Tag Archives: Australian Open

Após título do AO juvenil, Kuzuhara assume nº 1
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 31, 2022 às 10:59 pm

Bruno Kuzuhara assumiu a liderança do ranking após os títulos de simples e duplas em Melbourne (Foto: Tennis Australia)

Campeão em simples e duplas do torneio juvenil do Australian Open, o norte-americano Bruno Kuzuhara assumiu nesta segunda-feira a liderança do ranking mundial da categoria. Ele conseguiu duas posições com os pontos conquistados em Melbourne. Kuzuhara nasceu no Brasil e se mudou de São Paulo para os Estados Unidos com os pais, ambos também de origem japonesa, quando tinha apenas um ano de idade.

“Eu nasci em São Paulo, mas me mudei para os Estados Unidos quando era bebê. Tenho pais brasileiros e avós japoneses. Então, eu me sinto em casa quando jogo no Brasil”, disse durante a disputa do Banana Bowl, no ano passado, em Criciúma. Além de toda a estrutura presente nos Estados Unidos, ele também usufruiu da base de treinamento na Espanha, através de uma parceria do programa de desenvolvimento da USTA com a academia Barcelona Total Tennis (BTT).

Ele também falou sobre o apoio que recebe de torcedores brasileiros e japoneses durante a entrevista coletiva após o título do Australian Open. “Eu acho incrível ter tantas pessoas ao redor do mundo, do Brasil, Japão, e até mesmo dos Estados Unidos, me apoiando. É incrível ver como o tênis pode realmente unir tanta gente de diferentes países”.

Transição para o circuito profissional
Ainda sem experiência no tênis profissional, Kuzuhara planeja iniciar a transição nos próximos meses. “Vou tirar alguns dias de folga, mas começar a me preparar para jogar mais eventos profissionais”, comentou na após a vitória na final em Melbourne sobre o tcheco Jakub Mensik por 7/6 (7-4), 6/7 (6-8) e 7/5 em uma longa partida com 3h43 de duração no último sábado.

“Os jogos no circuito profissional são menos tolerantes e mais físicos. Vou comemorar essa vitória, mas não vou me deixar levar. Vou continuar trabalhando”, avaliou o jogador de apenas 17 anos, que falou em português e japonês durante a cerimônia de premiação em Melbourne. “Eu diria que a maior diferença na transição de juniores para profissionais é apenas a intensidade, física e mental, que você precisa manter durante toda a partida”.

‘Ranking é apenas um número’ e inspiração em Nadal
Em entrevista ao site da USTA no ano passado, Kuzuhara falou sobre sua posição no ranking e a inspiração em Rafael Nadal. “O ranking é algo que me deixa feliz, mas no final das contas é apenas um número. Mais importante, principalmente, é permanecer humilde e continuar trabalhando”

“Sinto que posso me identificar um pouco com o Rafa na quadra, pela forma como ele luta. Isso é algo que sempre admirei dele”, disse o norte-americano. “É claro que ele bate uma bola muito mais pesada do que a minha”, acrescentou, com uma risada. “Mas eu tento jogar o mais agressivo possível dentro e uso minha movimentação como uma arma”.

Brasileiros fora do top 100
Enquanto Kuzuhara lidera o ranking mundial da categoria, os representantes brasileiros seguem fora do top 100. Quem está em melhor situação é a paulista Ana Candiotto, número 119 do ranking feminino e que disputou o Australian Open. Ela é seguida pelas catarinenses Maria Turchetto (207ª) e Carolina Laydner (229ª). No masculino, o melhor é o paranaense João Schiessl, que ocupa o 186º lugar. Depois, aparece o catarinense Victor Tosetto (218º) e o goiano Luis Felipe Miguel (243º).

Juvenis marcam primeiras vitórias do Quênia e Irã em Slam
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 23, 2022 às 11:19 am

Meshkatolzahra Safi é a número 74 do ranking juvenil e venceu seis títulos no ano passado (Foto: Jimmie48/WTA)

O domingo em Melbourne foi histórico para dois países que comemoraram vitórias inéditas em partidas de Grand Slam no circuito juvenil. A queniana Angella Okutoyi e a iraniana Meshkatolzahra Safi venceram seus jogos pela rodada de estreia do Australian Open da categoria.

Safi, de 17 anos, é a primeira iraniana a entrar no top 100 do ranking mundial juvenil e pioneira em seu país na disputa do Australian Open. Ela ocupa atualmente o 74º lugar do ranking e venceu a australiana Anja Nayar por 6/4 e 6/3, e vai enfrentar a belga Sofia Costoulas, cabeça 8 do torneio, na próxima rodada em Melbourne.

Por conta das islâmicas e como já acontece em outros esportes, Safi enfrenta o calor do verão australiano usando um lenço na cabeça, calças compridas por baixo do short e camisetas de mangas longas. Ainda assim, espera se tornar uma fonte de inspiração para outras tenistas de seu país.

“Embora este não seja meu objetivo final, é uma sensação incrível saber que sirvo de uma motivação para outras jogadoras iranianas e poder incentivá-las”, disse Safi ao site da ITF. Ela já tem oito títulos no circuito mundial juvenil, seis deles no ano passado. “Existe a crença entre os jogadores iranianos de que é difícil conquistar algo em nível internacional. Espero os meus resultados encorajem tenistas e treinadores a dobrarem seus esforços”.

“No início, senti que era muito difícil e a experiência de outros jogadores anteriores mostrava que havia pouca esperança de grandes conquistas no tênis, especialmente com recursos e apoio limitados. Mas eu tenho uma grande motivação”, explica a iraniana, que começou a jogar tênis em um projeto de identificação de talentos da ITF mantido em Karaj, cidade industrial próxima à capital Teerã. “Não é fácil melhorar como jogadora no Irã, especialmente quando algumas pessoas podem dizer que não há futuro no tênis, comparado a outros esportes no Irã com grandes conquistas. É promissor para mim ter pessoas ao meu redor para me encorajar”.

Já Okutoyi é a atual 62ª do ranking e venceu a italiana Federica Urgesi por 6/4, 6/7 (5-7) e 6/3. Ela enfrenta a australiana Zara Larke na próxima rodada. Segundo o portal Kenyans.co, de seu país, a queniana começou aos quatro anos. Já quando tinha dez anos, em 2014, passou a treinar no Centro de Treinamento Regional da ITF da África Oriental, com uma bolsa de estudos patrocinada pelo tênis. Ela se destacou em campeonatos disputados no continente africano e retornou ao seu país de origem em 2016, passando a treinar em um CT da ITF no Nairobi Club

“Estar em um Grand Slam é como um sonho para mim. É uma experiência única e muito feliz e orgulhoso de estar onde estou”, disse a queniana, em vídeo divulgado nas redes sociais. Ela já tem seis títulos no circuito juvenil da ITF, três deles em 2021. “Minha principal expectativa para este torneio é aproveitar o momento e dar tudo de mim. Espero jogar bem minha meta é estar nas quartas de final”.

De surpresa a alvo: Os próximos passos de Raducanu
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 16, 2022 às 6:40 pm

Campeã do US Open vinda do quali, Raducanu volta a disputar um Grand Slam sob muito mais holofotes (Foto: Tennis Australia)

Há menos de seis meses, Emma Raducanu entrava na disputa do US Open como uma jovem jogadora vinda do qualificatório. Então com 18 anos e número 150 do mundo, a britânica seria na melhor das hipóteses uma candidata a dificultar o caminho de jogadoras mais experientes ou de eventualmente derrubar um grande nome do torneio. Mas ela superou todas as expectativas, emendou uma sequência de dez vitórias seguidas e sem perder sets durante três semanas e conquistou um improvável título de Grand Slam. Aquela era apenas sua segunda participação em eventos deste porte, sendo que antes ela havia disputado Wimbledon como convidada e feito uma interessante campanha até as oitavas de final.

Chegamos, então, a janeiro de 2022 e Raducanu está na reta final de preparação para um novo Grand Slam. Ela inicia a disputa do Australian Open sob muito mais holofotes. Afinal, quais serão os próximos passos daquela surpreendente campeã? Descobriremos ao longo da temporada, que está apenas começando. A britânica, agora com 19 anos, é a número 18 do mundo e já entra em quadra muito mais visada pelo público e a mídia e também mais estudada por suas adversárias.

“Doze meses atrás, eu estava no meu quarto estudando para meus exames e assistindo ao torneio de longe no ano passado. Hoje estou aqui na Austrália e me sinto muito grata por ter essa oportunidade de jogar aqui. Na semana passada em Sydney, eu recebi muito apoio. Espero contar com os fãs aqui também. Estou muito ansiosa para encontrá-los”, disse Raducanu na entrevista coletiva do último sábado em Melbourne.

Britânica trocou de técnico e iniciou o ano com dura derrota
Uma das primeiras atitudes de Raducanu pouco depois de ter conquistado o US Open foi encerrar a parceria com o técnico Andrew Richardson, alegando que precisaria de um nome mais experiente em sua equipe para lidar com todas as mudanças de vida que acontecem após um título de Grand Slam. Ela disputou apenas mais três torneios até o final de 2021, caindo na estreia em Indian Wells e Linz e chegando às quartas de final do WTA 250 de Cluj-Napoca. No fim do ano, a busca por um técnico chegou ao fim e ela firmou uma parceria com o alemão Torben Beltz, que levou Angelique Kerber ao número 1 do ranking.

No entanto, a preparação para 2022 foi comprometida por um diagnóstico de Covid-19 em dezembro, atrapalhando sua pré-temporada. E em seu primeiro jogo no ano, ela sofreu uma dura derrota da cazaque Elena Rybakina em Sydney por 6/0 e 6/1 em apenas 55 minutos de disputa. Logo após o jogo, mostrou que não estava satisfeita com seu nível de atuação e foi direto para a quadra de treino.

“Depois da partida, eu peguei uma caixa de bolas e fui direto para a quadra de treino. Eu senti que poderia ter feito algumas coisas melhor hoje e queria tentar consertar isso imediatamente, e apenas sair de lá com um sentimento melhor sobre isso. Então, nós fomos para a quadra”, explicou Raducanu, que perdeu os nove primeiros games da partida, antes de finalmente confirmar um game de saque.

Naquela partida, Raducanu cometeu seis duplas faltas, colocou apenas 65% de primeiros serviços em quadra e venceu apenas dois dos 15 pontos jogados com o segundo saque. “Sinto que minha porcentagem de primeiro saque foi muito baixa e que fiz algumas duplas faltas. Eu estava apenas tentando arrumar isso. E depois então, treinei um pouco a movimentação, apenas para ter uma boa sensação da bola. Eu só queria sair com um bom pressentimento sobre as coisas”.

‘Meu maior desafio é ser paciente’, diz a britânica
Com todas as transformações que ocorrem dentro e fora de quadra para uma campeã de Grand Slam, ainda mais quando se fala de uma jogadora tão jovem, paciência é a palavra-chave. “Eu diria que o maior desafio é ser paciente. Eu sempre quero ser o melhor que puder o tempo todo, como se eu fosse um pouco perfeccionista. Seja nos treinos ou mesmo fora da quadra. Mas às vezes isso não é muito viável. Preciso apenas relaxar. Enquanto a tendência for de alta, com apenas algumas pequenas flutuações, acho que posso me orgulhar. Seja qual for o desafio, me sinto pronta para enfrentá-lo agora”.

“Sinto que por causa dos últimos meses que tive, talvez não tenha jogado ou treinado tanto quanto gostaria. Mas sinto que não há realmente nenhuma pressão sobre mim. Estou feliz por estar aqui. Tive que passar por alguns obstáculos para chegar até aqui, então só quero ir lá, me divertir, e curtir a quadra”, acrescentou a tenista, que faz sua primeira participação no Australian Open como profissional. E quando era juvenil, jogou apenas em 2019 e caiu na estreia. 

Inspiração em Li e estreia contra Stephens
Raducanu, que tem mãe chinesa, falou de suas recordações do título de Na Li, que superou a eslovaca Dominika Cibulkova na final do Australian Open de 2014. Na condição de fã, a britânica estava com apenas 11 anos.

“Lembro-me de assistir àquela partida. Foi uma partida de altos e baixos, muito apertada no terceiro set. Eu lembro de uma hora que ela caiu e bateu a cabeça no chão. Lembro-me muito claramente. Eu cresci assistindo às partidas dela e sinto que me inspirei no jogo e na movimentação dela. Gosto de pensar que temos qualidades semelhantes em termos de ser mentalmente fortes e resilientes.

A adversária de Raducanu na estreia em Melbourne será outra campeã de Grand Slam. Ela enfrenta a norte-americana Sloane Stephens, vencedora do US Open em 2017. Stephens já foi número 3 do mundo, mas atualmente aparece no 67º lugar do ranking aos 28 anos. “Eu vi a Sloane ganhar o US Open e treinei com ela no ano passado, mas nunca jogamos uma contra a outra. É uma grande adversária. Obviamente, você não ganha um Grand Slam sem ser muito capaz. Acho que vai ser um jogo difícil, com certeza. Mas preciso curtir a partida porque tive que trabalhar muito para estar aqui e jogar este Grand Slam”.

One-hit wonder?
Também durante a última semana, foi divulgada um comercial da Nike estrelado por Raducanu. Enquanto ela joga, um painel exibe uma sequência de adjetivos contrastantes para a britânica: De distraída a perfeita, do acaso ao impecável, e de lá para ‘one-hit wonder’, em referência àqueles que dizem que ela nunca vencerá mais nada. A campanha termina com a mensagem ‘Deixem que falem, e jogue’. A britânica foi perguntada sobre o comercial na entrevista e respondeu em poucas palavras: “Acho que o vídeo fala por si só. É assim que me sinto”.

Aliassime: ‘Estou cada vez mais maduro e consistente’
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 13, 2021 às 2:23 pm
Aliassime, de 20 anos, é o mais jovem entre os jogadores nas oitavas em Melbourne (Foto: Natasha Morello/Tennis Australia)

Aliassime, de 20 anos, é o mais jovem entre os jogadores nas oitavas em Melbourne (Foto: Natasha Morello/Tennis Australia)

Jogador mais jovem entre os classificados para as oitavas de final da chave masculina do Australian Open, Felix Auger-Aliassime se sente cada vez mais maduro e pronto para atuar de forma consistente no circuito. Ainda sem perder sets em Melbourne, ele já repete o melhor resultado da carreira em um Grand Slam, alcançado no último US Open. O canadense de apenas 20 anos e 19º do ranking da ATP tenta agora dar um novo passo e ficar entre os oito melhores de um Slam pela primeira vez.

“Estou cada vez mais maduro na forma como jogo e sendo mais estável. A minha sensação é que consigo ter consistência durante os jogos a cada semana”, disse Aliassime, durante entrevista coletiva em Melbourne. “Meu objetivo este ano é jogar no meu melhor nível em todas as semanas e fazer muito bem as coisas que estão sob meu controle. Sinto que sou um jogador melhor do que era há 12 meses. Espero que possamos jogar uma temporada um tanto normal este ano e que eu tenha resultados consistentes”.

Aliassime comemorou o desempenho na grande vitória contra o compatriota Denis Shapovalov, um ano mais velho e número 12 do mundo, por 7/5, 7/5 e 6/3 pela terceira rodada. O duelo da última sexta-feira foi o quarto entre os dois jovens canadenses na elite do circuito, sendo o terceiro em Grand Slam. Shapovalov já havia vencido duas vezes no US Open, em 2018 e 2019, enquanto Aliassime prevaleceu no saibro de Madri há dois anos. Houve ainda um confronto no challenger de Drummondville em 2017, também com vitória de Shapovalov.

“Foi um bom jogo da minha parte. Nunca é fácil enfrentar o Denis. Jogamos contra pela primeira vez quando tínhamos nove e dez anos. Ele já me venceu bastante algumas vezes, mas esta noite, o jogo foi mais para o meu lado”, comentou ainda em quadra, depois da partida da terceira rodada. “É uma pena que tivemos que jogar um ao outro tão cedo. Espero que nos futuro, possamos nos enfrentar nas fases finais dos torneios”.

Os dois primeiros sets do jogo tiveram andamento muito parecido. Em ambos os casos, Shapovalov foi o primeiro a quebrar, mas cedia o empate no oitavo e voltava a perder o saque no fim de cada parcial. Aliassime soube variar bastante nas devoluções, ora com bolas profundas, ora fazendo escolhas sem peso, e assim Shapovalov não ficava em situação confortável para mandar nos pontos. Além disso, o mais jovem entre os dois canadenses era quem vinha confirmando os games de saque com maior tranquilidade. Já no terceiro set, ele abriu 3/0 muito rápido e escapou dos break points que enfrentou já na reta final da partida.

“Eu estava impecável e joguei uma partida incrível. Estou muito feliz com meu desempenho. Vencer um jogo como o de hoje em três sets significa muito. É bom para o meu nível, minha confiança e espero poder continuar a partir disso”, complementou o jovem canadense, que caiu ainda no quali em 2019 e na estreia da chave principal no ano passado. “Não tive tanta sorte nos últimos anos, mas sempre adorei este lugar. Finalmente, estou jogando um bom tênis este ano”.

Pressão pelo primeiro título após sete finais perdidas
Muito promissor desde os tempos de juvenil, Aliassime novamente nesta semana falou sobre como tem lidado com a pressão e expectativa, especialmente na busca pelo primeiro título de ATP, já que ele perdeu as sete primeiras finais que disputou, uma delas no último domingo para Daniel Evans.

“Os nervos estão sempre lá. Estou bem ciente do meu histórico, mas tive partidas muito difíceis nas minhas últimas finais em termos de ranking. Enfrentei adversário que, no papel, estão melhores do que eu. Acho que você precisa querer muito. Quando estou assim, eu mantenho o foco em cada ponto e tento ser firme no que faço desde o início. Mas eu não vejo isso de querer muito como uma preocupação, para ser honesto”.

Muito respeito ao adversário das oitavas

O adversário de Aliassime nas oitavas será o russo Aslan Karatsev, jogador de 27 anos e vindo do qualificatório. Karatsev conseguiu na terceira rodada uma expressiva vitória por duplo 6/3 sobre o top 10 argentino Diego Schwartzman. Até por isso, o canadense prega muito respeito ao rival. “Do meu ponto de vista, ele não é mais um russo vindo do quali agora. Ele é um russo que está jogando nas oitavas de final. E será uma partida difícil. Nós vimos o que ele conseguiu fazer contra o Diego, que é um grande jogador e um adversário difícil de vencer”.

Aliassime e Karatsev já se enfrentaram duas vezes em torneios de nível challenger, entre 2018 e 2019, com uma vitória para cada lado. “Eu conheço um pouco o jogo dele. Já o enfrentei antes e sei o quanto ele pode jogar bem. Será um um adversário difícil, então vou tentar relaxar agora e me preparar para jogar meu melhor tênis novamente”.