irina-Camelia Begu, Sara Sorribes Tormo e Richel Hogenkamp. A derrota só viria diante da top 10 e campeã de Roland Garros Jelena Ostapenko.

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul (Foto: Korea Open)

Bia teve suas chances na final. Venceu o primeiro set ao contar 33 erros da letã e aprovetiou a oportunidade depois de a rival cometer uma dupla-falta quando o tiebreak estava empatado por 5-5. Mas um dos maiores problemas de enfrentar Ostapenko é que uma hora ela encontra o ritmo e para de errar. Foram só nove pontos dados de graça no segundo set e seis quebras nos últimos oito games de saque da brasileira. Ostapenko soube fazer sua condição de favorita e colocou pressão sempre que a paulista conseguia voltar para o jogo.

A grande campanha em Seul coloca Bia no inédito 58º lugar do ranking mundial. Melhor marca da carreira da jovem paulista de 21 anos. Bia é a quinta melhor brasileira na história do ranking, ficando atrás apenas de Maria Esther Bueno, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado e pode se tornar a quinta top 50 na história do país. Ela agora segue para o quali de Pequim antes dos WTA de Tianjin e Luxemburgo.

Outro bom resultado para o Brasil veio com a paulista Luisa Stefani, que furou o quali e ainda avançou uma rodada no ITF de US$ 100 mil de Tampico, no México. Stefani só parou na favorita americana Louisa Chirico, então 163ª colocada e que foi top 60 no ano passado. Com vinte pontos somados, Stefani saltou mais de duzentas posições no ranking, saindo do 809º para o 605º lugar, melhor marca de sua carreira.