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O que esperar da nova geração no US Open?
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2019 às 12:07 am

Em meio a diferentes expectativas, tenistas da nova geração do circuito iniciam a disputa do US Open na próxima segunda-feira. Primeiras colocadas no ranking, Naomi Osaka e Ashleigh Barty chegam como fortes candidatas ao título da chave feminina, enquanto Sofia Kenin e Bianca Andreescu ganharam moral após os resultados das últimas semanas. Entre os homens, evidente destaque para a grande fase de Daniil Medvedev, enquanto Karen Khachanov, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas seus buscam melhores resultados em Grand Slam. Nomes como Andrey Rublev e Felix Auger-Aliassime também estão dispostos a surpreender.

As jovens líderes do ranking feminino

Como tem sido frequente no circuito, a nova geração feminina mostra força no US Open e terá as duas principais cabeças de chave. Líder do ranking mundial e atual campeã em Nova York, Naomi Osaka é a principal cabeça de chave da competição. A japonesa de 21 anos tem a missão de defender 2 mil pontos no ranking. Já a australiana Ashleigh Barty, vice-líder do ranking e campeã de Roland Garros, é grande candidata a terminar o torneio na primeira posição. Ela defende apenas 240 pontos das oitavas de final de 2018.


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Osaka estreia contra a russa Anna Blinkova. Depois pode enfrentar a polonesa Magda Linette ou a australiana Astra Sharma. Quem pode cruzar o caminho da japonesa na terceira rodada é a ex-top 10 espanhola Carla Suárez Navarro, enquanto a suíça Belinda Bencic pode pintar nas oitavas. O quadrante ainda tem o duelo entre as bielorrussas Victoria Azarenka e Aryna Sabalenka, além da sétima favorita Kiki Bertens.

Já Barty, que está com 23 anos, estreia contra a cazaque Zarina Diyas. Na rodada seguinte, pode pintar a norte-americana Lauren Davis ou uma rival vinda do quali. A australiana pode encarar a grega Maria Sakkari na terceira rodada, antes de um eventual duelo contra a ex-líder do ranking Angelique Kerber nas oitavas. Caso chegue às quartas, ela pode cruzar o caminho da hexacampeã Serena Williams.

Andreescu e Kenin chegam voando, Gauff retorna

Outros três bons nomes para prestar atenção na chave feminina em Nova York são a canadense Bianca Andreescu e as norte-americanas Sofia Kenin e Cori Gauff. Andreescu, de 19 anos, já é número 15 do mundo e foi campeã do Premier de Toronto em uma campanha espetacular, eliminando jogadoras do top 10 como Karolina Pliskova e Kiki Bertens. A final contra Serena Williams foi breve, já que a rival abandonou por lesão nas costas. Kenin, de 20 anos, aparece no top 20 do ranking após semifinais no Canadá e em Cincinnati, com quatro vitórias sobre top 10 no período. Já Gauff, de apenas 15 anos e 141ª do ranking, recebeu convite após a campanha até as oitavas em Wimbledon.

A estreia de Andreescu é contra a convidada local Katie Volynets. Depois, ela pode enfrentar Mona Barthel ou Lesia Tsurenko, enquanto a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki pode pintar na terceira rodada. A canadense pode enfrentar Petra Kvitova ou Sloane Stephens nas oitavas e Simona Halep nas quartas. Kenin terá um duelo norte-americano contra a ex-top 10 CoCo Vandeweghe e pode reeditar a semi de Cincinnati contra Madison Keys já na terceira rodada. Já Gauff estreia contra a russa Anastasia Potapova e pode cruzar o caminho de Osaka na terceira rodada.

A nova geração norte-americana ainda apresenta duas jovens de 17 anos, Whitney Osuigwe e Catherine McNally. A estreia de Osuigwe será contra a número 5 do mundo Elina Svitolina, enquanto McNally desafia a ex-top 10 Timea Bacsinszky. McNally foi semifinalista no WTA de Washington e aparece no 111º lugar do ranking. Já Osuigwe optou por torneios menores, mas já está muito perto de entrar no top 100. Ela ocupa atualmente a 107ª colocação.

Medvedev em grande fase, Tsitsipas tem estreia dura

O principal nome da nova geração masculina no US Open é Daniil Medvedev. O russo de 23 anos venceu 14 dos 16 jogos que fez em torneios preparatórios, chegando às finais de Washington e Montréal antes de conquistar o maior título da carreira no Masters 1000 de Cincinnati. A grande fase faz com que o russo alcance o inédito lugar no ranking mundial.

Para melhorar a situação, Medvedev tem uma chave favorável. Ele estreia contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. Depois, pode enfrentar o boliviano Hugo Dellien ou um jogador vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo do russo é o norte-americano Taylor Fritz, enquanto Nikoloz Basilashvili ou Fabio Fognini podem pintar nas oitavas. O primeiro encontro com um rival melhor colocado seria nas quartas, diante do número 1 do mundo Novak Djokovic, a quem já venceu duas vezes este ano.

Outros três jovens jogadores do top 10 estão do outro lado da chave. O grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas, número 8 do mundo, terá um duelo da nova geração contra o russo de 21 anos Andrey Rublev, 47º colocado, logo na rodada de estreia. Tsitsipas está no mesmo setor da chave de Nick Kyrgios, seu possível adversário na terceira rodada. Caso chegue até as quartas, pode cruzar o caminho de Dominic Thiem.

Já Alexander Zverev, número 6 do mundo aos 22 anos, e Karen Khachanov, nono colocado aos 23 anos, estão no quadrante do número 2 do mundo e tricampeão Rafael Nadal. Zverev estreia contra o moldavo Radu Albot e pode enfrentar o francês Benoit Paire na terceira rodada. Já Khachanov inicia sua campanha diante do canadense Vasek Pospisil e tem Diego Schwartzman como cabeça de chave mais próximo.

O duelo canadense e os jovens estreantes

Um jogo que merece a atenção do público envolve os canadenses Felix Auger-Aliassime, de 19 anos e 19º do ranking, e Denis Shapovalov, 38º colocado aos 20 anos. Eles já se enfrentaram no US Open do ano passado, quando Aliassime precisou abandonar durante o terceiro set. Este ano, o mais jovem canadense levou a melhor no Masters 1000 de Madri. Já Shapovalov venceu pelo challenger de Drummondville em 2017.

Entre os estreantes nesta edição do US Open, destaque para o italiano de 18 anos Jannik Sinner, que disputará seu primeiro Grand Slam. Ele passou por três rodadas do quali e confirmou sua boa fase. Só neste ano, saltou do 551º lugar do ranking que ocupava em janeiro para a atual 131ª posição. Também furaram o quali o sul-coreano de 23 anos Hyeon Chung, ex-top 20 e atual 151º colocado após ficar cinco meses sem jogar por lesão nas costas, e o norte-americano de 18 anos Jenson Brooksby.

jovem norte-americano de 16 anos Zachary Svajda, jogador que ocupa o modesto 1.410º lugar no ranking da ATP e tem apenas três vitórias em nível future em sua carreira profissional e conseguiu convite para a chave principal do Grand Slam norte-americano depois de ser campeão do USTA Boys’ 18s National Championship, o torneio nacional infanto-juvenil. Seu adversário será o sul-africano Kevin Anderson, ex-top 5 e atual 17º do ranking.

O que esperar da nova geração em Roland Garros?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 25, 2019 às 5:06 pm

Com diferentes metas e expectativas, a nova geração do circuito dá as caras em Roland Garros a partir deste domingo. Ao mesmo tempo em que vemos Naomi Osaka, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas na disputa pelo título, também teremos nomes como Felix-Auger Aliassime, Bianca Andreescu, Dayana Yastremska e Marketa Vondrousova na rota de favoritos e dispostos a supreender. A campeã de 2017 Jelena Ostapenko quer recuperar a confiança, enquanto outros jovens jogadores estão de olho no futuro e buscam recordes pessoais no ranking e em Grand Slam. Veja o que esperar da nova geração em Roland Garros.

Osaka luta por mais um troféu de Grand Slam
Líder do ranking mundial feminino e vencedora dos dois últimos torneios do Grand Slam, Naomi Osaka chega a Paris em busca de mais um título importante. Campeã do US Open na temporada passada e na Austrália em janeiro, a japonesa de 21 anos faz sua quarta participação em Roland Garros e nunca passou da terceira rodada. Apesar do histórico negativo, ela tem expectativas bem altas. “Não estou pensando em chegar às quartas. Claro que eu nunca cheguei tão longe neste torneio antes, mas meu objetivo é ser campeã”, disse em entrevista coletiva na última sexta-feira.

Osaka fez três campanhas razoáveis no saibro, uma semifinal em Stuttgart e as quartas em Madri e Roma. Entretanto, a japonesa sofreu com duas lesões, uma no músculo abdominal durante o torneio alemão e outra na mão direita em sua campanha na capital italiana.

A estreia de Osaka em Roland Garros será contra a eslovaca Anna Schmiedlova. Caso vença seu primeiro compromisso, a japonesa certamente enfrentaria uma campeã de Grand Slam na fase seguinte, vinda do duelo entre Victoria Azarenka e Jelena Ostapenko. A cabeça de chave mais próxima de Osaka é a grega Maria Sakkari, 29ª favorita e semifinalista em Roma, enquanto Madison Keys ou Caroline Garcia podem pintar nas oitavas.

Veja como ficou a chave feminina em Roland Garros

Os altos e baixos de Zverev no saibro
A busca de Alexander Zverev por seu primeiro título de Grand Slam continua em Roland Garros. Embora já tenha onze títulos de ATP no currículo, com destaque para o Finals do ano passado e mais três Masters 1000, o alemão de 22 anos aidna deixa a desejar nos Grand Slam. Seu melhor resultado em competições desse porte foi exatamente em Paris, no ano passado, quando chegou às quartas.

 

Zverev apostou em um calendário bastante cheio na temporada de saibro e disputou sete torneios seguidos. Campeão em Genebra nesta semana, o alemão enfim conseguiu uma boa sequência de jogos. Nos seis torneios anteriores, havia acumulado apenas cinco vitórias. Ele fez quartas em Madri e Munique, parou nas oitavas em Marrakech e Monte Carlo e caiu ainda na estreia em Roma e Barcelona.

A estreia de Zverev em Paris será contra o australiano John Millman. Se vencer, encara o sueco Mikael Ymer ou o esloveno Blaz Rola, ambos vindos do quali. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Dusan Lajovic, enquanto Fabio Fognini e Roberto Bautista Agut são possíveis adversários nas oitavas de final.

Confira a chave masculina em Roland Garros

Tsitsipas chega com muita confiança
Outro jovem jogador no top 10 do ranking da ATP é Stefanos Tsitsipas, que chega a Paris com o melhor ranking da carreira ao ocupar o sexto lugar. Depois de patinar em seus dois primeiros torneios no saibro, parando nas oitavas em Monte Carlo e Barcelona, o grego de 20 anos emendou três boas campanhas na reta final de preparação para Roland Garros: Foi campeão em Estoril, vice em Madri e semifinalista em Roma. Além de vencer nomes como Rafael Nadal, Fabio Fognini e Alexander Zverev pelo caminho.

Tsitsipas faz sua terceira participação em Roland Garros, parando na primeira fase em 2017 e na segunda rodada no ano passado. A estreia do grego em Paris será contra o alemão Maximilian Marterer, depois pode enfrentar o indiano Prajnesh Gunneswaran ou o boliviano Hugo Dellien. Há a chance de um duelo de jovens contra o norte-americano Frances Tiafoe na terceira rodada, enquanto Marin Cilic e Stan Wawrinka podem pintar na fase seguinte

Ostapenko quer voltar a sorrir
Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, a letã Jelena Ostapenko aparece atualmente apenas no 40º lugar do ranking mundial e sequer será cabeça de chave em Paris. A letã de 21 anos venceu só oito jogos em 2019 e conseguiu apenas três vitórias no saibro, uma em Charleston e duas em Madri. Logo na estreia, ela terá um duelo duríssimo contra a ex-número 1 do mundo Victoria Azarenka, 44ª colocada, mas em melhor fase no saibro. E se vencer, pode cruzar o caminho da atual líder do ranking Naomi Osaka.

Andreescu volta ao circuito
A canadense de apenas 18 anos Bianca Andreescu teve um início de temporada espetacular, com 31 vitórias e apenas quatro derrotas entre janeiro e março, com evidente destaque para o título do Premier de Indian Wells. Depois de começar o ano no 152º lugar do ranking, ela já aparece na 22ª posição desde a última segunda-feira. Andreescu está sem jogar desde Miami, por conta de lesão no ombro direito e sequer atuou na temporada de saibro.

 

Depois de estar finalmente sem dores, Andreescu está pronta para voltar ao circuito em Roland Garros. Sua estreia será contra a lucky-loser tcheca de 20 anos Marie Bouzkova, 121ª do ranking. Em caso de vitória, pode encarar a norte-americana de 20 anos Sofia Kenin ou a italiana Giulia Gatto-Monticone. A maior expectativa, entretanto, é para um possível duelo com Serena Williams pela terceira rodada.

Jovens tenistas em grande fase
Alguns nomes da nova geração do circuito conquistaram bons resultados durante a temporada de saibro e estão em rota de colisão com os favoritos. É o caso do jovem canadense de 18 anos Felix Auger-Aliassime, finalista do ATP 250 de Lyon nesta semana. Ele estreia contra o norte-americano Jordan Thompson e depois pode enfrentar um veterano vindo do duelo entre Ivo Karlovic e Feliciano López antes de um eventual encontro com Juan Martin del Potro na terceira fase. O que preocupa Aliassime é um desconforto na região do adutor e da virilha, sofrido durante a final do ATP francês neste sábado.

No feminino, destaque para duas jogadoras de 19 anos, a canhota tcheca Marketa Vondrousova e a ucraniana Dayana Yastremska. As duas, aliás, podem até se enfrentar em uma possível terceira rodada em Paris. Durante a temporada de saibro, Vondrousova foi finalista em Istambul e fez quartas em Roma, eliminando nomes como Simona Halep e Daria Kasatkina. A atual 38ª do ranking estreia em Paris contra a chinesa Yafan Wang e pode cruzar o caminho de Angelique Kerber na rodada seguinte. Já Yastremska, 42ª do ranking, acabou de conquistar o WTA de Estrasburgo, o terceiro título da carreira. Ela estreia contra a espanhola Carla Suárez Navarro e depois pode encarar a norte-americana Shelby Rogers ou a australiana Astra Sharma.

Outros bons nomes a observar
Também vale prestar atenção nas atrações norte-americanas Amanda Anisimova e Taylor Fritz, na bielorrussa Aryna Sabalenka, no chileno Christian Garin, no espanhol Jaume Munar e em um forte setor da chave que tem o crota Borna Coric e o canadense Denis Shapovalov.

Começando pelo feminino: Sabalenka é número 11 do mundo aos 21 anos e tem uma estreia complicada contra a ex-top 5 Dominika Cibulkova. Se vencer, pode encarar Anisimova, norte-americana de 17 anos e já 51ª colocada, que encara a convidada local Harmony Tan. Lembrando que Anisimova já venceu seu primeiro WTA no saibro de Bogotá.

Fritz teve bons resultados nos Masters de saibro e estreia contra o australiano Bernard Tomic, podendo encarar Roberto Bautista Agut na segunda fase e Fabio Fognini na terceira. Garin venceu dois títulos na temporada, em Houston e Munique, e pode encarar o campeão de 2015 Stan Wawrinka já na segunda rodada, caso vença a estreia contra o norte-americano Reilly Opelka.

Coric e Shapovalov são os cabeças 13 e 20, respectivamente e podem se encontrar na terceira rodada antes de um eventual duelo com o número 1 do mundo Novak Djokovic. Outro que pode desafiar o líder do ranking mundial é Jaume Munar, espanhol de 22 anos e 52º do ranking, que pode encarar Djokovic na terceira rodada do Grand Slam francês.

O que esperar da nova geração no Australian Open?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 11, 2019 às 9:31 pm

Primeiro Grand Slam de 2019, o Australian Open começa na próxima segunda-feira (ou noite de domingo, pelo horário brasileiro). Os vários nomes da nova geração do circuito que estão nas chaves principais masculina ou feminina em Melbourne chegam com diferentes ambições. Há os que chegam com expectativa de título ou de uma campanha expressiva, mas há também aqueles que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A consolidação de Osaka

Depois de conquistar seu primeiro título de Grand Slam no US Open, Naomi Osaka mudou de patamar. Passou a ser mais conhecida do grande público, concedeu um número maior de entrevistas e foi alçada à condição de próxima estrela do esporte. Ela inclusive está na capa da edição de 21 de janeiro da revista TIME.

Em trechos já divulgados da entrevista, Osaka falou de sua idolatria por Serena Williams, a quem superou na final em Nova York, e das comparações que são feitas. Mas a jovem japonesa de 21 anos espera trilhar seu próprio caminho. “Não acho que um dia haverá outra Serena Williams. Acho que serei apenas eu mesma”.

Apesar das várias mudanças em sua vida, a jovem japonesa tem conseguido bons resultados depois do título mais importante da carreira. Foi finalista em Tóquio e semifinalista em Pequim ainda no fim de 2018, além de começar a temporada de 2019 com uma semifinal em Brisbane.

Quarta colocada no ranking, Osaka é uma das onze jogadoras que podem terminar o Grand Slam australiano como número 1 do mundo. Mesmo que a liderança ainda não venha, ela já está muito próxima de ter a melhor marca já alcançada pelo tênis japonês, considerando homens e mulheres. Basta a Osaka ganhar mais uma posição para alcançar um inédito top 3 na história de seu país.

Osaka estreia em Melbourne contra a polonesa Magda Linette, 86ª do ranking, para quem perdeu no único duelo anterior, realizado em Washington no ano passado. A cabeça de chave mais próxima é a experiente taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28ª favorita. Qiang Wang e Anastasija Sevastova são possíveis cruzamentos nas oitavas, enquanto Madison Keys ou Elina Svitolina podem pintar nas quartas.

Os próximos passos de Zverev

Alexander Zverev terminou a temporada passada conquistando o título mais importante de sua carreira no ATP Finals, em Londres, onde derrotou Roger Federer e Novak Djokovic nas fases decisivas da competição. Número 4 do mundo e vencedor de dez títulos de ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos ainda é cobrado pela falta de bons resultados em Grand Slam.

Em 14 disputas de Grand Slam na chave principal, Zverev tem como melhor resultado a chegada às quartas de final de Roland Garros no ano passado. Antes disso, a campanha de maior destaque havia sido uma até as oitavas na grama de Wimbledon em 2017. Apesar de ainda jovem, ele já fará sua quarta participação no Australian Open e parou na terceira rodada nos dois últimos anos.

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No início de 2019, Zverev disputou quatro partidas de simples e mais quatro nas duplas mistas durante a semana passada pela Copa Hopman. Vice-campeão ao lado de Angelique Kerber na competição entre países, o alemão preferiu se poupar na segunda semana do ano. Uma lesão na coxa o impediu de fazer uma exibição contra Borna Coric em Adelaide na última segunda-feira, e uma leve torção no tornozelo durante os treinos em Melbourne também preocupou durante a semana.

A estreia de Zverev no primeiro Grand Slam do ano será contra o esloveno Aljaz Bedene, 67º colocado, a quem derrotou em dois embates anteriores. Caso confirme o favoritismo, o alemão enfrentará o vencedor do duelo francês entre o veterano de 31 anos Jeremy Chardy e o novato de 20 anos Ugo Humbert. O também francês Gilles Simon pode pintar na terceira rodada, enquanto o canadense Milos Raonic é um possível adversário nas oitavas. Borna Coric e Dominic Thiem são as maiores ameaças em possíveis quartas.

Um duelo de jovens promessas

A primeira rodada em Melbourne reserva um duelo entre duas jovens promessas do circuito, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu e a norte-americana de 16 anos Whitney Osuigwe. E quem vencer, já pode cruzar o caminho da cabeça 13 Anastasija Sevastova logo na fase seguinte.

Andreescu é uma das jogadoras em melhor fase neste início de temporada. A canadense venceu sete jogos seguidos em Auckland, incluindo duelos contra as ex-líderes do ranking Caroline Wozniacki (atual campeã do Australian Open) e Venus Williams, que a fizeram sair do 178º lugar para a melhor marca da carreira na 107ª posição. Já em Melbourne, passou por um qualificatório de três rodadas para alcançar o segundo Grand Slam de sua carreira e deverá debutar no top 100 após o Australian Open.

Osuigwe vem de um excelente ano em que saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Mesmo sem ter disputado nenhuma competição oficial nas duas primeiras semanas da temporada e participando apenas de exibições, a jovem norte-americana já conseguiu o melhor ranking da carreira ao ocupar o 199º lugar. Convidada para atuar na Austrália, ela também disputará seu segundo Grand Slam.

Quem chega com moral

Alguns nomes da nova geração do circuito chegam com moral para o Australian Open após bons resultados no começo do ano. São os casos de Aryna Sabalenka, Ashleigh Barty e Alex de Minaur. Também vale o destaques para quem se destacou no fim do ano passado, como Borna Coric e Karen Khachanov.

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Depois de saltar do 78º para o 11º lugar do ranking em 2018, a bielorrussa Aryna Sabalenka iniciou a temporada conquistando seu terceiro título de WTA em Shenzhen. Com estilo de jogo agressivo, a jovem de 20 anos tenta chegar às quartas de final de um Grand Slam pela primeira vez, depois de ter parado nas oitavas no US Open, e tem chances matemáticas até mesmo de encerrar o Australian Open como número 1 do mundo. Sabalenka estreia contra a russa Anna Kalinskaya e pode encarar Petra Kvitova nas oitavas.

Ashleigh Barty é uma tenista com golpes mais clássicos e que sabe variar alturas e velocidades, sabendo usar drop-shots e slices a seu favor. A australiana de 22 anos e número 15 do mundo foi bem na Copa Hopman e também é finalista do WTA de Sydney, onde já derrotou a número 1 do mundo Simona Halep e a top 10 Kiki Bertens. Barty inicia a campanha contra a tailandesa Luksika Kumkhum e está na rota de Jelena Ostapenko para a terceira rodada, e de Caroline Wozniacki ou Maria Sharapova nas oitavas.

Alex de Minaur saltou do 208º para o 31º lugar do ranking em 2018 e começou a nova temporada com quartas em Brisbane e conquistando seu primeiro título de ATP em Sydney, com vitórias na semi e na final neste sábado. Cada vez mais consolidado, o jovem australiano pode ser uma ameaça ao número 2 do mundo Rafael Nadal logo na terceira rodada em Melbourne.

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Números 11 e 12 do mundo aos 22 anos, Khachanov e Coric chegam amparados pelos feitos na reta final de 2018. O russo venceu seu primeiro Masters 1000 em Paris, enquanto o croata foi vice-campeão em Xangai. Khachanov estreia contra o alemão Peter Gojowczyk e pode encarar o atual vice-campeão Marin Cilic nas oitavas, enquanto Coric está no caminho de Dominic Thiem.

Na rota de favoritos 

Jovens tenistas aparecem também como possíveis adversários de alguns dos principais cabeças de chave. Logo na primeira rodada, o chileno de 22 anos e 86º do mundo Christian Garin desafia o belga David Goffin, ex-top 10 e atual 22º do ranking. Na fase seguinte, o francês de 19 anos e 98º colocado Ugo Humbert é um possível rival de Alexander Zverev, enquanto o convidado australiano de 19 anos e 149º colocado Alexei Popyrin é um possível adversário de Dominic Thiem.

Entre as mulheres, destaque para Sofia Kenin. Jogadora de apenas 20 anos, Kenin já começou a temporada com um título de duplas em Auckland e conquistando o WTA de Hobart. Atual 56ª do ranking, a norte-americana já chegará a Melbourne com o melhor ranking da carreira, já entre as 40 melhores do mundo.

A estreia de Kenin será contra a russa de 21 anos, vinda do qualificatório e estreante em Grand Slam Veronika Kudermetova. Em caso de vitória, a norte-americana pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Simona Halep já na segunda rodada. Lembrando que Halep está sem vencer desde agosto, encerrou a última temporada mais cedo por conta de lesão nas costas e já tem uma estreia difícil contra a experiente estoniana de 33 anos Kaia Kanepi, sua algoz no último US Open.

Estreantes

A polonesa de 17 anos Iga Swiatek disputará o primeiro Grand Slam da carreira. Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Swiatek também venceu quatro torneios profissionais da ITF e saltou da 690ª para a 175ª posição do ranking. Ela começou a temporada de 2019 parando na última rodada do quali em Auckland e furando o quali do Australian Open. Sua primeira rival será a romena Ana Bogdan.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek é atual campeã juvenil de Wimbledon

Já o alemão de 18 anos Rudolf Molleker saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano passado e aparece atualmente na 207ª posição. Vindo do quali em Melbourne, o jovem germâncio inicia a caminhada contra o cabeça 18 Diego Schwartzman e pode cruzar o caminho de Kyle Edmund ou Tomas Berdych na terceira rodada.

Zverev lidera sua geração nos números e atitudes
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 19, 2018 às 8:53 pm

Campeão do ATP Finals, Alexander Zverev ratificou ainda mais sua condição como o grande nome da nova geração do tênis. Em um final de semana excelente, ele superou os principais cabeças de chave e dois dos maiores vencedores na história do torneio sem perder sets. Foi assim com o hexacampeão e recordista de títulos Roger Federer na semifinal e com o dono de cinco conquistas Novak Djokovic na rodada decisiva.

Em um momento em que o circuito masculino tem sido dominado por jogadores acima dos 30 anos, que hoje ocupam sete vagas do atual top 10, o alemão de 21 anos vem conseguindo marcas que não vistas há praticamente uma década. Um exemplo é que Zverev é o mais jovem campeão do torneio desde o próprio Djokovic, que tinha a mesma idade quando triunfou na China em 2008. Além disso, desde que a ATP passou a promover seus novos nomes do circuito, há pouco mais de dois anos, o alemão vem sempre se mantendo um ou mais degraus acima de outros companheiros na mesma faixa etária.

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Integrante mais jovem do atual top 10, Zverev termina a segunda temporada seguida na quarta posição do ranking mundial e está a apenas 35 pontos do terceiro colocado Federer. Por mais que 2018 tenha sido um bom ano para jogadores jovens, nenhum dos atletas contemporâneos do alemão conseguiu romper a barreira dos dez melhores do mundo.

Ambos com 22 anos, Karen Khachanov e Borna Coric são os mais próximos de entrar no top 10, já que ocupam o 11º e o 12º lugar no ranking divulgado nesta segunda-feira. Ainda no top 20, estão o britânico de 23 anos Kyle Edmund, 14º colocado, seguido pelo grego de 20 anos Stefanos Tsitsipas seguido e pelo russo de 22 anos Daniil Medvedev. O top 30 ainda conta com o sul-coreano de 22 anos Hyeon Chung (25º) e com o canadense de 19 anos Denis Shapovalov (27º).

Entre todos esses expoentes da nova geração, Zverev é de longe o jogador com maior número de títulos. Já são dez ao todo, incluindo o Finals e três Masters 1000. Khachanov tem quatro conquistas, com destaques para o Masters de Paris, Medvedev venceu três torneios, enquanto Coric tem dois, contra um de Edmund e Tsitsipas. Chung e Shapovalov ainda não venceram um torneio da ATP.

Nas vitórias contra jogadores do top 10, Zverev lidera por 19 a 12 sobre Coric, seu perseguidor mais próximo. Khachanov venceu sete jogos na carreira contra top 10, quatro deles seguidos na campanha vitoriosa em Paris. Outro que também bateu sete nomes deste nível é Tsitipas. Edmund tem duas vitórias contra top 10, enquanto Chung, Medvedev e Shapovalov só venceram um jogo deste porte, cada um.

Em torneios Masters 1000, além dos títulos de Zverev e Khachanov, os únicos que disputaram finais foram Tsitsipas e Coric, enquanto Shapovalov já esteve em duas semis. O único feito em que alguns colegas superam o alemão é uma boa campanha em Grand Slam. Ao passo que Zverev tem como melhor resultado as quartas de final de Roland Garros, Edmund e Chung deram um passo a mais e foram semifinalistas na Austrália em janeiro.

Outros dois bons jovens jogadores rondando as primeiras posições são os australianos Alex De Minaur e Nick Kyrgios. Revelação da temporada e número 31 do mundo aos 19 anos, De Minaur já chegou a duas finais de ATP e ainda busca o primeiro título e a primeira vitória contra um top 10. Já o controverso Kyrgios tem 23 anos, já foi número 13 do ranking e hoje aparece no 36º lugar. Ele já tem quatro títulos de ATP, foi finalista no Masters 1000 de Cincinnati no ano passado e acumula 15 vitórias sobre adversários nas dez primeiras posições.

Nos confrontos diretos, Zverev leva vantagem sobre quase todos os adversários. O alemão tem 4-0 contra Medvedev e Edmund, 3-0 sobre De Minaur, 2-0 sobre Shapovalov e 2-1 diante de Khachanov. O histórico está empatado contra Tsitsipas e Kyrgios, sendo 1-1 diante do grego e 3-3 contra o australiano. Apenas Coric e Chung tem retrospecto positivo contra o alemão. O croata lidera por 3-1, enquanto o sul-coreano tem 2-1.

Por conta desses e de outros números que o colocam um nível acima, Zverev foi perguntado após o título em Londres se ele sentia como um líder da nova geração do circuito. “Eu não posso te dizer se eu serei o futuro líder do tênis, que é uma questão muito profunda no momento, e não acho que eu deveria ser o único a responder a esta pergunta, não sou qualificado para isso”, comentou após derrotar Novak Djokovic por 6/4 e 6/3 no último domingo. “Eu me sinto ótimo, mas o futuro ainda tem muitos anos pela frente e tudo pode acontecer. O que eu sei é que vou fazer o possível para estar no topo, por isso tenho que vencer os melhores nos grandes torneios”,

Zverev lembrou até mesmo do retrospecto recente de Djokovic contra os jovens jogadores para comentar o sucesso da nova geração do tênis. Durante o segundo semestre de 2018, Djokovic venceu 35 dos últimos 38 jogos que disputou e só foi parado por nomes da nova geração nesta metade do ano. Antes de Zverev, os únicos que conseguiram derrotar o sérvio nesse período foram Tsitsipas nas oitavas de em Toronto e Khachanov na decisão em Paris. “Os dados estão lá. Novak perdeu para Khachanov em Paris e para Tsitsipas em Toronto. Fico feliz em ver que a nova geração está chegando pouco a pouco”.

Líder fora de quadra – O jovem jogador de 21 anos também vem exercendo uma figura de liderança nas discussões sobre o calendário do circuito e a duração da temporada. Além de já ter se posicionado contra a mudança nas datas e formato da Copa Davis. “Eu não vou jogar a Copa Davis em novembro. Nós tempos um mês e meio entre uma temporada e outra, no final de novembro e em dezembro. Fazer um torneio no fim de novembro, quando todos nós estamos cansados é uma loucura. Nós, como jogadores top, tivemos conversas com a ATP para diminuir a temporada e não torná-la ainda mais longa”, disse ainda durante o Masters 1000 de Xangai.

“O problema não é nem a quantidade de torneios que jogamos no ano, mas quanto tempo dura a temporada. Mesmo se você não estiver jogando um torneio naquela semana, você não pode tirar essa semana de folga. Você tem que estar treinando, você tem que estar se preparando”, comentou após a fase de grupos do Finals, em Londres. “Nós não temos tempo para nos preparar fisicamente e mentalmente, e também não temos tempo para nos dar descanso. Você só pode fazer isso durante período de pré-temporada, e não quando há outros torneios em que você apenas não está jogando”

O atual número 4 do mundo também cita suas conversas com o líder do ranking mundial e presidente do Conselho de Jogadores da ATP Novak Djokovic para justificar sua posição. “Se você perguntar a Novak, ele concorda comigo. Já tivemos essa conversa. Ele tem pensado da mesma forma nos últimos 10 anos, mas nunca falou sobre isso. Agora que os jogadores estão falando sobre o assunto, ele também fala”.

Sinal de amadurecimento – Zverev nunca escondeu um lado mais explosivo, nas discussões ríspidas com árbitros ou em respostas atravessadas em entrevistas coletivas. Mas durante a semana em Londres, deu sinais de maturidade também nesse lado. Especialmente no episódio das vaias sofridas nos momentos decisivos da semifinal contra Roger Federer, vencida por 7/5 e 7/6 (7-4) no último sábado. Quando perdia o tiebreak do segundo set por 4-3, alemão parou um ponto que era dominado por Federer e o árbitro Carlos Bernardes aplicou a regra do ‘let’ para mandar voltar a jogada, depois que um dos boleiros deixou a bola correr no fundo da quadra. Na volta, o germânico encaixou um ace e foi vaiado pelo público.

Embora Zverev tenha agido dentro das regras, criou-se um ambiente seguiu hostil ao jovem jogador de 21 anos até o final do jogo e ele chegou a pedir desculpas aos torcedores. “Em primeiro lugar, quero me desculpar pela situação no tiebreak. O boleiro deixou uma bola cair e a regra diz que é preciso repetir o ponto”, disse Zverev em entrevista ainda em quadra logo após a partida. “Já pedi desculpas a Roger na rede, e ele me disse que ‘está tudo bem e que está nas regras’. E agora falo para o público, porque há muitos fãs de Roger aqui. Por tudo o que ele conseguiu, ele é quem tem mais fãs no mundo”.

https://twitter.com/TennisTV/status/1063827548273078272

Aos jornalistas, Zverev também falou sobre o incidente e não escondeu o quanto a situação o abalou emocionalmente. “Quando você é vaiado, nunca é uma sensação agradável. Eu pedi desculpas ao Roger na rede depois e ele me disse: ‘Você não tem absolutamente nada para se desculpar, não se preocupe com isso’. Mas talvez algumas pessoas do público não sabiam o que realmente aconteceu e qual era a situação”, afirmou. “As vaias se transformaram em aplausos depois, o que me ajudou. Obviamente, muitas emoções estão passando pela minha cabeça. Fiquei muito chateado no vestiário também, não vou mentir. Tive que tirar alguns minutos para mim. Eu espero que as pessoas que estavam vaiando vejam o que realmente aconteceu. Talvez apenas percebam que eu talvez não tenha feito nada de errado”.

As palavras do número 1 – Superado por Zverev na decisão do Finals, Djokovic acredita que o jovem alemão tem potencial para superar seus feitos no circuito. Apesar da decepção pela derrota e desempenho na partida de domingo, o pentacampeão do torneio fez questão de valorizar a inédita conquista de seu adversário.

“Há muitas semelhanças em termos de trajetória em relação às nossas carreiras e espero que ele possa me superar”, disse Djokovic, ao ser lembrado que Zverev é o campeão mais jovem do torneio desde o próprio sérvio em 2008. “Posso dizer que ele é uma pessoa com muita dedicação e merece tudo o que está recebendo, embora ainda tenha muito tempo pela frente. Se ele pode ganhar títulos de Grand Slam? É claro, mas já sabemos disso há muito tempo, não só a partir de hoje”.

https://twitter.com/TennisTV/status/1064278575161974784

“Estou desapontado com meu jogo mas, ao mesmo tempo, muito feliz por ver o Alexander ganhar um título tão importante como este”, comenta o sérvio sobre o título mais importante da carreira de Zverev. “Temos um ótimo relacionamento, vivemos no mesmo lugar, somos uma grande família e compartilhamos muitas coisas, dentro e fora de quadra. Você o vê levantando o troféu e rapidamente entende o quanto isso significa para ele. Ele merece”.

Perguntado sobre a afirmação de Djokovic, Zverev respondeu com bom humor. “Novak disse que posso acabar ganhando mais títulos que ele? Jesus não! Isso é muita coisa!”, comenta o jovem campeão. “Quero dizer, eu ganhei esse torneio uma vez, ele ganhou cinco. Ele ganhou, eu não sei, uns 148 títulos mais do que eu. Eu espero que eu possa ter uma grande carreira, mas agora eu só penso em curtir as férias e relaxar um pouco”.

Zverev e Coric têm posições distintas sobre nova Davis
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 20, 2018 às 7:04 pm

As mudanças recém-aprovadas na fórmula de disputa da Copa Davis, que já passam a valer em 2019, dividem opiniões da comunidade do tênis desde a votação realizada na última quarta-feira. Afinal, trata-se de uma competição com 118 anos história e se autoproclama como “a maior competição internacional anual por equipes do mundo” e seu formato atual já está consolidado desde a criação do Grupo Mundial em 1981.

Com o novo regulamento, a Davis de 2019 terá uma fase classificatória em fevereiro e depois só volta a atenção do público entre os dias 18 de 24 de novembro, quando será realizada -em sede única- uma competição com 18 equipes em seis grupos de três, com jogos em melhor de três sets. Classificam-se os líderes de cada chave e mais os dois melhores segundos colocados para as quartas de final e seguem até a definição do campeão.

Em geral, os jogadores têm se posicionado contra a radical formulação do regulamento, mas há vozes destoantes. Expoentes da nova geração do circuito, Alexander Zverev e Borna Coric tem posições distintas sobre o novo modelo de disputa. Enquanto o alemão é contrário, pensando principalmente no fato de o já longo calendário ganhar uma semana a mais de competições, o croata não chega a dar uma opinião plenamente favorável, mas se diz aberto às mudanças.

Para Zverev, disputa da Davis em novembro torna a temporada ainda mais longa (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Para Zverev, disputa da Davis em novembro torna a temporada ainda mais longa (Foto: Paul Zimmer/ITF)

“Eu não apoio isso. No final do ano, se estivéssemos eu uma final da Davis, eu jogaria com certeza. Mas se eu tiver que jogar uma fase de grupos no final do ano, depois de Londres [onde disputa o ATP Finals, na semana anterior], eu não vou querer estar lá, para ser honesto, eu vou para as Ilhas Maldivas”, disse Zverev, ao ser perguntado sobre o assunto em entrevista coletiva durante o Masters 1000 de Cincinnati.

“Nossa temporada já dura dez meses e meio. Não precisamos deixá-la ainda maior”, afirma o alemão de 21 anos e número 3 do mundo. “Eu conversei com outros jogadores top, conversei com o Roger [Federer], um pouco, e todos nós concordamos que precisamos de uma temporada mais curta e ter mais tempo de preparação para que nossos corpos estejam prontos para aguentar um novo ano”.

“Pensando a longo prazo, do jeito que minha carreira está indo, eu devo me classificar para o ATP Finals mais vezes. No ano passado, eu tive dez dias de folga e só três semanas de treinos antes de a temporada começar de novo. Não é o suficiente”, complementa Zverev, que tem quatro vitórias e quatro derrotas em jogos de simples pela Copa Davis na carreira. Este ano, ajudou a equipe alemã a vencer a Austrália em fevereiro e estava na equipe que caiu diante da Espanha nas quartas de final em abril.

Coric diz que é preciso de tempo para julgar se as mudanças são boas ou não  (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Coric diz que é preciso de tempo para julgar se as mudanças são boas ou não (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Por sua vez, Borna Coric utilizou as redes sociais para se manifestar. O croata de 21 anos e número 20 do mundo acredita que é preciso dar tempo para que a comunidade do tênis assimile a mudança antes de julgar se as modificações na fórmula de disputa são boas ou ruins e se mostra disposto a continuar defendendo seu país na competição.

“Alguns podem argumentar que a mudança é muito radical, mas por outro lado, o tênis é constantemente criticado pela falta de inovação. As coisas mudaram e cabe a nós decidir se aceitamos e vamos tentar ignorar”, escreveu Coric, em seu perfil no Twitter.

“Como atleta, eu penso nisso como um novo desafio e uma nova oportunidade de representar meu país ao redor do mundo e trazer alegria para os croatas”, explica o jovem jogador que tem sete vitórias e sete derrotas na competição. “Apenas o tempo poderá dizer se é uma boa ou má decisão, mas depende de nós dar uma chance para começar algo incrível. Quem sabe, daqui alguns anos, a semana da Copa Davis seja uma das melhores da temporada”.

Coric deverá ser um dos convocados para a equipe croata que disputa a semifinal deste ano contra os Estados Unidos em Zadar, entre os dias 14 e 16 de setembro. “É claro que sentirei falta dos confrontos em casa e do entusiasmo que esses jogos trazem. Fico em feliz porque em setembro, nós jogaremos diante dos melhores fãs do mundo e temos a oportunidade de chegar à final e trazer o troféu para casa”.

Outro nome da nova geração a se posicionar foi Felix Auger-Aliassime, canadense que completou 18 anos este mês e que ainda não teve a oportunidade de disputar uma Copa Davis por seu país. O jovem jogador, que nesta segunda-feira alcança o melhor ranking da carreira ao aparecer no 116º lugar, lamentou a mudança no regulamento.

https://twitter.com/felixtennis/status/1030235234430844934

“Um dos meus maiores sonhos quando criança era o de um dia jogar uma final da Copa Davis na frente da minha torcida”, disse Auger Aliassime, em seu perfil no Twitter. “Infelizmente, eu nunca vou ter a chance de experimentar a Copa Davis como eu cresci assistindo. Eu ainda esperava que tradição e história vencessem o dinheiro”.

Zverev busca o papel principal
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 28, 2017 às 2:13 pm

Condicionado desde muito jovem para se tornar a próxima estrela do tênis mundial, Alexander Zverev passará por seu maior teste no US Open. Pela primeira vez, o alemão de 20 anos terá a oportunidade assumir o papel de protagonista na busca por um título um Grand Slam. Os títulos recentes em Washington e no Canadá e a ausência de muitos grandes nomes do circuito farão com que cada passo de Zverev, desde a primeira rodada, fique diante dos olhos dos grande público.

O número 6 mundo disputará cada vez mais partidas em quadras centrais, e na maioria das vezes sendo ‘a atração do jogo’. Será assim nesta segunda-feira, quando estreia na sessão noturna do Arthur Ashe Stadium contra o barbadiano vindo do quali Darian King. Estar em um grande palco está longe de ser novidade para Zverev, tampouco a ideia de jogar como favorito. Mas os jogos em que o alemão era o único chamariz costumavam acontecer nas quadras secundárias e a maior parte de suas experiências nos estádios principais foram no papel de franco-atirador, como um jovem promissor que poderia complicar a vida dos grandes nomes. Desta vez, Alexander Zverev é o grande nome, o jogador a ser batido.

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Em seu melhor momento na carreira, Zverev visualiza uma chance real de fazer seu primeiro resultado expressivo em um Grand Slam. O alemão, que fará sua décima aparição em um dos quatro maiores eventos do calendário, tem como melhor marca as oitavas de final de Wimbledon desta temporada. Será sua terceira participação no US Open, torneio do qual nunca passou da segunda rodada.

Com as desistências de Andy Murray, Novak Djokovic e Stan Wawrinka, além do fato de Roger Federer e Rafael Nadal terem sido sorteados do mesmo lado da chave, Zverev só pode enfrentar um jogador melhor colocado que ele no ranking em uma eventual final. Além disso, o atual sexto colocado só cruzaria com outro top 10 em uma possível semifinal. Com Marin Cilic inativo desde Wimbledon e Jo-Wilfried Tsonga sem grandes resultados em torneios importantes (embora tenha vencido um ATP 500 e mais dois 250), não seria nenhum absurdo vê-lo na decisão sem ter passado por nenhum top 10 durante o caminho.

Amplamente favorito na estreia, Zverev pode ter um duelo de jovens contra Borna Coric ou encarar o canhoto tcheco Jiri Vesely na rodada seguinte. Nas próximas fases, são cotados três jogos contra grandes sacadores: Kevin Anderson na terceira rodada, Gilles Muller nas oitavas, e John Isner ou Sam Querrey nas quartas. Com a incógnita sobre a real condição de Cilic, o aberto quadrante que definirá um dos semifinalistas pode ser vencido pelo veterano David Ferrer ou pelo ascendente francês Lucas Pouille, que foi às quartas no ano passado.

Títulos recentes e ausência de outros favoritos fazem com que Zverev tenha muito mais holofotes do que está habituado

Títulos recentes e ausência de outros favoritos fazem com que Zverev tenha muito mais holofotes que de costume

 

Fora do ambiente de jogo, as salas de entrevistas coletivas vão estar mais cheias, contando com jornalistas que não estão no dia a dia do circuito. E o número de compromissos extra-quadra virá nas megalomaníacas proporções do Slam americano. Saber lidar com esse tipo de situação será primordial e ter o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero na equipe vale ouro nesse momento. Por ora, o espanhol tem ficado muito animado com a rotina de treinos do jovem alemão durante os três torneios em que viajaram juntos.

Mas nessa vida fora de quadra, Zverev cometeu um deslize no último sábado. Durante a entrevista coletiva prévia ao torneio, o alemão se irritou com uma pergunta, considerada por ele como repetitiva, sobre um assunto que sequer poderia causar alguma polêmica. (Confira a íntegra da entrevista)

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Repórter – Ter um irmão no circuito o ajuda? O quanto isso o afetou em sua carreira?
Zverev – Você já assistiu alguma entrevista minha? Estou fazendo uma pergunta. Você já viu? Quantas vezes eu respondi a essa pergunta nos últimos três meses?
Repórter – Muitas?
Zverev – Sim. Mas vou falar de novo (…) [e prosseguiu com a resposta]

Entendo o incômodo de Zverev em ter que responder à mesma pergunta tantas vezes. Entendo também que, o jornalista não iria ‘gastar’ a oportunidade da pergunta caso tivesse (ou tido tempo de ter) feito uma uma pesquisa um pouco mais qualificada para não colocar em discussão um tema que já foi debatido anteriormente.

Mas Zverev precisa entender que o ambiente de um Grand Slam é diferente, ainda mais na posição que ele ocupa agora. Não estarão lá apenas os repórteres habituados a cobrir semanalmente o circuito. Ali estarão profissionais do mundo inteiro, alguns que dominam o assunto, mas não têm a oportunidade de viajar para todos os eventos. Outros, com pautas e interesses jornalísticos diversos ao habitual, dispostos a apresentar a nova estrela ao seu público. Sem falar nos que estão ali apenas para cumprir ordens e nos que parecem ter ‘caído de paraquedas’ numa entrevista coletiva de um Grand Slam.

É preciso ter paciência. O jogador de destaque tem que saber que lidar com esse tipo de situação e a própria ATP oferece treinamento sobre como lidar com a imprensa aos mais jovens. Quantas vezes, Federer, Nadal, Djokovic ou Murray tiveram que responder às mesmas perguntas? Ou ainda quantas vezes foram perguntados sobre temas alheios à rotina do torneio? Falar à imprensa e dar seu ponto de vista sobre diferentes assuntos faz parte do trabalho de um jogador de elite é preciso saber sair dessas perguntas com elegância para não seja criado um desgaste desnecessário logo no primeiro dia do torneio.

Quadrante promissor

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Localizados no segundo quadrante da parte de baixo da chave, encabeçado por Tsonga e Cilic, dois jovens vindos de bons resultados podem protagonizar surpresas na primeira semana antes de um eventual duelo. O canadense Denis Shapovalov e o britânico Kyle Edmund podem se encontrar logo na terceira rodada caso aprontem diante dos cabeças mais próximos.

Por ter subido no ranking após o fechamento da lista de inscritos e sem receber um convite dos organizadores, Shapovalov precisou vencer três jogos no quali para disputar seu segundo Slam na carreira (foi convidado em Wimbledon por ser atual campeão do juvenil). O canhoto de 18 anos e 69º mundo estreia em duelo de jovens contra o russo Daniil Medvedev. Logo depois, o canadense pode cruzar o caminho de Jo-Wilfried Tsonga, cabeça 8 do US Open e eliminado nas estreias de Montréal e Cincinnati.

Edmund fez boas campanhas em Atlanta e Winston Salem

Edmund fez boas campanhas em Atlanta e Winston Salem e foi às oitavas no último US Open.

Já Edmund foi semifinalista dos ATP 250 de Atlanta e Winston Salem durante a preparação para o US Open. O britânico de 22 anos subiu nesta segunda-feira para o 42º lugar, ficando a duas posições de sua melhor marca da carreira. Sua estreia será o cabeça 32 holandês Robin Haase (semifinalista em Montréal, mas superado na estreia em Cincy) e logo depois pode rever o americano Steve Johnson, a quem derrotou há menos de uma semana.

É bom lembrar que Edmund já mostrou do que é capaz no US Open. Há um ano, quando era apenas 84º do mundo, surpreendeu nomes do porte de Richard Gasquet e John Isner, além de também vencido o anfitrião Ernesto Escobedo antes de cair para Novak Djokovic nas oitavas e encerrar sua melhor participação em Grand Slam.

Cenário perfeito para Shapovalov
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 14, 2017 às 10:51 pm

Quem acompanha o blog já conhece um pouco da história de Denis Shapovalov. O canadense já foi assunto após o título juvenil de Wimbledon do ano passado, quando ele já possuía conquistas em nível future e uma semi de challenger na carreira. Em março deste ano, foi destacado seu primeiro título de challenger em Drummondville. Já há duas semanas, quando atingiu o 130º lugar  ao vencer o challenger de Gatineau, sua chegada ao top 100 já parecia iminente, o que se confirmou nesta segunda-feira. Com a incrível semana em Montréal, o canadense deu mais uma mostra de seu enorme potencial e agora encara um cenário perfeito para continuar a evoluir.

Shapovalov possuía apenas três vitórias em nível ATP antes da última semana. A campanha até a semifinal do Master 1000 canadense, com quatro vitórias sobre Rogério Dutra Silva (salvando quatro match points), Juan Martin del Potro, Rafael Nadal e Adrian Mannarino, fez do canhoto de 18 anos o mais jovem semi-finalista de um Masters, desde que a série começou em 1990, além de ser o mais jovem semifinalista do torneio canadense na Era Aberta. O simples fato de ter chegado às oitavas, fase em que superou Rafael Nadal, já o fizera ser o mais jovem naquela fase de um torneio desde porte desde o próprio Nadal no ano de 2004 em Miami.

Depois de saltar incríveis 76 posições no ranking, Shapovalov já aparece no 67º lugar, marca que evidentemente é a melhor de sua carreira. Além disso, o canadense não tem pontos a defender até o final do ano e só tem a somar em pelo menos sete torneios. Isso porque são considerados válidos os dezoito melhores resultados obtidos em 52 semanas e o jovem jogador acumulou 721 pontos em apenas onze competições.

Sem pressão por resultados ou defesa de pontos, o canadense poderá pensar seu calendário com calma e inteligência. Convites para chaves principais torneios do mundo não vão faltar nas próximas semanas e o jogador terá tranquilidade para fazer suas escolhas. Uma atitude interessante foi abrir mão de disputar o challenger de Vancouver que acontece nesta semana. O foco agora é o US Open, Grand Slam para o qual ainda não tem vaga direta. É possível que as expressivas vitórias seduzam os organizadores para um convite. Mas caso isso não aconteça, ele teria que disputar o quali já na semana que vem.

Veja quando caem os pontos de Shapovalov:

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Corrida para Milão

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A grande campanha no Masters 1000 canadense também deixa Shapovalov em situação bastante favorável para se classificar para o Next Gen Finals, que será disputado entre os dias 7 e 11 de novembro em Milão. O canhoto de 18 anos saltou do 22º para o quarto lugar, ficando atrás apenas do já classificado e seu último algoz Alexander Zverev, além de Karen Khachanov e Borna Coric. Sua diferença para o americano Jared Donaldson, primeiro fora da zona de classificação, é de 146 pontos. Parece pouca coisa, mas é praticamente uma final de ATP.

Zverev ratifica o domínio

Há uma semana, falamos sobre o quanto Alexander Zverev escancara a cada torneio sua superioridade sobre os demais jogadores de mesma faixa etária. São dez vitórias seguidas e dois títulos de peso em Washington e Montréal. A invencibilidade coincide com a chegada do ex-número 1 do mundo Juan Carlos Ferrero à equipe do alemão.

Zverev se mostra um tenista cada vez mais completo, com notória evolução na movimentação em quadra, a consistência defensiva e o jogo de rede. Aos poucos, o jovem alemão vai vencendo seus jogos correndo cada vez menos riscos, como fez na própria semifinal diante do próprio Shapovalov e nas oitavas contra Nick Kyrgios.

Zverev ainda não perdeu desde a chegada de Juan Carlos Ferrero à equipe (Foto: Peter Staples/ATP World Tour)

Zverev ainda não perdeu desde a chegada de Juan Carlos Ferrero à equipe (Foto: Peter Staples/ATP World Tour)

Com o título do Masters 1000 de Montréal, o alemão de apenas 20 anos já se torna o número 7 do ranking. Além disso, ele é apenas o segundo jogador em atividade de fora do Big Four a ter vencido dois Masters na carreira (juntando-se a Jo-Wilfried Tsonga). Zverev tamebém é também o primeiro jogador com menos de 20 anos a conquistar cinco títulos na mesma temporada desde Novak Djokovic em 2007 e o primeiro com quatro ou mais troféus desde Juan Martin del Potro em 2008. Está bem claro que está muitos degraus acima e será um dos grandes.

Chung é top 50

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Uma realidade que parecia iminente há dois anos finalmente se concretizou nesta segunda-feira. Hyeon Chung é top 50. A campanha até as oitavas de final do Masters 1000 de Montréal fez com que o sul-coreano de 21 anos subisse do 56º para o 49º lugar do ranking.

Chung já chegou a ocupar 51ª posição em outubro de 2015. Depois começar bem a temporada passada, chegando às quartas de um ATP pela primeira vez em Houston, o asiático teve uma lesão abdominal e ficou três meses fora, chegando a sair do top 100 e precisou voltar a jogar challengers.

A retomada veio a partir da temporada de saibro deste ano, com semi em Munique quartas em Barcelona. Nem mesmo uma lesão no tornozelo esquerdo, que o tirou de toda a temporada de grama, acabou com ímpeto do sul-coreano, que merecidamente se estabelece entre os 50 melhores do mundo.

 

Muitos degraus acima
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 7, 2017 às 9:56 pm

A cada semana fica cada vez mais evidente a diferença de Alexander Zverev para os demais jogadores de mesma faixa etária. O título no ATP 500 de Washington ajuda o alemão de 20 anos a se consolidar entre os principais nomes do circuito. Já são quatro conquistas no ano, incluindo um Masters 1000, e cinco finais disputadas, além de uma evolução notável em todos os pisos e o melhor ranking da carreira ao atingir o oitavo lugar. Não dá para chamar Zverev de Next Gen mais. O alemão é uma realidade.

Tamanha diferença fica bem clara no ranking de jogadores com até 21 anos, que a ATP criou a partir desta temporada para estabelecer os jogadores classificados para o Next Gen Finals. Zverev já acumula 3.165 pontos na temporada e tem 2.285 pontos de vantagem para o segundo colocado, o russo Karen Khachanov, que somou 880 pontos desde janeiro. Ainda para efeito de comparação, com o mais próximo perseguidor, Khachanov é o 30º na lista da ATP e o 33º da temporada.

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Ainda com base na corrida para Milão, dá para destacar que Zverev fez mais pontos no ranking que Karen Khachanov, Andrey Rublev, Daniil Medvedev e Borna Coric somados. Os três russos e o croata acumularam juntos 2.967 pontos no ano. Ele também tem mais títulos de ATP que os quatro primeiros concorrentes somados, 5 a 3. Até mesmo o número de vitórias no ano é desigual, com 41 para o alemão, contra 21 de Khachanov, 10 de Rublev, 20 de Medvedev e 14 de Coric.

Desde Juan Martin Del Potro em 2008 que um jogador com menos de 21 anos conquistava quatro torneios na mesma temporada. Zverev é o quarto jogador que mais pontuou em 2017, que não terá mais Novak Djokovic nem Stan Wawrinka em quadra até o fim do ano. Nesse cenário, é bastante possível que o alemão se classifique para ATP Finals, em Londres, a partir do dia 12 de novembro.

Durante a campanha para o título do Masters de Roma, Zverev havia dito que tentaria jogar as duas competições no fim do ano. O fato de o evento de Milão ter um caráter mais de exibição e de teste de novas regras pode até aumentar as chances de ele entrar em quadra, mas não acho que um tenista entre os oito melhores do mundo abriria mão da semana de treinos logo antes do Finals. Madison+Keys+Bank+West+Classic+Day+7+8qgy3wv_J_jl Outro título para a nova geração veio com Madison Keys. A norte-americana de 22 anos conquistou o WTA Premier de Stanford ao vencer uma final caseira contra CoCo Vandeweghe. O terceiro título da carreira de Keys foi o primeiro desde as duas cirurgias que fez no punho esquerdo. Ela operou em novembro do ano passado e perdeu os dois primeiros meses da temporada para voltar em Indian Wells, mas precisou de mais uma cirurgia depois de Roland Garros para corrigir os efeitos da primeira.

Chamou atenção a evolução incrível da americana ao longo da semana. Em seu primeiro set no torneio, contra a pouco conhecida Caroline Dolehide, de 18 anos, Keys anotou apenas um winner e fez 11 erros, tendo bastante dificuldade com backhand e parecia que pensar primeiro em não sentir dor que construir os pontos. Aos poucos, ela foi retomando o nível e confiança, chegando à atuação de gala contra Garbiñe Muguruza na semi e o jogo sólido e sem ter o serviço quebrado contra Vandeweghe na final.

Depois do título e da recuperação de posições no ranking, Keys fez uma escolha inteligente de pular o Premier de Toronto. A americana não tem pontos a defender na semana e como não seria cabeça de chave teria que atuar já na terça-feira, só dois dias depois da final. O melhor a fazer agora é se prevenir de novas lesões para jogar sem dor e voltar ao melhor nível. Mais destaques da nova geração DGhOJYyUMAE2p57 Outro jovem destaque da última semana foi Thanasi Kokkikanis, australiano de 21 anos que foi finalista do ATP 250 de Los Cabos. A campanha de 150 pontos o fez subir do 454º para o 220º lugar do ranking, ainda distante da 69ª colocação que atingiu em junho de 2015, antes de sofrer com uma série de lesões. Kokkinakis operou o ombro direito em 29 de dezembro de 2015. Ele só voltaria às quadras em agosto do ano seguinte, nas Olimpíadas, onde disputou sua única partida no ano e desistiu do US Open e de torneios subsequentes por lesão muscular no peitoral. Já em 2017, o australiano começou o ano sendo campeão de duplas no ATP de Brisbane ao lado de Jordan Thompson, mas sentiu uma lesão no músculo abdominal durante a partida decisiva e só voltou a competir em maio, no challenger de Bordeaux. Desde então, ele já recuperou mais de setecentas posições.  

No feminino, quem brilhou foi Bianca Andreescu. A canadense de 17 anos subiu 23 posições depois de chegar às quartas de final em Washington e já aparece no 144º lugar, a melhor marca de sua carreira. A vitória mais expressiva da semana foi sobre a número 13 do mundo Kristina Mladenovic. Isso faz dela a primeira jogadora nascida em 2000 a ganhar de uma top 20. Andreescu, como o próprio nome sugere, é filha de imigrantes romenos, mas já nasceu no Canadá e é treinada pela francesa Nathalie Tauziat, ex-número 3 do mundo.

Já no circuito challenger, o espanhol de 20 anos Jaume Munar conquistou seu primeiro título no piso duro de Segovia. O resultado o fez subir mais de cem posições no ranking até o 200º lugar, sua marca mais alta na carreira. A cidade é especial para o tênis espanhol, já que foi lá que Rafael Nadal venceu seu primeiro challenger.

Nova geração brasileira 

A nova geração brasileira teve como destaque na última semana. O paranaense de 17 anos Thiago Wild fez sua melhor campanha em um torneio profissional ao chegar à semifinal do future de Piestany, na Eslováquia, chegando a derrotar o húngaro Mate Valkusz, ex-líder do ranking juvenil.

A parceria de Marcelo Zormann e Rafael Matos ficou com o vice-campeonato de duplas em future na Cidade do Porto, enquanto a paulista que treina nos Estados Unidos Luisa Stefani foi campeã de duplas na cidade espahola de Segovia, conquistando o terceiro título seguido. Quem atua nesta semana é a turma de 14 anos, que disputa o Mundial da categoria em Prostejov, na República Tcheca

Promessas da ATP têm altos e baixos em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 8, 2017 às 12:22 am

As jovens promessas do tênis masculino que estiveram presentes em Wimbledon tiveram altos e baixos na primeira semana do Grand Slam britânico. E se há um nome que simboliza bem essa falta de consistência é o do russo Daniil Medvedev, jogador de 21 anos e 49º do ranking.

Depois de ter feito três boas semanas na temporada de grama, chegando quartas em ‘s-Hertogenbosch e Queen’s e sendo semifinalista em Eastbourne, onde só perdeu para Novak Djokovic, Medvedev confirmou a boa fase ao derrotar Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon. Na entrevista, ele falou sobre como seu jogo se adapta à grama e como ele costuma crescer nos momentos importantes de seus jogos.

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

“Acho que meu jogo funciona muito bem na grama e é meu piso favorito. Tenho um bom saque, que não é muito forte, mas é bastante preciso, o que é mais importante para a grama, porque ele fica mais rápido que na quadra dura ou no saibro”, disse Medvedev. “Tenho um jogo muito reto e que ninguém gosta de enfrentar, porque jogar muitas bolas para cima depois dos meus golpes. E sou bom nos momentos importantes dos jogos”.

Mas o que se viu na rodada seguinte, contra canhoto belga Ruben Bemelmans, foi um espetáculo deprimente. Irritado com uma marcação da árbitra portuguesa Mariana Alves, Medvedev saiu completamente de um jogo em seu melhor momento, quando tinha quebra acima no quinto set, forçado após vencer a terceira e quarta parciais da partida. Depois do incidente, o russo venceu só mais um game e, diante da possibilidade de ser punido ou multado, o russo “se adiantou” à aplicação da pena e deixou algumas moedas em quadra. No dia seguinte, veio a conta: A multa pela má conduta foi de US$ 14 mil.

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Outro russo que passou por altos e baixos foi Karen Khachanov, que vive seu melhor momento aos 21 anos, ocupando o 34º lugar do ranking e vindo de uma semifinal na grama de Halle. Ele cometeu muitos erros não-forçados no duelo com Thiago Monteiro pela segunda rodada e correu risco em todos os sets da partida.

Contra Rafael Nadal nesta sexta-feira, o jovem russo pôde jogar mais solto, e depois de ter poucas chances nos sets iniciais, deixou uma boa impressão na terceira parcial, quando pressionou mais o saque do espanhol e teve até set point. O futuro de Khachanov, que treina em Barcelona e já tem título de ATP, parece bem encaminhado.

Ninguém nas oitavas, por enquanto – Nenhum jogador da chamada #NextGen, jovens de até 21 anos e que estejam entre os 200 melhores, se garantiu nas oitavas da chave masculina, mas Alexander Zverev e Jared Donalson podem chegar lá.

Alexander Zverev ainda não perdeu sets no torneio

Alexander Zverev ainda não perdeu sets em duas rodadas no torneio e é favorito contra Ofner

Cabeça 10 em Wimbledon, Zverev ainda não perdeu sets no torneio, depois de passar pelo russo Evgeny Donskoy e o também promissor norte-americano Frances Tiafoe. O alemão é bem favorito contra o austríaco de 21 anos Sebastian Ofner, que entrará para a hashtag favorita da ATP depois de Wimbledon, já que será top 200 após suas duas primeiras vitórias no Slam britânico.

Já o 67º colocado Donaldson, que tem 20 anos e deverá ter o melhor ranking da carreira depois do torneio, tem a dura missão de enfrentar o cabeça 8 Dominic Thiem. O norte-americano já fez quatro jogos contra top 10 e busca ainda a primeira vitória.

Entre outros nomes da nova geração: O russo Andrey Rublev foi à segunda rodada, enquanto Borna Coric, Thanasi Kokkinakis, Stefanos Tsitsipas e o convidado canadense Denis Shapovalov caíram ainda na estreia.

Juvenil larga neste sábado – As chaves principais do torneio juvenil de Wimbledon dão a largada neste sábado. O Brasil está representado pelo paranaense Thiago Wild, o pernambuacano vindo do quali João Lucas Reis e a paulista Thaísa Pedretti. Única a entrar em quadra já no primeiro dia, Pedretti enfrentará a convidada britânica Anna Loughlan.

O principal cabeça de chave do masculino é o francês Corentin Moutet. O canhoto de 18 anos já 341º da ATP e as únicas competições juvenis que disputou na temporada foram os dois primeiros Grand Slam e o ITF G1 de Roehampton, onde perdeu ainda na estreia do único evento que disputou na grama. Seu primeiro compromisso será contra o argentino Sebastian Baez.

 

Por falar na Argentina, Axel Geller surpreendeu na última semana em Roehampton ficando com o título do principal evento preparatório para o Grand Slam britânico ao vencer o norte-americano Sam Riffice na final. Já o húngaro Zsombor Piros, cabeça 3 em Wimbledon, foi o favorito com melhor desempenho, chegando às quartas.

No feminino, a chave é encabeçada por duas americanas que já venceram Grand Slam juvenil. A campeã do US Open Kayla Day é principal favorita e estreia contra a suíça Lulu Sun. Já a vencedora de Roland Garros Whitney Osuigwe é a segunda cabeça de chave e pega a britânica Gemma Heath. Quem ganhou Roehampton foi a americana Claire Liu, finalista em Roland Garros e cabeça 3 em Wimbledon.

Competições no Paraná – O sábado também será de finais da 31ª edição da Londrina Junior Cup, torneio ITF G4 disputado nas quadras de saibro do Londrina Country Club. A partir das 10h30 acontecem as decisões de simples. No masculino, o paulista Matheus Ferreira Leite encara o português Daniel Rodrigues. Já a final feminina terá um duelo nacional entre a paulista Ana Paula Melilo e a mineira Marina Figueiredo.

Na semana que vem, acontece mais um torneio no saibro paranaense. As quadras do Clube Curitibano recebem o ITF Juniors de Curitiba, torneio nível G5. O quali masculino já começa neste sábado.

Qual o tamanho da façanha de Zverev?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 22, 2017 às 4:41 pm

O título de Alexander Zverev no Masters 1000 de Roma após uma atuação extremamente segura contra Novak Djokovic é uma façanha praticamente impossível de ser alcançada no atual circuito masculino. O tamanho do feito desse jovem alemão de apenas 20 anos aparece em três estatísticas relacionadas aos grandes torneios: Ranking, ano nascimento e domínio do Big Four (Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray).

Até então 17º colocado, Zverev tinha o pior ranking de um vencedor de Masters 1000 desde 2010, quando Ivan Ljubicic conquistou Miami ao ocupar o 26º lugar. O alemão se junta ao croata Marin Cilic entre os jogadores que quebraram a hegemonia do Big Four nos últimos Masters 1000 disputados.

O jovem de 20 anos é também o primeiro jogador nascido na década de 1990 a conquistar um torneio grande, furando a fila de nomes como Milos Raonic, Grigor Dimitrov e Dominic Thiem. Até então, ninguém mais novo que o já citado Cilic (nascido em setembro de 1988) havia conquistado um Grand Slam ou Masters 1000.

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Zverev é o mais jovem vencedor de um Masters 1000 desde 2007, quando Novak Djokovic conquistou Miami aos 19 anos. Aquela também foi a última vez que um jogador tão jovem chegou à decisão de um torneio deste tamanho. Ele é também o mais jovem integrante do top 10 desde em 20 de outubro de 2008, quando Juan Martin del Potro chegou a esse grupo de elite menos de um mês depois de ter completado seu 20º aniversário.

Na entrevista coletiva após a partida, Zverev falou sobre sua chegada ao grupo dos dez melhores e a confiança que tem em suas chances que tem para Roland Garros, que começa em uma semana. “Durante o torneio, eu tentei não pensar muito nisso. Mas agora que tudo acabou, estou muito feliz por ganhar este título, em um dos maiores torneios do mundo, especialmente no saibro, que é sempre muito difícil mentalmente e fisicamente”.

“Antes desta semana, eu também teria me dado praticamente zero por cento de chances de ganhar aqui. Mas assim como eu já mostrei nesta semana, posso jogar de igual para igual e vencer os melhores jogadores nos maiores torneios. Espero poder continuar dessa forma em Paris, e vamos ver o que eu consigo por lá”.