Tag Archives: Alejandro Davidovich Fokina

US Open tem mais jovens nas oitavas em 19 anos
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 6, 2020 às 2:41 pm
Aos 20 anos, Aliassime é o mais jovem nas oitavas e faz melhor campanha em Slam (Foto: Adam Glanzman/USTA)

Aos 20 anos, Aliassime é o mais jovem nas oitavas e faz melhor campanha em Slam (Foto: Adam Glanzman/USTA)

Com a definição dos 16 classificados para as oitavas de final do US Open, é certo que a edição deste ano é com maior número de jogadores nessa fase nos últimos 19 anos. Em uma temporada atípica, com várias desistências, dez tenistas com até 24 anos estão nas oitavas. Isso não acontecia desde 2001 em Nova York. Além disso, o último Grand Slam com tantos jovens nas oitavas foi o Australian Open de 2009.

O jogador mais jovem nas oitavas de final é o canadense Felix Auger-Aliassime, que completou 20 anos em agosto e faz sua melhor campanha em Grand Slam. Algoz do brasileiro Thiago Monteiro na estreia, Aliassime teve uma atuação de gala contra Andy Murray na segunda rodada e bateu o jovem francês Corentin Moutet na fase seguinte.

Três jogadores com 21 anos estão nas oitavas. Um deles é o também canadense Denis Shapovalov, que iguala o resultado de 2017 depois de ter vencido uma batalha de cinco sets contra Taylor Fritz. Com a mesma idade nas oitavas, estão o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, que faz seu melhor resultado em Slam, e também o australiano Alex De Minaur.

Tiafoe é o último norte-americano na chave

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O último norte-americano na chave masculina de simples é Frances Tiafoe, de 22 anos. Filho de imigrantes de Serra Leoa e bastante engajado na luta contra o racismo e em outras causas sociais para tornar o tênis mais acessível em comunidades pobres, Tiafoe é também o anfitrião mais jovem nas oitavas desde Donald Young, em 2011.

Outro atleta de 22 anos nas oitavas de final do US Open é o russo Andrey Rublev, que já tem até um resultado melhor no torneio. Ele já foi às quartas em 2017. Já com 23 anos, estão nas oitavas o alemão Alexander Zverev e croata Borna Coric, dois dos principais expoentes da nova geração.

Dois jovens jogadores de 24 anos tentam repetir as ótimas campanhas da temporada passada. O russo Daniil Medvedev foi vice-campeão em 2019, enquanto o italiano Matteo Berrettini parou na semifinal no ano passado.

Apenas dois trintões nas oitavas
Por outro lado, apenas dois jogadores com mais de 30 anos estão nas oitavas de final. Um deles é o número 1 do mundo Novak Djokovic, tricampeão do US Open e vencedor de 17 títulos de Grand Slam. O sérvio completou 33 anos em maio e é o único campeão de Slam restante na chave.

O segundo mais velho nas oitavas é o canadense Vasek Pospisil, de 30 anos. Ele vem de boas vitórias contra Milos Raonic e Roberto Bautista Agut. Esse o menor número de trintões nas oitavas do US Open desde 2011, com Roger Federer e Juan Carlos Ferrero. Já o último Grand Slam com dois jogadores com mais de 30 anos nas oitavas foi o Australian Open de 2013, com o mesmo Federer e também David Ferrer.

Nova geração espanhola fatura dois títulos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 16, 2017 às 9:09 pm

O fim de semana que começou com a incrível conquista da ainda jovem Garbiñe Muguruza em Wimbledon ainda rendeu mais duas boas notícias para a nova geração do tênis espanhol. Enquanto o jovem de 17 anos Nicola Khun venceu seu primeiro challenger, o também promissor Alejandro Davidovich Fokina foi campeão da chave juvenil do Grand Slam britânico.

Alejandro Davidovich Fokina é o primeiro espanhol em 50 anos a vencer o juvenil de Wimbledon

Alejandro Davidovich Fokina é o primeiro espanhol em 50 anos a vencer o juvenil de Wimbledon

Davidovich, que completou 18 anos em junho, venceu a final juvenil de Wimbledon contra o embalado argentino Axel Geller por 7/6 (7-2) e 6/3. Filho de russos, ele nasceu em Málaga e treina em Marbella e se tornou apenas o segundo espanhol a ser campeão juvenil no All England Club, repetindo o feito de Manuel Orantes obtido há cinquenta anos. Em entrevista ao jornal El País, ele reiterou o desejo de seguir defendendo seu país natal. “Sinto que sou mais espanhol… Sou muito espanhol e meu sonho é jogar a Copa Davis pela Espanha”.

O também finalista Geller vinha da conquista do ITF G1 na grama de Roehampton na semana anteriror e tentava dar o segundo título juvenuil de Wimbledon para a Argentina, sendo o primeiro no masculino, já que Maria Emilia Salerni foi campeã em 2000. O único sul-americano campeão juvenil masculino de simples em Wimbledon foi o venezuelano Nicolas Pereira em 1988.

O jovem argentino de 18 anos, que tentará o circuito universitário norte-americano em Stanford a partir do ano que vem, não saiu do All England Club de mãos abanando. Ao lado do taiwanês Yu Hsiou Hsu, ele venceu o torneio de duplas ao marcar duplo 6/4 contra o austríaco Jurij Rodionov e o tcheco Michael Vrbensky.

Campeão em Braunschweig, Nicola Kuhn disputava apenas o segundo challenger da carreira

Campeão em Braunschweig, Nicola Kuhn disputava apenas o segundo challenger da carreira

Já no saibro alemão de Braunschweig, Nicola Kuhn conquistou o título apenas no segundo challenger que disputou na carreira. O jovem de 17 anos só tinha uma vitória em torneios deste porte e um título de future. Atual 501º do ranking, ele já estava com a melhor marca da carreira e os 130 pontos somados (cinco do quali e 125 da chave principal) o farão se aproximar dos 250 melhores do mundo.

Kuhn nasceu na cidade austríaca de Innsbruck em março de 2000, filho de pai alemão e mãe russa. Ele optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Depois de furar o quali no torneio, ele derrotou o português Gonçalo Oliveira, o argentino Carlos Berlocq (cabeça 4), o eslovaco Jozef Kovalik e o húngaro Márton Fucsovics antes de vencer a final contra o croata Viktor Galovic por 2/6, 7/5, 4/2 e desistência.

O jovem espanhol é o terceiro jogador com 17 anos ou menos a vencer um challenger na temporada, juntando-se aos canadenses Denis Shapovalov e Felix Aguer Aliassime. Ele também é o 14º jogador mais jovem a vencer um torneio deste porte, sendo o segundo nascido no ano 2000. O tradicional challenger de Braunschweig é também o primeiro evento a ter dois vencedores com menos de 17 anos, já que o alemão Alexander Zverev também triunfou em 2014.

Mais um jovem vencedor de challenger

O japonês de 20 anos Akira Santillan também venceu o primeiro challenger da carreira.

O jogador de 20 anos Akira Santillan também venceu o primeiro challenger da carreira.

O jovem de 20 anos Akira Santillan, 197º do mundo, foi outro a conquistar seu primeiro challenger nesta semana. Ele venceu o torneio de Winnetka, nos Estados Unidos, ao marcar 7/6 (7-1) e 6/2 contra o indiano Ramkumar Ramanathan na final. Ele passou também pelos americanos Denis Kudla, Kevin King e Dennis Nevolo nas fases iniciais e pelo alemão Mathias Bachinger na semi. Com os 80 pontos, ele deverá chegar ao 171º lugar, melhor marca da carreira.

Santillan é mais um caso de jogador com dupla nacionalidade. Nascido em Tóquio e filho de mãe japonesa, ele defendia a Austrália quando juvenil antes de optar pela cidadania japonesa há dois anos, mas desfez a troca recentemente e ganhou seu primeiro challenger como australiano. “Eu joguei pelo Japão no último ano e meio, mas sinto que sou mais australiano. Fui criado lá e falo inglês melhor. O japonês é minha língua materna, mas a maioria dos meus amigos são australianos e sinto-me mais confortável em ser australiano”, disse em entrevista ao site da ATP.

Façanhas das jovens americanas 

Final entre as americanas Ahn Li e Clarie Liu encerrou um período de 25 anos sem títulos dos Estados Unidos no juvenil de Wimbledon

Final entre as americanas Ahn Li e Clarie Liu encerrou um período de 25 anos sem títulos dos Estados Unidos no juvenil de Wimbledon

A nova geração do tênis americano segue colhendo frutos no circuito feminino e vem acumulando façanhas entre suas juvenis. Depois do primeiro título de Roland Garros em 28 anos na final americana vencida por Whitney Osuigwe sobre Claire Liu há um mês, mais uma vez duas jogadoras dos Estados Unidos decidiram um Grand Slam.

Liu venceu a final de Wimbledon contra Ann Li para encerrar um período de 25 anos sem títulos de americanas no juvenil de Wimbledon. Com o resultado, a jogadora que completou 17 anos em março assume a liderança do ranking mundial juvenil. Ela ultrapassa Osuigwe, de apenas 15 anos e que havia assumido o primeiro lugar na semana passada.

Vale lembrar que cinco das oito atletas que chegaram às quartas eram americanas: Além de Liu e Li, estavam a já citada Osuigwe, a atual campeã juvenil do US Open Kayla Day e também Sofia Sewing.