Sinner lidera a nova geração nas oitavas em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 2, 2020 às 8:52 pm
Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido como a revelação da última temporada, Sinner faz seu melhor resultado em Slam (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Escolhido pela ATP como o tenista revelação da temporada passada, Jannik Sinner consegue o melhor resultado de sua carreira em um Grand Slam. O jovem italiano de 19 anos e número 75 do mundo garantiu seu lugar nas oitavas de final de Roland Garros depois de vencer o argentino Federico Coria por 6/3, 7/5 e 7/5.

Sinner já havia despachado o belga David Goffin, número 13 do mundo, na rodada de estreia. Já na segunda fase, confirmou o favoritismo contra o francês vindo do quali Benjamin Bonzi. Até então, o italiano tinha apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam, obtida no Australian Open deste ano.

A rápida evolução de Sinner no circuito começou no ano passado. Ele partiu do 551º lugar no ranking no início da temporada, mas já era top 100 em outubro. No caminho, venceu três challengers e dois futures, além de ter furado o quali do US Open e disputado uma semifinal de ATP na Antuérpia. Campanhas até as quartas em Roterdã e oitavas no Masters 1000 de Roma são seus melhores resultados em 2020.

O próximo adversário é o alemão Alexander Zverev, número 7 do mundo, e também ainda muito jovem com 23 anos. O italiano tem duas vitórias contra top 10 no circuito. A mais recente foi sobre o grego Stefanos Tsitsipas em Roma, há duas semanas.

Vindo do quali, Korda vai desafiar Nadal nas oitavas
Outro jovem jogador nas oitavas de final de Roland Garros é o norte-americano Sebastian Korda, de apenas 20 anos e 213º do ranking. Depois de ter passado por um qualificatório com três rodadas, ele embalou na chave principal. Logo de cara, passou pelos veteranos Andreas Seppi e John Isner, ambos em quatro sets. Já nesta sexta-feira, venceu o espanhol Pedro Martinez por 6/4, 6/3 e 6/1.

Nas oitavas, Korda terá a difícil missão de desafiar Rafael Nadal, doze vezes campeão do Grand Slam francês, e que 96 vitórias e apenas duas derrotas no saibro parisiense. “Ele é meu maior ídolo e é uma das razões pelas quais eu jogo tênis. É um competidor inacreditável. Eu me inspiro na mentalidade dele de nunca desistir. Sempre que estou na quadra, tento ser como ele. Quando eu era mais novo, chamei meu gato de Rafa em homenagem a ele. Isso diz muito sobre o quanto eu amo esse cara”.

O jovem norte-americano tenta seguir os passos de seu pai, o ex-número 2 do mundo Petr Korda, finalista de Roland Garros em 1992 e campeão do Australian Open de 1998. No entanto, a mãe Regina Kordova também foi fundamental para sua formação como tenista. Ela jogou profissionalmente no circuito da WTA e chegou a ser número 26 do mundo em 1991 e se tornou treinadora depois que parou de jogar. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional. Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Gaston derruba Wawrinka e acumula façanhas
Um novato que já se destacou neste Roland Garros é Hugo Gaston, francês de 20 anos e ex-número 2 do ranking mundial juvenil. Convidado para a chave principal em Paris, Gaston é apenas o número 239 da ATP e conseguiu a maior vitória da carreira ao superar o suíço Stan Wawrinka, campeão de Roland Garros em 2015 e cabeça 16 do torneio, com parciais de 2/6, 6/3, 6/3, 4/6 e 6/0.

Gaston nunca havia vencido um jogo de ATP antes dessa edição de Roland Garros. E a vitória sobre Wawrinka foi a primeira em partidas de cinco sets. Último francês restante na chave, é o atleta com ranking mais baixo nas oitavas de final desde o também francês Arnaud Di Pasquale, que era o número 283 do mundo no torneio de 2002. Agora ele terá outra difícil missão, contra o número 3 do mundo Dominic Thiem.

“Tentei manter o foco no meu jogo. Acho isso muito importante para mim. Eu sou muito calmo fora da quadra e tento dar o meu melhor. Claro, no momento é incrível para mim, é um sonho. Mas tento manter o foco”, disse Gaston, após a grande vitória desta sexta-feira. “Estou muito feliz por jogar contra o Dominic. Ele é um jogador fantástico, um grande lutador. Será um jogo duro com certeza, mas vou tentar aproveitar a oportunidade”.


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