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Oito jovens tenistas para acompanhar em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2021 às 10:10 pm

Com diferentes perspectivas, oito tenistas da nova geração do circuito merecem destaque antes de Roland Garros, que começa neste domingo em Paris. O Grand Slam tem uma jovem candidata ao título, a atual campeã Iga Swiatek e ponto de interrogação sobre Bianca Andreescu. Embalados por recentes conquistas no saibro de Parma, Coco Gauff e Sebastian Korda estão em rota de colisão com favoritos. Destaque também para os recém-chegados ao top 100, Carlos Alcaraz e Maria Camila Osorio, vindos do quali. Vale ficar de olho também no italiano Jannik Sinner, que chegou às quartas no ano passado, e no canadense Felix Auger-Aliassime, que aposta na parceria com Toni Nadal.

Confira oito grandes histórias envolvendo a nova geração em Roland Garros:

Swiatek luta pelo bicampeonato em Paris

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Menos de um ano depois de ter conquistado seu primeiro Grand Slam em Roland Garros, Iga Swiatek está de volta às quadras de saibro da capital francesa. A polonesa, que completa 20 anos na segunda-feira, era apenas a 54ª do ranking na campanha para o título do ano passado e agora já é a número 9 do mundo e uma das favoritas ao título, ainda mais depois da categórica conquista do WTA 1000 de Roma há duas semanas. Ela estreia contra sua melhor amiga no circuito, a eslovena Kaja Juvan, pode enfrentar a norte-americana Shelby Rogers ou a sueca Rebecca Peterson na segunda fase e a estoniana Anett Kontaveit na terceira fase.

“Depois que ganhei Roland Garros, minha vida mudou completamente todo mundo começou a me tratar de forma diferente totalmente. Foi muito bom encontrar um equilíbrio e ainda ser capaz de aproveitar aquela vitória, mesmo numa situação tão caótica”, disse Swiatek, durante a entrevista coletiva na última sexta-feira. “Estou voltando à mesma forma que eu tive quando fui campeã de Roland Garros, já ganhei mais dois títulos desde então, e foi incrível para mim, porque eu ainda não sei se vou ser consistente pelo resto da minha carreira. E isso mostrou que posso realmente ter um bom desempenho não apenas uma vez, mas posso repetir. Então essa é a coisa mais importante para mim”.

Swiatek priorizou os torneios grandes em sua preparação para Roland Garros e só jogou em Roma e Madri e foi perguntada por TenisBrasil sobre sua estratégia. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário. E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Andreescu em dúvidas após lesão abdominal

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Outra top 10 a ser observada em Roland Garros é Bianca Andreescu, de apenas 20 anos e número 7 do mundo. A canadense conquistou seu primeiro Grand Slam ainda no US Open de 2019, mas possui um longo histórico de lesões, chegando a ficar mais de um ano parada por problema no joelho esquerdo. Na semana passada, disputou o WTA 250 de Estrasburgo e fez dois bons jogos, mas desistiu antes das quartas por lesão muscular na região abdominal. Cabeça 6 em Paris, Andreescu estreia contra a eslovena Tamara Zidansek.

“Não é nada sério, apenas um desconforto. Mas eu não quero arriscar antes de Roland Garros”, disse Andreescu na última terça-feira, em Estrasburgo. Perguntada por TenisBrasil sobre como faz para manter o ritmo de jogo e o bom nível de tênis mesmo com tantas lesões, a canadense comentou que aprendeu com os erros do passado e consegue ter melhor planejamento de treinos e competições. “Isso faz parte da carreira de qualquer atleta, sempre tem algumas coisas que você pode fazer e aprender com os erros do passado. Hoje eu tenho um calendário melhor de torneios, e estou ficando melhor na quadra e nos treinos físicos, com exercícios diferentes. É claro que a situação é decepcionante. Mas eu fiz o meu melhor para lidar com a situação”.

Gauff empolgada por título no saibro italiano

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Com apenas 17 anos, a norte-americana Coco Gauff é uma das jogadoras mais jovens na chave de Roland Garros. Ela chega a Paris empolgada pela recente conquista do WTA 250 de Parma e ocupando o 25º lugar do ranking da WTA. Uma semana antes, também foi semifinalista do WTA 1000 de Roma, superada apenas por Swiatek. Acostumada a lidar com grandes expectativas desde muito jovem, ela garante que os resultados recentes trazem mais confiança do que pressão.

“Para ser honesta, não acho que esses resultados realmente coloquem qualquer pressão sobre mim. Apenas me deram confiança. Fiz muitas quartas de final e semifinais em 2020 e isso me deixou mais forte para terminar o torneio e levantar um troféu. Não sinto nenhuma pressão. Talvez porque tenha sido só um 250, então é um torneio um pouco menor, e não tinha tanta pressão quanto um 1000. Mas de qualquer forma, sinto que ganhar um título só dá a você mais confiança e mais experiência. Esse é o meu objetivo aqui”, comentou Gauff, que estreia contra a sérvia Aleksandra Krunic e pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Ashleigh Barty nas oitavas.

Novata no top 100, Osorio disputa seu primeiro Slam

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Recém-chegada ao top 100 do ranking mundial, a colombiana de 19 anos Maria Camila Osorio disputará seu primeiro Grand Slam em Roland Garros. A atual 98ª do ranking conseguiu passar pelo qualificatório de três rodadas em Paris. A temporada de 2021 tem sido de feitos importantes para Osorio, que começou o ano apenas no 186º lugar do ranking. Ela conquistou seu primeiro título de WTA no saibro de Bogotá e disputou outras duas semifinais, em Charleston e Belgrado, antes de furar o quali em Paris.

“Já joguei muitos torneios da WTA, então sinto mais confiança quando entro na quadra. Não fico mais com medo quando estou jogando neste nível”, disse Osorio, em entrevista ao site de Roland Garros. “Estou vivendo um momento muito especial e trabalhei muito para chegar aqui. Foi muito bom chegar ao top 100. Era um dos meus objetivos no início do ano. Tudo aconteceu tão rápido que não pensei que pudesse fazer isso até o final da temporada, mas mostra o quanto estou melhorando”, comenta a colombiana, que estreará contra a norte-americana Madison Brengle e pode cruzar o caminho de Andreescu já na segunda rodada.

Korda chega a Paris após título em Parma

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Depois de ir do quali até as oitavas de final na edição passada de Roland Garros, o norte-americano Sebastian Korda chegará ao Grand Slam francês com ainda mais moral. Ele conquistou neste sábado seu primeiro título no circuito, o ATP 250 de Parma, vencendo o ex-top 20 Marco Cecchinato na final por 6/2 e 6/4. O atual 63º do ranking e filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda teve um ótimo início de temporada, com a final em Delray Beach, um título de challenger em Quimper e também a campanha até as quartas de final do Masters 1000 de Miami. No entanto, vinha de resultados negativos no saibro e conseguiu se reerguer.

“Tive que continuar otimista, mesmo com os resultados ruins na primeira parte da temporada de saibro. Tirei alguns dias de folga, recarreguei minhas baterias e fiz uma semana de treinos muito boa em Praga com meu pai e meu treinador. Voltei com mais fome e estou jogando um tênis muito bom agora”, explicou Korda, que estreia em Roland Garros contra o espanhol Pedro Martinez e pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Stefanos Tsitsipas na rodada seguinte.

Alcaraz fura o quali e tem chave boa em Paris

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Grande promessa do tênis espanhol, Carlos Alcaraz chega com bastante moral para a disputa de seu primeiro Roland Garros e o segundo Grand Slam da carreira. O espanhol de 18 anos e 94º do ranking conquistou recentemente o challenger português de Oeiras, entrou no top 100 e furou o quali de Roland Garros. Sua estreia em Paris será contra outro espanhol vindo do quali, Bernabe Zapata Miralles. Se vencer, enfrenta o sérvio Dusan Lajovic ou o georgiano Nikoloz Basilashvili (cabeça 28) antes de um eventual encontro com o russo Andrey Rublev na terceira fase.

“Estou muito feliz. Jogar a chave principal aqui em Roland Garros é uma sensação muito boa. Estou me sentindo muito confortável na quadra. Sei que não é fácil jogar melhor de cinco sets, mas acho que estou pronto. Não é minha primeira participação na chave principal em um Grand Slam, então vou melhorar o que fiz na Austrália. Acho que estou mais pronto agora do que estava na Austrália”, comentou o espanhol, em entrevista ao site da ATP.

Sinner tenta repetir boa campanha de 2020

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Com apenas 19 anos Jannik Sinner já aparece na 19ª colocação do ranking mundial e tenta repetir a ótima campanha que fez no ano passado em Paris, quando chegou às quartas de final. Durante a temporada de saibro, sua principal campanha foi uma semifinal em Barcelona, mas ele teve a oportunidade de enfrentar Novak Djokovic em Monte Carlo e Rafael Nadal em Roma, e tira várias lições daqueles jogos, mesmo com resultados negativos contra lendas do esporte. Ele estreia em Paris contra o francês Pierre-Hugues Herbert.

“Quando eu perco, sempre tento tirar os pontos positivos e descobrir o que deveria ter feito melhor” disse Sinner após o recente duelo com Nadal. “Obviamente, é difícil falar logo depois da partida. Tenho que me reunir com a minha equipe e assistir muitas e muitas vezes a este jogo a partir de hoje. Então veremos o que deveríamos ter feito melhor”, comenta o italiano, que teve postura parecida quando perdeu para Djokovic em Mônaco. “O foco é sempre melhorar. É isso que estou tentando fazer. Vou tentar aprender com esta partida também hoje, mesmo que às vezes seja difícil de aceitar a derrota. Mas só há uma maneira de melhorar. Eu tenho um bom time e tenho as pessoas certas perto de mim, que sabem o que eu preciso fazer”.

Aliassime aposta na parceria com Toni Nadal

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

O canadense de 20 anos Felix Auger-Aliassime, 21º do ranking, trouxe um reforço de peso para sua equipe. Durante toda a temporada de saibro, ele treinou com Toni Nadal e aposta na experiência do técnico para buscar melhores resultados. Ainda em busca de seu primeiro título de ATP, o canadense tem como melhores campanhas em Grand Slam as oitavas de final do US Open no ano passado e do Australian Open na atual temporada. Sua estreia em Paris será contra o experiente italiano de 37 anos Andreas Seppi.

“Minhas expectativas não mudaram desde que comecei a trabalhar com o Toni. Sempre tive expectativas muito altas durante toda a minha carreira. O que estou tentando fazer é chegar ao top 10 e ganhar títulos de Grand Slam. Não há nada melhor do que isso. Trabalhar com alguém que já fez isso traz mais calma e confiança, ao invés de pressão”, disse Aliassime na entrevista coletiva da última sexta-feira. “Decidi trabalhar com ele porque acredito que ele pode me ajudar a alcançar meus objetivos e meu potencial. É nisso que trabalhamos todos os dias. A preparação não é diferente da que fizemos em qualquer outro torneio. Procuramos trabalhar com muito empenho, intensidade e foco, e a cada dia tentamos fazer um pouco melhor. Temos um bom trabalho a fazer”.

 

Andreescu e Swiatek lideram nova geração feminina
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 5, 2021 às 6:46 pm
Bianca Andreescu está de volta ao circuito depois de um ano e quatro meses

Bianca Andreescu está de volta ao circuito depois de um ano e quatro meses

Duas campeãs de Grand Slam lideram a nova geração feminina no Australian Open, que começa na próxima segunda-feira. Mas Bianca Andreescu e Iga Swiatek chegam a Melbourne em momentos muito distintos de suas carreiras. A canadense foi campeã do US Open em 2019 e está retornando às competições depois de um longo afastamento, já a polonesa terminou o ano passado com o título de Roland Garros e quer manter sua franca evolução.

Campeã do US Open de 2019, Andreescu está com 20 anos e é a atual número 8 do mundo. Ela volta ao circuito depois de um ano e quatro meses. O Australian Open será seu primeiro torneio desde o WTA Finals de 2019, quando sofreu uma lesão no joelho esquerdo. Com o calendário de 2020 bastante prejudicado pela pandemia da Covid-19, a jovem jogadora achou melhor focar na preparação para 2021.

A canadense teve o azar de chegar a Melbourne em voo com duas pessoas contaminadas pela Covid-19, uma delas era o seu técnico Sylvain Bruneau. Com isso, fez parte do grupo de 72 tenistas (vindos de três voos) que ficaram em rígida quarentena por 14 dias, sem acesso às quadras de treino. A WTA chegou a criar um torneio só para as jogadoras que ficaram em completo isolamento por duas semanas, mas Andreescu preferiu não jogar e utilizar essa semana para treinar.

Muita dor, mas sem pressão

“Eu sei que vou estar dolorida para caramba depois da minha primeira partida. Isso é certo. E não estou nada ansiosa por isso”, disse Andreescu, que estreia no Australian Open contra a canhota romena Mihaela Buzarnescu. “Quando joguei meus primeiros sets de treino já fiquei toda dolorida no dia seguinte”.

“Todas as emoções e toda a adrenalina vão ser um pouco mais enfatizadas. Obviamente, eu não jogo há muito tempo. Não sei como vou estar. Mas provavelmente ficarei muito mais nervosa do que o normal”, acrescenta a canadense, que pode enfrentar a taiwanesa Su-Wei Hsieh ou a búlgara vinda do quali Tsvetana Pironkova na segunda rodada. Já Venus Williams, Qiang Wang, Sara Errani e Kirsten Flipkens podem pintar na fase seguinte.

Por outro lado, Andreescu pode dizer que chega a um Grand Slam sem pressão alguma por resultados. “Eu sinto que não tenho muita pressão sobre meus ombros. Sim, eu sou cabeça de chave, mas estou sem jogar há muito tempo. Eu só quero ir até lá e jogar. Tenho em mente de que preciso ser muito grata só por estar na quadra de novo”.

Vida nova para a campeã Iga Swiatek

Iga Swiatek disputa seu primeiro Grand Slam desde o título de Roland Garros

Iga Swiatek disputa seu primeiro Grand Slam desde o título de Roland Garros

Iga Swiatek desembarcou em Melbourne numa situação muito diferente da que havia chegado a Paris em setembro do ano passado. A polonesa deu um salto do 54º para o 17º lugar depois do título em Roland Garros e sabe que terá que lidar com uma carga emocional diferente. Logo no primeiro jogo da temporada, em que venceu a eslovena Kaja Juvan por 2/6, 6/2 e 6/1 pelo Gippsland Trophy, Swiatek comentou que o controle dos nervos foi fundamental para a vitória.

“Com certeza, o início foi difícil. Eu sentia que não conseguia me concentrar muito bem e minha cabeça não estava no lugar certo”, disse ao site da WTA. “Eu não diria que estava nervosa, mas me senti estressada de uma maneira diferente. Estava muito lenta no início do jogo, mas não foi a primeira partida que me senti assim. Às vezes eu estava chegando atrasada para muitas bolas e não estava jogando tênis consistente. Mas estou muito feliz por ter sido paciente o suficiente para mudar isso e não ficar com raiva”.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1357300057750466564

A polonesa acabou caindo nas oitavas do torneio preparatório para o Australian Open, superada pela russa Ekaterina Alexandrova por 6/4 e 6/2. Depois do jogo, mostrou plena consciência de que precisa assimilar lições da derrota. “Nem sempre as coisas são brilhantes. Com certeza esse jogo vai ficar comigo. Às vezes você sabe como e o que fazer, mas quando você pisa na quadra, há estresse e muita luta. Vou me recuperar e fazer melhor”.

A estreia de Swiatek no Australian Open será contra a holandesa Arantxa Rus. Em caso de vitória, pode enfrentar a italiana Camila Giorgi ou a cazaque Yarolasva Shvedova. A cabeça de chave mais próxima é também cazaque Elena Rybakina, de 21 anos. Já nas oitavas, há possibilidade de um reencontro com a número 2 do mundo Simona Halep, a quem eliminou na mesma fase da campanha vitoriosa em Roland Garros.

Gauff é a caçula, Fernandez e Kostyuk tiveram bons resultados


Como de costume, a norte-americana de 16 anos Coco Gauff será a caçula do torneio e estreia contra a suíça Jil Teichmann. Elas já se enfrentaram nesta semana pelo Gippsland Trophy e Gauff venceu uma batalha de 2h45 por 6/3, 6/7 (6-8) e 7/6 (7-5). “Honestamente, acho que a chave apenas foi positiva mentalmente. Acho que também que todo o treinamento que fiz na pré-temporada me deixou capaz de jogar três sets difíceis e não me sentir tão cansada”.

A canadense de 18 anos Leylah Fernandez vem de uma vitória sobre Sloane Stephens em Melbourne e terá uma estreia difícil diante da top 20 belga Elise Mertens. Já a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk, 78ª do ranking, está de volta ao Australian Open três temporadas depois de uma incrível campanha desde o quali até a terceira rodada. Ela começou a temporada chegando à semifinal do WTA 500 de Abu Dhabi e estreia no Slam australiano contra a russa Veronika Kudermetova.

Seis jovens promessas furaram o quali

Com apenas 19 anos, a norte-americana Whitney Osuigwe já vai disputar seu quinto Grand Slam

Com apenas 19 anos, a norte-americana Whitney Osuigwe já vai disputar seu quinto Grand Slam

A nova geração do circuito feminino mostrou força no qualificatório, disputado em Dubai. Ao todo, seis jovens jogadoras com até 21 anos conseguiram suas vagas na chave principal. Um dos destaques é a eslovena Kaja Juvan, que já vai disputar seu sexto Grand Slam com apenas 20 anos e desafia a britânica Johanna Konta na estreia. Também furou o quali foi a norte-americana de 18 anos Whitney Osuigwe. A filha de imigrante nigeriano e 163ª do ranking já vai para o quinto Slam da carreira e enfrenta a chinesa Lin Zhu.

Outras jovens jogadoras que passaram pelas três rodadas da fase prévia são a sérvia Olga Danilovic, a francesa Clara Burel, a italiana Elisabetta Cocciaretto (todas de 19 anos) e a britânica de 20 anos Francesca Jones. Essa última, aliás, nasceu com uma síndrome rara chamada displasia ectrodactilia ectodérmica e tem apenas quatro dedos em cada mão. Ela chegou a ser aconselhada por médicos a não jogar tênis. Jones, que disputará seu primeiro Slam, estreia contra a norte-americana Shelby Rogers.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Andreescu aposta na meditação e ‘visualização criativa’
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 10, 2019 às 11:38 am

Campeã do US Open no último sábado, Bianca Andreescu é uma jogadora em franca evolução no circuito. A canadense de apenas 19 anos iniciou a temporada apenas no 152º lugar do ranking, mas escalou rapidamente as posições até a atual quinta colocação. Antes da conquista de seu primeiro Grand Slam, já havia conquistado dois torneios expressivos de nível WTA Premier, o primeiro no mês de março em Indian Wells e o segundo no mês passado, jogando em casa, em Toronto. Ela já tem como próximas metas a busca por novos títulos de Slam e a liderança do ranking.

Uma das apostas de Andreescu para evoluir tão rápido é sua preparação mental. Ao longo da temporada, a canadense falou algumas vezes sobre seus métodos de meditação e ‘visualização criativa’, apresentados por sua mãe, Maria, que partiu da Romênia para o Canadá ainda na década de 1990. De acordo com a jovem jogadora, a ideia é mentalizar situações adversas para que isso a auxilie nas tomadas de decisão em quadra.

“Minha mãe me mostrou como meditar e me apresentou a tudo isso. Eu realmente acho que isso me ajuda a permanecer focada. Eu faço muitas visualizações criativas, onde me imagino em situações difíceis e como sou capaz de lidar com elas. Também sempre me vejo levantando o troféu no final. E é isso que venho fazendo há tantos anos e agora se tornou realidade”, disse Andreescu ao site da WTA, após o título de Indian Wells, onde derrotou a ex-número 1 do mundo Angelique Kerber na final.

Algoz de Serena Williams na decisão do US Open, Andreescu explicou aos jornalistas em Nova York, que sempre se imaginava vencendo a multicampeã em uma final. A canadense sequer era nascida quando a norte-americana ganhou seu primeiro Grand Slam, também em Nova York em 1999, mas acompanhou perto as conquistas mais recentes de Serena, dona de 23 títulos de Slam e recordista de troféus na Era Aberta do tênis.

“Eu estava imaginando isso há muito tempo. Dois meses depois de vencer o [torneio juvenil] Orange Bowl [em 2015], eu já me via nessa situação. Desde aquele dia, eu tenho visualizado essa imagem quase todos os dias. Mas é claro. Quando isso se torna realidade é uma loucura. Parece que essas visualizações funcionam!”

Apesar da pouca idade, Andreescu garante que o trabalho para se tornar uma grande jogadora vem de longa data. “Tenho me dedicado muito desde os 12 anos, porque sabia exatamente o que queria fazer e o que eu queria realizar. Não foi fácil. Sempre há altos e baixos. Mas esses maus momentos realmente me ensinaram muito. Eu tento não cometer os mesmos erros duas vezes e também tento encarar os bons momentos como motivação”, afirmou em entrevista ao site da WTA ainda em agosto de 2017, quando tinha apenas 17 anos e havia vencido a então top 20 Kristina Mladenovic em Washington.

A canadense conta que uma das principais motivações para seguir a carreira profissional foi ter jogado com grande presença de público no tradicional torneio francês Les Petit As, competição juvenil para jogadores de até 14 anos na França. Disputado desde 1983, o evento tem em sua galeria de campeões nomes como Rafael Nadal, Martina Hingis, Kim Clijsters e também já contou com nomes como Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray, Angelique Kerber e Caroline Wozniacki. “Fui campeã do Les Petit As na França em 2014. É um torneio de muito prestígio, com muitas pessoas assistindo. Eu meio que me senti como uma profissional lá. Assinei autógrafos e tudo isso. Eu realmente amei aquilo. Foi quando pensei que queria ser profissional”.

Ainda neste início de carreira, Andreescu já venceu oito partidas contra jogadoras do top 10 e não perdeu nenhuma. Ela tenta explicar os motivos de tanto sucesso diante das primeiras colocadas no ranking. “Sempre tenho minhas melhores performances quando jogo contra elas. Eu não sei exatamente a razão. Isso sai naturalmente, eu acho. Talvez porque eu sei que se não o jogar bem, eu vou ser esmagada. (risos). Então eu tenho que estar focada desde o início. É o que tenho feito contra essas jogadoras”, comenta depois de ter sido campeã em Toronto, onde bateu três top 10 no caminho para o título.

Após conquistar o US Open, ela reiterou o discurso. “Estou realmente satisfeita com o meu desempenho contra essas grandes jogadoras. Meu treinador Sylvain [Bruneau] sempre me disse que eu posso enfrentar qualquer adversária, porque sou capaz de me adaptar a qualquer situação. Talvez ele esteja certo. Quero dizer, não quero enganar ninguém, mas fatos são fatos. Meus resultados realmente mostraram isso”, afirmou. “Estou satisfeita com minha força mental e com a compostura que mantenho em circunstâncias difíceis, como em Indian Wells, ou diante de grandes torcidas aqui no US Open, ou mesmo quando estava voltando de uma lesão e já venci Toronto fazendo muitos jogos de três sets. Isso é muito legal”.

Andreescu e Medvedev: Jovens desafiantes na final do US Open
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 7, 2019 às 5:49 pm

No fim-de-semana decisivo do US Open, as finais das chaves feminina e em Nova York têm pontos em comum. Nos dois casos, uma lenda do esporte será desafiada por um nome da nova geração do circuito. Neste sábado, a canadense de 19 anos encara Serena Williams às 17h (de Brasília). No dia seguinte, será a vez de o russo de 23 anos medir forças com Rafael Nadal. Além da pouca idade e da busca pelo primeiro título de Grand Slam, Andreescu e Medvedev compartilham o ótimo momento no circuito e ambos chegam à final do US Open após doze vitórias seguidas.

Andreescu pode ser campeã logo na primeira participação
Em suas seis vitórias no US Open, Andreescu só perdeu sets para a norte-americana Taylor Townsend nas oitavas e para a belga Elise Mertens nas quartas. Em sets diretos, derrotou a norte-americana Katie Volynets, a belga Kirsten Flipkens e a dinamarquesa Caroline Wozniacki durante a primeira semana, além de vencer a suíça Belinda Bencic em uma difícil semifinal de 2h13 na noite de quinta-feira.

Antes do Grand Slam norte-americano, Andreescu venceu seis jogos seguidos para conquistar o título do Premier de Toronto, tornando-se a primeira canadense a ser campeã em casa na Era Aberta. Algoz de nomes como Kiki Bertens e Karolina Pliskova, ela enfrentou a própria Serena na final. A disputa, entretanto, foi abreviada após quatro games e 19 minutos de jogo, já que a vencedora de 23 títulos de Grand Slam sofria com uma lesão nas costas e abandonou a partida.

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“Nunca me rendo. Isso é algo que está dentro de mim e faço o máximo possível em cada partida. Quando estou acuada é que mostro meu melhor tênis“, disse Andreescu, depois de ter vencido Bencic por 7/6 (7-3) e 7/5 na semi. A canadense sequer era nascida quando Serena venceu seu primeiro Grand Slam, no US Open de 1999, conquista que completa 20 anos nesta temporada. “Ela é uma grande campeã, dentro e fora de quadra. Lembro de assistir aos jogos dela desde quanto eu tinha 10 anos e vi a maioria de seus títulos de Grand Slam. Estou segura de que ela vai jogar seu melhor tênis no sábado”.

Andreescu faz sua primeira participação na chave principal do US Open e já chega à final. A última jogadora a conseguir esse feito em Nova York havia sido Venus Williams, vice-campeã em 1997. Esta é apenas sua quarta aparição em uma chave principal de Grand Slam. Dessa forma, ela pode repetir a façanha de Monica Seles, que também disputava seu quarto Grand Slam quando venceu Roland Garros em 1990.

A jovem canadense tem uma evolução notória no circuito. Ela era a número 208 do mundo há doze meses e começou a temporada apenas no 152º lugar do ranking. Com os títulos expressivos em Indian Wells e Toronto, além das finais de Auckland e Acapulco, chegou ao top 15 no ranking. A campanha até a final do US Open rende 1.300 pontos no ranking e a fará debutar grupo das dez melhores do mundo, podendo chegar ao quinto lugar em caso de título, que dá 2 mil pontos. Lembrando que ela poderia esta ainda melhor no ranking, mas uma lesão no ombro direito a deixou afastada de vários torneios no saibro e na grama entre março e agosto. Nesse período, apenas jogou uma partida em Roland Garros.

A canadense também pode ser a primeira jogadora com menos de 20 anos a conquistar um Grand Slam desde Maria Sharapova no US Open de 2006. Andreescu é a segunda atleta nessa faixa etária em uma final de Slam na temporada, repetindo o que fez a canhota tcheca Marketa Vondrousova no saibro de Roland Garros. Antes disso, a última atleta tão jovem a atingir uma decisão de Grand Slam havia sido Caroline Wozniacki, vice no US Open de 2009.

Medvedev vive momento iluminado no circuito
No domingo, será a vez de Daniil Medvedev tentar fazer valer sua excelente fase no circuito. O russo de 23 anos é o jogador com maior número de vitórias na temporada, com 50 no total. Em sua preparação para o US Open, disputou três finais seguidas, ficando com o vice no ATP 500 de Washington e no Masters 1000 de Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. Somando a recente conquista com a campanha em Nova York, defende uma invencibilidade de doze jogos e venceu 20 das últimas 22 partidas que disputou.

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Cinco dos sete jogos de Medvedev neste US Open foram definidos em quatro sets. Foi assim contra o boliviano Hugo Dellien na segunda rodada, o espanhol Feliciano López na terceira fase, o alemão vindo do quali Dominik Koepfer nas oitavas e contra o suíço e campeão de 2016 Stan Wawrinka nas quartas de final. Apenas a estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran e a semifinal diante do búlgaro Grigor Dimitrov foram definidas em sets diretos.

“Entendo que o que fiz nessas quatro semanas é incrível. Não quero parar. Sempre trabalharei para melhorar. Tentarei fazer o meu melhor todos os dias”, disse Medvedev depois de ter vencido a semi contra Dimitrov por 7/6 (7-5), 6/4 e 6/3. “Antes, meu melhor resultado em Grand Slam era de oitavas de final. Eu sentia que era muito difícil vencer uma partida de cinco sets, mas sabia que estava no caminho certo. Mas aqui, nessas semanas, tudo deu certo. Ganhei muitas partidas em quatro sets, o que mostra o quão bem eu estava aqui mentalmente e fisicamente”.

Uma das raras derrotas para Medvedev nos últimos quatro torneios que disputou foi para Nadal na final do Masters 1000 do Canadá. Até por isso, ele sabe exatamente o que esperar de sua primeira final de Slam. “Ele é um dos maiores campeões da história de nosso esporte. É uma máquina em quadra. A energia que mostra é simplesmente incrível. Enfrentá-lo na minha primeira final de Grand Slam é incrível, será algo incrível de se viver”, comenta o número 5 do mundo sobre o duelo com o tricampeão do US Open e dono de 18 títulos de Slam.

O jogo no Canadá foi muito difícil. Como eu disse, a energia dele era muito maior do que a minha. Eu diria que ele me engoliu na quadra e não me deixou respirar. Ele era mais forte e mais rápido, e eu simplesmente não consegui acompanhar o nível dele. É ótimo que eu já tenha essa experiência anterior de jogar contra ele numa final de Masters 1000. Eu sei o que esperar e sei como me preparar para o jogo”, acrescenta o russo, que deverá terminar o US Open na quarta posição do ranking e já está classificado para o ATP Finals.

Personagens também protagonizaram polêmicas na temporada.
Em comum entre Andreescu e Medvedev também estão alguns episódios polêmicos este ano. O russo incorporou o papel de ‘vilão’ nas primeiras fases deste US Open, mas recuou depois da repercussão negativa e fez as pazes com a torcida. Já a canadense desenvolveu uma rivalidade com a ex-número 1 do mundo Angelique Kerber, alemã de 31 anos, ainda no início da temporada.

Andreescu derrotou Kerber na final de Indian Wells e na terceira rodada em Miami. Nos dois jogos, a alemã se queixou dos seguidos pedidos de atendimento médico de sua jovem adversária e a acusou de supervalorizar os problemas físicos para esfriar o jogo. No cumprimento junto à rede, Kerber disse que Andreescu é “a maior ‘drama queen‘ de todas”, expressão em inglês para dizer que uma pessoa exagera na atuação dramática.

Em entrevista após a partida, Andreescu contornou a situação. “Escutei o que ela falou e não foi bonito, mas entendo que foi no calor do momento. Eram 2h da manhã e ela havia perdido para mim em Miami e Indian Wells. Sei que cada vez que entramos em quadra é uma batalha, mas prefiro ficar na minha e não ficar discutindo”, disse à CBC.

Já as polêmicas de Medvedev no US Open começaram na terceira rodada e continuaram nas oitavas. Durante o primeiro set da partida contra Feliciano Lopez, o russo foi ríspido ao retirar a toalha das mãos de um dos boleiros e acabou sendo advertido pelo árbitro Damien Dumusois. Ele e o juiz entraram em atrito e o russo exibiu o dedo médio, gesto que não foi percebido pelo árbitro de cadeira, mas foi captado pela transmissão de TV e exposto no telão do estádio. Vaiado pela torcida, o russo provocou o público depois de vencer o jogo.

“Foi a energia de vocês que me fez vencer a partida de hoje. Se não fosse por vocês, eu provavelmente perderia o jogo, porque eu estava muito cansado e senti câimbras na última partida. Quero que todos saibam, quando forem dormir hoje à noite, que eu ganhei por causa de vocês. Toda essa energia que vocês me deram hoje vai me abastecer pelos próximos cinco jogos. Quanto mais vocês fizerem isso, mais eu vou vencer”, afirmou ainda na entrevista em quadra.

Multado em US$ 9 mil pelo mau comportamento, Medvedev foi novamente vaiado nas oitavas e continuou provocando a torcida. Mas depois pediu desculpas: “Sobre minha última partida, fui um idiota e fiz coisas que não tenho orgulho. Estou trabalhando para ser uma pessoa melhor em quadra porque creio que sou assim fora dela”. Depois disso, mais duas vitórias e nada de vaias. Deu tempo até para uma comemoração nos braços do povo.

https://twitter.com/DaniilMedwed/status/1169036193952083969

O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

https://twitter.com/WTA/status/1162172668365307904

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

Nova geração feminina domina o início de temporada
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2019 às 9:54 pm

O título de Bianca Andreescu em Indian Wells confirma uma tendência deste início de temporada no circuito feminino. As representantes da nova geração do circuito têm conquistado os principais torneios disputados nos primeiros meses de 2019. Além disso, seis dos treze eventos do circuito já realizados na temporada foram vencidos por jogadoras com até 21 anos.

Considerando o nível de importância e os pontos distribuídos no ranking em cada competição, os três principais eventos deste início de temporada foram o Australian Open (2.000), o Premier Mandatory de Indian Wells (1.000) e o Premier 5 de Dubai (900). Atual número 1 do mundo, Naomi Osaka estava com 21 anos e dois meses quando triunfou em Melbourne e conquistou o segundo Grand Slam de sua carreira. A suíça Belinda Bencic tinha 21 anos e 11 meses em fevereiro, quando foi campeã em Dubai. Já no último domingo, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu conquistou seu primeiro título da carreira no deserto da Califórnia.

As três jogadoras também aparecem entre as que mais venceram jogos diante de adeversárias do top 10. Bencic lidera essa estatística, com seis no total, sendo quatro delas contra rivais do top 5. Já Osaka e Andreescu acumulam três vitórias contra top 10 neste início de temporada do circuito. A única jogadora a se igualar a elas é a belga Elise Mertens, atleta de 23 anos e 14ª do ranking, que derrubou três top 10 no caminho para o título em Doha.

As três não foram as únicas jovens jogadoras a conquistar títulos neste começo de temporada. Logo na primeira semana de janeiro, a bielorrussa de 20 anos Aryna Sabalenka foi campeã na cidade chinesa de Shenzhen. Já a norte-americana Sofia Kenin, também de 20 anos, triunfou em Hobart, na Austrália, também no primeiro mês da temporada. Já em fevereiro, foi a vez de a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska conquistar seu segundo título de WTA da carreira em Hua Hin, na Tailândia.

Além dos títulos, a nova geração também marcou presença em finais de campeonato. A própria Andreescu começou a temporada indo desde o quali até a final em Auckland, torneio em que eliminou Caroline Wozniacki e Venus Williams antes de perder para Julia Goerges no jogo decisivo. A canhota tcheca de 19 anos Marketa Vondrousova, que fez quartas em Indian Wells e eliminou Simona Halep do torneio, disputou uma final nas quadras duras e cobertas de Budapeste. Já a norte-americana Kenin, campeã em Hobart, disputou mais uma final no ano e ficou com o vice em Acapulco.

Saltos no ranking – Todas essas jogadoras tiveram boa evolução no ranking já neste começo de temporada. Osaka saiu do quinto lugar, que ocupava na virada do ano, para o posto de número 1 do mundo. Bencic, que já foi número 7 do mundo em 2016, mas sofreu com lesões que a tiraram até do top 300, vem recuperando espaço. A suíça, que ocupava o 55º lugar em janeiro, já voltou ao top 20.

O salto de Andreescu foi impressionante. A canadense era 152ª colocada quando entrou em quadra pela primeira vez na temporada em Auckland e já aparece no 24º lugar com apenas cinco torneios disputados em 2019. Kenin subiu do 52º para o atual 34º lugar, Yastremska era 58ª colocada e já aparece no 37º posto, já Vondrousova teve uma subida discreta da 67ª para a 59ª posição.

Mais novidades a caminho – A elite do circuito conta com ainda mais caras novas que estão prontas para disputar títulos no restante da temporada. A norte-americana de 17 anos Amanda Anisimova já é 67ª do ranking, enquanto a russa de mesma idade Anastasia Potapova aparece no 72º lugar. As duas já disputaram finais de WTA na temporada passada, duas para Potapova e uma para Anisimova e ainda buscam o primeiro título de suas carreiras. Quem já conseguiu ganhar um torneio foi a sérvia Olga Danilovic, que está com 18 anos e é 115ª do ranking, mas já venceu o WTA de Moscou, em quadras de saibro, no mês de julho de 2018.

Não nos esqueçamos delas – Embora não estejam repetindo os mesmos resultados que já tiveram, é obrigatório destacar Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina, ambas com apenas 21 anos, mas com bastante rodagem em grandes torneios. Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko aparece atualmente na 23ª posição e a tem a missão de defender 650 pontos em Miami. Em 2019, a letã venceu apenas quatro jogos e perdeu sete. Já Kasatkina, que começou a temporada no top 10, venceu apenas dois jogos este ano e aparece atualmente no 22º lugar. A falta de bons resultados até fez a jovem jogadora russa encerrar a relação profissional com o treinador belga Philippe Dehaes, com quem trabalhou por dois anos.

Semifinalista em Indian Wells, Andreescu herda fãs de Halep
Por Mario Sérgio Cruz
março 15, 2019 às 12:25 am

Semifinalista em Indian Wells e destaque da nova geração feminina no início da temporada, Bianca Andreescu acaba movimentando duas torcidas. Como seu sobrenome sugere, a canadense de 18 anos é filha de imigrantes romenos e aumentou ainda mais sua identificação com o país do leste europeu por ter passado parte da infância e frequentado a escola na terra natal de seus pais. Dessa forma, além do público canadense, já bastante empolgado com sua nova geração de tenistas, ela também conta com a forte torcida romena, que viaja o circuito para acompanhar sua principal estrela, Simona Halep. Com a eliminação precoce da número 2 do mundo, ainda nas oitavas do tradicional torneio californiano, Andreescu acabou a torcida de muitos dos fãs de Halep que compraram ingressos para as fases decisivas da competição.

“Os romenos estão por toda parte”, brincou Andresscu, em entrevista coletiva. “Eu recebi muito carinho deles e atenção da mídia romena, o que é bom. É legal ter duas bases de fãs, no Canadá e na Romênia”, conta a canadense, que enfrentará a número 6 do mundo Elina Svitolina na sexta-feira à noite, valendo vaga na final em Indian Wells.

Canadense de 18 anos e filha de imigrantes romenos começou o ano no 152º lugar do ranking e já será top 40

Canadense de 18 anos e filha de imigrantes romenos começou o ano no 152º lugar do ranking e já será top 40

Embora tenha iniciado a atual temporada na 152ª posição do ranking, Andreescu precisou de apenas quatro torneios para aparecer no atual 60º lugar. Com os 390 pontos já conquistados em Indian Wells, ela irá subir ainda mais e entrar no top 40. Só nesses três primeiros meses do ano, a canadense já derrotou nomes como Caroline Wozniacki, Venus Williams e Garbiñe Muguruza. Ela foi finalista em Auckland, furou o quali e venceu um jogo na chave principal do Australian Open, conquistou um torneio da série 125k em Newport Beach, venceu dois jogos pela Fed Cup e foi semifinalista em Acapulco antes da ótima campanha em Indian Wells. Andreescu já acumula 26 vitórias e apenas três derrotas em 2019.

É inegável que Halep seja um fonte de inspiração para Andreescu e que o título da romena em Roland Garros no ano passado tenha sido especial. “Quando ela venceu Roland Garros foi muito emocionante, especialmente para a Romênia, porque acho que somos pessoas muito apaixonadas. Ela é uma jogadora incrível e conquistou muito em sua carreira. E eu conheço muito sobre dela e a respeito muito, especialmente pela maneira como ela se apresenta”.

Perguntada sobre sua influência sobre Andreescu, Halep lembra que aconselhou a jovem jogadora durante sua transição ao profissionalismo. “Falei com ela há alguns anos no Canadá, quando treinamos juntas uma vez. Disse a ela para parar de jogar torneios juvenis. Ela queria continuar, mas eu disse que ela estava pronta para ir ao nível mais alto. E como vemos, ela está indo muito bem”, comentou a número 2 do mundo, ao site da WTA.

Depois de se destacar no circuito juvenil e de alcançar o terceiro lugar no ranking da categoria, Andreescu deu o primeiro salto como tenista profissional em 2017. Ela iniciou aquela temporada apenas no 306º lugar, chegou a ocupar a 143ª posição e terminou o ano no 189º posto. Em agosto, tornou-se a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington. Já em 2018, entretanto, sua evolução foi mais contida e ela sequer pôde igualar a melhor marca da carreira estabelecida no ano anterior.

“No ano passado eu joguei alguns challengers e agora eu acho que estou em tempo integral na WTA, o que é muito legal. É um sonho se tornando realidade. Ainda não tenho muita experiência como as outras jogadoras, mas estou começando a ganhar isso. É um sonho como jogar os melhores torneios contra as melhores jogadoras”, comentou a canadense, que vive ótimo momento na elite do circuito e sabe o que precisa fazer para se manter em alto nível.

“Acho que aguentar longos ralis fisicamente e mentalmente é muito importante porque as jogadoras estão hoje em uma forma física nunca vista antes. Tenho trabalhado muito nisso e estou melhorando, mas eu ainda quero melhorar ainda mais como jogadora, então eu estou aprimorando o meu saque e minhas devoluções para tomar o controle dos pontos desde o começo”, avaliou a jovem tenista.

A análise sobre o momento do circuito vai ao encontro daquilo que Andreescu disse em entrevista ao site da WTA em agosto de 2017, quando estava entrando no circuito profissional. “Acho que tive que elevar meu nível muito rápido e estou orgulhosa de todos os meus resultados. A diferença entre as juvenis e as profissionais é que, no juvenil, você pode abrir mão de alguns pontos durante a partida. Nos profissionais, você tem que ficar neles, e você tem que ficar focada, ou elas voltam para o jogo”.

Fora de quadra, Andreescu também aposta bastante na preparação emocional e tem a meditação como uma de suas atividades principais. “Minha mãe me apresentou a meditação quando eu era muito nova. Eu tinha, talvez, uns 12 anos. Desde então, tenho meditado e também faço muito yoga. Eu não trabalho apenas no meu aspecto físico. Eu também trabalho no mental, porque isso também é muito importante. Isso certamente interfere nas minhas partidas, porque eu consigo ficar focada no momento presente. Eu não gosto de me concentrar no que acabou de acontecer ou no futuro”.

O que esperar da nova geração no Australian Open?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 11, 2019 às 9:31 pm

Primeiro Grand Slam de 2019, o Australian Open começa na próxima segunda-feira (ou noite de domingo, pelo horário brasileiro). Os vários nomes da nova geração do circuito que estão nas chaves principais masculina ou feminina em Melbourne chegam com diferentes ambições. Há os que chegam com expectativa de título ou de uma campanha expressiva, mas há também aqueles que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A consolidação de Osaka

Depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no US Open, Naomi Osaka mudou de patamar. Passou a ser mais conhecida do grande público, concedeu um número maior de entrevistas e foi alçada à condição de próxima estrela do esporte. Ela inclusive está na capa da edição de 21 de janeiro da revista TIME.

Em trechos já divulgados da entrevista, Osaka falou de sua idolatria por Serena Williams, a quem superou na final em Nova York, e das comparações que são feitas. Mas a jovem japonesa de 21 anos espera trilhar seu próprio caminho. “Não acho que um dia haverá outra Serena Williams. Acho que serei apenas eu mesma”.

Apesar das várias mudanças em sua vida, a jovem japonesa tem conseguido bons resultados depois do título mais importante da carreira. Foi finalista em Tóquio e semifinalista em Pequim ainda no fim de 2018, além de começar a temporada de 2019 com uma semifinal em Brisbane.

Quarta colocada no ranking, Osaka é uma das onze jogadoras que podem terminar o Grand Slam australiano como número 1 do mundo. Mesmo que a liderança ainda não venha, ela já está muito próxima de ter a melhor marca já alcançada pelo tênis japonês, considerando homens e mulheres. Basta a Osaka ganhar mais uma posição para alcançar um inédito top 3 na história de seu país.

Osaka estreia em Melbourne contra a polonesa Magda Linette, 86ª do ranking, para quem perdeu no único duelo anterior, realizado em Washington no ano passado. A cabeça de chave mais próxima é a experiente taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28ª favorita. Qiang Wang e Anastasija Sevastova são possíveis cruzamentos nas oitavas, enquanto Madison Keys ou Elina Svitolina podem pintar nas quartas.

Os próximos passos de Zverev

Alexander Zverev terminou a temporada passada conquistando o título mais importante de sua carreira no ATP Finals, em Londres, onde derrotou Roger Federer e Novak Djokovic nas fases decisivas da competição. Número 4 do mundo e vencedor de dez títulos de ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos ainda é cobrado pela falta de bons resultados em Grand Slam.

Em 14 disputas de Grand Slam na chave principal, Zverev tem como melhor resultado a chegada às quartas de final de Roland Garros no ano passado. Antes disso, a campanha de maior destaque havia sido uma até as oitavas na grama de Wimbledon em 2017. Apesar de ainda jovem, ele já fará sua quarta participação no Australian Open e parou na terceira rodada nos dois últimos anos.

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No início de 2019, Zverev disputou quatro partidas de simples e mais quatro nas duplas mistas durante a semana passada pela Copa Hopman. Vice-campeão ao lado de Angelique Kerber na competição entre países, o alemão preferiu se poupar na segunda semana do ano. Uma lesão na coxa o impediu de fazer uma exibição contra Borna Coric em Adelaide na última segunda-feira, e uma leve torção no tornozelo durante os treinos em Melbourne também preocupou durante a semana.

A estreia de Zverev no primeiro Grand Slam do ano será contra o esloveno Aljaz Bedene, 67º colocado, a quem derrotou em dois embates anteriores. Caso confirme o favoritismo, o alemão enfrentará o vencedor do duelo francês entre o veterano de 31 anos Jeremy Chardy e o novato de 20 anos Ugo Humbert. O também francês Gilles Simon pode pintar na terceira rodada, enquanto o canadense Milos Raonic é um possível adversário nas oitavas. Borna Coric e Dominic Thiem são as maiores ameaças em possíveis quartas.

Um duelo de jovens promessas

A primeira rodada em Melbourne reserva um duelo entre duas jovens promessas do circuito, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu e a norte-americana de 16 anos Whitney Osuigwe. E quem vencer, já pode cruzar o caminho da cabeça 13 Anastasija Sevastova logo na fase seguinte.

Andreescu é uma das jogadoras em melhor fase neste início de temporada. A canadense venceu sete jogos seguidos em Auckland, incluindo duelos contra as ex-líderes do ranking Caroline Wozniacki (atual campeã do Australian Open) e Venus Williams, que a fizeram sair do 178º lugar para a melhor marca da carreira na 107ª posição. Já em Melbourne, passou por um qualificatório de três rodadas para alcançar o segundo Grand Slam de sua carreira e deverá debutar no top 100 após o Australian Open.

Osuigwe vem de um excelente ano em que saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Mesmo sem ter disputado nenhuma competição oficial nas duas primeiras semanas da temporada e participando apenas de exibições, a jovem norte-americana já conseguiu o melhor ranking da carreira ao ocupar o 199º lugar. Convidada para atuar na Austrália, ela também disputará seu segundo Grand Slam.

Quem chega com moral

Alguns nomes da nova geração do circuito chegam com moral para o Australian Open após bons resultados no começo do ano. São os casos de Aryna Sabalenka, Ashleigh Barty e Alex de Minaur. Também vale o destaques para quem se destacou no fim do ano passado, como Borna Coric e Karen Khachanov.

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Depois de saltar do 78º para o 11º lugar do ranking em 2018, a bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou a temporada conquistando seu terceiro título de WTA em Shenzhen. Com estilo de jogo agressivo, a jovem de 20 anos tenta chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez, depois de ter parado nas oitavas no US Open, e tem chances matemáticas até mesmo de encerrar o Australian Open como número 1 do mundo. Sabalenka estreia contra a russa Anna Kalinskaya e pode encarar Petra Kvitova nas oitavas.

Ashleigh Barty é uma tenista com golpes mais clássicos e que sabe variar alturas e velocidades, sabendo usar drop-shots e slices a seu favor. A australiana de 22 anos e número 15 do mundo foi bem na Copa Hopman e também é finalista do WTA de Sydney, onde já derrotou a número 1 do mundo Simona Halep e a top 10 Kiki Bertens. Barty inicia a campanha contra a tailandesa Luksika Kumkhum e está na rota de Jelena Ostapenko para a terceira rodada, e de Caroline Wozniacki ou Maria Sharapova nas oitavas.

Alex de Minaur saltou do 208º para o 31º lugar do ranking em 2018 e começou a nova temporada com quartas em Brisbane e conquistando seu primeiro título de ATP em Sydney, com vitórias na semi e na final neste sábado. Cada vez mais consolidado, o jovem australiano pode ser uma ameaça ao número 2 do mundo Rafael Nadal logo na terceira rodada em Melbourne.

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Números 11 e 12 do mundo aos 22 anos, Khachanov e Coric chegam amparados pelos feitos na reta final de 2018. O russo venceu seu primeiro Masters 1000 em Paris, enquanto o croata foi vice-campeão em Xangai. Khachanov estreia contra o alemão Peter Gojowczyk e pode encarar o atual vice-campeão Marin Cilic nas oitavas, enquanto Coric está no caminho de Dominic Thiem.

Na rota de favoritos 

Jovens tenistas aparecem também como possíveis adversários de alguns dos principais cabeças de chave. Logo na primeira rodada, o chileno de 22 anos e 86º do mundo Christian Garin desafia o belga David Goffin, ex-top 10 e atual 22º do ranking. Na fase seguinte, o francês de 19 anos e 98º colocado Ugo Humbert é um possível rival de Alexander Zverev, enquanto o convidado australiano de 19 anos e 149º colocado Alexei Popyrin é um possível adversário de Dominic Thiem.

Entre as mulheres, destaque para Sofia Kenin. Jogadora de apenas 20 anos, Kenin já começou a temporada com um título de duplas em Auckland e conquistando o WTA de Hobart. Atual 56ª do ranking, a norte-americana já chegará a Melbourne com o melhor ranking da carreira, já entre as 40 melhores do mundo.

A estreia de Kenin será contra a russa de 21 anos, vinda do qualificatório e estreante em Grand Slam Veronika Kudermetova. Em caso de vitória, a norte-americana pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Simona Halep já na segunda rodada. Lembrando que Halep está sem vencer desde agosto, encerrou a última temporada mais cedo por conta de lesão nas costas e já tem uma estreia difícil contra a experiente estoniana de 33 anos Kaia Kanepi, sua algoz no último US Open.

Estreantes

A polonesa de 17 anos Iga Swiatek disputará o primeiro Grand Slam da carreira. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek também venceu quatro torneios profissionais da ITF e saltou da 690ª para a 175ª posição do ranking. Ela começou a temporada de 2019 parando na última rodada do quali em Auckland e furando o quali do Australian Open. Sua primeira rival será a romena Ana Bogdan.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek é atual campeã juvenil de Wimbledon

Já o alemão de 18 anos Rudolf Molleker saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano passado e aparece atualmente na 207ª posição. Vindo do quali em Melbourne, o jovem germâncio inicia a caminhada contra o cabeça 18 Diego Schwartzman e pode cruzar o caminho de Kyle Edmund ou Tomas Berdych na terceira rodada.