Monthly Archives: agosto 2020

Alcaraz conquista seu 1º challenger aos 17 anos
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 30, 2020 às 5:48 pm

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Grande esperança para o futuro do tênis espanhol, Carlos Alcaraz conquistou neste domingo o primeiro título de challenger da carreira. O jovem jogador de apenas 17 anos foi campeão no saibro de Trieste, na Itália, depois de vencer o anfitrião anfitrião de 27 anos Riccardo Bonadio, 408º do ranking, por 6/4 e 6/3.

Alcaraz vinha de uma vitória muito difícil na semifinal, em duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos Lorenzo Musetti por 7/5, 2/6 e 6/3. Atual 310º do ranking, o promissor jogador espanhol vai receber 100 pontos na ATP e dar um salto no ranking, aproximando-se do top 200. Uma de suas metas é estar no quali de Roland Garros.

Antes deste torneio, Alcaraz tinha apenas sete vitórias em torneios de nível challenger, todas elas conquistadas no ano passado. Mas alguns desses triunfos foram expressivos, contra rivais do top 200, como Pedro Martinez e Yannick Hanfmann. No início deste ano, recebeu convite para o Rio Open, como parte do acordo com a IMG, e conseguiu sua primeira vitória na ATP sobre o top 50 Albert Ramos-Vinolas. No ano passado, também atuou Brasil, ainda como juvenil no Banana Bowl e no Campeonato Internacional de Porto Alegre.

Feitos próximos de Nadal, Zverev e Aliassime
A primeira vez que Alcaraz chamou a atenção do mundo do tênis foi em abril do ano passado, quando ele estava ainda com 15 anos. A vitória sobre Martinez, então número 140 do ranking, o colocou ao lado de outros grandes nomes do tênis. Desde o ano 2000, apenas cinco jogadores dessa idade conseguiram vencer jogos contra adversários do top 200. Ele se juntou a Rafael Nadal, Richard Gasquet, Ryan Harrison e Bernard Tomic.

Aos 17 anos e três meses, Alcaraz é o segundo espanhol mais jovem a vencer um challenger. Só fica atrás de Nadal, que ganhou dois torneios em 2003. O atual número 2 do mundo tinha 16 anos quando foi campeão em Barletta, e 17 anos e um mês no título de Segóvia.

Além disso, nos últimos dez anos, apenas dois jogadores mais jovens que Alcaraz venceram torneios de nível challenger. Alexander Zverev tinha 17 anos e dois meses quando foi campeão em Braunschweig na temporada 2014. Já em 2017, o canadense Felix Auger-Aliassime foi campeão em Lyon e Sevilla. O primeiro título foi aos 16 anos e o segundo aos 17 anos e um mês.

Russo é campeão em Praga
Também nesta semana, o título do challenger de Praga ficou com o russo Aslan Karatsev. O jogador de de 26 anos e 194º do ranking venceu a final contra o holandês de 24 anos Tallon Griekspoor, número 173 do mundo, por 6/4 e 7/6 (10-8). Karatsev conquistou seu segundo título de challenger em sete finais disputadas.

Jovens promissoras ganham chance no US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 30, 2020 às 9:38 am
A canadense de 17 anos Leylah Fernandez disputará o segundo Slam da carreira

A canadense de 17 anos Leylah Fernandez disputará o segundo Slam da carreira

Em uma edição atípica do US Open, sem as disputas do quali e do torneio juvenil, a organização do Grand Slam norte-americano acabou dando algumas chances já na chave principal para algumas jovens promissoras. Atletas que ainda estão se firmando no circuito profissional como Leylah Fernandez, Whitney Osuigwe e Hailey Baptiste, e juvenis como Robin Montgomery e Katrina Scott são algumas das representantes da nova geração em quadra.

Desse grupo, a canadense Leylah Fernandez é quem mais se destaca no início da carreira profissional. A jogadora de 17 anos e 104ª do ranking já tem uma vitória contra top 10, obtida diante de Belinda Bencic na Fed Cup, e derrotou Sloane Stephens duas vezes este ano. A canhota também já disputou uma final de WTA, no início do ano em Acapulco.

Campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, Fernandez disputará uma chave principal de Grand Slam pela segunda vez. No início da temporada, ela furou o quali do Australian Open. Sua estreia em Nova York será em duelo de gerações contra a russa de 35 anos Vera Zvonareva, ex-número 2 do mundo. Se vencer, tem chance de encarar a número 4 do ranking Sofia Kenin já na segunda rodada.


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Outra jovem promessa que já teve a oportunidade de vivenciar um ambiente de Grand Slam é Whitney Osuigwe, que aos 18 anos vai para seu terceiro US Open e o quarto Slam. A norte-americana ocupa o 143º lugar do ranking e acabou entrando diretamente na chave, já que o torneio feminino teve muitas desistências. A estreia de Osuigwe, que busca sua primeira vitória em Grand Slam será contra a ucraniana Kateryna Kozlova, 99ª do ranking. E, se vencer, pode encarar a cabeça 6 Petra Kvitova na rodada seguinte.

O convite inicialmente reservado a Osuigwe foi para Katrina Scott, de apenas 16 anos e número 637 do mundo. Apesar da pouca experiência entre as profissionais, ela já deu trabalho para a húngara Timea Babos no WTA de San Jose do ano passado e também venceu um jogo no quali do US Open de 2019. Integrante da equipe norte-americana campeã da Fed Cup Júnior do ano passado, Scott terá sua primeira chance na chave principal de um Grand Slam. Ela estreia contra a Natalia Vikhlyantseva.

Companheira de Scott na Fed Cup Júnior do ano passado, Robin Montgomery debutará em um Grand Slam com apenas 15 anos. Ela é a atual número 5 do ranking mundial juvenil da ITF e atual campeã do Orange Bowl. Entre as profissionais, já venceu um ITF de US$ 25 mil e aparece no 597º lugar do ranking da WTA. Convidada para o US Open, Montgomery jogou o quali de Cincinnati na semana passada e estreia em Nova York contra a cazaque Yulia Putintesva.

Outra estrante em Grand Slam é Hailey Baptiste, de 18 anos e número 236 do ranking. Ela já tem uma vitória sobre Madison Keys, então número 17 do mundo, conquistada em Washington no ano passado. Baptiste já tem três títulos profissionais em torneios de US$ 25 mil e vai enfrentar na primeira rodada a francesa Kristina Mladenovic, cabeça 30 em Nova York.

Onze jogadoras com menos de 20 anos
Segundo a WTA, onze jogadoras na chave principal do US Open têm menos de 20 anos. A mais jovem é Robin Montgomery, de 15 anos. Logo depois aparecem a já consolidada Coco Gauff, número 51 do mundo aos 16 anos, e também as já citadas Scott, Fernandez, Baptiste e Whitney Osuigwe. Também com 18 anos, atuam a ucraniana Marta Kostyuk e a norte-americana Catherine McNally. Já com 19 anos, as atrações são Amanda Anisimova, Iga Swiatek e Kaja Juvan.

A entidade que comanda o circuito feminino também destaca que oito jogadoras do US Open estão disputando um Grand Slam pela primeira vez. Além das já citadas Baptiste, Scott e Montgomery, outras estreantes são a norte-americana de 21 anos Usue Arconada (128ª do ranking), a russa de 20 anos Varvara Gracheva (102ª), a polonesa de 27 anos Katarzyna Kawa (125ª), a alemã de 25 anos Tamara Korpatsch (118ª) e a ucraniana de 20 anos Katarina Zavatska (108ª).

Por outro lado, a chave principal do US Open tem 26 jogadoras com mais de 30 anos. Os destaques ficam para as ex-líderes do ranking Venus Williams, já com 40 anos, Serena Williams, que tem 38, e Kim Clijsters, que volta ao circuito aos 37 anos. A última campeã de Slam com mais de 30 anos foi Angelique Kerber, na grama de Wimbledon em 2017.

Wild será um dos dez estreantes em Grand Slam
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 28, 2020 às 7:13 am
Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Thiago Wild, de 20 anos, disputará o primeiro Grand Slam da carreira profissional (Foto: João Pires/Fotojump)

Em meio às várias adaptações no regulamento, a edição de 2020 do US Open tem início na próxima segunda-feira em Nova York. Para reduzir o número de jogadores circulando no complexo e minimizar o risco de transmissão do coronavírus, a competição deste ano cortou algumas disputas, como as de duplas mistas, o torneio juvenil e também o qualificatório. Nesse cenário, alguns tenistas que originalmente estariam no quali disputarão a chave principal de um Grand Slam pela primeira vez. Um deles é o brasileiro Thiago Wild.

Wild, que completou 20 anos em março, foi um dos jogadores beneficiados pela mudança momentânea do regulamento. Afinal, o atual número 2 do Brasil é o 113º colocado no ranking e não precisou do quali. No início da temporada, o jovem paranaense tentou uma vaga no Australian Open e caiu ainda na fase prévia.

A estreia de Thiago Wild em Grand Slam será contra o britânico Daniel Evans, número 28 do mundo. Se vencer, o campeão do ATP 250 de Santiago pode enfrentar o canhoto tcheco Jiri Vesely ou o francês Corentin Moutet. Há ainda a chance de um duelo nacional contra Thiago Monteiro, número 82 do mundo, na terceira rodada. Mas para isso, o número 1 do Brasil teria que superar uma chave difícil, com Felix Auger-Aliassime na estreia e Andy Murray ou Yoshihito Nishioka na segunda rodada.


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Estreantes jovens ou experientes
Segundo a ATP, 20 integrantes na chave principal masculina atuam no US Open pela primeira vez. Entre eles, dez jogadores disputarão o primeiro Grand Slam da carreira. Entre esses estreantes, aparecem algumas jovens promessas do tênis norte-americano, como Brandon Nakashima (de 19 anos e 220º do mundo), Sebastian Korda (de 20 anos e 225º colocado) e Ulises Blanch (de 22 anos e 241º do ranking).

A relação de jogadores estreantes em Grand Slam também contempla alguns nomes mais experientes. É o caso do italiano de 25 anos Gianluca Mager, número 75 do mundo e finalista do Rio Open, do argentino de 28 anos Federico Coria (103º) e do húngaro de 31 anos Attila Balazs (76º).

Três destaques do circuito challenger também farão parte do Grand Slam nova-iorquino. O finlandês de 21 anos e número 100 do mundo Emil Ruusuvuori já venceu quatro torneios deste porte no ano passado. Outro com quatro títulos é J.J. Wolf, de 21 anos e 143º do ranking. Já Maxime Cressy de 23 anos tem dois títulos e ocupa o 163º lugar.

Onze jogadores com até 21 anos, trintões são 43 ao todo
O italiano de 19 anos Jannik Sinner, 73º do ranking e nascido em agosto de 2001 será o jogador mais jovem da chave. Além dele, outros dez tenistas com até 21 anos estão na chave: Brandon Nakashima (19), Felix Auger-Aliassime (20), Sebastian Korda (20), Thiago Wild (20), Miomir Kecmanovic (20), Alejandro Davidovich Fokina (21), Corentin Moutet (21), Denis Shapovalov (21), Emil Ruusuvuori (21) e Alex de Minaur (21).

Por outro lado, 43 jogadores com mais de 30 anos disputam o US Open. A lista é encabeçada pelo veteraníssimo croata Ivo Karlovic, de 41 anos, seguido por Feliciano Lopez e Paolo Lorenzi, com 38 anos, e Philipp Kohlschreiber de 36 anos.

Técnico de Paes prepara Stefani: ‘Vai dominar o mundo’
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 19, 2020 às 9:12 am
O indiano Sanjay Singh tem quase três décadas de experiência com Paes e também treina Stefani há dois anos (Foto: Reprodução/Instagram)

O indiano Sanjay Singh tem quase três décadas de experiência com Paes e também treina Stefani há dois anos (Foto: Reprodução/Instagram)

O título de Luisa Stefani na chave de duplas do WTA de Lexington e o bom momento vivido pela brasileira, que atingiu o melhor ranking da carreira no 39º lugar, passam pelas mãos de um dos maiores especialistas na modalidade. O técnico indiano Sanjay Singh, que trabalha há quase três décadas com o veteraníssimo Leander Paes, é também o treinador pessoal de Stefani há duas temporadas e fez parte da constante evolução da jovem paulista de 23 anos.

Sob o comando de Sanjay, Stefani ganhou seus dois primeiros títulos na elite do circuito. Ela foi campeã em Tashkent no ano passado e em Lexington no último domingo. As duas conquistas foram ao lado da norte-americana Hayley Carter. A parceria também foi finalista em Seul em 2019 e venceu nesta temporada um torneio da série 125k (equivalente a um challenger) em Newport Beach.

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No fim de 2018, quando a parceria com Sanjay ainda vinha em formação, Stefani aparecia apenas no 182º lugar do ranking. E a meta do experiente treinador é ambiciosa: Colocar a brasileira entre as 10 melhores jogadoras do mundo na modalidade. Segundo o indiano, Stefani apresenta totais condições de dominar o circuito, por sua capacidade técnica e disciplina nos treinos.

“Depois do Leander, eu encontrei alguém que trabalha tanto quanto ele. Então eu tenho certeza de que ela vai dominar o mundo em breve”, disse Sanjay Singh ao TenisBrasil. “Se tudo der certo, minha meta para o próximo ano é levá-la ao top 10 e estar em uma das melhores duplas do mundo”.

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Mesmo durante a paralisação de cinco meses do circuito, devido à pandemia da Covid-19, Sanjay acompanhou de perto a evolução de Stefani. A brasileira conseguiu se manter em atividade, disputando exibições de simples na Acadmia Saddlebrook, onde ela mora e treina na Flórida. Ela conseguiu 16 vitórias em 28 jogos entre maio e julho. Uma das vitórias foi sobre Whitney Osuigwe, uma das jovens promessas do tênis norte-americano: “Ela jogou contra adversárias com ranking melhor que o dela e estava vencendo algumas delas com facilidade”.

O treinador conta que o próprio Leander Paes, ex-número 1 de duplas e vencedor de oito Grand Slam nas duplas masculinas e dez nas duplas mistas, enalteceu o trabalho com a brasileira. A lenda do tênis indiano está com 47 anos e segue em atividade. “Eu falei com ele quando a Luisa ganhou o torneio. Ele me deu os parabéns e perguntou: ‘Você quer começar outro time para dominar o mundo?’ e eu disse que sim. Estou pronto para isso”, comentou. “Eu trabalho com o Leander desde 1990. Nós viajamos por todo o mundo, chegamos a 37 finais de Grand Slam e ganhamos 18. É isso que estou tentando fazer com a Luisa agora”.

“Ela é uma jogadora difícil de enfrentar. Ninguém consegue dar uma passada quando ela está na rede. As jogadoras não fazem ideia de como fazer. Ela define os pontos muito rápido e as adversárias se assustam com ela na rede. Então se ela tiver uma boa parceira, que saca e joga bem do fundo de quadra, ela toma conta de toda a rede. É como um cheetah“, explicou o treinador.

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Confira a entrevista com Sanjay Singh.

Você está trabalhando com ela há mais de um ano. Como o jogo dela evoluiu durante esse tempo? Que sinais você pode ver na evolução dela?
Estou trabalhando com a Luisa há dois anos e ela realmente melhorou muito e entende muito bem o plano de jogo. Ela é uma menina muito trabalhadora, como o Leander também é, joga muito bem e é rápida na rede. Essa é sua força, além de seu saque. Ela pode colocar a bola em qualquer lugar.

Como foi a comunicação com Luisa quando o circuito parou por causa da pandemia?
Nossa comunicação foi boa porque eu também moro aqui. Então nós podíamos treinar pela manhã. E depois, durante a tarde, eu podia falar com ela sobe o que fazer e o que tinha sido bom no treino. Não é apenas bater na bola que importa. Então nós trabalhamos no lado físico, mental e também no tênis, o que foi ótimo. Tivemos um tempo de muita qualidade em quadra, trabalhando em pontos e golpes específicos a cada dia. Então foi um tempo muito bom aqui na Saddlebrook, em Tampa.

A Stefani fez muitas partidas de exibição entre maio e julho e obteve alguns bons resultados. Foram 16 vitórias em 28 jogos. Como você avaliou o desempenho dela nesses meses?
Ela fez boas exibições aqui. Estamos trabalhando no jogo dela de simples e esse evento deu a oportunidade para ela ganhar experiência. Ela jogou contra adversárias com ranking melhor que o dela e estava vencendo algumas delas com facilidade. Estava usando saque e voleios, drop-shots, lobs, e as meninas não faziam ideia dessas coisas, porque ela só batiam na bola. E Luisa era tão boa na rede, que ela subia, voleava, e as adversárias não sabiam o que fazer.

 

Você trabalhou com Leander por muito tempo. O quanto essa experiência agregou à sua carreira de treinador?
Eu trabalho com o Leander desde 1990. Nós viajamos por todo o mundo, chegamos a 37 finais de Grand Slam e ganhamos 18. Temos o melhor aproveitamento em Copa Davis no mundo. É claro que tivemos alguns altos e baixos juntos, mas temos muita experiência. Isso impacta no jeito dele jogar e no meu jeito de passar as informações para ele. É isso que estou tentando fazer com a Luisa agora, porque eu a vejo sacando e voleando, entrando na quadra, sendo bastante energética na quadra e eu amo ver isso. Estou feliz que ela está ficando mais forte a cada dia.

Eu gostaria que a Luisa tivesse mais patrocinadores no Brasil, porque isso pode ajudá-la a conseguir vencer ainda mais, porque tudo no tênis é muito caro. E ela está trabalhando muito duro. Depois do Leander, eu encontrei alguém que trabalha tanto quanto ele. Então eu tenho certeza de que ela vai dominar o mundo em breve. Se tudo der certo, minha meta para o próximo ano é levá-la ao top 10 e ter uma das melhores duplas do mundo. E também vamos trabalhar no jogo de simples. Então em novembro ou dezembro, ela vai jogar muitas partidas de simples.

Também sobre Leander. Você sabe se ele mudou seus planos de aposentadoria este ano devido à pandemia? Você acha que ele pode jogar mais um ano e ir para as Olimpíadas em 2021?
Eu falei com ele quando a Luisa ganhou o torneio. Ele me deu os parabéns e perguntou: ‘Você quer começar outro time para dominar o mundo?’ e eu disse que sim. Estou pronto para isso. Então ele disse: ‘Parabéns! Mas eu preciso treinar de novo, porque eu quero voltar a jogar e quero me aposentar depois das Olimpíadas’.

Então eu acho que ele vai voltar a jogar. Em novembro, ele vem para Tampa e vai treinar comigo. E acho que ele jogar mais cinco ou seis torneios, pedir um convite para Wimbledon e tentar jogar em Tóquio e se aposentar. Seria a oitava vez dele nas Olimpíadas.

Quanto o jogo de duplas evoluiu nesses anos? E você acha que o estilo de jogo feminino e o masculino são muito diferentes para as duplas?
O jogo de duplas mudou demais, por causa da bola e dos pisos. Hoje temos tenistas que ficam no fundo da quadra e batem na bola o mais forte que podem, mas se você tem um bom jogo de rede pode dar problema para os outros jogadores, porque eles não sabem o que fazer. É por isso que o Leander continua jogando o seu melhor e a Luisa está indo tão bem. Acredito que o jogo masculino seja um pouco diferente, com mais potência nos golpes.

Mas a Luisa está jogando muito bem e é uma jogadora difícil de enfrentar. Ninguém consegue dar uma passada quando ela está na rede. As jogadoras não fazem ideia de como passar. Ela define os pontos muito rápido e as adversárias se assustam com ela na rede. Então se ela tiver uma boa parceira, que saca e joga bem do fundo de quadra, ela toma conta de toda a rede. É como um cheetah.

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