Com título, Felipe Meligeni cumpre meta e sonha alto
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 1, 2020 às 8:16 am
Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

A conquista de seu primeiro título de challenger em São Paulo e o consequente salto no ranking fazem com que Felipe Meligeni Alves cumpra uma meta estabelecida há quase um ano. Em dezembro do ano passado, Felipe aparecia no 390º lugar do ranking e falou ao Primeiro Set que mirava estar entre os 250 ao longo de 2020 para poder jogar os qualificatórios de Grand Slam.

A pandemia e a paralisação do circuito por aproximadamente cinco meses quase adiaram esses planos, mas ao vencer o torneio na capital paulista, o jogador de 22 anos e agora 242º do mundo comemora o bom resultado e sonha alto para 2021. “Eu queria muito terminar o ano entre os 250 do mundo para poder disputar os qualis de Grand Slam”, disse Felipe Meligeni após a cerimônia de premiação em São Paulo.

“Tenho mais um torneio a disputar nesta semana, em Campinas, e quero baixar meu ranking ainda mais para me fixar nos qualis de Slam pouco a pouco para no final do ano, quem sabe, estar entre os 100 do ranking”, acrescenta o jovem jogador, que saltou 64 posições no ranking e agora ocupa a melhor marca de sua carreira profissional.

Além do título de simples na capital paulista, Felipe Meligeni também foi campeão de duplas, jogando ao lado do venezuelano Luis David Martinez. A parceria já vinha de outro título, conquistado em Guayaquil. Com nove vitórias ao longo da última semana, o paulista de Campinas acredita que foi aos poucos encontrando ritmo de jogo e confiança para superar seus adversários.

“Tentei fazer o meu jogo e impor meu ritmo e acho que fui melhorando sempre a cada jogo. As duas primeiras partidas foram um pouco mais difíceis, mas depois fui pegando ritmo”, disse em entrevista ao Podcast TenisBrasil. “Cheguei aqui um pouco com medo, porque aqui é bem rápido e eu acabo tendo um pouco de dificuldades em lugares tão rápidos, mas eu fui me adaptando bem e encaixando o jogo. Fui sacando bem, devolvendo bem, e a vitória nas duplas em Guayaquil me ajudou muito na confiança.

Permanência na Espanha foi um acerto

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O sobrinho de Fernando Meligeni já está há três temporadas treinando na Espanha. Ele chegou a Barcelona no início de 2018 para fazer parte do projeto da Base na Europa, parceira da Confederação Brasileira de Tênis com a Academia BTT. A iniciativa foi descontinuada para 2020, o que levou o tenista a procurar parceiros para permanecer treinando no país. Assim, iniciou um trabalho com o treinador Marc Garcia e segue evoluindo.

“Chegou essa notícia para mim em Campinas. Eu estava jogando o challenger lá. Na hora eu fiquei meio assim… ‘Putz! Estava jogando bem, tanto eu quanto o Orlando. Tinha cumprido as metas que a gente tinha recebido’… Foi um pouco difícil, mas eu sabia que poderia acontecer, porque lá é um lugar muito caro. Mas a partir do momento que eu recebi a notícia, comecei a buscar formas de poder ficar lá”, comentou Felipe ainda no ano passado em entrevista ao Primeiro Set.

Um ano depois, ele considera a decisão como acertada. “Com certeza, foi a melhor decisão que eu tomei. É mais perto para viajar e eu evolui muito mentalmente, fisicamente e taticamente, além da parte técnica. Venho aproveitando muito bem o melhor tempo lá, e me esforçando e fazendo da melhor maneira possível para ter melhores resultados”.

A pandemia e o período sem torneios brecou um bom início de temporada que Felipe Meligeni fazia, com uma semifinal de challenger em Punta del Este, um jogo competitivo contra Dominic Thiem no Rio Open, e também a participação inédita na equipe brasileira da Copa Davis no duelo contra a Austrália. Mas ele acredita que soube lidar bem com a paralisação do circuito para retomar os bons resultados nessa volta às quadras.

“Foi difícil e pegou todo mundo de surpresa. Então, isso quebrou um pouco o ritmo, mas tentei me manter forte fisicamente e mentalmente para poder sair dessa da melhor maneira possível. Ainda estamos vivendo esse momento de pandemia, mas voltar a competir e dar o nosso melhor em quadra é muito importante. Então, estou aproveitando todo momento que estou dentro da quadra. Quando você trabalha e se esforça, o resultado acaba vindo”.


Comentários
  1. Benedito Ribas

    Venho acompanhando os jogos do Felipe Meligeni nesta temporada. Evoluiu bastante, depois que foi treinar na Espanha. Hj fez um grande jogo, se manteve focado, mesmo quando estava em desvantagem e mostrou tranquilidade pra fechar o jogo. Parabéns.

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