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O que esperar da nova geração na Austrália?
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 17, 2020 às 8:23 pm

Depois de apenas duas semanas de torneios preparatórios, a temporada de 2020 já tem seu primeiro Grand Slam. O Australian Open começa na próxima segunda-feira e terá muitos nomes da nova geração do circuito dispostos a surpreender na competição e já conseguir um grande resultado logo no primeiro mês do ano.

Alguns desses jovens já se consolidaram nas primeiras posições do ranking e chegam cheios de expectativas a Melbourne. São os casos da número 1 do mundo Ashleigh Barty, da atual campeã Naomi Osaka ou de nomes como Alexander Zverev, Daniil Medvedev e Stefanos Tsitsipas. Mas a disputa também apresenta nomes fora da lista dos mais cotados, mas que começaram bem o ano estão e podem cruzar o caminho e dar trabalho aos principais favoritos.

PRESSÃO PARA BARTY E OSAKA

Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Barty tenta encerrar longo jejum do tênis australiano (Foto: SMP Images)

Líder do ranking mundial e atual campeã de Roland Garros, Ashleigh Barty chega ao Australian Open com a missão de encerrar uma longa espera da torcida australiana. A última jogadora da casa a ser campeã do torneio foi Christine O’Neil em 1976. Decidida a dar fim ao jejum de 44 anos sem títulos para as anfitriãs, a australiana de 23 anos entrou em dois eventos preparatórios. Barty não foi bem em Brisbane, onde caiu ainda na estreia, mas se recuperou em Adelaide e chegou à final da competição.

A estreia de Barty será contra a ucraniana Lesia Tsurenko. Depois, pode enfrentar a eslovena Polona Hercog ou a sueca Rebecca Peterson. A terceira rodada pode ser perigosa diante da cazaque Elena Rybakina, número 30 do mundo e finalista em Shenzhen e Hobart neste início de ano. Petra Martic, Julia Goerges e Alison Riske são possíveis adversárias nas oitavas, enquanto Madison Keys e a finalista do ano passado Petra Kvitova podem pintar nas quartas.

Também na parte de cima da chave está a número 3 do mundo Naomi Osaka, campeã do Australian Open do ano passado e que terá 2 mil pontos a defender. A japonesa de 22 anos estreia contra a tcheca Marie Bouzkova e depois pode encarar a chinesa Saisai Zheng ou uma rival do quali. Venus Williams ou Coco Gauff são possíveis rivais na terceira fase, antes de um duelo que promete equilíbrio diante de Sofia Kenin nas oitavas. Caso chegue às quartas, há grande chance de enfrentar Serena Williams.

JOVENS TENTAM QUEBRAR HEGEMONIA

Aos 22 anos, Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

Aos 22 anos, Alexander Zverev ainda sonha com seu primeiro título de Grand Slam

A luta por um título de Grand Slam entre os homens tem sido restrita a poucos nomes nos últimos anos. Desde 2011, apenas seis jogadores monopolizaram as conquistas: Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer, Andy Murray, Stan Wawrinka e Marin Cilic.

A nova geração do tênis masculino conta com três nomes no top 10, Daniil Medvedev, Alexander Zverev e Stefanos Tsitsipas. Eles aparecem entre os candidatos a quebrar essa hegemonia da geração anterior. No meio do caminho, está Dominic Thiem, já com seus 26 anos e também forte concorrente em quase todo torneio que disputar.

Medvedev é número 4 do mundo e tenta fazer mais um bom Grand Slam depois de ter sido finalista do US Open. O russo de 23 anos estreia contra o norte-americano Frances Tiafoe. Seu caminho tem nomes Jo-Wilfried Tsonga na terceira rodada e Stan Wawrinka nas oitavas. No mesmo quadrante está Zverev, sétimo colocado, que costuma sofrer em fases iniciais de Grand Slam e estreia contra o italiano Marco Cecchinato. O alemão de 22 anos pode ter trabalho caso cruze o caminho do russo Andrey Rublev nas oitavas.

Já do outro lado da chave está Stefanos Tsitsipas, grego de 21 anos e número 6 do mundo, que tem no caminho nomes como Milos Raonic e Roberto Bautista Agut antes de um possível duelo com Novak Djokovic nas quartas. Lembrando que Tsitsipas já teve um grande resultado em Melbourne no ano passado, quando foi semifinalista, e defende 720 pontos no ranking.

OS JOVENS NA ROTA DOS FAVORITOS

Dayana Yastremska (19 anos, 24ª do ranking, Ucrânia)Dayana Yastremska contratou ex-técnico de Naomi Osaka e começou bem a temporada

Um nome a ser observado com atenção na Austrália é o de Dayana Yastremska. A jovem ucraniana de 19 anos chegará a Melbourne como integrante do top 20, depois de ter alcançado a final do Premier de Adelaide nesta semana, passando por nomes como Angelique Kerber e Aryna Sabalenka. Yastremska já tem três títulos de WTA e trouxe para essa temporada o treinador alemão Sascha Bajin, que estava ao lado da atual campeã Naomi Osaka na edição passada do Grand Slam australiano.

A ucraniana estreia contra uma adversária vinda do quali. Na sequência, pode cruzar o caminho da campeã de 2018 Caroline Wozniacki. Caso supere a dinamarquesa, que disputa seu último torneio como profissional, teria boas chances de chegar às oitavas e reencontrar Serena Williams. No ano passado, a ucraniana perdeu para Serena na terceira fase da competição.

Andrey Rublev (22 anos, 18º do ranking, Rússia)
O começo de temporada de Andrey Rublev é perfeito até aqui. Com título em Doha e uma vaga na final de Adelaide, o russo de 22 anos acumula sete vitórias consecutivas e está com o melhor ranking da carreira. Favorito contra o sul-africano Lloyd Harris neste sábado, Rublev tem chance de chegar a Melbourne embalado por dois títulos seguidos.

A estreia de Rublev será contra o anfitrião Christopher O’Connell. A chave do russo é convidativa. Na segunda rodada, ele pode enfrentar o jaopnês Yuichi Sugita ou um rival vindo do quali. O cabeça de chave mais próximo é o belga David Goffin. Já o alemão Alexander Zverev seria um possível adversário nas oitavas.

Denis Shapovalov (20 anos, 13º do ranking, Canadá)Com apenas 20 anos, Denis Shapovalov vive o melhor momento da carreira

Destaque das boas campanhas do Canadá na Copa Davis de 2019 e na ATP Cup de 2020, Denis Shapovalov faz um começo de ano animador. Ele já derrotou dois top 10, Tsitsipas e Zverev. Além de ter travado duelos equilibrados com Alex de Minaur e Novak Djokovic na primeira competição da temporada. A boa fase de Shapovalov já vem desde o ano passado, com o título do ATP 250 de Estocolmo e a chegada à final do Masters 1000 de Paris. O canhoto canadense também tem mostrado muita qualidade no saque nos momentos decisivos das partidas.

O número 13 do mundo estreia contra o húngaro Marton Fucsovics, 66º do ranking. Se vencer, pode ter um duelo da nova geração contra o italiano de 18 anos e 79º colocado Jannik Sinner, revelação da última temporada e que encara um atleta vindo do quali na primeira rodada. Shapovalov ainda  pode ter um duelo de backhands de uma mão contra Grigor Dimitrov na terceira fase, antes de um eventual encontro com Roger Federer nas oitavas.

Sofia Kenin (21 anos, 15ª do ranking, Estados Unidos)
Eleita a jogadora que mais evoluiu no circuito durante a última temporada, Sofia Kenin saltou do 48º para o 12º lugar do ranking ao longo de 2019 e chegará ao Australian Open ocupando a 15ª colocação. A jovem norte-americana de 21 anos já chegou três vezes à terceira rodada do US Open, mas nunca passou da segunda rodada em Melbourne.

Kenin estreia contra uma jogadora vinda do qualificatório e tem na compatriota Sloane Stephens, que não começou bem o ano, a cabeça de chave mais próxima. Nesse cenário, são grandes as chances de um confronto contra a atual campeã Naomi Osaka nas oitavas de final. Elas se enfrentaram na semana passada em Brisbane, com vitória da japonesa em três sets.

Felix Auger-Aliassime (19 anos, 22º do ranking, Canadá)
Outro bom nome da nova geração canadense é Felix Auger-Aliassime. O jogador de 19 anos não foi bem na ATP Cup, onde venceu apenas uma partida, mas se recuperou na última semana em Adelaide. Aliassime venceu dois jogos seguidos e fez uma boa semifinal contra Andrey Rublev no último torneio preparatório.

Ele estreia contra um jogador vindo do quali e depois pode enfrentar o australiano James Duckworth ou o esloveno Aljaz Bedene. O cabeça de chave mais próximo é o francês Gael Monfils, décimo favorito, e possível adversário em eventual terceira rodada. Caso chegue às oitavas de final em um Grand Slam pela primeira vez, o canadense pode cruzar o caminho do número 5 do mundo Dominic Thiem.

Elena Rybakina (20 anos, 30ª do ranking, Cazaquistão)
Jovem cazaque de 20 anos, Elena Rybakina iniciou a temporada com o vice-campeonato do WTA de Shenzhen, o que a ajudou a ser cabeça de chave no Australian Open. Nesta semana, ela alcançou mais uma final, agora em Hobart, que dá ainda mais confiança para ter um bom resultado em Melbourne.

Rybakina ainda busca sua primeira vitória em chaves principais de Grand Slam, depois de ter atuado apenas em Roland Garros e no US Open do ano passado. Ela estreia contra a norte-americana Bernarda Pera e depois encarar a bielorrussa Aliaksandra Sasnovich. A maior expectativa, entretanto, é por um desafio real à número 1 Ashleigh Barty na terceira rodada.

Casper Ruud (21 anos, 46º do ranking, Noruega)Casper Ruud venceu dois jogadores do top 20 na ATP Cup. Ele pode cruzar o caminho de Zverev

Principal nome da equipe norueguesa na ATP Cup, Casper Rudd começou ano vencendo dois integrantes do top 20, o norte-americano John Isner e o italiano Fabio Fognini. Ainda que seu país não tenha passado da fase de grupos em Perth, as vitórias dão bastante confiança para um bom resultado em Grand Slam. Até hoje, Ruud só venceu quatro jogos em torneios deste porte, com destaque para a campanha até a terceira rodada de Roland Garros no ano passado.

Além da estreia contra o bielorrusso Egor Gerasimov, 98º do ranking, Ruud tem a favor o fato de estar na rota de cabeças de chave instáveis. O norueguês pode cruzar o caminho do número 7 do mundo Alexander Zverev na segunda rodada. Caso consiga sua primeira vitória contra top 10, sua principal ameaça até as oitavas seria o georgiano Nikoloz Basilashvili. Só então, poderia cruzar o caminho de Andrey Rublev.

Coco Gauff (15 anos, 66ª do ranking, Estados Unidos)
Sensação da temporada passada depois de saltar mais de 800 posições no ranking, Coco Gauff inicia o terceiro Grand Slam de sua promissora carreira com grandes expectativas. Afinal, ela já tem campanhas até as oitavas de final de Wimbledon e terceira rodada do US Open. Além disso, aparece entre as cem melhores do mundo, tem um título de WTA e uma vitória contra a top 10 Kiki Bertens no currículo.

Logo na primeira rodada, Gauff irá reencontrar Venus Williams. Foi contra Venus, aliás, que a promessa norte-americana deu mostras de seu enorme potencial ao eliminar a ex-número 1 do mundo na primeira rodada de Wimbledon do ano passado. A favor de Gauff também está o fato de Venus ter desistido de jogar em Brisbane e Adelaide por lesão no quadril. Caso passe pela estreia, ela pode enfrentar a romena Sorana Cirstea ou a tcheca Barbora Strycova.

Já em uma possível terceira rodada, há chance de uma revanche contra Osaka, que foi sua algoz em Nova York. Na ocasião, Gauff e Osaka protagonizaram um dos momentos mais emocionantes da temporada, quando a japonesa consolou sua jovem rival e exigiu aplausos para a jogadora que tem grandes chances de se tornar uma estrela do esporte em um futuro próximo.

Com jovens promessas, China busca nova campeã de Grand Slam
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 7, 2020 às 8:23 pm
Xiyu Wang (à esquerda) e Xinyu Wang conquistaram o título juvenil de Wimbledon em 2018 e estão próximas do top 100 (AELTC/Anthony Upton)

Xiyu Wang (à esquerda) e Xinyu Wang conquistaram o título juvenil de Wimbledon em 2018 e já estão próximas do top 100 entre as profissionais (AELTC/Anthony Upton)

O tênis feminino ganhou força no mercado chinês nos últimos anos. E muito disso se deve às conquistas de Na Li, que impulsionaram o esporte no país mais populoso do mundo. Os dois reflexos mais claros são os vários torneios realizados em solo chinês durante o ano e grande número de jogadoras do país atuando em alto nível. Campeã de Roland Garros em 2011 e do Australian Open em 2014, Li já afirmou recentemente que espera ver uma nova chinesa conquistando um título de Grand Slam em até cinco anos. Atualmente, as duas principais apostas são jogadoras de 18 anos e de nome parecido, Xiyu Wang e Xinyu Wang.

Xiyu Wang é a atual 140ª colocada do ranking e chama atenção por ser uma jogadora canhota, algo pouco comum entre as asiáticas. Já Xinyu Wang ocupa o 153º lugar. No circuito juvenil, a canhota foi número 1 do mundo na categoria e conquistou o US Open em 2018. Já a destra ocupou a vice-liderança do ranking. Jogando juntas, ganharam o torneio júnior de Wimbledon há um ano e meio. As duas disputam nesta semana o WTA de Shenzhen, um dos nove torneios da elite do circuito realizados no país. A competição logo na abertura da temporada tem o comando de um brasileiro, Luiz Carvalho, que é diretor do Rio Open e também do torneio chinês.

Ambas nascidas em 2001, as duas jovens chinesas tinham cerca de dez anos quando Na Li venceu seu primeiro título de Grand Slam e não escondem a enorme admiração pela ex-número 2 do mundo e integrante do Hall da Fama do Tênis. Li parou de jogar em 2014.

“As conquistas da Na Li me deram muito incentivo, porque geraram mais atenção ao tênis chinês. Isso criou mais oportunidades e melhores recursos para que pudéssemos competir contra as jogadoras de alto nível”, disse Xiyu Wang, em entrevista ao TenisBrasil. Sua colega, Xinyu, pensa parecido. “Ela é um grande exemplo e um modelo para mim. Eu vejo que eu posso conquistar o que ela conquistou e isso me inspira muito”.

Na Li foi a primeira jogadora chinesa a conquistar um título de Grand Slam, em 2011. Na época, as duas atuais promessas tinham só dez anos.

Na Li foi a primeira jogadora chinesa a conquistar um título de Grand Slam, em 2011. Na época, as duas atuais promessas tinham só dez anos.

No caso específico do Xiyu Wang, há uma grande expectativa da própria Na Li, que indicou a canhota como uma possível sucessora. Mas a jogadora de 18 anos e que treina em Barcelona não se sente pressionada por isso.

“Preciso valorizar a chance que estou tendo e aproveitar cada oportunidade tiver para que, passo a passo, eu possa conseguir um grande feito”, explicou a tenista, que também comentou sobre sua rara condição de canhota. “Quando eu estava começando a jogar, meu primeiro técnico disse: Vamos ver qual mão você usa com mais frequência. Depois de um mês, ele descobriu que eu usava muito a minha mão esquerda, então acabei jogando assim”.

Nove torneios e quatro jogadoras no top 50
A China é o país que mais recebe etapas no calendário do tênis feminino, incluindo o WTA Finals, e conta com torneios de todos os níveis do circuito. Com tantos eventos, jovens atletas do país acabam ganhando convites para disputar essas competições e ganham experiência. Atualmente, quatro jogadoras chinesas estão entre as 50 melhores do mundo. Qiang Wang está no 28º lugar, Shuai Zhang é a número 40, Saisai Zheng está na 42ª posição, enquanto Yafan Wang é a 50ª colocada. Apenas os Estados Unidos, com sete jogadoras, tem mais nomes no top 50.

“É incrível que nós, chinesas, tenhamos essas oportunidades de competir contra jogadoras de alto nível e vivenciar mais de perto o tênis profissional”, disse Xiyu Wang sobre o grande número de eventos no país. “Acho ótimo que a China desenvolva uma cultura de tênis e melhore seu nível de um modo geral, para que o tênis possa se tornar um dos esportes mais populares daqui. Não apenas no nível profissional, mas também no nível de base”, explica a jovem jogadora, que estreou em Shenzhen vencendo a romena Sorana Cirstea, 74º do ranking, por 3/6, 6/1 e 6/1.

Por sua vez, Xinyu Wang acabou sendo eliminada na estreia, superada pela ex-número 1 do mundo Garbiñe Muguruza por 3/6, 6/3 e 6/0. “É bom poder enfrentar todas essas grandes jogadoras. Temos muita sorte de poder ter tantos torneios na China. É uma grande experiência para nós”, afirmou. “Acho ótimo para nós que tenhamos outras chinesas jogando cada vez melhor. Isso me encoraja e nos dá mais oportunidades, porque há a cada vez mais torneios em nosso país”, comenta a jovem chinesa.

No ano passado, ela enfrentou outro ícone do esporte em Shenzhen, mas abandonou por câimbras o jogo contra Maria Sharapova. “Foi ótimo enfrentar uma das melhores jogadoras do mundo. Ela é uma ótima pessoa, veio até mim, perguntou como eu me sentia e me deu bons conselhos. Espero um dia ser uma grande jogadora como ela”.

Premiações recorde na China
Outro fator que chama muita atenção quando se fala em tênis feminino na China são as premiações em dinheiro. O último WTA Finals, torneio entre as oito melhores jogadoras da temporada, foi realizado em outubro em Shenzhen e distribuiu US$ 14 milhões em oito dias de competição. O prêmio para a campeã de simples Ashleigh Barty foi de US$ 4,42 milhões, um recorde do tênis profissional entre homens e mulheres. Como Barty teve três vitórias e uma derrota, perdeu a chance de ganhar ainda mais. Uma eventual campeã invicta receberia US$ 4,72 milhões.

Outros dois grandes eventos realizados na China foram os torneios de nível Premier em Pequim e Wuhan. O torneio na capital chinesa distribuiu US$ 8,28 milhões, sendo US$ 1,5 milhão só para a campeã Naomi Osaka. Já o torneio de Wuhan, foram distribuídos US$ 2,8 milhões e a vencedora Aryna Sabalenka levou sozinha US$ 520 mil.

Até mesmo nas competições de nível International, como é o caso do torneio desta semana em Shenzhen, a premiação fala alto na disputa por jogadoras de alto nível. O evento na China distribui US$ 775 mil, sendo US$ 175 mil só para a campeã. Na mesma semana, Auckland recebe um torneio do mesmo porte com um orçamento mais enxuto. São distribuídos US$ 251 mil, com a campeã recebendo US$ 43 mil. Nas duas competições, as campeãs ganham os mesmos 280 pontos no ranking mundial.