Monthly Archives: julho 2022

Brasileiras estreiam nesta 2ª no Mundial de 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 31, 2022 às 10:26 pm

Equipe brasileira é formada por Victoria Barros, Leticia Marangoni e Pietra Rivoli. O capitão é Santos Dumont

O sorteio realizado neste domingo definiu os grupos do Mundial de 14 anos, que será disputado ao longo da semana em Prostejov, na República Tcheca. O Brasil será representado por sua equipe feminina, formada pela paulista Leticia Marangoni, a gaúcha Pietra Rivoli e a potiguar Victoria Barros, além do capitão Santos Dumont.

As brasileiras estão no Grupo B, ao lado de Austrália, Tunísia e Eslováquia. A estreia será nesta segunda-feira, diante das australianas. Ao todo, serão 16 equipes participantes na disputa feminina, divididas em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores de cada grupo para as quartas de final, que se enfrentam até a definição das campeãs no próximo sábado.

Durante a preparação para o Mundial, Victoria Barros se destacou ao conquistar títulos no circuito da Tennis Europe no saibro europeu. Primeiro, ela venceu Open Stade Fraçais, torneio de Categoria 1, realizado no complexo de Roland Garros. E duas semanas depois, foi campeã de simples e duplas em evento de Categoria 2 na cidade de Waiblingen, na Alemanha.

Leticia Marangoni também vinha jogando na Europa desde junho e já está em transição de categoria. Nas últimas semanas, vinha atuando em torneios de 14 e 16 anos na França, chegando às oitavas em Blois, contra jogadoras mais velhas. Já Pietra Rivoli atuou pela primeira vez em um torneio de 18 anos da Federação Internacional. Ela jogou o ITF J4 de Curitiba e foi desde o quali até as quartas de final. Na semana passada, as três brasileiras jogaram em Dueren, na Alemanha, e Victoria chegou às oitavas.

O time australiano é formado por Tahlia Kokkinis, Emerson Jones e Diana Badalyan, sob o comando da capitã Nicole Kriz. A Eslováquia terá Sona Depesova, Mia Pohankova e Kali Supova, com o capitão Rudolf Horvath. Já a Tunísia conta com Tasnim Ismail, Lamiss Haouas e Sarra Attig, comandadas por Adam Zalila.

As brasileiras se classificaram para o Mundial de 14 anos após o segundo lugar no Sul-Americano da categoria, realizado em junho na Colômbia. O Brasil não se classificou no masculino. A equipe ficou em sexto lugar e as três vagas do Mundial para foram para Colômbia, Equador e Argentina.

Confira os grupos do Mundial de 14 anos Feminino
Grupo A
República Tcheca [1], Argentina [8], Coreia do Sul Canadá

Grupo B
Eslováquia [3], Austrália [6], Brasil, Tunísia

Grupo C
Alemanha [4], Japão [5], Índia e Egito

Grupo D
EUA [2], Grã-Bretanha [7], Letônia e Sérvia

Confira os grupos do Mundial de 14 anos Masculino
Grupo A
Itália [1], Cazaquistão [8], Equador e Argentina

Grupo B
Coreia do Sul [4], Bulgária [5], Marrocos e África do Sul

Grupo C
EUA [3], Japão [7], Eslováquia e República Tcheca

Grupo D
Alemanha [2], Colômbia [6], Suíça e México

Após títulos, juvenis brasileiros sobem no ranking
Por Mario Sérgio Cruz
julho 25, 2022 às 8:54 pm

Gabriela Felix atingiu seu melhor ranking depois de vencer em simples e duplas no Paraguai (Foto: Nelson Toledo/Fotojump)

Depois de uma semana com três títulos de simples e mais dois de duplas para juvenis brasileiros no circuito mundial da ITF, a segunda-feira foi de boas notícias para os atletas nacionais com atualização do ranking mundial da categoria. Campeões recentes como Gustavo de Almeida, Matheus de Lima e Gabriela Felix subiram bastante na classificação.

Vencedor do ITF J4 de Eindhoven, na Holanda, Gustavo de Almeida ganhou 51 posições no ranking e assumiu o 273º lugar. O paranaense de 16 anos é agora o número 3 do Brasil na lista atrás do carioca João Fonseca, 50º do ranking e que ganhou uma posição e debutou no top 50, e do catarinense Victor Tosetto, 216º colocado. Na última semana, Fonseca atuou pela Copa das Federações, evento infanto-juvenil promovido pela CBT em Uberlândia, Minas Gerais.

Uma posição abaixo de Gustavo está Matheus de Lima, que venceu dois torneios seguidos. Depois de ter sido campeão em Curitiba, o paranaense de 17 anos também venceu o ITF J5 de Luque, no Paraguai. Ele ultrapassou 12 concorrentes e ficou agora na 274ª posição.

O top 200 masculino ainda tem Pedro Rodrigues, que perdeu duas posições e está no 299º lugar. Um pouco abaixo, Victor Milaré saltou 79 posições depois do título de duplas no ITF J2 de Bogotá e assumiu o 328º lugar. Seu parceiro, Paulo Etchecoin, ultrapassou 104 jogadores e agora é o 358º colocado. Destaque também para Henrique Ushizima, que ganhou 154 posições e agora é o número 373.

No ranking feminino, a carioca Gabriela Felix saltou 102 posições depois de vencer seu primeiro ITF em Luque. A tenista de 16 anos e que já tem um ponto na WTA está agora no 534º lugar do ranking juvenil. Gabi ainda foi campeã de duplas, ao lado de Julia Bortoluzzi, atual 1.334ª colocada, saltando 159 posições.

Quem também subiu bastante foi a paulista Olivia Carneiro, que fez semifinal em Bogotá. Ela saltou 98 posições e está agora na 315ª colocação. Olivia é atualmente a quarta melhor brasileira no ranking, atrás da paulista Ana Candiotto, 120ª do mundo, e das catarinenses Maria Turchetto, 172ª do ranking, e Carolina Laydner, 188ª colocada.

Musetti quer manter embalo, Alcaraz celebra top 5
Por Mario Sérgio Cruz
julho 24, 2022 às 9:39 pm

Musetti comemora seu primeiro título de ATP, Alcaraz terá o melhor ranking da carreira (Foto: Hamburg European Open)

Campeão do ATP 500 de Hamburgo neste domingo, Lorenzo Musetti não quer parar por aí. O jovem italiano de 20 anos comemorou seu primeiro título na elite do circuito vencendo uma partida de três sets contra o espanhol Carlos Alcaraz, número 6 do mundo, e espera manter o embalo nas próximas semanas. Musetti terá pouco tempo para comemorar a conquista, já que disputa o ATP 250 de Umag na semana que vem.

“Sempre sonhei em ganhar um título e antes disso não tive chances. Acho que meu melhor resultado era uma semifinal, então estou muito feliz com esta semana. Fizemos um trabalho incrível e agora vamos comemorar e curtir nos próximos dias, mas temos que focar em Umag e no resto do ano”, disse Musetti, após vencer Alcaraz por 6/4, 6/7 (6-8) e 6/4 em 2h46 de partida.

“Provavelmente teremos um jantar com minha equipe, mas não uma grande comemoração porque já vamos voar para Umag amanhã. Temos que ser italianos, mas não muito. Eu tenho que tentar ganhar na próxima semana e vencer cada vez mais. Preciso jogar ainda melhor do que hoje para crescer e quero manter esse nível ao longo do ano. Espero ganhar mais troféus de campeão”, acrescentou o atual 62º do ranking, que iniciou a semana salvando dois match-points contra o sérvio Dusan Lajovic. Durante a semana, ele também passou pelo finlandês Emil Ruusuvuori, pelo espanhol Alejandro Davidovich Fokina e pelo argentino Francisco Cerundolo.

Vitória poderia ter sido mais tranquila
A vitória poderia ter sido conquistada de forma mais tranquila, já que Musetti chegou a ter cinco match-points no segundo set. “Foi uma montanha-russa até o final. Tive tantos match points, mas Carlos foi muito bem”, comentou o italiano, em sua entrevista em quadra. “Mas acho que a chave da partida foi manter a calma e ter toda a paciência comigo mesmo, porque realmente não foi fácil. Carlos estava jogando muito nos match-points, então não foi fácil encontrar a energia para voltar”.

“Claro que fiquei muito chateado, mas tentei não mostrar minha reação ao meu adversário. Tentei me perdoar por todas chances perdidas. Acho que isso foi o mais importante, então estou super feliz por estar aqui e ser o campeão”, complementou o ex-número 1 juvenil, que entrará no top 40 após o torneio, alcançando a 32ª posição.

Já o vice-campeão Carlos Alcaraz perdeu uma final de ATP pela primeira vez na carreira. Vencedor de cinco títulos na elite do circuito, o jovem espanhol de 19 anos debutará no top 5 após o torneio e comemora o melhor ranking da carreira. Ele reconhece que não jogou seu melhor tênis neste domingo e que Musetti mereceu vencer.

“O top 5 significa muito, pois trabalho duro todos os dias. É um feito incrível e vou continuar buscando o meu sonho, que é me tornar o número 1 do mundo”, disse Alcaraz. “Acho que ele mereceu a vitória hoje, porque jogou melhor do que eu. Ele foi mais agressivo o tempo todo. Não joguei o meu melhor, mas lutei até a última bola e estou muito feliz com isso”.

Como foi a final de Hamburgo

A final de Hamburgo começou com uma troca de quebras. Depois disso, Musetti só perdeu mais quatro pontos no saque até o fim do set. O italiano fazia um jogo muito consistente do fundo de quadra, variando alturas e pesos de bola, enquanto Alcaraz vinha cometendo erros não-forçados em momentos importantes. A segunda quebra da partida aconteceu no 4/3, depois de duas ótimas devoluções do italiano nas cruzadas e de erros do espanhol com o backhand.

Logo na abertura do segundo set, Musetti conseguiu mais uma quebra de serviço, depois que uma tentativa de drop-shot de Alcaraz acabou morrendo na rede. Depois disso, o italiano fez três rápidos games de saque para abrir 4/2, e ainda escapou de um 0-40 antes de fazer 5/3.

Sacando para o jogo, o tenista de 19 anos teve seus dois primeiros match-points, mas no início do game houve um momento controverso. A árbitra francesa Aurelie Tourte não marcou um quique duplo na quadra do italiano, causando muita reclamação por parte de Alcaraz. Apesar da insatisfação, o espanhol conseguiu devolver a quebra, com direito a uma excelente passada para evitar a derrota. Já no tiebreak, Musetti teve mais três match-points, e liderou por 6-3, mas o espanhol terminou a parcial vencendo cinco pontos seguidos, incluindo uma dupla falta do rival.

Mesmo com as oportunidades perdidas na parcial anterior, Musetti conseguiu se manter muito focado mentalmente e não enfrentou break-points no set decisivo. As chances voltaram a aparecer para o italiano, que conseguiu uma nova quebra de serviço já no último game da partida para chegar à vitória. Alcaraz liderou nos winners por 30 a 26, e cometeu 24 erros contra 21 de Musetti. O italiano conseguiu três quebras em cinco break-points, enquanto o espanhol criou seis chances e aproveitou duas.

Juvenis brasileiros conquistam três títulos de ITF
Por Mario Sérgio Cruz
julho 23, 2022 às 7:30 pm

Gustavo de Almeida conquistou seu segundo ITF e vem de bons resultados na Holanda (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

O sábado foi de três conquistas para o tênis brasileiro em torneios do circuito mundial juvenil da ITF. O paranaense Gustavo de Almeida foi campeão do ITF J4 de Eindhoven, na Holanda. Já na cidade de Luque, no Paraguai, dobradinha brasileira com o paranaense Matheus de Lima e a carioca Gabriela Felix da Silva.

Cabeça 3 no saibro holandês, Gustavo de Almeida venceu a final contra o polonês Oskar Grzegorzewski por 6/3 e 7/5. O jogador de 16 anos e 324º do ranking chegou ao seu segundo título de ITF, o primeiro foi conquistado no mês de junho na Bolívia. Além disso, esta foi sua segunda final seguida na Holanda, após o vice-campeonato em Hillegom, na semana passada. Ele recebe 60 pontos no ranking juvenil pelo título.

Já no Paraguai, o sábado foi perfeito para os brasileiros. Na final masculina, Matheus de Lima derrotou o argentino Lucca Guercio por 6/3 e 6/0. Este foi o segundo título seguido para o paranaense de 17 anos e 286º do ranking. Matheus vinha de uma conquista em Curitiba e recebe 30 pontos no ranking pelo título.

Gabriela Felix é campeã de simples e duplas
A final feminina foi bem mais equilibrada. Gabriela Felix conquistou seu primeiro ITF ao vencer a argentina Greta Zawels, de 17 anos, por 6/2, 4/6 e 6/3. A carioca de 16 anos e 636ª do ranking juvenil conquistou recentemente seu primeiro ponto na WTA em Curitiba, e precisa pontuar em só mais dois torneios profissionais para aparecer no ranking da WTA.

A semana terminou da melhor maneira possível para Gabriela, que também foi campeã de duplas. Ela e Julia Bortoluzzi venceram uma final brasileira na sexta-feira à noite contra Yasmin Costa e Gabriela Cho por 5/7, 6/1 e 10-7. A campeã recebe 30 pontos pelo título de simples e mais 25 pela conquista de duplas. Ela conquistou seu segundo ITF nas duplas, Julia, de 16 anos, chegou ao primeiro troféu.

Já nas duplas masculinas, Luiz Felipe Brandão e Samuel Maia perderam para os paraguaios Thiago Drozdowski e Alex Santino Nunez Vera por 7/6 (7-5), 1/6 e 11-9. A campanha rendeu 13 pontos para eles.

Brasileiros são campeões de duplas na Colômbia
Ainda neste sábado, a parceria brasileira formada por Victor Milaré e Paulo Etchecoin venceu o ITF J2 de Bogotá. Os adversários haviam alcançado a final e contaram com a desistência do colombiano Camilo Cano Gomez e do norte-americano Kurt Miller. Com o título de duplas em Bogotá, eles recebem vale 150 pontos no ranking.

Etchecoin, de 17 anos e 462º do ranking, conquistado seu primeiro título de duplas na ITF, tendo vencido um torneio de simples em Londrina há duas semanas. Millaré, um ano mais velho e 407º colocado, tem um título de simples em Lima e chegou ao terceiro troféu nas duplas.

Victoria Barros ganha simples e duplas na Alemanha
Outro grande resultado de uma juvenil brasileira veio na manhã de domingo com a potiguar Victoria Barros. Ela foi campeã de simples e duplas em um torneio de 14 anos da Tennis Europe em Waiblingen, na Alemanha. Na decisão de simples, ela venceu a tcheca Kristyna Dulikova na final por 6/4 e 6/3. Já nas duplas, Victoria e a eslovena Kaja Kadak Ocvirk venceram a parceria tcheca de Kristyna Dulikova e Pavla Sviglerova por duplo 6/4.

Victoria não perdeu sets na semana, nem em simples e nem em duplas. Durante o torneio individual, ela também venceu as alemãs Francesca Parcelli e Amy Waschulewski, a italiana Arianna Celle e a ucraniana Yaryna Muzyka. Há duas semanas, a potiguar havia vencido o Open Stade Fraçais, disputado no complexo de Roland Garros.

Brasil define equipe para o Mundial de 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 18, 2022 às 9:43 pm

Brasileiras se classificaram para o Mundial após o segundo lugar no Sul-Americano da categoria

A Federação Internacional de Tênis divulgou nesta segunda-feira a relação completa de tenistas convocados para o Mundial de 14 anos, que será disputado entre os dias 1º e 6 de agosto em Prostejov, na República Tcheca. O Brasil será representado por sua equipe feminina, que ficou em segundo lugar no Sul-Americano da categoria, disputado em junho na Colômbia.

O time brasileiro será composto por Leticia Marangoni, Pietra Rivoli e Victoria Barros, além do capitão Carlos Chabalgoity. Na última semana, Victoria venceu o Open Stade Français, em Paris, tradicional evento de 14 anos disputado no complexo de Roland Garros, enquanto Pietra fez quartas no ITF J5 de Curitiba, competindo com jogadoras de 18 anos.

A outra equipe sul-americana na disputa feminina é a Argentina, com Candela Vazquez, Luna Cinalli e Sol Larraya. No masculino, três equipes da América do Sul se classificaram para o Mundial, Argentina, Colômbia e Equador.

O Mundial terá 16 times masculinos e 16 equipes femininas. Grandes nomes do tênis atual como Novak Djokovic, Rafael Nadal, Iga Swiatek, Nick Kyrgios, Marketa Vondrousova e Coco Gauff já disputaram a competição quando eram juvenis.

Outro nome interessante no Mundial é o da capitã tcheca Petra Cetkovska, que chegou ao 25º lugar no ranking mundial da WTA em 2012 e encerrou a carreira profissional em 2016. Atualmente com 37 anos, ela hoje viaja com as juvenis tchecas. O time deste ano será composto com Alena Kovackova, Laura Samsonova e Eliska Forejtkova.

Confira as equipes participantes do Mundial de 14 anos

Meninas
Argentina: Candela Vázquez, Luna Cinalli, Sol Larraya Guidi
Capitão: Ignacio Asenzo

Austrália: Tahlia Kokkinis, Emerson Jones, Diana Badalyan
Capitã: Nicole Kriz

Brasil: Leticia Marangoni, Pietra Rivoli, Victoria Barros
Capitão: Carlos Chabalgoity

Canadá: Nadia Lagaev, Clemence Mercier, Andrea Cabio
Capitã: Severine Tamborero

República Tcheca: Alena Kovackova, Laura Samsonova, Eliska Forejtkova
Capitã: Petra Cetkovska

Egito: Judy Mohamed Tawila, Farah Hassan Asaad, Rana Yasser
Capitão: Mohamed Hassan Aly

Alemanha: Julia Stusek, Sonja Zhenikhova, Michelle Khomich
Capitã: Anna-Lena Herzgerodt

Grã-Bretanha: Hannah Klugman, Mika Stojsavljevic, Arabella Loftus
Capitã: Kate Warne-Holland

Índia: Aishwarya Dayanand Jadhav, Sohini Sanjay Mohanty, Sai Janvi Talari
Capitã: Namita Bal

Japão: Wakana Sonobe, Rira Kosaka, Kurea Hayasaka
Capitão: Yoshinori Nakayama

Coreia do Sul: Haeum Lee, Heewon Ju, Suh A Lee
Capitão: Ih Sook Kim

Letônia: Adelina Lachinova, Odeta Panasa, Marija Lauva
Capitã: Juliana Polanska

Sérvia: Luna Vujovic, Dusica Popovski, Anastasija Cvetkovic
Capitão: Nemanja Ivic

Eslováquia: Sona Depesova, Mia Pohankova, Kali Supova
Capitão: Rudolf Horvath

Tunísia: Tasnim Ismail, Lamiss Haouas, Sarra Attig
Capitão: Adam Zalila

EUA: Capucine Jauffret, Shannon Lam, Julieta Pareja
Capitã: Kathy Rinaldi

Meninos
Argentina: Dante Pagani, Benjamin Chelia, José Fernandez
Capitão: Gonzalo Presson

Bulgária: Ivan Ivanov, Dimitar Kisimov, Stanislav Kosev
Capitão: Vladislav Mattev

Colômbia: David Alejandro Castellanos Mogollon, Lucas Martin Velasco Navas, Eduardo Jaramillo Rios
Capitão: Johnny de Jesus Perez Pena

República Tcheca: Filip Kosarko, David Bruckner, Jan Rastica
Capitão: Jiri Kulich

Equador: Lucas Yunes, Tito Chavez, Emilio Camacho
Capitão: Raul Avendano

Alemanha: Niels McDonald, Christopher Thies, Diego Dedura-Palomero
Capitão: Peter Pfannkoch

Itália: Antonio Marigliano, Salvatore Tartaglione, Vito Antonio Darderi
Capitão: Tomas Tenconi

Japão: Ryo Tabata, Ren Matsumura, Yuma Tobe
Capitão: Hayato Sakurai

Cazaquistão: Damir Zhalgasbay, Daniel Tazabekov, Zangar Nurlanuly
Capitão: Sergey Kvek

Coreia do Sul: Se Hyuk Cho, Gyeom Do, Juchan Hwang
Capitão: Yongbum Seo

México: Mauricio Schtulmann Gasca, Guillermo Narcio, Rodrigo Maya
Capitão: Miguel Ángel Gallardo Valles

Marrocos: Ali Missoum, Camil Guessous, Mehdi Cherkaoui
Capitão: Mehdi Ait Barhouch

Eslovênia: Ziga Sesko, Svit Suljic, Maksim Despotovic,
Capitão: Matjaz Pogacnik

África do Sul: Connor Andrew David Doig, Siyabonga Aphelele Jaca, John Jan Bothma
Capitão: Keith Phathizwe Mabuza

Suíça: Flynn Thomas, Thomas Gunzinger, Alex Bergomi
Capitão: Roberto Bresolin

EUA: Carel Ngounoue, Keaton Hance, Kennedy
Capitão: José Cabellero

Título de Angella Okutoyi em Wimbledon torna tênis popular no Quênia
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2022 às 6:31 pm

 

Angella Okutoyi foi a primeira queniana a vencer um Grand Slam, jogando ao lado da holandesa Rose Marie Nijkamp (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

A histórica conquista de Angella Okutoyi na chave de duplas do torneio juvenil de Wimbledon tem um impacto valioso para a popularização do tênis no Quênia. Primeira tenista de seu país a ganhar um Grand Slam, considerando todos os níveis de competição, Okutoyi foi campeã no último sábado ao lado da holandesa Rose Marie Nijkamp com a vitória sobre as canadenses Kayla Cross e Victoria Mboko por 3/6, 6/4 e 11-9. A queniana já vinha se destacando no circuito juvenil a partir do Australian Open, em janeiro, e desde então o impacto já é sentido no aumento no número de jogadores.

“No Quênia as pessoas se concentram mais no atletismo, o tênis não é tão conhecido. Mas depois que eu fui bem na Austrália, o esporte está começando a ser conhecido e eu aprecio o fato de que muitas crianças estão vindo para o tênis. Agora que eu estou jogando aqui em Wimbledon inspirarei muitas mais”, disse Okutoyi, em entrevista ao site da ITF.

“Meu objetivo é que o mundo do tênis reconheça os jogadores do meu país. É triste que em um chave de 64 jogadoras haja apenas uma jogadora queniana. Mas em um futuro próximo eu sinto que isso vai mudar. Na verdade, eu sei que vai. É um momento de muito orgulho, estou muito feliz”, acrescentou a tenista, que chegou a viver em um orfanato de Nairóbi com a irmã gêmea Roselida quando era criança, já que já que elas perderam a mãe logo após seu nascimento.

Okutoyi, de 18 anos e 61ª do ranking juvenil, já havia sido recebida com muita festa em seu país após a boa campanha no Australian Open, em que avançou duas rodadas. Já em Wimbledon, ela se tornou a primeira jogadora de seu país a competir no torneio mais tradicional do mundo desde Susan Wakhungu em 1978 e também se torna a única a vencer uma partida nas quadras de grama do All England Club. O reconhecimento em seu país foi tão grande que até a atriz vencedora do Oscar Lupita Nyong’o a parabenizou publicamente pelos feitos.

Secretária geral da Tennis Kenya, Wanjiru Mbugua-Karani falou à ITF sobre a popularização do tênis no país. “Ter a Angella jogando em Wimbledon é maravilhoso e um grande momento. A procura pelo tênis no Quênia cresceu muito desde que ela fez o que fez na Austrália. Uma semana depois do torneio, foi uma loucura e havia muitos meninos e meninas nas quadras e outros tantos querendo fazer parte do nosso programa de juvenis, enquanto as academias registram números crescentes. Posso garantir que nos próximos anos será incrível. Todo mundo agora acredita que é possível porque Angella mostrou o caminho”.

“Posso dizer neste minuto que não recebemos transmissões ao vivo no Quênia, mas todos estarão acompanhando as partidas de Angella nos placares ao vivo. De jogadores de outros esportes a funcionários do governo, o Quênia está seguindo a Angella o tempo todo. Agora que ela está participando de Grand Slam, o impacto foi incrível, e posso garantir que nos próximos anos será incrível”.

A queniana faz parte do programa de desenvolvimento de jogadores da ITF, que oferece aos tenistas de países em desenvolvimento a chance de competir no mais alto nível do circuito juvenil. Ela viajou nas últimas nove semanas acompanhada de um técnico indicado pela Federação Internacional, atuando em competições no saibro e na grama na Europa. “Foi um passo importante no meu desenvolvimento. Esta é a minha primeira vez jogando na grama e pelo menos agora tenho uma ideia de como é o piso. No Quênia, a superfície mais popular é o saibro. É difícil encontrar uma quadra dura no Quênia, e não existem quadras de grama”.

Parceira da queniana na conquista Rose Marie Nijkamp se junta a outras três holandesas que já venceram o torneio juvenil de Wimbledon, todas em simples: Fanny ten Bosch em 1952, Judith Salome em 1967 e Brenda Schultz em 1988. No masculino, Thiemo de Bakker venceu em 2006. E a parceria foi formada por acaso: “É uma história engraçada”, explicou Okutoyi. “Ela me procurou no Instagram e me disse: ‘Você quer jogar em duplas?’ Eu disse que sim, porque naquela época eu estava procurando para sempre um parceira. E todas já estavam acertadas. Então nós jogamos juntas. É a primeira vez que jogamos juntas e conseguimos um título de Grand Slam. Então é um grande feito para nós”.

Juvenil de Wimbledon define finalistas e espanhol cai na semi após 15 vitórias
Por Mario Sérgio Cruz
julho 8, 2022 às 8:48 pm

O norte-americano Michael Zheng acabou com a invencibilidade do espanhol Martin Landaluce (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

Depois de 15 vitórias seguidas em quadras de grama, o espanhol Martin Landaluce perdeu sua invencibilidade e foi eliminado na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon. Número 10 do ranking mundial da categoria e vindo de títulos torneios preparatórios de Roehampton e Nottingham, Landaluce foi superado pelo norte-americano Michael Zheng, de 18 anos e 24º do ranking, que marcou as parciais de 6/3, 3/6 e 7/6 (10-7).

“Se alguém tivesse dito há uma semana que eu estaria na final de Wimbledon, eu teria pensado: ‘Você está falando bobagem’. Eu realmente não esperava, pensava que talvez eu fosse fazer algumas rodadas, mas isso é incrível”, disse Zheng, em entrevista ao site da ITF após a difícil vitória na semifinal. Ele pode ser o segundo norte-americano seguido a vencer o torneio, depois da conquista de Samir Banerjee no ano passado.

“Não tenho muita experiência de outros Grand Slam, mas é ótimo chegar à final, especialmente depois de uma das melhores partidas que joguei na minha carreira. Precisei jogar o meu melhor tênis, Martin jogou muito bem e ainda é dois anos mais novo que eu. O cara é um dos melhores juniores do mundo, com certeza”, comentou sobre o jovem rival de 16 anos.

O adversário de Zheng na final do torneio juvenil de Wimbledon, que só acontecerá no domingo, será o croata Mili Poljicak, cabeça 3 e número 5 do mundo, que bateu o espanhol Pedro Rodenas por 7/5 e 6/2. Poljicak é o terceiro croata a disputar uma final do torneio juvenil de Wimbledon, depois dos vice-campeonatos de Ivan Ljubicic em 1996 e Mario Ancic em 2000. “Chegar à final é uma sensação inacreditável”, disse Poljicak. “Todo jogador sonha em jogar um Grand Slams e vencer. Ter essa significa muito”.

Durante a semana, Poljicak sofreu com problemas físicos, como uma indisposição estomacal e dores no quadril. “Antes das quartas de final, dormi apenas cerca de três horas e passei mal durante a noite. Ontem, na partida de duplas, também tive alguns problemas no quadril, motivo pelo qual me retirei da quadra. Mas fui à fisio para um tratamento e coloquei gelo no quadril, que me ajudou muito”.

Hovde vence a 11ª na grama e decide o título com Udvardy

Luca Udvardy, de 16 anos, é irmã mais nova da top 100 Panna Udvardy e chega à final do torneio juvenil em Wimbledon (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

Principal cabeça de chave no feminino, a norte-americana de 16 anos Liv Hovde garantiu vaga na final depois de vencer a canadense Victoria Mboko por 6/4 e 6/3. Algoz da brasileira Ana Candiotto na estreia em Wimbledon, a atual número 4 do ranking foi campeã em Roehampton na semana passada chegou à 11ª vitória seguida e tenta agora conquistar seu primeiro Grand Slam como juvenil. A final feminina será neste sábado às 9h (de Brasília).

“É ótimo ser finalista de um Grand Slam juvenil e estou muito animada para jogar amanhã, mas tenho que tratar isso como apenas mais uma partida. Eu me senti controlada em quadra durante a maior parte deste torneio, certamente não subestimarei ninguém e apenas tentarei jogar de forma inteligente e agressiva, como sempre faço. Estou muito animada por ter a chance de seguir os passos de alguns grandes juvenis norte-americanos do passado”, disse Hovde que tenta ser a primeira norte-americana a vencer o torneio desde Claire Liu em 2017.

A adversária de Hovde será a húngara de 16 anos Luca Udvardy, 19ª do ranking juvenil, que venceu na semifinal a tcheca Linda Klimovicova por 6/3, 3/6 e 6/0. Ela pode ser a primeira menina a vencer em Wimbledon. Já entre os meninos, Marton Fucsovics foi campeão em 2010.

Luca é irmã mais de Panna Udvardy, número 100 do mundo no ranking profissional. “Eu nunca tinha jogado na grama até algumas semanas atrás e a Panna me disse que a slice seria muito importante. Ela sempre me ajuda e sempre nos falamos antes e depois das minhas partidas, me dá dicas e me diz tudo o que preciso fazer. Ela me mostra o caminho, já esteve aqui e jogou Grand Slam como profissional, então minha irmã é um ídolo para mim”.

Finais de duplas também no sábado


Também estão marcadas para este sábado as finais de duplas, ambas acontecem às 8h15, nas quadras 12 e 18: No masculino, os franceses Gabriel Debru e Paul Inchauspe enfrentam os norte-americanos Sebastian Gorzny e Alex Michelsen. Já no feminino, as canadenses Kayla Cross e Victoria Mboko encaram a holandesa Rose Marie Nijkamp e a queniana Angella Okutoyi.

Dietrich se despede nos 14 anos
Representante brasileiro na categoria 14 anos, que estreia na programação de Wimbledon a paritr desta temporada, Pedro Dietrich se despediu da competição. Depois de uma derrota para o jordaniano Malek Alqurneg por 6/3, 3/6 e 10-3 nesta sexta-feira, Dietrich perdeu os jogos para o norte-americano Carel Aubriel Ngounoue por 6/3 e 6/2 e para o australiano Jake Dembo por 6/1 e 6/4. A nova categoria já estava nos planos da organização do evento desde 2019 para que os tenistas tenham oportunidade de jogar na grama ainda mais cedo.

Campeões na grama jogam semis no juvenil em Londres
Por Mario Sérgio Cruz
julho 7, 2022 às 11:39 pm

A norte-americana Liv Hovde assumiu o quarto lugar do ranking após título em Roehampton (Foto: AELTC)

A rodada de quartas de final do torneio juvenil seguiu premiando tenistas que foram bem nos torneios preparatórios em quadras de grama. É o caso do espanhol Martin Landaluce e da norte-americana Liv Hovde, que garantiram vagas nas semifinais em Londres.

Landaluce manteve sua excelente sequência nas quadras de grama e venceu nesta quinta-feira o norte-americano Learner Tien por 7/5 e 6/3. Esta foi a 15ª vitória seguida para o espanhol de 16 anos e número 10 do ranking, que foi campeão em Nottingham e Roehampton antes de Wimbledon.

O próximo adversário de Landaluce será outro norte-americano, Michael Zheng, de 18 anos e 24º do ranking. Ele venceu Coleman Wong, tenista de Hong Kong, por 6/4 e 6/3. Outro espanhol nas quartas é Pedro Rodenas, 30º, que venceu o macedônio Kalin Ivanovski por 3/6, 7/6 (7-5) e 6/4. Ele desafia o croata Mili Poljicak, cabeça 3 e número 5 do mundo, que bateu o suíço Kilian Feldbausch por 1/6, 6/3 e 6/2.

Na chave feminina, a norte-americana Liv Hovde assumiu o quarto lugar do ranking depois do título no ITF J1 de Roehampton e venceu a alemã Ella Seidel por 6/3 e 6/2. Hovde, de 16 anos, encara a canadense de 15 anos Victoria Mboko, 16ª colocada, que marcou as parciais de 0/6, 7/5 e 6/4 contra a sul-africana Isabella Kruger.

A húngara Luca Udvardy, cabeça 7 e 19ª do ranking, venceu a cabeça 3 tcheca
Nikola Bartunkova por 6/3 e 6/2. Sua próxima rival é outra tcheca Linda Klimovicova, de 18 anos e 45ª colocada, que derrotou a última britânica da chave, Jasmine Conway, com parciais de 2/6, 6/2 e 6/1.

Dietrich estreia com derrota no Sub-14
Representante brasileiro na categoria Sub-14, que estreia na programação de Wimbledon a paritr desta temporada, Pedro Dietrich perdeu nesta quinta-feira para o jordaniano Malek Alqurneg por 6/3, 3/6 e 10-3. Dietrich ainda enfrentará nesta semana o norte-americano Carel Aubriel Ngounoue e o australiano Jake Dembo. A nova categoria já estava nos planos da organização do evento desde 2019 para que os tenistas tenham oportunidade de jogar na grama ainda mais cedo.

Destaque no juvenil de Wimbledon, espanhol venceu 14 seguidas na grama
Por Mario Sérgio Cruz
julho 6, 2022 às 11:31 pm

Martin Landaluce, de 16 anos, venceu dois torneios preparatórios antes de Wimbledon (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

O espanhol Martin Landaluce chega muito forte para as quartas de final do torneio juvenil de Wimbledon. Vencedor dos torneios preparatórios de Nottingham e Roehampton nas últimas semanas, ele já tem 14 vitórias seguidas na grama. Landaluce superou nesta quarta-feira o belga Gilles Arnaud Bailly por 7/6 (9-7) e 6/4. O décimo do ranking enfrenta na próxima fase o norte-americano Learner Tien.

“Como jogo muito agressivamente e muito plano, meu jogo se adaptou muito bem à grama. No início, achei que seria difícil para mim, mas me senti muito confortável nas últimas semanas”, disse Landaluce, de 16 anos, em entrevista ao site da ITF. Em caso de vitória, ele enfrentará o norte-americano Michael Zheng ou Coleman Wong, de Hong Kong.

O croata Mili Poljicak, número 5 do ranking, é outro top 10 nas quartas. Ele enfrenta o suíço Kilian Feldbausch. Quem vencer encara o macedônio Kalin Ivanovski ou o espanhol Pedro Rodenas. Nesta semana, Ivanovski chamou atenção por um saque por baixo no match-point de umas das partidas nas fases iniciais.

No feminino, a principal favorita Liv Hovde segue firme. Algoz da brasileira Ana Candiotto na estreia e vinda de título em Roehampton, Hovde enfrenta a alemã Ella Seidel nas quartas. Quem passar encara a sul-africana Isabella Kruger ou a canadense Victoria Mboko.

Do outro lado da chave, duas tchecas seguem vivas, a terceira favorita Nikola Bartunkova encara a húngara Luca Udvardy, sétima pré-classificada. Já Linda Klimovicova, cabeça 16, será desafiada pela britânica Jasmine Conway.

Fonseca cai na dupla, Dietrich joga o Sub-14
Depois de cair na segunda rodada de simples em Wimbledon, João Fonseca também parou na segunda fase nas duplas. O brasileiro e seu parceiro boliviano Juan Carlos Prado Angelo foram superados pelo neozelandês Jack Loutit e o australiano Edward Winter por 6/7 (4-7), 7/6 (7-3) e 10-6.

Outro juvenil brasileiro em Wimbledon é Pedro Dietrich, que disputa a inédita categoria Sub-14. Ele estreia nesta quinta-feira contra o jordaniano Malek Alqurneg e ainda enfrentará nesta semana o norte-americano Carel Aubriel Ngounoue e o australiano Jake Dembo.

ITF de Londrina também chega às quartas
Tradicional evento no circuito mundial juvenil da Federação Internacional, a 35ª edição da Londrina Juniors Cup, torneio ITF J4 que vale 60 pontos no ranking chegou às quartas de final. A chave masculina tem sete brasileiros e um argentino nas quartas, já o feminino é disputado apenas por jogadoras nacionais.

Entre os meninos, Matheus de Lima enfrenta Paulo Etchecoin, Victor Milaré joga contra Rafael Sbeghen Sabio, Pedro Almeida Melli desafia Henrique Ushizima, enquanto Ricardo Dutra enfrenta o argentino Lucca Guercio. No feminino, a principal favorita Maria Luisa Oliveira encara Marina Adati, Gabriela Felix joga contra Paola Ueno Dalmonico. A cabeça 2 Olivia Carneiro duela com Sthefany de Lima, enquanto Cecilia Costa enfrenta Gabriela Sandrini.

João Fonseca aposta nos conselhos e na experiência de André Sá em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 4, 2022 às 9:56 pm

Treinado por André Sá, especialista nas quadras de grama, Fonseca já avançou em simples e duplas em Wimbledon (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

Em sua primeira participação no torneio juvenil de Wimbledon, João Fonseca conta com a experiência de um especialistas em quadras de grama. Treinado pelo mineiro André Sá, que chegou às quartas na chave de simples em 2002 e foi semifinalista de duplas em 2007, Fonseca aproveita os conselhos valiosos para tentar evoluir em um piso onde ainda tem pouca bagagem.

“Andre Sá é meu treinador e ele falou muito comigo sobre Wimbledon, então estou muito animado por estar aqui. Começamos a trabalhar juntos no início do ano passado, e ele é incrível. Tem muita experiência. Por tudo o que ele fez na carreira e todo seu talento e habilidades no tênis, já passou muito conhecimento para mim. É incrível estar com ele, que me ajudou muito”, disse Fonseca em entrevista ao site da ITF, após a vitória por 7/6 (8-6) e 6/4 sobre o argentino Lautaro Midon na estreia em Wimbledon.

“Chegando a Wimbledon, ele me aconselhou a fazer slices, focar nas devoluções e a começar cada ponto de forma agressiva, chegar à rede e ser muito intenso. É exatamente isso que estou tentando fazer”, acrescentou o jovem jogador de 15 anos e 57º colocado no ranking mundial juvenil. O brasileiro enfrenta na segunda rodada o norte-americano Sebastian Gorzny. A partida acontece por volta de 8h30 (de Brasília) desta terça-feira, na quadra 15.

Fonseca começou a jogar aos quatro anos e vem de uma família onde todos praticam esportes. O amor pelo tênis veio por conta da mãe. Até os 12 anos, dividia atenções entre o tênis e o futebol. Seus primeiros títulos de ITF J5 foram no ano passado, no Panamá, Paraguai e também em Salvador. Já na atual temporada, chegou a uma final de J1 no Paraguai e ganhou um título de duplas do mesmo porte na Bélgica.

Este é apenas o segundo Grand Slam que Fonseca disputa como juvenil. Ele já havia alcançado as oitavas de final de Roland Garros. E na semana passada, como preparação para Wimbledon, disputou o ITF J1 de Roehampton e também chegou às oitavas, avançando duas rodadas. E os resultados recentes já começam a atrair a atenção dos fãs de tênis.

“Wimbledon é o meu torneio favorito, é o mais elegante com todo mundo vestido de branco. Nunca havia jogado na grama antes da semana passada, quando joguei em Roehampton. Este é apenas o meu segundo Grand Slam depois de Roland Garros e tenho apenas 15 anos. É uma sensação incrível estar aqui”, afirmou o carioca. “Tem muita gente me acompanhando aqui e me mandando boas vibrações, o que é muito legal e me deixa mais animado para jogar. Bruno Soares estava assistindo minha partida na estreia e Guga [Gustavo Kuerten] assistiu uma partida minha em Roland Garros. Além do André, é claro”.

Durante a rodada de estreia em Wimbledon, Fonseca jogava próximo da linha de base e apostava na potência de seu saque e dos golpes de fundo, dentro de suas características de jogo. “Sou um jogador agressivo e gosto de terminar os pontos em até três trocas de bola. Não gosto de correr muito, então eu me descreveria como um jogador muito agressivo”, avaliou o jovem tenista. “Há um longo caminho a percorrer e só tenho que confiar nos meus treinadores e na minha família, que me apoiam muito. Estou apenas me divertindo e estou muito feliz”.

Vitória na estreia na chave de duplas
Fonseca também estreou com vitória na chave de duplas em Wimbledon, jogando ao lado do boliviano Juan Carlos Prado Angelo. Logo na primeira rodada, eles eliminaram os peruanos Gonzalo Bueno e Ignacio Buse, cabeças 2, por 3/6, 7/5 e 10-8. Eles enfrentam na segunda rodada o neozelandês Jack Loutit e o australiano Edward Winter.

O Brasil no torneio juvenil de Wimbledon
O principal resultado do Brasil no torneio juvenil de Wimbledon foi o título de duplas do gaúcho Orlando Luz e o paulista Marcelo Zormann em 2014. Dois brasileiros já foram finalistas na chave de simples: O paranaense Ivo Ribeiro foi vice em 1957, superado pelo britânico Jim Tattershall. Dois anos depois, em 1959, o carioca Ronald Barnes também jogou uma final e foi superado pelo soviético Tomas Lejus.

Outro brasileiro a ter disputado uma final foi RicardoSchlachter, na chave de duplas em 1994, ao lado do eslovaco Vladimir Platenik. Na ocasião, eles chegaram a vencer Gustavo Kuerten e o equatoriano Nicolas Lapentti na semi, mas perderam a decisão para os australianos Ben Ellwood e Mark Philippoussis.

Ano passado, o catarinense Pedro Boscardin chegou às oitavas, enquanto o mineiro João Victor Loureiro foi à segunda rodada.

Entre as meninas, destaque para uma semifinal de duplas de Beatriz Haddad Maia em 2011, ao lado da russa Mayya Katsitadze. A chave feminina em 2022 contou com a paulista de 18 anos Ana Candiotto, que havia perdido na rodada final do quali, mas entrou na chave principal como ucky-loser graças à desistência da britânica Ranah Akua Stoiber. Logo na estreia, Candiotto desafiou a norte-americana Liv Hovde, principal cabeça de chave e número 6 do ranking, que marcou as parciais de 6/4 e 6/1. Hovde venceu o torneio preparatório na grama de Roehampton na última semana.