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Quem vence Wimbledon? Palpite. Vale biografia.
Por José Nilton Dalcim
13 de julho de 2019 às 11:36

ArquivoExibirNovak Djokovic ou Roger Federer? Quem leva o histórico título de Wimbledon neste domingo? Momento mais do que ideal para um desafio do Blog do Tênis. Aquele que chegar mais perto do resultado poderá escolher entre a biografia de Federer ou de Djokovic, ambos grandes sucessos da Editora Évora.

Indique vencedor, placar e duração da partida, conforme modelo abaixo. Claro que vale primeiro o vencedor; entre os que acertarem, o placar que mais bem explicar o andamento do jogo; por fim, para desempate, o tempo de jogo.

Caso queiram (e devam) fazer comentários sobre as semifinais ou a decisão, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo. Deixem aqui somente os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque às 14h de domingo. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: são permitidos palpites pelo Facebook oficial do site TenisBrasil, mas não valem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, o que facilita muito na hora da apuração:

Djokovic vence Federer, 3 sets a 1, parciais de 6/4 4/6 6/4 6/4, em 3h05.

Federer tenta a maior façanha
Por José Nilton Dalcim
12 de julho de 2019 às 20:16

A 27 dias de completar 38 anos, Roger Federer busca mais um feito inédito na sua carreira, e talvez o mais emblemático de todos eles: vencer um Grand Slam com vitórias sucessivas sobre os outros dois Big 3, que hoje são também os líderes do ranking. Ele teve essa chance em Roland Garros de 2011, quando tirou Novak Djokovic mas parou em Rafael Nadal, e faturou Wimbledon de 2012 em cima de Djokovic e Andy Murray.

Com uma vitória notável em cima de Rafa nesta sexta-feira na grama sagrado, o suíço lutará domingo pelo 9º título no Club diante de Djokovic, repetindo as finais de 2014 e 2015, em que foi superado pelo sérvio. O único triunfo de Federer em cima do Big 3 rumo a um título foi a incrível conquista do Finals de 2010, em que superou também Murray na fase classificatória.

É até difícil escolher qual foi a qualidade de Federer que mais me cativou na vitória de hoje. A cabeça no lugar depois de levar 1/6 no segundo set, buracos que geralmente custam tempo para o suíço absorver; ou a solidez no duelo de fundo de quadra, em que acertadamente não forçou demais o backhand para manter o ponto. Podem ter sido também as devoluções, subindo de eficiência conforme o jogo andou, especialmente as de backhand batido; ou a frieza com que encarou as excepcionais defesas de match-point que Rafa conseguiu.

Acho que faltou sim uma postura mais agressiva do espanhol, e ele admitiu isso na entrevista oficial, porém o desconto deve ser dado ao fato de Federer ter conseguido aprofundar a bola. Nadal subiu apenas 11 vezes à rede, talvez acreditando que segurar o adversário no fundo de quadra lhe daria os erros não forçados necessários. O suíço no entanto falhou bem menos do que se esperava – 27, dois a mais que Rafa – e fechou o fundamental terceiro set com 15 winners e 2 erros, apenas 5 pontos de serviço perdidos.

Vencer o arqui-rival só pode encher Federer de confiança para o outro grande desafio que terá no domingo. Pela quarta vez, Djokovic estará no caminho em Wimbledon – a única vitória veio naquela semi de 2012. Com a grama mais lenta, é de se esperar pequena mas valiosa vantagem do sérvio, que diferentemente de Nadal tem devolução agressiva e pode também optar por chegar à rede antes do oponente.

Djokovic justificou o favoritismo sobre Bautista, mas teve oscilações, tanto na execução técnica como no humor. Fez um grande primeiro set, decidido a pressionar o espanhol logo de cara, com sucessivos avanços para os voleios, mas de repente perdeu intensidade e viu o espanhol se soltar. Bautista segurou a quebra obtida e levou o segundo set, o que deixou o sérvio irritado a ponto de ironizar aplausos do público e a ameaçar a raquete.

Mas assim que recobrou a frieza, Djoko sobrou em quadra. Devolveu cada vez melhor, foi tirando os ângulos do espanhol e insistiu em alternativas inesperadas, incluindo deixadinhas e lobs. Fechou a vitória do mesmo jeito que começou, ou seja, totalmente senhor das ações. Somou 53 subidas à rede – muito mais do que as 33 de Federer – com 79% de sucesso.

Chegar ao pentacampeonato em Wimbledon, algo que poucos na história fizeram, é a primeira meta de Djokovic, que voltou a classificar o torneio como o mais importante de todos.  Mas lá no fundo ele sabe a importância de se evitar o 21º troféu de Federer. Isso aumentaria dolorosamente a distância para o recordista de Slam. Ao invés de ficar a quatro e vislumbrar o empate já em 2020, ele ficaria a seis e aí teria a necessidade de uma carreira bem mais longa.

E mais
– Djokovic entrará domingo com a vantagem de 25 vitórias em 47 partidas, tendo vencido 3 das 4 finais de Grand Slam disputadas.
– Este é o segundo duelo mais repetido na Era Profissional, atrás dos 54 entre Djokovic e Nadal, mas se torna agora o mais comum em Grand Slam, com 16, em que o placar é de 9-6 para o sérvio.
– Djoko disputará 25ª final de Slam e ficará apenas uma atrás de Nadal. Federer atinge 31.
– Ninguém fez mais finais em Wimbledon do que Federer, agora com 12. Djoko se iguala a Borg, Connors e Laver, com seis, mas está atrás de Becker e Sampras, com 7.
– Aos 37 anos e 340 dias, suíço é tenista de maior idade numa final de Slam desde Rosewall no US Open de 1974, quando tinha 39 anos e 310 dias. Outro recorde, é sua quinta final em Wimbledon após os 30 anos.
– Ao derrotar Nadal, suíço lidera a temporada 2019 em números de vitórias (38 em 42).
– Não há ameaça à liderança de Djokovic no ranking, mas Federer pode ultrapassar Nadal e assumir segundo lugar se for campeão.
– Este será o 11º título de Slam seguido do Big 3, que venceu tudo depois de Wawrinka no US Open de 2016. Nesta série, Nadal venceu 4, Federer e Djokovic levaram 3. A maior sequência foi de 18, entre Roland Garros-2005 e Wimbledon-2009.

Os nervos entre Serena e a história
Por José Nilton Dalcim
11 de julho de 2019 às 13:55

Serena Williams chegou um tanto desacreditada em Wimbledon. Sua apresentação em Roland Garros, tão fora de forma, se somou à ausência nos torneios preparatórios na grama. Para complicar, fez uma estreia enferrujada. Mas Serena é Serena, ainda mais na grama. Subiu de produção a cada jogo e deu um show na semifinal desta quinta-feira.

Coloca-se assim pela terceira vez em 12 meses na condição de alcançar o tão sonhado 24º troféu de Grand Slam, o que a igualaria à recordista amadora-profissional Margaret Court. Seu imenso retrospecto positivo sobre a adversária de sábado, a romena Simona Halep, que fará sua primeira final em Wimbledon, é o bastante para lhe dar todo o favoritismo: 9 vitórias em 10, sendo 5 consecutivas.

No entanto, isso não basta. Sua maior adversária será ela mesma. Serena também era ampla favorita sobre Angelique Kerber na final de Wimbledon de 2018, com 6-2 nos confrontos, e foi barrada pela qualidade defensiva da alemã. Chance ainda maior veio no US Open dois meses depois em cima da inexperiente e fã Naomi Osaka, e aí mostrou um destempero emocional chocante.

A exibição diante de Barbora Strycova resgatou aquela jogadora agressiva, tranquila e consciente de sua superioridade técnica. Disparou 27 winners diante de 8 da tcheca, a mais velha tenista a chegar a sua primeira semi de Slam na fase profissional. E com apenas 10 erros, tirou a marca de Martina Navratilova de 25 anos e agora é a mais velha a decidir um Slam, aos 37 anos e 291 dias.

Halep no entanto não é uma principiante em grandes decisões. E foi prazeroso ver como tomou a iniciativa para cima de Elina Svitolina, com uma aplicação tática ferrenha na busca constante pelas paralelas, algo nada fácil de se fazer numa quadra de grama e num jogo de tal importância. Deixou a ucraniana num papel que já vimos seu namorado Gael Monfils fazer tantas vezes, limitada às defesas excessivas.

A romena sabe que tem uma fraqueza, o segundo serviço, que sempre foi explorada por Serena. Assim, terá de se precaver disso e novamente investir nas paralelas e deixadinhas que funcionaram tão bem contra Svitolina. A tarefa é dura, mas jamais impossível.

Um olhar nas semis masculinas
Wimbledon verá nesta sexta-feira o mais velho quadro de semifinalista da Era Aberta: somam 134 anos, 23 a mais que a marca anterior, a de Roland Garros de 1968. Também é o segundo ano seguido que o torneio tem apenas ‘trintões’ na semi (a soma de 2018 foi de 128 anos).

Djokovic x Bautista
Sérvio lidera por 7 a 3, mas perdeu três dos cinco mais recentes, dois nesta temporada. Nos três que fizeram em melhor de cinco sets, Djoko venceu mas Bautista sempre tirou ao menos um set.

Com vitória em cinco de oito semis desde 2007, sérvio tenta sexta final no torneio, o que igualaria Borg, Connors e Laver, e sua 25ª em Slam.

Espanhol bate reto na bola sem afastar da linha de base, busca índice alto de primeiro saque e tem voleado com mais frequência nesta campanha. Atual 22º, pode ser tenista de mais baixo na final de Wimbledon desde Mark Philippoussis em 2003. A vitória vale lugar no top 10 como 9º colocado.

Nadal x Federer
Espanhol tem 24-15 no geral, 10-3 nos Slam mas 1-2 em Wimbledon. E venceu todas as quatro semis de Slam que disputaram. Os dois são os maiores vitoriosos da temporada, com 37.

Nadal encara o primeiro cabeça na campanha e tenta sexta final, o que também igualaria Borg, Connors e Laver. Em seis semis em Wimbledon, perdeu a primeira no ano passado para Djokovic.

Federer busca 31ª final de Slam e 12ª em Wimbledon. Aos 37 anos e 340, pode ser mais velho finalista de Slam desde Ken Rosewall, que tinha 39 anos e 310 no US Open de 1974. Mesmo tendo perdido dois sets, é o que menos gastou tempo na campanha. Em 12 semis em Wimbledon, só perdeu uma vez, em 2016.

O jogo é uma reedição da histórica final de 2008, uma das melhores partidas do tênis moderno. Hoje, Federer vai menos à rede e depende mais do primeiro saque, enquanto Nadal ficou muito mais agressivo com mudanças no backhand e no serviço.

E mais
– Se der a lógica, será a 22ª vez que o Big dominará uma final de Slam e a 7ª em Wimbledon.
– Esta pode ser a quinta final masculina de Slam totalmente espanhola.
– Dois tenistas de um mesmo país não decidem o torneio desde Sampras-Agassi de 1999.
– Nadal garante o número 2 se vencer. Federer precisará do título para recuperar a vice-liderança.
– Rodada de sexta abre às 9h, com Djoko x Bautista, e em seguida o ‘Fedal’.
– Bruno Soares se despediu das duplas mistas com derrota nas quartas de final ao lado de Nicole Melichar e o Brasil dá adeus a Wimbledon.
– Nota no TenisBrasil mostra os preços absurdos dos poucos ingressos que ainda existiam para as semifinais masculinas: veja aqui.