Invicto, Brasil conquista o Sul-Americano de 16 anos
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 13, 2022 às 9:02 pm

Brasileiros venceram todos os 12 jogos da semana em simples e duplas e perderam apenas um set (Foto: Omar Erre)

Um dia depois de garantir sua vaga na Copa Davis Júnior, o Brasil fechou de forma invicta sua campanha no Sul-Americano de 16 anos masculino e conquistou o título da competição disputada nas quadras de saibro de Tucuman, na Argentina. Os brasileiros venceram a final deste sábado contra contra o Paraguai por 2 a 0.

No primeiro jogo da série, o paranaense Gustavo de Almeida derrotou Alex Nuñez por 6/1 e 6/0. Pouco depois, foi a vez de o carioca João Fonseca vencer a partida que decidiu o título. Ele marcou 6/1 e 6/0 contra Thiago Drozdowski.

Durante a semana, o Brasil venceu todos os confrontos por 3 a 0 e liderou com folga o Grupo A da competição. A equipe do capitão Rodrigo Ferreiro ainda contou com Pedro Rodrigues. Os brasileiros haviam passado por Chile, Bolívia, Uruguai e Argentina na fase de grupos do torneio.

Além de vencerem todas as 12 partidas da semana, os tenistas brasileiros perderam apenas um set em 25 disputados na competição. Fonseca venceu quatro jogos em simples e três nas duplas, Almeida venceu quatro partidas de simples e uma na dupla, enquanto Rodrigues venceu dois jogos de simples e mais quatro em duplas.

“Viemos para o Sul-Americano com um time forte e competitivo, mas jogar na Argentina é sempre muito difícil e ainda caímos no mesmo grupo que eles. No nosso primeiro confronto contra o Chile, tivemos um pouco de dificuldade no início e, desse jogo em diante, os meninos conseguiram se adaptar bem às condições. Depois, enfrentamos a Bolívia, uma vitória tranquila, e o Uruguai, também sem intercorrências”, explicou o capitão Rodrigo Ferreiro.

“O jogo-chave para garantir a vaga antecipada para o Mundial foi justamente contra a Argentina. Fomos com força máxima para esse confronto e o placar não diz o quão difícil foi. Na final contra o Paraguai, os meninos estavam concentrados e motivados e ganhamos com tranquilidade. Fomos merecedores desse título, terminamos invictos e carimbamos com autoridade o nosso passaporte para a Turquia”, completou Ferreiro.

Meninas ficam em 4º lugar no Sul-Americano
A equipe feminina do Brasil não conseguiu a classificação para a Copa Billie Jean King Júnior. As meninas ficaram em quarto lugar no Sul-Americano, que dava três vagas no Mundial da categoria, que será disputado em novembro na Turquia.

As brasileiras perderam neste sábado para a Colômbia por 2 a 1. A série começou com uma partida de 3h13, em que a colombiana Valentina Mediorreal derrotou Cecilia Costa por 5/7, 7/6 (11-9) e 7/5. Coube a Olivia Carneiro empatar a série para o Brasil, vencendo Mariapaz Ospina por 6/3 e 6/2. Nas duplas, Mediorreal e Ospina derrotaram Costa e Carneiro por 6/4 e 6/3.

Durante a fase de grupos, as brasileiras ficaram em segundo lugar do Grupo A. Elas venceram por 3 a 0 os confrontos contra Peru, Equador e Uruguai, e perderam para a Argentina por 2 a 1. O time brasileiro ainda contou com Sthefany de Lima e o capitão Flávio Rosa.

Classificaram-se para o Mundial masculino as equipes do Brasil, Paraguai e Argentina. Já no feminino, a Argentina conquistou o título, com Colômbia e Chile ficando com as outras duas vagas.

Brasil vence Argentina e se classifica para Davis Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 12, 2022 às 8:24 pm

Equipes com Gustavo de Almeida, Pedro Rodrigues e João Fonseca está na final do Sul-Americano de 16 anos (Foto: Omar Erre)

Com uma campanha invicta ao longo da semana, o Brasil se classificou para a final do Sul-Americano de 16 anos masculino e garantiu uma vaga na Copa Davis Júnior, que será disputada em novembro, na Turquia. O time brasileiro venceu nesta sexta-feira a anfitriã Argentina por 3 a 0 na cidade de Tucuman.

O duelo entre Brasil e Argentina começou com a vitória do paranaense Gustavo de Almeida sobre Maximo Zeitune por 6/1 e 6/4. Logo na sequência, foi a vez de o carioca João Fonseca definir a série, vencendo Lucca Guercio por 6/1 e 6/3. Mesmo com a vaga já confirmada, Fonseca entrou em quadra para o jogo de duplas ao lado de Pedro Rodrigues. Os brasileiros venceram Zeitune e Guercio por 6/1 e 6/3.

Durante a semana, o Brasil venceu todos os confrontos por 3 a 0 e liderou com folga o Grupo A da competição. A equipe do capitão Rodrigo Ferreiro já havia passado por Chile, Bolívia e Uruguai na fase de grupos do torneio. A final será neste sábado, diante do Paraguai, líder do Grupo B.

Equipe feminina também tenta vaga no Mundial
A equipe feminina do Brasil ficou em segundo lugar do Grupo A do Sul-Americano e vai disputar o terceiro lugar geral, que vale a última vaga na Copa Billie Jean King Júnior. As brasileiras perderam nesta sexta-feira para a Argentina por 2 a 1 e enfrentarão a Colômbia no sábado.

A série começou com a argentina Luisina Giovannini vencendo Cecília Costa por 6/2 e 6/0. Logo na sequência, Olivia Carneiro empatou o confronto com uma difícil vitória sobre Lourdes Ayala por 6/3, 2/6 e 7/6 (7-4). Nas duplas, Ayala e Giovannini venceram Costa e Carneiro por 7/6 (14-12) e 6/4.

As brasileiras vinham de três vitórias por 3 a 0, diante das equipes do Peru, Equador e Uruguai. O time brasileiro ainda conta com Sthefany de Lima e o capitão Flávio Rosa. A final do Sul-Americano feminino será entre Argentina e Chile, ambas já classificadas para o Mundial da categoria.

Dominantes, tchecas conquistam Mundial de 14 anos, Brasil termina em 8º
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 7, 2022 às 2:26 am
Tchecas venceram todas as partidas de simples e duplas no Mundial de 14 anos (Foto:  World Junior Tennis Finals)

Tchecas venceram todas as partidas de simples e duplas no Mundial de 14 anos (Foto: World Junior Tennis Finals)

De forma absolutamente dominante, a República Tcheca conquistou em casa o título Mundial de 14 anos por equipes, disputado na cidade de Prostejov. Com uma equipe que conta com três das cinco melhores do mundo na categoria, de acordo com o ranking adotado pela Tennis Europe, as tchecas venceram todas as 16 partidas de simples ou duplas disputadas na semana, com 32 sets vencidos e apenas três perdidos. O título foi conquistado neste sábado, com vitória sobre a Alemanha por 3 a 0.

A série final diante das alemãs começou com a vitória de Laura Samsonova, 4ª no ranking da Tennis Europe, sobre Sonja Zhenikhova, 108ª, por 6/3 e 6/2. O título foi confirmado com Alena Kovackova, número 1 da categoria, vencendo Julia Stusek, 102ª, por 6/2 e 6/3. Mesmo com a série já definida, as tchecas também comemoraram uma vitória nas duplas. Eliska Forejtkova e Laura Samsonova venceram Michelle Khomich e Sonja Zhenikhov por 6/1 e 6/3.

Esta é a quinta vez que a equipe feminina tcheca conquista o Mundial da categoria, repetindo os títulos de 1991, 1998, 2003 e 2019. Lembrando ainda que as tchecas são as atuais campeãs da Copa Billie Jean King Júnior, o Mundial de 16 anos, que teve sua edição mais recente em outubro do ano passado. A equipe que foi a Prostejov teve o comando de Petra Cetkovska, ex-número 25 do mundo.

“Estou muito orgulhosa delas e mais feliz do que as palavras podem descrever”, disse a capitã Cetkovska ao site da ITF. “Como equipe, elAs passaram por alguns períodos difíceis, mas foram incrivelmente profissionais e continuaram lutando. ElAs merecem este sucesso. O resultado também mostra mais uma vez a força do tênis tcheco, especialmente com as meninas, Espero que isso continue por muito tempo. É ótimo para a nossa nação”.

Durante a campanha para o título, as tchecas venceram por 3 a 0 os confrontos contra Canadá, Argentina e Coreia do Sul na fase de grupos. Líderes do grupo A, as anfitriãs derrotaram o Japão nas quartas de final e a Eslováquia na semi, ambos os confrontos terminados com 2 a 0.

Brasil termina na oitava posição

O Brasil foi representado por sua equipe feminina no Mundial de 14 anos e a equipe nacional terminou a competição em oitavo lugar. As brasileiras contaram com a potiguar Victoria Barros, a gaúcha Pietra Rivoli e a paulista Letícia Marangoni, sob o comando do capitão Santos Dumont. No encerramento da competição, o Brasil perdeu para o Japão por 2 a 0. Rira Kosaka venceu Pietra Rivoli por 6/1 e 6/4, enquanto Wakana Sonobe derrotou Victoria Barros por 6/3 e 6/1.

As brasileiras chegaram às quartas de final do Mundial, depois de ficarem na segunda posição do Grupo B. Elas venceram os confrontos contra Austrália e Tunísia, e perderam para a Eslováquia por 2 a 1. Nas quartas, foram superadas pelos Estados Unidos por 2 a 1. Já no playoff que define do 5º ao 8º lugar, as brasileiras foram superadas por Coreia do Sul e Japão.

Destaque da participação brasileira, Victoria Barros conseguiu quatro vitórias e sofreu apenas duas derrotas em simples. Já nas duplas, a potiguar teve 50% de aproveitamento em quatro jogos disputados. Ele teve o desempenho destacado pela pela capitã norte-americana Kathy Rinaldi. Pietra teve uma vitória em três jogos de simples e mais um triunfo nas duplas. Letícia disputou três partidas de simples, e venceu um jogo de duplas em quatro tentativas.

Suíça conquista o título masculino em Prostejov

Suíços superaram os alemães duas vezes na campanha para o título (Foto: World Junior Tennis Finals)

Suíços superaram os alemães duas vezes na campanha para o título (Foto: World Junior Tennis Finals)

A equipe que foi a Prostejov nesta temporada contou com Flynn Thomas, Thomas Gunzinger e Alex Bergomi, sob o comando do capitão Roberto Bresolin. Os suíços venceram a final contra a Alemanha por 2 a 1. Curiosamente as duas equipes já haviam se enfrentado na primeira fase, e os suíços também haviam levado a melhor. Suíços e alemães estavam no Grupo D ao lado de México e Colômbia. Os campeões também venceram a Argentina nas quartas e os Estados Unidos na semi.

A final do Mundial série começou com vantagem alemã, depois que Diego Palomero derrotou Alex Bergomi por 6/0 e 6/1. Flynn Thomas empatou o confronto ao vencer Niels McDonald por 6/0 e 6/4. Já na partida de duplas, Flynn Thomas e Thomas Gunzinger derrotaram Palomero e McDonald por 7/6 (7-5) e 6/2. Finalista nas chaves masculina e feminina, a Alemanha começou o dia tentando se tornar a primeira nação desde os Estados Unidos em 2008 a ganhar dois títulos no mesmo ano.

“Honestamente, eu não esperava, mas estou muito feliz pelos meninos”, disse o capitão suíço Roberto Bresolin ao site da ITF. “Vencer este torneio é um grande passo em direção ao futuro deles, mas ser campeão do Mundial de 14 anos não significa que você sempre será o melhor do mundo. Esse passo foi dado e é agora cabe aos meninos continuar trabalhando duro e melhorando. É um grande momento nas carreiras deles, que devem ganhar muita confiança com isso. Eles também aprenderam a gerenciar a tensão nesses momentos. Estamos juntos há 10 dias e tivemos que gerenciar muitas situações diferentes, especialmente fora da quadra, mas estamos dando um passo de cada vez”.

Brasil disputa Sul-Americano de 16 anos na Argentina
Na próxima semana, o Brasil disputa o Sul-Americano de 16 anos em Tucuman, na Argentina. O time masculino tem João Fonseca, Pedro Rodrigues e Gustavo de Almeida, enquanto a equipe feminina terá Olivia Carneiro, Sthefany de Lima e Cecilia Costa. Os meninos estão no Grupo A, ao lado de Chile, Bolívia, Uruguai e Argentina. As meninas estão no Grupo A com Argentina, Uruguai, Equador e Peru. Os Mundiais da categoria serão entre os dias 1º e 6 de novembro.

Mundial de 14 define finalistas, Brasil disputa 7º lugar
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 6, 2022 às 5:23 am

A Alemanha está nas finais masculina e feminina do Mundial de 14 anos (Foto: Srdjan Stevanovic)

Os finalistas do Mundial de 14 anos por equipes foram conhecidos nesta sexta-feira, após a rodada de semifinais em Prostejov, na República Tcheca. As finais masculina estão marcadas para o sábado de manhã, a partir das 5h (de Brasília).

A torcida tcheca terá a oportunidade de acompanhar o time da casa na final feminina. As tchecas venceram a semifinal contra a Eslováquia por 2 a 0, Laura Samsonova derrotou Mia Pohankova por 6/3 e 7/6 (7-3), enquanto Alena Kovackova bateu Sona Depesova por 6/2 e 6/0. A República Tcheca já venceu a competição entre as meninas em 1991, 1998, 2003 e 2019.

A outra finalista é a Alemanha, que superou os Estados Unidos, também por 2 a 0. Sonja Zhenikhova abriu a série vencendo Capucine Jauffret por 6/1 e 6/4. Depois, Julia Stusek definiu o confronto ao superar Shannon Lam por 1/6, 6/4 e 6/0. As alemãs já venceram o evento em 1993 e 1994.

Capitãs se reencontram na final feminina

Capitãs das equipes tcheca e alemã, as ex-jogadoras profissionais Petra Cetkovska e Anna-Lena Groenefeld chegaram a se enfrentar pela competição em 1999. “Encontrei uma foto em casa do time daquela época, e foi muito divertido”, disse Groenefeld em entrevista ao site da ITF. “Então, quando cheguei aqui e entrei no refeitório, tive um flashback e eu estava me lembrando muito. Lembro que 1999 foi a primeira vez que vi a Su-Wei Hsieh jogar e foi uma coisa de outro mundo. Com ela usando um monte de slices todas nós estávamos pensando, ‘o que está acontecendo?’. Foi muito divertido estar aqui”.

Cetkovska também se recorda dos tempos de juvenil. “Jogar aqui mostrou que eu poderia competir com as melhores jogadoras do mundo. Isso me deu motivação extra para trabalhar e melhorar a cada dia. Esta é uma competição tão importante para os jogadores dessa idade. O mesmo se aplica às meninas de hoje e estou tentando usar meus 20 anos de experiência e transferir meu conhecimento. Nessa idade eles entendem e também ouvem”.

Alemanha tem chance de dobradinha
A final masculina será entre Alemanha e Suíça. Os alemães são bicampeões da competição, em 2001 e 2014, sendo que no primeiro título haviam vencido a Iugoslávia com Novak Djokovic na final, e em 2014 bateram o Canadá de Felix Auger-Aliassime. Já a Suíça tenta reconquistar o torneio depois de cinco temporadas, já que venceram em 2017.

Nas semifinais, os alemães venceram o Cazaquistão. Diego Palomero passou por Daniel Tazabekov por 6/4 e 6/1, e depois Niels McDonald derrotou Zangar Nurlanuly por 6/4 e 7/5. Já a Suíça derrotou os Estados Unidos por 2 a 1. O time norte-americano saiu na frente com a vitória de Jack Kennedy sobre Thomas Gunzinger por 6/3 e 6/4. Flynn Thomas empatou a série ao vencer Carel Ngounoue por 6/1, 4/6 e 6/3. Na dupla, melhor para os suíços, que venceram por 6/3, 3/6 e 10-2.

Brasil cai diante da Coréia e enfrenta o Japão
Depois de ter alcançado as quartas de final da chave feminina e de ser superado pelos Estados Unidos por 2 a 1 na última quinta-feira, o Brasil iniciou a disputa do playoff que vai do quinto ao oitavo lugar com derrota por 3 a 0 para a Coreia do Sul. Letícia Marangoni foi superada por Suh Lee por 6/2 e 6/3, Victoria Barros sofreu sua primeira derrota no torneio, duplo 6/3 para Heewon Ju. E na dupla, Leticia Marangoni e Pietra Rivoli sofreram 4/0 e 5/3 de Haeum Lee e Suh Lee. As brasileiras encerram a participação neste sábado, enfrentando o Japão pelo sétimo lugar.

Brasileiras estreiam nesta 2ª no Mundial de 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 31, 2022 às 10:26 pm

Equipe brasileira é formada por Victoria Barros, Leticia Marangoni e Pietra Rivoli. O capitão é Santos Dumont

O sorteio realizado neste domingo definiu os grupos do Mundial de 14 anos, que será disputado ao longo da semana em Prostejov, na República Tcheca. O Brasil será representado por sua equipe feminina, formada pela paulista Leticia Marangoni, a gaúcha Pietra Rivoli e a potiguar Victoria Barros, além do capitão Santos Dumont.

As brasileiras estão no Grupo B, ao lado de Austrália, Tunísia e Eslováquia. A estreia será nesta segunda-feira, diante das australianas. Ao todo, serão 16 equipes participantes na disputa feminina, divididas em quatro grupos. Classificam-se os dois melhores de cada grupo para as quartas de final, que se enfrentam até a definição das campeãs no próximo sábado.

Durante a preparação para o Mundial, Victoria Barros se destacou ao conquistar títulos no circuito da Tennis Europe no saibro europeu. Primeiro, ela venceu Open Stade Fraçais, torneio de Categoria 1, realizado no complexo de Roland Garros. E duas semanas depois, foi campeã de simples e duplas em evento de Categoria 2 na cidade de Waiblingen, na Alemanha.

Leticia Marangoni também vinha jogando na Europa desde junho e já está em transição de categoria. Nas últimas semanas, vinha atuando em torneios de 14 e 16 anos na França, chegando às oitavas em Blois, contra jogadoras mais velhas. Já Pietra Rivoli atuou pela primeira vez em um torneio de 18 anos da Federação Internacional. Ela jogou o ITF J4 de Curitiba e foi desde o quali até as quartas de final. Na semana passada, as três brasileiras jogaram em Dueren, na Alemanha, e Victoria chegou às oitavas.

O time australiano é formado por Tahlia Kokkinis, Emerson Jones e Diana Badalyan, sob o comando da capitã Nicole Kriz. A Eslováquia terá Sona Depesova, Mia Pohankova e Kali Supova, com o capitão Rudolf Horvath. Já a Tunísia conta com Tasnim Ismail, Lamiss Haouas e Sarra Attig, comandadas por Adam Zalila.

As brasileiras se classificaram para o Mundial de 14 anos após o segundo lugar no Sul-Americano da categoria, realizado em junho na Colômbia. O Brasil não se classificou no masculino. A equipe ficou em sexto lugar e as três vagas do Mundial para foram para Colômbia, Equador e Argentina.

Confira os grupos do Mundial de 14 anos Feminino
Grupo A
República Tcheca [1], Argentina [8], Coreia do Sul Canadá

Grupo B
Eslováquia [3], Austrália [6], Brasil, Tunísia

Grupo C
Alemanha [4], Japão [5], Índia e Egito

Grupo D
EUA [2], Grã-Bretanha [7], Letônia e Sérvia

Confira os grupos do Mundial de 14 anos Masculino
Grupo A
Itália [1], Cazaquistão [8], Equador e Argentina

Grupo B
Coreia do Sul [4], Bulgária [5], Marrocos e África do Sul

Grupo C
EUA [3], Japão [7], Eslováquia e República Tcheca

Grupo D
Alemanha [2], Colômbia [6], Suíça e México

Após títulos, juvenis brasileiros sobem no ranking
Por Mario Sérgio Cruz
julho 25, 2022 às 8:54 pm

Gabriela Felix atingiu seu melhor ranking depois de vencer em simples e duplas no Paraguai (Foto: Nelson Toledo/Fotojump)

Depois de uma semana com três títulos de simples e mais dois de duplas para juvenis brasileiros no circuito mundial da ITF, a segunda-feira foi de boas notícias para os atletas nacionais com atualização do ranking mundial da categoria. Campeões recentes como Gustavo de Almeida, Matheus de Lima e Gabriela Felix subiram bastante na classificação.

Vencedor do ITF J4 de Eindhoven, na Holanda, Gustavo de Almeida ganhou 51 posições no ranking e assumiu o 273º lugar. O paranaense de 16 anos é agora o número 3 do Brasil na lista atrás do carioca João Fonseca, 50º do ranking e que ganhou uma posição e debutou no top 50, e do catarinense Victor Tosetto, 216º colocado. Na última semana, Fonseca atuou pela Copa das Federações, evento infanto-juvenil promovido pela CBT em Uberlândia, Minas Gerais.

Uma posição abaixo de Gustavo está Matheus de Lima, que venceu dois torneios seguidos. Depois de ter sido campeão em Curitiba, o paranaense de 17 anos também venceu o ITF J5 de Luque, no Paraguai. Ele ultrapassou 12 concorrentes e ficou agora na 274ª posição.

O top 200 masculino ainda tem Pedro Rodrigues, que perdeu duas posições e está no 299º lugar. Um pouco abaixo, Victor Milaré saltou 79 posições depois do título de duplas no ITF J2 de Bogotá e assumiu o 328º lugar. Seu parceiro, Paulo Etchecoin, ultrapassou 104 jogadores e agora é o 358º colocado. Destaque também para Henrique Ushizima, que ganhou 154 posições e agora é o número 373.

No ranking feminino, a carioca Gabriela Felix saltou 102 posições depois de vencer seu primeiro ITF em Luque. A tenista de 16 anos e que já tem um ponto na WTA está agora no 534º lugar do ranking juvenil. Gabi ainda foi campeã de duplas, ao lado de Julia Bortoluzzi, atual 1.334ª colocada, saltando 159 posições.

Quem também subiu bastante foi a paulista Olivia Carneiro, que fez semifinal em Bogotá. Ela saltou 98 posições e está agora na 315ª colocação. Olivia é atualmente a quarta melhor brasileira no ranking, atrás da paulista Ana Candiotto, 120ª do mundo, e das catarinenses Maria Turchetto, 172ª do ranking, e Carolina Laydner, 188ª colocada.

Musetti quer manter embalo, Alcaraz celebra top 5
Por Mario Sérgio Cruz
julho 24, 2022 às 9:39 pm

Musetti comemora seu primeiro título de ATP, Alcaraz terá o melhor ranking da carreira (Foto: Hamburg European Open)

Campeão do ATP 500 de Hamburgo neste domingo, Lorenzo Musetti não quer parar por aí. O jovem italiano de 20 anos comemorou seu primeiro título na elite do circuito vencendo uma partida de três sets contra o espanhol Carlos Alcaraz, número 6 do mundo, e espera manter o embalo nas próximas semanas. Musetti terá pouco tempo para comemorar a conquista, já que disputa o ATP 250 de Umag na semana que vem.

“Sempre sonhei em ganhar um título e antes disso não tive chances. Acho que meu melhor resultado era uma semifinal, então estou muito feliz com esta semana. Fizemos um trabalho incrível e agora vamos comemorar e curtir nos próximos dias, mas temos que focar em Umag e no resto do ano”, disse Musetti, após vencer Alcaraz por 6/4, 6/7 (6-8) e 6/4 em 2h46 de partida.

“Provavelmente teremos um jantar com minha equipe, mas não uma grande comemoração porque já vamos voar para Umag amanhã. Temos que ser italianos, mas não muito. Eu tenho que tentar ganhar na próxima semana e vencer cada vez mais. Preciso jogar ainda melhor do que hoje para crescer e quero manter esse nível ao longo do ano. Espero ganhar mais troféus de campeão”, acrescentou o atual 62º do ranking, que iniciou a semana salvando dois match-points contra o sérvio Dusan Lajovic. Durante a semana, ele também passou pelo finlandês Emil Ruusuvuori, pelo espanhol Alejandro Davidovich Fokina e pelo argentino Francisco Cerundolo.

Vitória poderia ter sido mais tranquila
A vitória poderia ter sido conquistada de forma mais tranquila, já que Musetti chegou a ter cinco match-points no segundo set. “Foi uma montanha-russa até o final. Tive tantos match points, mas Carlos foi muito bem”, comentou o italiano, em sua entrevista em quadra. “Mas acho que a chave da partida foi manter a calma e ter toda a paciência comigo mesmo, porque realmente não foi fácil. Carlos estava jogando muito nos match-points, então não foi fácil encontrar a energia para voltar”.

“Claro que fiquei muito chateado, mas tentei não mostrar minha reação ao meu adversário. Tentei me perdoar por todas chances perdidas. Acho que isso foi o mais importante, então estou super feliz por estar aqui e ser o campeão”, complementou o ex-número 1 juvenil, que entrará no top 40 após o torneio, alcançando a 32ª posição.

Já o vice-campeão Carlos Alcaraz perdeu uma final de ATP pela primeira vez na carreira. Vencedor de cinco títulos na elite do circuito, o jovem espanhol de 19 anos debutará no top 5 após o torneio e comemora o melhor ranking da carreira. Ele reconhece que não jogou seu melhor tênis neste domingo e que Musetti mereceu vencer.

“O top 5 significa muito, pois trabalho duro todos os dias. É um feito incrível e vou continuar buscando o meu sonho, que é me tornar o número 1 do mundo”, disse Alcaraz. “Acho que ele mereceu a vitória hoje, porque jogou melhor do que eu. Ele foi mais agressivo o tempo todo. Não joguei o meu melhor, mas lutei até a última bola e estou muito feliz com isso”.

Como foi a final de Hamburgo

A final de Hamburgo começou com uma troca de quebras. Depois disso, Musetti só perdeu mais quatro pontos no saque até o fim do set. O italiano fazia um jogo muito consistente do fundo de quadra, variando alturas e pesos de bola, enquanto Alcaraz vinha cometendo erros não-forçados em momentos importantes. A segunda quebra da partida aconteceu no 4/3, depois de duas ótimas devoluções do italiano nas cruzadas e de erros do espanhol com o backhand.

Logo na abertura do segundo set, Musetti conseguiu mais uma quebra de serviço, depois que uma tentativa de drop-shot de Alcaraz acabou morrendo na rede. Depois disso, o italiano fez três rápidos games de saque para abrir 4/2, e ainda escapou de um 0-40 antes de fazer 5/3.

Sacando para o jogo, o tenista de 19 anos teve seus dois primeiros match-points, mas no início do game houve um momento controverso. A árbitra francesa Aurelie Tourte não marcou um quique duplo na quadra do italiano, causando muita reclamação por parte de Alcaraz. Apesar da insatisfação, o espanhol conseguiu devolver a quebra, com direito a uma excelente passada para evitar a derrota. Já no tiebreak, Musetti teve mais três match-points, e liderou por 6-3, mas o espanhol terminou a parcial vencendo cinco pontos seguidos, incluindo uma dupla falta do rival.

Mesmo com as oportunidades perdidas na parcial anterior, Musetti conseguiu se manter muito focado mentalmente e não enfrentou break-points no set decisivo. As chances voltaram a aparecer para o italiano, que conseguiu uma nova quebra de serviço já no último game da partida para chegar à vitória. Alcaraz liderou nos winners por 30 a 26, e cometeu 24 erros contra 21 de Musetti. O italiano conseguiu três quebras em cinco break-points, enquanto o espanhol criou seis chances e aproveitou duas.

Juvenis brasileiros conquistam três títulos de ITF
Por Mario Sérgio Cruz
julho 23, 2022 às 7:30 pm

Gustavo de Almeida conquistou seu segundo ITF e vem de bons resultados na Holanda (Foto: Marcello Zambrana/CBT)

O sábado foi de três conquistas para o tênis brasileiro em torneios do circuito mundial juvenil da ITF. O paranaense Gustavo de Almeida foi campeão do ITF J4 de Eindhoven, na Holanda. Já na cidade de Luque, no Paraguai, dobradinha brasileira com o paranaense Matheus de Lima e a carioca Gabriela Felix da Silva.

Cabeça 3 no saibro holandês, Gustavo de Almeida venceu a final contra o polonês Oskar Grzegorzewski por 6/3 e 7/5. O jogador de 16 anos e 324º do ranking chegou ao seu segundo título de ITF, o primeiro foi conquistado no mês de junho na Bolívia. Além disso, esta foi sua segunda final seguida na Holanda, após o vice-campeonato em Hillegom, na semana passada. Ele recebe 60 pontos no ranking juvenil pelo título.

Já no Paraguai, o sábado foi perfeito para os brasileiros. Na final masculina, Matheus de Lima derrotou o argentino Lucca Guercio por 6/3 e 6/0. Este foi o segundo título seguido para o paranaense de 17 anos e 286º do ranking. Matheus vinha de uma conquista em Curitiba e recebe 30 pontos no ranking pelo título.

Gabriela Felix é campeã de simples e duplas
A final feminina foi bem mais equilibrada. Gabriela Felix conquistou seu primeiro ITF ao vencer a argentina Greta Zawels, de 17 anos, por 6/2, 4/6 e 6/3. A carioca de 16 anos e 636ª do ranking juvenil conquistou recentemente seu primeiro ponto na WTA em Curitiba, e precisa pontuar em só mais dois torneios profissionais para aparecer no ranking da WTA.

A semana terminou da melhor maneira possível para Gabriela, que também foi campeã de duplas. Ela e Julia Bortoluzzi venceram uma final brasileira na sexta-feira à noite contra Yasmin Costa e Gabriela Cho por 5/7, 6/1 e 10-7. A campeã recebe 30 pontos pelo título de simples e mais 25 pela conquista de duplas. Ela conquistou seu segundo ITF nas duplas, Julia, de 16 anos, chegou ao primeiro troféu.

Já nas duplas masculinas, Luiz Felipe Brandão e Samuel Maia perderam para os paraguaios Thiago Drozdowski e Alex Santino Nunez Vera por 7/6 (7-5), 1/6 e 11-9. A campanha rendeu 13 pontos para eles.

Brasileiros são campeões de duplas na Colômbia
Ainda neste sábado, a parceria brasileira formada por Victor Milaré e Paulo Etchecoin venceu o ITF J2 de Bogotá. Os adversários haviam alcançado a final e contaram com a desistência do colombiano Camilo Cano Gomez e do norte-americano Kurt Miller. Com o título de duplas em Bogotá, eles recebem vale 150 pontos no ranking.

Etchecoin, de 17 anos e 462º do ranking, conquistado seu primeiro título de duplas na ITF, tendo vencido um torneio de simples em Londrina há duas semanas. Millaré, um ano mais velho e 407º colocado, tem um título de simples em Lima e chegou ao terceiro troféu nas duplas.

Victoria Barros ganha simples e duplas na Alemanha
Outro grande resultado de uma juvenil brasileira veio na manhã de domingo com a potiguar Victoria Barros. Ela foi campeã de simples e duplas em um torneio de 14 anos da Tennis Europe em Waiblingen, na Alemanha. Na decisão de simples, ela venceu a tcheca Kristyna Dulikova na final por 6/4 e 6/3. Já nas duplas, Victoria e a eslovena Kaja Kadak Ocvirk venceram a parceria tcheca de Kristyna Dulikova e Pavla Sviglerova por duplo 6/4.

Victoria não perdeu sets na semana, nem em simples e nem em duplas. Durante o torneio individual, ela também venceu as alemãs Francesca Parcelli e Amy Waschulewski, a italiana Arianna Celle e a ucraniana Yaryna Muzyka. Há duas semanas, a potiguar havia vencido o Open Stade Fraçais, disputado no complexo de Roland Garros.

Brasil define equipe para o Mundial de 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
julho 18, 2022 às 9:43 pm

Brasileiras se classificaram para o Mundial após o segundo lugar no Sul-Americano da categoria

A Federação Internacional de Tênis divulgou nesta segunda-feira a relação completa de tenistas convocados para o Mundial de 14 anos, que será disputado entre os dias 1º e 6 de agosto em Prostejov, na República Tcheca. O Brasil será representado por sua equipe feminina, que ficou em segundo lugar no Sul-Americano da categoria, disputado em junho na Colômbia.

O time brasileiro será composto por Leticia Marangoni, Pietra Rivoli e Victoria Barros, além do capitão Carlos Chabalgoity. Na última semana, Victoria venceu o Open Stade Français, em Paris, tradicional evento de 14 anos disputado no complexo de Roland Garros, enquanto Pietra fez quartas no ITF J5 de Curitiba, competindo com jogadoras de 18 anos.

A outra equipe sul-americana na disputa feminina é a Argentina, com Candela Vazquez, Luna Cinalli e Sol Larraya. No masculino, três equipes da América do Sul se classificaram para o Mundial, Argentina, Colômbia e Equador.

O Mundial terá 16 times masculinos e 16 equipes femininas. Grandes nomes do tênis atual como Novak Djokovic, Rafael Nadal, Iga Swiatek, Nick Kyrgios, Marketa Vondrousova e Coco Gauff já disputaram a competição quando eram juvenis.

Outro nome interessante no Mundial é o da capitã tcheca Petra Cetkovska, que chegou ao 25º lugar no ranking mundial da WTA em 2012 e encerrou a carreira profissional em 2016. Atualmente com 37 anos, ela hoje viaja com as juvenis tchecas. O time deste ano será composto com Alena Kovackova, Laura Samsonova e Eliska Forejtkova.

Confira as equipes participantes do Mundial de 14 anos

Meninas
Argentina: Candela Vázquez, Luna Cinalli, Sol Larraya Guidi
Capitão: Ignacio Asenzo

Austrália: Tahlia Kokkinis, Emerson Jones, Diana Badalyan
Capitã: Nicole Kriz

Brasil: Leticia Marangoni, Pietra Rivoli, Victoria Barros
Capitão: Carlos Chabalgoity

Canadá: Nadia Lagaev, Clemence Mercier, Andrea Cabio
Capitã: Severine Tamborero

República Tcheca: Alena Kovackova, Laura Samsonova, Eliska Forejtkova
Capitã: Petra Cetkovska

Egito: Judy Mohamed Tawila, Farah Hassan Asaad, Rana Yasser
Capitão: Mohamed Hassan Aly

Alemanha: Julia Stusek, Sonja Zhenikhova, Michelle Khomich
Capitã: Anna-Lena Herzgerodt

Grã-Bretanha: Hannah Klugman, Mika Stojsavljevic, Arabella Loftus
Capitã: Kate Warne-Holland

Índia: Aishwarya Dayanand Jadhav, Sohini Sanjay Mohanty, Sai Janvi Talari
Capitã: Namita Bal

Japão: Wakana Sonobe, Rira Kosaka, Kurea Hayasaka
Capitão: Yoshinori Nakayama

Coreia do Sul: Haeum Lee, Heewon Ju, Suh A Lee
Capitão: Ih Sook Kim

Letônia: Adelina Lachinova, Odeta Panasa, Marija Lauva
Capitã: Juliana Polanska

Sérvia: Luna Vujovic, Dusica Popovski, Anastasija Cvetkovic
Capitão: Nemanja Ivic

Eslováquia: Sona Depesova, Mia Pohankova, Kali Supova
Capitão: Rudolf Horvath

Tunísia: Tasnim Ismail, Lamiss Haouas, Sarra Attig
Capitão: Adam Zalila

EUA: Capucine Jauffret, Shannon Lam, Julieta Pareja
Capitã: Kathy Rinaldi

Meninos
Argentina: Dante Pagani, Benjamin Chelia, José Fernandez
Capitão: Gonzalo Presson

Bulgária: Ivan Ivanov, Dimitar Kisimov, Stanislav Kosev
Capitão: Vladislav Mattev

Colômbia: David Alejandro Castellanos Mogollon, Lucas Martin Velasco Navas, Eduardo Jaramillo Rios
Capitão: Johnny de Jesus Perez Pena

República Tcheca: Filip Kosarko, David Bruckner, Jan Rastica
Capitão: Jiri Kulich

Equador: Lucas Yunes, Tito Chavez, Emilio Camacho
Capitão: Raul Avendano

Alemanha: Niels McDonald, Christopher Thies, Diego Dedura-Palomero
Capitão: Peter Pfannkoch

Itália: Antonio Marigliano, Salvatore Tartaglione, Vito Antonio Darderi
Capitão: Tomas Tenconi

Japão: Ryo Tabata, Ren Matsumura, Yuma Tobe
Capitão: Hayato Sakurai

Cazaquistão: Damir Zhalgasbay, Daniel Tazabekov, Zangar Nurlanuly
Capitão: Sergey Kvek

Coreia do Sul: Se Hyuk Cho, Gyeom Do, Juchan Hwang
Capitão: Yongbum Seo

México: Mauricio Schtulmann Gasca, Guillermo Narcio, Rodrigo Maya
Capitão: Miguel Ángel Gallardo Valles

Marrocos: Ali Missoum, Camil Guessous, Mehdi Cherkaoui
Capitão: Mehdi Ait Barhouch

Eslovênia: Ziga Sesko, Svit Suljic, Maksim Despotovic,
Capitão: Matjaz Pogacnik

África do Sul: Connor Andrew David Doig, Siyabonga Aphelele Jaca, John Jan Bothma
Capitão: Keith Phathizwe Mabuza

Suíça: Flynn Thomas, Thomas Gunzinger, Alex Bergomi
Capitão: Roberto Bresolin

EUA: Carel Ngounoue, Keaton Hance, Kennedy
Capitão: José Cabellero

Título de Angella Okutoyi em Wimbledon torna tênis popular no Quênia
Por Mario Sérgio Cruz
julho 11, 2022 às 6:31 pm

 

Angella Okutoyi foi a primeira queniana a vencer um Grand Slam, jogando ao lado da holandesa Rose Marie Nijkamp (Foto: Daniel Kopatsch/ITF)

A histórica conquista de Angella Okutoyi na chave de duplas do torneio juvenil de Wimbledon tem um impacto valioso para a popularização do tênis no Quênia. Primeira tenista de seu país a ganhar um Grand Slam, considerando todos os níveis de competição, Okutoyi foi campeã no último sábado ao lado da holandesa Rose Marie Nijkamp com a vitória sobre as canadenses Kayla Cross e Victoria Mboko por 3/6, 6/4 e 11-9. A queniana já vinha se destacando no circuito juvenil a partir do Australian Open, em janeiro, e desde então o impacto já é sentido no aumento no número de jogadores.

“No Quênia as pessoas se concentram mais no atletismo, o tênis não é tão conhecido. Mas depois que eu fui bem na Austrália, o esporte está começando a ser conhecido e eu aprecio o fato de que muitas crianças estão vindo para o tênis. Agora que eu estou jogando aqui em Wimbledon inspirarei muitas mais”, disse Okutoyi, em entrevista ao site da ITF.

“Meu objetivo é que o mundo do tênis reconheça os jogadores do meu país. É triste que em um chave de 64 jogadoras haja apenas uma jogadora queniana. Mas em um futuro próximo eu sinto que isso vai mudar. Na verdade, eu sei que vai. É um momento de muito orgulho, estou muito feliz”, acrescentou a tenista, que chegou a viver em um orfanato de Nairóbi com a irmã gêmea Roselida quando era criança, já que já que elas perderam a mãe logo após seu nascimento.

Okutoyi, de 18 anos e 61ª do ranking juvenil, já havia sido recebida com muita festa em seu país após a boa campanha no Australian Open, em que avançou duas rodadas. Já em Wimbledon, ela se tornou a primeira jogadora de seu país a competir no torneio mais tradicional do mundo desde Susan Wakhungu em 1978 e também se torna a única a vencer uma partida nas quadras de grama do All England Club. O reconhecimento em seu país foi tão grande que até a atriz vencedora do Oscar Lupita Nyong’o a parabenizou publicamente pelos feitos.

Secretária geral da Tennis Kenya, Wanjiru Mbugua-Karani falou à ITF sobre a popularização do tênis no país. “Ter a Angella jogando em Wimbledon é maravilhoso e um grande momento. A procura pelo tênis no Quênia cresceu muito desde que ela fez o que fez na Austrália. Uma semana depois do torneio, foi uma loucura e havia muitos meninos e meninas nas quadras e outros tantos querendo fazer parte do nosso programa de juvenis, enquanto as academias registram números crescentes. Posso garantir que nos próximos anos será incrível. Todo mundo agora acredita que é possível porque Angella mostrou o caminho”.

“Posso dizer neste minuto que não recebemos transmissões ao vivo no Quênia, mas todos estarão acompanhando as partidas de Angella nos placares ao vivo. De jogadores de outros esportes a funcionários do governo, o Quênia está seguindo a Angella o tempo todo. Agora que ela está participando de Grand Slam, o impacto foi incrível, e posso garantir que nos próximos anos será incrível”.

A queniana faz parte do programa de desenvolvimento de jogadores da ITF, que oferece aos tenistas de países em desenvolvimento a chance de competir no mais alto nível do circuito juvenil. Ela viajou nas últimas nove semanas acompanhada de um técnico indicado pela Federação Internacional, atuando em competições no saibro e na grama na Europa. “Foi um passo importante no meu desenvolvimento. Esta é a minha primeira vez jogando na grama e pelo menos agora tenho uma ideia de como é o piso. No Quênia, a superfície mais popular é o saibro. É difícil encontrar uma quadra dura no Quênia, e não existem quadras de grama”.

Parceira da queniana na conquista Rose Marie Nijkamp se junta a outras três holandesas que já venceram o torneio juvenil de Wimbledon, todas em simples: Fanny ten Bosch em 1952, Judith Salome em 1967 e Brenda Schultz em 1988. No masculino, Thiemo de Bakker venceu em 2006. E a parceria foi formada por acaso: “É uma história engraçada”, explicou Okutoyi. “Ela me procurou no Instagram e me disse: ‘Você quer jogar em duplas?’ Eu disse que sim, porque naquela época eu estava procurando para sempre um parceira. E todas já estavam acertadas. Então nós jogamos juntas. É a primeira vez que jogamos juntas e conseguimos um título de Grand Slam. Então é um grande feito para nós”.