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Com justiça, Tsitsipas e Zverev lutam por final e 4º lugar do ranking
Por José Nilton Dalcim
8 de junho de 2021 às 19:29

Os dois jogadores da nova geração com melhor desempenho recente sobre o saibro irão decidir entre si quem fará sua primeira final em Roland Garros. Campeão em Monte Carlo, Stefanos Tsitsipas dará mais um passo de peso na sua curta carreira caso supere o vencedor de Madri, Alexander Zverev, que permanece o mais bem sucedido entre os jovens aspirantes do circuito.

Tsitsipas continua em excepcional momento, e isso vem desde a semi da Austrália, com uma ou outra semana menos brilhante. Saiu do sintético e manteve um padrão muito alto no saibro, o que lhe valeu o primeiro troféu de Masters e o coloca em condições de também fazer uma final inédita de Grand Slam. A atuação contra Daniil Medvedev teve é claro oscilações e forçou o grego a se mostrar frio em dois sets apertados.

O russo não conseguiu se impor lá da base no primeiro set e quase metade do segundo e aí mudou radicalmente de postura, o que merece rasgados elogios. Arriscou-se na rede – e fez excelentes voleios -, foi habilidoso nas curtas, dispõe-se a correr mais ao insistir nas paralelas e principalmente passou a jogar bem perto da linha, incluindo a devolução de saque. Reagiu, chegou a ter dois set-points e ainda liderou o terceiro set por 4/2. Ou seja, esforçou-se ao máximo para ser competitivo, mas o fato é que Tsitsipas fez quase tudo melhor e marcou sua terceira grande vitória, depois de tirar John Isner e Pablo Carreño.

Ao contrário do que se imaginava, Zverev acabou tendo a chave mais tranquila para chegar na semifinal, a ponto de perder apenas 12 games em seus dois últimos jogos. O esforçado espanhol Alejandro Davidovich teve todas as chances de complicar e levar ao menos o primeiro set, mas lhe faltam consistência e maturidade. A partir do momento que o alemão passou a sacar com maior efetividade – o set inicial viu tenebrosas sete quebras em dez games -, foi um massacre.

Zverev está assim na terceira semifinal de Grand Slam da carreira, e agora em três diferentes torneios, somando-se ao Australian Open e o US Open do ano passado. É a performance que se espera dele há tempos, já que o alemão se enfiou entre os grandes na metade de 2017 e nunca mais saiu do top 10, algo necessariamente elogiável. Vinha no entanto falhando na hora dos grandes torneios, onde a exigência emocional é mais intensa, aquela obrigação de manter o foco por muitas horas e achar diferentes soluções ao longo delas.

Sascha perdeu cinco dos sete duelos contra Tsitsipas, incluindo o único no saibro, e por isso o grego leva pequeno favoritismo. O alemão ganhou o primeiro, em agosto de 2018, e o mais recente, em Acapulco de meses atrás. Nem é preciso um incentivo a mais, porém vale saber que esse confronto ainda valerá o quarto lugar do ranking, rebaixando Dominic Thiem. O alemão já foi terceiro, o grego chegaria ao posto mais alto da carreira.

Feminino: até a última bola
Nenhuma das quatro meninas que foram à quadra nesta terça-feira está entre nomes badalados do circuito. E isso não tirou o brilho de dois jogos intensamente disputados, onde sobraram lances geniais e um enorme espírito de entrega. As vitórias acabaram decididas em dois sets longos e poderiam ter ido para qualquer lado.

A eslovena Tamara Zindansek é uma tremenda novidade. Aos 23 anos, chegou a Paris como a 85ª do ranking, nenhum título de WTA na carreira e apenas três vitórias em nível Grand Slam. Esteve a dois pontos de repetir a queda na estreia do torneio das edições anteriores, tanto no segundo como no terceiro sets frente a Bianca Andreescu, mas conseguiu levar com 9/7 no terceiro. Pouco depois, levou ‘pneu’ e novamente ficou perto da eliminação diante de Katerina Siniakova.

É assim uma tenista de altos e baixos, como vimos nesta terça-feira diante de Paula Badosa, em que os sets viram constantes reviravoltas no placar, a ponto de quem liderou primeiro cada um dos sets, perdeu. As duas bateram sem medo na bola, provocando diversos erros (39 a 47 para a eslovena) mas também um festival de winners (48 a 31), e muitos deles em momentos tensos. O crucial veio no longo penúltimo game, quando Badosa teve três chances de quebra e a eslovena se mostrou corajosa.

Sua adversária de quinta-feira será a russa Anastasia Pavlyuchenkova, bem mais rodada no circuito porém também em sua primeira semi desse porte. Ela tem 5 vezes mais vitórias em Paris do que Zidansek e oito vezes mais triunfos na carreira. E isso só para falar em simples. A trajetória nesta edição também tem sido muito mais relevante, já que passou por Aryna Sabalenka, Vika Azarenka e agora Elena Rybakina, todos no terceiro set.

A batalha de hoje foi notável. Rybakina começou melhor, abriu distância e a russa foi buscar, mas não impediu a queda no tiebreak. Pavlyuchenkova manteve o padrão, diminuiu os erros e a pressão deu certo. Ganhou fácil o segundo set e aí se viu uma guerra de nervos. Quatro quebras nos seis primeiros games, em que sacar parecia uma tortura. Por fim, as duas se estabilizaram e não houve uma única chance até surgir o primeiro break-point, lá no 16º game, que a russa aproveitou logo de cara. O jogo também viu grande quantidade de bolas vencedoras (46 a 44 para Rybakina), nova prova de que o tênis feminino ganhou uma nova e divertida roupagem.

Público cresce na grande quarta-feira
Com a flexibilização das medidas sanitárias na França, a segunda parte das quartas de final terá mais público, com autorização para até 5 mil na Philippe Chatrier, incluindo a sessão noturna. O jogo entre Novak Djokovic e Matteo Berrettini irá começar mais cedo, às 20h locais, porque o toque de recolher também foi esticado para as 23h.
– Mais um freguês, Schwartzman perdeu 10 dos 11 duelos frente a Nadal, sendo 5 dos 6 no saibro e os 2 em Paris, mas ao menos tirou um set em 2018.
– Nadal pode igualar seu recorde pessoal de 38 sets consecutivos e ficar perto da marca absoluta de Borg, que é de 41.
– Schwartzman também não cedeu set até agora no torneio, mas seu recorde contra top 5 no circuito é de 2-30.
– Só houve um duelo entre Djokovic e Berrettini, no Finals de 2019. O italiano ganhou apenas 3 games.
– Djoko tem agora o recorde de quinto set vencidos em Slam (31) e busca 40ª semi, atrás das 46 de Federer e acima das 34 de Nadal (que pode ir a 35).
– Único italiano a ganhar do cabeça 1 em Slam até hoje foi Panatta sobre Borg nas quartas de Paris-1976. Djoko já perdeu de um italiano, Cecchinato, nas quartas de 2018.
– Djokovic garantiu a 324ª semana como número 1 na lista da próxima segunda-feira e acrescentará pelo menos mais 4, já que nova ameaça de queda acontecerá somente após Wimbledon.
– Se não vencer Nadal, Schwartzman deixará o top 10, superado por Bautista. Davidovich sobe para 35º e está bem perto de ser cabeça em Wimbledon.
– Swiatek x Sakkari e Gauff x Krejcikova são mais duelos inéditos no circuito feminino neste Roland Garros.
– Polonesa está sem perder set há 10 jogos. Aos 19 anos, tenta ser a mais jovem bicampeã efetiva desde o tri de Seles, entre 90-92.
– Gauff é outra que ainda não perdeu set nesta edição. Aos 17, é a mais jovem americana nas quartas de Paris desde Capriati em 1993.
– Swiatek e Krejcikova também estão na semi de duplas. Pavlyuchenkova tentará sua vaga nesta quarta. Krejcikova será nova número 1 da especialidade se ganhar Paris pela segunda vez.

Big 2 ensina a arte da consistência aos garotos
Por José Nilton Dalcim
7 de junho de 2021 às 19:03

Novak Djokovic levou um susto ao perder os dois primeiros sets para um atrevido e aplicado Lorenzo Musetti, Rafael Nadal esteve ameaçado de ceder o primeiro set no torneio desde a final de 2019 para o já top 20 Jannik Sinner, mas os ‘velhinhos’ mostraram que lhes sobram consistência técnica, tática e física e que ainda é preciso fazer muito mais sobre o saibro de Roland Garros para tirá-los da luta pelo título.

Musetti deve ter surpreendido todo mundo. Nem tanto pela reconhecida qualidade de seus golpes, mas pela fidelidade ao plano de jogo e cabeça fria que o levou a ganhar dois tiebreaks do número 1 do mundo, o que não é para qualquer um. Aliás, o garoto nunca perdeu um tiebreak em torneios de primeira linha e ganhou todos os oito que fez nesta temporada, o que reafirma sua capacidade de ser ousado e frio.

Bem orientado, Musetti usou dois recursos que sempre incomodam Djokovic: o slice no backhand e a bola sem peso no centro da quadra. Soube esperar a hora certa de mudar o ritmo e atacar, aplicando-se ao máximo no serviço. O cabeça 1 então cometeu mais erros do que o habitual, porque muitas vezes precisou dar o peso na bola com o forehand acima da cintura, o que nem sempre é tão confortável como parece.

Mas num Slam não basta ser brilhante por dois sets. É preciso dosar o físico para uma eventual batalha e isso talvez tenha sido a experiência que faltou ao italiano. Djoko vendeu muito caro esses dois sets perdidos, fez o adversário se mexer muito, atrás de ângulos e deixadas, e o preço foi pago já no terceiro set.

Enquanto o adversário 15 anos mais jovem desabava, Nole continuou no seu ritmo firme e sufocante, resultando num massacre. Completamente esgotado, com dor lombar e cãibra conforme revelou depois, Musetti nem conseguiu terminar a partida. De qualquer forma, foi o grande nome do dia e provou, logo no seu primeiro Slam, que tem mesmo muita chance de brilhar no circuito.

O entusiasmo de Sinner durou bem menos. Depois de falhar nos dois games iniciais, ganhou consistência e virou o placar anotando quatro seguidos, vantagem que permitiria a ele sacar para o set com 5/4. Não colocou um único primeiro saque na quadra, foi quebrado de zero e aí Nadal se agigantou, ganhando oito games seguidos.

O espanhol no entanto voltou a oscilar, jogou mal em mais dois serviços no segundo set e deu a chance do empate, que Sinner desperdiçou. Seria querer demais que Rafa lhe desse mais alguma cancha. Nadal foi absoluto daí em diante, arrancou para mais uma série de oito games consecutivos e permitiu apenas 10 pontos ao italiano no terceiro set, dos quais apenas dois foram erros não forçados do megacampeão.

Nadal e Djokovic ficam assim a apenas uma vitória do aguardadíssimo reencontro na semifinal de sexta-feira. O espanhol terá antes de aumentar a ‘freguesia’ sobre Diego Schwartzman, que já está em 10 a 1. O argentino fez um péssimo começo contra Jan-Lennard Struff e chegou a estar 5/1, tendo de salvar sete set-points. Achou a forma de segurar o alemão no fundo de quadra e estava pertinho de fechar o terceiro set com rapidez quando outra vez veio a instabilidade e Struff quase empatou no 10º game. Ou seja, o valente Peque não está nem perto do nível que mostrou em Roma do ano passado na sua única vitória sobre Nadal. Está muito mais para o fácil placar da semi de Paris em 2020.

Djokovic por seu lado terá outro italiano pela frente, mas curiosamente só cruzou com Matteo Berrettini uma vez, na fase classificatória do Finals de 2019, quando perdeu meros três games. Se obtiver alto índice de primeiro saque, que permita principalmente disparar seu excelente forehand, Berrettini tem condições de ser competitivo e quem sabe empurrar os sets para tiebreaks. Ainda que seu backhand tenha evoluído a olhos vistos, não me parece ter consistência e muito menos confiança para aguentar a artilharia pesada do número 1 se ficar no fundo de quadra. Vão faltar pernas se fugir o tempo todo para o lado esquerdo, como costuma fazer.

Swiatek amplia favoritismo
Se Iga Swiatek chegou a Paris cheia de moral após seu título em Roma, o andamento da edição 2021, com a sucessão de queda das favoritas em Roland Garros, deixa a polonesa de 19 anos cada vez mais candidata a conquistar o bicampeonato. Curiosamente, ela foi quem teve mais trabalho nesta segunda-feira para avançar às quartas de final, já que ucraniana Marta Kostyuk, um ano mais jovem, mostrou qualidades e resistência. Foi quem mais tirou games de Swiatek até aqui.

Assim como seu ídolo Nadal, a polonesa também está sem perder set desde o início da campanha do ano passado. Sofreu um pouco porque encarou a sempre diferente sessão noturna, que deixa tudo mais lento. Kostyuk foi esperta, abusou das deixadinhas e até quebrou antes. Continuou ameaçando, games longos, mas por fim prevaleceu a consistência de Swiatek. O próximo desafio também é inédito: a divertida Maria Sakkari, que atropelou a finalista de 2020 Sofia Kenin e aumentou a festa grega no saibro parisiense. Nunca o país teve dois nomes nas quartas de um mesmo Slam.

Os outros dois jogos foram logo cedo num piso mais veloz e surpreenderam pela rapidez: Coco Gauff nos seus tenros 17 anos não deu muita chance à tunisiana Ons Jabeur, usando o saibro quase como se fosse um piso duro. E enfrentará agora uma sensação, a tcheca Barbora Krejcikova, outra tenista de jogo solto que só permitiu dois games a Sloane Stephens, vice de 2018. Krejcikova também está viva nas quartas de duplas e caiu nesta segunda nas quartas de mistas, prova de que o físico e a disposição estão em dia.

A rodada de terça
– Medvedev e Tsitsipas tentam a quarta semi de Slam, e até hoje nenhum deles perdeu quando chegou nas quartas. Se o russo tem 5-1 nos duelos e única vitória no saibro, Tsitsipas é o líder de vitórias na temporada (37) e na terra (20).
– Grego só ganhou 1 dos últimos 8 jogos contra adversário top 5 e no saibro soma 2 em 8. Mas tem marca muito superior em jogos de 5 sets na carreira: 5-4 diante de 1-7 do russo.
– Zverev ganhou os cinco sets que jogou em duas partidas diante de Davidovich, mas sempre na quadra dura. Espanhol venceu mais jogos no saibro este ano (14 a 13).
– Zverev ganhou todos seus jogos que foram ao quinto set em Paris (7) e tenta semi no terceiro diferente Slam. Davidovich venceu 9 dos 11 tiebreaks que fez nesta temporada.
– Separadas por 10 posições no ranking (22 a 32) e oito anos na idade, Rybakina e Pavlynchenkova fazem duelo inédito e buscam primeira semi de Slam. As duas jogam lado a lado e estão nas quartas de duplas.
– Também não há histórico entre Badosa (35 do ranking) e Zidansek (85). A Eslovênia nunca havia tido uma jogadora sequer nas oitavas de um Slam.

Juventude italiana desafia o Big 3
Por José Nilton Dalcim
5 de junho de 2021 às 20:05

A nova e tão promissora geração do tênis italiano terá um desafio espetacular em plenas oitavas de final de Roland Garros. O emergente Lorenzo Musetti, 19 anos, testará seu jogo versátil diante do número 1 do mundo com cinco finais e um título no torneio, enquanto o já consagrado top 10 Matteo Berrettini usará seu tênis-força contra um dos recordistas de Grand Slam que também soma quatro vices e um troféu em Paris. E se não fosse o bastante, a admirável solidez física e mental da sensação Jannik Sinner tentará impor a terceira derrota sobre quem já ganhou 103 vezes e faturou 13 troféus. Convenhamos: isso não é rodada para acontecer numa segunda-feira.

Djokovic brilha de novo – É bem verdade que faltam força e jeito a Ricardas Berankis, mas a atuação de Novak Djokovic neste sábado foi assustadoramente consistente. O sérvio experimentou todas suas diversas armas, como a avaliar como anda seu arsenal, e deu quase tudo certo. Passou duas horas com saque afiado, sem ceder break-point, e alternando devoluções tanto em velocidade como em direção. Claro que Musetti e seu time devem saber o que o espera. O garoto joga seu primeiro Slam e tirou David Goffin e Marco Cecchinato com empenho e competência. É leve para flutuar no saibro, disfarça bem o backhand e mescla o saque, ora a 201 km/h, ora de venenoso slice. Não se espera surpresa, mas sim um jogo bem divertido.

Nadal oscila sem sustos – Não foi aquela exibição de Rafa Nadal, principalmente quando se sabe que Cameron Norrie é pouco expressivo sobre o saibro. Mas talvez o fato de encarar um canhoto tenha trazido algumas dúvidas ao espanhol, que fez um segundo set bem aquém do seu padrão. Perdeu dois serviços, ficou 1/3 atrás e na hora de fechar o set quase se enrolou de novo. Experiente e muito superior, teve tempo de sobra para se recuperar, mas terminou um jogo que deveria ter sido mais fácil com 29 erros. Deve ter ido treinar depois. Sinner já cruzou duas vezes com o megacampeão e perdeu os cinco sets, incluindo as quartas de final de Paris no ano passado. Acredita-se mostrar agora menos buracos no seu jogo e certamente Rafa não poderá dar tantas brechas. E ele, que cansou de treinar com o italiano em Melbourne em fevereiro, estará atento a isso.

Federer ganha na marra – Apesar de não ter sido nem de longe o melhor de Roger Federer sequer sobre o saibro, a suadíssima vitória sobre o canhoto Dominik Koepfer serviu para mostrar que o suíço está resistente, ainda que mais lento, e acima de tudo o espírito de luta permanece lá. Seu desconforto com o piso muito mais lento do que experimentara nas rodadas diurnas ficou evidente e a princípio não abandonou a ideia de bater na bola. Mas o adversário foi consistente, com um backhand sólido e muita perna, e a escolha de golpes de Federer pareceu muitas vezes imprópria, sem falar na execução falha de voleios, slices e deixadinhas. Não desistiu e continuou tentando, até mesmo quando se viu uma quebra atrás no terceiro set que parecia ter gerado algum desânimo. A vitória então veio na marra. Se Federer queria jogar no saibro para ganhar horas de quadra, hoje foi perfeito. Berrettini entra com favoritismo natural. Está em ótima forma e é muito perigoso quando consegue jogar com o saque-forehand. Se estiver ainda com forças, Federer terá de estar muito firme nas devoluções e explorar ao máximo o backhand instável do número 9.

Schwartzman reage – Excelente jogador de saibro, Diego Schwartzman andou meio apagado depois do título em Buenos Aires e sumiu na terra europeia. Porém jamais pode ser menosprezado. Venceu seus três jogos por sets diretos, algo interessante já que vive certa pressão para repetir a semi de 2020, e tem uma chance real de retornar às quartas, ainda que Jan-Lennard Struff seja um jogador perigoso, ainda mais se o piso estiver um pouco mais veloz, como tem acontecido nos jogos diurnos. Fizeram apenas dois jogos: argentino venceu em Monte Carlo-2017 e alemão ganhou na final da Davis-2019.

Switek e Kenin: reencontro se aproxima
O primeiro grande duelo da chave feminina está bem perto de acontecer. Iga Swiatek e Sofia Kenin irão repetir a final do ano passado caso vençam seus jogos de oitavas de final na segunda-feira. E o reencontro ficou mais interessante depois do que cada uma fez.

Swiatek passou a maior parte do primeiro set atrás de Anett Kontaveit, num jogo de qualidade entre duas tenistas que buscavam definir os pontos. Só conseguiu abrir distância no tiebreak e aí disparou no placar, ainda que o segundo set tenha tido vários games bem disputados. Faz 10 jogos que a polonesa não perde set no torneio e assim é super favorita contra a também adolescente Marta Kostyk, que nunca foi tão longe num Slam.

Kenin chegou a perder o primeiro set para Jessica Pegula, mas jamais abandonou a disposição de comandar os pontos, finalizando com números expressivos tanto em winners (48-18) como em erros (41-26). Terá de ser mais consistente diante da versatilidade de Maria Sakkari, que sobrou no físico e na técnica no set decisivo diante de Elise Mertens.

Outras duas norte-americanas concorrem para ir às quartas. A experiente Sloane Stephens, vice de 2018, é sem dúvida a mais gabaritada porém todo cuidado é pouco com a tcheca Barbora Krejcikova, que fez uma grande exibição e atropelou uma tenebrosa Elina Svitolina. Já a garota Coco Gauff se valeu do abandono de Jennifer Brady após sete games e tem chance contra Ons Jabeur, tunisiana de golpes bem versáteis.

Começam as oitavas
– Garin promete dor de cabeça a Medvedev. Chileno venceu duelo dias atrás no saibro veloz de Madri e nunca fez oitavas num Slam.
– Tsitsipas ganhou duas vezes de Carreño, uma no saibro. Espanhol é muito experiente, tem duas quartas em Paris e duas semis no US Open. Talvez o melhor jogo do dia.
– Nishikori só ganhou 1 de 5 jogos contra Zverev e acabou de perder em Madri e Roma, o que reforça favoritismo alemão. Japonês já fez três quartas em Paris, mas ainda tenta reagir após cirurgia.
– Fokina, 46º, e Delbonis, 51º, são os ‘azarões’ e fazem confronto inédito. Canhoto argentino vive grande momento no saibro europeu e, em seu 27º Slam, tenta enfim quartas.
– Serena tem compromisso inédito contra Rybakina, 22º do ranking e que nunca foi à 4ª rodada nos 7 Slam disputados. Serena está a 11 jogos da 1.000ª partida da carreira.
– Azarenka ganhou 5 dos 7 duelos e os 2 no saibro contra Pavlyuchenkova, contra quem jogou a primeira vez há 11 anos. Vika chegou nas oitavas de Paris pela última vez em 2013 e a russa, em 2011.
– Vondrousova e Badosa são autênticas saibristas e nunca se cruzaram antes, o que promete equilíbrio e jogo bem longo.
– Cirstea parece ter reencontrado seu tênis no saibro e encara Zidansek pela primeira vez. A eslovena tirou Andreescu logo na estreia.