Sí, se puede
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 16, 2016 às 5:03 pm

Monica Puig fez história. Conquistou o primeiro ouro olímpico de Porto Rico, tornou-se a primeira mulher medalhista para seu país e conseguiu apenas a nona medalha olímpica da ilha. Mas mais que isso, Puig mostrou que é possível.

Amparada pelos gritos de “Sí, se puede” das arquibancadas do Centro Olímpico de Tênis, enquanto desafiava a número 2 do mundo Angelique Kerber na decisão, Puig sempre se orgulhou de defender as cores de Porto Rico, tanto que já recusou convites para se naturalizar americana. Ela disse depois do jogo que espera inspirar mulheres latinas a alcançarem seus objetivos. E o exemplo também pode servir para inspirar suas colegas de circuito.

Puig superou as campeãs de Slam Kerber e Kvitova nas fases finais, além de ter derrotado Muguruza durante a semana

Puig superou as campeãs de Slam Kerber e Kvitova nas fases finais, além de ter derrotado Muguruza durante a semana

Puig, de 22 anos e 35ª do ranking, venceu um torneio olímpico que tinha praticamente todas as estrelas do circuito feminino (apenas Simona Halep e Victoria Azarenka não jogaram). Sequer pode ser dito que ela se aproveitou de uma chave favorável, como às vezes acontecem nessas surpresas. A semana no Rio foi impecável, com vitórias sobre três campeãs de Grand Slam, Garbiñe Muguruza, Petra Kvitova e Angelique Kerber.

Fica uma ótima lição para as jogadoras jovens e para as de ranking mais baixo, exatamente um ano depois de Belinda Bencic ser campeã de Toronto aos 18 anos derrubando cinco top 10 pelo caminho. É possível vencer grandes nomes em sequência e conquistar títulos importantes.

Puig teve uma ótima carreira como juvenil, com direito a duas finais de Grand Slam na Austrália e em Roland Garros em 2011. Menos de dois anos depois, em maio de 2013, já estava entre as cem melhores para vencer seu primeiro WTA no ano seguinte em Estrasburgo.

A porto-riquenha quase saiu do top 100 no ano passado, por não repetir os bons resultados da temporada anterior. No início de 2016, a porto-riquenha aparecia apenas no 92º lugar, mas ganhou quase sessenta posições para atingir o melhor ranking da carreira em julho, duas posições acima do atual 35º lugar.

Se os Jogos Olímpicos dessem pontos, ela já estaria próxima do top 20. Caso ela consiga manter o embalo nas próximas semanas, o US Open começa em 15 dias por exemplo, será um caminho natural para uma jogadora que vive seu melhor momento.

Outra possibilidade de medalha para a nova geração era a de Madison Keys, que entrou como cabeça 7 no feminino e tinha um caminho favorável. Não que as rivais fossem fracas, mas porque o encaixe do jogo era ideal para o estilo agressivo da americana.

A jovem de 21 anos chegou à semifinal, mas nas duas últimas partidas sofreu com o alto número de erros e o baixo aproveitamento de break points. Contra Kerber na semi foram 41 erros e nenhuma quebra em dez chances, já disputa do 3º lugar diante de Petra Kvitova ela cometeu 49 erros e quebrou duas vezes em dez oportunidades.


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