Título e trabalho com Guga animam Mateus Alves
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 29, 2019 às 9:32 am

Mateus Alves conquistou seu primeiro título como profissional no último domingo, no México (Foto: Fotojump)

Depois de conquistar o primeiro título de sua carreira profissional no último domingo, Mateus Alves tem novas perspectivas para a próxima temporada. O jovem paulista de 18 anos encerrou seu ciclo como juvenil em 2019 e se prepara para o primeiro ano inteiramente voltado ao tênis profissional.

Alves ocupa atualmente o 539º lugar do ranking e deve subir um pouco mais na próxima segunda-feira, quando serão computados os dez pontos na ATP referentes ao título conquistado nas quadras duras de Cancún, no México, na última semana. Com 1,93m de altura, ele acredita que pode colher bons resultados com seu estilo de jogo de jogo mais agressivo e adaptado aos pisos mais rápidos.

“Meu jogo se baseia muito no saque e na agressividade, por causa da minha altura. Então é uma quadra que traz bastante benefício para o meu estilo. E é onde eu me sinto confortável para jogar”, disse Mateus Alves ao TenisBrasil durante a Maria Esther Bueno Cup, competição entre jogadores brasileiros de até 23 anos, disputada na Sociedade Harmonia de Tênis, em São Paulo, e que vale vaga no Rio Open de 2020. Alves está no evento como Alternate, entrando em quadra em caso de desistências.

O jovem paulista é um dos jogadores que faz parte do Time Guga, equipe de alto rendimento apoiada pelo ex-número 1 do mundo e tricampeão de Roland Garros. Atualmente, Mateus Alves treina em São José do Rio Preto, e é acompanhado pelos ex-jogadores profissionais Thiago Alves e Augusto Laranja. Outro juvenil promissor no mesmo centro de treinamento é o baiano de 17 anos Natan Rodrigues. “Estar com o Guga e com o time dele apoiando significa muito. Significa que eles acreditam em mim e estão vendo potencial no meu jogo. Isso é muito gratificante para mim. E me dá ainda mais confiança”.

Confira a entrevista com Mateus Alves.

Você acabou de ganhar um torneio no México. Queria saber como foi a semana e sua adaptação à quadra dura? Você é um jogador alto e que aposta bastante no saque. O quanto isso ajudou o seu jogo na quadra dura?
A adaptação veio depois de três semanas jogando no mesmo lugar. Eu não fui tão bem nas duas primeiras, mas consegui um bom resultado na última semana. O melhor da minha carreira, com certeza.
Acho que o meu jogo se baseia muito no saque e na agressividade, por causa da minha altura. Então é uma quadra que traz bastante benefício para o meu estilo. E é onde eu me sinto confortável para jogar. Estou muito feliz com esse título e espero melhores resultados no próximo ano.

O primeiro título é um marco na carreira de qualquer jogador. O quanto conseguir esse feito agora dá moral para a próxima temporada?
Verdade. O primeiro título de future é marcante. Eu vinha batendo na trave em alguns torneios durante o ano, que atingi duas semifinais e uma outra vez nas quartas de final. E, com certeza, esse título traz uma nova mentalidade e novos objetivos. E com certeza eu vou trabalhar cada vez mais para conseguir alcançar melhores resultados.

Você está terminando agora sua carreira de juvenil. Como você avalia esse período e o que você vê de diferente entre o juvenil e o profissional em termos de bola e também na mentalidade dos adversários?
Acho que minha carreira juvenil foi muito boa. Consegui muitos títulos. Nesse último ano, eu não joguei tantos torneios juvenis, foquei nos torneios de transição, que são os profissionais que estou jogando agora. E acho que foi uma boa ideia para conseguir me adaptar. São dois circuitos diferentes, têm muita diferença entre um circuito e outro. E no profissional, a maioria deles é mais velho e mais experiente que você.

Você hoje está no time do Guga, com o Thiago Alves, e que já teve o [Thomaz] Bellucci também. O quanto é importante ter essas pessoas experientes no circuito por perto?
O Thiago e o Augusto (Laranja) são os meus treinadores em Rio Preto. Sem eles eu não chegaria onde estou agora. Ainda mais com esse título. Estar com o Guga e com o time dele apoiando significa muito. Significa que eles acreditam em mim e estão vendo potencial no meu jogo. Isso é muito gratificante para mim. E dá ainda mais confiança.

Além de você com o Thiago Alves, quem fica lá treinando junto?
Na equipe de competição, somos eu e o Natan Rodrigues que treinamos juntos lá. O Natan se mudou de Salvador para Rio Preto e está treinando junto com a gente. É um centro de treinamento muito bom, até porque eu moro em Rio Preto, e poder treinar com pessoas qualificadas e excelentes como eles é, sem dúvida, muito bom.

Quais são suas perspectivas para a próxima temporada, em termos de ranking, de resultado ou de desempenho também? O que você acha que pode evoluir?
Com esse título, mudam bastante minhas perspectivas. Eu tinha traçado uma meta para esse ano que eu cheguei perto de alcançar, que era estar o mais perto possível do número 500 da ATP. Como teve muitas mudanças de ranking no começo do ano, e mudança de pontuação, deu uma diversificada nessas metas. Mas vou sentar com o Thiago e avaliar tudo o que a gente fez para traçar novos objetivos para o ano que vem.


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