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Espetáculo parisiense
Por José Nilton Dalcim
31 de outubro de 2013 às 07:33

O Omnisports, arena multiuso a sudeste de Paris, impressiona logo de cara pela estrutura piramidal, incluindo longas escadas que levam às entradas principal e laterais. Aliás, subir e descer escadas é um exercício natural na Cidade Luz, principalmente para os turistas.

A estação de metrô Bercy está a 100 metros do portão de entrada. Isso mesmo. É ainda mais fácil do que a arena O2, de Londres. Quando se pensa no que temos no Ibirapuera ou no Maracanãzinho, parece piada. Ao mesmo tempo, estão à disposição nove bolsões de estacionamento anexos ao ginásio e dois pontos de táxis.

Mas os franceses também têm seus problemas. Apenas seis portarias dão acesso ao público, que passa por uma revista rápida, o que no entanto se torna suficiente para causar imensas (e comportadas) filas, principalmente na troca da sessão diurna pela noturna.

O Masters 1000 pariense também faz opção por duas sessões de ingresso. Quem tem tempo, deve comprar para o dia todo, que custa a partir de 13 euros e dá acesso também às quadras 1 e 2. Para entrar em sessões separadas, já se paga bem mais, começando em 18 euros. Parece caro, mas todas as rodadas noturnas estão lotadas desde a quarta-feira, e estamos falando em 13.900 lugares. Com isso, chove cambistas na saída do metrô, todos educados e discretos.

Dentro do ginásio, existe preocupação em dar atividades ao público, como jogos eletrônicos (de futebol!), lojinhas de artigos esportivos e alguma coisa de outros patrocinadores. No geral, fraco. A parte de alimentação principallmente é bem acanhada, com hot dog de um salsicha a 4,5 euros. A arena O2, por exemplo, dá um banho nisso, com restaurantes e lanchonetes de todos os níveis.

Uma boa ideia dos organizadores em Paris tem sido a sessão diária de autógrafos, entre segunda e quinta-feira. Outra foi a de presentear qualquer espectador aniversariante do dia com um ingresso para 2014.

Embora seja consideravelmente confortável assistir aos jogos no ginásio principal – e acompanhar aquela bela entrada high-tech dos tenistas em quadra (vocês devem ter visto na TV aí) -, gostei mesmo foi de ir às quadras secundárias. São no máximo cinco fileiras de cadeira e você fica grudado nos tenistas, parece estar vendo a partida na tela da quadra do seu clube ou academia. Como estamos num Masters 1000, fica então pertinho de gente como Berdych ou Del Potro, podendo sentir os golpes, o efeito da bola, a reação. Foi lá que vi a estreia de Janowicz com seu saque espetacular (vídeo acima).

Todas as três quadras de jogo têm telão de LED com placar permanente, informações estatísticas e o desafio eletrônico. O diferente é que você pode rever imediatamente um lance bonito da partida, como se estivesse na TV de casa.

Marcas – Com a classificação suada para Londres, Roger Federer estará em seu 12º Finals, igualado Lendl e ficando um atrás do recordista Agassi. Poderá assim sonhar com o sétimo título no ano em que comemora o 10º aniversário da primeira conquista, em Houston. Além do recorde de títulos, o suíço é o segundo em finais (oito, contra 9 de Lendl) e de semis (10, diante de 12 do mesmo Lendl).

Ninguém deve ter falado nisso, mas Federer superou outra marca de Sampras nesta segunda-feira, ao figurar pela 587ª semana como top 10. Está muito longe de Lendl (647), Agassi (747) e Connors (817). O suíço também igualou Sampras em quantidade de temporadas em que irá terminar no top 10, com 12, imediatamente atrás de Agassi e Lendl (13) e longe de Connors (16).