Category Archives: Uncategorized

Número 1 juvenil quer vencer challengers já em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 15, 2021 às 4:14 pm
O dinamarquês Holger Rune, de 17 anos, conquistou três títulos profissionais de nível future em 2020

O dinamarquês Holger Rune, de 17 anos, conquistou três títulos profissionais de nível future em 2020 (Foto: ITF)

Líder do ranking mundial juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF), o dinamarquês Holger Rune estabeleceu uma meta ambiciosa para a temporada que está apenas começando. O jogador de 17 anos, e que completa seu 18º aniversário em abril, quer conquistar títulos de challenger já em 2021 e tentar dar os primeiros passos na elite da circuito da ATP.

Rune foi campeão juvenil de Roland Garros ainda em 2019. No mesmo ano, conseguiu suas duas primeiras vitórias em challenger. Já na temporada passada, mesmo com o calendário bastante prejudicado pela pandemia da Covid-19, venceu seus três primeiros títulos como profissional, em torneios ITF de US$ 15 mil e US$ 25 mil em Klosters, Antalya e Valldoreix. Atualmente, aparece na 475ª posição no ranking e teria que mesclar o calendário neste início de temporada entre torneios da ITF e alguns qualis de challenger.

“Quero seguir em frente. Acho importante dar o próximo passo e competir nos eventos ATP challenger. Já ganhei torneios M15 e M25 no ano passado, então o caminho natural seria entrar nos challengers”, escreveu Rune, em seu blog publicado no site da ITF. Nesta semana, ele está disputando um ITF M15 na Rafa Nadal Academy, em Manacor.

“O corte nas listas de inscritos ainda é muito alto devido à pandemia da Covid-19 em andamento, mas espero que eu possa entrar nos qualis em breve”, avaliou o dinamarquês. “Este é um objetivo para 2021. Quero vencer challengers e dar os primeiros passos nos torneios da ATP. Posso dizer isso em voz alta, porque sei o quanto quero e o quanto estou disposto a fazer para atingir esse objetivo. É uma energia que vem de dentro, uma paixão”.

“É muito mais fácil perseguir seus sonhos e objetivos se você ama o processo e ama o que faz. É por isso que não me preocupo em dizer que quero vencer challengers este ano porque amo esse esporte e tenho paixão para fazer isso acontecer”, complementou o jovem jogador, que também já defende seu país na Copa Davis.

Dinamarquês tenta ser mais focado
Para cumprir o objetivo de vencer torneios maiores, Rune sabe que precisa de resultados mais consistentes. No ano passado, ele conseguiu 31 vitórias e 16 derrotas no circuito profissional, ficando com aproveitamento de 66%. O dinamarquês acredita que, com um pouco mais de foco nas partidas, pode melhorar muito esses números.

“Um dos meus objetivos este ano é me esforçar mais nas minhas partidas. Preciso trabalhar constantemente em um determinado nível e manter o foco extra em certas jogadas, como saque e primeira bola, e não desistir de nenhum ponto. É algo em que o [Daniil] Medvedev, por exemplo, é excelente”.

“Eu vi algumas estatísticas recentemente, em um e-mail de que ITF manda para os jogadores, que mostravam minha porcentagem de vitórias e derrotas em 2020. Sei que houve momentos em que não dei o máximo de esforço nas partidas do ano passado, então não é uma surpresa que eu não esteja satisfeito com esses números”, admitiu o jogador de 17 anos.

“Fiquei muito chateado comigo mesmo quando vi aqueles números no e-mail. Fui muito descuidado e sei que deveria ter feito melhor em pelo menos 10 partidas”, avaliou o dinamarquês. “Eu pensei novamente em todos esses jogos e acho que aquela proporção de vitórias de 65% deveria estar em torno de 80%. Então a meta principal para 2021 é aumentar minhas estatísticas para que correspondam ao meu nível real de tênis”.

Confira 15 jovens tenistas para assistir em 2021
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 31, 2020 às 7:01 am

O ano de 2020 termina nesta quinta-feira e a temporada 2021 do circuito profissional tem início já na próxima semana, com os homens em Delray Beach e as mulheres em Abu Dhabi. Em meio às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o calendário do tênis internacional passou por uma série de adaptações e o primeiro Grand Slam de 2021, o Australian Open, só começa no dia 8 de fevereiro.

O que não muda é o ímpeto da nova geração do circuito em evoluir e bater de frente com as principais estrelas do esporte. Alguns desses nomes, aliás, já têm títulos expressivos no currículo mesmo com tão pouca idade. Neste último dia do ano, TenisBrasil destaca 15 jovens tenistas nascidos a partir de 2000 e que mostram grande potencial para se destacar no circuito.

Bianca Andreescu (20 anos, Canadá, 7ª da WTA)

Sensação da temporada de 2019, quando conquistou seu primeiro Grand Slam no US Open e também venceu torneios grandes em Indian Wells e Toronto, Bianca Andreescu está afastada do circuito há mais de um ano, mas fará seu retorno às competições no início de 2021.

A canadense, ainda com 20 anos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo no fim de 2019, quando atuava no WTA Finals. Ela tentaria voltar no meio deste ano, mas a pandemia paralisou o circuito por praticamente cinco meses. Além disso, Andreescu também teve que tratar de uma lesão crônica no pé e preferiu focar sua preparação na próxima temporada. Sua volta ao circuito deve acontecer em um dos dois torneios WTA 500 que Melbourne receberá às vésperas do US Open.

Apesar do longo período de inatividade, Andreescu não teve prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo das pontuações, considerando os 16 melhores resultados obtidos entre março de 2019 e dezembro de 2020. Assim, a canadense conseguiu se manter no top 10 com os o resultados do ano passado. 

Iga Swiatek (19 anos, Polônia, 17ª da WTA)

Outra campeã de Grand Slam que merece bastante atenção dos fãs é Iga Swiatek. A polonesa de apenas 19 anos brilhou em Roland Garros ao vencer sete jogos seguidos sem perder um set sequer e deu um salto no ranking do 53º para o 17º lugar. Tanto Swiatek quanto Andreescu apostam em trabalhos muito elaborados de preparação psicológica para as partidas. 

Com um jogo inteligente e muitos recursos técnicos à disposição, Swiatek pode exibir um tênis competitivo em diferentes pisos e condições de quadra e tem grandes chances de ampliar sua sala de troféus. É questão de tempo para que ela logo apareça entre as dez primeiras do ranking. Fora do WTA 500 de Abu Dhabi, que acontece na semana que vem, deve iniciar a temporada já em solo australiano.

Felix Auger-Aliassime (20 anos, Canadá, 21º da ATP)
Apesar de ainda não ter conquistado um título de ATP, Felix Auger-Aliassime vem de duas temporadas consistentes no circuito e já disputou seis finais em torneios deste porte, sendo três em 2019 e mais três este ano. A lista inclui torneios no saibro, como o Rio Open e o ATP de Lyon, na grama de Stuttgart, e no piso duro de Roterdã, Colônia e Adelaide.

O canadense até já chegou a figurar entre os 20 melhores do mundo, ocupando o 17º lugar em 2019. Além do desempenho ruim em finais, ainda falta a Aliassime ter uma boa sequência de resultados em torneios grandes. Ele fez sua pré-temporada na academia de Rafael Nadal estabeleceu como metas para 2021 a chegada ao top 10 e a classificação para o ATP Finals.

Jannik Sinner (19 anos, Itália, 37º da ATP)

Jogador mais jovem no top 100 do ranking da ATP, Jannik Sinner terminou a temporada com seu primeiro título no circuito, em Sófia, e ocupando a melhor marca da carreira no 37º lugar. Também em 2020, o italiano venceu seus três primeiros jogos contra top 10 e alcançou as quartas de final de Roland Garros.

Sinner tem uma boa oportunidade de evoluir como jogador no início de 2021 por ter sido escolhido como o parceiro de treinos de Rafael Nadal na primeira semana de preparação para o Australian Open.

Dayana Yastremska (20 anos, Ucrânia, 29ª da WTA)
Apesar da pouca idade, Dayana Yastremska já é um nome consolidado na elite do circuito. A ucraniana de 20 anos já tem três títulos de WTA e chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no início da temporada. Mas para dar outro salto, precisa melhorar seu desempenho nos Grand Slam, já que nunca passou da terceira rodada em torneios deste porte.

Thiago Wild (20 anos, Brasil, 116º da ATP)

Grande esperança para o futuro do tênis brasileiro, Thiago Wild se tornou o tenista mais jovem do país a conquistar um título de ATP em Santiago. Ele também foi o primeiro jogador nascido a partir de 2000 a vencer um evento na elite do circuito. Na última temporada, o paranaense também debutou na Copa Davis e disputou seu primeiro Grand Slam no US Open.

Número 2 do Brasil com apenas 20 anos, Wild começa 2021 jogando o quali do Australian Open, que foi excepcionalmente transferido para Doha e acontece entre os dias 10 e 13 de janeiro. Depois, parte para o challenger de Istambul, na Turquia. Depois de terminar o ano com uma sequência de resultados negativos, a volta ao caminho das vitórias, a vaga na chave principal do Grand Slam australiano e a entrada no top 100 são os primeiros objetivos no curto prazo.

Amanda Anisimova (19 anos, Estados Unidos, 30ª da WTA)
A norte-americana Amanda Anisimova não repetiu em 2020 a ótima temporada que teve no ano passado, quando foi semifinalista de Roland Garros e chegou a ser número 21 do mundo. Ainda assim, conseguiu permanecer entre as 30 melhores e deverá ser uma das cabeças de chave do Australian Open. Ela já começa a temporada na semana que vem, em Abu Dhabi.

Coco Gauff (16 anos, Estados Unidos, 48ª da WTA)

 

 

 

 

 

 

Ver essa foto no Instagram

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma publicação compartilhada por Coco Gauff (@cocogauff)

 

Com apenas 16 anos, completados em março, Coco Gauff já aparece entre as 50 melhores jogadoras do mundo. A promissora atleta norte-americana ocupa atualmente a 48ª colocação no ranking, apenas uma abaixo da melhor marca da carreira.

Gauff já tem boas campanhas em Grand Slam, como as oitavas de Wimbledon e do Australian Open e a terceira rodada em Nova York, além de já ter vencido seu primeiro WTA no ano passado em Linz. Fora das quadras, a jovem jogadora também se mostra bastante consciente de seu papel na sociedade e é engajada na luta contra o racismo e por maior justiça social.

Carlos Alcaraz (17 anos, Espanha, 141º da ATP)

Escolhido como a Revelação do Ano pela ATP, o espanhol Carlos Alcaraz deu um salto de 350 posições no ranking ao longo de 2020. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. O novato de apenas 17 anos conquistou seus três primeiros títulos de challenger na última temporada, em Trieste, Barcelona e Alicante. Além de ficar com o vice em Cordenons.

Apenas Alcaraz e o argentino Francisco Cerundolo venceram três challengers em 2020. O espanhol é também o segundo mais jovem de seu país a conquistar um torneio deste porte, ficando atrás apenas do ídolo Rafael Nadal. Seu treinador, o ex-número 1 Juan Carlos Ferrero, aposta em um futuro promissor e diz que o jovem espanhol logo chegará aos Grand Slam.

Leylah Fernandez (18 anos, Canadá, 88ª da WTA)

A canhota Leylah Fernandez foi uma das revelações da última temporada feminina. Ela derrotou jogadoras de destaque como a então número 5 do mundo Belinda Bencic e a campeã de Slam Sloane Stephens. A canadense também alcançou uma final de WTA em Acapulco, fez uma boa terceira rodada em Roland Garros e terminou o ano com o melhor ranking da carreira, no 88º lugar.

Em recente entrevista ao site da ITF, Fernandez declarou que parte de seu treinamento consiste em estudar os movimentos de atletas de diferentes modalidades. Isso inclui nomes do passado como Pelé, ou contemporâneos como Lionel Messi e o boxeador Floyd Mayweather.

Lorenzo Musetti (18 anos, Itália, 128º da ATP)

Outro prodígio do tênis italiano, Lorenzo Musetti aproveitou muito bem a oportunidade que teve no Masters 1000 de Roma e derrotou jogadores de respeito como Stan Wawrinka e Kei Nishikori. O jovem de 18 anos também conquistou seu primeiro challenger em Forli, vencendo o brasileiro Thiago Monteiro na final, e foi semifinalista no ATP 250 da Sardenha.

Em 2020, Musetti ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar. Já na próxima temporada, o italiano tentará em 2021 disputar seu primeiro Grand Slam e entrar no top 100 do ranking mundial.

Marta Kostyuk (18 anos, Ucrânia, 99ª da WTA)
Considerada como uma das principais apostas para a nova geração do circuito, a ucraniana de 18 anos Marta Kostyuk chegou enfim ao top 100 já na reta final da última temporada. Apesar da pouca idade, ela já se destaca há algum tempo. Exemplo disso foi a campanha até a terceira rodada do Australian Open de 2018, quando ela tinha apenas 15 anos.

Campeã juvenil do Australian Open de 2017 e ex-número 2 no ranking da categoria, Kostyuk não conseguia ter um calendário completo nas últimas temporadas por causa das restrições da WTA para tenistas com menos de 18 anos. Além disso, sofreu uma lesão nas costas no ano passado. Este ano, chegou à terceira fase do US Open e só foi superada pela campeã Naomi Osaka.

Sebastian Korda (20 anos, Estados Unidos, 118º da ATP)

 

 

 

 

 

 

Ver essa foto no Instagram

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma publicação compartilhada por Sebi (@sebastiankorda)

 

O norte-americano Sebastian Korda foi um dos destaques na reta final da temporada, especialmente depois da ótima campanha que fez em Roland Garros, onde foi desde o quali até as oitavas de final, sendo superado pelo campeão Rafael Nadal. Além disso, conquistou seu primeiro challenger nas quadras de carpete de Eckental, na Alemanha, e ficou mais perto de entrar no top 100.

O jovem jogador de 20 anos vem de uma família com muita história no tênis. Ele é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998, e de Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. A mãe, aliás, foi sua principal mentora no início da carreira. Durante a pré-temporada, foi acompanhado de perto por duas lendas do tênis, Andre Agassi e Steffi Graf.

Clara Tauson (18 anos, Dinamarca, 152ª da WTA)


A dinamarquesa Clara Tauson comemorou na última temporada sua primeira vitória em Grand Slam. Vinda do qualificatório em Roland Garros, ela derrubou a favorita Jennifer Brady, número 25 do mundo. Tauson completou 18 anos agora em dezembro e aparece atualmente no 152º lugar do ranking da WTA. Até por isso, tentará o quali para o Australian Open.

Sua principal inspiração é a compatriota Caroline Wozniacki, que encerrou sua carreira profissional no início desta temporada, ainda aos 29 anos, no Australian Open. Nos últimos 31 anos, Wozniacki e Tauson foram as únicas dinamarquesas a vencer partidas de Grand Slam, mas a jovem jogadora tenta evitar comparações com a ex-número 1 do mundo. Elas até já treinaram juntas e têm os pais como mentores no tênis, mas há uma clara diferença em estilos de jogo. Enquanto Wozniacki se destacava pela consistência e pela construção de pontos mais longos, Tauson joga um tênis mais agressivo e tenta definir cedo suas jogadas.

Brandon Nakashima (19 anos, Estados Unidos, 166º da ATP)
O norte-americano de 19 anos Brandon Nakashima terminou a temporada conquistando seu primeiro challenger em Orlando e ocupando o melhor ranking da carreira no 166º lugar. Ele já foi número 3 do mundo como juvenil e campeão do ITF Junior Masters em 2018. Nakashima começou a se firmar no tênis profissional este ano, com boas campanhas em challengers e três vitórias em nível ATP, uma delas no US Open.

* Três ótimos nomes de 1999
Como a lista destacou apenas os tenistas nascidos a partir de 2000 e que completam até 21 anos em 2021, alguns jovens em franca evolução acabaram ficando fora. Mas ainda assim, é interessante olhar com atenção para dois nomes. O principal destaque é para a cazaque de 21 anos Elena Rybakina disputou cinco finais de WTA em 2020, ganhando um título em Hobart, e venceu nomes de destaque como Sofia Kenin e Karolina Pliskova para terminar o ano no 19º lugar.

Outra jogadora de 21 anos que merece destaque é Catherine Bellis. Considerada uma grande promessa do tênis norte-americano desde que venceu um jogo no US Open de 2014 com apenas 15 anos, Bellis chegou a ser 35ª do mundo em 2017, antes de sofrer com lesões no punho e no cotovelo, que a fizeram passar por quatro cirurgias em pouco menos de dois anos. Atualmente no 133º lugar, está voltando aos poucos a ter bons resultados.

Já no circuito da ATP, destaque para o finlandês de 21 anos Emil Ruusuvuori, que venceu quatro challengers em 2019 e manteve sua evolução na última temporada. Ruusuvuori debutou no top 100, chegou a uma semifinal de ATP em Nur-Sultan e aparece atualmente na 86ª posição.

Nova geração comemorou 6 títulos de ATP em 2020
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 12, 2020 às 1:27 pm
Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Thiago Wild foi o segundo campeão mais jovem na temporada da ATP

Em uma temporada mais curta no circuito profissional, já que o circuito ficou paralisado por praticamente cinco meses em razão da pandemia, seis jogadores com até 21 anos conquistaram títulos de ATP em 2020. A título de comparação, a temporada passada teve 66 torneios e nove campeões da mesma faixa etária.

O campeão mais jovem da temporada foi o italiano Jannik Sinner, primeiro jogador nascido em 2001 a vencer um torneio deste porte. Ele conquistou o ATP 250 de Sófia, já na reta final da temporada, aos 19 anos e 4 meses.

Quem também venceu um ATP nessa idade foi o brasileiro Thiago Wild, que março foi campeão em Santiago aos 19 anos e 11 meses. Wild foi também o jogador de ranking mais baixo a vencer um torneio deste porte. Ele ocupava o 182º lugar quando foi campeão na capital chilena. O paranaense também foi o único convidado a vencer um ATP.

Outros quatro tenistas conquistaram títulos aos 21 anos: A lista conta com o sérvio Miomir Kecmanovic em Kitzbuhel, além do norueguês Casper Ruud em Buenos Aires, do francês Ugo Humbert em Auckland e do grego Stefanos Tsitsipas em Marselha. Se considerados os campeões com até 23 anos, a lista chega a 17 jogadores, comparados a 23 vencedores de ATP nessa idade na temporada passada.

A final mais jovem da temporada envolveu Stefanos Tsitsipas (21) e Felix Auger-Aliassime (19) em Marselha. Logo depois aparece a disputa entre Thiago Wild e Casper Ruud em Santiago. A diferença na soma das idades fica na casa dos meses.

O ano teve seis vencedores inéditos no circuito da ATP: Além dos jovens e já citados Sinner, Wild, Kecmanovic, Ruud e Humbert, outro que venceu seu primeiro ATP em 2020 foi o australiano John Millman, campeão em Nur-Sultan aos 31 anos.

Com três títulos, Alcaraz salta 350 posições na ATP
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 9, 2020 às 7:41 pm
Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Alcaraz iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação

Indicado como uma das revelações do ano, o espanhol Carlos Alcaraz foi um dos destaques do circuito challenger em 2020. Após a última semana com torneios deste porte no ano, a ATP consolidou os dados da temporada que colocam o espanhol entre os líderes em várias estatísticas.

Alcaraz conquistou três challengers em 2020. O primeiro foi em Trieste na Itália, e os outros dois foram no saibro espanhol, em Barcelona e Alicante. Também ficou com o vice no torneio italiano de Cordenons. Além do jovem espanhol de 17 anos, apenas o argentino Francisco Cerundolo ganhou três challengers na temporada, o último na semana passada em Campinas.

Os ótimos resultados renderam a Alcaraz um salto de 350 posições no ranking. Ele iniciou a temporada no 491º lugar e termina na 141ª colocação. Com isso, obteve o maior salto no ranking entre os jogadores no top 150 da ATP. O segundo que mais evoluiu é o italiano Lorenzo Musetti, que ganhou 233 posições ao longo do ano, saltando do 361º para o 128º lugar.

Com 20 vitórias e apenas quatro derrotas nos torneios challenger na temporada, Alcaraz teve aproveitamento de 83,3% no circuito, a melhor marca entre os tenistas que disputaram pelo menos 19 partidas na temporada.

Ele é também o segundo jogador que mais venceu desde o retorno às competições, após cinco meses de paralisação do calendário devido à pandemia. Só fica atrás de Cerundolo, com 22 vitórias a partir de 17 de agosto. Em números absolutos, o jogador que mais venceu partidas de challenger no ano foi o russo Aslan Karatsev, com 27 vitórias, seis derrotas e dois títulos.

Alcaraz e Musetti foram os campeões mais jovens do ano
A conquista em Trieste, aos 17 anos e três meses, fez de Alcaraz o vencedor de challenger mais jovem da temporada. Ele também foi o único tenista dessa idade a vencer um torneio deste porte em 2020. Em seguida aparece Musetti, que venceu o challenger italiano de Forli aos 18 anos e 6 meses. Depois, estão o norte-americano Brandon Nakashima e o tcheco Tomas Machac, únicos com 19 anos a vencer. Ao todo, a temporada teve seis títulos para tenistas com menos de 20 anos e nove conquistas de jogadores com até 21 anos.

Os jovens Alcaraz e Musetti também conseguiram outras duas façanhas entre os vencedores de challenger em 2020. O espanhol foi o único campeão vindo do quali, ao vencer sete jogos em nove dias no torneio de Trieste. Já o italiano foi o único convidado que era não cabeça de chave e mesmo assim conquistou o título.

Com título, Felipe Meligeni cumpre meta e sonha alto
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 1, 2020 às 8:16 am
Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

Felipe Meligeni consegue ficar entre os 250 melhores do mundo para jogar os qualis de Grand Slam (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

A conquista de seu primeiro título de challenger em São Paulo e o consequente salto no ranking fazem com que Felipe Meligeni Alves cumpra uma meta estabelecida há quase um ano. Em dezembro do ano passado, Felipe aparecia no 390º lugar do ranking e falou ao Primeiro Set que mirava estar entre os 250 ao longo de 2020 para poder jogar os qualificatórios de Grand Slam.

A pandemia e a paralisação do circuito por aproximadamente cinco meses quase adiaram esses planos, mas ao vencer o torneio na capital paulista, o jogador de 22 anos e agora 242º do mundo comemora o bom resultado e sonha alto para 2021. “Eu queria muito terminar o ano entre os 250 do mundo para poder disputar os qualis de Grand Slam”, disse Felipe Meligeni após a cerimônia de premiação em São Paulo.

“Tenho mais um torneio a disputar nesta semana, em Campinas, e quero baixar meu ranking ainda mais para me fixar nos qualis de Slam pouco a pouco para no final do ano, quem sabe, estar entre os 100 do ranking”, acrescenta o jovem jogador, que saltou 64 posições no ranking e agora ocupa a melhor marca de sua carreira profissional.

Além do título de simples na capital paulista, Felipe Meligeni também foi campeão de duplas, jogando ao lado do venezuelano Luis David Martinez. A parceria já vinha de outro título, conquistado em Guayaquil. Com nove vitórias ao longo da última semana, o paulista de Campinas acredita que foi aos poucos encontrando ritmo de jogo e confiança para superar seus adversários.

“Tentei fazer o meu jogo e impor meu ritmo e acho que fui melhorando sempre a cada jogo. As duas primeiras partidas foram um pouco mais difíceis, mas depois fui pegando ritmo”, disse em entrevista ao Podcast TenisBrasil. “Cheguei aqui um pouco com medo, porque aqui é bem rápido e eu acabo tendo um pouco de dificuldades em lugares tão rápidos, mas eu fui me adaptando bem e encaixando o jogo. Fui sacando bem, devolvendo bem, e a vitória nas duplas em Guayaquil me ajudou muito na confiança.

Permanência na Espanha foi um acerto

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O jogador de 22 anos treina na Espanha desde o início de 2018 (Foto: Marcello Zambrana/DGW)

O sobrinho de Fernando Meligeni já está há três temporadas treinando na Espanha. Ele chegou a Barcelona no início de 2018 para fazer parte do projeto da Base na Europa, parceira da Confederação Brasileira de Tênis com a Academia BTT. A iniciativa foi descontinuada para 2020, o que levou o tenista a procurar parceiros para permanecer treinando no país. Assim, iniciou um trabalho com o treinador Marc Garcia e segue evoluindo.

“Chegou essa notícia para mim em Campinas. Eu estava jogando o challenger lá. Na hora eu fiquei meio assim… ‘Putz! Estava jogando bem, tanto eu quanto o Orlando. Tinha cumprido as metas que a gente tinha recebido’… Foi um pouco difícil, mas eu sabia que poderia acontecer, porque lá é um lugar muito caro. Mas a partir do momento que eu recebi a notícia, comecei a buscar formas de poder ficar lá”, comentou Felipe ainda no ano passado em entrevista ao Primeiro Set.

Um ano depois, ele considera a decisão como acertada. “Com certeza, foi a melhor decisão que eu tomei. É mais perto para viajar e eu evolui muito mentalmente, fisicamente e taticamente, além da parte técnica. Venho aproveitando muito bem o melhor tempo lá, e me esforçando e fazendo da melhor maneira possível para ter melhores resultados”.

A pandemia e o período sem torneios brecou um bom início de temporada que Felipe Meligeni fazia, com uma semifinal de challenger em Punta del Este, um jogo competitivo contra Dominic Thiem no Rio Open, e também a participação inédita na equipe brasileira da Copa Davis no duelo contra a Austrália. Mas ele acredita que soube lidar bem com a paralisação do circuito para retomar os bons resultados nessa volta às quadras.

“Foi difícil e pegou todo mundo de surpresa. Então, isso quebrou um pouco o ritmo, mas tentei me manter forte fisicamente e mentalmente para poder sair dessa da melhor maneira possível. Ainda estamos vivendo esse momento de pandemia, mas voltar a competir e dar o nosso melhor em quadra é muito importante. Então, estou aproveitando todo momento que estou dentro da quadra. Quando você trabalha e se esforça, o resultado acaba vindo”.

Korda vence 1º challenger e fica perto do top 100
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 9, 2020 às 5:35 pm

Korda venceu o challenger de Eckental, depois de ter perdido as oito primeiras finais que disputou como profissional (Foto: Eckental Challenger)

O domingo foi especial para o norte-americano Sebastian Korda, que comemorou seu primeiro título de challenger na carreira. Ele venceu o torneio disputado nas quadras de carpete em Eckental, na Alemanha, depois de superar na final o indiano Ramkumar Ramanathan por duplo 6/4. O jovem jogador de 20 anos é filho de Petr Korda, ex-número 2 do mundo e campeão do Australian Open de 1998.

“Estou muito feliz por esse título. Foi um jogo difícil hoje e não foi fácil. Ele saca e voleia muito bem, ainda mais numa quadra de carpete, mas estou feliz com a forma como me mantive calmo e fechei o jogo”, disse Korda, em entrevista ao site da ATP após a partida do último domingo.

Este é o primeiro título profissional da carreira de Korda. Até então, ele havia perdido seis finais de future e outras duas em challenger. No ano passado, ele ficou com o vice nos challengers de Champaign e Nur-Sultan. “No passado, ficava frustrado nas finais. Cada pequeno erro pesava sobre mim, mas hoje consegui manter a calma durante todo o jogo. A maneira como terminei me deixou muito feliz”, comenta o norte-americano.

A campanha desta semana rendeu 100 pontos no ranking da ATP e aproximou Korda do grupo dos cem melhores do mundo. Ele saltou 20 posições e assumiu a melhor marca da carreira, no 116º lugar. No início da temporada, ocupava apenas a 249ª colocação. Sua distância para o centésimo colocado é de 150 pontos no ranking.

Apesar de ter um campeão de Grand Slam na família, grande parte da formação de Korda como tenista se deve à mãe, Regina Kordova, que também jogou profissionalmente e chegou a ser número 26 do ranking da WTA. O casal de ex-tenistas profissionais tem duas filhas mais velhas, Jessica (27 anos) e Nelly (22), que optaram pelo golfe e viajavam com Petr no circuito da modalidade.

“Quando eu decidi trocar o hóquei pelo tênis, meu pai viajava com a irmã. Ela estava no último ano de juvenil e primeiro como profissional”, comentou Korda, em entrevista coletiva durante Roland Garros. “Então, eu jogava tênis com a minha mãe. Ela é provavelmente uma das maiores influências que tenho. A forma como executo os meus golpes foi toda moldada por ela. Passamos muito tempo em quadra juntos quando eu era uma criança. Provavelmente mais do que com meu pai”.

Rock clássico e mente sã: Conheça Iga Swiatek
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 11, 2020 às 7:21 am
Swiatek conquistou o primeiro título de Grand Slam, com uma campanha muito dominante (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Swiatek conquistou o primeiro título de Grand Slam, com uma campanha muito dominante (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Como tem sido comum nos últimos anos, o mundo do tênis apresentou uma nova campeã de Grand Slam. Iga Swiatek conquistou o título de Roland Garros no último sábado exibindo um tênis vistoso, com muitos recursos e variações táticas. Jovem de apenas 19 anos, Swiatek não perdeu sets no torneio e cedeu apenas 28 games em Paris. Foi a campanha mais dominante desde o título de Steffi Graf em 1988, com somente 20 games perdidos.

Fora das quadras, a promissora polonesa se destaca pela personalidade tranquila, mas sempre muito centrada em suas entrevistas, e também pelo gosto musical. Swiatek já se declarou fã de clássicos do rock como Pink Floyd, AC/DC, Bon Jovi, Guns N’ Roses e do guitarrista Carlos Santana. Sua trilha sonora em Paris foi “Welcome to the Jungle”, que a acompanhava no momento de entrar em quadra.

+ Swiatek diz que vai lidar bem com maior exposição
+ Título de Swiatek foi o mais dominante desde Graf

+ Swiatek brilha de novo e conquista Roland Garros

“Antes do jogo eu estava ouvindo ‘Welcome to the Jungle’ para manter a rotina. Na verdade, eu queria mudar um pouco, porque é chato ouvir a mesma música todos os dias, mas fiquei com o Guns N ‘Roses porque queria ganhar”, disse após a vitória sobre a italiana Martina Trevisan por 6/3 e 6/1 nas quartas de final. “Às vezes ouço algumas músicas mais calmas quando preciso baixar o nível de adrenalina, mas hoje estava com um pouco de sono antes da partida”.

Nascida em maio de 2001, a polonesa conta que adquiriu o gosto por clássicos da década de 80 de seus treinadores. “Quando era mais nova, eu viajava com muitos técnicos diferentes, da Associação Polonesa de Tênis, e cada um deles me apresentava uma coisa nova. É por isso que o meu gosto musical é assim. Gosto de todos estilos”, explicou depois de vencer Simona Halep nas oitavas por 6/2 e 6/1. “Comecei a ouvir jazz recentemente, então isso é algo novo para mim”.

Em entrevista ao site da WTA no ano passado, Swiatek já havia falado um pouco mais sobre seu estilo de música favorito. “Sou obcecada por música. Eu tenho um tipo de música para cada estado de espírito, mas eu amo o rock e amo o Pink Floyd. Minhas músicas favoritas são ‘Learning to Fly’ e ‘Comfortably Numb’ e recentemente eu tenho escutado ‘Shine On You Crazy Diamond’”, comentou durante o Premier de Toronto da última temporada. “Se eu tiver mais vontade de ouvir pop, eu gosto do ABBA. Mas também gosto do Coldplay, Florence and the Machine e do Santana. E se eu quiser algo mais agressivo, o AC/DC me deixa de bom humor. Eu tenho ouvido ‘Thunderstruck’ antes dos jogos”.

Trabalho psicológico também fez diferença
Também é importante destacar a preparação psicológica que Swiatek faz para suas partidas. Ela trabalha desde março do ano passado com a psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela. “Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”, explicou quando venceu seu jogo contra Halep em Paris.

O triunfo diante da romena aconteceu um ano depois de uma dura derrota nas oitavas de final do ano passado, em jogo que durou apenas 45 minutos. “Aquele jogo foi uma grande lição para mim. Então eu estava pensando nele de uma forma positiva, sabendo de todo o progresso que fiz nesse tempo. Não era como se eu estivesse com medo, porque eu perdi em 45 minutos no ano passado. Foi meio que uma forma de me motivar para jogar melhor”, explicou. “Basicamente, tudo foi diferente. Eu sabia que era uma grande oportunidade para mim e que poderia jogar meu melhor tênis em um grande estádio, porque já joguei outros jogos assim”.

+ ‘Posso jogar ainda melhor sob pressão’, diz Swiatek
+ Swiatek vai se acostumando a jogar como favorita
+ Revanche contra Halep ilustra evolução de Swiatek

Ao longo do torneio, o discurso construído pela polonesa era o de muito foco nos objetivos. E até por isso, ela sentia que não deixaria abalar pela pressão. “Normalmente sou aquele tipo de tenista que joga melhor sob pressão. Acho que vai dar tudo certo. Mas há uma razão pela qual fui tão eficiente. É sério. Estou ficando super focada e não estou deixando as minhas oponentes jogarem seu melhor tênis. Então eu espero fazer isso de novo no sábado”, disse Swiatek depois de vencer a semifinal contra a argentina Nadia Podoroska por 6/2 e 6/1.

Já depois da vitória na final sobre a número 6 do mundo Sofia Kenin, com parciais de 6/4 e 6/1, a polonesa afirmou que vai conseguir lidar bem com a maior exposição que ela certamente terá nos próximos meses, e que continuará lutando por títulos importantes. “É difícil comentar sobre isso agora, porque eu preciso voltar para casa primeiro e ver o que está acontecendo na Polônia. Sei que vai ser uma loucura, mas acho que vou acostumar com isso e que não vai ser um problema para mim. Eu não tive problemas com receber mais atenção ou com as pessoas ao meu redor. Acho que vai ficar bem para mim”.

Sem convites e nem contrato de raquetes
Outros dois pontos chamaram a atenção nas entrevistas de Swiatek durante a semana. Apesar de ter sido uma juvenil de destaque, com direito a um título de Wimbledon da categoria em 2018, ela sempre teve que batalhar por vagas nos grandes torneios do tênis profissional, já que recebeu pouquíssimos convites. Além disso, a polonesa está atualmente sem contrato para fornecimento de raquetes e utiliza o mesmo modelo desde a época de juvenil.

“Estou jogando com a Prince há muito tempo e não tive tempo para mudar ou testar outras raquetes. Quando eu era mais jovem, foi difícil para me decidir. Mas estou jogando sem contrato. Em algum momento eu vou mudar isso, com certeza”, comenta a polonesa que gosta de utilizar um material mais leve, mesmo sendo uma jogadora de golpes muito potentes. “Mas sempre adorei essa raquete, então continuei jogando com ela. Na verdade, não sei se é mais leve que as raquetes das outras jogadoras. Estou acostumada com essa, mas acho que vamos testar mais algumas durante esta pré-temporada”.

Sobre os convites, apenas cinco na carreira profissional e só para torneios da ITF, ela diz que a situação a fortaleceu. “No começo, era muito chato, mas tive que aceitar que se você é de um país pequeno, pode ser um pouco mais difícil conseguir convites. Não temos grandes torneios na Polônia e a federação não pode trocar convites com outros países. Assim que aceitei isso, percebi que seria muito melhor se eu merecesse as vagas. Eu sabia que se jogasse bem, não importava se tivesse que jogar o quali, eu conseguiria os pontos no ranking. Sabia que se eu fosse top 50 estaria na chave de qualquer torneio que eu quisesse. Continuei trabalhando duro. No começo era muito chato, mas depois eu não me importei”.

Stricker é campeão juvenil sob as bênçãos de Federer e Wawrinka
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 10, 2020 às 9:55 pm
O canhoto Dominic Stricker venceu uma final suíça neste sábado (Foto: FFT)

O canhoto Dominic Stricker venceu uma final suíça neste sábado (Foto: FFT)

Em duelo entre dois jogadores suíços, o canhoto Dominic Stricker conquistou o título no torneio juvenil de Roland Garros. O jogador de 18 anos e número 10 no ranking da categoria venceu o compatriota Leandro Riedi por 6/2 e 6/4 na final disputada neste sábado. O resultado acabou servindo de revanche para Stricker, que havia perdido os três duelos anteriores, sendo dois no circuito juvenil e um no profissional.

Esta é a primeira final de um Grand Slam juvenil entre dois suíços. Stricker repete o feito de Stan Wawrinka, que foi campeão em 2003. Ele se tornou o oitavo tenista da Suíça a vencer um Slam juvenil. A lista conta com nomes de respeito, como Martina Hingis (com três conquistas), Roger Federer e Belinda Bencic.

suicos

“Roger e Stan nos enviaram mensagens de texto”, disse Stricker, em entrevista ao site da ITF. Uma diferença entre eles e seus veteranos compatriotas é que nenhum dos dois jovens suíços executa o backhand com uma mão. “O Roger mandou uma mensagem para o técnico do Leandro e disse para dar os parabéns a nós dois, dizendo para a gente aproveitar essa conquista. Stan enviou mensagens para nós dois ontem, em um bate-papo para nos desejar boa sorte”.

“É incrível estar em uma lista de campeões de Grand Slam juvenil com jogadores assim”, acrescenta o canhoto de 18 anos. “Eu realmente não posso descrever como é isso. É incrível. Vamos comemorar juntos esta noite, toda a equipe suíça. Leandro e eu tivemos uma ótima semana e estou ansioso para que todos nós tenhamos um jantar juntos e aproveitar o momento”.

Jacquetmot comemora o título em casa


O título na chave feminina ficou com a francesa de 17 anos Elsa Jacquemot, sexta colocada no ranking mundial juvenil. Ela venceu a final contra a Alina Charaeva por 4/6, 6/4 e 6/2. Foi um jogo divertido de acompanhar. Mesmo sendo uma disputa típica do saibro, com ampla maioria pontos construída do fundo de quadra, a russa mostrou muita mão para executar algumas variações e a francesa teve boas intervenções junto à rede.

Jacquemot tenta é a oitava campeã da casa, e a primeira desde Kristina Mladenovic em 2009. “É simplesmente incrível. Acho que ainda não me dei conta do que conquistei”, disse a francesa, que nunca havia passado das quartas de final em um Grand Slam juvenil. “Ganhar aqui e ser a primeira francesa a fazê-lo desde 2009, isso me deixa muito feliz”.

Apesar de muito jovem, Jacquemot já está em transição para o circuito profissional. Ela ocupa o 525º lugar no ranking da WTA e recebeu convite para a chave principal de Roland Garros, sendo superada pela mexicana Renata Zarazua. “Essa vitória é um bônus para o futuro e espero que vencer aqui me ajude, mas há um longo caminho a percorrer na minha carreira”.

Natan e Oliveira ficam com o vice

Ej1ZmNpWAAAfTdI
O tênis brasileiro foi bem representado pelo baiano Natan Rodrigues e o mineiro Bruno Oliveira, finalistas da chave de duplas. Os dois jogadores de 18 anos encerraram o ciclo como juvenis com o vice-campeonato. O título ficou mais uma vez com Dominic Stricker, que jogou ao lado do italiano Flavio Cobolli e venceu por 6/2 e 6/4.

“Foi uma semana fantástica. Eles jogaram muito bem. Um deles [Stricker] foi campeão de simples e, como eu falei, tivemos nossas chances, mas saímos derrotados no jogo de hoje”, disse Natan Rodrigues, em entrevista ao canal por assinatura SporTV após a partida. “Como dupla, a gente sempre ganhou muito. Estávamos sempre nas cabeças, nas semis e nas finais. Nossa dupla é muito forte. Vamos seguir juntos, com certeza, e ganhar muitos títulos no profissional”, acrescentou o baiano, que é número 7 do ranking juvenil e recentemente marcou o primeiro ponto na ATP.

O canhoto Bruno Oliveira, 41º colocado no ranking da categoria, destacou a boa semana em Paris. “É só o começo. É a recompensa de quatro anos jogando juntos. Foi uma semana de sonho por estar segurando esse troféu agora. E não quero largar. Acho que tivemos algumas oportunidades, mas eles jogaram um bom nível de tênis e mereceram ganhar. Enfim, é só trabalhar para chegar bem no profissional”.

Roland Garros tem sua final mais jovem em 17 anos
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 9, 2020 às 7:26 pm
Aos 21 anos, Sofia Kenin vai em busca do segundo título de Grand Slam (Foto: Nicolas Gouhier)

Aos 21 anos, Sofia Kenin vai em busca do segundo título de Grand Slam (Foto: Nicolas Gouhier)

Pelo segundo ano consecutivo, a nova geração do circuito marca presença na final feminina de Roland Garros. A norte-americana Sofia Kenin e a polonesa Iga Swiatek decidem o título do Grand Slam francês a partir das 10h (de Brasília) deste sábado. Aos 21 anos e número 6 do mundo, Kenin busca seu segundo título de Slam. Ela já foi campeã do Australian Open no início da temporada. Já Swiatek, de apenas 19 anos e 54ª colocada, faz o melhor resultado da carreira.

Kenin e Swiatek nunca se enfrentaram pelo circuito profissional, mas já duelaram há bastante tempo nas quadras de saibro em Paris. Elas se enfrentaram pelo torneio juvenil de Roland Garros em 2016 e a polonesa, então com 16 anos, venceu o duelo por 6/4 e 7/5.

+ Para Kenin, tática bem definida fez diferença na semi
+ ‘Estou mais confortável nos Grand Slam’, diz Kenin
+ Kenin foi moldada desde a infância para ser campeã

“Lembro que perdi, mas não me lembro de como eu joguei. Mas posso dizer que me sentia menos confortável no saibro do que agora, ou como no ano passado, quando eu comecei a jogar melhor”, disse Kenin, depois da vitória na semifinal sobre a tcheca Petra Kvitova na última quinta-feira. “Não me lembro do que aconteceu no jogo. É claro, nós dois somos jogadoras diferentes e eu tenho que descobrir o que ela faz. Ela teve duas ótimas semanas aqui, com ótimos resultados e está jogando muito bem”.

Roland Garros não tinha uma final entre duas jogadoras tão jovens desde 2003, no duelo entre as belgas Justine Henin e Kim Clijsters. Na época, a campeã Henin tinha 21 anos e sua compatriota estava com 20. Já a última final de Grand Slam com duas atletas tão foi no Australian Open de 2008, quando Maria Sharapova e Ana Ivanovic tinham apenas 20 anos e a russa foi campeã. No ano passado em Paris, a australiana Ashleigh Barty venceu seu primeiro Slam aos 23 anos. Sua rival foi a canhota tcheca Marketa Vondrousova, então com 19 anos.

Estilos de jogo das finalistas
Se não há um exato contraste de estilos, já que as duas jogadoras são mais familiarizadas com o jogo de fundo de quadra, vale destacar a variedade de recursos de Swiatek. A polonesa consegue adaptar seu jogo para atuar de forma mais agressiva, quando necessário, já que tem muita potência nos golpes, ou fazer um cheio de variações. Ela tem facilidade para quebrar ritmo com slices e utilizar os drop shots. Ao longo do torneio, enfrentou rivais com estilos muito distintos e se saiu muito bem.

Kenin aposta mais na consistência, mas também tem uma ótima leitura de jogo. Na semifinal contra Kvitova, a norte-americana sabia que não poderia competir com a tcheca na pancadaria, e tentou devolver os saques da rival um pouco mais próxima da linha de base e entrou em quadra ciente de que suas bolas não poderiam ficar curtas. Mesmo dando alguns pontos de graça, manteve-se fiel à tática até o fim.

Pontos, ranking e premiação
É certo que Swiatek terá o melhor ranking da carreira. Com 1.300 pontos já garantidos, ela está saltando para o 24º lugar do ranking. Se for campeã, a polonesa leva 2 mil pontos e entrará no top 20, ocupando a 17ª posição. Já Kenin está igualando o melhor ranking da carreira, ao atingir o quarto lugar, e pode ser a número 3 do mundo em caso de título.

O título de Roland Garros rende uma premiação de 1,6 milhão de euros, ou US$ 1,9 milhão. Já a vice-campeã recebe 800 mil euros, o equivalente a US$ 950 mil. O prêmio acumulado na carreira profissional de Kenin é de US$ 6,2 milhões. Já Swiatek tem US$ 1,6 milhão.

Polonesa ainda não perdeu sets
Swiatek ainda não perdeu sets nesta campanha em Roland Garros. A polonesa cedeu apenas 23 games nos seis jogos anteriores do torneio. A última campeã sem perder sets foi Justine Henin em 2007. Já a campeã com menor número de games perdidos por Steffi Graf em 1988, com apenas 20 games perdidos.

+ ‘Posso jogar ainda melhor sob pressão’, diz Swiatek
+ Swiatek vai se acostumando a jogar como favorita
+ Revanche contra Halep ilustra evolução de Swiatek

Há uma diferença significativa de tempo em quadra entre as duas jogadoras. Swiatek passou exatamente 7h em quadra durante o torneio. Em média, seus jogos duraram 1h10. Kenin disputou 16 sets em Roland Garros, venceu 12 e perdeu quatro. A norte-americana passou 10h34 em quadra, com média de 1h46 de duração em cada partida.

Lado mental tem ajudado Swiatek

Algoz de Simona Halep, principal cabeça de chave do torneio nas oitavas de final, Swiatek destaca bastante sua evolução no aspecto mental do jogo. A polonesa tem um trabalho de longo prazo com a psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela. “Trabalhei com alguns outros psicólogos quando era mais jovem, mas a Daria foi a melhor, porque ela me entende e me conhece muito bem. Ela também foi atleta e treinadora, então faz o pacote completo. Ela me fez mais inteligente e agora sei mais sobre o esporte. Então, ela aumenta o meu nível de confiança”, comentou logo após a vitória sobre Halep no último domingo.

“Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”, explica a polonesa. Desde que superou Halep, Swiatek soube atuar como favorita nas fases seguintes. Ela enfrentou a italiana Martina Trevisan e argentina Nadia Podoroska, ambas vindas do qualificatório, e venceu com bastante tranquilidade. “Conversei com Daria sobre isso, mas mantive minha mentalidade das partidas anteriores. Eu fui apenas me concentrando no tênis, e não que eu estava jogando nas quartas de final e nem que estava enfrentando uma menina com ranking mais baixo”.

Mesmo sendo uma juvenil de destaque, teve poucos convites
Apesar de ter sido uma juvenil de destaque, com direito a um título de Wimbledon da categoria em 2018, Swiatek sempre teve que batalhar para disputar os grandes torneios do tênis profissional. Em toda sua carreira recebeu apenas cinco convites, e só para torneios do circuito da ITF, mas diz que a situação a fortaleceu.

“No começo, era muito chato, mas tive que aceitar que se você é de um país pequeno, da Europa Central ou Leste Europeu, pode ser um pouco mais difícil conseguir convites, porque não temos grandes torneios na Polônia e a federação não pode trocar convites com outros países. Assim que aceitei isso, percebi que seria muito melhor se eu merecesse as vagas e apenas continuei trabalhando. Eu sabia que se jogasse bem, não importava se tivesse que jogar o quali, eu conseguiria os pontos no ranking. Sabia que se eu fosse top 50 estaria na chave de qualquer torneio que eu quisesse. Continuei trabalhando duro. No começo era muito chato, mas depois eu não me importei”.

Kenin sofreu um duplo 6/0 há três semanas

Em uma temporada muito atípica do circuito, em razão da pandemia da Covid-19, houve apenas um grande torneio preparatório para Roland Garros. Há três semanas, as principais jogadoras do circuito estavam em Roma. Kenin sofreu uma dura derrota ainda na estreia, um duplo 6/0 para Victoria Azarenka em apenas 61 minutos. A norte-americana explica que retira lições desse jogo, mesmo sem ter nenhuma vontade de assistir ao vídeo.

“Quando eu perco uma partida, não gosto de assistir a mim mesma. Já é assim até quando venço, na verdade. Não gosto de me assistir. E esse jogo de Roma eu nunca quis ver. É claro que a Vika jogou muito bem e eu não vou para tirar qualquer mérito dela. Ela estava jogando um ótimo tênis e eu obviamente senti que não consegui encontrar meu jogo. Depois disso, viemos para Paris e eu tive uma semana ou mais para treinar e acostumar com o saibro e tentei não pense sobre esse jogo. Mas, sim, esse é um jogo que eu nunca vou assistir (sorrindo). Foi um desastre.

Seis norte-americanas já venceram Roland Garros
Na Era Aberta, seis jogadoras norte-americanas já foram campeãs de Roland Garros. A mais recente foi a tricampeã Serena Williams, que triunfou pela última vez em 2015. Jennifer Capriati, Chris Evert, Martina Navratilova, Billie Jean King e Nancy Richey já venceram em Paris. Já em 2018, Sloane Stephens foi vice.

Já Swiatek tenta dar o primeiro de Grand Slam em simples para a Polônia. Ela já repetiu a campanha de Jadwiga Jedrzejowska, vice-campeã de Roland Garros no distante ano de 1939. Recentemente, em 2012, a ex-número 2 do mundo Agnieszka Radwanska foi finalista de Wimbledon.

 

Revanche contra Halep ilustra evolução de Swiatek
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 4, 2020 às 6:54 pm
Swiatek conseguiu superar Halep um ano depois da dura derrota (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Swiatek conseguiu superar Halep um ano depois da dura derrota (Foto: Corinne Dubreuil/FFT)

Há pouco mais de um ano, na edição passada de Roland Garros, Iga Swiatek chegava pela primeira vez às oitavas de final de um Grand Slam. Então com 18 anos, e ocupando apenas o 104º lugar do ranking, a jovem polonesa sofreu uma dura derrota para Simona Halep por 6/1 e 6/0 em apenas 45 minutos. As duas jogadoras voltaram a se encontrar neste domingo, novamente nas oitavas em Paris, e novamente a romena era favorita e vinda de 17 vitórias consecutivas. Mas desta vez, Swiatek deu sinais claros de seu amadurecimento no circuito e despachou a número 2 do mundo com parciais de 6/1 e 6/2 em apenas 1h07 de partida.

Basicamente, tudo foi diferente. Eu sabia que era uma grande oportunidade para mim e que poderia jogar meu melhor tênis em um grande estádio porque eu já joguei umas quatro partidas assim”, disse Swiatek, agora número 54 do ranking. Ao longo deste ano, a polonesa foi ganhando experiência em jogos grandes. Ela já derrotou Caroline Wozniacki no ano passado no Canadá e fez bons jogos contra Naomi Osaka e Victoria Azarenka.

“Agora estou mais experiente, posso lidar com a pressão. Sinto que evoluí para jogar uma partida como essa e ganhar. Então tudo correu bem. Fiz tudo que meu treinador me falou sobre táticas. Então foi uma partida perfeita para mim”, acrescenta a jovem jogadora, que marcou sua primeira vitória contra top 10 na carreira.

Swiatek explica que a partida do ano passado serviu como uma forma de motivação, para extrair coisas positivas. “Eu estava pensando nisso, porque aquele jogo foi uma grande lição para mim. Então eu estava pensando de uma forma positiva, sabendo de todo o progresso que fiz nesse tempo. Não era como se eu estivesse com medo porque eu perdi em 45 minutos no ano passado. Foi meio que uma forma de me motivar para jogar melhor”.

As declarações vão ao encontro do que ela própria havia dito quando perdeu para Halep no ano passado. “Obviamente é muito diferente enfrentar uma jogadora como Simona do que assisti-la na TV”, comentou após a derrota em 2019. “A maior coisa que mais me surpreendeu foi sua capacidade de jogar numa direção que eu não estava preparada. Quando eu sentia que ela ia jogar na cruzada, ela jogava na paralela, e eu não estava pronta para isso. Acho que mentalmente talvez eu não estivesse pronta. Mas isso é uma coisa normal. Sou muito jovem e terei muitas oportunidades para aprender. Se eu quiser jogar em um nível como o dela, eu tenho que me acostumar com isso”.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1135622371803578370

Polonesa tem muitos recursos e diferentes planos de jogo
Durante a partida contra Halep, Swiatek mostrou um tênis agressivo e tentava sempre a definição dos pontos. Ela fez 30 winners contra apenas 12 de Halep e 20 erros não-forçados, cinco a mais que a rival. Também pressionou o saque da romena o tempo todo, com quatro quebras e 10 break points e não teve o serviço ameaçado.

Mas o jogo da polonesa não se resume à potência dos golpes. Ela também tem outros recursos técnicos e facilidade para mudar o estilo de jogo. Nos últimos meses, já foi possível ver Swiatek entrando em quadra com muitas variações, utilizando drop shots, slices e indo à rede, como também foi capaz de vencer jogos com um estilo mais conservador do fundo de quadra, jogando no erro da adversária. A qualidade de pensar o jogo e criar diferentes estratégias é uma grande virtude.

https://twitter.com/iga_swiatek/status/1312746716605673473

Trabalho psicológico fez a diferença
No aspecto mental do jogo, Swiatek dá todos os méritos à psicóloga esportiva Daria Abramowicz, que foi atleta profissional da vela, e foi anunciada para sua equipe em março do ano passado. “Tenho uma psicóloga na minha equipe há mais ou menos dois anos. Não me lembro ao certo. Acredito que a resistência mental é provavelmente a coisa importante do tênis agora porque todas podem jogar no nível mais alto. Mas aquelas que são mais fortes mentalmente e suportam a pressão são as melhores. Então, eu sempre quis me desenvolver dessa forma”.

“Eu fui trabalhando com alguns outros psicólogos quando era mais jovem, mas a Daria foi a melhor, porque ela me entende e me conhece muito bem. Acho que ela pode ler a minha mente, o que é estranho, explica a jovem polonesa. “Ela também foi atleta e treinadora, então ela faz o pacote completo. Ela me fez mais inteligente, eu sei mais sobre o esporte e mais sobre psicologia e posso entender meus próprios sentimentos e dizê-los em voz alta. Então, ela aumenta o meu nível de confiança”.

Durante a primeira semana de Roland Garros, Swiatek já venceu a canhota tcheca Marketa Vondrousova (finalista no ano passado), e também passou pela veterana taiwanesa Su-Wei Hsieh e pela ex-top 5 Eugenie Bouchard. Sua próxima rival é a italiana vinda do quali Martina Trevisan, uma das surpresas do torneio e número 159 do ranking. Trevisan já venceu sete jogos seguidos em Paris e vem de uma expressiva vitória sobre a número 8 do mundo Kiki Bertens. Elas já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado.

“Eu já joguei contra ela em um ITF há alguns anos e perdi. Foi uma partida em Varsóvia, então eu estava muito estressada porque era na minha cidade natal e eu queria jogar bem. Mas eu acho que isso não vai importar, porque já faz muito tempo e agora estamos em um lugar totalmente diferente. É muito bom que ela tenha chegado às quartas de final depois de ter jogado o quali. Quero dizer, é incrível. Ainda não pude ver os jogos dela, porque estou tentando me concentrar apenas no meu tênis e descansar quando puder. Então, vamos nos preparar amanhã provavelmente e meu treinador vai me contar tudo sobre a tática”.