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Nadal é única ameaça ao nº 1 de Djokovic
Por José Nilton Dalcim
16 de julho de 2019 às 23:34

Com um título, um vice e uma semifinal de Grand Slam na temporada, o espanhol Rafael Nadal é o jogador com condições reais de brigar com o sérvio Novak Djokovic pela ponta do ranking. Ainda que seja possível uma luta direta no US Open, a probabilidade maior é de os dois chegarem próximos ao Finals de Londres e decidirem ali, bem na reta final da temporada, a outra grande honraria do tênis profissional.

Vejamos um ‘passo a passo’ numérico do que pode acontecer nos próximos meses:

1. Canadá e EUA
Embora seja matematicamente possível Nadal superar Djokovic após o US Open, neste momento isso parece bem pouco provável. A temporada que ambos deverão jogar nas quadras duras inclui três torneios; Canadá, Cincinnati e US Open, com total possível de 4.000 pontos.

Para que tenha chance de brigar pelo posto em Nova York, Nadal terá de ganhar os três torneios, o que elevaria seu total em 2.280 pontos e o levaria para 10.225 (defende 1.000 no Canadá e não somaria nada, não jogou Cincy e parou na semi do US Open em 2018).

A Djokovic, no entanto, bastaria ser quartas nos dois Masters e oitavas no US Open para marcar os 900 pontos necessários e repetir os mesmos 10.225. Ele só venceu um jogo no Canadá no ano passado e defende os títulos de Cincy e do US Open.

Mais realista, a melhor situação para Nadal seria ganhar os três torneios em cima de Djokovic – serão cabeças 1 e 2 – e assim ele reduziria a diferença atual em 2.970 pontos e os dois iriam para a fase asiática com vantagem do sérvio de 1.500.

2. Asian Swing
Ainda que consiga essa notável reação, Nadal continuaria com dificuldade de recuperar a liderança nos torneios que ele e Djoko devem jogar na Ásia, mesmo lembrando que a partir do US Open o espanhol não defende mais qualquer ponto no ranking.

A previsão é de Rafa jogar como sempre em Pequim. Djoko já anunciou que irá a Tóquio. O natural é cada um vencer seu ATP 500. Já em Xangai. o sérvio defende os 1.000 pontos e não pode somar. Mesmo um novo título de Nadal sobre Djoko seria insuficiente, porque causaria redução de 1.400 pontos.

3. Piso coberto europeu
Chegaríamos então aos três últimos torneios da temporada. Os dois podem entrar nos 500 de Viena e da Basileia, com chance de somar tudo, mas em Paris o sérvio foi vice e precisará repetir 600 pontos.

Por fim, virá o Finals de Londres, onde Djoko novamente foi vice e defende 1.000 pontos.

4. Corrida simplifica
Como se pode ver, a expectativa por uma briga pelo número 1 só pode ocorrer mesmo lá na reta final do calendário, quem sabe outra vez na arena O2, como aconteceu entre Djokovic e Andy Murray em 2016.

Por isso mesmo, acho que a disputa toda particular entre Djokovic e Nadal pela liderança mereça ser acompanhada não pelo ranking tradicional – onde está bem claro que dificilmente o sérvio perderá o posto antes de novembro -, mas sim pelo ranking da temporada, a tal Corrida para Londres.

Nessa disputa, os números estão bem mais próximos. Djokovic lidera com 6.725, e Nadal está exatamente 500 atrás, com 6.225. Na classificação da temporada, apenas se acrescentam os pontos conquistados e então este será o termômetro mais adequado para saber se o espanhol vai ter ou não a oportunidade de recuperar o topo da lista.

Claro que matematicamente há pelo menos três outros jogadores que podem engordar essa briga: Roger Federer (5.060 pontos em 2019), Dominic Thiem (3.315) e Stefanos Tsitsipas (2.995). Mas qualquer esperança residiria em marcar no mínimo 2.000 a mais que Djokovic e Nadal até o fim do US Open, o que convenhamos é uma tarefa quase hercúlea.

E mais
– Djokovic alcançou a 260ª semana como número 1 e deverá empatar com Jimmy Connors assim que acabar o US Open (268), mirando fatalmente Ivan Lendl (270). Se terminar o ano na ponta, alcançará Sampras (286) na segunda semana de janeiro e aí estará 24 atrás do recordista Federer (310).
– Agora, o Big 3 lidera todas as três primeiras posições dos que ficaram mais tempo no top 2: Federer (528), Nadal (513) e Djokovic (391).
– Faltam 4 semanas para Nadal superar Agassi em semanas no top 10 (747 a 743) e assumir o terceiro posto.

Desafio Wimbledon
Oito internautas apontaram que Djoko venceria Federer na final de Wimbledon por 3 sets a 2, mas quem chegou mais perto do placar foi Bruno Vieira, que cravou 7/5 2/6 5/7 7/6 11/9, em 4h55. Ele poderá escolher entre a biografia de Federer ou de Djokovic, grandes sucessos da Editora Évora.

Djokovic aperta na luta para ser o maior
Por José Nilton Dalcim
14 de julho de 2019 às 21:39

Vencer Wimbledon é o maior sonho da maciça maioria dos tenistas do circuito. Imagine então ganhar uma final salvando dois match-points com o adversário sacando, e levantar três troféus no Club em cima de Roger Federer. Como tem sido hábito, Novak Djokovic se encheu de feitos extraordinários neste domingo de tanta emoção em Wimbledon. Chegou ao pentacampeonato, igualando-se a Bjorn Borg. Garantiu justo lugar entre os grandes que já pisaram a quadra de grama.

Quando Federer chegou ao 40-15 no 8/7 do quinto set e perdeu os dois match-points, veio à minha cabeça situação bem semelhante, embora menos importante, na semi do US Open de 2011. Então, Djokovic também salvou os dois match-points com o suíço no saque, o primeiro deles com uma devolução que ficou antológica. A diferença é que naquela ocasião Roger saiu totalmente de jogo. Agora ainda se manteve firme, tendo até uma nova oportunidade de quebra antes do tiebreak do 24º game.

O que decidiu o jogo, a meu ver, foi a postura de cada tenista nos três tiebreaks. Vale lembrar, aliás, que Djokovic já havia vencido dois desempates no duelo mais recente de Paris-Bercy. Neste domingo, obteve quebra logo no terceiro ou quarto lance de todos os desempates, abrindo sempre 3-0 ou 3-1. Obrigou o adversário a correr atrás do placar e se aplicou ferrenhamente em fazer Federer jogar o tempo inteiro, induzindo a erros. Recordista de tiebreaks vencidos no tênis profissional, o suíço não teve a postura ofensiva recomendada.

Djoko jamais perdeu um quinto set para o rival em quatro ocasiões. É dono de um poder mental incomum, encontrando soluções corretas nas situação mais apertadas. Neste longo duelo de 5 horas, viveu um ‘apagão’ no segundo set e voltou a se achar, retomando o plano de jogo que pretendia prender ao máximo o oponente no fundo de quadra. Sofreu como era de se esperar com os slices. Talvez pudesse ter sido um pouco mais agressivo – fez 40 winners a menos e se arriscou na rede apenas 36 vezes em mais de 400 pontos disputados – e isso lhe custou sete quebras de serviço. A famosa ‘vitória nos detalhes’ cai como uma luva nesta maratona.

Federer sempre disse que uma de suas grandes qualidades é esquecer rapidamente o que passou, mas tenho dúvidas se a chance perdida do 9º Wimbledon e do 21º Grand Slam será assim apagada de imediato. Qualquer ‘domingueiro’ que já perdeu uma partida com match-point sabe o quanto isso mexe com a cabeça. O que dirá então ver um título de tamanha envergadura escapar entre os dedos, ainda mais na reta final da carreira. Como bem disse Serena Williams no sábado, nesta altura cada vez parece a última.

Existem atenuantes motivadores, e sem dúvida o principal deles é como o suíço se manteve com pernas ao longo do extenso jogo, vencendo com empenho físico algumas longas trocas de bola lá no final do quinto set. Mostrar-se competitivo contra um adversário tão qualificado, no ápice de sua forma e seis anos mais jovem, é sinal evidente de que ainda há oportunidades pela frente. A pergunta que só Roger poderá responder é o quanto o fardo dessa amarga derrota irá pesar.

Com quatro dos últimos cinco Slam conquistados no espaço de 12 meses, numa reviravolta completa e exemplar de sua carreira, Djokovic não poderá estar mais motivado para o US Open, onde também defenderá o título dentro de seis semanas. O 16º troféu de Slam reduz novamente a distância para os 18 de Rafael Nadal e principalmente para os 20 de Federer, o que abre perspectivas reais de se lutar por esse recorde já em 2020. Temporada em que também poderá superar a marca do suíço na quantidade de semanas na liderança do ranking.

A briga para ser o maior de todos nunca esteve tão aberta para o sérvio.

A façanha de Halep
Confiança foi a chave para Simona Halep conseguir uma verdadeira façanha na Quadra Central no sábado. Não pela vitória em si sobre a multicampeã Serena Williams, mas pela forma com que dominou a partida do começo ao fim, uma postura que mesclou determinação de correr atrás de todas as bolas com a coragem de tomar a iniciativa dos pontos.

Não é fácil encarar uma adversária com histórico tão vasto em Wimbledon e, mais ainda, entrar em quadra com retrospecto de nove derrotas em dez tentativas. Halep no entanto teve atitude positiva o tempo inteiro e talvez lá no fundo apostasse que a proximidade do recorde de Slam iria novamente afetar o emocional da norte-americana.

A definição da romena foi precisa e preciosa: aprendeu com cada derrota que já sofreu, tanto em finais de Slam como no circuito, e acreditou que poderia mudar seu destino. Apenas para lembrar, Halep ficou com três vices, dois em Paris e outro em Melbourne, até finalmente ganhar Roland Garros no ano passado. Agora, adicionou Wimbledon, um feito que ela admitiu não ter passado por sua cabeça, ao menos para este ano.

Serena não deu desculpas e creditou tudo na conta de Halep. Afirmou estar fisicamente bem e saber que a cabeça não tem suportado a pressão. Acha que a falta de títulos no circuito dificulta a missão nos Slam, mas ao mesmo tempo que o joelho não suporta um calendário mais apertado. Uma encruzilhada. E, como diria o poeta Mick Jagger, o tempo não espera por ninguém.

Quem vence Wimbledon? Palpite. Vale biografia.
Por José Nilton Dalcim
13 de julho de 2019 às 11:36

ArquivoExibirNovak Djokovic ou Roger Federer? Quem leva o histórico título de Wimbledon neste domingo? Momento mais do que ideal para um desafio do Blog do Tênis. Aquele que chegar mais perto do resultado poderá escolher entre a biografia de Federer ou de Djokovic, ambos grandes sucessos da Editora Évora.

Indique vencedor, placar e duração da partida, conforme modelo abaixo. Claro que vale primeiro o vencedor; entre os que acertarem, o placar que mais bem explicar o andamento do jogo; por fim, para desempate, o tempo de jogo.

Caso queiram (e devam) fazer comentários sobre as semifinais ou a decisão, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo. Deixem aqui somente os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque às 14h de domingo. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: são permitidos palpites pelo Facebook oficial do site TenisBrasil, mas não valem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, o que facilita muito na hora da apuração:

Djokovic vence Federer, 3 sets a 1, parciais de 6/4 4/6 6/4 6/4, em 3h05.