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Jovens brilham no início da temporada de saibro
Por Mario Sérgio Cruz
abril 12, 2021 às 6:43 pm

O início da temporada da temporada de saibro foi bastante positivo para alguns integrantes da nova geração do tênis internacional. O principal destaque ficou para o título da colombiana Maria Camila Osorio, que aproveitou da melhor maneira possível o convite para o WTA 250 de Bogotá e conquistou seu primeiro troféu na elite do circuito. Mas além dela, a semana também foi boa para Coco Gauff, Carlos Alcaraz e Lorenzo Musetti.

Osorio faz a festa em casa

Convidada para o WTA de Bogotá, Osorio Serrano aproveitou a chance e conquistou o título (Foto: Copa Colsanitas)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Maria Camila Osorio se tornou apenas a terceira colombiana a vencer o torneio, que atualmente é o único na América do Sul pela elite do circuito. Antes dela, Fabíola Zuluaga venceu as edições de 1999, 2002 e 2004, enquanto Mariana Duque Mariño foi campeã na temporada de 2010. A última sul-americana a vencer o torneio antes de Osorio havia sido a brasileira Teliana Pereira, na melhor temporada de sua carreira em 2015.

Osorio frequenta o ambiente do WTA de Bogotá desde muito jovem. Mesmo com apenas 19 anos, ela já fazia sua terceira aparição na chave principal e a quinta no torneio de um modo geral. Ela já disputa o evento desde 2016, quando tinha apenas 14 anos e recebeu um convite para o quali. Há duas temporadas, em 2019, já havia feito uma grande campanha e alcançado as quartas de final. Já em 2021, a colombiana se aproveitou das eliminações precoces de muitas cabeças de chave e conseguiu cinco vitórias seguidas.

Apesar de ter um estilo de jogo tipicamente sul-americano no saibro, prolongando os ralis e jogando mais atrás da linha de base, ela também mostrou muita qualidade quando precisava usar os slices ou entrar mais na quadra para atacar com o forehand. Ela derrotou a norte-americana Sachia Vickery, a tcheca Tereza Martincova (cabeça 7), a experiente suíça de 31 anos Stefanie Voegele, a francesa vinda do quali Harmony Tan e a eslovena Tamara Zidansek, cabeça 5 do torneio e 93º do ranking.

“Vencer esse torneio era o meu sonho. Foi uma semana incrível para mim. Ainda não consigo acreditar que ganhei o título”, disse Osorio, após a vitória na final sobre a Zidansek por 5/7, 6/3 e 6/4. “Fiz uma partida muito boa contra a Tamara, mas não sabia como consegui virar o jogo. Perdi o primeiro set e estava um pouco tensa, por isso ainda não consigo acreditar que ganhei”.

Os 280 pontos do título fazem com que Osorio salte do 186º para o 135º lugar do ranking e possa disputar torneios mais fortes com maior frequência. Isso acaba sendo fundamental para o desenvolvimento de uma jogadora sul-americana, com poucas opções de calendário. “Com este torneio, o meu calendário vai ficar mais aberto, terei mais opções para jogar torneios maiores, por isso estou muito feliz com esta vitória”.

A colombiana também foi perguntada sobre quem ela gostaria de enfrentar na elite do circuito e citou a número 1 do mundo Ashleigh Barty e a atual sexta colocada Bianca Andreescu. “Eu amo a Barty. Adoro ver os jogos dela. Já tive a chance de enfrentar a Bianca em um torneio da ITF [em 2018] e simplesmente amo o jeito que ela joga também. Ela sempre joga com o coração em quadra, é uma loucura! Acho que foi isso que fiz esta semana, igual a ela”.

A colombiana já falou ao Primeiro Set em março de 2018, quando ainda disputava um evento do circuito mundial juvenil em São Paulo. Na época, então com 16 anos, afirmou que sonhava se tornar a número 1 do mundo. Ainda é muito cedo para saber se ela vai conseguir alcançar essa meta tão ambiciosa, mas a conquista de um torneio de elite da WTA com tão pouca idade, ainda mais com todas as dificuldades que envolvem as tenistas sul-americanas, é um ótimo começo.

Gauff faz sua melhor campanha no saibro

Campanha até as quartas no WTA 500 de Charleston foi a melhor de Gauff em um torneio no saibro (Foto: Volvo Car Open)

A norte-americana de 17 anos Coco Gauff conseguiu seu melhor resultado da carreira em quadras de saibro ao vencer três jogos no WTA 500 de Charleston até alcançar as quartas de final. Com isso, ela atingiu o melhor ranking da carreira, ocupando agora a 35ª posição apesar de sua pouca idade. Ela já tem um título nas quadras duras e cobertas de Linz em 2019, quando tinha só 15 anos, e no início da atual temporada já havia disputado uma semifinal nas quadras sintéticas de Adelaide.

“Sinto que, quando estou confiante na quadra, jogo meu melhor tênis”, disse Gauff, que venceu a búlgara Tsvetana Pironkova, a russa Liudmila Samsonova e também a norte-americana Lauren Davis em Charleston, sendo superada pela tunisiana Ons Jabur nas quartas. A promessa norte-americana destacou que a intensidade dos treinos tem feito a diferença.

“Obviamente, quando você está ganhando, sua confiança aumenta. Mas isso é apenas um dado. Tento dar 100% nos treinos as vezes, porque é isso o que eu tento fazer nos jogos. Eu acho que se você faz algo mil vezes nos treinos, você se sente confortável para fazer durante uma partida quando há momentos de pressão”.

Musetti derrubou favorito em Cagliari

Musetti está bastante confiante para a temporada de saibro e já chegou às quartas no primeiro torneio (Foto: Giampiero Sposito)

O italiano Lorenzo Musetti deu continuidade à sua franca evolução no circuito e atingiu as quartas de final do ATP 250 de Cagliari na última semana. Depois de estrear vencendo o austríaco Dennis Novak com autoridade, por 6/0 e 6/1, o jovem de 19 anos surpreendeu o britânico Daniel Evans, cabeça 1 do torneio, e venceu por 6/1, 1/6 e 7/6 (10-8), salvando quatro match points. Sua campanha só foi encerrada após a derrota por 6/4, 4/6 e 6/2 para o sérvio Laslo Djere.

“O segredo para mim foi não pensar no ranking dele e jogar como se ele fosse um adversário como qualquer outro. Tentei fazer o meu jogo e tentei jogar o melhor que posso. Isso é o que eu fiz. Contra adversários desse nível, eu não tenho pressão e me sinto leve em quadra. E nesse jogo foi igual”, disse Musetti a respeito da vitória contra Evans. Ele também já tem currículo vitórias sobre outros grandes nomes como Grigor Dimitrov, Stan Wawrinka, Diego Schwartzman e Kei Nishikori.

Durante a entrevista coletiva após a expressiva vitória sobre Evans, ele acusou o britânico de tê-lo desrespeitado durante a partida. “Existem jogadores respeitosos e experientes, enquanto outros como Evans me tratam como um jovem para tentar bagunçar o jogo. Ele me desrespeitou e eu não quero ser tratado como um menino”, afirmou a respeito do rival de 30 anos e atual 33 do ranking.

Antes do torneio, Musetti já havia dito em entrevista ao site da ATP que esperava surpreender durante a temporada de saibro. “Quando estávamos treinando nestes últimos dias, senti a bola muito bem e me sinto bem. Acho que vou jogar bem e surpreender na temporada de saibro. Estou realmente ansioso para os próximos torneios”, comenta o italiano, que saltou do 90º para o 84º lugar do ranking da ATP após a boa campanha.

Alcaraz disputou sua primeira semi de ATP

Apesar da derrota em Marbella, Alcaraz diz que tem muito a aprender e saiu satisfeito com a campanha (Foto: Alvaro Diaz/Andalucia Open)

Outro novato no circuito a conseguir um grande resultado na última semana foi o espanhol de 17 anos Carlos Alcaraz, semifinalista do ATP 250 de Marbella. Ele se tornou o jogador mais jovem a atingir essa fase de um torneio da elite do circuito desde Alexander Zverev em 2014.

Alcaraz venceu o sérvio Nikola Milojevic, o espanhol Feliciano Lopez e o norueguês Casper Ruud (número 26 do mundo), antes de ser superado pelo compatriota Jaume Munar, 95º colocado, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4. A campanha rendeu 90 pontos na ATP e um salto de 15 posições no ranking para o atual 118º lugar.

“É claro que teria sido ótimo ganhar mais uma partida e jogar uma final de ATP. Mas agora que estou pensando nas coisas com um pouco mais de calma, saio daqui com mais experiência e com bons sentimentos”, disse Alcaraz, eleito a revelação da temporada passada no circuito, quando venceu três challengers e saltou mais de 350 posições no ranking. “Você tem que ser capaz de ver o lado positivo das coisas. No final do dia, vim aqui para aprender e jogar algumas boas partidas e acho que consegui fazer isso. ”

“Há algo que posso aprender com esta derrota. Tenho que aprender com essas situações, então da próxima vez que estiver em uma situação como essa, espero que possa ser diferente. Mas, principalmente, quero continuar aprendendo com todas as minhas partidas e sendo quem eu sou. Estou gostando da jornada”.

Mais pontos para os torneios menores
Outra boa notícia para as jogadoras de ranking mais baixo, e que pode ajudar muitas tenistas tenistas jovens e sul-americanas, foi o acordo entre Federação Internacional de Tênis (ITF) com a WTA para melhorar as condições das jogadoras que disputam torneios menores. A entidade anunciou na última sexta-feira que os torneios do circuito ITF com premiações entre US$ 25 mil e US$ 80 mil darão mais pontos no ranking profissional feminino.

A ideia é beneficiar as jogadoras que tenham poucas opções de calendário e que seriam prejudicadas por restrições de viagens ou dificuldades financeiras no momento em que a WTA começa a descongelar seu ranking e iniciar o processo de defesa de pontos na elite do circuito.

A brasileira Beatriz Haddad Maia, que venceu dois títulos seguidos de ITF W25 na Argentina, já será beneficiada desde já pela nova regra. Enquanto o primeiro torneio, disputado em Villa Maria, rendeu a ela 50 pontos no ranking da WTA, a recente conquista em Córdoba já vai valer 65 pontos.

Confira a tabela completa.

Alcaraz e Sinner são os caçulas em Melbourne
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 5, 2021 às 5:17 pm
Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Alcaraz cumpriu uma quarentena rígida na Austrália e conseguiu vencer Goffin no ATP 250 da semana

Apenas dois jogadores com menos de 20 anos vão disputar a chave principal masculina do Australian Open, que começa na próxima segunda-feira. O espanhol Carlos Alcaraz será o caçula da competição, ao disputar seu primeiro Grand Slam com apenas 17 anos. O segundo jogador mais jovem do torneio é o italiano Jannik Sinner, com 19 anos.

Vindo de um qualificatório com três rodadas e disputado em Doha, Alcaraz é o jogador mais jovem da chave desde 2014, quando Thanasi Kokkinakis entrou no torneio como convidado. Aos 17 anos e 292 dias, o espanhol é também o mais jovem a furar o quali do Australian Open desde 2005, quando Novak Djokovic conseguiu esse feito com 17 anos e 253 dias.

A estreia de Alcaraz no Australian Open será contra o holandês Botic van de Zandschulp, outro que disputa seu primeiro Grand Slam. Van de Zandschulp está com 25 anos e também veio do quali. Quem vencer encara o sueco Mikael Ymer ou o polonês Hubert Hurkacz (cabeça 26 do torneio). Já para uma eventual terceira rodada, o adversário mais cotado é o grego Stefanos Tsitsipas, número 6 do mundo.

Espanhol cumpriu quarentena rígida e ganhou de Goffin
Escolhido como a Revelação de 2020 pela ATP, Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo da última temporada ao conquistar três títulos de challenger. Este ano, depois de furar o quali do Australian Open, ele teve o azar de chegar a Melbourne em um voo que tinha uma pessoa contaminada pela Covid-19. Com isso, acabou fazendo parte do grupo de 72 jogadores (vindos de três voos diferentes) que ficaram em quarentena rígida na Austrália, sem acesso às quadras de treino durante 14 dias.

Mesmo com a limitação nas condições de treinamento, anotou uma expressiva vitória sobre o número 14 do mundo David Goffin por duplo 6/3 no Great Ocean Road Open, um dos dois ATP 250 da semana no Melbourne Park, e só caiu nas oitavas de final, superado pelo brasileiro Thiago Monteiro em partida equilibrada e com grande atuação do número 1 do país. Monteiro chegou a salvar set point na vitória por 7/6 (7-3) e 6/3.

Sinner e Alissime chegam embalados por semis de ATP

Sinner chegou às quartas em Roland Garros e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/ Natasha Morello)

Sinner chegou às quartas em Paris e disputa o quinto Slam da carreira (Foto: Tennis Australia/Natasha Morello)

Enquanto Alcaraz é um novato em Grand Slam, Jannik Sinner já vai para seu quinto torneio deste porte e tenta repetir o ótimo desempenho que teve em Roland Garros, onde chegou às quartas de final. O italiano de 19 anos e 36º do ranking já tem um título de ATP, conquistado em Sófia no ano passado, e está entre os semifinalistas do Great Ocean Road Open. Ele enfrenta o russo Karen Khachanov neste sábado. Já na final, pode encarar Monteiro ou o também italiano Stefano Travaglia.

A estreia de Sinner no Australian Open será em um duelo da nova geração contra o canadense de 21 anos Denis Shapovalov, número 12 do mundo, em confronto inédito no circuito. O vencedor enfrenta o japonês Yuichi Sugita ou o australiano Bernard Tomic. Um possível rival para eles na terceira rodada é o também jovem canadense Felix Auger-Aliassime, de 20 anos e 21º do ranking.

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime iniciou a temporada com bons resultados e pode alcançar sua sétima final com apenas 20 anos

Aliassime inicia o Grand Slam australiano contra o lucky-loser alemão Cedrik-Marcel Stebe, e pode enfrentar o bósnio Damir Dzumhur ou o australiano James Duckworth na segunda fase. O jovem canadense é outro que começou bem a temporada e está na semifinal do Murray River Open e tenta alcançar a sétima final e o primeiro título da carreira. No sábado, ele enfrenta o francês Corentin Moutet. Se vencer, encara Jeremy Chardy ou Daniel Evans.

Sete jogadores disputam o 1º Slam
O Australian Open deste ano tem 18 jogadores que disputam o torneio pela primeira vez. Desse número, fazem parte oito tenistas vindos do quali, seis que entraram diretamente na chave, três convidados e um lucky-loser. Sete jogadores disputam o primeiro Grand Slam da carreira. Além dos já citados Alcaraz e Van de Zandschulp, estão na lista o português Frederico Ferreira Silva, os russos Aslan Karatsev e Roman Safiullin, o dinamarquês Mikael Torpegaard, o convidado local Li Tu.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Com três títulos, Alcaraz salta 350 posições na ATP
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 9, 2020 às 7:41 pm
Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Indicado como uma das revelações do ano, o espanhol Carlos Alcaraz foi um dos destaques do circuito challenger em 2020. Após a última semana com torneios deste porte no ano, a ATP consolidou os dados da temporada que colocam o espanhol entre os líderes em várias estatísticas.

Alcaraz conquistou três challengers em 2020. O primeiro foi em Trieste na Itália, e os outros dois foram no saibro espanhol, em Barcelona e Alicante. Também ficou com o vice no torneio italiano de Cordenons. Além do jovem espanhol de 17 anos, apenas o argentino Francisco Cerundolo ganhou três challengers na temporada, o último na semana passada em Campinas.

Os ótimos resultados renderam a Alcaraz um salto de 350 posições no ranking. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. Com isso, obteve o maior salto no ranking entre os jogadores no top 150 da ATP. O segundo que mais evoluiu é o italiano Lorenzo Musetti, que ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar.

Com 20 vitórias e apenas quatro derrotas nos torneios challenger na temporada, Alcaraz teve aproveitamento de 83,3% no circuito, a melhor marca entre os tenistas que disputaram pelo menos 19 partidas na temporada.

Ele é também o segundo jogador que mais venceu desde o retorno às competições, após cinco meses de paralisação do calendário devido à pandemia. Só fica atrás de Cerundolo, com 22 vitórias a partir de 17 de agosto. Em números absolutos, o jogador que mais venceu partidas de challenger no ano foi o russo Aslan Karatsev, com 27 vitórias, seis derrotas e dois títulos.

Alcaraz e Musetti foram os campeões mais jovens do ano
A conquista em Trieste, aos 17 anos e três meses, fez de Alcaraz o vencedor de challenger mais jovem da temporada. Ele também foi o único tenista dessa idade a vencer um torneio deste porte em 2020. Em seguida aparece Musetti, que venceu o challenger italiano de Forli aos 18 anos e 6 meses. Depois, estão o norte-americano Brandon Nakashima e o tcheco Tomas Machac, únicos com 19 anos a vencer. Ao todo, a temporada teve seis títulos para tenistas com menos de 20 anos e nove conquistas de jogadores com até 21 anos.

Os jovens Alcaraz e Musetti também conseguiram outras duas façanhas entre os vencedores de challenger em 2020. O espanhol foi o único campeão vindo do quali, ao vencer sete jogos em nove dias no torneio de Trieste. Já o italiano foi o único convidado que era não cabeça de chave e mesmo assim conquistou o título.

Alcaraz conquista seu 1º challenger aos 17 anos
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 30, 2020 às 5:48 pm

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Grande esperança para o futuro do tênis espanhol, Carlos Alcaraz conquistou neste domingo o primeiro título de challenger da carreira. O jovem jogador de apenas 17 anos foi campeão no saibro de Trieste, na Itália, depois de vencer o anfitrião anfitrião de 27 anos Riccardo Bonadio, 408º do ranking, por 6/4 e 6/3.

Alcaraz vinha de uma vitória muito difícil na semifinal, em duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos Lorenzo Musetti por 7/5, 2/6 e 6/3. Atual 310º do ranking, o promissor jogador espanhol vai receber 100 pontos na ATP e dar um salto no ranking, aproximando-se do top 200. Uma de suas metas é estar no quali de Roland Garros.

Antes deste torneio, Alcaraz tinha apenas sete vitórias em torneios de nível challenger, todas elas conquistadas no ano passado. Mas alguns desses triunfos foram expressivos, contra rivais do top 200, como Pedro Martinez e Yannick Hanfmann. No início deste ano, recebeu convite para o Rio Open, como parte do acordo com a IMG, e conseguiu sua primeira vitória na ATP sobre o top 50 Albert Ramos-Vinolas. No ano passado, também atuou Brasil, ainda como juvenil no Banana Bowl e no Campeonato Internacional de Porto Alegre.

Feitos próximos de Nadal, Zverev e Aliassime
A primeira vez que Alcaraz chamou a atenção do mundo do tênis foi em abril do ano passado, quando ele estava ainda com 15 anos. A vitória sobre Martinez, então número 140 do ranking, o colocou ao lado de outros grandes nomes do tênis. Desde o ano 2000, apenas cinco jogadores dessa idade conseguiram vencer jogos contra adversários do top 200. Ele se juntou a Rafael Nadal, Richard Gasquet, Ryan Harrison e Bernard Tomic.

Aos 17 anos e três meses, Alcaraz é o segundo espanhol mais jovem a vencer um challenger. Só fica atrás de Nadal, que ganhou dois torneios em 2003. O atual número 2 do mundo tinha 16 anos quando foi campeão em Barletta, e 17 anos e um mês no título de Segóvia.

Além disso, nos últimos dez anos, apenas dois jogadores mais jovens que Alcaraz venceram torneios de nível challenger. Alexander Zverev tinha 17 anos e dois meses quando foi campeão em Braunschweig na temporada 2014. Já em 2017, o canadense Felix Auger-Aliassime foi campeão em Lyon e Sevilla. O primeiro título foi aos 16 anos e o segundo aos 17 anos e um mês.

Russo é campeão em Praga
Também nesta semana, o título do challenger de Praga ficou com o russo Aslan Karatsev. O jogador de de 26 anos e 194º do ranking venceu a final contra o holandês de 24 anos Tallon Griekspoor, número 173 do mundo, por 6/4 e 7/6 (10-8). Karatsev conquistou seu segundo título de challenger em sete finais disputadas.