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Fonseca salta 40 posições e chega ao 55º lugar do ranking juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 8, 2022 às 12:13 am

João Fonseca é o segundo melhor do ranking entre os nascidos em 2006 (Foto: Cedric Lecocq/FFT)

Destaque na participação brasileira no torneio juvenil de Roland Garros, o carioca de 15 anos João Fonseca ultrapassou 40 concorrentes e assumiu o 55º lugar do ranking mundial da categoria. E entre os jogadores nascidos em 2006, ele é o segundo, ficando atrás apenas do espanhol Martin Landaluce, 18º do ranking.Convidado para a disputa de Roland Garros depois de ter vencido uma seletiva nacional em abril, Fonseca venceu dois jogos em Paris, sobre o macedônio Kalin Ivanovski e contra o paraguaio Daniel Vallejo, número 2 do mundo na categoria. O brasileiro foi eliminado apenas nas oitavas pelo francês Gabriel Debru, que terminou a semana como campeão do torneio e agora é o terceiro melhor do ranking.

Durante a campanha em Paris, Fonseca chamou atenção por ter um jogo de muita potência no saque e nos golpes de fundo. Apesar da pouca idade, ele já tem uma bola que anda bastante e capaz de assumir o controle dos pontos. Assim, venceu dois jogadores já em fase final de desenvolvimento como juvenis e cada vez mais próximos de integrarem o circuito profissional do que ele. Sua derrota acabou sendo para um jogador de mais experiência, Debru já tem vitória em challenger e venceu um jogo no quali profissional de Roland Garros.

Outro brasileiro que subiu bastante foi o paranaense Gustavo de Almeida, que conquistou na Bolívia seu primeiro ITF na última semana. Com isso, ele ganhou 108 posições e assumiu o 338º lugar. Vice-camepão, o também paranaense Matheus de Lima ultrapassou 33 concorrentes e agora é o 287º colocado. Os semifinalistas Kauã Cressoni (498º, saltando 79 posições) e Rafael Sbeghen Sabio (557º, com ganho de 89 posições) também aproveitaram bem a oportunidade na Bolívia.

No feminino, a melhor brasileira segue sendo a paulista de 18 anos Ana Candiotto, 108ª do ranking, que perdeu duas posições. Ela disputou o quali em Roland Garros. Também no top 200 está Maria Turchetto, 169ª colocada. Olivia Carneiro, de 15 anos, disputou Roland Garros como convidada e caiu na estreia. Ela se mantém no 418º lugar. Já Gabriela Felix da Silva, também de 15 anos, foi finalista na Bolívia e saltou 167 posições. Ela agora é 637ª colocada.

Campeões sobem, mas líderes permanecem no topo
O norte-americano Bruno Kuzuhara, que é nascido no Brasil e fala português, permanece na liderança do ranking mundial juvenil masculino. O campeão do Australian Open é seguido por Daniel Vallejo. Mas Gabriel Debru, vencedor do Slam parisiense, ultrapassou 12 jogadores e agora é o terceiro do ranking. Completam o top 5 o tcheco Jakub Mensik e o croata Mili Poljicak.

Situação parecida no ranking juvenil feminino. A croata Petra Marcinko, campeã do Australian Open, permanece no topo. Mas a tcheca Lucie Havlickova, que ganhou Roland Garros, saltou sete posições e agora é a vice-líder. A belga Sofia Costoulas é a terceira, enquanto as irmãs tchecas Linda e Brenda Fruhvirtova fecham o top 5. A argentina Solana Sierra, finalista em Paris, ultrapassou 29 jogadoras e agora é a 9ª do ranking. Atrás dela, outra tcheca Nikola Bartunkova.

Semana de Sul-Americano de 14 anos
O Brasil disputa nesta semana o Sul-Americano de 14 anos, que acontece nas quadras de saibro da cidade de Armênia, na Colômbia. As equipes nacionais lutam pelas vagas no Mundial da categoria, que será realizado em Prostejov, na República Tcheca, em agosto.

A equipe masculina é composta por Pedro Dietrich, Francisco D’Amorim e Pedro Burin, com Santos Dumont como capitão. No feminino, o time é formado por Letícia Marangoni, Victoria Barros e Pietra Rivoli, com o capitão Carlos Chabalgoity. Classificam-se para o Mundial três equipes masculinas da América do Sul e mais duas femininas.

Após título do AO juvenil, Kuzuhara assume nº 1
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 31, 2022 às 10:59 pm

Bruno Kuzuhara assumiu a liderança do ranking após os títulos de simples e duplas em Melbourne (Foto: Tennis Australia)

Campeão em simples e duplas do torneio juvenil do Australian Open, o norte-americano Bruno Kuzuhara assumiu nesta segunda-feira a liderança do ranking mundial da categoria. Ele conseguiu duas posições com os pontos conquistados em Melbourne. Kuzuhara nasceu no Brasil e se mudou de São Paulo para os Estados Unidos com os pais, ambos também de origem japonesa, quando tinha apenas um ano de idade.

“Eu nasci em São Paulo, mas me mudei para os Estados Unidos quando era bebê. Tenho pais brasileiros e avós japoneses. Então, eu me sinto em casa quando jogo no Brasil”, disse durante a disputa do Banana Bowl, no ano passado, em Criciúma. Além de toda a estrutura presente nos Estados Unidos, ele também usufruiu da base de treinamento na Espanha, através de uma parceria do programa de desenvolvimento da USTA com a academia Barcelona Total Tennis (BTT).

Ele também falou sobre o apoio que recebe de torcedores brasileiros e japoneses durante a entrevista coletiva após o título do Australian Open. “Eu acho incrível ter tantas pessoas ao redor do mundo, do Brasil, Japão, e até mesmo dos Estados Unidos, me apoiando. É incrível ver como o tênis pode realmente unir tanta gente de diferentes países”.

Transição para o circuito profissional
Ainda sem experiência no tênis profissional, Kuzuhara planeja iniciar a transição nos próximos meses. “Vou tirar alguns dias de folga, mas começar a me preparar para jogar mais eventos profissionais”, comentou na após a vitória na final em Melbourne sobre o tcheco Jakub Mensik por 7/6 (7-4), 6/7 (6-8) e 7/5 em uma longa partida com 3h43 de duração no último sábado.

“Os jogos no circuito profissional são menos tolerantes e mais físicos. Vou comemorar essa vitória, mas não vou me deixar levar. Vou continuar trabalhando”, avaliou o jogador de apenas 17 anos, que falou em português e japonês durante a cerimônia de premiação em Melbourne. “Eu diria que a maior diferença na transição de juniores para profissionais é apenas a intensidade, física e mental, que você precisa manter durante toda a partida”.

‘Ranking é apenas um número’ e inspiração em Nadal
Em entrevista ao site da USTA no ano passado, Kuzuhara falou sobre sua posição no ranking e a inspiração em Rafael Nadal. “O ranking é algo que me deixa feliz, mas no final das contas é apenas um número. Mais importante, principalmente, é permanecer humilde e continuar trabalhando”

“Sinto que posso me identificar um pouco com o Rafa na quadra, pela forma como ele luta. Isso é algo que sempre admirei dele”, disse o norte-americano. “É claro que ele bate uma bola muito mais pesada do que a minha”, acrescentou, com uma risada. “Mas eu tento jogar o mais agressivo possível dentro e uso minha movimentação como uma arma”.

Brasileiros fora do top 100
Enquanto Kuzuhara lidera o ranking mundial da categoria, os representantes brasileiros seguem fora do top 100. Quem está em melhor situação é a paulista Ana Candiotto, número 119 do ranking feminino e que disputou o Australian Open. Ela é seguida pelas catarinenses Maria Turchetto (207ª) e Carolina Laydner (229ª). No masculino, o melhor é o paranaense João Schiessl, que ocupa o 186º lugar. Depois, aparece o catarinense Victor Tosetto (218º) e o goiano Luis Felipe Miguel (243º).

Finais do juvenil em Melbourne acontecem nesta sexta
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 28, 2022 às 11:40 am

Líder do ranking juvenil feminino, a croata Petra Marcinko decide o título em Melbourne (Foto: Jimmie48/WTA)

As finais do torneio juvenil do Australian Open acontecem na noite desta sexta-feira. Os jogos começam a partir das 22h (de Brasília) e foram marcados para a Rod Laver Arena, principal quadra do complexo no Melbourne Park. A disputa começa pela final feminina, entre a croata Petra Marcinko e a belga Sofia Costoulas. Logo depois, será a vez de o norte-americano Bruno Kuzuhara, que é nascido em São Paulo e tem pais brasieiros, enfrentar o tcheco Jakub Mensik.

Líder do ranking juvenil feminino, Marcinko garantiu vaga na final depois vencer a norte-americana Liv Hovde, 20ª colocada, por 6/4, 4/6 e 6/4. A croata de 16 anos terminou o ano passado conquistando dois torneios ITF JA, o primeiro na Cidade do Cabo, na África do Sul, e depois o tradicional Orange Bowl na Flórida. A última croata a chegar à final do juvenil na Austrália foi Jana Fett, vice em 2014. Mas três jogadoras da Croácia já venceram o torneio, Mirjana Lucic em 1997, Jelena Kostanic em 1998 e também Ana Konjuh em 2013.

Já Costoulas, de 16 anos e número 10 do ranking, eliminou a australiana Charlotte Kempenaers-Pocz por 6/4 e 6/1. Vinda de título no torneio preparatório em Tralagon, ela está invicta há onze jogos no circuito. A única belga a vencer o torneio juvenil em Melbourne foi An-Sophie Mestach em 2011.

A final masculina acontece na sequência. Bruno Kuzuhara conseguiu a revanche contra o paraguaio Adolfo Vallejo, para quem havia perdido na final do Orange Bowl. O tenista nascido em São Paulo, mas que mora nos Estados Unidos deste a infância, marcou as parciais de 7/6 (7-2) e 6/3. Principal cabeça de chave do torneio e número 3 do ranking, Kuzuhara tenta ser o primeiro norte-americano a vencer a competição desde Sebastian Korda em 2018.

Já o tcheco Jakub Mensik venceu a semifinal contra o suíço Kilian Feldbausch por 6/1, 4/6 e 6/2. Mensik, de 16 anos, é o atual número 6 do ranking mundial juvenil. Ele já derrotou Kuzuhara no US Open do ano passado. O único tcheco a vencer a competição foi Jiri Vesely em 2011.

Títulos de duplas já definidos
Nas duplas, Bruno Kuzuhara conquistou o título ao lado de Coleman Wong, de Hong Kong. Eles venceram a final contra o paraguaio Adolfo Vallejo e o norte-americano Alex Michelsen por 6/3 e 7/6 (7-3). No feminino, as campeãs foram a norte-americana de 15 anos Clervie Ngounoue e a russa de 17 anos Diana Shnaider, principais cabeças de chave, que venceram as canadenses Kayla Cross e Victoria Mboko por 6/4 e 6/3.

Americano nascido no Brasil chega à semi no chave juvenil do Australian Open
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 27, 2022 às 1:30 pm

Bruno Kuzuhara é nascido em São Paulo, mas mora nos Estados Unidos desde a infância (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Apesar da eliminação de Ana Candiotto, única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, um tenista nascido no país tem a chance de lutar pelo título do primeiro Grand Slam da temporada. O norte-americano Bruno Kuzuhara, que é natural de São Paulo, mas mora nos Estados Unidos desde a infância, é o cabeça 1 do torneio e já está na semifinal.

Kuzuhara, de 17 anos, é o atual número 3 do ranking mundial juvenil. Ele venceu nesta quinta-feira o litauno Edas Butvilas por 3/6, 7/6 (7-3) e 6/4. Durante a semana, também passou pelo italiano Daniele Minighini, pelo australiano Edward Winter e pelo argentino Lautaro Midon.

“Eu realmente não me concentro no ranking. Sei que, em teoria, sou o favorito para vencer, mas respeito todos os adversários, porque todos aqui podem jogar um tênis muito bom. Não é como se os cabeças de chave tivessem uma vitória garantida toda vez que você fosse para a quadra”, disse Kuzuhara, em entrevista ao site da ITF.

“Todo juvenil quer ganhar um Grand Slam e terminar sua carreira júnior com um título, mas não é o fim do mundo se isso não acontecer. Com os meus treinadores, sempre falamos sobre não focar nos resultados, mas sim progredir e evoluir como tenista. Estou me sentindo muito bem. Em Traralgon, na semana passada, joguei muito bem e ganhei ritmo. Foi o meu primeiro torneio do ano, então consegui disputar algumas partidas para ficar em forma foi bom. Eu me sinto bem vindo para o Australian Open”, acrescenta o norte-americano, que foi semifinalista no torneio preparatório em Traralgon na última semana.

Reencontro com paraguaio na semifinal
O adversário de Kuzuhara na semifinal será o paraguaio Daniel Vallejo, também de 17 anos e número 5 do ranking, que venceu nas quartas de final o mexicano Rodrigo Pacheco Mendez por 7/5 e 6/3. Vallejo e Kuzuhara se enfrentaram em dezembro do ano passado na final do Orange Bowl e o paraguaio venceu em sets diretos.

A outra semifinal terá o tcheco Jakub Mensik, cabeça 4 do torneio e número 6 do ranking, contra o suíço Kilian Feldbausch, 21º colocado. Os dois juvenis de 16 anos nunca se enfrentaram. Mensik venceu o russo Yaroslav Demin por 6/0 e 6/1, enquanto Feldbausch bateu o norte-americano Ozan Colak por 2/6, 7/6 (7-0) e 6/4. Ao chegar à semifinal, o suíço igualou uma campanha de Roger Federer no torneio juvenil da Austrália em 1998.

Número 1 do ranking, Marcinko faz semi no feminino
Líder do ranking juvenil feminino, a croata Petra Marcinko garantiu vaga na semifinal depois vencer a sérvia Lola Radivojevic por 7/5 e 6/2. Ela enfrenta na semifinal a norte-americana Liv Hovde, 20ª colocada, que fez 6/4 e 6/0 contra a grega Michaela Laki. O confronto entre as jogadoras de 16 anos é inédito.

Do outro lado da chave, a belga Sofia Costoulas eliminou a cabeça 2 russa Diana Shnaider por 6/3, 5/7 e 6/4. Costoulas, de 16 anos e número 10 do ranking, encara a australiana de 17 anos Charlotte Kempenaers-Pocz, apenas 220ª colocada, que eliminou a alemã Carolina Kuhl por 6/1 e 6/2.

Iraniana chegou à segunda rodada, queniana parou nas oitavas
Destaques no início da competição depois de marcarem vitórias inéditas para seus países em chaves juvenis de Grand Slam, a queniana Angella Okutoyi e a iraniana Meshkatolzahra Safi já encerram suas participações. Safi acabou parando na segunda rodada, superada pela belga Sofia Costoulas por 6/0 e 6/2. Já Okutoyi foi até as oitavas de final. Ela bateu na segunda fase a australiana Zara Larke por 7/6 (7-0), 5/7 e 6/1, mas depois perdeu da sérvia Lola Radivojevic por 6/2 e 6/3.

Croata assume nº 1 do juvenil e paraguaio conquista o Orange Bowl
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 13, 2021 às 5:39 pm

O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947 (Foto: Colette Lewis/Zoo Tennis)

Último grande evento no calendário do circuito mundial juvenil, o Orange Bowl chegou ao fim no último domingo em Plantation, na Flórida, e trouxe novidades para a reta final do ano. O paraguaio Daniel Vallejo é o primeiro jogador de seu país a conquistar o título do tradicional evento, disputado desde 1947. No feminino, a croata Petra Marcinko foi campeã e ainda assumiu a liderança do ranking mundial da categoria.

Vallejo era o sétimo cabeça de chave e superou na final o norte-americano Bruno Kuzuhara, cabeça 2 do evento, por 6/2 e 6/3. Na semifinal, o paraguaio passou pelo norte-americano Ryan Colby por 6/2, 4/6 e 6/3. Já Kuzuhara, que é nascido em São Paulo, mas se mudou para os Estados Unidos com a família ainda na infância, venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 4/6, 6/1 e 7/6 (7-4).

O título do Orange Bowl rendeu 500 pontos no ranking mundial juvenil para Vallejo, de 17 anos, que saltou nove posições e entrou no top 10 para terminar a temporada na oitava posição. Já Kuzuhara, também de 17 anos, ultrapassou cinco jogadores e agora é o quarto colocado no ranking. A liderança ainda é do chinês de 16 anos Juncheng Shang, que não disputou o torneio e já está em transição para o circuito profissional.

Já na chave feminina, Petra Marcinko venceu a final contra a russa Diana Shnaider por 3/6, 6/1 e 6/3. Na semi, a croata havia vencido a tcheca Kristyna Tomajkova por 6/1 e 6/4, enquanto Shnaider bateu a finlandesa Laura Hietaranta por 6/2 e 6/1. Esta é a segunda vez que uma croata conquista o torneio, repetindo o título de Ana Konjuh em 2012.

Marcinko, de 16 anos, saltou nove posições no ranking e assumiu a liderança na classificação. Em segundo lugar está a tcheca de 16 anos Linda Fruhvirtova, que vinha de dois títulos e um vice antes do Orange Bowl. Sua irmã mais nova, Brenda Fruhvirtova, tem 14 anos e já está no quarto lugar do ranking juvenil. A terceira é Diana Shnaider, enquanto a jovem tenista de Andorra Victoria Jimenez Kasintseva, que recentemente venceu seu primeiro torneio profissional no Brasil, caiu do primeiro para o quinto lugar do ranking.

Torneio já revelou grandes nomes
A lista de grandes nomes a vencer o Orange Bowl conta com Chris Evert, Bjorn Borg, Jim Courier, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Roger Federer, Andy Roddick, Caroline Wozniacki, Dominic Thiem, Bianca Andreescu, Sofia Kenin e Coco Gauff.

O tênis brasileiro tem cinco títulos na história na competição. Os três primeiros foram no final da década de 1950, com Carlos Fernandes em 1956, Maria Esther Bueno em 1957 e Ronald Barnes em 1958. Além deles, Thomaz Koch foi campeão em 1963, enquanto Fernando Meligeni venceu em 1989.