De olho na nova geração do tênis
Por Mario Sérgio Cruz
março 15, 2016 às 5:00 pm

Ulisses Blanch e Louis Wessels, finalistas do Banana Bowl (Foto Marcello Zambrana/DGW Comunicação)

Diferente do que acontece nos esportes coletivos, em que o torcedor carrega sua paixão por toda a vida, o tênis se renova em diferentes eras. Nada irá apagar a idolatria por aqueles que fizeram história, mas em algum momento é necessário apresentar a nova geração e fidelizar os fãs para que eles continuem seguindo o esporte.

A ATP já começa a atentar para o fenômeno dos “Young Guns” e pouco a pouco começa a introduzi-los em suas campanhas. A temporada de 2015 foi a primeira com quatro jogadores abaixo dos 20 anos no top 100 desde 2007. A entidade que comanda o tênis masculino tem usado o mote “Next Gen” para tratar de nomes como Borna Coric, Alexander Zverev e Hyeon Chung.

O surgimento de uma promissora geração americana com Taylor Fritz, Frances Tiafoe e Tommy Paul turbina ainda mais a ideia de novidades e pode não só manter o fã habitual do circuito como também reconquistar aqueles que estavam há algum tempo longe do tênis. Durante o Banana Bowl, na última semana, pude conversar com o técnico brasileiro Leo Azevedo que está há sete anos na USTA e explicou sobre o trabalho a longo prazo feito nos Estados Unidos. Nos próximos dias, a entrevista estará no ar no TenisBrasil.

Nova geração do tênis americano com Taylor Fritz, Tommy Paul, Frances Tiafoe, Michael Mmoh e Jared Donaldson (Foto: Memphis Open)

No circuito feminino há o abrangente conceito de “Rising Stars”. A ideia engloba tanto as promessas como Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina quanto as jovens já consolidadas e integrantes do top 10 como Belinda Bencic e Garbiñe Muguruza. Nos últimos dois anos, foram organizadas séries de exibições entre jovens no fim de semana anterior ao WTA Finals.

A ideia do Primeiro Set é apresentar os novos talentos do tênis e o trabalho feito com cada um deles. E a escolha pelo mês de março casa com um momento em que o Brasil recebe dois dos maiores eventos do circuito mundial juvenil, o Banana Bowl e o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre. Muito além de valiosos pontos para os rankings da ITF, e da Cosat, são torneios em que temos uma oportunidade enorme de aprendizado.

É possível ver de perto as diferentes formas de pensar o tênis. Os americanos vêm para aprender a jogar no saibro e desenvolver fundamentos como a construção dos pontos. Ao mesmo tempo os japoneses trazem seus melhores juvenis para América do Sul há mais de uma década, Kei Nishikori já esteve aqui no início da carreira. Não podemos nos esquecer de tenistas europeus de diferentes origens, que muitas vezes optam por viajar com os pais.

Existem inúmeras variáveis no desenvolvimento de um tenista, já que nem todos têm as mesmas condições e oportunidades. Felizmente, é um esporte que oferece inúmeros caminhos para se chegar ao topo. E é disso que falaremos aqui.


Comentários
  1. ruy cavalcanti

    Parabéns pela iniciativa em tratar o futuro de nosso tênis com o carinho que merece. Existem talentos nas categorias de base que se perdem justamente pela ausência de incentivo e apoio necessário. E depois ainda reclamamos quando vemos a decepção de resultados na fase adulta. Quem acompanha torneios do infantil e juvenil, especialmente em SP sabe do que estou falando. Go Ahead…

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  2. Nivaldo Júnior

    Excelente iniciativa. Fico igual louco procurando por informações sobre essas novas promessas! Estarei sempre presente aqui. Parabéns ao site.

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  3. André Teixeira

    Excelente blog!
    Mario, li há um tempo atrás na coluna do Dalcim que a ATP já teve planos de criar um Finals para tenistas com menos de 21 anos. Me parece uma excelente idéia sob todos os aspectos e, sinceramente, não sei porque ainda não saiu do papel. Você sabe a quantas anda esse projeto?
    Abs!

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    1. Mario Sérgio da Cruz

      O presidente da ATP tem uma posição muito favorável, já manifestou isso ano passado, principalmente no sentido de aumentar a exposição desses jovens ao grande público. É mais uma questão de viabilizar o evento e encontrar uma data.

      O que já existe hoje é um Masters de até 18 anos, na China, que a ITF já faz há dois anos no masculino e feminino com os melhores juvenis do ano anterior e dá convites nas chaves de torneios pro como prêmio para auxiliar na transição.

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