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Fonseca consegue vaga no juvenil de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
junho 23, 2022 às 1:45 am

 

João Fonseca conseguiu a vaga direta após atualização da lista de inscritos

João Fonseca conseguiu a vaga direta após atualização da lista de inscritos (Foto Marcello Zambrana/CBT)

Depois de fazer boa campanha em Roland Garros, onde chegou à terceira rodada, João Fonseca garantiu vaga direta na chave principal do torneio juvenil de Wimbledon, que acontece entre os dias 2 e 10 de julho.

Fonseca, carioca de 15 anos, é o atual 56º colocado no ranking mundial juvenil e na lista atualizada de inscritos, divulgada nesta quarta-feira, já aparece com a última vaga direta na chave principal. O próximo da lista é o argentino Juan Manuel La Serna, 57º do mundo.

O francês Gabriel Debru, campeão de Roland Garros e número 3 do mundo deverá ser o principal cabeça de chave em Londres, seguido pelo tcheco Jakub Mensik e pelo croata Mili Poljicak.

No feminino, a lista é liderada pela belga Sofia Costoulas, terceira do ranking juvenil, seguida pelas irmãs tchecas Linda e Brenda Fruhvirtova. A última a entrar diretamente na chave é a suíça Chelsea Fontenel, 67ª do ranking.

O Brasil será representado pela jovem paulista Ana Candiotto, 119ª do ranking, que disputará o quali em Wimbledon. Candiotto disputou neste ano a chave principal do Australian Open juvenil e o quali em Roland Garros.

Categoria 14 anos é incluída
Uma novidade para a edição de 2022 de Wimbledon é a categoria 14 anos, incluída no programa a partir desta temporada. Os jogos serão entre os dias 7 e 10 de julho. A categoria já estava nos planos da organização do evento desde 2019 para que esses tenistas tenham oportunidade de jogar na grama ainda mais cedo.

Em maio, a Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat) e Confederação Brasileira de Tênis (CBT) promoveram um torneio oficial na grama na cidade de Bragança Paulista na categoria 14 anos. Os títulos ficaram com os argentinos Candela Vazquez e Dante Pagani, superando nas finais os compatriotas Sol Larraya e Benjamin Chelia. Todos os finalistas viajarão a Londres, com as despesas pagas pela Cosat e pela organização de Wimbledon, para a disputa de torneios na grama em sua categoria.

Título de Bia traz impacto valioso para nova geração
Por Mario Sérgio Cruz
junho 13, 2022 às 11:28 am

Em semana perfeita, Bia foi campeã de simples e duplas no WTA 250 de Nottingham (Foto: LTA)

Em um domingo histórico para o tênis brasileiro, Beatriz Haddad Maia foi campeã de simples e duplas do WTA 250 de Nottingham. Aos 26 anos, ela conquistou maior título de sua carreira de simples e o primeiro na elite do circuito. Jogando duplas, ao lado da experiente Shuai Zhang, número 4 do mundo na modalidade, chegou ao quarto troféu da carreira e o segundo na temporada. Bia fez história com sua semana perfeita e pode inspirar muito as novas gerações de nosso tênis feminino.

Já nesta segunda-feira, Bia também alcançou os melhores rankings da carreira nas duas modalidades, assumindo o 32º lugar em simples e a 27ª posição nas duplas. Ela também já tem a terceira melhor marca de uma brasileira no ranking de simples, ficando atrás da 31ª posição de Niege Dias em 1988 e do 29º lugar da lendária Maria Esther Bueno em 1976. Cabe sempre a explicação de que o ranking da WTA foi instituído em 1975, já na fase final da carreira da Bailarina do Tênis, vencedora de sete títulos de Grand Slam em simples e 19 em todas as categorias. Maria Esther era também a última brasileira a vencer um torneio profissional de simples na grama, em 1968.

A excelente fase vivida por Bia e também por outras brasileiras no circuito -e aí temos que lembrar da medalha olímpica de Luísa Stefani e Laura Pigossi, das conquistas de duplas de Stefani no circuito, da recente final de simples de Pigossi no WTA de Bogotá, e também do crescimento de jogadoras como Carol Meligeni, Ingrid Martins e Rebeca Pereira- traz um impacto muito valioso para as jogadoras mais jovens, que terão a possibilidade de conviver com suas referências.

O Brasil ficou sem sem uma representante em chave principal de Grand Slam desde Andrea Vieira em 1993 até 2013, com Teliana Pereira. A pernambucana, que viria a conquistar dois WTA no ano de 2015 em Bogotá e Florianópolis, foi a primeira a derrubar os vários “desde 89″ que nossas jogadoras vêm superando nesses últimos anos. Teliana foi a primeira no top 100, a primeira a jogar um Slam, a primeira a conseguir uma vitória, e também a primeira a vencer torneios da elite do circuito depois de muito tempo. Ela recolocou o país no mapa do tênis feminino. Com Bia, o Brasil voltou a comemorar vitórias contra tenistas do top 10. Além de outras várias as situações em que você tem que voltar mais de 30 anos no tempo para encontrar um paralelo.

Agora, não. As meninas mais novas estão acompanhando de perto e vendo que é possível. E quando você tem exemplos no circuito atual, com a realidade e necessidades de hoje, é uma referência muito mais palpável do que pensar no tênis de 30 anos atrás. O esporte era outro e o mundo era outro. É possível também assistir a todos os jogos de uma campanha de título, como aconteceu nesta semana, em que vimos Bia vencer Qiang Wang, Yuriko Miyazaki, Maria Sakkari, Tereza Martincova e Alison Riske.

Formação para novas jogadoras

Quando está no Brasil, durante poucas semanas do ano, Bia tem base de treinamento em São Paulo e tem a companhia de jovens jogadoras como Olivia Carneiro, de 15 anos, e que acabou de jogar o torneio juvenil de Roland Garros, Ana Candiotto, de 18, que jogou o Australian Open juvenil no começo da temporada, e de Victoria Barros, que recentemente participou da campanha que classificou o Brasil para o Mundial de 14 anos. Para essas e outras meninas, ter uma top 100 (e agora top 40) por perto é uma experiência super positiva. Você consegue conviver com alguém que está disputando os maiores torneios do mundo e enfrentando as melhores jogadoras, e absorve o que é feito em termos de jogo e de preparação para chegar nesse nível. É muito enriquecedor.

Logicamente, o nosso trabalho de base ainda precisa melhorar. O Brasil atualmente tem apenas uma menina próxima do top 100 do ranking juvenil e as presenças em Grand Slam da categoria ainda são esporádicas. Quando chegamos a torneios como Mundial de 16 anos, Banana Bowl ou Brasil Juniors Cup (antiga Copa Gerdau) de 18, elas ainda têm dificuldade. Mas é um quadro que a gente pode começar a reverter conforme essas meninas forem convivendo com as melhores do país, sentindo a bola delas e vendo o que elas fazem dentro e fora da quadra.

Cabe até mesmo o debate sobre mudança de estilos de jogo, já que gente ainda forma meninas que jogam bem atrás da linha e não pegam tantas bolas na subida, o que está cada vez mais distante da realidade de um circuito cada vez mais focado nas quadras duras e onde até mesmo as campeãs de grandes torneios no saibro já não jogam mais assim há muito tempo. Nossos técnicos também podem aprender muito tendo uma jogadora desse nível por perto.

Mais atenção ao tênis feminino e torneios no país
A grande fase também pode atrai a atenção de um novo perfil de público, independentemente se irão se tornar novos praticantes ou não. Para quem cobre o circuito com frequência, já é possível verificar o aumento do interesse em acompanhar os resultados e histórias das jogadoras. Há também um maior alcance nas redes sociais. Mais pessoas nos perguntam sobre quais são os próximos torneios das meninas e querem tirar dúvidas sobre as particularidades do circuito.

Talvez no curto ou médio prazo, isso também traga até mais interesse para o tênis feminino de um modo geral, e não apenas sobre as brasileiras. Isso seria uma mina de ouro para a WTA, ainda mais no circuito atual com mulheres de perfis bastante diversos disputando as primeiras posições. É possível agradar diferentes públicos e aumentar a base de fãs de diferentes jogadoras, um cenário ideal para atrair grandes eventos.

A própria Bia já falou recentemente a TenisBrasil sobre o desejo de poder voltar a disputar um WTA no país, o que não acontece desde 2016. E na América do Sul, o único 250 do calendário é o torneio de Bogotá, no saibro. “Acho fundamental ter mais torneios aqui. Eu sei o quanto é difícil, eu sei o quanto é caro, e que não é fácil fazer tênis na América do Sul. A gente não tem os mesmos recursos e não tem a mesmas estruturas. Mas se a gente consegue fazer para homem, a gente consegue fazer para mulher. Isso para mim é muito claro”, disse em entrevista durante o WTA de Monterrey, em fevereiro deste ano, no México. “A nossa parte, como tenistas, treinadores e todas as pessoas envolvidas no tênis feminino, a gente está fazendo. Algumas outras coisas não estão no nosso controle. Eu vou seguir trabalhando para expor o tênis brasileiro feminino lá fora e, quem sabe, a gente ter mais oportunidades de realizar torneios. Mas acho que a gente merece. A gente está num momento que a América do Sul merece, especialmente o Brasil”.

Ela também destaca o intercâmbio possibilitado por mais torneios no Brasil e na América do Sul seria um fator determinante para o desenvolvimento e evolução das jovens jogadoras. “Acredito que isso seja fundamental para a formação das meninas, para elas terem contato com as melhores jogadoras. Também seria bom para os treinadores poderem ver o trabalho uns dos outros. A gente sempre fala disso. Essa é a dificuldade e deficiência na formação, mas é muito difícil quando se tem tudo longe. Tudo é em dólar ou em euro. Tudo é muito caro. É difícil ter acesso. Eu que sou brasileira, passei na temporada passada só 15 dias no Brasil. Para a gente que joga o circuito já é difícil. Imagina para quem sonha em chegar onde a gente está”.

A formação de tenistas no país ainda é muito focada no circuito masculino. E se as oportunidades de intercâmbio e recursos para nossos tenistas já não são muitas, para as meninas são menos ainda. Não por acaso, o Brasil coloca quase todo ano dois ou três jogadores em chaves juvenis de Grand Slam e nas primeiras posições do ranking da categoria, com merecido destaque. Já entre as meninas, foram poucas as que tiveram essas oportunidades de disputar grandes torneios desde o juvenil. Bia, Laura e Luísa felizmente puderam vivenciar esse ambiente do alto nível desde muito novas. A esperança é de que cada vez mais meninas tenham essas mesmas chances e cresçam no circuito.

João Fonseca e Olivia Carneiro garantem vagas em Roland Garros juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
abril 10, 2022 às 9:07 pm

João Fonseca e Olivia Carneiro venceram a seletiva brasileira disputada no Rio de Janeiro (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

O carioca João Fonseca e a paulista Olivia Carneiro conquistaram neste domingo os títulos do Roland Garros Junior Wild Card Series. Com isso, eles garantiram vagas na chave juvenil do Grand Slam francês, que será disputado em Paris em junho deste ano. A seletiva brasileira foi disputada nesta semana por tenistas de até 16 anos nas quadras de saibro do Rio de Janeiro Country Club.

Em uma final entre os dois principais cabeças de chave, João Fonseca derrotou o mineiro Pedro Rodrigues por 6/1 e 7/5. Único juvenil brasileiro no top 100 do ranking mundial, ocupando atualmente o 91º lugar, o carioca de 15 anos disputará seu primeiro Grand Slam.

“Já jogo com Pedro há muito tempo. Tive momentos delicados na partida, mas soube lidar com a pressão de estar atrás. Foi um torneio em que estive em boa forma e estou muito feliz por conquistar esse acesso. Um dos torneios mais marcantes”, comentou Fonseca, após a partida deste domingo. Já o vice-campeão Pedro Rodrigues está com 16 anos e ocupa o 409º lugar do ranking, vindo de dois títulos na Bolívia.

Já na final feminina, Olivia Carneiro derrotou a carioca Sthefany Lima por 6/4 e 6/3. “Estou muito feliz. Eu me preparei demais para isso, em busca da realização de um sonho. Conquistei! E agora é me preparar mais ainda. Foram jogos difíceis e soube lidar com a pressão e com as características diferentes das minhas adversárias”, afirmou Olivia Carneiro, que tem 15 anos e ocupa o 368º lugar do ranking. Ela segue para Salinas, no Equador, onde irá treinar com a equipe brasileira da Copa Billie Jean King. 

Atualmente, Carneiro é a quinta melhor brasileira na classificação da ITF, mas a primeira com menos de 16 anos. Já Sthefany Lima está no 642º lugar.

Semana também foi de Sul-Americano Individual

Ana Candiotto disputou quartas em simples e semi de duplas no Sul-Americano em Lima

A última semana também foi de disputas pelo ITF JB1 de Lima, torneio Sul-Americano Individual, disputado nas quadras de saibro de Lima, no Peru. O evento vale 300 pontos no ranking mundial juvenil.

A paulista de 17 anos Ana Candiotto, 111ª do ranking, chegou às quartas de final de simples e mais a semifinal de duplas. Isso rende a ela 100 pontos individualmente, e mais 105 como duplista.

Para a composição do ranking, são considerados os seis melhores resultados em simples e mais 25% das seis melhores pontuações nas duplas. Candiotto tenta se firmar entre as cem melhores e subir ainda no ranking nas próximas semanas em busca de vagas em Roland Garros e Wimbledon.

Também em Lima, as catarinenses Maria Turchetto, 186ª do ranking, e Carolina Laydner, 243ª colocada, foram superadas nas quartas. Ambas recebem 100 pontos. Já Victor Tosetto, 236º no ranking masculino, parou nas oitavas e recebe 60 pontos. O torneio ainda contou com Maria Luisa Oliveira e Henrique de Brito, eliminados na estreia.

Argentino e Peruana conquistaram os títulos

O título da chave masculina de simples ficou com o argentino de 18 anos Lautaro Midon, 22º do ranking, que venceu o peruano Gonzalo Bueno, número 6 do mundo na categoria, por 6/1 e 6/3. No feminino, quem ganhou foi a peruana de 16 anos Lucciana Perez Alarcon, 69ª colocada, que derrotou a argentina Luciana Moyano, 48ª, por 7/5, 4/6 e 6/4. As campeãs nas duplas femininas são as paraguaias Leyla Britez Risso e Paulina Franco Martinessi. Já na dupla masculina, título para os peruanos Gonzalo Bueno e Ignacio Buse.

Pignaton cai na semi de simples e é vice nas duplas

O juvenil de 16 anos Lucca Pignaton, que já disputou competições nacionais pela Federação do Espírito Santo e treina atualmente nos Estados Unidos, vem de duas semifinais seguidas em torneios ITF J5 Tegucigalpa, em Honduras. Pignaton é o atual 797º do ranking mundial juvenil e também jogou a final de duplas na última semana.

Além de disputar os torneios do circuito mundial juvenil, tendo predileção pelas quadras de piso duro, ele já atuou como parceiro de treinos de nomes como Sloane Stephens, Shelby Rogers, Coco Gauff e Kevin Anderson. Há duas semanas, Pignaton ganhou um título de duplas em Porto Rico, em parceria nacional com Rafael Gracie.

Candiotto é a sexta brasileira a disputar o AO juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 21, 2022 às 2:23 pm

Ana Candiotto é a primeira brasileira desde Luísa Stefani a atuar no juvenil do Australian Open (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, a paulista de 17 anos Ana Candiotto estreia na competição na madrugada deste sábado. Inicialmente inscrita para o quali, ela conseguiu entrar diretamente na chave principal. Atual 109ª do ranking, ela enfrenta a tcheca de apenas 14 anos Tereza Valentova, que já é a 79ª no ranking da categoria.

Antes do Australian Open, Candiotto disputou apenas um torneio preparatório, em Tralagon, onde ela parou na segunda rodada de simples, mas chegou às quartas de final nas duplas. Caso supere a estreia em Melbourne, a brasileira pode enfrentar a argentina Solana Sierra, cabeça 4 do torneio e número 9 do ranking, ou a eslovaca Irina Balus, 59ª colocada.

A jovem paulista disputa seu segundo Grand Slam como juvenil, já que atuou em Roland Garros ainda em 2020, e também já tem nove pontos no ranking profissional, obtidos nos torneios realizados no Brasil durante a temporada passada. Com isso, aparece atualmente no 1.282º lugar da WTA. Também no ano passado, ganhou uma medalha de bronze no Pan-Americano Júnior, em Cali, ao lado de Juliana Munhoz.

Na Austrália, o tênis brasileiro comemorou seu primeiro título de um Grand Slam juvenil, com o alagoano Tiago Fernandes em 2010. Naquele ano, o título feminino ficou com a tcheca Karolina Pliskova. Mas entre as meninas, o Brasil teve poucas representantes no torneio. Candiotto será apenas a sexta brasileira a disputar a competição e a primeira desde Luísa Stefani em 2015.

História das juvenis brasileiras na Austráia
A primeira brasileira a disputar o tonrneio juvneil do Australian Open foi Roberta Caldas, no ano de 1985. Na ocasião, ela venceu a estreia contra a anfitriã Xanthe Adams e parou na segunda rodada, diante de Wendy Frazer. Caldas ainda disputaria o torneio juvenil de Roland Garros em 1985 e 1987, mas não chegou a ter ranking profissional.

Depois disso, o tênis feminino brasileiro só teria uma representante na chave juvenil do Australian Open em 2009, com Fernanda Faria. Naquele ano, ela conseguiu furar o quali de simples com duas rodadas, mas perdeu logo na sequência para a tailandesa Noppawan Lertcheewakarn na estreia da chave principal. Faria, hoje com 30 anos, chegou ganhar quatro títulos profissionais de duplas no circuito da ITF e ocupou o 329º lugar do ranking, mas deixou o circuito ainda em 2011.

Recentemente, Beatriz Haddad Maia, Letícia Vidal e Luísa Stefani também disputaram o torneio juvenil na Austrália. Bia esteve nas edições de 2012 e 2013. Em seu primeiro ano, caiu ainda na estreia de simples e na segunda rodada de duplas. Na temporada seguinte, venceu um jogo em cada chave. Letícia Vidal foi eliminada ainda na primeira fase em 2014, enquanto Stefani fez segunda rodada de simples e duplas em 2015. Desde então, nenhuma menina brasileira participou do torneio.

Matheus de Lima e Maria Turchetto jogaram na Colômbia
Também neste início de temporada, o paranaense Matheus de Lima e a catarinense Maria Turchetto disputaram o ITF J1 de Barranquilla, em quadras duras na Colômbia. Turchetto chegou a avançar duas rodadas, primeiro contra a colombiana Isabella Jaramillo por 6/2 e 6/0, e depois contra a belga Juliette Bovy por 6/1 e 6/3. Ela perdeu nas oitavas para a japonesa Ena Koike por 4/6, 6/0 e 6/2. Com a campanha, fará 60 pontos no ranking e se aproxima do top 200 da categoria. Já Matheus de Lima perdeu ainda na estreia para o norte-americano Sam Scherer por duplo 6/2.

Juliana Munhoz e Ana Candiotto conseguem medalha de bronze no Pan-Americano Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 3, 2021 às 6:48 pm

Ana Candiotto e Juliana Munhoz conquistaram este ano suas primeiras vitórias no circuito profissional

A participação do tênis brasileiro no Pan-Americano Júnior em Cali terminou com uma medalha de bronze nas duplas femininas. As paulistas de 17 anos Ana Candiotto e Juliana Munhoz venceram a disputa do terceiro lugar contra a dupla paraguaia, formada por Leyla Risso e Paulina Martinessi, por 6/1 e 6/3.

Munhoz é a atual 155ª colocada no ranking mundial juvenil da ITF, enquanto Candiotto aparece atualmente no 167º lugar. Ambas chegaram às quartas de final de simples em Cali, sendo superadas na última quinta-feira. As duas também conseguiram este ano suas primeiras vitórias no circuito profissional, em Piracicaba e Aparecida de Goiânia, mas é necessário que elas pontuem em três torneios distintos para aparecerem no ranking da WTA.

Já nas duplas masculinas, o catarinense Pedro Boscardin e o mineiro João Victor Loureiro perderam a disputa da medalha de bronze para os paraguaios Adolfo Vallejos Alvarez e Martin Vergara Del Puerto com parciais de 6/3, 2/6 e 10-3. Boscardin chegou às quartas de final em simples, enquanto Loureiro parou nas oitavas.

No total, o Brasil teve seis representantes nos Jogos de Cali. A equipe também contou com a catarinense Priscila Janikian e o paranaense João Schiessl. O técnico gaúcho Rodrigo Ferreiro foi o responsável por liderar a delegação nacional na Colômbia.

Jovens aproveitam torneios no Brasil e somam pontos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2021 às 8:28 pm

Pedro Boscardin conquistou seu primeiro título em Rio do Sul, superando Gustavo Heide na final (Foto: Luiz Candido/Divulgação)

A série de torneios profissionais no Brasil durante o segundo semestre tem sido positiva para tenistas da nova geração do país. Enquanto nomes como o paulista de 19 anos Gustavo Heide e o catarinense de 18 Pedro Boscardin já estão na luta por títulos e finais, outros jovens tenistas estão aproveitando a oportunidade para marcarem seus primeiros pontos no ranking da ATP.

Boscardin conquistou neste domingo seu primeiro título profissional ao superar Heide na final do ITF M25 de Rio do Sul por 7/6 e 6/4. Ex-número 6 juvenil e atual 988º colocado na ATP, ele receberá 20 pontos no ranking do dia 1º de novembro. “Em primeiro lugar, estou muito feliz por poder voltar a jogar um torneio profissional aqui no Brasil. Fazia um bom tempo que não tinha essa oportunidade por conta da pandemia e, por conta disso, boa parte dos torneios que disputei foram na Europa. Foram 4 meses e meio de gira, então estou contente por finalmente competir em casa”, disse Boscardin, que conquistou seu primeiro ponto na ATP em abril deste ano, jogando na Sérvia.

Por sua vez, Heide já disputou três finais na temporada, com dois títulos e um vice. A primeira conquista foi em Ibagué, na Colômbia, e a segunda aconteceu há duas semanas, no Recife. Atualmente com o melhor ranking da carreira, ocupando o 766º lugar, ele comemora a chance de jogar em casa. “Ganhar no meu País é muito especial, principalmente por ter a torcida me apoiando. Estou contente por novamente ter este contato com público, tirar fotos com a galera e sentir este calor que me motiva muito a seguir em frente” destacou o jovem paulista. “Jogar fora é outra realidade, é mais caro viajar, mais difícil, e jogar no Brasil é sempre muito bom, estar mais perto da sua cidade, entre outras coisas. Então, neste aspecto, são semanas muito positivas”.

Primeiros pontos na ATP para Lima, Schiessl e Obeid
Entre os jogadores que pontuaram pela primeira vez na ATP está o paranaense de 16 anos Matheus de Lima. Depois de ter atuado na Copa Davis Júnior, ele recebeu convite para jogar o ITF M25 de Rio do Sul e venceu seu primeiro jogo profissional contra Pedro Cressoni por 6/2 e 6/0. “Estou muito feliz por essa conquista. Foi um jogo muito bom, e me senti muito bem dentro de quadra. Foi um começo um pouco nervoso, por ser o meu primeiro torneio profissional, mas fiquei pensando no que o meu treinador disse, que era pra entrar em quadra e fazer o meu jogo, jogar solto. Aos poucos fui me soltando até conseguir esse bom resultado”, comemorou o curitibano, que caiu nas oitavas para o experiente Wilson Leite.

O juvenil de 16 anos Matheus de Lima marcou seu primeiro ponto na ATP nesta semana em Rio do Sul (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

Também paranaense, o jovenil de 17 anos João Eduardo Schiessl já acumula duas vitórias no circuito. Durante o ITF de Recife, há duas semanas, Schiessl derrotou o uruguaio Ignacio Carou, salvando três match-points. Já em Rio do Sul, ele foi além e eliminou o cabeça 2 Matheus Alves, 493º do ranking.

Por sua vez, o goiano de 20 anos Lucas Obeid superou uma grave lesão que o fez duvidar se poderia voltar a jogar. Ele venceu uma partida na capital pernambucana. “No começo desse ano, passei por um momento muito difícil e até pensei em parar de jogar por conta de dores no ombro direito, já que tive síndrome do impacto nessa região e fiquei 5 meses sem bater com a direita”, revelou, em entrevista ao Instituto Sports. “Meu pai, o Habib Obeid, me motivou bastante. Passamos em vários fisioterapeutas e nada de achar a solução para essa dor. Foi então que decidimos estudar por conta própria essa lesão, uma vez que ele é médico e eu entrei para a faculdade de medicina, e pude ir melhorando a cada semana”.

Meninas também aproveitam a chance em Piracicaba e Rio do Sul
As competições femininas também foram retomadas nas últimas semanas, primeiro com um ITF W15 em Piracicaba e agora com um W25 em Rio do Sul. Diferente do que acontece na ATP, a WTA exige que uma jogadora pontue em três torneios diferentes ou faça 10 pontos para entrar no ranking. Ainda assim, jovens jogadoras como Ana Candiotto, Juliana Munhoz, Ana Maria Coelho e Sofia Mendonça puderam comemorar suas primeiras vitórias no circuito profissional.

“Estou muito feliz com a minha primeira vitória no profissional, ainda mais sendo no Brasil. Com certeza lá na frente eu vou olhar para trás e me lembrar desse momento. Acho que é um começo muito importante na minha carreira, consegui fazer um bom jogo, apesar de um pouco de nervosismo pelo primeiro torneio”, disse Ana Candiotto, de 17 anos, que venceu uma partida em Piracicaba contra Beatriz Verdial por 6/0 e 6/2, antes de cair para a italiana Miriana Tona nas oitavas. A paulista é a atual 181ª colocada no ranking juvenil e disputou a chave de Roland Garros na categoria no ano passado.

Juliana Munhoz, de 17 anos, aproveitou a chance em Piracicaba e venceu dois jogos para chegar às quartas (Foto: João Pires)

Juliana Munhoz também se destacou. A tenista de 17 anos venceu dois jogos em Piracicaba, contra a paraguaia Susan Doldan e a brasileira Sofia Mendonça. Ela caiu nas quartas de final para a argentina de 27 anos Victoria Bosio, principal cabeça de chave do torneio e 446ª do ranking, em uma partida de 3h03. “Estou muito feliz com a minha performance, foi realmente acima do que eu estava esperando. Um dos melhores jogos da minha vida. Acho que foi muito no detalhe. Eu tive vários match points, mas não é que eu joguei mal naqueles momentos. Ela jogou muito bem, subiu o nível. Eu fiz tudo que pude, é frustrante não sair com a vitória, mas é uma experiência que vou levar”, analisou a paulista. “Eu levo muita experiência, aprendizado de como ela lidou com situações adversas e também de como eu consegui lidar. Ela estava sacando em 5/4 no segundo set, 30-0, eu consegui virar e botar muita energia e acho que tudo soma para o aprendizado”.

“Estou mais acostumada a jogar torneios juvenis e a de um torneio profissional organização é totalmente diferente. Fiquei muito surpresa com as quadras de treino, tem para quando a gente quer. A bola é um pouco rápida, as quadras estão muito boas e adorei a organização”, comentou a juvenil de 17 anos. “Eu acho que é para isso que a gente treina, né? Eu ainda sou júnior e estar tendo essa experiência é incrível. Jogar contra a cabeça 1 de um torneio profissional é uma bela experiência e também um jeito de medir o nível”.

Ana Maria Coelho, de apenas 14 anos, também marcou sua primeira vitória no tênis profissional (Foto: João Pires)

Ainda mais jovem, Ana Maria Coelho conseguiu sua primeira vitória como profissional aos 14 anos no interior paulista. Vinda do quali em Piracicaba, ela passou por Mariana Galvão Borges por 7/6 (7-5), 4/6 e 6/1. Ela só caiu nas oitavas para a chilena Fernanda Astete. “Não caiu a ficha ainda. Oito dias antes, eu nem sabia que ia ter o torneio e agora estou fazendo ponto na WTA. Eu não sei nem explicar. Estou muito feliz, não só pelo resultado, mas comigo mesma. No primeiro set eu estive o tempo todo atrás, ela coloca muita bola na quadra. No segundo eu estava ganhando de 4/3, perdi de 6/4 e estava destruída fisicamente”.

Já Sofia Mendonça, de 19 anos, tenta entrar no ranking depois de ter conseguido vitórias nas chaves principais de Piracicaba e Rio do Sul. Para ela, basta apenas pontuar em mais um torneio. A jovem tenista lembra da dificuldade que teve para manter um calendário durante a pandemia. “Foi muito difícil, por conta da pandemia, a gente se manter ativa no circuito. Eu tive só uma oportunidade de viajar nesses dois anos. Então, ter oportunidade de jogar no Brasil foi crucial. Esse período de transição já é difícil, a gente na América do Sul já tem dificuldade de competir por ser muito afastado de onde tem mais torneios, na Europa, na África. Poder competir no Brasil é muito bom e espero que aumentem os torneios para os próximos anos”.

Circuito juvenil também em andamento
O calendário de competições do circuito mundial juvenil também foi retomado em solo brasileiro. Nas últimas semanas, já foram disputadas etapas em Itajaí, Gaspar, Blumenau e Londrina. As jogadoras que mais estão se destacando são Maria Turchetto e Olivia Carneiro, que já dipsutaram três finais seguidas de ITF. Carneiro foi campeã em Gaspar, enquanto Turchetto ganhou os torneios de Blumenau e Londrina. A catarinense Carolina Laydner levou a melhor em Itajaí.

No masculino, Victor Tosetto jogou duas finais, com título em Itajaí e vice em Londrina, sendo superado pelo rival argentino Segundo Goity Zapico. Luis Felipe Miguel e Bruno Fernandez também venceram etapas valendo pontos no ranking juvenil.

+ Maria Turchetto ganha 2º ITF seguido em Londrina
+ Luis Miguel e Maria Turchetto vencem ITF de Blumenau

+ Olivia Carneiro e Bruno Fernandez vencem ITF de Gaspar

Ranking juvenil tem novidades depois de Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
junho 15, 2021 às 11:00 pm

Campeão juvenil em Paris, o francês Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking da modalidade

A atualização mais recente dos rankings juvenis da ITF teve muitas novidades. A lista divulgada na última segunda-feira, logo após a disputa de Roland Garros, premiou os títulos do francês Luca Van Assche e da tcheca Linda Noskova, que aproveitaram os mil pontos de suas conquistas para escalar os rankings. No entanto, com todos os ajustes promovidos pela Federação Internacional durante a pandemia, muitos tenistas ainda permanecem com pontos conquistados em 2020 e até mesmo de 2019.

Campeão juvenil em Paris, Luca Van Assche saltou 14 posições no ranking e assumiu o quarto lugar. O vice Arthur Fils, também francês e de apenas 16 anos, ganhou 12 posições e agora é o sétimo do ranking. Quem também subiu no ranking foi Giovanni Mpetshi Perricard, semifinalista de simples e campeão de duplas ao lado de Fils. Ele ultrapassou dois concorrentes e assumiu o sexto lugar.

Nas duas primeiras posições, estão dois jogadores nascidos em 2003, mas que já fizeram transição para o circuito profissional, o dinamarquês Holger Rune e o japonês Shintaro Mochizuki, que não jogam mais os torneios juvenis, mas ainda teriam idade para atuar na atual temporada e também possuem pontos conquistados há dois anos. O terceiro colocado é o chinês Juncheng Shang.

Melhor brasileiro na lista, o catarinense de 18 anos Pedro Boscardin perdeu três posições, mas segue no top 10, ocupando o nono lugar. O número 2 do país é o mineiro João Victor Loureiro, 53º do ranking, mantendo a posição da lista anterior. Ainda no top 200 estão João Eduardo Schiessl (140º) e Lorenzo Esquici (159º).

Rune pode ter portas fechadas nos próximos meses

Declaração homofóbica pode fechar as portas para Rune, antes bastante beneficiado por convites

Rune, aliás, acabou se destacando negativamente nas últimas semanas. Apesar de ter vencido seu primeiro challenger, no saibro italiano de Biella, o dinamarquês de 18 anos foi flagrado pelas câmeras de transmissão proferindo comentários homofóbicos durante a semifinal contra o argentino Tomás Etcheverry. A ATP investigou o caso e multou o tenista, 231º do ranking profissional, em 1.500 euros.

Mas muito mais caro para o dinamarquês podem ser as portas fechadas nas próximas semanas. Rune foi um tenista bastante beneficiado por convites este ano, como nos ATPs de Santiago, Buenos Aires, Marbella, Barcelona e até no Masters 1000 de Monte Carlo.

É possível que muitos torneios não queiram associar suas marcas e patrocinadores um tenista recentemente multado por homofobia. Seria uma punição muito mais educativa e custosa do que apenas uma multa. E nesse cenário, muito provavelmente veríamos o dinamarquês tendo que disputar torneios menores e com menos oportunidades em eventos mais fortes. Por outro lado, esse caminho mais longo talvez que desperte no tenista a consciência de que não há mais espaço para esse tipo de declaração. Todo mundo sai ganhando.

Mudança de número 1 no ranking feminino
A liderança no ranking feminino mudou de mãos, a juvenil de Andorra de apenas 15 anos Victoria Jimenez Kasintseva Juniors retomou o primeiro lugar depois de ter chegado às quartas em Paris. Ela ultrapassou a francesa Elsa Jacquemot, campeã em Paris no ano passado e já focada no circuito profissional. Em terceiro lugar está a filipina de 16 anos Alexandra Eala, campeã de duplas em Paris e que recentemente venceu seu primeiro título profissional na Rafa Nadal Academy em Manacor.

Campeã juvenil de Roland Garros, a tcheca Linda Noskova ganhou 15 posições e assumiu o quinto lugar. Ela ainda fica atrás da russa Diana Shnaider, semifinalista em Paris e atual quarta colocada. Já a também russa Erika Andreeva, vice em Paris, ultrapassou 33 jogadoras e aparece na 11ª posição.

Mesmo fora do top 200, brasileiras vêm de boas semanas

Juliana Munhoz ganhou dois títulos na Bolívia e jogou uma final no Equador nas últimas semanas (Foto: Susan Mullane/ITF)

A melhor brasileira é a catarinense Priscila Janikian, número 213 do ranking. Uma posição abaixo está Ana Candiotto, que ultrapassou 40 jogadoras depois de vencer um ITF J4 na Guatemala na última semana. Candiotto tem um título em El Salvador, no final de maio, e está com o melhor ranking da carreira no 214º lugar. Já a paulista Juliana Munhoz, que conquistou dois torneios no ano, aparece na 227ª colocação.

Na última semana, Candiotto venceu o ITF J4 da Cidade da Guatemala, superando na final a canadense Naomi Xu por 4/6, 6/4 e 6/2. Ela também superou a chinesa Yichen Zhao e as norte-americanas Anya Murthy, Lizanne Boyer e Avery Jennings. Já Juliana Munhoz chegou a vencer 15 jogos seguidos, com os títulos dos ITFs J5 de Cochabamba e Tarija, na Bolívia, além de ser finalista em Quito, no Equador.

Boscardin tem 60% das vitórias brasileiras nos principais torneios juvenis
Por Mario Sérgio Cruz
março 5, 2021 às 9:47 pm

Boscardin disputou duas semifinais seguidas nos torneios juvenis da ITF no Brasil (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Com o fim dos dois principais torneios infanto-juvenis em solo brasileiro, o catarinense Pedro Boscardin foi o destaque entre os atletas nacionais que disputaram a Brasil Juniors Cup em Porto Alegre (RS) e o Banana Bowl em Criciúma (SC). O catarinense de 18 anos e número 9 no ranking mundial da categoria atingiu duas semifinais seguidas e foi responsável por 60% das vitórias brasileiras nas chaves principais de simples de 18 anos.

Brasil Juniors Cup, 18 anos
Boscardin foi um dos sete atletas nacionais na chave masculina da Brasil Juniors Cup, torneio ITF J1 na semana passada e conseguiu três vitórias, sobre o eslovaco Peter Benjamin Privara e os norte-americanos Victor Lilov e Alexander Bernard. Ele caiu na semifinal para o sueco Leo Borg, que terminou o torneio como campeão.

O paranaense de 16 anos João Schiessl venceu jogos no Banana Bowl e em Porto Alegre e dará um salto no ranking (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Além dele, outros dois brasileiros passaram pela primeira rodada, o mineiro João Victor Loureiro (36º do ranking) venceu o o paraguaio Adolfo Vallejo. Já o convidado paranaense de 16 anos João Schiessl conseguiu superar o português Miguel Gomes em sua estreia na capital gaúcha e saltou 49 posições no ranking para assumir o 141º lugar do ranking.

A chave masculina ainda teve Pedro Sasso, Murilo Antunes, Victor Tosetto e Lorenzo Esquici. Entre eles, Tosetto entrou diretamente e foi superado pelo norte-americano Alexander Bernard (cabeça 4) e os demais receberam convites. No feminino, as brasileiras só entraram na chave por convite e não conseguiram vitórias. Marjorie Souza e Juliana Munhoz tiveram o azar de enfrentarem as principais favoritas, a húngara Natalia Szabanin e a russa Diana Shnaider. Camilla Bossi e Priscila Janikian também caíram na estreia.

Banana Bowl, 18 anos
Já no Banana Bowl, torneio ITF JA, Boscardin também venceu três jogos. Ele estreou superando o sérvio Veljko Krstic, e depois passou pelo norte-americano Victor Lilov e pelo equatoriano Alvaro Guillen Meza. O catarinense foi superado em uma semifinal equilibrada pelo português Miguel Gomes, com parciais de 6/4, 2/6 e 14-12. Por conta das medidas sanitárias de controle da pandemia no estado de Santa Catarina, o Banana Bowl foi bem mais curto que o habitual, com quali na segunda e terça. Boscardin fez duas partidas na quarta-feira e mais duas na quinta.

Além de Boscardin, as outras duas vitórias brasileiras vieram com João Schiessl, que deve subir mais ainda no ranking da semana que vem após a vitória sobre o paraguaio Adolfo Vallejo, e com a paulista de 16 anos Ana Candiotto, que venceu a peruana Daianne Hayashida. Única atleta nacional a superar a rodada de estreia no Banana Bowl, Candiotto é apenas a 364ª do ranking, mas já teve a oportunidade de atuar no torneio juvenil de Roland Garros no ano passado depois de vencer uma seletiva da CBT e superar uma rival mexicana em Paris.

A chave masculina ainda teve Joao Victor Loureiro, que perdeu para o chinês Juncheng Shang (campeão do torneio), além dos convidados Lorenzo Esquici e Gabriel Generoso. Já no feminino, Juliana Munhoz, Carolina Xavier Laydner e Priscila Janikian também receberam convites e caíram na primiera fase.

Títulos na categoria 16 anos do Banana Bowl

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Na categoria 16 anos, o Brasil conseguiu dois títulos. Kauã Cressoni venceu um duelo nacional contra Henrique Brito na final masculina por duplo 6/3. O último brasileiro a vencer nos 16 anos havia sido João Loureiro em 2018, e antes dele Gilbert Klier Júnior e Matheus Pucinelli haviam triunfado nem 2016 e 2017. A lista de atletas nacionais a vencer na categoria também inclui nomes como Cassio Motta, Fernando Roese, Jaime Oncins, Gustavo Kuerten, Guilherme Clezar, Thiago Monteiro e Marcelo Zormann.

No feminino, a paulista Olivia Carneiro é a segunda brasileira seguida a vencer a categoria 16 anos do Banana Bowl. Ela superou na final a peruana Daniela Rúbio por 5/7, 6/4 e 7/5. No ano passado, o título ficou com Amanda de Oliveira. Antes delas, a campeã mais recente havia sido Luisa Stefani em 2013, com conquistas de Carol Meligeni Alves em 2011 e Suellen Abel em 2012. Vale destacar que a última brasileira campeã da categoria 18 anos do Banana Bowl foi Roberta Burzagli em 1991. Burzagli atualmente é treinadora e capitã da equipe brasileira da Copa Billie Jean King, antiga Fed Cup.

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