Swiatek mantém rotina, mas muda a trilha sonora
Por Mario Sérgio Cruz
junho 6, 2021 às 12:22 am

Swiatek mantém a escolha pelos clássicos do rock na busca por mais um título de Roland Garros (Foto: Nicolas Gouhier/FFT)

Apesar de todas as transformações em sua vida desde que conquistou seu primeiro título de Roland Garros, Iga Swiatek garante que não muda sua rotina em busca do bicampeonato. Na verdade, a única novidade está na trilha sonora. Fã declarada de grandes clássicos do rock, a polonesa de 20 anos deixou um pouco de lado a faixa Welcome to the Jungle do Guns N’ Roses e fez mais uma viagem no tempo, e é embalada pelo som do Led Zeppelin. Ela diz que a estratégia já deu certo, porque fez parte da sua caminhada para o título do WTA 1000 de Roma há três semanas.

“Tenho a mesma playlist de Roma, então é o Led Zeppelin agora. No ano passado foi o Guns N’
Roses. Então, é uma banda diferente, mas o mesmo estilo de música”, disse Swiatek a TenisBrasil, durante a entrevista coletiva após seu jogo da terceira rodada em Paris. “Já gostava de rock e acho que comecei a ouvir mais quando assisti ao filme do ‘Thor’, alguns anos atrás, na Austrália. Também comecei a ouvir música polonesa e isso é novo para mim porque, na verdade, eu nunca tinha escutado músicas poloneas. É muito legal. Eu recomendaria. Mas provavelmente, apenas duas pessoas desse grupo [de jornalistas] iriam entender”.

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Swiatek faz questão de ressaltar que o hábito de manter a playlist não é uma superstição. “Não tenho superstições. Nada contra isso, mas há algumas situações que você fica nervosa por isso, e simplesmente não é necessário. Quando você tem um chance de evitar, é melhor. Acho que há uma diferença entre superstição e rotinas. Sou grande fã de rotinas, porque gosto de ouvir as mesmas músicas antes de eu entrar na quadra. Mas não é como se eu comer uma coisa diferente no café da manhã, vai dar tudo errado. É bom ter distância dessas coisas e apenas manter suas rotinas, porque isso é muito importante nos esportes”.

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Psicóloga se junta ao time na próxima fase
Durante a primeira semana de Roland Garros, Swiatek não teve a companhia da psicóloga esportiva Daria Abramowicz. Ela deve se juntar ao time a partir das oitavas, ao lado do técnico Piotr Sierzputowski e do preparador físico Maciej Ryszczuk. Desta vez é diferente porque Daria não está no estádio. No momento, ainda estou encontrando minhas rotinas, porque na segunda semana ela vai estar aqui com a gente. Ela está comigo na maioria dos torneios e ela é o cérebro da nossa equipe. Acho que a química do nosso time fica melhor com dois meninos e duas meninas.

Estou fazendo as mesmas coisas, mas não é tão divertido. Tenho conversado mais com Piotr sobre táticas e outras coisas e fazendo todo o aquecimento e estou pronto. É basicamente o mesmo que em todos os torneios, mas agora é melhor porque eu conheço alguns lugares aqui onde eu posso descansar e ficar mais calma. Nos primeiros dois anos eu estava, eu ficava confusa, porque não sabia para onde ir. Agora eu me sinto em casa (sorrindo).

Com plena confiança em sua equipe, ela priorizou uma preparação focada em torneios grandes e acredita que teve sucesso na empreitada. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário”, disse Swiatek a TenisBrasil na coletiva pré-torneio. “No começo do ano eu estava me perguntando se seria uma boa ideia jogar torneios menores, apenas para sentir a confiança e sentir que eu poderia continuar vencendo. Afinal, só existe um vencedor no tênis, e mesmo que você alcance uma semifinal ou seja finalista, você acaba perdendo a última partida”.

“Então, eu estava conversando sobre isso com meu treinador e com a minha equipe, mas eles disseram que, da perspectiva deles, seria melhor que eu me concentrasse em torneios maiores.
“E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Jogo duro com Kontaveit neste sábado

Em seu terceiro compromisso no torneio, Swiatek venceu a estoniana Anett Kontaveit por 7/6 (7-4) e 6/0 neste sábado. Diante de uma rival bastante agressiva, especialmente no início do jogo, a polonesa chegou a estar perdendo o primeiro set por 4/2, mas conseguiu reagir. “Acho que eu tive comecei um pouco abaixo, pensando não no primeiro set de um modo geral, mas game a game. Então, se eu não tivesse sofrido uma quebra no primeiro game, acho que o placar poderia ser diferente, a pontuação. Mas estou muito feliz por fazer um tiebreak consistente e liderar com bastante facilidade. Mas no segundo set, Anett cometeu mais erros, porque eu acho que ela estava arriscando muito, e no segundo set, seus golpes não estavam mais tão precisos. Ela
apenas cometeu muitos mais erros. Acho que foi um bom para mim recuar um pouco e reagir
mais rápido porque ela estava jogando muito rápido desde o começo”.

Eu estava apenas focada em quebrar o saque dela. E eu sabia que tinha recursos para fazer isso. Na verdade, ela fez três aces em um game. E com certeza seria impossível quebrá-la naquele momento. Mas eu sabia se eu colocasse boas devoluções e fizesse com que ela tivesse que se mover desde o início dos pontos, seria bom. Eu apenas me concentrei nisso e quebrei o saque dela.
Acho que jogamos uma vez no juvenil, mas não tenho certeza na verdade.

Duelo da nova geração nas oitavas de final
A próxima adversária de Swiatek será a ucraniana Marta Kostyuk, tenista de apenas 18 anos e 81ª do ranking. Elas nunca se enfrentaram pelo circuito profissional, mas já tiveram um duelo na época do juvenil, em 2017, com vitória da polonesa na Austrália. “Provavelmente foi no início da minha carreira juvenil. Mas realmente não tenho certeza. Na verdade, acabei de saber que vou jogar contra ela, então não estava realmente preparada para essa pergunta. Ainda não a vi jogar, porque estava apenas focada na minha partida contra Anett. Mas obviamente meu treinador fará um ótimo trabalho. Ele é muito bom nas tática, então estou me sentindo segura”.


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