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10 coisas para se ficar muito atento em 2019
Por José Nilton Dalcim
20 de dezembro de 2018 às 01:12

A temporada 2019 começa oficialmente dentro de 11 dias e traz 10 grandes assuntos – alguns bem polêmicos – que devem mexer com seus nervos.

GOAT
Rafa Nadal e Novak Djokovic sabem que a temporada 2019 será essencial na tentativa de alcançar Roger Federer ao menos na contabilidade dos troféus de Grand Slam. Assim, precisam ganhar ao menos um, mas de preferência dois títulos desse porte para alimentar a disputa. Nole já sai de favorito em Melbourne e tem tudo para ser o maior adversário de Rafa em Paris. Mas e o suíço? É o atual bicampeão da Austrália, portanto olho nele.

Alexander Zverev
O alemão de 21 anos terminou em alta a temporada, com vitórias sobre Federer e Djokovic no Finals. Conta com a sabedoria de Ivan Lendl para buscar campanhas dignas de Grand Slam e, coisa rara, tem potencial para brilhar em qualquer piso. Necessita porém de apuro físico e emocional. É a grande aposta e o maior enigma de 2019.

Serena e o recorde
Mesmo fora de sua melhor forma física, Serena Williams fez finais em Wimbledon e US Open, prova de sua incrível qualidade técnica, mas deixou escapar a chance de igualar os 24 Slam de Margaret Court. Se a Austrália estiver com o piso veloz dos últimos anos, pode ver a marca histórica já em janeiro. A pergunta é: Serena aprendeu com seus erros em Nova York?

Murray e Wawrinka
Ainda haverá espaço para Andy Murray  Stan Wawrinka num circuito dominado pelo vigor físico e com a nova geração com facas nos dentes? Stan terminou bem melhor a temporada de retorno, como 66º, mas daqui a três meses completa 34 anos e nunca se sabe o tamanho de sua fome. Murray, indo para os 32 anos, começa como 257º. Divulgou nas mídias seu gigantesco esforço para recuperar a forma atlética, o que ao menos indica determinação.

O 100º de Federer
Nunca se pode duvidar de mais um título de Grand Slam, mas a expectativa pelo 100º troféu parece ser a mola que impulsiona Federer em 2019. Quanto mais cedo acontecer, mais leve e solto deixará o suíço para se aproximar do recorde de 109 títulos de Jimmy Connors. Como tudo indica que o suíço jogará pelo menos mais uma temporada, em 2020, a chance é boa.

Duelo no saibro
Rafael Nadal mais uma vez sobrou sobre as quadras de saibro. A temporada 2019 no entanto traz dúvidas. Antes de tudo, sobre sua forma física. Depois, a volta ao ápice de Djokovic e o amadurecimento de Zverev e de Dominic Thiem podem deixar a terra mais competitiva. Vale lembrar que Rafa venceu 11 das últimas 14 edições de Roland Garros.

Osaka na briga
Grande saque, poderosos golpes de base e tudo aliado à notável mobilidade em quadra. Naomi Osaka não foi apenas a grande surpresa da temporada feminina como também mostrou um admirável arsenal técnico que são suficientes para colocá-la na luta por novos Slam e pela ponta do ranking. A meta primordial é se livrar dos fantasmas do US Open.

Renovação no top 10
Há pelo menos quatro nomes batendo à porta do top 10, o que levaria a uma renovação brutal no ranking masculino. Karen Khachanov, Borna Coric e Fabio Fognini estão a menos de 900 pontos de John Isner. Não se pode destacar também Stefanos Tsitsipas e Daniil Medvedev. O grego, aliás, divulgou um extenso calendário para o primeiro semestre, onde tem pouco a defender. Tenta o pulo do gato.

O que será da Copa Davis
O polêmico novo formato será colocado em xeque já em fevereiro, quando se saberá se os principais tenistas irão aderir. A rodada qualificatória terá Sérvia de Djokovic, Bélgica de Goffin, Alemanha de Zverev, Suíça de Federer e Wawrinka, Áustria de Thiem, Austrália de Kyrgios, Itália de Fognini, Canadá de Shapovalov, Japão de Nishikori e República Tcheca de Berdych. E tudo isso no final de semana pós-Austrália. Tenso.

Novo e pequeno ranking
A própria ATP estima que 60% dos atuais 2.047 nomes listados em seu ranking semanal irão simplesmente desaparecer quando entrar em vigor, no dia 1º de janeiro, as mudanças implementadas com a retirada quase total dos pontos de nível ‘future’. Os excluídos irão para um ranking ITF e ali lutarão por vagas nos challengers. Ou seja, outra vez o tênis masculino terá dois rankings (lembram da confusão causada com a Corrida?). O princípio básico é dar mais espaço para a nova geração e fortalecer os torneios. Vamos ver o que acontece na prática.