Monthly Archives: maio 2021

Oito jovens tenistas para acompanhar em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 29, 2021 às 10:10 pm

Com diferentes perspectivas, oito tenistas da nova geração do circuito merecem destaque antes de Roland Garros, que começa neste domingo em Paris. O Grand Slam tem uma jovem candidata ao título, a atual campeã Iga Swiatek e ponto de interrogação sobre Bianca Andreescu. Embalados por recentes conquistas no saibro de Parma, Coco Gauff e Sebastian Korda estão em rota de colisão com favoritos. Destaque também para os recém-chegados ao top 100, Carlos Alcaraz e Maria Camila Osorio, vindos do quali. Vale ficar de olho também no italiano Jannik Sinner, que chegou às quartas no ano passado, e no canadense Felix Auger-Aliassime, que aposta na parceria com Toni Nadal.

Confira oito grandes histórias envolvendo a nova geração em Roland Garros:

Swiatek luta pelo bicampeonato em Paris

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Atual campeã, Swiatek focou a preparação nos torneios grandes (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Menos de um ano depois de ter conquistado seu primeiro Grand Slam em Roland Garros, Iga Swiatek está de volta às quadras de saibro da capital francesa. A polonesa, que completa 20 anos na segunda-feira, era apenas a 54ª do ranking na campanha para o título do ano passado e agora já é a número 9 do mundo e uma das favoritas ao título, ainda mais depois da categórica conquista do WTA 1000 de Roma há duas semanas. Ela estreia contra sua melhor amiga no circuito, a eslovena Kaja Juvan, pode enfrentar a norte-americana Shelby Rogers ou a sueca Rebecca Peterson na segunda fase e a estoniana Anett Kontaveit na terceira fase.

“Depois que ganhei Roland Garros, minha vida mudou completamente todo mundo começou a me tratar de forma diferente totalmente. Foi muito bom encontrar um equilíbrio e ainda ser capaz de aproveitar aquela vitória, mesmo numa situação tão caótica”, disse Swiatek, durante a entrevista coletiva na última sexta-feira. “Estou voltando à mesma forma que eu tive quando fui campeã de Roland Garros, já ganhei mais dois títulos desde então, e foi incrível para mim, porque eu ainda não sei se vou ser consistente pelo resto da minha carreira. E isso mostrou que posso realmente ter um bom desempenho não apenas uma vez, mas posso repetir. Então essa é a coisa mais importante para mim”.

Swiatek priorizou os torneios grandes em sua preparação para Roland Garros e só jogou em Roma e Madri e foi perguntada por TenisBrasil sobre sua estratégia. “Na verdade, o meu treinador é que foi responsável por isso. E acho que ele está fazendo um ótimo trabalho com todo o planejamento do meu calendário. E foi muito bom, porque sinto que estou progredindo. Eu estou jogando contra as top 10 com mais frequência e posso realmente ter mais experiência e aprender mais, porque isso é o mais importante para mim agora. Preciso aprender a estar em diferentes situações na quadra para que eu possa ter mais experiência depois”.

Andreescu em dúvidas após lesão abdominal

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Andreescu fez bons jogos em Estrasburgo, mas sentiu lesão abdominal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Outra top 10 a ser observada em Roland Garros é Bianca Andreescu, de apenas 20 anos e número 7 do mundo. A canadense conquistou seu primeiro Grand Slam ainda no US Open de 2019, mas possui um longo histórico de lesões, chegando a ficar mais de um ano parada por problema no joelho esquerdo. Na semana passada, disputou o WTA 250 de Estrasburgo e fez dois bons jogos, mas desistiu antes das quartas por lesão muscular na região abdominal. Cabeça 6 em Paris, Andreescu estreia contra a eslovena Tamara Zidansek.

“Não é nada sério, apenas um desconforto. Mas eu não quero arriscar antes de Roland Garros”, disse Andreescu na última terça-feira, em Estrasburgo. Perguntada por TenisBrasil sobre como faz para manter o ritmo de jogo e o bom nível de tênis mesmo com tantas lesões, a canadense comentou que aprendeu com os erros do passado e consegue ter melhor planejamento de treinos e competições. “Isso faz parte da carreira de qualquer atleta, sempre tem algumas coisas que você pode fazer e aprender com os erros do passado. Hoje eu tenho um calendário melhor de torneios, e estou ficando melhor na quadra e nos treinos físicos, com exercícios diferentes. É claro que a situação é decepcionante. Mas eu fiz o meu melhor para lidar com a situação”.

Gauff empolgada por título no saibro italiano

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Gauff diz que resultados recentes não trazem pressão, mas sim confiança (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Com apenas 17 anos, a norte-americana Coco Gauff é uma das jogadoras mais jovens na chave de Roland Garros. Ela chega a Paris empolgada pela recente conquista do WTA 250 de Parma e ocupando o 25º lugar do ranking da WTA. Uma semana antes, também foi semifinalista do WTA 1000 de Roma, superada apenas por Swiatek. Acostumada a lidar com grandes expectativas desde muito jovem, ela garante que os resultados recentes trazem mais confiança do que pressão.

“Para ser honesta, não acho que esses resultados realmente coloquem qualquer pressão sobre mim. Apenas me deram confiança. Fiz muitas quartas de final e semifinais em 2020 e isso me deixou mais forte para terminar o torneio e levantar um troféu. Não sinto nenhuma pressão. Talvez porque tenha sido só um 250, então é um torneio um pouco menor, e não tinha tanta pressão quanto um 1000. Mas de qualquer forma, sinto que ganhar um título só dá a você mais confiança e mais experiência. Esse é o meu objetivo aqui”, comentou Gauff, que estreia contra a sérvia Aleksandra Krunic e pode cruzar o caminho da número 1 do mundo Ashleigh Barty nas oitavas.

Novata no top 100, Osorio disputa seu primeiro Slam

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

A colombiana Maria Camila Osorio chegou recentemente ao top 100 e disputa o 1º Slam (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Recém-chegada ao top 100 do ranking mundial, a colombiana de 19 anos Maria Camila Osorio disputará seu primeiro Grand Slam em Roland Garros. A atual 98ª do ranking conseguiu passar pelo qualificatório de três rodadas em Paris. A temporada de 2021 tem sido de feitos importantes para Osorio, que começou o ano apenas no 186º lugar do ranking. Ela conquistou seu primeiro título de WTA no saibro de Bogotá e disputou outras duas semifinais, em Charleston e Belgrado, antes de furar o quali em Paris.

“Já joguei muitos torneios da WTA, então sinto mais confiança quando entro na quadra. Não fico mais com medo quando estou jogando neste nível”, disse Osorio, em entrevista ao site de Roland Garros. “Estou vivendo um momento muito especial e trabalhei muito para chegar aqui. Foi muito bom chegar ao top 100. Era um dos meus objetivos no início do ano. Tudo aconteceu tão rápido que não pensei que pudesse fazer isso até o final da temporada, mas mostra o quanto estou melhorando”, comenta a colombiana, que estreará contra a norte-americana Madison Brengle e pode cruzar o caminho de Andreescu já na segunda rodada.

Korda chega a Paris após título em Parma

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Korda chega a Paris com moral após título em Parma (Foto: Marta Magni Images)

Depois de ir do quali até as oitavas de final na edição passada de Roland Garros, o norte-americano Sebastian Korda chegará ao Grand Slam francês com ainda mais moral. Ele conquistou neste sábado seu primeiro título no circuito, o ATP 250 de Parma, vencendo o ex-top 20 Marco Cecchinato na final por 6/2 e 6/4. O atual 63º do ranking e filho do ex-número 2 do mundo Petr Korda teve um ótimo início de temporada, com a final em Delray Beach, um título de challenger em Quimper e também a campanha até as quartas de final do Masters 1000 de Miami. No entanto, vinha de resultados negativos no saibro e conseguiu se reerguer.

“Tive que continuar otimista, mesmo com os resultados ruins na primeira parte da temporada de saibro. Tirei alguns dias de folga, recarreguei minhas baterias e fiz uma semana de treinos muito boa em Praga com meu pai e meu treinador. Voltei com mais fome e estou jogando um tênis muito bom agora”, explicou Korda, que estreia em Roland Garros contra o espanhol Pedro Martinez e pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Stefanos Tsitsipas na rodada seguinte.

Alcaraz fura o quali e tem chave boa em Paris

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Alcaraz disputará seu segundo Grand Slam e se sente mais preparado agora do que na Austrália (Foto: Cédric Lecocq/FFT)

Grande promessa do tênis espanhol, Carlos Alcaraz chega com bastante moral para a disputa de seu primeiro Roland Garros e o segundo Grand Slam da carreira. O espanhol de 18 anos e 94º do ranking conquistou recentemente o challenger português de Oeiras, entrou no top 100 e furou o quali de Roland Garros. Sua estreia em Paris será contra outro espanhol vindo do quali, Bernabe Zapata Miralles. Se vencer, enfrenta o sérvio Dusan Lajovic ou o georgiano Nikoloz Basilashvili (cabeça 28) antes de um eventual encontro com o russo Andrey Rublev na terceira fase.

“Estou muito feliz. Jogar a chave principal aqui em Roland Garros é uma sensação muito boa. Estou me sentindo muito confortável na quadra. Sei que não é fácil jogar melhor de cinco sets, mas acho que estou pronto. Não é minha primeira participação na chave principal em um Grand Slam, então vou melhorar o que fiz na Austrália. Acho que estou mais pronto agora do que estava na Austrália”, comentou o espanhol, em entrevista ao site da ATP.

Sinner tenta repetir boa campanha de 2020

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Sinner enfrentou Nadal e Djokovic durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

Com apenas 19 anos Jannik Sinner já aparece na 19ª colocação do ranking mundial e tenta repetir a ótima campanha que fez no ano passado em Paris, quando chegou às quartas de final. Durante a temporada de saibro, sua principal campanha foi uma semifinal em Barcelona, mas ele teve a oportunidade de enfrentar Novak Djokovic em Monte Carlo e Rafael Nadal em Roma, e tira várias lições daqueles jogos, mesmo com resultados negativos contra lendas do esporte. Ele estreia em Paris contra o francês Pierre-Hugues Herbert.

“Quando eu perco, sempre tento tirar os pontos positivos e descobrir o que deveria ter feito melhor” disse Sinner após o recente duelo com Nadal. “Obviamente, é difícil falar logo depois da partida. Tenho que me reunir com a minha equipe e assistir muitas e muitas vezes a este jogo a partir de hoje. Então veremos o que deveríamos ter feito melhor”, comenta o italiano, que teve postura parecida quando perdeu para Djokovic em Mônaco. “O foco é sempre melhorar. É isso que estou tentando fazer. Vou tentar aprender com esta partida também hoje, mesmo que às vezes seja difícil de aceitar a derrota. Mas só há uma maneira de melhorar. Eu tenho um bom time e tenho as pessoas certas perto de mim, que sabem o que eu preciso fazer”.

Aliassime aposta na parceria com Toni Nadal

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro

Aliassime trabalhou com Toni Nadal durante a temporada de saibro (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

O canadense de 20 anos Felix Auger-Aliassime, 21º do ranking, trouxe um reforço de peso para sua equipe. Durante toda a temporada de saibro, ele treinou com Toni Nadal e aposta na experiência do técnico para buscar melhores resultados. Ainda em busca de seu primeiro título de ATP, o canadense tem como melhores campanhas em Grand Slam as oitavas de final do US Open no ano passado e do Australian Open na atual temporada. Sua estreia em Paris será contra o experiente italiano de 37 anos Andreas Seppi.

“Minhas expectativas não mudaram desde que comecei a trabalhar com o Toni. Sempre tive expectativas muito altas durante toda a minha carreira. O que estou tentando fazer é chegar ao top 10 e ganhar títulos de Grand Slam. Não há nada melhor do que isso. Trabalhar com alguém que já fez isso traz mais calma e confiança, ao invés de pressão”, disse Aliassime na entrevista coletiva da última sexta-feira. “Decidi trabalhar com ele porque acredito que ele pode me ajudar a alcançar meus objetivos e meu potencial. É nisso que trabalhamos todos os dias. A preparação não é diferente da que fizemos em qualquer outro torneio. Procuramos trabalhar com muito empenho, intensidade e foco, e a cada dia tentamos fazer um pouco melhor. Temos um bom trabalho a fazer”.

 

Tênis feminino francês se renova com três jovens promessas
Por Mario Sérgio Cruz
maio 26, 2021 às 8:07 pm
Clara Burel chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado e busca mais uma boa campanha (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Clara Burel chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado e busca mais uma boa campanha (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

País de grande tradição no tênis e palco do segundo Grand Slam da temporada, em Roland Garros, a França vive um momento de renovação, especialmente no circuito feminino. As últimas três temporadas terminaram com uma jogadora francesa no topo do ranking mundial juvenil. Essa sequência começou com Clara Burel em 2018, e seguiu em 2019 com Diane Parry, até chegar a Elsa Jacquemot no fim de 2020. Essas três jovens jogadoras já estão em processo de transição para o circuito profissional e tentam recolocar a bandeira tricolor no topo do ranking. Todas elas receberam convites para a chave principal do Grand Slam francês, que começa no domingo.

Até hoje, a única francesa a ser número 1 do mundo foi Amelie Mauresmo, que liderou o ranking por 39 semanas (somando dois períodos distintos) entre 2004 e 2006. Mauresmo também foi uma das últimas jogadoras do país a vencer títulos de Grand Slam, na Austrália e em Wimbledon em 2006. Já a campeã mais recente foi Marion Bartoli, que venceu Wimbledon em 2013 e encerrou a carreira meses depois. No ranking, abaixo de Mauresmo, as melhores francesas na Era Aberta foram Mary Pierce e Nathalie Tauziat, que alcançaram o terceiro lugar entre 1995 e 2000. Mais recentemente, Caroline Garcia atingiu a quarta posição em 2018, igualando a marca de Dianne Balestrat, obtida em 1975.

Burel já chegou à terceira rodada de Roland Garros ano passado
Burel completou 20 anos em março e é a jogadora em melhor estágio de evolução dessa nova geração francesa. Ela saltou do 871º para o 235º lugar do ranking ao longo da temporada passada, mas já aparece na 146ª posição. Convidada para Roland Garros no ano passado,  aproveitou a chance e atingiu a terceira rodada. Já em 2021, chegou às quartas de final no WTA de Lyon, ganhou um ITF W60 em Saint-Gaudens e jogou outras duas finais de ITF.

“Sim, nós formamos uma nova geração de jogadoras jovens e acho que nos sentimos melhores ajudando umas as outras e sempre treinamos juntas. Também tive a chance fazer parte do time da Fed Cup, dois ou três anos atrás, e aprendi muito, assim como estou aprendendo nesta semana”, disse Burel a TenisBrasil durante o WTA de Estrasburgo nesta semana. Ela chegou a vencer a partida de estreia, mas caiu nas oitavas “Fiz um bom torneio no ano passado em Roland Garros, então estou muito animada para voltar. Espero que ainda mais forte. Acho que estou com muita confiança e que evoluí muito desde o ano passado”.

Perguntada pelo site de Roland Garros se ela preferiria ter primeiras rodadas mais acessíveis nas quadras externas ou enfrentar uma grande estrela na Philippe Chatrier, ela não tem opinião formada, mas reconheceu que sonha enfrentar Serena Williams um dia. “Eu não me importo tanto com isso, realmente não sei, mas adoraria enfrentar a Serena. Seria incrível jogar contra ela”.

Parry venceu 1º jogo de Slam aos 16 anos

Diane Parry venceu seu primeiro jogo de Grand Slam há duas temporadas (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Apesar da pouca idade, Diane Parry fará sua terceira aparição em Roland Garros (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Diane Parry está com 18 anos e ocupa o 307º lugar na WTA. E apesar da pouca idade, já fará sua terceira participação na chave principal de Roland Garros, tendo vencido sua primeira partida de Grand Slam em 2019, quando tinha apenas 16 anos. A francesa também chama atenção pelo backhand de uma mão, raridade no circuito feminino. Nesta semana, ela também jogou em Estrasburgo e furou o quali, e também falou a TenisBrasil sobre a renovação do tênis em seu país e suas expectativas para Roland Garros.

“Eu não coloco expectativas sobre mim, eu apenas vou aos torneios e para a quadra e dou o meu melhor. No fim dos jogos, saio sem arrependimentos. Eu espero que eu consiga fazer uma boa partida na minha estreia e jogar o meu melhor tênis”, explicou Parry, que completará 19 anos em setembro. “Acho que é uma boa geração, Clara é um ano mais velha do que eu e Elsa é um ano mais nova. Acho que tivemos grandes feitos no juvenil, mas agora no profissional é um pouco diferente. Temos que continuar aprimorando o nosso jogo e também a parte física e tudo mais para conseguirmos bons resultados no futuro, pelo circuito profissional”.

Atual campeã juvenil, Jacquemot ganhou convite para a chave

Elsa Jacquemot é atual campeã juvenil de Roland Garros e ganhou convite para a chave principal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Elsa Jacquemot é atual campeã juvenil de Roland Garros e ganhou convite para a chave principal (Foto: Michel Grasso/Internationaux de Strasbourg)

Elsa Jacquemot é a menos experiente no alto nível do circuito. Com 18 anos recém-completados neste mês de maio, a francesa é a atual campeã juvenil de Roland Garros e fará sua segunda aparição na chave principal em Paris, em busca de uma inédita vitória em Grand Slam. Apesar de ainda ter idade para jogar torneios juvenis e até liderar o ranking da categoria atualmente, ela está totalmente focada no circuito profissional e ocupa o 493º lugar do ranking da WTA.

O título em Roland Garros no ano passado fez dela a primeira francesa a ganhar um Grand Slam como juvenil desde 2009. “São muitas emoções e estresse em quadra quando se joga uma final de Grand Slam como juvenil e tudo isso acontece muito rápido. Houve momentos em que eu precisava respirar e descobrir como ser mais agressiva, mas no final tudo correu bem e foi incrível. Ganhar o título e ser a primeira francesa a ser campeã desde 2009 me deixa muito feliz”, disse em recente entrevista ao site da Federação Internacional de Tênis. “Esta vitória é um bônus para o futuro e espero que vencer aqui me ajude. Por enquanto, vou saborear essa conquista, mas sei que ainda há um longo caminho a percorrer na minha carreira”.

Garcia destaca boa fase das francesas, mas sabe que o caminho é longo

Experiente, a ex-número 4 do mundo Caroline Garcia sabe que o caminho para o topo é longo

Experiente, a ex-número 4 do mundo Caroline Garcia sabe que o caminho para o topo é longo (Foto: Michael Klug/Internationaux de Strasbourg)

Nos últimos anos, a francesa que mais se destacou em simples foi Caroline Garcia. Ela também foi uma grande promessa nos tempos de juvenil, chegando a ocupar o quinto lugar de sua categoria em 2011. Entre as profissionais, alcançou o quarto lugar no ranking da WTA e conquistou sete títulos no circuito. Atualmente com 27 anos e na 57ª posição, ela avaliou o momento da nova geração de seu país, mas ressalta que sucesso no circuito juvenil nem sempre é sinônimo de realizações como profissional. Por isso, espera que as compatriotas sigam com o trabalho intenso nessa fase de transição.

“Acho que elas estão jogando muito bem no juvenil. Nos últimos três anos foram três meninas francesas ganhando títulos de Grand Slam e chegando ao números 1 do ranking. É importante terminar a carreira juvenil como número 1, mas elas têm que colocar em mente que muitos juvenis de destaque não conseguiram se firmar, então elas têm que construir seu caminho para o topo. Mas acho que elas têm qualidade para isso”, disse Garcia a TenisBrasil, durante o WTA de Estrasburgo.

“Eu não as conheço tanto e não posso avaliar muito bem, porque temos uma grande diferença de idade, e então não consegui vê-las treinando e crescendo, diferente do que aconteceu com as meninas da minha idade, que eu conheço há mais tempo”, ponderou a experiente francesa, que também foi importante para a conquista de seu país na Fed Cup (atual Copa Billie Jean King) em 2019. “Mas a Clara Burel está começando muito bem no circuito profissional, com bons resultados até agora. Ela foi muito bem em Roland Garros ano passado. Sei que ela é uma jogadora agressiva, e uma lutadora em quadra, com um ótimo saque e ótimo forehand também. Vendo de fora, parece que ela tem muito espírito de luta e acho que isso é o mais importante para chegar ao topo e desejo o melhor para ela”.

Como Swiatek foi da adversidade ao brilhantismo em Roma
Por Mario Sérgio Cruz
maio 18, 2021 às 10:35 am
Swiatek salvou match-points nas oitavas e terminou com duplo 6/0 na final (Foto: Giampiero Sposito)

Swiatek salvou match-points nas oitavas e terminou com duplo 6/0 na final (Foto: Giampiero Sposito)

Campeã do WTA 1000 de Roma no último domingo, Iga Swiatek corou sua vitoriosa trajetória nas quadras de saibro do Foro Itálico com uma arrasadora vitória por duplo 6/0 em apenas 46 minutos sobre Karolina Pliskova no último domingo. Mas a campanha da jovem polonesa de 19 anos e agora número 9 do mundo não tão tranquila quanto o placar do último jogo faça parecer. Com seis vitórias seguidas na semana, Swiatek escapou de dois match-points no duelo contra Barbora Krejcikova nas oitavas de final e teve que superar uma rodada dupla de quartas e semifinal no último sábado, contra Elina Svitolina e Coco Gauff. Também algoz das norte-americanas Alison Riske e Madison Keys nas fases iniciais, a polonesa sente que foi elevando seu nível de tênis ao longo da semana, indo da adversidade ao brilhantismo.

“Foi muito dramático por tudo o que aconteceu esta semana. Sinto que, apesar de ter conquistado o título, o mais importante é que ganhei tanta experiência e aprendi tanta coisa que isso vai surtir efeito no futuro. Estou muito feliz com isso”, disse Swiatek, em entrevista ao site da WTA. “Aprendi que posso ser uma jogadora consistente e que posso vencer mesmo quando não estou me sentindo muito bem. As três primeiras rodadas foram realmente complicadas para mim, mas fui me sentindo melhor a cada dia. Mesmo assim, pensei que não seria o suficiente ganhar um torneio. E de repente tudo mudou”.

A polonesa tentou lidar com as situações adversas de forma positiva. “Também aprendi que quando está situações que não pode controlar, como ter que jogar pelas quartas e semifinal no mesmo dia, você só precisa se concentrar nos aspectos positivos. No começo, eu estava muito frustrada por ter estar nessa situação, mas depois percebi que isso realmente me ajudou. Depois da minha partida contra a Elina Svitolina, eu consegui manter o ritmo e ficar mais tempo em quadra e isso me deu muita confiança para a final. Não sei como jogaria se não tivesse um dia de folga. Portanto, olhar para o lado positivo das coisas foi muito importante”.

É possível vencer sem jogar bem
A atual campeã de Roland Garros também aposta no trabalho de preparação mental ao lado da psicóloga esportiva Daria Abramowicz e tem evoluído no sentido de conseguir buscar as vitórias mesmo quando não joga o seu melhor tênis. “Quando eu era mais jovem, ou mesmo no ano passado, eu tinha em mente que não poderia ganhar jogando mal. Normalmente, nessa situação, eu era o tipo de pessoa que desistia mentalmente. Mas agora eu sei que ainda posso vencer. Mesmo não me sentindo totalmente perfeita em quadra, consegui administrar tudo e apenas ganhar os pontos. Talvez não fosse o meu estilo, mas o mais importante foi ganhar ponto a ponto e tentar permanecer focada”.

A resiliência de Swiatek em quadra tem como principal exemplo a vitória sobre Krejcikova por 3/6, 7/6 (7-5) e 7/5 em 2h50 de partida nas oitavas de final. A polonesa sofreu quatro quebras no primeiro set e começou a parcial seguinte perdendo por 2/0. Mesmo buscando o empate no quarto game, teve que evitar novas chances de quebra durante a parcial e salvar dois match-points quando perdia por 6/5 para forçar o tiebreak e conseguir igualar a partida. Já no set decisivo, Krejcikova vinha confirmando seus serviços com maior tranquilidade até o empate por 5/5, enquanto Swiatek já havia evitado a quebra em três oportunidades. Já no último game da partida, quando vencia por 6/5, a campeã de Roland Garros não deu pontos de graça, foi muito firme e precisa do fundo de quadra em uma das subidas à rede para chegar ao match-point e aproveitar a chance.

“Estou ciente de que algumas partidas não vão ser perfeitas. Agora, tenho tempo para realmente me desenvolver durante o torneio, e isso é muito melhor. Isso é um tipo de coisa que todo mundo tem que aprender e acho que fiz isso muito rapidamente. Então, estou feliz. Nem sempre é fácil e às vezes você fica frustrada por se esforçar tanto nos treinos e não jogar as partidas tão bem. O tênis é meio frustrante às vezes. Você apenas tem que aceitar e continuar. Foi o que fiz esta semana. E é por isso que este torneio é tão especial para mim”, complementou Swiatek, treinada por Piotr Sierzputowski, eleito o melhor técnico do circuito em 2020.

Novas responsabilidades e expectativas
Desde a conquista de seu primeiro Grand Slam no ano passado, Swiatek teve que lidar com uma realidade na carreira, com mais compromissos extra-quadra e uma mudança nas expectativas, já que ela passava a ser vista como candidata aos títulos importante e favorita em grande parte dos jogos. Ela reconhece que teve dificuldades nos primeiros torneios com novas responsabilidades.

“Com certeza, aprender a lidar com o lado empresarial do tênis foi difícil, porque você tem mais obrigações e mais coisas com que se preocupar. E você não sabe se isso vai influenciar o seu jogo ou não. Com certeza influencia, mas você tem que aprender a lidar com tudo isso. É difícil encontrar o equilíbrio no início entre trabalhar e fazer outras coisas. Então, esse também é o tipo de coisa com que minha equipe me ajudou muito. Também tive que aprender a lidar com as expectativas. Lembro-me da minha primeira partida da temporada, antes do Australian Open, foi muito, muito difícil. Porque eu ficava pensando: ‘Ei, há tantas pessoas que confiaram em mim, eu [tenho que] jogar bem’. Isso realmente me destruiu por alguns dias e também durante a minha partida. Foi muito difícil”.

Segredo foi não pensar no placar

Já sobre a arrasadora vitória sobre Pliskova, campeã de Roma em 2019 e vice no ano passado, Swiatek diz que o segredo foi não pensar no placar. “Quando meu treinador me disse que foi 6/0, 6/0, eu perguntei: ‘Sério? Tem certeza de que não está errado?’ Durante as viradas de lado, eu visualizava que estava apenas começando aquela partida desde o início. Todas as vezes. Na verdade, fiz isso tão bem que nem sabia que havia feito 6/0 no primeiro set. O segredo foi não pensar sobre isso e apenas continuar jogando. Porque quando você começa pensar demais sobre o placar, você pode realmente arruinar sua mentalidade e sua atitude”, falou durante a entrevista coletiva após o jogo.

Swiatek liderou a estatística de winners na final de Roma por 17 a  5, e cometeu apenas cinco erros contra 23 de Pliskova. No total de pontos, a polonesa fez 51 a 13. Ela destaca, principalmente, o começo do jogo. A polonesa sentiu que a rival parecia mais nervosa e já tentou abrir vantagem, aproveitando-se das quatro duplas-faltas que Pliskova fez em seus dois primeiros games serviço e dos erros não-forçados da tcheca. “Desde o início, achei que ela pudesse estar um pouco nervosa. Eu queria usar isso e realmente jogar o máximo de games possíveis com aquela vibe. É por isso que o jogo estava muito rápido no início. Eu vi isso, porque achei que o movimento dela não era muito bom, mas também tinha em mente que começaria logo a se sentir melhor e entrar no ritmo”.

‘Foi difícil ganhar um ponto’, diz Pliskova
Amplamente dominada na final de Roma, Pliskova reconhece que teve um dia ruim, mas enalteceu a grande partida de sua adversária. “Acho que ela teve um dia incrível e eu um dia horrível. E isso pode acontecer. Eu estava me sentindo péssima hoje. Mas acho que ela tornou tudo extremamente difícil para mim. Eu não conseguia ganhar qualquer ponto ou fazer qualquer coisa no meu jogo. Ela estava jogando super rápido e sendo agressiva. Eu fiz apenas algumas boas jogadas, e acho que ela conseguia redirecionar muito bem a bola e jogar ainda mais rápido, especialmente no saibro. Hoje ela teve um posicionamento incrível da bola. Tudo era super profundo e perto das linhas”.

Com muitos torneios, Itália acelera transição dos jovens
Por Mario Sérgio Cruz
maio 12, 2021 às 11:03 am

Jannik Sinner, de 19 anos e já 18º do ranking, é principal esperança de renovação na Itália

Na semana em que a elite do tênis está reunida em Roma para o Masters 1000 da ATP e um WTA 1000, a renovação de forças na Itália fica ainda mais em evidência. A nova geração do país é liderada pelos promissores Jannik Sinner e Lorenzo Musetti no circuito masculino, além de Elisabetta Cocciaretto como destaque entre as mulheres. Em comum entre eles estão as oportunidades recebidas em um país que sedia muitos torneios por ano e acelera a transição de seus jovens tenistas.

Além do fortíssimo torneio em Roma, a Itália recebe em 2021 outros dois torneios da ATP 250 (em Cagliari e Parma), além de mais dois WTA 250 (Parma e Palermo). No calendário de challengers, 11 torneios estão previstos até o final de junho (sete em Biella, dois em Roma, um em Milão e Forli), além de quatro torneios ITF masculinos e dois femininos. Na temporada de 2019, a última antes da pandemia, o país recebeu 18 challengers, 24 ITFs masculinos e 32 torneios profissionais femininos.

O país também tem força nos bastidores, especialmente no circuito masculino. Desde o ano passado, a ATP está sob o comando o presidente Andrea Gaudenzi e do CEO Massimo Calvelli. Outro exemplo é troca de sede do ATP Finals. Disputado em Londres desde 2009, o evento entre os oito melhores da temporada será levado para Turim a partir deste ano. Além disso, Milão já recebeu três edições do Next Gen ATP Finals, evento entre os destaques da nova geração.

Musetti jogou praticamente um ano sem sair do país

Lorenzo Musetti recebeu vários convites para challengers na Itália em seu primeiro ano como profissional (Foto: Corinne Dubreuil/ATP)

A evolução de Lorenzo Musetti, que tem apenas 19 anos e já ocupa o 82º lugar do ranking, exemplifica o alto número de oportunidades recebidas. Depois de conquistar o torneio juvenil do Australian Open em janeiro de 2019 e atingir a liderança do ranking mundial da categoria, Musetti iniciou seu período de transição jogando uma série de torneios em seu próprio país.

Ao longo de 2019, Musetti disputou 27 torneios, mas só precisou sair do país para cinco eventos. Ele recebeu convites para challengers italianos em Bergamo, Barletta, Francavilla, Vicenza, Parma, Milão, Recanati, Perugia, San Benedetto, Como, Gênova e Florença. Também jogou challengers entrando diretamente nas chaves em Manerbio, L’Aquila e Cordenons. Depois de começar o ano zerado no ranking profissional, ele terminaria a temporada na 360ª posição e classificado para o quali do Australian Open.

Com uma boa experiência adquirida nessa rotina de torneios profissionais desde muito jovem, o italiano iniciou uma rápida escalada ao longo de 2020 e fez uma temporada consistente em torneios de nível challenger, conquistando seu primeiro título em Forli. Também em seu país, furou o quali do Masters 1000 de Roma e foi semifinalista do ATP 250 da Sardenha, terminando a temporada já na 127ª posição, batendo na porta dos eventos maiores. Com duas finais de challenger no início de 2021 e uma incrível campanha desde o quali até a semifinal do ATP 500 de Acapulco, o italiano rapidamente se firmou no top 100.

Sinner conviveu com grandes nomes desde cedo

Considerado como a principal promessa do tênis italiano, Jannik Sinner também está com 19 anos e já ocupa o 18º lugar do ranking da ATP, com dois títulos de primeira linha e tendo alcançado recentemente a final do Masters 1000 de Miami. Ele recebe convites para torneios profissionais da ITF desde 2016 e já joga challengers desde 2018, quando tinha apenas 17 anos. Naquele ano, recebeu convites para jogar em Gênova, Como, Biella, Ortisei e Andria.

Além disso, Sinner se acostumou a seguir os grandes nomes. Treinado pelo experiente técnico Riccardo Piatti, que já trabalhou com estrelas como Maria Sharapova e Novak Djokovic, o italiano teve a oportunidade de treinar e acompanhar alguns campeões. Ainda muito jovem, já havia treinado com Roger Federer e com a própria Sharapova. Já no início deste ano, durante o período da quarentena na Austrália, passou duas semanas treinando com Rafael Nadal em Adelaide antes do Australian Open.

“Não sou eu que iria explicar para ele as lições do circuito, mas sim pessoas como Nadal ou Maria. Ele precisava ver a mentalidade desses jogadores e Maria foi muito importante para mim e para ele”, disse Piatti, em recente entrevista ao site da ATP. “Você precisa vivenciar esses caras. Eles são simples e muito focados no que estão fazendo e Jannik gosta disso, entende que Rafa é um pouco parecido com ele. A única diferença é que já venceu 20 títulos de Grand Slam”, brincou o treinador. “Acho que aqueles 14 dias foram perfeitos para Jannik, que conseguiu entender bem como funciona a cabeça de Rafa”.

Cocciaretto tenta seguir legado italiano

Elisabetta Cocciaretto, de 20 anos, é a primeira jovem a surgir desde a ‘geração de ouro’ da década passada

A esperança de renovação do tênis feminino italiano está nas mãos de Elisabetta Cocciaretto, jovem de 20 anos e 111ª do ranking. Recentemente, ela disputou sua primeira semifinal de WTA em Guadalajara. E assim como os compatriotas do masculino, também aproveitou as oportunidades que teve em torneios em seu país. Ano passado, recebeu convite para o WTA de Palermo e chegou às quartas de final. Em seus primeiros sete torneios torneios da carreira profissional, ela ganhou convite para seis (todos ITFs W25 na Itália) e avançou pelo menos uma rodada em quatro deles, marcando assim seus primeiros pontos no ranking.

Cocciaretto tenta seguir o legado da geração de ouro da Itália, que teve num curto espaço de tempo Francesca Schiavone, Flavia Pennetta, Roberta Vinci e Sara Errani. Todas foram, no mínimo, finalistas de Slam em simples, com destaque para as conquistas de Schiavone em Roland Garros (2010) e de Pennetta no US Open (2015, superando Vinci na final). “Todas elas são ídolos para mim. Não houve apenas uma que fez muitas coisas importantes em um torneio, foram quatro. E muitas meninas começaram a jogar tênis por causa delas”, disse Cocciaretto ao site da WTA.

Ela destacou, principalmente, a convivência com Sara Errani, ex-top 5 e finalista de Roland Garros em 2012. Errani também foi número 1 de duplas e ganhou cinco Grand Slam ao lado de Vinci. “Sara me deu muitos conselhos. Se eu tivesse um problema ou alguma dúvida, poderia perguntar a ela porque ela é muito, muito legal. Ela não é apenas uma boa jogadora de tênis, mas uma ótima pessoa. Lembro que meu primeiro conselho dela foi na Copa Billie Jean King em 2018. Eu estava com tanto medo, mas ela lembrou que também já foi uma jovem jogadora e já teve os mesmos problemas que eu. Ela me ajudava muito toda vez que eu perguntava algo a ela”, explica a jovem italiana.

“Não conheço muito bem a Vinci, a Schiavone ou a Pennetta. Dizemos um oi, mas nada mais, porque eles se aposentaram antes de eu começar a jogar os torneios. Mas eu me lembro de quando era jovem e sempre assistia aos jogos delas. Assisti Pennetta e Vinci na final do US Open. As coisas que eles fizeram no passado são um sonho para mim. Então farei o meu melhor para repetir o que eles fizeram”.

Cobolli tenta seguir o mesmo caminho

A nova geração italiana já tem mais um nome a caminho dessa transição para a elite do circuito. Flavio Cobolli, que completou 19 anos agora em maio, disputou recentemente sua primeira final de challenger em Roma. Convidado para o torneio como 639º do ranking, ele venceu quatro jogos seguidos e só perdeu para o argentino Juan Manuel Cerundolo, 176º colocado, na final. A campanha rendeu 48 pontos e um salto para a atual 449ª posição. Cobolli já jogou quatro challengers na Itália este ano, dois em Roma e mais dois em Biella. Também atuou em Zadar, na quase vizinha Croácia.