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Com drama, sem público
Por José Nilton Dalcim
12 de fevereiro de 2021 às 13:25

Cotados para repetir a final do ano passado dentro de seis dias, Novak Djokovic e Dominic Thiem viveram uma terceira rodada de tensão e drama em que vislumbraram a queda inesperadamente precoce, mas souberam reagir em quinto sets muito bem jogados. Porém, se o austríaco sai fortalecido por uma virada espetacular contra um inspirado Nick Kyrgios e sua ruidosa torcida, o sérvio deixa preocupações sobre seu quadril machucado.

Thiem e Kyrgios justificaram a expectativas de emoções e equilíbrio, mas sinceramente esperava um pouquinho mais de qualidade. O austríaco jogou acuado nos dois primeiros sets, muito pela postura do adversário, que forçou devoluções mas também por sua atitude um tanto passiva. Um vacilo de Kyrgios no começo do terceiro set, em que exagerou na descontração – pouco antes havia fechado o segundo set com um saque por baixo -, foi o combustível para Thiem se soltar e daí em diante jogar no nível que se espera dele.

O jogo ficou então bem interessante, um grande duelo de saques e bolas na linha, variações constantes de Kyrgios e pés mais bem movimentados do cabeça 3. Conforme Thiem encostava no placar, o adversário saia do equilíbrio emocional, embora jamais tenha chegado aos destemperos conhecidos. A decisão veio ali no sétimo game do set final, na segunda tentativa de quebra, e Thiem fechou uma vitória extremamente importante com máxima eficiência no seu backhand. Note-se que ele fez mais winners do que Kyrgios (57 a 52). De seus 28 erros, 20 foram nos dois sets iniciais e apenas oito quando começou a reagir.

Djokovic vinha tendo trabalho contra Taylor Fritz, mas o jogo estava sob controle. É verdade que perdeu o serviço quando sacou para o primeiro set, mas depois fez um tiebreak impecável. O norte-americano voltou a perder o saque no game inicial da outra série, salvou break-points com coragem e teve chance de empatar no oitavo game antes de o sérvio sacar muito bem. Aí no terceiro game do terceiro set veio o contrapé e a torção de quadril. Djoko foi atendido no vestiário e nas viradas seguintes e claramente perdeu a potência no saque e a mobilidade para a direita. Com caretas de dor, enfim cedeu o saque e o set.

Virou drama e incerteza. Fritz levou o terceiro set e já tinha uma quebra no quarto quando houve a parada para retirar o público do estádio. Talvez isso tenha sido essencial para Nole. Embora não tenha recuperado a quebra e se viu no quinto set, ele voltou a jogar bem, distribuindo notáveis pancadas com o forehand e dominando as trocas novamente. É um competidor espetacular e foi plenamente justificável sua euforia ao se classificar pela 14ª vez para as oitavas do Australian Open e anotar o 299º triunfo de Grand Slam.

A luta por vaga nas quartas é curiosa para os dois. Thiem deve levar toda confiança para encarar Grigor Dimitrov, contra quem possui retrospecto negativo de 3 a 2, tendo perdido as duas mais recentes. Djokovic por seu lado encara o ‘freguês’ Milos Raonic, que só tirou três sets em 11 duelos, sete deles na quadra dura, porém o sérvio já diz que não tem certeza de que estará inteiro para o domingo. Exames preliminares indicam ruptura muscular.

Feminino vai pegar fogo
Sem surpresas, sete cabeças de chave e todos os grandes nomes que jogaram nesta sexta-feira avançaram para as oitavas de final da chave feminina, o que garantirá uma programação espetacular para domingo: Simona Halep x Iga Swiatek, Naomi Osaka x Garbiñe Muguruza e Serena Williams x Aryna Sabalenka. A outra partida envolverá Marketa Vondrousova e Su-Wei Hsieh.

Mas Serena ficou devendo. E muito. Fez uma partida de nível bem ruim diante da jovem Anastasia Potapova, que sequer está no top 100 e cometeu duplas faltas lá na linha de base. Ainda assim, sacou para o primeiro set e liderou o tiebreak. Se não controlar melhor os nervos, Williams não irá longe. Sabalenka confessou ter tido Serena como espelho na infância.

Osaka e Muguruza estão batendo muito na bola e farão um curioso primeiro duelo no circuito. Halep se recuperou do jogo que quase perdeu na rodada anterior e fará o ‘tira-teima’ contra Swiatek. São dois jogos de resultados bem imprevisíveis.

Sem público
Este pode ter sido o último dia de público no Australian Open. O surgimento de 13 novos casos em Melbourne, levou o governo a adotar rápidas medidas preventivas e determinar novo isolamento obrigatório a todos, que só poderão sair de casa em situações específicas.

Isso quer dizer que nos próximos cinco dias o torneio não poderá vender ingressos, nem ter pessoas nas arquibancadas que não sejam credenciadas. O diretor Craig Tailey diz que espera a retomada de torcida para a fase final. a partir de quinta, quando acontecem as semis femininas e a primeira semi masculina.

E mais
– Esta foi a quarta virada de 0-2 de Thiem em Slam. Duas aconteceram nos EUA (2014 e 20) e as outras na Austrália (2018 e 2021). Já Kyrgios tem 8 a 3 em quinto sets em Slam, com todas as derrotas em casa (Paire, Seppi e Thiem).
– Zverev manteve retrospecto perfeito contra Mannarino e realizou seu jogo mais tranquilo da semana. É super favorito contra Lajovic, a quem venceu duas vezes no quinto set em Roland Garros.
– Dimitrov só precisou jogar sete games antes do abandono de Pablo Carreño por lesão abdominal. O búlgaro fez semi no torneio em 2017.
– Notável atuação de Aliassime em cima do amigo e compatriota Denis Shapovalov, com destaque para sua eficiência nos contragolpes e passadas. Tenta repetir as oitavas do US Open-2020 contra Karatsev, russo de 27 anos que veio do quali e despejou 50 winners sobre Schwartzman e já totaliza 122 no torneio.
– Swiatek ganhou todos os últimos 20 sets que disputou em Grand Slam, já que levou Roland Garros invicta. Perdeu três serviços contra Ferro, um aspecto que precisa evoluir.
– Nadal não treinou na sexta-feira e tenta ficar pronto para encarar o canhoto Norrie na noite local.
– Expectativa pelo duelo de gerações entre De Minaur-Fognini e Rublev-López, ambos inéditos no circuito.
– A Rússia nunca teve mais de dois representantes nas oitavas de um Slam profissional e pode agora ter quatro, caso Medvedev, Rublev e Khachanov se juntem a Karatsev.
– Berrettini no entanto é favorito contra Khachanov, tendo vencido todos os três duelos.

Vitória, sorriso e choradeira
Por José Nilton Dalcim
11 de fevereiro de 2021 às 12:31

Mais um jogo fácil, como se previa, somado a esforço inesperado e precoce dos principais adversários deveriam formar panorama mais animador para Rafael Nadal. O número 2 do mundo perdeu apenas 15 games em duas rodadas, economia importante para se gastar lá na frente. Mas ao final do dia surpreendeu: ‘O prazo para me curar das costas está se esgotando’.

Na quadra, nem parecia tão ruim assim. Michael Mmoh não chegou a um único break-point, ainda que o saque do espanhol ainda estivesse abaixo de sua energia habitual. A quantidade de aces até subiu em relação à estreia, a velocidade média avançou de 176 para 178 km/h e o espanhol dobrou o número de winners, totalizando 40. Ainda mostrou desconcentração e sorriu largamente quando uma moça exaltada na arquibancada mandou um ‘dedo médio’ ao juiz de cadeira.

Esse conjunto deve ser mais do que suficiente para superar o também canhoto Cameron Norrie, o número 69 do mundo a quem jamais enfrentou. O britânico é esquentadinho e só tem uma vitória sobre adversários top 20 na carreira. No entanto, Nadal voltou a colocar água na fervura: ‘As costas não estão sob controle, estou fazendo enorme esforço para sacar. Já tentamos de tudo e amanhã optaremos por um novo tratamento. Se não funcionar, estarei no limite’.

Adversários passam sufoco
Enquanto isso, nomes fortes como Stefanos Tsitsipas e Fabio Fognini sofreram desgaste já nesta segunda rodada. O grego perdeu os dois tiebreaks que disputou contra o grande saque de Thanasi Kokkinakis e ainda ganhou dois sets bem exigentes. Terá um jogo teoricamente bem mais simples contra Mikael Ymer antes de desafiar Matteo Berrettini ou Karen Khachanov.

Fognini por sua vez chegou a estar com 2 sets a 1 de desvantagem diante de Salvatore Caruso e só foi ganhar num apertadíssimo match-tiebreak, em que precisou salvar match-point. Ainda teve discussão boba e ríspida, inconformado que o compatriota não pediu desculpas por ter acertado ‘golpes de rabo’, como definiu o intempestivo Fognini. Precisará descansar ao máximo para encarar a correria de Alex de Minaur e a torcida.

Os russos estão chegando
Thiago Monteiro merece elogios pelo tremendo esforço que fez para ser competitivo diante de Andrey Rublev, que desceu o braço o tempo inteiro num piso bem veloz, não se importando de mandar algumas bolas para longe da linha de duplas.

O canhoto brasileiro se manteve focado, perdeu os dois primeiros sets porque Rublev soube se aproveitar do segundo saque mais lento. mas Thiago esteve perto – e merecia muito – de ganhar o terceiro e mexer com a cabeça do jovem adversário. Foi mesmo uma pena Monteiro ter cruzado tão cedo com um jogador que está em momento mágico da carreira e em sua melhor superfície.

Rublev tem o veteraníssimo Feli López e provavelmente Casper Ruud pela frente antes de chegar em Daniil Medvedev, que fez outra partida sem grande brilho porém eficiente e festejou bem seu 25º aniversário. O nível subirá diante de Filip Krajinovic, última barreira para as quartas, já que no seu setor sobraram Mackenzie McDonald e Lloyd Harris.

Adeus à campeã
E teremos mais um ano sem que o Australian Open veja uma campeã defender seu título, algo que só aconteceu três vezes neste milênio, com Capriati, Serena e Azarenka. A verdade é que Sofia Kenin já vinha dando mostras de fragilidade física e emocional e aí encarou uma inspirada Kaia Kanepi. Só ganhou cinco games em 64 minutos de quadra. “O nervosismo tomou conta de mim”, se queixou a norte-americana.

Kanepi já tem 35 anos e figurou no top 15 quase uma década atrás, bem distante do atual 65º lugar de agora. Já fez quartas em todos os outros Slam exceto a Austrália e possui uma chance real diante de Donna Vekic e depois frente a Jennifer Brady ou Kaja Juvan. No seu quadrante, permanece viva Elina Svitolina, que terá no entanto jogo exigente contra Yulia Putintseva.

Dentro do clima de imprevisibilidade da chave feminina, Ashleigh Barty caminhava tranquila para uma rápida classificação quando sentiu a coxa esquerda e quase perdeu o segundo set, com evidente dificuldade para sacar. Pode se complicar diante de Ekaterina Alexandrova, o que abre chance para Karolina Pliskova ou Elise Mertens irem mais longe. A belga está bem consistente e merece atenção.

E mais
– Aos 39 anos, Feli López virou de 2 sets a 0 contra Sonego, num jogo em que o canhoto espanhol foi 80 vezes à rede e ganhou 60 pontos. Ele disputa seu 18º Australian Open e o 75º Slam consecutivo, recorde absoluto.
– Tsitsipas insinuou ter se lembrado da terrível derrota para Coric no recente US Open quando deixou escapar o match-point no quarto set contra Kokkinakis. ‘Aprendi algumas coisas’.
– Svitolina afirmou que o trabalho com psicólogo esportivo tem sido essencial na sua evolução: “Estou entendendo melhor as coisas em quadra”.
– Boa aposta para uma grande surpresa é Jessica Pegula, aquela que tirou Azarenka e atropelou Stosur. Vai enfrentar Mladenovic.
– Público aumentou na quinta-feira. Depois de médias diárias na casa dos 17 mil, chegou a 21 mil, metade de uma lotação normal.
– Fritz promete atuar ‘extremamente agressivo’ contra Djokovic. Nos dois jogos que fez no saibro, levou surra. Nas outras duas vezes que chegou à terceira rodada da Austrália, perdeu para Federer e Thiem. Azarado o rapaz.
– Organização atendeu Kyrgios e o deixou outra vez no estádio John Cain, onde enfrentará Thiem às 5h de Brasília. O australiano não vence um top 5 em Slam desde Nadal em Wimbledon-2014.
– Zverev tem recorde perfeito de 5-0 sobre canhoto Mannarino, com três vitórias entre setembro e novembro de 2020.
– Dois canadenses podem ir às oitavas. Um é certo, entre Shapovalov-Aliassime. O outro pode ser Raonic, que encara Fucsovics.
– Se a lógica prevalecer, as oitavas femininas na parte inferior da chave poderão ter incríveis duelos: Halep-Swiatek, Serena-Sabalenka e Osaka-Muguruza.

Sustos precoces
Por José Nilton Dalcim
10 de fevereiro de 2021 às 11:41

Dois fortíssimos candidatos ao título levaram sustos um tanto precoces no Australian Open. O oito vezes campeão Novak Djokovic sentiu o calor de 32 graus, voltou a perder tiebreak e se viu seriamente ameaçado pelo norte-americano Frances Tiafoe no final do terceiro set. mas enfim tomou conta do jogo depois de tanto sufoco. Já a cabeça 2 Simona Halep teve dificuldades diante da local Alja Tomljanovic e ficou bem perto da eliminação.

Nole teve chance de quebrar no começo do segundo set, Tiafoe se safou com coragem e daí em diante o sérvio viveu alguns altos e baixos, ainda que tenha sacado bem nos momentos importantes, e foi um tanto passivo no primeiro tiebreak. Poderia também ter simplificado o terceiro set quando abriu 3/1, porém oscilou de novo, permitiu empate e deixou escapar dois set-points no 10º game. O norte-americano jogou de forma inteligente, abusando de slices e indo à rede de forma repentina. E teve uma chance de ouro para colocar mais pressão no superfavorito mas cometeu dois erros não forçados bobos logo na abertura do segundo tiebreak e isso jogou por terra todo o esforço.

Quase metade dos 56 winners do sérvio foram de aces (26), com especial atenção ao segundo saque muito forçado, o que aliás parece ter virado um padrão para diversos tenistas neste começo de temporada, incluindo o próprio Tiafoe. O índice de acerto de Nole não foi dos melhores (62%) e os 32 erros não forçados da base fogem um tanto de sua qualidade habitual. Djoko parabenizou a consistência de Tiafoe e diz que não sentiu tão bem a bola por culpa do piso muito veloz: “Não entendo por que a organização aumenta a velocidade ano após ano”, reclamou, já preocupado com o duelo contra Taylor Fritz e quem sabe depois Milos Raonic. “Precisarei melhorar o percentual de saque para ser competitivo”.

Quadrante da morte
Dominic Thiem contra Nick Kyrgios e Pablo Carreño diante de Grigor Dimitrov compõem um quadrante de incrível qualidade. Quem sobreviver, ainda terá provavelmente de encarar Diego Schwartzman ou Denis Shapovalov. Não dá para reclamar, né, torcida?

Enquanto o austríaco economizou energia, Kyrgios salvou match-point com passada espetacular e virou jogo de tirar fôlego diante do talentoso Ugo Humbert. Foram 137 winners nos cinco sets, sendo 65 do australiano. O apoio da torcida foi ensurdecedor. Thiem que se prepare.

Ainda longe dos holofotes, Alexander Zverev voltou a mostrar frustração após o primeiro set exigente contra o lucky-loser Maxime Cressy, porém totalizou apenas 11 erros na partida de 31 games Agora encara o canhoto Adrian Mannarino e continua como franco candidato a cruzar com Djokovic nas quartas.

Halep escapa por pouco
Como já dizia o histórico entre elas, Halep sofreu para ir à terceira rodada e só não caiu porque Tomljanovic se perdeu nos nervos na reta final. A australiana jogava solta e agressiva, com respaldo do público. Fez 5/2 e sacou para a classificação, mas o braço pesou e a romena ganhou os cinco games seguintes. É evidente que Halep ainda não está confiante neste começo de temporada e talvez um jogo tão apertado contribua. Ela chegou até a se desculpar publicamente com sua equipe pela forma negativa de agir.

A rodada feminina porém não ficou sem surpresas. A também romena Sorana Cirstea fez um terceiro set magnífico para tirar a cabeça 9 Petra Kvitova, num jogo que serve para calar os que ainda dizem que não se espanca a bola no tênis feminino. Também caíram Elena Rybakina, diante de Fiona Ferro, e Bianca Andreescu, frente a Su-Wei Hsieh, mas a queda da canadense era esperada.

Enquanto isso, Naomi Osaka, Serena Williams, Iga Swiatek e Garbiñe Muguruza fizeram mais uma exibição tranquila e dificilmente não estarão nas oitavas.

E mais
– Tiafoe reclamou muito tanto da marcação totalmente eletrônica e mais ainda da advertência de tempo que tirou seu primeiro saque em momento capital do quarto set. Mas ele abusou mesmo do limite dos 25 segundos o jogo inteiro.
– Incrível a derrota de Wawrinka para o bom Fucsovics. O suíço começou lento, reagiu e levou ao quinto set, aí teve 8-4 e 9-6 no match-tiebreak antes de cometer erros imperdoáveis. O húngaro é muito competitivo e deve dar trabalho a Raonic.
– Shapovalov e Aliassime venceram com facilidade e irão se reencontrar por vaga nas oitavas. Os amigos se cruzaram três vezes no circuito principal e duas foram no US Open, com vitórias de Shapo, e outra no Masters de Madri, com triunfo de Felix. O vencedor deverá encarar Schwartzman.
– Dimitrov e Carreño empatam por 3 a 3 nos duelos de nível ATP. O espanhol ganhou todas as suas no saibro, o búlgaro venceu as duas que foram na dura. Mas não se cruzam desde abril de 2018.
– Venus torceu o pé e sentiu o joelho, mas foi até o fim e levou 6/1 e 6/0 de Errani. A italiana fez só 6 erros. É sua primeira vez na 3ª fase de um Slam desde o US Open-2015.
– Monteiro abre a arena John Cain às 22h contra Rublev. Será seu terceiro jogo contra um top 10, tendo batido Tsonga e perdido para Nishikori. Mais tarde, joga dupla ao lado de Millman.
– Mmoh fará sua 12ª partida de Slam contra Nadal na manhã desta quinta e tem apenas três vitórias. Seu pai Tony também fez segunda rodada do Australian Open, em 1988.
– Rafa ganhou 25 dos 26 jogos contra qualis que já enfrentou em Slam. Só perdeu para Brown, em Wimbledon-2015.
– Medvedev espera comemorar seu 25º aniversário com vitória sobre Carballes, 99º do ranking.
– Fognini e Caruso farão primeiro duelo totalmente italiano nas 52 edições do Australian Open.