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Djokovic ensaia o seu maior ano
Por José Nilton Dalcim
2 de fevereiro de 2020 às 13:07

Novak Djokovic cumpriu bem mais do que seu natural favoritismo para alcançar o oitavo título em Melbourne. Tudo indica que ele pode ter iniciado o grande ano de sua já espetacular carreira, talvez maior em feitos do que foram 2011 ou 2015. Invicto nas 13 partidas que fez na Austrália, com dois troféus de peso, ele vislumbra uma sucessão de conquistas que podem mudar o livro dos recordes.

Aos 32 anos, o sérvio chega ao 17º troféu de Grand Slam e não é totalmente impensável que ele consiga encostar de vez em Rafa Nadal e em Roger Federer já em 2020. Claro, Roland Garros ainda é território do espanhol, mas Nole sempre mostrou competência no saibro e agora surgiu de vez um terceiro nome com capacidade real de interromper a série vitoriosa de Rafa.

E existe ainda Wimbledon, onde Nole é o atual campeão, e o US Open, em que suas oito finais e três títulos deixam claro como é forte por lá, principalmente se economizar energia nas semanas anteriores. São dois Slam com muita cara de Djokovic, já que Federer é fisicamente uma incógnita e a nova geração ainda não cresceu a ponto de ameaçar o domínio do Big 3 nos torneios de cinco sets, onde a exigência física e principalmente emocional é de outro patamar. Assim, uma conta bem natural é que esta temporada termine com Nadal empatado com Federer nos 20 e Nole grudado, com 19.

Também está na mira de Djoko o título olímpico de Tóquio, um piso sintético rápido que tanto o agrada. Talvez seja até sua principal meta da temporada, dado que dificilmente chegará tão inteiro às Olimpíadas seguintes. O ouro é quase uma obsessão para Djokovic, algo muito justificável até por seu espírito nacionalista.

Por fim, esse conjunto todo também concorre para levar o sérvio a superar a marca de 310 semanas como líder do ranking, o que pode acontecer em outubro (daqui a 10 semanas, irá igualar inevitavelmente Pete Sampras). Ele aliás já terá chance de abrir margem em Indian Wells e Miami, onde não foi bem em 2019, o que será importante porque se prevê que Nadal voltará a somar muita coisa no saibro europeu, o que não fez no ano passado.

Mais um título sofrido
A final deste domingo colocou novamente à prova o incrível poder que Djokovic possui de sair do buraco. É bem justo dizer que o andamento da decisão diante de Dominic Thiem dependeu a maior parte do tempo do que o sérvio fez em quadra. Iniciou num ritmo sufocante e o austríaco suou até para fazer game. Aí começou a perder intensidade, as pernas pareciam não ter a mesma força, mas especialmente o saque desabou.

Thiem aproveitou muito bem o enredo e passou a comandar os pontos, ainda que seu backhand não mostrasse as mesmas virtudes dos outros dias. Teria vencido se fosse um jogo de três sets, e é isso o que torna os Slam tão especiais. A fraqueza repentina de Djokovic – e olha que a temperatura era de meros 18 graus – sumiu no quarto set ele admitiu que não foi um problema físico. A partir do momento que recuperou a força e precisão no saque, voltou a ficar muito agressivo e isso era essencial para encurralar o austríaco. Destaque para o break-point que salvou logo no game inicial do quarto set, com saque-voleio, o que se mostraria crucial.

É evidente que Thiem tomou decisões incorretas em pontos importantes ao longo do quinto set, mas levemos em consideração que ele entrou em quadra como seis horas a mais de esforço e um dia a menos de descanso. Natural portanto que o braço pesasse e principalmente a cabeça não acompanhasse as pernas. E do outro lado da quadra estava agora o mesmo Djokovic confiante lá do primeiro set, que tirava aqueles preciosos microssegundos que Thiem tanto precisa para não descalibrar o backhand. O golpe terminou a partida com 21 do total de 43 erros e apenas 4 winners.

De qualquer forma, Dominic sai de Melbourne com resultado extremamente positivo, dando novo salto de qualidade sobre a quadra dura, versatilidade essencial se quiser entrar na briga pela ponta do ranking no futuro. Ganhou de quatro cabeças e dois top 10, tirou Nadal e ficou perto de derrubar Djokovic. E, aos 26 anos e dono de físico privilegiado, ainda pode mais.

Kenin é o novo nome do tênis feminino
Se os últimos 13 Slam foram vencidos por apenas 3 homens diferentes, os 12 mais recentes do feminino tiveram 10 campeãs e Sofia Kenin entrou para esse rol com uma atuação espetacular na manhã do sábado, em que virou em cima de Garbiñe Muguruza mostrando a mais importante qualidade de um vencedor: a confiança em si mesmo.

Tenista que mais evoluiu em 2019, Kenin já havia mostrado em vários jogos uma cabeça muito forte e dois dias antes havia tirado nada menos que a dona da casa e líder do ranking Ashleigh Barty. Na reta final da decisão, sem jamais esconder emoções, a norte-americana de 21 anos e em sua primeira decisão de Slam salvou 0-40 e ganhou o game com cinco winners seguidos. Foi tão magnífico que a experiente Muguruza perdeu o rumo daí em diante.

Sofia lembra a trajetória de Maria Sharapova, russa que deixou o país para os EUA já com o sonho do pai de virar estrela do tênis. A diferença é que Maria foi recomendada por Martina Navratilova a Nick Bollettieri, enquanto Kenin treinou em parque público com o pai, que trabalhava de motorista. Vale muito ler toda a história no blog de Mário Sérgio Cruz.

Vale listar que cinco dos últimos seis Slam femininos foram vencidos pela nova geração (Naomi Osaka, Ashleigh Barty, Bianca Andreescu e Sofia Kein), que seguiram às conquistas de Carol Wozniacki, Simona Halep e Angelique Kerber. Um pouco antes, é importante observar que Muguruza, Jelena Ostapenko e Sloane Stephens também representavam a renovação.

Saiba mais
– Além de embolsar mais US$ 2,8 milhões, Djokovic atinge o 78º título da carreira e deixa McEnroe para trás, isolando-se no quinto lugar.
– Ele também iguala Nadal como tenistas  acima de 30 anos com mais Slam, agora cinco cada um.
– Djoko repete Nadal e Federer como únicos a totalizar ao menos 8 títulos num mesmo Slam. Rafa tem 12 em Paris e Roger, 8 em Wimbledon.
– Resta a Thiem se espelhar em monstros como Lendl e Murray, que perderam quatro finais até ganhar seu primeiro Slam.
– Algo inédito na Era Aberta, esta foi a terceira final seguida de Slam no quinto set, repetindo Wimbledon e US Open. Em duas delas, Djokovc venceu.
– O Big 3 chega a 13 Slam consecutivos, segunda maior sequência, atrás das 18 de 2005-09. Desde Wimbledon de 2003, apenas cinco finais não tiveram ao menos um dos Big 3.
– Aos 35 anos, Rajeev Ram conquistou o Australian Open ao lado do britânico Joe Salisbury e marcou um feito: é o duplista na Era Aberta que precisou de mais Slam até enfim levar o título (58), superando Martin Damm (55).
– Aos 21 anos e 80 dias, Kenin é a campeã mais jovem do Australian Open desde 2008, quando  Sharapova venceu Ivanovic, ambas então com 20 anos
– Kenin aparecerá nesta segunda-feira como principal tenista americana, no sétimo lugar do ranking e à frente de Serena.

Desafio Australian Open
David Telles levou o prêmio do desafio para o Australian Open. Ele foi o único a indicar que Djokovic venceria em cinco sets, mas que estaria em desvantagem de 2 sets 1 contra Thiem. Ele poderá escolher entre a biografia de Novak Djokovic ou a de Roger Federer, grandes sucessos da Editora Evora.

Djokovic mantém lógica e mira o 17º
Por José Nilton Dalcim
30 de janeiro de 2020 às 13:34

Ainda que possa jogar um tênis ainda mais perfeito no piso e no lugar de maior sucesso em sua carreira, Novak Djokovic cumpriu os prognósticos e está em sua oitava final do Australian Open, onde aliás jamais perdeu. Seu favoritismo não é porém só uma questão histórica. Começou quatro semanas atrás quando foi buscar ritmo e acabou superando batalhas e emoções na ATP Cup. Chegou pronto para defender o título de Melbourne e o resultado está aí: com 12 jogos invictos, alcança a chance do 17º troféu de Grand Slam e da retomada do número 1 como sobremesa.

Roger Federer me surpreendeu, ao fazer um começo de partida muito consciente de suas limitações. Forçou o saque, tentou definir pontos, soltou o backhand, fez voleios mágicos e, de repente, o primeiro set estava em suas mãos diante de um adversário inesperadamente acuado. Um único ponto fez toda a diferença: forehand no meio da quadra com 0-40 e 4/1 no placar. Claro que o suíço ainda sacou com 5/3, porém aí o primeiro saque não entrou e Djokovic voltou a mostrar aquela admirável qualidade de jogar sob pressão, principalmente contra Federer.

Quando chegou o tiebreak, o sérvio atropelou. Foi o sexto desempate seguido que foi bem superior ao suíço, incluindo os três que fizeram na inesquecível final de Wimbledon. Pela mobilidade reduzida e a dificuldade de executar o fundamental forehand, não acredito que a perda do primeiro set iria alterar o vencedor da partida, porque o caminho sob 33 graus – o jogo começou com sufocantes 36 – era longo demais para uma lombar dolorida e as chances de Federer estariam em manter um tênis de risco muito elevado e pontos curtos. Qualquer rali beneficiaria a consistência ímpar do adversário.

Ainda assim, Federer não jogou mal. Acertou 65% do primeiro saque, com direito a 15 aces, mas o problema foi ganhar 66% desses pontos, reflexo de que, quando a devolução voltava com esmero, ele não tinha a mesma chance. O ataque a todo custo lhe rendeu 46 winners e 35 erros, com sucesso em 20 de 30 voleios. Entrou em quadra com certo sacrifício, lutou, fez jogadas magníficas e saiu com dignidade, como cabem aos campeões.

Djokovic reconheceu ainda na entrevista em quadra que não começou atento, talvez incerto sobre as condições do adversário, e rendeu cumprimentos ao esforço de Roger, “que claramente estava machucado e não na sua melhor movimentação”. Também marcou números expressivos: 73% de primeiro saque, com 11 aces, e 39% de pontos como devolvedor, aproveitando quatro de 11 break-points. E observem: depois de cometer 11 erros não forçados no primeiro set, só falhou mais sete vezes nos outros dois. É uma fortaleza.

Com justiça, disputará sua 26ª final em torneios de Grand Slam, agora cinco a menos que Federer e uma atrás de Rafael Nadal. Também estende sua invencibilidade contra o suíço em jogos de Slam, que vem desde a derrota em Wimbledon de 2012. De lá para cá, foram seis triunfos. A única vitória do suíço em cinco jogos em Melbourne aconteceu em 2007.

Rumo ao oitavo troféu na arena Rod Laver, Nole aguarda quem passar entre Dominic Thiem e Alexander Zverev, que jogam às 5h30 de sexta-feira. Ele tem margens apertadas contra os dois: 6-4 diante do austríaco e 3-2 diante do alemão, porém carrega o trunfo da experiência, que vale muito neste nível tão elevado de competição.

Feminino vê final inesperada
A nova geração também estará na final feminina e pode levar o segundo título seguido: Sofia Kenin, de 21 anos, tentará seu primeiro Slam diante da experiente Garbiñe Muguruza, que vai em busca do terceiro troféu em diferentes Slam.

Mostrando sua conhecida força mental, Kenin venceu dois sets apertados diante da número 1 e de sua torcida. Controlar a cabeça foi o que na verdade faltou a Barty: ela teve saque a favor para fechar o tiebreak e também para ganhar o segundo set.

A primeira final de Slam dará também à tenista de 21 anos, que nasceu em Moscou mas se mudou meses depois para os EUA, o nono lugar do ranking e poderá superar o sétimo posto de Serena Williams se for campeã. Kenin foi eleita em 2019 como a tenista de maior progresso técnico.

Muguruza por sua vez tirou a superembalada Simona Halep, com placar idêntico. A espanhola ousou mais – 39 winners e 44 erros -, mas se segurou bem no fundo de quadra quando precisou. A romena concretizou apenas 3 de 13 break-points e isso obviamente fez diferença.

No único duelo entre elas, em Pequim do ano passado, Kenin ganhou no terceiro set. Mas não dá para tirar o favoritismo da espanhola, que já ganhou Roland Garros e Wimbledon e fará sua quarta final de Slam.

Saiba mais
– Djokovic anotou a 30ª vitória da carreira sobre um top 5 nos Slam e de longe a Austrália é seu lugar predileto, com 14. Mais 6 vieram no US Open e 5 tanto em Paris como em Wimbledon. As derrotas foram 20.
– Com 17 repetições, o duelo Djoko-Federer se mantém como o mais repetido em Slam na Era Aberta, dois a mais que Djoko-Nadal.
– Agora com 11 vitórias, o sérvio se torna o tenista que mais venceu Federer em Slam, superando as 10 de Nadal.
– Com a queda na semi, Federer corre risco de perder o terceiro lugar do ranking caso Thiem seja o campeão no domingo.
– Djokovic pode conquistar seu quinto Slam após completar 30 anos e igualar a marca que Nadal atingiu no US Open.
– Sérvio marcou a 100ª vitória sobre um top 5 em 166 confrontos na carreira.
– Ex-número 1, Muguruza começou o torneio como 32ª, já sobe para 16º e será 12ª em caso de título.
– O jejum de conquistas em simples continuará para os australianos, que não celebram um vencedor desde 1978 entre as mulheres e 1976 no masculino.
– Os donos da casa terão de se contentar com um eventual título de duplas: os convidados Max Purcell e Luke Saville tiraram os cabeça 4 Dodig/Polasek, e decidem contra Rajeev Ram e Joe Salisbury. Esta pode ser a primeira parceria 100% australiana a vencer em Melbourne desde Woodbridge/Woodforde, em 1997.

O reencontro está muito próximo
Por José Nilton Dalcim
26 de janeiro de 2020 às 13:29

Novak Djokovic foi soberano outra vez em quadra, Roger Federer começou lento e depois virou com folga. E assim o reencontro entre eles depende de apenas mais uma rodada no Australian Open, onde obviamente serão favoritos. O sérvio precisa passar pelo saque poderoso de Milos Raonic, o que já fez por nove vezes, e o suíço tem de superar outro jogador consistente do fundo porém hoje o 100º do ranking, Tennys Sandgren.

Como se esperava Schwartzman não deu tanto trabalho no piso duro mais veloz como já conseguiu no saibro e só pôde mesmo comemorar uma quebra de serviço lá na metade do segundo set, quando vinha de uma dura sequência de games perdidos.  Não se pode dizer que o argentino tenha jogado mal, porém falta potência diante de um adversário que se posta em cima da linha, impõe ritmo muito forte e saca com grande qualidade a maior parte do tempo.

Djokovic soma a 10ª vitória na temporada e parece extremamente improvável que Raonic consiga justamente agora acabar com o tabu pessoal. Na temporada em que atingiu talvez seu melhor nível técnico, em 2016, levou duas surras memoráveis do sérvio. O grandão canadense é uma surpresa neste Australian Open, não pelo currículo mas porque ganhou todos seus 12 sets mostrando até mesmo um backhand mais firme. Vale lembrar que só no ano passado ele se afastou por problemas nas costas,  joelho e quadril. Para chegar pela quinta vez nas quartas da Austrália, dominou um exausto Marin Cilic num duelo de ex-top 3 que não acontecia desde 2017.

Depois de um primeiro set preocupante, Federer acabou tendo uma vitória rápida e tranquila sobre um decepcionante Marton Fucsovics, que se mostrou inexplicavelmente apático a partir do 6/4, como se fosse ele quem tivesse 38 anos e lutado por 4h30 na rodada anterior. O suíço não foi brilhante, errou mais do que deveria na base e compensou tudo pelas maravilhas que consegue fazer na improvisação e nos voleios. Foi 37 vezes à rede e venceu 31 pontos. Ficou devendo um pouco com o primeiro serviço (61%), um ingrediente que precisa estar mais afiado a partir de agora.

Pela primeira vez, vai enfrentar Tennys Sandgren e, muito bem humorado na entrevista de quadra com John McEnroe, brincou que já jogou muito tênis mas nunca contra um Tennys. O norte-americano de 28 anos repete as quartas de dois anos atrás, quando surpreendeu Stan Wawrinka e Dominic Thiem, ao tirar os dois italianos top 20 do momento, Matteo Berrettini e agora Fabio Fognini, a quem também havia batido no último Wimbledon. Faz um pouco de tudo: saca bem, gosta de trocar bolas e ataca quando pode. Merece o devido cuidado.

Mais um passo para Barty
Ao menos no quadrante superior da chave feminina, deu a lógica. Ashleigh Barty reencontrará Petra Kvitova nas quartas de final. A canhota tcheca foi quem acabou com seu sonho de título em casa no ano passado. Pelo menos, a australiana ganhou os três duelos seguintes diante e assim a história pode ser diferente.

Mas a líder do ranking não jogou seu melhor nesta semana e a montanha russa diante de Alison Riske exemplificou bem isso, já que até o 4/4 do terceiro set estava tudo aberto. Vice do ano passado, Kvitova perdeu seu primeiro set e depois virou com autoridade sobre Maria Sakkari.

Quem passar, terá favoritismo natural sobre Sofia Kenin ou Ons Jabeur. No duelo americano, Kenin reduziu aos poucos a resistência de Coco Gauff até chegar a um ‘pneu’, mais uma prova de que a jovem Gauff ainda precisa dosar melhor a energia. A tunisiana – primeira árabe nas quartas de um Slam – tem um estilo vistoso, foi bem superior a Qiang Wang mas perdeu 3 dos 4 duelos que já fez contra a base muito sólida de Kenin.

Saiba mais
– Djokovic ganhou nada menos que 12 de suas 13 mais recentes partidas de Slam diante de um top 20. A exceção foi Thiem em Roland Garros-2019.
– Federer se isola como único homem a ter 15 presenças em quartas de final do Australian Open. E nunca perdeu nessa rodada em Melbourne.
– Djoko soma agora 72 vitórias em três Slam diferentes. A exceção é Roland Garros, com 68. Mas curiosamente é na terra onde ele tem mais quartas (13, contra 12 na Austrália e 11 nos demais).
– Mais uma vitória e Federer será o segundo tenista com mais triunfos num mesmo Slam (102), atrás somente de Navratilova (120, em Wimbledon).
– Schwartzman jamais ganhou de um top 5 em 22 tentativas, sendo seis em Slam.
– Sandgren é o jogador de mais baixo ranking a atingir as quartas de Melbourne desde Mikael Tillstrom, então 106º em 1996.
– Raonic lidera o quadro de aces do torneio, com 82, 7 a mais que Kyrgios. No feminino, Goerges atingiu 32 e isso a colocaria entre as 20 melhores do masculino.
– Stefani e sua parceira Carter foram muito bem e venderam caro a derrota nas oitavas. Os mineiros decepcionaram de novo: Soares parou em convidados locais e Melo, favorito nas mistas, parou na estreia e Bruno, nas oitavas.
– Com a queda em simples, o juvenil Gustavo Heide ainda tem uma chance nas duplas.