Geração 2000 já tem três campeãs de Grand Slam e cinco no top 30
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 13, 2021 às 8:10 pm

Emma Raducanu se juntou a Bianca Andreescu e Iga Swiatek entre as campeãs nascidas a partir de 2000 (Foto: Darren Carroll/USTA)

O título de Emma Raducanu no US Open foi o terceiro troféu de Grand Slam para uma jogadora nascida a partir de 2000. A britânica de 18 anos se junta à canadense Bianca Andreescu, que puxou a fila ao ser campeã em Nova York há duas temporadas. Já no ano passado, foi a vez de a polonesa Iga Swiatek vencer Roland Garros.

As conquistas de jogadoras tão jovens em grandes torneios acompanham um momento de renovação no ranking, já com três tenistas com até 21 anos entre as 20 melhores do mundo e cinco nessa faixa etária dentro do top 30. Entre as cem primeiras no ranking divulgado nesta segunda-feira, são 14 jogadoras nessa idade, algumas já com títulos no circuito da WTA e quase todas com pelo menos uma campanha de terceira rodada em Grand Slam na carreira.

Entre as tenistas com até 21 anos, Swiatek é a que está em melhor momento no ranking, ocupando atualmente a oitava posição. Apesar de não ter conseguido defender o título de Roland Garros, caindo nas quartas de final este ano, a polonesa faz uma temporada consistente. Ela chegou pelo menos às oitavas em todos os Grand Slam e conquistou títulos em Adelaide e Roma.

Gauff é a mais jovem do top 100, Andreescu cai
Jogadora mais jovem de todo o top 100, Coco Gauff é a 19ª do ranking aos 17 anos. Ela está com o melhor ranking da carreira, já tem dois títulos de WTA, e chegou recentemente às quartas em Roland Garros. Uma posição abaixo abaixo está Bianca Andreescu, já campeã de Grand Slam, e que perdeu os pontos do título do US Open de 2019. A canadense de 21 anos tem três títulos expressivos na carreira, já que também conquistou Indian Wells e Toronto há duas temporadas.

Ainda no top 30, aparecem as duas finalistas do US Open: Emma Raducanu saltou 127 posições depois de ter feito uma campanha impressionante, com dez vitórias seguidas desde o qualificatório até conquistar o título logo no segundo Grand Slam que disputava. Agora 23ª do mundo, a britânica só havia jogado antes em Wimbledon, quando aproveitou o convite e foi até as oitavas. A vice Leylah Fernandez também deu um bom salto, da 73ª para a 28ª posição do ranking. A canadense de 19 anos recém-completados tem um título de WTA, conquistado este ano em Monterrey, já venceu quatro tenistas do top 10, e agora também tem uma final de Slam no currículo.

Nova geração pode ter mais nomes chegando
As ucranianas Dayana Yastremska, de 21 anos e 53ª do ranking, e Marta Kostyuk, 56ª colocada aos 19 anos, são fortes candidatas a também surpreenderem em grandes torneios em um futuro próximo. Yastremska já tem três títulos de WTA, chegou a ocupar o 21º lugar do ranking no ano passado e chegou às oitavas de final de Wimbledon em 2019. Kostyuk está apenas uma posição abaixdo melhor ranking da carreira e este ano fez oitavas em Roland Garros.

Atrás delas aparecem Clara Tauson e Maria Camila Osorio, números 70 e 71 do mundo. Ambas já têm títulos de WTA, Tauson em Lyon e Osorio em Bogotá. A colombiana de 19 anos fez uma surpreendente campanha do quali até a terceira rodada na grama de Wimbledon, enquanto a dinamarquesa de 18 anos ainda não conseguiu passar da segunda rodada de torneios do Grand Slam, em quatro participações.

Um pouco abaixo está a russa Varvara Gracheva, de 21 anos e 77ª do ranking. Ela ainda não tem títulos ou finais de WTA na carreira, mas já chegou à terceira rodada em três Grand Slam, incluindo dois este ano, Roland Garros e US Open. Bem mais conhecidas são Amanda Anisimova, 81ª do mundo, e Anastasia Potapova, 89ª, ambas de 20 anos. Anisimova já foi semifinalista de Roland Garros em 2019, enquanto Potapova chegou à terceira fase na Austrália este ano. Ambas foram campeãs juvenis de Grand Slam e estiveram nas primeiras posições do ranking da categoria.

Também prodígios nos tempos de juvenil, a francesa Clara Burel e a norte-americana Claire Liu aparecem no 92º e no 96º lugar, respectivamente. Burel, de 20 anos, chegou à terceira rodada de Roland Garros no ano passado, enquanto Liu está com o melhor ranking da carreira nesta segunda-feira, aos 21 anos, apesar de ainda não ter passado da segunda fase de um Grand Slam.

Canhota de golpes potentes, Montgomery é campeã juvenil do US Open
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 11, 2021 às 8:27 pm

Robin Montgomery é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019 (Foto: Andrew Ong/USTA)

A nova geração do tênis feminino norte-americano voltou a mostrar força no torneio juvenil do US Open. A canhota Robin Montgomery, de 17 anos e oitava no ranking da categoria, conquistou o título depois de vencer a bielorrussa Kristina Dmitruk, sétima colocada, por 6/2 e 6/4 neste sábado em Nova York.

Montgomery é a primeira norte-americana a vencer o torneio juvenil do US Open desde 2017, quando Amanda Anisimova superou Coco Gauff na final. Lembrando que o torneio do ano passado não teve disputas pela chave juvenil. Nos últimos anos, Kayla Day (2016), Samantha Crawford (2012) e Grace Min (2011) também venceram o torneio. Destaque também para o vice-campeonato de Sofia Kenin em 2015.

A jovem norte-americana já é tratada como uma grande promessa do circuito desde 2019, ano em que ajudou a equipe norte-americana a ser campeã da Fed Cup Junior e também foi campeã do Orange Bowl com apenas 15 anos. Como profissional, já tem um título de ITF W25, conquistado no ano passado em Las Vegas e disputou o US Open de 2020 como convidada. Ela 365º lugar no ranking profissional da WTA.

Durante a final deste sábado, Montgomery chamou atenção pela potência de seus golpes, batendo muito forte na bola dos dois lados e causando muito dando com o backhand na cruzada. Ela também soube usar alguns golpes com mais spin durante os ralis. Depois de dominar o primeiro set, com duas quebras e sem enfrentar break-point. Dmitruk conseguiu uma quebra na abertura do segundo set e chegou a liderar por 4/2, mas Montgomery retomou o domínio da partida e venceu os últimos quatro games.

Montgomery também conquistou o título de duplas, em uma final com quatro norte-americanas em quadra. Ela e a compatriota Ashlyn Krueger venceram Reese Brantmeier e Elvina Kalieva por 5/7, 6/3 e 10-4.

Daniel Rincon é o segundo espanhol a vencer o torneio

Daniel Rincon treina na Rafa Nadal Academy e superou líder do ranking na final (Foto: Andrew Ong/USTA)

O título da chave masculina ficou com o espanhol Daniel Rincon, quinto no ranking juvenil, que venceu o chinês Juncheng Shang, líder do ranking mundial da categoria, por 6/2 e 7/6 (8-6). Rincon é o segundo espanhol a vencer a chave juvenil de simples no US Open, igualando-se a Javier Sanchez, em 1986.

Este foi o sétimo título de Rincon no circuito da ITF, sendo o quarto na temporada. O espanhol de 18 anos e que treina na Rafa Nadal Academy tem pouca experiência entre os profissionais, ocupando atualmente o 1.215º lugar no ranking da ATP, com seis pontos conquistados.

Os campeões de duplas foram Max Westphal, da França, e Coleman Wong, natural de Hong Kong. Eles venceram na final o ucraniano Viacheslav Bielinskyi e o búlgaro Petr Nesterov por 6/3, 5/7 e 10-1.

Jovens e filhas de imigrantes, Fernandez e Raducanu protagonizam final histórica
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 10, 2021 às 11:27 pm

Emma Raducanu, de 18 anos, disputa apenas o segundo Grand Slam da carreira e já está na final (Foto: Darren Carroll/USTA)

A final feminina do US Open é histórica por diferentes motivos. Leylah Fernandez, de 19 anos, e Emma Raducanu, 18, fazem um confronto da nova geração neste sábado, a partir das 17h (de Brasília). Nova York não assistia a uma final entre duas jogadoras tão jovens desde 1999, quando Serena Williams tinha 17 anos e superou Martina Hingis, 18, na decisão. Outro ponto em comum entre Fernandez e Raducanu está o fato de ambas serem filhas de imigrantes com heranças multiculturais.

Nascida em Montréal em setembro de 2002, Leylah Fernandez tem pai equatoriano e avós maternos das Filipinas. O pai, Jorge Fernandez, é também seu treinador, dividindo as funções com Romain Deridder. Já Raducanu tem pai romeno e mãe chinesa. Curiosamente, nasceu em Toronto, no Canadá, em novembro de 2002, mas sua família se mudou para Londres quando a filha única do casal tinha apenas dois anos. Toda a formação de Raducanu como tenista, incluindo o suporte médico, financeiro e de preparação física, foi fruto de um trabalho da Lawn Tennis Association, que desenvolve a modalidade no Reino Unido.

“Acho que ter uma mãe chinesa me fez aprender desde muito jovem a trabalhar duro e ter disciplina. Quando eu era mais jovem, eu me inspirava muito em Na Li, porque ela era muito competitiva. Ela tinha armas extremamente boas, ótimos movimentos e boa mentalidade, mas sua força interior e confiança realmente se destacaram para mim. Lembro-me de vê-la jogar com Schiavone na final de Roland Garros. Foi definitivamente uma partida longa e difícil. Mas a quantidade de força mental e resiliência que ela mostrou, naquele dia ainda fica na minha cabeça hoje”, disse Raducanu sobre sua fonte de inspiração.

A tenista ainda mantém um vínculo muito forte com a Romênia e tem a número 3 do mundo Simona Halep como fonte de inspiração. “Meu pai é romeno de Bucareste e a minha avó, Mamiya, ainda mora lá. Eu volto algumas vezes por ano e fico com ela. É muito bom. Eu amo a comida romena, e a comida da minha avó também é especial. Tenho muitos laços com Bucareste”, comentou durante o torneio de Wimbledon. Admiro muito a Simona Halep, pela movimentação dela e também a forma como ela luta e compete. Em algumas das situações do jogo, eu penso em competir da mesma forma que algumas jogadoras como a Halep fazem”.

Já Fernandez fica surpresa com a receptividade que o tênis está tendo nas Filipinas, apesar de não saber muito sobre a cultura do país. “Estou muito feliz em saber que todos nas Filipinas estão torcendo por mim e me apoiando. Infelizmente eu não sei muito sobre a cultura filipina, mas eu sei que minha família faz pratos incríveis. Espero que, quando eu voltar para o Canadá e visitá-los, façam um prato filipino especial. E mal posso esperar para aprender mais sobre a cultura no futuro”.

Duelo entre elas apenas no juvenil

Apesar da pouca diferença de idade, Fernandez e Raducanu nunca se enfrentaram pelo circuito profissional. Mas já tiveram um confronto pelo torneio juvenil de Wimbledon em 2018 e a britânica, então com 15 anos, levou a melhor. Esta é a primeira vez que o US Open tem uma final entre duas jogadoras que não são cabeças de chave. Raducanu é a número 150 do mundo e veio do quali, enquanto Fernandez é 73ª colocada. Ambas vão subir bastante no ranking, a canadense está saltando para o 27º lugar e pode ser a 19ª se for campeã, enquanto a britânica está indo para a 32ª posição, podendo alcançar o 24º posto em caso de título.

Raducanu tenta encerrar jejum britânico, Fernandez pode repetir Andreescu
Primeira jogadora vinda do qualificatório a disputar uma final de Grand Slam na Era Aberta, Raducanu é também a segunda tenista de fora do top 100 a chegar à decisão do US Open. Ela disputa apenas seu segundo Slam como profissional, repetindo o feito de Pam Shriver no US Open de 1978 ao atingir a final. Além disso, pode se tornar a primeira britânica a vencer um Grand Slam desde Virginia Wade, na grama de Wimbledon em 1977. Wade também foi a única britânica a vencer o US Open na Era Aberta, em 1968.

Já a história do tênis canadense no US Open é mais recente. Ao chegar à final, Leylah Fernandez se coloca em posição de repetir o feito de Bianca Andreescu em 2019. Há dois anos, Andreescu derrotou Serena Williams na final para conquistar seu primeiro e até hoje único título de Grand Slam. Curiosamente, ela tinha a mesma idade que sua compatriota. Outra canadense a disputar uma final de Slam recentemente foi Eugenie Bouchard, vice na grama de Wimbledon em 2014.

Com três jogos a mais, Raducanu passou menos tempo em quadra
Ainda sem perder sets no torneio, Raducanu venceu nove jogos seguidos em Nova York. E curiosamente, passou menos tempo em quadra do que Fernandez, que vem de quatro batalhas seguidas em três sets. A britânica acumula 7h42 em quadra durante a chave principal e mais 3h52 do quali. Com isso, tem 11h34 de tempo acumulado em quadra durante o torneio. Já Fernandez, que derrubou as campeãs do US Open Naomi Osaka e Angelique Kerber, a número 5 do mundo Elina Svitolina e a vice-líder do ranking Aryna Sabalenka, ficou em quadra por 12h45.

Quanto vale o título do US Open?
O prêmio em dinheiro para a campeã do US Open é de US$ 2,5 milhões, além de 2 mil pontos no ranking mundial da WTA. A vice-campeã recebe US$ 1,25 milhão e 1.300 pontos no ranking. Fernandez acumulou na carreira uma premiação de US$ 786.772, tendo conquistado um título de WTA no início deste ano em Monterrey e alcançado o 66º lugar do ranking. Já Raducanu, que não era nem top 300 há dois meses, quando recebeu convite em Wimbledon e chegou às oitavas, acumulou na carreira um prêmio de US$ 303.376.

Expectativas para a final de sábado
Raducanu acredita que o fato de ser uma jogadora jovem e sem precisar lidar com tanta pressão a ajudou na campanha até a final do US Open. “Honestamente, quando você é jovem, pode jogar completamente livre. Mas tenho certeza que quando for mais velha ou tiver mais experiência, acho que a situação vai virar e algumas jogadoras ainda mais jovens aparecerão. Mas agora estou apenas pensando no meu plano de jogo, como executá-lo. Isso foi o que me colocou nesta situação e é o que estou fazendo muito bem no momento”.

Já Fernandez se lembrou das vezes em que duvidaram de seu potencial. “Acho que muita gente duvidou de mim, da minha família e dos meus sonhos. Eles ficavam dizendo não, que eu não seria uma jogadora profissional, que deveria parar e apenas focar nos estudos. Lembro-me de uma professora que me disse para parar de jogar tênis, porque eu nunca iria conseguir, e deveria apenas me concentrar na escola”.

“Sabe de uma coisa, estou feliz que ela me disse isso, porque todos os dias tenho essa frase na minha cabeça e isso me faz querer continuar avançando, para provar à ela que posso alcançar tudo que eu sonhei. Mas isso é basicamente apenas a ponta do iceberg. Há muito mais coisas pelas quais passamos como família. Acho que agora posso dizer que fiz um ótimo trabalho na realização dos meus sonhos”.

Algoz de grandes nomes do circuito, ela se sente muito bem no Arthur Ashe Stadium e tem entretido o público. “Acho que tenho feito coisas incríveis. Estou apenas me divertindo, tentando produzir algo para o público aproveitar. Estou feliz que tudo o que estou fazendo na quadra, os fãs estão adorando e eu também estou adorando. Diremos que é um momento mágico”.

As chances de Fernandez e Raducanu nas semifinais
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 9, 2021 às 8:48 pm

Fernandez pode apostar nas variações de altura, peso e direção de bola para tentar quebrar o ritmo agressivo de Sabalenka (Foto: Darren Carroll/USTA)

Duas representantes da nova geração do tênis feminino disputam nesta quinta-feira as semifinais do US Open. A rodada começa com a canadense Leylah Fernandez, de 19 anos, desafiando a número 2 do mundo Aryna Sabalenka a partir das 20h (de Brasília). Na sequência, será a vez de Emma Raducanu, de 18 anos e vinda do qualificatório, enfrentar a grega Maria Sakkari, 18ª colocada. Apesar do favoritismo das adversárias mais experientes, Fernandez e Raducanu têm motivos para acreditar em suas chances.

Fernandez terá a missão de encarar uma das adversárias mais agressivas e de golpes mais potentes no circuito. Aryna Sabalenka é uma jogadora que prefere ter o total controle das ações dentro de quadra, sempre partindo para a definição dos pontos em poucas trocas de bola. Em seus melhores dias, é uma máquina de winners e não há muito o que fazer contra ela. Já nas atuações abaixo de seu melhor nível, acaba se perdendo com grande número de erros não-forçados e dá muitos pontos de graça.

A canadense até já enfrentou adversárias que tinham muito peso de bola no torneio e se saiu muito bem, tanto contra Naomi Osaka na terceira rodada, como diante de Angelique Kerber nas oitavas. Entre as duas, o estilo de Osaka lembra mais o de Sabalenka. Entre as soluções para a canadense estão as variações de altura e peso de bola, algo que ela faz bem desde que começou a se firmar no circuito da WTA. A ideia é tirar a bola da linha de cintura de Sabalenka e quebrar o ritmo da bielorrussa, levando a rival a cometer um número maior de erros.

Fernandez também passou no teste quando precisou controlar o ritmo do jogo. Foi assim no primeiro set e também em alguns momentos do terceiro contra Elina Svitolina nas quartas de final. A canadense conseguia mexer bastante a rival do fundo de quadra. Svitolina é uma jogadora que costuma se defender até melhor que Sabalenka, que pode se complicar se tiver que bater na bola em posições desconfortáveis. Manter a intensidade é outro ponto chave para tentar vencer a bielorrussa.

Raducanu vai precisar de boas devoluções contra Sakkari

Emma Raducanu precisa conter o saque da grega Maria Sakkari e tem boas estatísticas nas devoluções (Foto: Garrett Ellwood/USTA)

No caso de Emma Raducanu, vale prestar atenção no saque de Maria Sakkari. A grega fez uma partida impecável nesse quesito contra Karolina Pliskova na última quarta-feira. Sakkari não enfrentou break-points, cedeu apenas oito pontos nos games de saque e só perdeu dois pontos quando colocou o primeiro serviço em quadra.

A boa notícia para a britânica são as estatísticas favoráveis. Raducanu é a jogadora do torneio com maior percentual de pontos vencidos no saque das adversárias, 53%. E quando as rivais dependem do segundo serviço, venceu 61% dos pontos. Com isso, divide com Salenka a liderança entre as tenistas que mais conquistaram quebras de serviço no torneio, 22 para cada uma.

Raducanu tem oito vitórias seguidas no torneio, sendo três do qualificatório e mais cinco da chave principal. Durante o torneio, conseguiu vitórias muito contundentes contra nomes como a espanhola Sara Sorribes, a norte-americana Shelby Rogers e a suíça Belinda Bencic, número 12 do mundo e atual campeã olímpica. A britânica ainda não perdeu nenhum set sequer e tem mostrado um tênis bastante agressivo, capaz de equilibrar as ações do fundo de quadra contra Sakkari, uma jogadora que se destaca pelos golpes potentes e excelente preparo físico.

Atual 150ª do mundo, Raducanu é apenas a terceira jogadora de fora do top 100 a alcançar uma semifinal de US Open. Ela é também a primeira tenista vinda do qualificatório a chegar tão longe em Nova York. Apenas outras três mulheres vindas do quali conseguiram chegar tão longe em torneios do Grand Slam, a primeria foi Christine Dorey no Australian Open de 1978, seguida por Alexandra Stevenson na grama de Wimbledon em 1999 e pela argentina Nadia Podoroska, no saibro de Roland Garros em 2020.

Jovens brilham e US Open chega renovado às oitavas
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 5, 2021 às 5:02 am
Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

Leylah Fernandez e Carlos Alcaraz, ambos de 18 anos, são destaques da nova geração nas oitavas (Foto: Jennifer Pottheiser/USTA)

A edição de 2021 do US Open, que começou marcada pela ausência de campeões históricos como Roger Federer, Rafael Nadal e as irmãs Venus e Serena Williams, chega à fase de oitavas de final bastante renovada. Três destaques da nova geração do circuito, e com apenas 18 anos, a canadense Leylah Fernandez, a britânica Emma Raducanu e o espanhol Carlos Alcaraz são alguns dos estreantes na segunda semana em Nova York. A renovação também se dá com outros jovens como Jannik Sinner, Jenson Brooksby e Iga Swiatek, que fazem suas melhores campanhas no torneio aos 20 anos. E até mesmo tenistas mais experientes, mas que nunca chegaram tão longe em Nova York, também contribuem para o cenário de mudanças.

Alcaraz e Fernandez derrubaram favoritos

A rodada da última sexta-feira no Arthur Ashe Stadium premiou Alcaraz e Fernandez, que derrubaram grandes favoritos. O espanhol, 55º no ranking da ATP, foi responsável por eliminar o número 3 do mundo Stefanos Tsitsipas em uma batalha de cinco sets e com 4h07 de duração. “Não tenho palavras para explicar como estou me sentindo agora. Não acredito que venci Stefanos Tsitsipas em uma partida épica. Para mim é um sonho que se tornou realidade”, disse após sua primeira vitória contra um top 10. “Acho que sem a torcida não teria a oportunidade de jogar um ótimo quinto set e vencer. Eu estava fisicamente no meu limite no final do terceiro set e Stefanos começou o quarto set muito bem. No começo do quinto, tive que ser muito agressivo e jogar meu melhor tênis”.

Jogador mais jovem nas oitavas de um Grand Slam desde Andrei Medvedev 1992, e o mais novo nesta fase do US Open desde Michael Chang em 1989, Alcaraz não escapa de inúmeras comparações com os feitos de Rafael Nadal, mas busca seu próprio estilo. “Eu não copio nenhum estilo de jogador. Eu apenas jogo meu jogo. Mas se eu tiver que dizer um jogador parecido com meu jogo, acho que é o Federer. Eu acho parecido com o meu jogo, porque estou tentando ser agressivo o tempo todo”, comenta o espanhol que enfrenta o alemão vindo do quali Peter Gojowczyk, experiente tenista de 32 anos e 141º do ranking.

Também na sexta-feira, Fernandez conseguiu superar Naomi Osaka, bicampeã do Grand Slam nova-iorquino, com uma vitória de virada, depois de a japonesa ter sacado para o jogo ainda no segundo set. “Eu não estava realmente focada em Naomi. Eu estava focada apenas em mim mesma, no meu jogo e no que eu precisava fazer. Ter a torcida me apoiando a cada ponto foi incrível. Isso me deu energia para continuar lutando e correndo para as bolas que ela mandava. Eu estava feliz por ter sido capaz de dar um show para todos que vieram assistir”.

Atual 73ª do ranking, a canadense marcou sua segunda vitória contra top 10 e agora desafia a campeã de 2016 Angelique Kerber. “Desde muito jovem, eu sabia que seria capaz de vencer qualquer uma que estivesse na minha frente. Mesmo praticando esportes diferentes, eu sempre fui muito competitiva. Desde quando eu queria ganhar do meu pai no futebol, mesmo que fosse impossível. Sempre acreditei nisso. Mesmo quando a Naomi conseguiu uma quebra no segundo set, eu ainda acreditava. Disse a mim mesma que estava cada vez mais perto de encontrar uma solução e teria a chance de voltar para o jogo”.

Raducanu se inspirou nas façanhas de outros jovens

A britânica Emma Raducanu, 150ª do mundo, veio do quali em Nova York e venceu seis jogos seguidos. Também de 18 anos, ela reconhece que a inspiração de Fernandez e Alcaraz a fizeram acreditar mais em suas chances.

“Acho que ter tantos jogadores jovens chegando é muito bom para o tênis, porque mostra o quão forte é a próxima geração. Acho também que todos nos inspiramos a jogar melhor. Hoje, eu queria me juntar a eles na segunda semana também, então isso foi uma motivação extra. Os dois são pessoas muito, muito legais. Estou muito feliz por eles e por poder ir para a segunda semana”, disse a britânica que derrotou a espanhola Sara Sorribes na terceira rodada por 6/0 e 6/1. Ela também passou pela suíça Stefanie Voegele e pela chinesa Shuai Zhang na chave principal, além de ter superado o quali com três rodadas. Sua próxima rival é a norte-americana Shelby Rogers.

Sinner vem de uma dura batalha contra Monfils, agora enfrenra Zverev

O italiano Jannik Sinner já é uma realidade no circuito, ocupa o 16º lugar no ranking mundial com apenas 20 anos, e vem de uma batalha de cinco sets contra Gael Monfils para chegar às oitavas de final em Nova York pela primeira vez na carreira. Em suas duas únicas participações anteriores, Sinner não havia passado da rodada de estreia.

“Estou muito feliz. Obviamente não foi fácil jogar contra ele. Joguei bem os dois primeiros sets e também o terceiro. Então ele começou a crescer no jogo. Comecei a errar, o que é normal, e tive manter o foco no presente. Acho que hoje, essa foi a chave. Para mim, é a primeira vez que estou aqui na segunda semana, aqui em Nova York, é uma sensação ótima, obviamente. Você sempre tenta fazer cada vez melhor”, disse após a vitória por 7/6, 6/2, 4/6, 4/6 e 6/4. O italiano agora desafia o número 4 do mundo Alexander Zverev, contra quem tem uma vitória e uma derrota.

Swiatek se orgulha de sua consistência

Oitava colocada no ranking da WTA e campeã de Roland Garros no ano passado, a jovem polonesa de 20 anos Iga Swiatek conseguiu uma marca bastante expressiva. Ela é a única jogadora do circuito a atingir as oitavas de final em todos os quatro Grand Slam de 2021. “É muito emocionante. Esta é a minha primeira vez nas oitavas do US Open e estou muito orgulhosa disso. Não importa qual será o meu resultado final, mas mesmo assim fizemos um ótimo trabalho. Estar nas oitavas de todos os Grand Slams deste ano mostra que realmente estou indo no caminho certo”, disse depois de superar a estoniana Anett Kontaveit no último sábado por 6/3, 4/6 e 6/3.

“Eu estava pensando nisso há dois dias, que basicamente esta é o único ano em que não tive nenhuma lesão e não precisei que lidar com isso. As coisas são mais fáceis quando meu corpo está realmente me ouvindo. Estou muito orgulhosa da minha equipe e muito grata por receber toda a ajuda de que preciso. Muito feliz por ser consistente. Mas eu sei que sem eles não estaria aqui”, revela a polonesa, que agora encara a campeã olímpica Belinda Bencic.

Brooksby desafia o número 1 Novak Djokovic

Outro jovem debutante nas oitavas de final de um Grand Slam, o norte-americano de 20 anos Jenson Brooksby segue aproveitando o convite oferecido pelos organizadores. Destaque nos torneios de nível challenger no primeiro semestre, com três títulos, ele começou a temporada apenas no 314º lugar do ranking, mas já é o 99º do mundo. Durante o verão americano, disputou sua primeira final de ATP na grama de Newport e foi semifinalista em Washington. Com isso, saltou no ranking e chamou a atenção da direção do US Open. Em Nova York, já passou por Mikael Ymer, Taylor Fritz e Aslan Karatsev. Agora, tem a missão de enfrentar o número 1 do mundo Novak Djokovic.

“Será um grande desafio, um dos mais difíceis que se pode ter. Mas estou realmente acreditando em mim mesmo. Ainda mais pelo que estou mostrando por aí até agora. Tenho uma grande equipe ao meu redor para ajudar a me recuperar. Será uma batalha no Ashe, e tenho certeza de que será muito emocionante. A torcida vai lotar o estádio e estou animado para ver como posso me concentrar, como posso jogar bem contra um dos maiores jogadores e com um grande público em quadra”.

Mais estreantes nas oitavas de final

A lista de estreantes nas oitavas de final do US Open não conta apenas com tenistas da nova geração. Atual campeã de Roland Garros, a tcheca de 25 anos Barbora Krejcikova disputa a chave principal de simples pela primeira vez em Nova York. A número 9 do mundo construiu uma carreira sólida nas duplas e só entrou no top 100 de simples no ano passado, tendo uma rápida escalada até o top 10 e ao primeiro Grand Slam na disputa individual. Sua próxima rival é a espanhola Garbiñe Muguruza, décima colocada. Elas já se enfrentaram duas vezes este ano, com uma vitória para cada lado.

Na chave masculina, são vários os estreantes nas oitavas: Os alemães Oscar Otte, de 28 anos e 144º do ranking, e Peter Gojowczyk, de 32 anos e 141º colocado, vieram do quali. Otte enfrenta o italiano Matteo Berrettini, enquanto Gojowczyk é o próximo adversário de Alcaraz. Outro atleta vindo do quali a atingir as otavas é o holandês Botic Van de Zandschulp, de 25 anos e 117º do ranking. Ele já eliminou o cabeça 8 Casper Ruud e vai enfrentar o argentino Diego Schwartzman. Além deles, destaque também para o confronto entre o norte-americano Reilly Opelka, 24º do mundo, e o sul-africano Lloyd Harris, 46º colocado. Os dois tenistas de 24 anos fazem ótimas temporadas no circuito e alcançam esta fase em um Grand Slam pela primeira vez.

Andreescu e Aliassime também vivos na disputa
Além da estreante Leylah Fernandez, o Canadá ainda conta com mais dois nomes da nova geração nas oitavas de final. Campeã em 2019 e número 7 do mundo Bianca Andreescu nunca perdeu um jogo de US Open, já que não atuou na edição passada. Invicta há dez jogos em Nova York, a jogadora de 21 anos encara a grega Maria Sakkari. Também com 21 anos, o número 15 da ATP Felix Auger-Aliassime repete a campanha do ano passado e enfrenta o norte-americano Frances Tiafoe em busca de quartas inéditas.

 

Canhota de 18 anos, Fernandez desafia Osaka nesta sexta
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 3, 2021 às 7:07 pm

Leylah Fernandez já faz seu melhor resultado no US Open e busca uma inédita campanha até as oitavas em Grand Slam

Adversária de Naomi Osaka na terceira rodada do US Open, a canadense Leylah Fernandez tenta surpreender a japonesa nesta sexta-feira, a partir das 20h (de Brasília). Fernandez, de apenas de 18 anos e atual 73ª do mundo, é a terceira jogadora mais jovem no atual top 100 e já tem um título de WTA na carreira, conquistado no início da temporada em Monterrey. Nas fases iniciais do US Open, superou sem perder sets adversárias experientes no circuito, a croata Ana Konjuh a estoniana Kaia Kanepi, para garantir o melhor resultado da carreira em Nova York e igualar sua melhor performance em Grand Slam, alcançada no ano passado em Roland Garros. Ela agora busca oitavas inéditas.

Canhota e com apenas 1,68m, Fernandez tem como características a aplicação tática e as variações jogo, para compensar a falta de tanto peso de bola. Ex-líder do ranking juvenil e campeã de Roland Garros na categoria em 2019, ela rapidamente conseguiu se firmar entre as 100 melhores do mundo, alcançando essa marca ainda em setembro de 2020. Já na atual temporada, atingiu em junho o melhor ranking da carreira, quando ocupou o 66º lugar.

“Quero conquistar meu espaço no circuito e ser considerada uma campeã”, disse Fernandez, em entrevista ao site da ITF no ano passado. “Amo o tênis e realmente acredito que sou competitiva. Acho que ter essas características vai me ajudar a chegar lá. Também foco em ter uma ótima inteligência tática, acreditando no meu estilo e utilizando outros atletas de diferentes modalidades como motivação. Não sou tão alta quanto as outras jogadoras do circuito, então presumo que houve momentos em que fui subestimada”.

Um dos segredos para a evolução da jovem tenista foi observar atletas de diferentes épocas e modalidades, como os casos de Pelé e Lionel Messi no futebol, Mike Tyson e Floyd Mayweather no boxe, além de Sidney Crosby, Wayne Gretzky do hóquei. Tudo isso para que ela formasse seu próprio estilo de jogo. “Meu pai [e o técnico Jorge Fernandez] insiste que eu estude diferentes modalidades esportivas para entender que minha estatura é perfeita para minha personalidade e habilidades. Eu observo sua criatividade, singularidade, uso de ângulos, velocidade, defesa agressiva e a fluidez de seus movimentos”

Diante de Osaka, em confronto inédito no circuito, Fernandez vai em busca de sua segunda vitória contra top 10 na carreira. A primeira foi diante da suíça Belinda Bencic, então número 5 do mundo, durante a Copa Billie Jean King em fevereiro de 2020. “A vitória sobre a Bencic realmente me deu a confiança de que posso jogar no nível de uma jogadora do top 5. Tenho muitos objetivos para o meu futuro e carreira e gostaria de continuar a enfrentando adversárias do top 5 e do top 10 de nível e derrotar esses tipos de jogadoras durante a temporada”.

Destaque em Wimbledon, Raducanu fura quali em NY
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 27, 2021 às 11:23 pm

Emma Raducanu, de 18 anos, havia chegado às oitavas em Wimbledon e agora furou o quali do US Open (Foto: Darren Carroll/USTA)

Depois de se destacar durante o torneio de Wimbledon, ao receber convite e chegar às oitavas de final, a britânica de 18 anos Emma Raducanu disputará seu segundo Grand Slam. Ela furou o qualificatório do US Open e garantiu vaga na chave principal depois de superar nesta sexta-feira a egípcia Mayar Sherif por 6/1 e 6/4.

Durante a semana, Raducanu também passou pela holandesa Bibiane Schoofs e a georgiana Mariam Bolkvadze. A atual 150ª do ranking estreia na chave principal contra a norte-americana Jennifer Brady, número 14 do mundo. Já Sherif, apesar da derrota, herdou uma vaga de lucky-loser e enfrenta a ucraniana Anhelina Kalinina.

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Outra jovem jogadora a furar o quali foi a sérvia de 20 anos Olga Danilovic, que derrotou a norte-americana Caroline Dolehide por 6/4, 0/6 e 6/2. Ela agora enfrenta outra jovem tenista de 20 anos, a convidada local Alycia Parks.

Primeiro Slam para Galfi, Masarova e Parrizas
A húngara Dalma Galfi, ex-líder do ranking juvenil, garantiu vaga em seu primeiro Slam aos 23 anos depois de vencer a romena Monica Niculescu. Na mesma situação está a espanhola de 22 anos Rebeka Masarova, que já foi número 2 juvenil, e derrotou a romena Jaqueline Cristian por 2/6, 6/2 e 6/4. Na chave, Galfi enfrenta a croata Petra Martic e Masarova encara a romena Ana Bogan.

Já a espanhola de 30 anos Nuria Parrizas Diaz conseguiu finalmente uma vaga em Slam. Ela venceu a húngara Reka-Luca Jani por 6/3 e 6/2. Sua próxima rival será a russa Varvara Gracheva.

Konjuh, Marino e Schmiedlova conseguem furar o quali
Jogadoras que estão voltando ao circuito, como a canadense Rebecca Marino e a croata Ana Konjuh também conseguiram vagas na chave principal do US Open. Marino vai desafiar a número 6 do mundo Elina Svitolina, enquanto Konjuh encara a jovem canadense de 18 anos Leylah Fernandez. Outras duas top 10 conheceram rivais vindas do quali, a tcheca Barbora Krejcikova encara a australiana Astra Sharma, enquanto a polonesa Iga Swiatek duela com a norte-americana Jamie Loeb.

Havia chance de uma jovem tenista de 16 anos, a norte-americana Reese Brantmeier, conseguir vaga na chave. Mas ela perdeu na fase final do quali para a eslovaca Anna Schmiedlova por 7/6 (7-5) e 6/3. Schmiedlova, que já foi top 30 e é atual 92ª do ranking aos 26 anos, encara outra adversária muito nova, a convidada de 17 anos Ashlyn Krueger. O convite de Krueger veio por ela conseguir uma façanha muito rara no Orange Bowl, ao vencer as categorias de 16 e 18 anos de forma consecutiva, repetindo um feito de Bianca Andreescu.

Invictos, brasileiros garantem vaga na Davis Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 13, 2021 às 9:55 pm

Brasileiros venceram Peru, Equador, Uruguai e Colômbia. Final será contra a Argentina (Foto: Divulgação/CBT)

Com uma campanha invicta na fase de grupos, a equipe masculina do Brasil garantiu vaga na final do Sul-Americano de 16 anos, que é disputado em quadras de saibro em Assunção. Além disso, os brasileiros também estão classificados para a Copa Davis Júnior, que será disputada entre os dias 28 de setembro e 3 de outubro na Turquia.

O Brasil superou a Colômbia por 3 a 0 nesta sexta-feira. A série começou com o paulista Henrique Brito vencendo Alejandro Bravo por duplo 6/1, depois o paranaense Matheus Lima passou por Samuel Heredia por 6/1 e 6/2. Já nas duplas, Henrique Brito e o paulista Luis Felipe Carvalho venceram Alejandro Bravo e Samuel Heredia por 6/4 e 6/1.

Os brasileiros também já haviam vencido as equipes do Peru, Equador e Uruguai. Eles enfrentam a Argentina no sábado, valendo o título. O capitão da equipe nacional é Rodrigo Ferreiro.

Meninas disputam o terceiro lugar
Já a equipe feminina perdeu para a Bolívia por 2 a 1, e encerrou a fase de classificação com duas vitórias e duas derrotas. Comandadas por Fernanda Ferreira, as brasileiras ficaram na segunda posição do grupo e ainda podem se classificar para a Copa Billie Jean King Júnior em caso de vitória no sábado contra o Chile. O título será decidido por Argentina e Peru.

Na série contra a Bolívia, a paulista Olivia Carneiro perdeu para Natalia Trigosso por 6/0 e 6/3, mas a catarinense Carolina Laydner empatou a série ao vencer Catalina Padilla por 7/6 (7-3) e 6/4. A definição ficou para o jogo de duplas, em que as bolivianas Padilla e Trigosso venceram Carolina Laydner e a carioca Gabriela Felix por duplo 6/4. Antes desses confrontos, as brasileiras venceram paraguaias e colombianas, antes de perderem para a equipe da Argentina.

Como a medalha pode mudar formação de nossas tenistas
Por Mario Sérgio Cruz
julho 31, 2021 às 4:08 pm
Luísa Stefani e Laura Pigossi deram a primeira medalha olímpica da história do tênis brasileiro. (Foto Kopatsch/Sato/Sidorjak)

Luísa Stefani e Laura Pigossi deram a primeira medalha olímpica da história do tênis brasileiro. (Foto Kopatsch/Sato/Sidorjak)

A primeira medalha olímpica na história do tênis brasileiro pode dar início a uma mudança na maneira como o esporte é praticado no país, especialmente para as nossas meninas e mulheres. Muito além do discurso da maior exposição e o consequente aumento de pessoas interessadas na modalidade, o bronze Luísa Stefani e Laura Pigossi em Tóquio deixa uma lição a respeito da formação de nossas jogadoras. É possível ter um ganho técnico significativo ao ver como essas meninas jogam no alto nível.

O que se viu em Tóquio são jogadoras que buscam um tênis mais moderno e condizente com o que é jogado na elite do circuito. Mas quando visitamos um torneio juvenil ou profissional, costumeiramente vemos as brasileiras e demais sul-americanas muito atrás da linha de base, usando bolas mais altas e tendo que se defender muito a cada ponto. É um modelo adotado devido ao grandes número de quadras de saibro no país. Mas que não faz mais sentido para quem pensa no alto nível. Em primeiro lugar, porque o circuito é cada vez mais focado nas quadras duras, e segundo porque mesmo as campeãs de grandes torneios no saibro já não jogam mais assim há muito tempo.

Entre as explicações para isso está a falta de técnicos conectados com a elite do tênis feminino profissional. Temos a ótima Roberta Burzagli, capitã da equipe brasileira na Copa Billie Jean King e que chegou a viajar o circuito e acompanhar juvenis estrangeiras nos torneios do Grand Slam. Mas ela não pode ser a única. A formação de tenistas no Brasil ainda é muito focada no circuito masculino. Isso vai desde a designação dos técnicos nos centros de treinamento, passa pelo número de torneios promovidos no país (cenário que tem mudado nos últimos anos) e chega até a destinação de repasses de projetos olímpicos. Se as oportunidades de intercâmbio e recursos para nossos tenistas já não são muitas, para as meninas é menos ainda.

Não por acaso, o Brasil ficou entre 1989 e 2013 sem ter uma jogadora no top 100 do ranking. Ou até 2014 sem uma representante numa chave principal de Grand Slam. Ou até 2015 sem uma campeã de WTA. Coube à pernambucana Teliana Pereira derrubar todas essas escritas durante a década passada, ainda com um jogo típico de saibro sul-americano. Brilhantemente chegou ao seu limite, o 43º lugar do ranking e dois títulos em seu piso favorito, mas mostrou que o caminho era possível. A atual número 1 do Brasil em simples, Beatriz Haddad, chegou a ser 58ª do mundo e vai seguindo essa rota, já com um tênis mais moderno. Aos 25 anos, tem potencial enorme para ir além.

Também não é por acaso que todo ano o Brasil coloque dois ou três jogadores em chaves juvenis de Grand Slam e nas primeiras posições do ranking da categoria. A participação dos meninos é frequente, e muitas vezes com merecido destaque. Já entre as meninas, foram poucas as que tiveram essas oportunidades em Grand Slam. Bia, Laura e Stefani felizmente puderam vivenciar esse ambiente do alto nível desde muito novas. A esperança é de que mais meninas tenham essas mesmas chances e cresçam no circuito.

Vaga conquistada de última hora

Stefani e Pigossi conquistaram a vaga olímpica de última hora, confirmada apenas no dia 16 de julho, uma semana antes da abertura dos Jogos de Tóquio. Brasileira mais bem colocada no ranking de duplas, Luísa Stefani é atual 23ª colocada e poderia ter garantido sua classificação direta se estivesse no top 10 logo após Roland Garros. Como não foi possível, a chance estaria estaria no ranking combinado entre as duas jogadoras. A escolha da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) foi de inscrevê-la junto com Pigossi, (então 190ª colocada e atual 188ª), e esperar por desistências, que de fato aconteceram. Destaque também para o rápido entrosamento da parceria, que disputou apenas três torneios lado a lado, o último no confronto contra a Alemanha na Fed Cup do ano passado.

Caminhos distintos e evolução no exterior
Apesar de ambas terem sido juvenis de destaque, as medalhistas de bronze trilharam caminhos distintos e tiveram grande parte de suas formações fora do Brasil. Luísa Stefani, de 23 anos e nascida em São Paulo, teve grande parte de sua formação como tenista nos Estados Unidos. A família se mudou para a Flórida em 2011, quando ela tinha apenas 14 anos, para que Luísa e o irmão Arthur tivessem mais oportunidades no esporte e pudessem também desenvolver a língua inglesa. 

Também paulista, Laura Pigossi está com 26 anos e se mudou para a Espanha há cinco temporadas, trocando a equipe inteira, disposta a dar um salto qualitativo em seu nível de tênis. A nítida evolução de Pigossi no piso duro era vista quando a jogadora, apenas 326ª no ranking de simples, conseguia ser agressiva nas devoluções e sustentar ralis de fundo com jogadoras que estão na primeira prateleira do circuito individual, como Karolina Pliskova, Marketa Vondrousova e Jessica Pegula. Também mostrou alto nível para jogar no piso duro quando foi escolhida para defender o Brasil no confronto da Copa Billie Jean King contra a Polônia, em abril, e teve grandes atuações, com uma vitória e uma derrota nos detalhes contra rivais melhor colocadas. Na atual temporada, tem 22 vitórias em simples, sendo 21 em quadras sintéticas, e só uma no saibro.

Já Stefani, que treina na Saddlebrook Academy e jogou o circuito universitário por Pepperdine, tem se destacado no circuito de duplas nos últimos anos, especialmente ao lado da norte-americana Hayley Carter. Juntas, elas venceram dois torneios da WTA, em Tashkent (2019) e Lexington (2020) e disputaram outras seis finais. Só em 2021, já decidiram os WTA 500 de Abu Dhabi e Adelaide e também o WTA 1000 de Miami.

Seu técnico, o indiano Sanjay Singh, treinou o exímio duplista Leander Paes e falou a TenisBrasil no ano passado sobre a versatilidade de Stefani. “Ela é uma jogadora difícil de enfrentar. Ninguém consegue dar uma passada quando ela está na rede. As jogadoras não fazem ideia de como fazer. Ela define os pontos muito rápido e as adversárias se assustam com ela na rede. Então se ela tiver uma boa parceira, que saca e joga bem do fundo de quadra, ela toma conta de toda a rede. É como um cheetah“, explicou o treinador.

Brasileiras derrubaram favoritas

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A caminhada olímpica das brasileiras em Tóquio começou com uma vitória por 7/6 (7-3) e 6/4 sobre as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman, cabeças de chave 7 do torneio. Curiosamente, Dabrowski será parceira de Stefani no segundo semestre. Veio os confronto das oitavas contra as tchecas Marketa Vondrousova e Karolina Pliskova, duas tenistas que priorizam o jogo de simples e vivem ótimo momento. Tanto é que Vondrousova foi medalhista de prata em Tóquio e Pliskova chegou à final de Wimbledon há três semanas. As brasileiras salvaram quatro match points para vencer por 2/6, 6/4 e 13-11.

A vaga nas quartas já garantia a Stefani e Pigossi a melhor campanha da história do tênis feminino brasileiro em Jogos Olímpicos. Havia a missão de enfrentar Bethanie Mattek-Sands, uma lenda do jogo de duplas, com cinco títulos de Grand Slam na modalidade, além de mais um Slam e um ouro olímpico nas duplas mistas, e sua parceira Jessica Pegula. As brasileiras novamente começaram atrás, mas venceram as norte-americanas por 1/6, 6/3 e 10-6.

A semifinal foi o único revés das brasileiras que perderam para as suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic, que venceram por 7/5 e 6/3, sendo que Stefani e Pigossi chegaram a liderar o set inicial por 4/0 e tiveram um set point. “No momento estamos bem frustradas, mas vamos falar com nossos técnicos para ver onde podemos melhorar e dar a volta por cima. Temos que lembrar a semana que fizemos e onde estamos”, afirmou Pigossi, logo após a partida. Stefani completou: “É mudar a cabeça para não cometer os mesmos erros. Dá para xingar e lamentar por umas duas horas, mas depois a gente volta com a cabeça pronta”.

Bronze contra finalistas de WimbledonE7nJmNbVIAA3PjrNa disputa pelo bronze, havia mais uma dupla favorita pela frente. As brasileiras enfrentaram as russas Elena Vesnina e Veronika Kudermetova, finalistas de Wimbledon recentemente. Vesnina é outra ex-número 1 do mundo em duplas e tem três títulos de Grand Slam. A parceria do Comitê Olímpico Russo venceu o primeiro set, aproveitando-se de um ótimo início de partida e de um momento de maior tensão das brasileiras.

Com mais confiança e mudanças no jogo, a partida mudou. Pigossi estava cada vez mais à vontade do fundo de quadra, trocando bola com Kudermetova e devolvendo firme. Isso embalou Stefani, que já abandonava a tática de tentar os lobs para responder os saques da rivais e também exercia pressão. Após um 6/4 para cada lado nos dois sets regulares, a decisão ficou para o match tiebeak, em que as russas abriram vantagem no início e chegaram a ter quatro match points quando venciam por 9-5, mas Stefani e Pigossi foram brilhantes nos momentos de maior pressão e conseguiram vencer seis pontos seguidos para virar o jogo e fazer história.

“Ainda não caiu a ficha do quanto isso é importante. Entramos na competição de última hora, aos 45 do segundo tempo, e fizemos valer a pena. Aproveitamos cada momento, cada partida, para representar o tênis brasileiro da melhor maneira e estamos muito felizes de trazer a medalha para casa”, comemorou Luisa Stefani após a partida. Pigossi emendou: “Nós nunca deixamos de acreditar que podíamos. Desde que recebemos a confirmação da classificação, sabíamos que poderíamos jogar de igual para igual contra todas que estão aqui. A derrota na semifinal foi muito dura, mas tivemos forças para reorganizar, juntar energias e defender as cores do Brasil da melhor maneira”.

Stefani também espera que a conquista também motive uma nova geração de jogadoras. “Não há nada mais importante do que representar o Brasil. É uma conquista brilhante. Talvez nos traga mais jogadoras no Brasil e motive mais meninas a jogar tênis. Isso é o que é maravilhoso no esporte: quero ver o esporte brasileiro crescer, para que sejamos mais importantes no cenário dos esportes, especialmente para as meninas”.

Retorno de Osaka valoriza o tênis nas Olimpíadas
Por Mario Sérgio Cruz
julho 23, 2021 às 10:32 pm

Primeira tenista na história a acender a pira olímpica, Osaka atrai diferentes olhares para a modalidade

Não haveria melhor ocasião para que Naomi Osaka voltasse a brilhar que não fosse os Jogos Olímpicos de Tóquio. Escolhida para acender a pira olímpica nesta sexta-feira, a japonesa de 23 anos se tornou a primeira tenista a protagonizar o ato em toda a história dos Jogos. Seu retorno às competições faz do tênis um dos esportes mais valorizados em Tóquio e atrai olhares que ‘furam a bolha’ da modalidade. As atenções voltadas para a japonesa ainda subvertem a ideia de um Torneio Olímpico esvaziado após as ausências de nomes como as irmãs Venus e Serena Williams, Roger Federer e Rafael Nadal.

Todos estão curiosos para saber em que nível Osaka voltará às quadras. E além disso, ouvir o que ela tem a dizer. A Olimpíada de Tóquio é sua primeira competição desde a japonesa revelou sofrer com crises de depressão e que ficaria um tempo longe das quadras para cuidar de saúde mental. Com isso, abandonou a disputa de Roland Garros antes de atuar pela segunda rodada e sequer disputou Wimbledon na breve temporada de grama do circuito. Tudo isso, em meio à polêmica sobre obrigatoriedade das entrevistas coletivas nos torneios.

Nesse intervalo de quase dois meses longe das competições, Osaka publicou um artigo na revista norte-americana Time, em que reiterou suas posições. A atual número 2 do mundo reforça que nunca teve problemas com os profissionais de imprensa, mas que o formato adotado pelo circuito precisa de mudanças. “O problema nunca foi a imprensa, mas sim com o formato tradicional das entrevistas coletivas. Vou repetir: eu amo a imprensa, sempre gostei de um relacionamento incrível com a mídia e já dei inúmeras entrevistas mais detalhadas e individuais. Mas não amo as entrevistas coletivas”.

“Com exceção às superestrelas, que estão por no circuito há muito mais tempo do que eu (Novak, Roger, Rafa e Serena), penso que dediquei mais tempo à imprensa do que muitos outros jogadores nos últimos anos. Sempre tento responder com sinceridade e de coração. Nunca tive media-training”, argumentou a vencedora de quatro títulos de Grand Slam.

“Na minha opinião (e não estou falando em nome dos outros tenistas), o formato de entrevistas coletivas está desgastado e carece muito de uma atualização. Acredito que podemos torná-lo melhor, mais interessante e mais agradável para os dois lados. A maioria dos jornalistas que cobrem o circuito não concorda, e uma das principais preocupações era que eu pudesse abrir um precedente perigoso. Mas que eu saiba, ninguém no tênis deixou de dar uma entrevista desde então. A intenção nunca foi inspirar revolta, mas sim olhar criticamente nosso local de trabalho e perguntar se podemos fazer melhor”.

O caminho de Osaka nas Olimpíadas de Tóquio

A estreia de Osaka em Tóquio será contra a chinesa Saisai Zheng, 52ª do ranking. As duas asiáticas já se enfrentaram três vezes pelo circuito profissional, com duas vitórias da japonesa. Caso vença sua partida de estreia, a japonesa pode enfrentar a suíça Viktorija Golubic ou a jovem colombiana de 19 anos Maria Camila Osorio.

A holandesa Kiki Bertens, cabeça 16, que está em sua última temporada no circuito pode cruzar o caminho de Osaka nas oitavas. Ainda mais perigosa é a polonesa Iga Swiatek, campeã de Roland Garros no ano passado e número 8 do mundo, que está no mesmo quadrante. Swiatek estreia contra a alemã Mona Barthel e tem como cabeça de chave mais próxima a belga Elise Mertens.

No mesmo lado da chave estão Elina Svitolina e Karolina Pliskova, possíveis adversárias em uma eventual semifinal olímpica, que já a colocaria na disputa por medalhas. O setor também tem nomes como Maria Sakkari e Jennifer Brady. Já o outro lado da chave é liderado pela número 1 do mundo e campeã de Wimbledon Ashleigh Barty e tem outras fortes candidatas como a campeã de Roland Garros Barbora Krejcikova e a terceira colocada do ranking Aryna Sabalenka.

Japonesa já começa a transcender o esporte
Osaka caminha para ser uma daquelas figuras que transcendem o esporte que pratica. Negra e filha do imigrante haitiano Leonard François, ela sofreu na pele com o racismo dentro do próprio país. Isso se manifestava desde a desconfiança de colegas japonesas no esporte, ou até mesmo às declarações abertamente preconceituosas, como a de uma dupla de comediantes que sugeriu em 2019 que a jogadora usasse água sanitária na pele. Sua família, também composta pela mãe, Tamaki, e pela irmã mais velha, Mari, se mudou para os Estados Unidos quando as meninas ainda eram crianças e a inspiração para que Naomi e Mari jogassem tênis veio após o pai assistir a uma partida entre as irmãs Venus e Serena Williams pela TV.

Voz atuante na luta antirracista, Osaka participou dos protestos em dois casos com de violência policial contra homens negros nos Estados Unidos que ganharam repercussão nacional no ano passado, as mortes de George Floyd no mês de maio em Minneapolis e de Jacob Blake em Kenosha, Wisconsin, no mês de agosto. A tenista chegou a anunciar que não entraria em quadra por uma rodada do WTA 1000 de Cincinnati após a morte de Blake, seguindo um protesto adotado por diferentes ligas esportivas norte-americanas, e a organização do torneio paralisou a competição por um dia. No US Open, utilizou sete máscaras com os nomes de personalidades negras que foram mortas por policiais ou por crimes de ódio, ampliando a repercussão sobre todos esses casos. Familiares dessas vítimas estiveram em contato com a tenista e apoiaram a iniciativa.

A combinação entre grandes resultados em quadra e sua postura firme em questões de interesse social atrai o interesse de patrocinadores, que buscam em vincular suas marcas a uma atleta de tamanha influência para as novas gerações. Segundo o estudo da revista norte-americana ForbesOsaka é a atleta mais bem paga do mundo. No período de 12 meses analisado pelo levantamento, ela recebeu US$ 37,4 milhões. Desse valor, US$ 3,4 milhões são de premiações de torneios, enquanto outros US$ 34 milhões são de contratos de patrocínio.

Apoio no debate sobre a saúde mental
Já às vésperas de Roland Garros, em meio à polêmica sobre a obrigatoriedade das entrevistas, reacendeu o debate sobre discutir a saúde mental no esporte de alto rendimento. Em seu artigo para a Time, ela agradeceu às mensagens de apoio que recebeu de atletas de diferentes modalidades, personalidades, e também de pessoas anônimas, mas que também sofriam dos mesmos problemas que ela. “Ficou evidente para mim que literalmente todo mundo sofre de problemas relacionados à saúde mental ou conhece alguém que sofre. O número de mensagens que recebi de um grande número de pessoas confirma isso”, afirma a tenista de 23 anos.

“Quero agradecer a todos que me apoiaram. São muitos para citar, mas quero começar com minha família e amigos, que têm sido incríveis. Não há nada mais importante do que esses relacionamentos. Também quero agradecer a todas as personalidades que me incentivaram e ofereceram palavras tão amáveis: Michelle Obama, Michael Phelps, Steph Curry, Novak Djokovic, Meghan Markle, para citar alguns. Além disso, sou eternamente grata a todos os meus parceiros. Embora não esteja surpresa, ao escolher propositalmente patrocinadores que são liberais, empáticos e progressistas. Sou extremamente grata. Michael Phelps me disse que, ao falar sobre isso, posso estar salvando uma vida. Se isso for verdade, então valeu a pena”.