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Favas contadas
Por José Nilton Dalcim
7 de setembro de 2013 às 14:17

Houve boas surpresas no torneio e, para ser sincero, seria espetacular que Stan Wawrinka tivesse chegado à final pela qualidade do jogo que demonstrou nas seis partidas que fez. Mas não resta a menor dúvida que o mais correto neste US Open era mesmo ver a final entre Novak Djokovic e Rafael Nadal, que representam o melhor do tênis masculino de hoje até mesmo na quadra sintética.

Djokovic teve um início de jogo bem estranho, nervoso, errando muito. E foi engolido pelo tênis agressivo e estiloso de Wawrinka, que disparou winners dos dois lados como se fosse ele o número 1 do mundo. Tivesse vencido o tiebreak do segundo set e não sei se Nole conseguiria a virada. Conforme a partida avançou, os games foram ficando duros e longos, o físico do suíço caiu e isso fez toda a diferença no final, até porque a força mental do sérvio também é superior.

Curiosamente, Nadal também não jogou o seu melhor contra Richard Gasquet e enfim perdeu um game de serviço. Errou bem mais do que vinha fazendo no fundo de quadra, mostrou-se acuado quando o francês veio para cima, devolveu bem abaixo do que faz diante de sacadores muito melhores e seu próprio saque o deixou por vezes em apuros. Mas a superioridade é enorme, especialmente no plano mental, e todo o esforço de Gasquet se esvaiu no tiebreak, onde sem aviso virou um tenista defensivo, exatamente o que não se deve fazer num desempate.
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Mas quando segunda-feira chegar, tudo isso estará esquecido, até mesmo as broncas de Djokovic com a programação equivocada deste sábado. Estará em jogo o tira-teima da temporada, entre os dois tenistas que já venceram um Slam. É também a reeditação da final de 2011 do US Open, quando Nole era então o homem a ser batido. Isso também mudou, o que deixa a expectativa de um jogo emocionamente intenso.

Número 1 x número 2 também no feminino
Faltando apenas 18 dias para completar 32 anos, idade em que a maioria dos tenistas já considera um calendário menor, as duplas ou a aposentadoria, a norte-americana Serena Williams busca neste domingo mais um passo na história.

Ela pode chegar a três pentacampeonatos em três diferentes Grand Slam. Ela já tem isso no Australian Open e em Wimbledon, pode repetir no US Open e completa sua lista com dois em Roland Garros. Fenômeno ainda maior, a alemã Steffi Graf tem pelo menos quatro troféus em cada Slam.

Com essa extraordinária coleção, Serena pode igualar os 17 troféus de Roger Federer e dividir com ele a sexta colocação nesse quesito ao longo da história, ficando muito perto de repetir os 18 de Martina Navratilova e Chris Evert, contra quem concorre para ser indicada a maior tenista norte-americana de todos os tempos. O recorde, aparentemente inalcançável, são os 24 da australiana Margaret Court.

É justamente contra isso que a bielorrussa Victoria Azarenka joga sua quarta final de Grand Slam, a segunda seguida no US Open e diante da mesma Serena. As duas se respeitam muito e certamente hoje Vika é a tenista que mais ameaça o domínio da número 1, porque tem pernas para correr atrás da bola pesada, potência para tirar o tempo da adversária e uma notável facilidade para trocar a direção da bola.

Não resta dúvida de que, no circuito feminino de hoje, é a melhor final que o US Open poderia ter, principalmente porque quem vencer terá sido a única a embolsar dois Slam na mesma temporada.