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Os melhores golpes do tênis profissional (parte 2)
Por José Nilton Dalcim
9 de junho de 2020 às 15:11

Não foi nada fácil incluir mais estes quatro tópicos na minha lista dos melhores golpes do tênis profissional e contei com a ajuda imprescindível de Felipe Priante e Mário Sérgio Cruz. Como da outra vez, comentarei principalmente os primeiros colocados ou as dúvidas de cada item.

BACKHAND DE DUAS MÃOS
Não houve dúvida quanto aos primeiros colocados, mas foi um tanto doloroso tirar Borg e Connors, porque eles tiveram sucesso em quadras muito velozes. Como o feminino praticamente todo joga assim, ficou mais difícil e confesso quase não ver diferença entre elas todas.

Masculino
1. Novak Djokovic
2. Andre Agassi
3. David Nalbandian
4. Marat Safin
5. Andy Murray
Menções honrosas: Bjorn Borg e Jimmy Connors

Feminino
1. Serena Williams
2. Kim Clijsters
3. Monica Seles
4. Na Li
5. Victoria Azarenka
Menções honrosas: Garbiñe Muguruza e Maria Sharapova

SEGUNDO SERVIÇO
É preciso avaliar eficiência, variação, coragem nesse item. Provavelmente Nick Kyrgios teria lugar aqui. O feminino privilegiou as mais agressivas.

Masculino
1. Pete Sampras
2. Roger Federer
3. Novak Djokovic
4. John Isner
5. Andy Roddick
Menções honrosas:  Mark Philippoussis e Rafael Nadal

Feminino
1. Serena Williams
2. Venus Williams
3. Pam Shriver
4. Hana Mandlikova
5. Lindsay Davenport
Menções honrosas: Petra Kvitova e Sabine Lisicki

TOQUE
Certamente o tópico mais controverso, e acabei deixando de fora Dustin Brown e Fabrice Santoro. Provavelmente irão contestar a presença de Nadal, mas acho muito justo. O feminino foi um pouco mais fácil, mas quase esqueci da Billie Jean.

Masculino
1. Roger Federer
2. Nick Kyrgios
3. Rafael Nadal
4. Benoit Paire
5. Marcelo Ríos
Menções honrosas: Fabio Fognini e Gael Monfils

Feminino
1. Justine Henin
2. Martina Navratilova
3. Martina Hingis
4. Agnieszka Radwanska
5. Amélie Mauresmo
Menções honrosas: Bethanie Mattek-Sands e Billie Jean King

PASSADA
Todos muito próximos, mas o espanhol ainda me parece o melhor. Muita gente da velha guarda, já que se jogava muito mais na rede então. Idem para o feminino, onde os dois primeiros postos me parecem indicutíveis.

Masculino
1. Rafael Nadal
2. Novak Djokovic
3. Bjorn Borg
4. Jimmy Connors
5. Andre Agassi
Menções honrosas: Ivan Lendl e Andy Murray

Feminino
1. Steffi Graf
2. Chris Evert
3. Arantxa Sanchez
4. Conchita Martinez
5. Simona Halep
Menções honrosas: Angelique Kerber e Serena Williams

DEVOLUÇÃO
Outro item que me pareceu óbvio e talvez a ordem aqui ou ali possa ser mexida. Ou quem sabe acrescentar Tracy Austin nas meninas.

Masculino
1. Novak Djokovic
2. Andre Agassi
3. Jimmy Connors
4. Andy Murray
5. David Nalbandian
Menções honrosas: Bjorn Borg e Lleyton Hewitt

Feminino
1. Serena Williams
2. Monica Seles
3. Steffi Graf
4. Victoria Azarenka
5. Kim Clijsters
Menções honrosas: Chris Evert e Martina Navratilova

Na última série, vamos falar dos outros elementos que não são golpes: movimentação, resistência e mental.

Os melhores golpes do tênis profissional (parte 1)
Por José Nilton Dalcim
5 de junho de 2020 às 17:31

Entre os vários desafios propostos aqui neste Blog, certamente este é um dos mais complexos. O motivo é um tanto óbvio: quando se fala em tênis profissional de altíssimo nível, a diferença técnica em si se mostra muito apertada, por vezes inexistente.

Como diferenciar ‘forehands’ se ele é o golpe de definição de 90% dos tenistas desde que tênis é tênis? Será que apenas força justifica o voto no ‘melhor saque’? E como destacar um jogo de rede mais perfeito, ainda mais se pensarmos que volear era absurdamente muito mais comum até pelo menos o fim da década de 1980?

Então para direcionar esta primeira parte – sim, não há como colocar tudo numa leva só -, tomei por base o aspecto técnico, o poder de definição do golpe e qual o peso dele na carreira do tenista. Começo com quatro itens, e com certeza já teremos muita margem para debates. Vou justificar apenas o primeiro lugar de cada escolha.

Melhor forehand
A capacidade de disparar golpe preciso e potente de qualquer ponto da quadra e principalmente sob pressão me fizeram optar por González e Steffi.

Masculino
1. Fernando González
2. Juan Martin del Potro
3. Roger Federer
4. Rafael Nadal
5. Ivan Lendl
Menções honrosas: Bjorn Borg e Pete Sampras

Feminino
1. Steffi Graf
2. Serena Williams
3. Monica Seles
4. Ana Ivanovic
5. Petra Kvitova
Menções honrosas: Maria Sharapova e Venus Williams

Melhor primeiro serviço
O poder de marcar aces sobre qualquer piso aponta para Isner. Já Serena me parece sem discussão.

Masculino
1. John Isner
2. Ivo Karlovic
3. Roger Federer
4. Pete Sampras
5. Goran Ivanisevic
Menções honrosas: Boris Becker, Andy Roddick

Feminino
1. Serena Williams
2. Maria Sharapova
3. Steffi Graf
4. Venus Williams
5. Martina Navratilova
Menções honrosas: Lindsay Davenport, Sabine Lisicki

Melhor jogo de rede
Com bola e piso muito mais lentos, Federer precisa fazer mais para ganhar pontos nos voleios. Martina foi absoluta.

Masculino
1. Roger Federer
2. Pete Sampras
3. Boris Becker
4. Stefan Edberg
5. John McEnroe
Menção honrosa: Rod Laver, Patrick Rafter

Feminino
1. Martina Navratilova
2. Justine Henin
3. Margaret Court
4. Billie Jean King
5. Evonne Goolagong
Menção honrosa: Hana Mandlikova, Martina Hingis

Melhor backhand de uma mão
Stan e Guga elevaram o poder ofensivo do golpe. Henin tirou o máximo de variedade e precisão.

Masculino
1. Stan Wawrinka
2. Gustavo Kuerten
3. Stefan Edberg
4. Roger Federer
5. Ivan Lendl
Menções honrosas: Richard Gasquet, Guillermo Vilas

Feminino
1. Justine Henin
2. Steffi Graf
3. Martina Navratilova
4. Margaret Court
5. Billie Jean King
Menções honrosas: Evonne Goolang, Amélie Mauresmo

O top 10 por piso do tênis feminino
Por José Nilton Dalcim
18 de maio de 2020 às 14:39

Assim como foi feito no masculino, montei um ‘top 10’ do circuito feminino da Era Profissional por piso. Valem muitas das mesmas observações feitas para os homens, ou seja, o fato de que entre 1968 e 1974 os Grand Slam sobre a grama eram três; entre 1975 e 1977, os de saibro foram dois. E em 1978 surgiu o Slam para o piso sintético que, a partir de 1988, passou a ter dois torneios na superfície e a dominar portanto o calendário.

Na ordem de importância do calendário, o Finals feminino promoveu as duas primeiras edições no saibro. Entre 1974 e 2000, aconteceu sobre o carpete (e por isso foi o torneio mais importante disputado sobre o piso), e daí em diante na quadra dura. Dos Jogos Olímpicos desde 1988, um foi no saibro, outro na grama e os demais no sintético. Como sempre, valorizo os grandes feitos de duplas.

SINTÉTICO

1. Serena Williams
Absoluta, com 17 finais de Slam e 12 títulos, mais sete decisões de Finals e cinco troféus. Maior vencedora (47) e mais vitórias (501, com 84 derrotas e percentual de 85,6%)
2. Steffi Graf
Outro furação no piso: oito Slam e quatro vices, com 37 títulos e notáveis 89,6% de vitórias (338-39). Levou tudo em 1988: Austrália, Olimpíadas e EUA.
3. Monica Seles
Apesar da carreira encurtada, aproveitou bem o piso: quatro Austrália e dois EUA, 29 troféus e 83,6% de sucesso (311-60).
4. Kim Clijsters
Seis finais de Slam, com 3 títulos nos EUA e 1 na Austrália, além de 3 Finals. Somou 31 títulos e 325 vitórias (82,7% com 68 derrotas).
5. Martina Hingis
Decidiu 9 Slam e venceu 4 (tri na Austrália), além de 8 troféus de duplas. Ganhou 2 Finals de simples e 3 de duplas. Eficiência de 79,5% (302-78).
6. Martina Navratilova – Quatro Slam e quatro vices, mais 10 duplas. Foram 29 títulos e 87% de vitórias.
7. Justine Henin – Seis finais de Slam, com bi nos EUA. Ganhou dois Finals e teve 82% de sucesso.
8. Chris Evert – Com 478 vitórias, percentual chegou a 91,5% e 35 títulos, mas nos Slam ficou com sete finais e três títulos nos EUA.
9. Venus Williams – Dois US Open e um Masters, com 31 títulos e 479 vitórias.
10. Maria Sharapova – Dois Slam e um Masters, 20 títulos e 78,5% de sucesso.

SAIBRO

1. Chris Evert
Indiscutível: sete Roland Garros, três EUA e dois Masters, com notáveis 94,5% de sucesso em 404 jogos (382 vitórias). Foram 70 títulos e 125 jogos de invencibilidade.
2. Steffi Graf
Fez nove finais em Paris, com seis conquistas. Somou 32 troféus e 88,5% de eficiência (279 vitórias e 36 derrotas). Foi prata nos Jogos de Barcelona.
3. Justine Henin
Quatro títulos em Paris em cinco anos, terminou com 13 títulos no piso e 84,9% de vitórias (163 em 202 jogos realizados).
4. Monica Seles
Três triunfos seguidos em Paris antes da facada e uma final seis anos depois. Ganhou 14 torneios e 142 de 167 jogos (85%)
5. Serena Williams
Fez 4 finais, com 3 troféus em Roland Garros (curiosamente, 11 anos entre o 1º e o 2º). Venceu 13 torneios e tem 83,2% de sucesso.
6. Arantxa Sánchez – Em 10 anos, seis finais e três títulos em Paris. Somou 19 títulos no piso e 342 vitórias.
7. Margaret Court – Viveu a transição para o profissional e ganhou três vezes em Paris e outros 19 torneios.
8. Martina Navratilova – Mesmo fora de sua especialidade, fez seis finais e ganhou duas vezes em Paris, além de mais 14 torneios (208 vitórias)
9. Maria Sharapova – Três finais seguidas e dois títulos em Roland Garros, somou 159 vitórias no piso (82,4%).
10. Evonne Goolagong – Outra da fase de transição, um título e um vice em Paris e total de 20 troféus no saibro

GRAMA

1. Martina Navratilova
Domínio absoluto: 9 conquistas em Wimbledon (seis seguidas) em 12 finais, mais três na Austrália em cinco finais, além de 15 troféus de duplas e 32 títulos totais. Ganhou 307 de 346 jogos (88,7%).
2. Margaret Court
Mesmo na transição, ainda fez 10 finais e ganhou oito Slam (quatro na Austrália, três nos EUA e um em Wimbledon), mais sete duplas. Totalizou 46 títulos e venceu 293 jogos.
3. Serena Williams
De seus 8 títulos na grama, 7 foram em Wimbledon, onde fez mais 4 finais, e outro nas Olimpíadas. Ganhou seis duplas (e 1 olímpica). Tem 88,4% de sucesso (107 em 121).
4. Steffi Graf
Disputou nove finais em Wimbledon em 12 edições. Faturou sete títulos e um de dupla. Ganhou 85 de 100 jogos (85% de eficiência).
5. Billie Jean King
Tal qual Court, também pegou transição. Venceu quatro vezes Wimbledon e três nos EUA, com mais três vices e seis duplas. Totalizou 22 títulos.
6. Evonne Goolagong – Doze finais, sendo sendo 7 na Austrália e cinco em Wimbledon. Ganhou seis (quatro em casa e duas em Wimbledon, com 38 títulos no total.
7. Venus Williams – Nove finais em Wimbledon, com cinco títulos (e mais seis em duplas). Tem 81,6% de eficiência.
8. Chris Evert – Cinco troféus, sendo três em Wimbledon e dois na Austrália. Ganhou 17 torneios e teve 87,3% de vitórias.
9. Virginia Wade – Britânica somou um título em cada um dos três Slam da grama.
10. Jana Novotna – Três finais em Wimbledon e um título, mais quatro troféus de duplas.

CARPETE

1. Martina Navratilova
Outro domínio absoluto: 88 títulos, 512 vitórias e apenas 38 derrotas, ou seja, 93,1% de sucesso. Venceu oito de 11 decisões no Finals, onde levou mais 13 duplas.
2. Steffi Graf
Sempre bem adaptada aos pisos velozes, ganhou cinco Finals e teve um vice. Total de 31 títulos, com 189 vitórias e 20 derrotas (90,4%).
3. Monica Seles
Mesmo sem grande saque, decidiu quatro Finals e ganhou três, totalizando 103 vitórias em 123 possíveis (83,7%).
4. Chris Evert
Foram 35 troféus no carpete, sendo dois de Finals (mais quatro vices). Ganhou 208 e perdeu 27 jogos (88,5%)
5. Evonne Goolagong
Ótima nas quadras velozes, venceu dois Finals e totalizou 15 títulos na carreira profissional.
6. Martina Hingis – Ganhou dois Finals de simples e dois de duplas, com mais dois vices de simples
7. Gabriela Sabatini – Fez quatro finais de Masters, com dois títulos.
8. Lindsay Davenport – Ganhou uma das três decisões de Masters.
9. Tracy Austin – De seus 14 títulos, um foi no Finals.
10. Billie Jean King – Conquistou 36 títulos no piso.