Candiotto é a sexta brasileira a disputar o AO juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 21, 2022 às 2:23 pm

Ana Candiotto é a primeira brasileira desde Luísa Stefani a atuar no juvenil do Australian Open (Foto: Luiz Cândido/CBT)

Única representante brasileira no torneio juvenil do Australian Open, a paulista de 17 anos Ana Candiotto estreia na competição na madrugada deste sábado. Inicialmente inscrita para o quali, ela conseguiu entrar diretamente na chave principal. Atual 109ª do ranking, ela enfrenta a tcheca de apenas 14 anos Tereza Valentova, que já é a 79ª no ranking da categoria.

Antes do Australian Open, Candiotto disputou apenas um torneio preparatório, em Tralagon, onde ela parou na segunda rodada de simples, mas chegou às quartas de final nas duplas. Caso supere a estreia em Melbourne, a brasileira pode enfrentar a argentina Solana Sierra, cabeça 4 do torneio e número 9 do ranking, ou a eslovaca Irina Balus, 59ª colocada.

A jovem paulista disputa seu segundo Grand Slam como juvenil, já que atuou em Roland Garros ainda em 2020, e também já tem nove pontos no ranking profissional, obtidos nos torneios realizados no Brasil durante a temporada passada. Com isso, aparece atualmente no 1.282º lugar da WTA. Também no ano passado, ganhou uma medalha de bronze no Pan-Americano Júnior, em Cali, ao lado de Juliana Munhoz.

Na Austrália, o tênis brasileiro comemorou seu primeiro título de um Grand Slam juvenil, com o alagoano Tiago Fernandes em 2010. Naquele ano, o título feminino ficou com a tcheca Karolina Pliskova. Mas entre as meninas, o Brasil teve poucas representantes no torneio. Candiotto será apenas a sexta brasileira a disputar a competição e a primeira desde Luísa Stefani em 2015.

História das juvenis brasileiras na Austráia
A primeira brasileira a disputar o tonrneio juvneil do Australian Open foi Roberta Caldas, no ano de 1985. Na ocasião, ela venceu a estreia contra a anfitriã Xanthe Adams e parou na segunda rodada, diante de Wendy Frazer. Caldas ainda disputaria o torneio juvenil de Roland Garros em 1985 e 1987, mas não chegou a ter ranking profissional.

Depois disso, o tênis feminino brasileiro só teria uma representante na chave juvenil do Australian Open em 2009, com Fernanda Faria. Naquele ano, ela conseguiu furar o quali de simples com duas rodadas, mas perdeu logo na sequência para a tailandesa Noppawan Lertcheewakarn na estreia da chave principal. Faria, hoje com 30 anos, chegou ganhar quatro títulos profissionais de duplas no circuito da ITF e ocupou o 329º lugar do ranking, mas deixou o circuito ainda em 2011.

Recentemente, Beatriz Haddad Maia, Letícia Vidal e Luísa Stefani também disputaram o torneio juvenil na Austrália. Bia esteve nas edições de 2012 e 2013. Em seu primeiro ano, caiu ainda na estreia de simples e na segunda rodada de duplas. Na temporada seguinte, venceu um jogo em cada chave. Letícia Vidal foi eliminada ainda na primeira fase em 2014, enquanto Stefani fez segunda rodada de simples e duplas em 2015. Desde então, nenhuma menina brasileira participou do torneio.

Matheus de Lima e Maria Turchetto jogaram na Colômbia
Também neste início de temporada, o paranaense Matheus de Lima e a catarinense Maria Turchetto disputaram o ITF J1 de Barranquilla, em quadras duras na Colômbia. Turchetto chegou a avançar duas rodadas, primeiro contra a colombiana Isabella Jaramillo por 6/2 e 6/0, e depois contra a belga Juliette Bovy por 6/1 e 6/3. Ela perdeu nas oitavas para a japonesa Ena Koike por 4/6, 6/0 e 6/2. Com a campanha, fará 60 pontos no ranking e se aproxima do top 200 da categoria. Já Matheus de Lima perdeu ainda na estreia para o norte-americano Sam Scherer por duplo 6/2.


Comentários
  1. Walter Dias Dos Santos

    Tudo é investimento, o tennis um ótimo esporte, porém é muito caro pra praticar, pra começar voce precisa de um par de tênis adequado, raquetes, bolinha, quadra, professor, etc, fora as viagens quando você entra no circuito, seja ele de qualquer nível

    Já no futebol!!!

    Reply
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