A mistura que deu certo com Keys
Por Mario Sérgio Cruz
junho 22, 2016 às 12:06 pm

Novidade no top 10 do ranking feminino, Madison Keys teve uma evolução trabalhada a várias mãos. Em curto espaço de tempo, a jovem americana de 21 anos trocou várias vezes de técnico. O que para muita gente é um processo caótico e confuso não afetou o trabalho para Keys, que em nenhum momento mudou a essência de seu jogo.

Keys trabalhou com três técnicos diferentes só este ano.

Keys trabalhou com três técnicos diferentes só este ano.

Formada pela academia de Chris Evert, na Flórida, Keys trabalhou anteriormente com dois técnicos da USTA Juan Todero e Jay Gooding. Ela ficou toda a temporada passada trabalhando ao lado da ex-número 1 do mundo Lindsay Davenport, com quem saltou do 31º para o 18º lugar. A realação terminou amigavelmente ao fim do ano.

Ainda em dezembro de 2015, Keys anunciou o recém-aposentado Jesse Levine, que saiu do time em maio. Antes disso, em março, ela passou a contar com a colaboração do sueco Mats Wilander durante o WTA Premier de Miami, mas o ex-número 1 sequer ficou com ela até o final do torneio. No final de abril, chegou o também sueco Thomas Hogstedt. E logo no primeiro torneio da parceria, já uma vaga na final de Roma, no saibro. Posteriormente, oitavas em Paris e título na grama de Birmigham.

Se o cargo de treinador tem sido difícil de manter, o segredo pode estar na preparação física. Keys está há praticamente um ano com o renomado Scott Byrnes, que já trabalhou com Ana Ivanovic, Maria Sharapova e Victoria Azarenka. Em entrevista à jornalista Courtney Nguyen para o site da WTA, Keys explicou sobre o quanto o trabalho com Byrnes é decisivo.

“Uma peça-chave no trabalho com Scott Byrnes é que ele me ajudou a ficar muito mais forte e isso é muito importante para mim. Quando digo ficar mais forte, falo no sentido de ser capaz de aguentar mais tempo e sentir que posso dar tudo em quadra. Então eu sei que estou fisicamente pronta para jogar o tempo que for preciso”.

“Trabalhamos em coisas diferentes para cada fase da temporada. Antes de jogar no saibro, focamos muito na aeróbica. Antes da temporada de grama, vamos trabalhar muito mais na parte de força, porque jogamos muito mais no primeiro ataque. Essas pequenas coisas me ajudaram muito”.

Keys é a sétima tenista mais jovem a ter vencido um jogo de WTA, por ter avançado uma rodada no torneio de Ponte Vedra Beach em 2009, com apenas 14 anos. A entrada no top 100 aconteceu em janeiro de 2013 e a vaga no top 50 veio seis meses depois. Em junho de 2014, o primeiro título de WTA na grama inglesa de Eastbourne e seu nome ganhou o grande público com a semifinal do Australian Open do ano passado.

Desde o começo, Keys chamou atenção pela velocidade e percentual de acerto de saque, além da potência dos golpes, especialmente com o forehand, recursos que sempre à ela ter iniciativa nos pontos. A americana tenista que faz com que o jogo esteja sempre “nas mãos dela” e mão é raro em suas vitórias ver um banho de winners.

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Americana costuma aplicar diferenças consideráveis em números de winners (Reprodução/TennisTv)

Curiosidade – Desde que Serena Williams entrou no top 10 pela primeira vez em 1999, nenhuma outra americana havia rompido a barreira das dez melhores. Mais que isso, nos últimos 25 anos, somente cinco americanas conseguiram entrar no top 10: Lindsay Davenport em 1994, Chanda Rubin em 1996, Venus Williams em 1998, além das já citadas Serena e Keys.

Molecada sobe no ranking – A atualização do ranking masculino desta segunda-feira foi bastante positiva para a nova geração do circuito, já que seis jogadores atingiram suas melhores marcas na carreira. Dentro do top 100, Nick Kyrgios é 18º, Alexander Zverev ocupa o 28º lugar e Kyle Edmund aparece na 68ª posição. Abaixo, Quentin Halys é o 142º, Frances Tiafoe é o 166º e Stefan Kozlov é o 176º. Além de todos estes, Taylor Fritz manteve o 63º lugar, que era o recorde pessoal alcançado na semana anterior.


Comentários
    1. Mario Sérgio da Cruz

      Capriatti entrou no top 10 pela primeira vez aos 14 anos, em 1990. Ela passagens posteriores entre as dez primeiras, inclusive no começo dos anos 2000. Mas em termos de ineditismo, a Keys é a primeira desde a Serena em 1999.

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