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Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

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Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

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O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Nova geração comemorou 6 títulos de ATP em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 12, 2020 às 1:27 pm
Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Em uma temporada mais curta no circuito profissional, já que o circuito ficou paralisado por praticamente cinco meses em razão da pandemia, seis jogadores com até 21 anos conquistaram títulos de ATP em 2020. A título de comparação, a temporada passada teve 66 torneios e nove campeões da mesma faixa etária.

O campeão mais jovem da temporada foi o italiano Jannik Sinner, primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Ele conquistou o ATP 250 de Sófia, já na reta final da temporada, aos 19 anos e 4 meses.

Quem também venceu um ATP nessa idade foi o brasileiro Thiago Wild, que março foi campeão em Santiago aos 19 anos e 11 meses. Wild foi também o jogador de ranking mais baixo a vencer um torneio deste porte. Ele ocupava o 182º lugar quando foi campeão na capital chilena. O paranaense também foi o único convidado a vencer um ATP.

Outros quatro tenistas conquistaram títulos aos 21 anos: A lista conta com o sérvio Miomir Kecmanovic em Kitzbuhel, além do norueguês Casper Ruud em Buenos Aires, do francês Ugo Humbert em Auckland e do grego Stefanos Tsitsipas em Marselha. Se considerados os campeões com até 23 anos, a lista chega a 17 jogadores, comparados a 23 vencedores de ATP nessa idade na temporada passada.

A final mais jovem da temporada envolveu Stefanos Tsitsipas (21) e Felix Auger-Aliassime (19) em Marselha. Logo depois aparece a disputa entre Thiago Wild e Casper Ruud em Santiago. A diferença na soma das idades fica na casa dos meses.

O ano teve seis vencedores inéditos no circuito da ATP: Além dos jovens e já citados Sinner, Wild, Kecmanovic, Ruud e Humbert, outro que venceu seu primeiro ATP em 2020 foi o australiano John Millman, campeão em Nur-Sultan aos 31 anos.

Com três títulos, Alcaraz salta 350 posições na ATP
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 9, 2020 às 7:41 pm
Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Indicado como uma das revelações do ano, o espanhol Carlos Alcaraz foi um dos destaques do circuito challenger em 2020. Após a última semana com torneios deste porte no ano, a ATP consolidou os dados da temporada que colocam o espanhol entre os líderes em várias estatísticas.

Alcaraz conquistou três challengers em 2020. O primeiro foi em Trieste na Itália, e os outros dois foram no saibro espanhol, em Barcelona e Alicante. Também ficou com o vice no torneio italiano de Cordenons. Além do jovem espanhol de 17 anos, apenas o argentino Francisco Cerundolo ganhou três challengers na temporada, o último na semana passada em Campinas.

Os ótimos resultados renderam a Alcaraz um salto de 350 posições no ranking. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. Com isso, obteve o maior salto no ranking entre os jogadores no top 150 da ATP. O segundo que mais evoluiu é o italiano Lorenzo Musetti, que ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar.

Com 20 vitórias e apenas quatro derrotas nos torneios challenger na temporada, Alcaraz teve aproveitamento de 83,3% no circuito, a melhor marca entre os tenistas que disputaram pelo menos 19 partidas na temporada.

Ele é também o segundo jogador que mais venceu desde o retorno às competições, após cinco meses de paralisação do calendário devido à pandemia. Só fica atrás de Cerundolo, com 22 vitórias a partir de 17 de agosto. Em números absolutos, o jogador que mais venceu partidas de challenger no ano foi o russo Aslan Karatsev, com 27 vitórias, seis derrotas e dois títulos.

Alcaraz e Musetti foram os campeões mais jovens do ano
A conquista em Trieste, aos 17 anos e três meses, fez de Alcaraz o vencedor de challenger mais jovem da temporada. Ele também foi o único tenista dessa idade a vencer um torneio deste porte em 2020. Em seguida aparece Musetti, que venceu o challenger italiano de Forli aos 18 anos e 6 meses. Depois, estão o norte-americano Brandon Nakashima e o tcheco Tomas Machac, únicos com 19 anos a vencer. Ao todo, a temporada teve seis títulos para tenistas com menos de 20 anos e nove conquistas de jogadores com até 21 anos.

Os jovens Alcaraz e Musetti também conseguiram outras duas façanhas entre os vencedores de challenger em 2020. O espanhol foi o único campeão vindo do quali, ao vencer sete jogos em nove dias no torneio de Trieste. Já o italiano foi o único convidado que era não cabeça de chave e mesmo assim conquistou o título.

Com título, Felipe Meligeni cumpre meta e sonha alto
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 1, 2020 às 8:16 am
Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

A conquista de seu primeiro título de challenger em São Paulo e o consequente salto no ranking fazem com que Felipe Meligeni Alves cumpra uma meta estabelecida há quase um ano. Em dezembro do ano passado, Felipe aparecia no 390º lugar do ranking e falou ao Primeiro Set que mirava estar entre os 250 ao longo de 2020 para poder jogar os qualificatórios de Grand Slam.

A pandemia e a paralisação do circuito por aproximadamente cinco meses quase adiaram esses planos, mas ao vencer o torneio na capital paulista, o jogador de 22 anos e agora 242º do mundo comemora o bom resultado e sonha alto para 2021. “Eu queria muito terminar o ano entre os 250 do mundo para poder disputar os qualis de Grand Slam”, disse Felipe Meligeni após a cerimônia de premiação em São Paulo.

“Tenho mais um torneio a disputar nesta semana, em Campinas, e quero baixar meu ranking ainda mais para me fixar nos qualis de Slam pouco a pouco para no final do ano, quem sabe, estar entre os 100 do ranking”, acrescenta o jovem jogador, que saltou 64 posições no ranking e agora ocupa a melhor marca de sua carreira profissional.

Além do título de simples na capital paulista, Felipe Meligeni também foi campeão de duplas, jogando ao lado do venezuelano Luis David Martinez. A parceria já vinha de outro título, conquistado em Guayaquil. Com nove vitórias ao longo da última semana, o paulista de Campinas acredita que foi aos poucos encontrando ritmo de jogo e confiança para superar seus adversários.

“Tentei fazer o meu jogo e impor meu ritmo e acho que fui melhorando sempre a cada jogo. As duas primeiras partidas foram um pouco mais difíceis, mas depois fui pegando ritmo”, disse em entrevista ao Podcast TenisBrasil. “Cheguei aqui um pouco com medo, porque aqui é bem rápido e eu acabo tendo um pouco de dificuldades em lugares tão rápidos, mas eu fui me adaptando bem e encaixando o jogo. Fui sacando bem, devolvendo bem, e a vitória nas duplas em Guayaquil me ajudou muito na confiança.

Permanência na Espanha foi um acerto

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O sobrinho de Fernando Meligeni já está há três temporadas treinando na Espanha. Ele chegou a Barcelona no início de 2018 para fazer parte do projeto da Base na Europa, parceira da Confederação Brasileira de Tênis com a Academia BTT. A iniciativa foi descontinuada para 2020, o que levou o tenista a procurar parceiros para permanecer treinando no país. Assim, iniciou um trabalho com o treinador Marc Garcia e segue evoluindo.

“Chegou essa notícia para mim em Campinas. Eu estava jogando o challenger lá. Na hora eu fiquei meio assim… ‘Putz! Estava jogando bem, tanto eu quanto o Orlando. Tinha cumprido as metas que a gente tinha recebido’… Foi um pouco difícil, mas eu sabia que poderia acontecer, porque lá é um lugar muito caro. Mas a partir do momento que eu recebi a notícia, comecei a buscar formas de poder ficar lá”, comentou Felipe ainda no ano passado em entrevista ao Primeiro Set.

Um ano depois, ele considera a decisão como acertada. “Com certeza, foi a melhor decisão que eu tomei. É mais perto para viajar e eu evolui muito mentalmente, fisicamente e taticamente, além da parte técnica. Venho aproveitando muito bem o melhor tempo lá, e me esforçando e fazendo da melhor maneira possível para ter melhores resultados”.

A pandemia e o período sem torneios brecou um bom início de temporada que Felipe Meligeni fazia, com uma semifinal de challenger em Punta del Este, um jogo competitivo contra Dominic Thiem no Rio Open, e também a participação inédita na equipe brasileira da Copa Davis no duelo contra a Austrália. Mas ele acredita que soube lidar bem com a paralisação do circuito para retomar os bons resultados nessa volta às quadras.

“Foi difícil e pegou todo mundo de surpresa. Então, isso quebrou um pouco o ritmo, mas tentei me manter forte fisicamente e mentalmente para poder sair dessa da melhor maneira possível. Ainda estamos vivendo esse momento de pandemia, mas voltar a competir e dar o nosso melhor em quadra é muito importante. Então, estou aproveitando todo momento que estou dentro da quadra. Quando você trabalha e se esforça, o resultado acaba vindo”.