Perigosas comparações
Por Mario Sérgio Cruz
abril 11, 2016 às 5:55 pm

Uma cena comum neste início de temporada masculina tem sido os duelos entre jovens promessas. Aconteceram nos três primeiros Masters 1000 de 2016 e também no ATP de Houston na semana passada. Neste cenário são feitas comparações com Orlando Luz, um jogador que rivalizava com muitos deles durante o circuito juvenil e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Comparar é um processo natural, mas perigoso.

A participação de Orlandinho no 2º ITF Junior Masters durante a última semana deu margem a alguns questionamentos. O gaúcho, que completou 18 anos em fevereiro, não disputava competições juvenis desde o US Open e venceu umas das três partidas que fez no evento, terminando em sétimo lugar.

Orlandinho optou por disputar Masters Juvenil pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Orlandinho optou por disputar Junior Masters pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Eu gosto da proposta do Masters, principalmente por aquilo que o torneio oferece aos jogadores. A ITF e os organizadores entendem que é um momento na carreira deles que pontos no ranking juvenil não são mais interessantes. Então, a premiação é oferecida em garantias de viagens (torneio juvenil não pode pagar em dinheiro) e prioridade de escolha em convites para torneios de alto nível. Campeão do ano passado, o russo Andrey Rublev já disputou 16 torneios ATP, sendo 13 por meio de convites diretamente para chaves principais.

Quando a gente vê Fritz ou Zverev no top 100, Tiafoe vencer jogo de Masters 1000 ou Tommy Paul furar quali de ATP, fica a sensação no público de que Orlando teria “ficado para trás”. Mas essa comparação não leva em consideração uma série de variáveis. Por melhores que sejam suas condições aqui no Brasil – e estamos falando de um garoto que está em um excelente centro de treinamento e que tem um contrato com a Nike desde os 16 anos – as situações de um americano ou europeu são ainda mais favoráveis para que atinjam o alto nível mais cedo. Tem o lado econômico e o fato de poderem ser mais testados em competições. O mais importante é que o próprio Orlando Luz está ciente disso e já deu declarações anteriores nesse ponto.

É muito difícil comparar esse estágio de desenvolvimento com o de um sul-americano. Thiago Monteiro foi número 2 no juvenil e começa colher os frutos só agora aos 21 anos, poderia ser um espelho, mas ele não recebeu a mesma cobrança durante a transição ao profissionalismo. Saindo do Brasil, temos o exemplo do chileno Garin, que ganhou o juvenil de Roland Garros há alguns anos e ele ainda rema nos torneios future e challenger. Os novos argentinos têm um desenvolvimento até mais rápido que brasileiros, mas também se metem no top 100 na casa dos 24 anos. É preciso de tempo.

Impressões do Masters

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Hong e Blinkova venceram o Junior Masters (Foto: Susan Mullane/ITF)

Durante o Masters, pude ver uma das três partidas de Orlando Luz e justamente a mais peculiar. Na derrota por 6/4 e 6/1 para o americano William Blumberg, o jogo começou no sábado no estádio principal, foi interrompido por chuva, e terminou no domingo na Quadra 1, que me pareceu mais rápida.

Na primeira parte do jogo, vi Orlandinho fazer quatro bons games de saque -cedeu só dois pontos no serviço até o 4/4- mas tomou uma quebra pouco antes da interrupção. Chamou atenção também seu posicionamento para devolver saques no lado da vantagem, ficando à esquerda do corredor de duplas para tentar responder saques abertos com forehand. Já na segunda parcial, em condições de quadra bem diferentes, o gaúcho teve bem mais dificuldade de lidar com o saque do adversário.

O título masculino ficou com o sul-coreano Seong Chan Hong, com vitória por 7/5 e 6/3 contra o norueguês Casper Ruud. Acompanhei duas de suas partidas e me pareceu um tenista muito sólido do fundo de quadra (um pouco parecido com Hyeon Chung, mesmo sem a mesma estrutura física, e seu modelo é Kei Nishikori) e com bom jogo de transição e contra-ataque, que funcionaram muito contra o agressivo chileno Marcelo Barrios Vera na semi. Hong está fazendo um ano muito bom já no profissional. Venceu três futures seguidos na Turquia e tem 20 vitórias e apenas uma derrota na temporada, sem contar as três vitórias no juvenil.

Quem venceu o feminino foi a russa Anna Blinkova, com 6/4, 6/7 (1-7) e 7/6 (7-4) contra a britânica Katie Swan. A russa chegou a sacar para o jogo no segundo set e viu a adversária -a meu ver, favorita- ter a mesma chance na última parcial. Resultado importante para Blinkova, que havia sofrido uma derrota muito dura na final de Wimbledon no ano passado para outra russa, Sofya Zhuk.

Rendez Vous

No Rendez Vous à Roland Garros, em São Paulo, Lucas Koelle confirmou seu favoritismo. Próximo do top 50 no ranking mundial juvenil, ele já havia ficado perto da vaga direta em Paris. Já Marcelle Cirino, campeã do feminino, teve como destaque a virada incrível na semifinal contra Georgia Gulin, em que reverteu 6/3 e 5/1 para salvar três match points e vencer onze games seguidos. Impressionante reação para a jogadora de 17 anos e que executa um raro backhand de uma mão.

Pelo mundo

Watanuki, campeão do Juvenil de Porto Alegre, já venceu dois futures seguidos

Watanuki, campeão do Juvenil de Porto Alegre, já venceu dois futures seguidos

O destaque da nova geração da semana foi o vice-campeonato de Borna Coric no ATP de Marrakech. Nos challengers, Stefan Kozlov foi vice em Guadalupe com Taylor Fritz, e Yoshihito Nishioka nas semifinais, mas o título ficou com o veterano Malek Jaziri. Já pelo circuito future, o japonês Yosuke Watanuki (campeão da Copa Gerdau) venceu o segundo torneio seguido em seu país. Dois títulos profissionais também tem agora o canhoto canadense de 16 anos Denis Shapovalov, após vencer o future de Memphis.


Comentários
  1. Fábio

    Ótimo texto. Perfeita análise. Aqui as coisas são um pouco mais devagar, e isso não significa que sejamos atrasados. Os três principais fatores, para mim, são dificuldade econômica, os poucos torneios em solo brasileiro e a imersão quase completa do tênis brasileiro no saibro – terreno hoje bastante desvalorizado pela ATP – calendário mínimo para uma superfície tão importante!

    Orlandinho chegará lá – no momento certo. Com trabalho, persistência e paciência.

    Gostar de saber se há notícias do Marcelo Zormann, Rafael Matos e a Bia Haddad Maia. Não tenho visto seus nomes nos últimos torneios – e nem nos próximos. Há algum problema?

    E como anda a recuperação do João Menezes? Há notícias?

    Parabéns pelo trabalho,
    Obrigado pela atenção.

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    1. Mario Sérgio da Cruz

      Olá, Fábio.
      A Bia está treinando no Rio de Janeiro, já fez algumas semanas jogando torneios no Brasil e em Miami e deve entrar em torneios de US$ 25 mil na Europa ainda este mês.

      Zormann vem de alguns futures nos Estados Unidos e tá na lista do quali para o challenger de SP no Paineiras, talvez receba convite para a chave.
      Ele, o Orlando, Menezes Matos estão todos em SC. Matos jogou alguns torneios na Argentina e o Menezes ainda não sei qual o estado, talvez durante o torneio eu consiga dar uma checada melhor.

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      1. Fábio

        Obrigado, Mário!
        Vi que eles jogaram esses torneios… Mas de fato achei que jogaram pouco neste início de ano – especialmente Orladinho e Zormann (talvez seja a alta do dolar, sei lá). Ano passado mesmo, eles jogaram torneios na Europa nesta época (Itália e Croácia). Esse ano não foi ninguém… Mas sou apenas um leigo observando e torcendo.

        Que o trabalho siga deles, estamos na torcida!

        Parabéns pela cobertura!

        Abs

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  2. Pieter

    Parabéns pelo seu texto e ótima análise! Eu mesmo, apesar de ser muito fã e já ter visto o Orlando jogar bem em São Paulo ano passado, em um Challenger no Paineiras, às vezes me surpreendo cobrando dele uma ascensão mais rápida e resultados melhores. Mas devemos ser mais pacientes com nossos jovens jogadores. Nós latinos e, em especial, os brasileiros, efetivamente amadurecemos bem mais tarde, comparativamente aos europeus, americanos e australianos. Há que se considerar, também, a extrema competitividade hoje existente no circuito masculino e a triste diminuição no número de futures e challengers em nosso país. E, como não bastasse, a recessão por que passamos na economia o que certamente diminui ainda mais o orçamento disponível para quem está começando no tênis profissional.

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  3. marco

    O Brasil sempre teve dificuldades na transição do juvenil para o profissional e se o Orlandinho quiser bater de frente com os grandes vai ter que treinar fora do Brasil , não adianta ficar aqui e outra , a era Guga já passou , fazer o que o Guga fez dentro do Brasil , treinando aqui e tudo mais é muito difícil de conseguir , quase impossível , já esta ficando para trás mesmo e se não tomar cuidado , não conseguir a confiança , trabalhar isso e a parte mental vai se perder e ficar jogando challenger e future o resto da vida como a maioria dos tenistas do Brasil.

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  4. Luisa

    Excelente análise, principalmente nesta questão da comparação.
    Agora, você não acha o calendário do Orlandinho pouco ambicioso para alguém que está em transição?
    Olhei no site dele e, até agora, ele só participou dos dois ATPs do Brasil e dois futures nos EUA. E no site também está informando que ele começou a pré-temporada no dia 04/01, não é meio tarde?

    Parabéns pela inciativa, adorei o blog.

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  5. Maurício

    Essas comparações do Orlandinho com outros ex número 1 juvenis, como Rublev, Zverev e Fritz, são muito sem sentido, como comparar dois tenistas da mesma idade, o número 1 da Sérvia e o número 1 do Brasil…
    Essa suposta pressão de resultados parte de posição da imprensa que sempre ressalta “Orlandinho, ex-líder do ranking juvenil”, sem fazer nenhuma ressalva que esse número 1 veio praticamente por WO, pois chegou lá quando superou o Rublev, que já tinha abandonado o circuito juvenil há meses, e Orlandinho ficou só 2 semanas lá, sendo ultrapassado pelo Fritz.
    Quem acompanhou sua carreira sabe que nos torneios de Grand Slam juvenil, seu desempenho sempre foi discretíssimo em simples. Chegou no máximo a semifinal de Roland Garros e nos outros três GS não ficou nunca nem entre os 16 melhores.
    Logo, ficar martelando que ele foi líder do ranking juvenil assim como Zverev, Rublev e Taylor Fritz, e que rivalizou com esses caras, é colocar muito peso nas costas de um tenista que enquanto juvenil não chegou nem mesmo a incomodar os melhores juvenis nos torneios realmente importantes.
    Enfim, se reclamamos de Bellucci, é bom saber que não deve ser Orlandinho que um dia vai conseguir uma posição melhor que ele no ranking!

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    1. Mario Sérgio da Cruz

      Quando o Orlandinho chegou à liderança, foi bem destacado o cenário que possibilitou isso. Vários jornalistas falaram sobre o cálculo do ranking e esse formato de apenas seis resultados válidos que constroi uma disputa por liderança entre jogadores que não se enfrentam. Cabe a crítica à imprensa (e eu me incluo) no sentido de que, um ano depois, isso tenha ficado diluído no aposto de “ex-número 1 juvenil”.

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  6. Ivan Sampaio

    Parabéns pelo texto Mário. Vou apenas fazer uma correção: o Thiago Monteiro na verdade chegou a ser vice líder do Ranking juvenil, e não apenas o 5º colocado conforme divulgado no texto. Abraços.

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  7. Marcelo Barros Pereira

    Ótimo artigo, Mario Sergio. Só senti falta de menção ao feito de João Lucas Reis em Mendoza. Aos 16 anos levou os títulos de simples e duplas, num torneio G3, 18 anos.

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    1. Mario Sérgio da Cruz

      Bem lembrado. E foi o primeiro título dele na categoria 18 com mais dois anos de juvenil pela frente.

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  8. Halley

    A pressão e expectativa no Orlando decorre em parte de um fator: todo brasileiro gostaria de ver um conterrâneo mandando bem no circuito profissional, ganhando jogos contra jogadores de alto nível.

    Portanto, a carência de jogadores sólidos com uma sequência de títulos ATP faz com que os jovens sejam pressionados.

    É um pouco amargo ver os argentinos se saindo melhor que os brasileiros.

    A Argentina possui uma economia muito menor que o Brasil e mesmo assim coloca muitos tenistas no top 100 da ATP.

    Acho que um dos pontos principais – o qual já foi mencionado nos comentários – é que o amadurecimento do jovem brasileiro é mais tardio.

    O Max Verstappen virou piloto de F1 com 18 anos. Os europeus e argentinos conseguem esquecer as tentações e doar suas vidas a um objetivo. Talvez os argentinos o façam porque enxerguem a oportunidade como uma tábua de salvação.

    O Tiago Fernandes largou o tenis e foi cursar Engenharia. Pode ser que um argentino não tenha tal escolha.

    Os europeus são muito mais amadurecidos moral e disciplinarmente do que nosso povo.

    O brasileiro, em regra, não possui essa frieza e obsessão de maneira tão forte. O caso do Ayrton Senna era quase patológico.

    Então, concordo que o momento agora é de apoiar o Thiago Moneito e Guilherme Clezar porque talvez Luz, Zormann e Menezes ainda não possuem a maturidade que o circuito exige.

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    1. Ivan Sampaio

      Você disse: “” Talvez os argentinos o façam porque enxerguem a oportunidade como uma tábua de salvação.
      O Tiago Fernandes largou o tenis e foi cursar Engenharia. Pode ser que um argentino não tenha tal escolha.””
      ————————————————————————————————————————————————————-
      Engano seu. Na verdade é o contrário, um argentino tem mais escolhas que um brasileiro, e isso explica-se por vários fatores, e talvez o principal deles é a renda per capita argentina, que é maior que a brasileira, apesar da economia argentina ser menor, e isso não quer dizer nada. Por exemplo, a Suíça, Suécia e Holanda tem suas economias muito menores que a brasileira, porém são muito mais ricos. Aqui cabe a velha máxima “quantidade não significa qualidade. A economia brasileira é maior, porém não é melhor.
      Some-se ainda o fato de que o povo argentino tem uma formação educacional bem melhor que a brasileira, vide o índice de analfabetismo, bem como o seu índice de de desenvolvimento humano (IDH), que é bem superior ao brasileiro. Esses fatores colocam um argentino em uma situação mais confortável em relação ao brasileiro, e portanto a questão da tábua de salvação deve ser mais levada a sério por parte do brasileiro, pois este tem menos escolhas que um argentino.
      Veja que o ranking mundial do tênis é um dos rankings mais elitistas que existem. Talvez isso explica-se exatamente pelo fator econômico, e outros fatores como o educacional e cultural vão a reboque, e portanto o Brasil fica atrás nestes aspectos. A meu vê, a Argentina é um caso muito peculiar, um ponto fora da curva, já que é uma das maiores potências do tênis, o que não deveria ser, pois não é uma potência econômica, tampouco sua população não é tão grande como a brasileira. Cabe aos analistas fazerem um bom estudo sobre o segredo da argentina, qual o porque de ser essa potência no tênis.

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      1. Halley

        Concordo em vários pontos com o teu comentário.

        Eu abstrai da meu raciocínio a considerável parcela da população brasileira que está em um nível de miséria degradante.

        Contudo, sabe-se que a situação da argentina não é das melhores também. Lá existe maior igualdade na pobreza mediana. Muito menos miséria.

        A título de curiosidade: eu moro em uma cidade de 80 mil habitantes, na qual o governo federal abriu a quase 10 anos uma instituição de ensino superior (prédio muito bonito) com quase 10 cursos.

        Eu vejo muitos jovens naturais daqui não demonstrar nenhum interesse pelos cursos oferecidos, os quais são possuem muita “grife” (Licenciatura em Ciências Humanas, Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Física, Ciências Políticas, Jornalismo, etc.).

        O IDH aqui não melhora muito pela falta de vontade do brasileiro, porque portas foram abertas na última década.

        Eu imagino a seguinte tese p/ explicar o ponto fora da curva: os argentinos abraçam com maior seriedade as oportunidades.

        Contudo, as teses que ventilei são mais baseadas – em maior parte – no meu senso comum (observação do meu dia a dia). Desse modo, elas podem representar apenas uma observação de parcela do fenômeno social.

        OBS: Eu também imagino que o fato de o brasileiro ser um dos povos que mais consome futilidades e que possui maior obsesão pelo mundo virtual também contribua p/ nossos resultados pouco expressivos.

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        1. Halley

          Só pra deixar bem claro: percebo que os jovens não enxergam “grife” nos cursos oferecidos aqui e elenquei alguns. Todos preparam p/ profissões respeitáveis e interessantes.

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      2. Mario Sérgio da Cruz

        Quando eu conversei com brasileiros que treinam na Argentina (caso do Rogerinho por exemplo) eles citam o fato de ter muitos clubes com jogadores profissionais treinando concentrados num raio pequeno, mesmo dentro de Buenos Aires.

        Se de um lado o momento econômico de lá atrapalha muitas vezes o pessoal viajar e disputar torneios no exterior, a parte positiva é que você tem na própria capital parceiros de treino de nível future, challenger e ATP. Na parte de nível de treinamento eles estão bem cobertos.

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        1. Halley

          Dado muito interessante.

          Eu não sabia que o Rogerinho treinava em Buenos Aires.

          Realmente, eles criaram uma base (centro) de treinamentos muito mais concentrado.

          Treinar com jogadores de alto nível com certeza contribui p/ o aumento da qualidade.

          Talvez essa proximidade de jogadores de alto nível também ocorra na Espanha.

          Tomara que a CBT crie uma espécie de CT na estrutura dos Jogos Olímpicos.

          Creio que no Brasil os principais centros de treinamento sejam em SP, RJ e SC.

          Todos esses jogadores treinando com proximidade seria muito interessante.

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  9. Renato

    Gostei do texto. Pareceu-me mais uma constatação*. Parece-me que negativa. Posso estar enganado. O tênis é um esporte solitário. Determinação e talento inerentes a cada um. Por isso se o atleta tiver qualidade só depende dele, independentemente de pressão, que jamais poderá ser motivo de desculpas. Como se fala no futebol a bola fala e é a fotografia do jogo. O Brasil ressente-se de um grande tenista. E parece razoável que se pretenda ter um. Acho muito pertinente a comparação pois mede objetivamente o nível de jogo de cada um. Esses contemporâneos do Luz estão anos luz a sua frente., pelo menos agora. Portqanto se o atleta não tiver qualidade não chegará lá. Simples assim.
    * A constatação que falo somente o autor poderá esclarecer.

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