Erros e acertos do Next Gen Finals
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 14, 2017 às 4:35 pm

Muito se falou ao longo da última semana do Next Gen ATP Finals a respeito das várias regras que foram testadas, como o set até quatro games, a comunicação entre atletas e jogadores em quadra, o relógio de 25 segundos para marcar o tempo entre os saques e a ausência dos juízes de linha. Em português, recomendo o ótimo post do blog Saque e Voleio e a matéria do site da ATP reproduzida pelo TenisBrasil com as opiniões do técnicos sobre as mudanças.

Mas como qualquer edição inaugural, o torneio que acabou no último sábado com o título do sul-coreano Hyeon Chung teve erros e acertos. É praticamente unânime que a forma como foi conduzida o sorteio, que foi discutida na semana passada, não agradou e deve ser revista para o ano que vem. Então listei alguns pontos positivos e negativos do evento que reuniu sete jogadores classificados com até 21 anos e o convidado local Gianluigi Quinzi, vencedor de um playoff preparatório.

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A Data: O maior acerto da ATP e dos organizadores. O torneio ocupou uma semana praticamente “morta”, prévia à disputa do ATP Finals e das finais da Fed Cup. Não houve nenhum outro evento que concorresse com o de Milão e o torneio da nova geração e suas regras diferentes praticamente dominaram o assunto entre os fãs de tênis. Nem mesmo os horários dos jogos coincidiram com o sorteio do Finals ou com a disputa feminina em Minsk.

A duração do evento: É praticamente um complemento do tópico anterior. A ideia de resolver a fase de grupos em três dias e dividir as sessões com dois jogos na sessão diurna e outros dois na noturna não deixou o torneio tão cansativo de acompanhar. Para o campeão e o vice pode ter ficado um pouco cansativo jogar em cinco dias seguidos, mas desmembrar demais a primeira fase poderia causar um desgaste prematuro do público com a fórmula.

Zverev: Principal estrela da nova geração do tênis, Alexander Zverev foi “vendido” desde o ano passado como um nome a ser visto em Milão. Mas a espetacular temporada do alemão de 20 anos, que alcançou o terceiro lugar do ranking e se classificou para o ATP Finals, o fez desistir do evento italiano. Ainda assim, foi viabilizada uma exibição dele contra o grego Stefanos Tsitsipas entre as sessões diurna e noturna da última terça-feira, premiando os donos de ingressos do primeiro dia. Zverev ainda entrou na brincadeira das novas regras e chamou o amigo Marcelo Melo para participar da conversa entre jogador e técnico.

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Equipe de estatísticas da ATP: Em torneio com jogos em melhor-de-cinco e regras diferentes, não seria fácil calcular as possibilidades de classificação e critérios de desempate. Antes dos jogos da última quinta-feira, o Grupo B tinha TREZE cenários diferentes de combinações de resultados para a definição dos classificados. Que bom que a ATP viabilizou isso com antecedência.

Faltou juntar o grupo: Um tópico que já foi abordado no último post. A foto oficial do torneio foi feita um dia antes dos jogos, na quadra que seria utilizada e com os jogadores em uniforme de treino. Foi uma oportunidade perdida de fazer o sorteio ou alguma ação promocional com os oito jogadores em local público. Como a própria ATP fez com o Finals.

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A decisão do terceiro lugar: Estava prevista para o último sábado uma partida entre Borna Coric e Daniil Medvedev pelo terceiro lugar, mas o croata abdicou da disputa. Foi marcada então uma exibição entre Medvedev e o canadense Denis Shapovalov, que também abriu mão de jogar. A solução encontrada foi trazer o diretor do torneio Ross Hutchins para um bate-bola com Medvedev e os boleiros que trabalharam durante a semana em Milão.

Em torneio que não oferece pontos no ranking -e nem poderia, por conta da limitação por idade- a realização da decisão de 3º e 4º lugar dificilmente seria atrativa para o jogador. Se os organizadores não queriam deixar a sessão do último dia com apenas uma partida, poderia ser planejada com antecedência uma exibição entre veteranos ou de tênis feminino em parceria com a WTA -Só lembrar que a Schiavone não pôde jogar em Roma este ano-. Se a quadra tivesse marcação de duplas, seria uma outra opção também.

Comunicação e respeito aos horários: No primeiro dia de disputas, tanto a sessão diurna quanto a noturna sofreram atrasos. Durante o dia, os jogos começaram aproximadamente 30 minutos depois do horário previsto. Já à noite, o atraso passou de uma hora. Além disso, não houve uma comunicação mais clara sobre os motivos que causaram as mudanças de horário. Lembrando que a exibição entre Zverev e Tsitsipas terminou antes do horário previsto para o início os jogos da noite.


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