Korda vence 1º challenger e fica perto do top 100
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 9, 2020 às 5:35 pm

Korda venceu o challenger de Eckental, depois de ter perdido as oito primeiras finais que disputou como profissional (Foto: Eckental Challenger)

O domingo foi especial para o norte-americano Sebastian Korda, que comemorou seu primeiro título de challenger na carreira. Ele venceu o torneio disputado nas quadras de carpete em Eckental, na Alemanha, depois de superar na final o indiano Ramkumar Ramanathan por duplo 6/4. O jovem jogador de 20 anos é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998.

“Estou muito feliz por esse título. Foi um jogo difícil hoje e não foi fácil. Ele saca e voleia muito bem, ainda mais numa quadra de carpete, mas estou feliz com a forma como me mantive calmo e fechei o jogo”, disse Korda, em entrevista ao site da ATP após a partida do último domingo.

Este é o primeiro título profissional da carreira de Korda. Até então, ele havia perdido seis finais de future e outras duas em challenger. No ano passado, ele ficou com o vice nos challengers de Champaign e Nur-Sultan. “No passado, ficava frustrado nas finais. Cada pequeno erro pesava sobre mim, mas hoje consegui manter a calma durante todo o jogo. A maneira como terminei me deixou muito feliz”, comenta o norte-americano.

A campanha desta semana rendeu 100 pontos no ranking da ATP e aproximou Korda do grupo dos cem melhores do mundo. Ele saltou 20 posições e assumiu a melhor marca da carreira, no 116º lugar. No início da temporada, ocupava apenas a 249ª colocação. Sua distância para o centésimo colocado é de 150 pontos no ranking.

Apesar de ter um campeão de Grand Slam na família, grande parte da formação de Korda como tenista se deve à mãe, Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional”, comentou Korda, em entrevista coletiva durante Roland Garros. “Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.


Comentários
  1. Zan

    Olá Mário! Aproveito para parabenizar suas reportagens com novos talentos, como o Korda FiJrlho. Li em declaração recente que o “tio Toni” destacou como futuro nº 1 o Sinner, ao lado de Tsitsipas e Medvedev, descartando alguns outros Next gen. Acredito que, além da técnica, ele esteja observando com grande peso a parte mental… ou seja, a determinação na hora da “onça beber água”. Vc tbm vê o Sinner à frente de nomes como Zverev, Rublev, Aliassime? (esse ultimo vai demorar mais ainda, parece) Pelo menos, no mental, ele realmente parece estar á frente do alemão, russo e canadense… E o Korda Jr, Brandon Nakashima, Carlos Alcaraz…. acredita que um desses 3 será um dos grande adversários do suposto futuro nº1, Sinner? Abs

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