Arquivo da tag: Margaret Court

Nadal coloca a história a seus pés
Por José Nilton Dalcim
11 de outubro de 2020 às 19:31

Ao longo de 15 anos e 13 tentativas, ainda não houve alguém capaz de derrotar Rafael Nadal numa decisão de Roland Garros. Aliás, sequer de tirar dele dois sets. O fenômeno espanhol ampliou sua soberania sobre o saibro parisiense ao marcar um dos maiores feitos da história não só do tênis mas do esporte. De quebra, atropelou nada menos que o número 1 do mundo inconteste e terminou pela quarta vez uma campanha completamente invicta.

É quase inimaginável que surja outra vez um tenista com reinado tão extenso em qualquer torneio, quem dirá num Slam masculino, onde se precisa ganhar pelo menos 21 sets para erguer o troféu. São 102 jogos e 100 vitórias. O mais perto disso foi obtido por Margaret Court e suas 11 conquistas em casa. Entre os homens, Novak Djokovic e Roger Federer estão com ‘apenas’ 8.

Tão expressivo quanto é se equiparar a Federer e se tornar o segundo homem de todos os tempos com 20 troféus de Grand Slam em simples. Melhor ainda é saber que nenhum dos dois pensa na aposentadoria. Ao contrário, mantêm a disposição de lutar pelo recorde, ameaçados é claro por Djoko, o mais jovem dos Big 3, com toda sua versatilidade nos pisos.

Apesar da preparação mais econômica com que já chegou a Roland Garros, com um único torneio disputado e tendo perdido logo na terceira partida de Roma, eu alertei que nunca se deveria duvidar de seu favoritismo no Grand Slam francês, porque Nadal se transforma quando pisa na Philippe Chatrier. Uma boa série de vitórias iria recuperar sua confiança, lhe dar melhor ritmo e ele já havia mostrado evolução diante de Jannik Sinner e Diego Schwartzman.

Seu domínio na final deste domingo foi indiscutível, assustador. Mesmo não tendo jogado tão mal, Djokovic demorou 55 minutos para ganhar seu primeiro game. Nadal mostrava-se mais sólido, conseguia excepcionais contragolpes com o backhand cruzado, aplicava paralelas de forehand de forma precisa e chegava com sobra nas curtinhas, ainda que nem sempre tenha ganhado os pontos.

Do seu lado, Djokovic era incapaz até mesmo de aproveitar algumas bolas mais curtas. Na determinação de atacar e não sair de perto da linha de base, acumulou 30 erros em dois sets, enquanto via o espanhol arriscar 27 bolas, fazer 21 winners e falhar apenas seis vezes. A diferença de execução era abismal.

O placar poderia ter sido ainda mais cruel, já que Rafa sacou com 3/2 no terceiro set e só aí mostrou ansiedade, com pressa de finalizar. O sérvio vibrou muito com sua primeira e única quebra, virou para 4/3 e finalmente manteve um padrão decente de ataque, dando-se ao luxo de saque-voleio.

O entusiasmo durou pouco. Com 5/5, cometeu mais dois erros pouco habituais, aquela famosa frieza nos pontos decisivos se esvaiu e perdeu o saque com dupla falta. Restou ver Nadal aproveitar com maestria a primeira chance de chegar ao título. Ao cravar um ace, caiu de joelhos sobre o tapete de sua sala de estar com um largo e gostoso sorriso.

Djokovic reconheceu duas coisas importantes.  A primeira, e óbvia, que Nadal foi muito melhor na tática e na técnica. A outra é que se enganou ao pensar que as condições diferenciadas do torneio – frio, bola pesada e uso do teto – o favoreceriam: “Rafa mostrou que todos estavam errados”. Nadal, por sua vez, reforçou que as circunstâncias não eram ideais para ele, porém “joguei um incrível nível de tênis”. E reforçou: o recorde de troféus de Slam sempre foi um sonho.

O próximo Roland Garros está a apenas sete meses de distância. Será que de novo alguém vai duvidar dele?

O tênis feminino fica mais rico com Swiatek
Primeiro, foi Bianca Andreescu e seu tênis criativo. Depois, Ashleigh Barty saiu da mesmice e enriqueceu o circuito com sua habilidade. Agora, surge no saibro de Roland Garros a versátil Iga Swiatek, sorridente polonesa de apenas 19 anos, dona de um estilo que mistura força e graça.

Com apenas 28 games perdidos, caminhada que incluiu atropelos em cima de Simona Halep e Sofia Kenin, a menina que ouviu ‘Welcome To The Jungle’ no caminho para a quadra, roubou rapidamente a atenção.

Ela revela que boa parte do sucesso está no trabalho psicológico que faz – resistência mental é o mais importante no tênis, diz – e que não tem contrato de raquete desde juvenil. Tudo isso vai mudar certamente agora e Iga garante que saberá manter o foco. ‘Jogo melhor sob pressão’.

E mais
– Nadal repetiu Djokovic e conquistou um Slam por três décadas diferentes, algo que também aconteceu com Serena e Navratilova.
– O espanhol também é agora o recordista de títulos de Slam acima dos 30 anos. São seis, um a mais que Djokovic. Aos 34 anos e 140 dias, Nadal é o mais velho campeão de Roland Garros desde 1972.
– Apenas Nadal e Federer ganharam ao menos uma centena de jogos num mesmo Slam (o suíço tem marca de 102 na Austrália e 101 em Wimbledon). No feminino, Evert, Serena e Navratilova já obtiveram a façanha. O recorde é de Martina, com 120 em Wimbledon.
– Nadal é agora o único profissional ganhar um Slam por quatro vezes sem perder set, todos em Roland Garros. Ele estava empatado com Borg (um Wimbledon e dois Paris).
– De seus 13 títulos em Roland Garros, sete foram em finais sobre os outros Big 3 (4-0 em Federer e 3-0 em Djoko).
– Além dos 100-2 em Paris, Nadal tem 124-2 em jogos de cinco sets sobre o saibro na carreira.
– Ele tem agora 86 títulos na carreira, oito atrás de Lendl.
– Nadal poderá escolher onde quer marcar a vitória número 1.000. Ele jogou hoje a partida de número 1.200 da carreira, das quais venceu 999 (e 445 delas no saibro).

O top 10 por piso do tênis feminino
Por José Nilton Dalcim
18 de maio de 2020 às 14:39

Assim como foi feito no masculino, montei um ‘top 10’ do circuito feminino da Era Profissional por piso. Valem muitas das mesmas observações feitas para os homens, ou seja, o fato de que entre 1968 e 1974 os Grand Slam sobre a grama eram três; entre 1975 e 1977, os de saibro foram dois. E em 1978 surgiu o Slam para o piso sintético que, a partir de 1988, passou a ter dois torneios na superfície e a dominar portanto o calendário.

Na ordem de importância do calendário, o Finals feminino promoveu as duas primeiras edições no saibro. Entre 1974 e 2000, aconteceu sobre o carpete (e por isso foi o torneio mais importante disputado sobre o piso), e daí em diante na quadra dura. Dos Jogos Olímpicos desde 1988, um foi no saibro, outro na grama e os demais no sintético. Como sempre, valorizo os grandes feitos de duplas.

SINTÉTICO

1. Serena Williams
Absoluta, com 17 finais de Slam e 12 títulos, mais sete decisões de Finals e cinco troféus. Maior vencedora (47) e mais vitórias (501, com 84 derrotas e percentual de 85,6%)
2. Steffi Graf
Outro furação no piso: oito Slam e quatro vices, com 37 títulos e notáveis 89,6% de vitórias (338-39). Levou tudo em 1988: Austrália, Olimpíadas e EUA.
3. Monica Seles
Apesar da carreira encurtada, aproveitou bem o piso: quatro Austrália e dois EUA, 29 troféus e 83,6% de sucesso (311-60).
4. Kim Clijsters
Seis finais de Slam, com 3 títulos nos EUA e 1 na Austrália, além de 3 Finals. Somou 31 títulos e 325 vitórias (82,7% com 68 derrotas).
5. Martina Hingis
Decidiu 9 Slam e venceu 4 (tri na Austrália), além de 8 troféus de duplas. Ganhou 2 Finals de simples e 3 de duplas. Eficiência de 79,5% (302-78).
6. Martina Navratilova – Quatro Slam e quatro vices, mais 10 duplas. Foram 29 títulos e 87% de vitórias.
7. Justine Henin – Seis finais de Slam, com bi nos EUA. Ganhou dois Finals e teve 82% de sucesso.
8. Chris Evert – Com 478 vitórias, percentual chegou a 91,5% e 35 títulos, mas nos Slam ficou com sete finais e três títulos nos EUA.
9. Venus Williams – Dois US Open e um Masters, com 31 títulos e 479 vitórias.
10. Maria Sharapova – Dois Slam e um Masters, 20 títulos e 78,5% de sucesso.

SAIBRO

1. Chris Evert
Indiscutível: sete Roland Garros, três EUA e dois Masters, com notáveis 94,5% de sucesso em 404 jogos (382 vitórias). Foram 70 títulos e 125 jogos de invencibilidade.
2. Steffi Graf
Fez nove finais em Paris, com seis conquistas. Somou 32 troféus e 88,5% de eficiência (279 vitórias e 36 derrotas). Foi prata nos Jogos de Barcelona.
3. Justine Henin
Quatro títulos em Paris em cinco anos, terminou com 13 títulos no piso e 84,9% de vitórias (163 em 202 jogos realizados).
4. Monica Seles
Três triunfos seguidos em Paris antes da facada e uma final seis anos depois. Ganhou 14 torneios e 142 de 167 jogos (85%)
5. Serena Williams
Fez 4 finais, com 3 troféus em Roland Garros (curiosamente, 11 anos entre o 1º e o 2º). Venceu 13 torneios e tem 83,2% de sucesso.
6. Arantxa Sánchez – Em 10 anos, seis finais e três títulos em Paris. Somou 19 títulos no piso e 342 vitórias.
7. Margaret Court – Viveu a transição para o profissional e ganhou três vezes em Paris e outros 19 torneios.
8. Martina Navratilova – Mesmo fora de sua especialidade, fez seis finais e ganhou duas vezes em Paris, além de mais 14 torneios (208 vitórias)
9. Maria Sharapova – Três finais seguidas e dois títulos em Roland Garros, somou 159 vitórias no piso (82,4%).
10. Evonne Goolagong – Outra da fase de transição, um título e um vice em Paris e total de 20 troféus no saibro

GRAMA

1. Martina Navratilova
Domínio absoluto: 9 conquistas em Wimbledon (seis seguidas) em 12 finais, mais três na Austrália em cinco finais, além de 15 troféus de duplas e 32 títulos totais. Ganhou 307 de 346 jogos (88,7%).
2. Margaret Court
Mesmo na transição, ainda fez 10 finais e ganhou oito Slam (quatro na Austrália, três nos EUA e um em Wimbledon), mais sete duplas. Totalizou 46 títulos e venceu 293 jogos.
3. Serena Williams
De seus 8 títulos na grama, 7 foram em Wimbledon, onde fez mais 4 finais, e outro nas Olimpíadas. Ganhou seis duplas (e 1 olímpica). Tem 88,4% de sucesso (107 em 121).
4. Steffi Graf
Disputou nove finais em Wimbledon em 12 edições. Faturou sete títulos e um de dupla. Ganhou 85 de 100 jogos (85% de eficiência).
5. Billie Jean King
Tal qual Court, também pegou transição. Venceu quatro vezes Wimbledon e três nos EUA, com mais três vices e seis duplas. Totalizou 22 títulos.
6. Evonne Goolagong – Doze finais, sendo sendo 7 na Austrália e cinco em Wimbledon. Ganhou seis (quatro em casa e duas em Wimbledon, com 38 títulos no total.
7. Venus Williams – Nove finais em Wimbledon, com cinco títulos (e mais seis em duplas). Tem 81,6% de eficiência.
8. Chris Evert – Cinco troféus, sendo três em Wimbledon e dois na Austrália. Ganhou 17 torneios e teve 87,3% de vitórias.
9. Virginia Wade – Britânica somou um título em cada um dos três Slam da grama.
10. Jana Novotna – Três finais em Wimbledon e um título, mais quatro troféus de duplas.

CARPETE

1. Martina Navratilova
Outro domínio absoluto: 88 títulos, 512 vitórias e apenas 38 derrotas, ou seja, 93,1% de sucesso. Venceu oito de 11 decisões no Finals, onde levou mais 13 duplas.
2. Steffi Graf
Sempre bem adaptada aos pisos velozes, ganhou cinco Finals e teve um vice. Total de 31 títulos, com 189 vitórias e 20 derrotas (90,4%).
3. Monica Seles
Mesmo sem grande saque, decidiu quatro Finals e ganhou três, totalizando 103 vitórias em 123 possíveis (83,7%).
4. Chris Evert
Foram 35 troféus no carpete, sendo dois de Finals (mais quatro vices). Ganhou 208 e perdeu 27 jogos (88,5%)
5. Evonne Goolagong
Ótima nas quadras velozes, venceu dois Finals e totalizou 15 títulos na carreira profissional.
6. Martina Hingis – Ganhou dois Finals de simples e dois de duplas, com mais dois vices de simples
7. Gabriela Sabatini – Fez quatro finais de Masters, com dois títulos.
8. Lindsay Davenport – Ganhou uma das três decisões de Masters.
9. Tracy Austin – De seus 14 títulos, um foi no Finals.
10. Billie Jean King – Conquistou 36 títulos no piso.

Thiem encara o desafio final
Por José Nilton Dalcim
8 de junho de 2019 às 20:02

Com um tênis espetacular, acentuado pelas difíceis condições de dois dias de muito vento, Dominic Thiem se deu a oportunidade de buscar pelo segundo ano consecutivo um troféu do qual parece um herdeiro natural. Não foi em 2018, talvez ainda não seja em 2019, mas Roland Garros muito dificilmente escapará de suas mãos em algum momento.

Atributos técnicos sobre o saibro não faltam a ele, e a batalha diante de Novak Djokovic na semifinal o elevou a um patamar mais alto na delicada questão emocional. Foi o tenista mais focado sob o vento perturbador de sexta-feira, conseguiu retornar no sábado com soluções diante da nova postura do número 1, não se desesperou quando a chuva interrompeu seu domínio no quinto set e ainda segurou a cabeça depois dos dois match-points perdidos. Por incrível que pareça, foi mais forte mentalmente do que Nole e por isso venceu.

A grande dúvida para o domingo é se terá pernas para aguentar a provável exigência física que encarar Nadal sempre gera. Ele ficou apenas duas horas a mais em quadra, cedendo um set nas três primeiras partidas, mas a diferença de esforço nas semifinais foi gigantesca. Enquanto Rafa gastou 2h25 nos três sets contra Roger Federer, o austríaco precisou de 4h13 diante de Djokovic e saiu da Chatrier apenas 23h antes do seu retorno para a final. Injusto? Talvez. Pode prejudicar a qualidade do jogo? Com certeza.

O histórico é favorável a Nadal, com oito vitórias em 12 duelos, dos quais apenas um não foi no saibro. Todos os triunfos de Thiem vieram na terra (Buenos Aires, Roma, Madri e a deste ano em Barcelona). Nadal ganhou as quatro em Slam, sendo três em Paris (2014, 17 e 18) sem perder set e aquela duríssima no US Open do ano passado. Fica claro então que o austríaco sabe o caminho para encurralar Nadal no fundo de quadra com seu spin pesado e angulado, o slice e as curtinhas, o saque violento. Mas a parte física e mental de duelos mais longos pesam indubitavelmente a favor da consistência superior do espanhol.

Thiem pode alcançar um feito gigantesco se conseguir o troféu superando os dois principais cabeças de chave. Isso só aconteceu oito vezes na Era Profissional. E na sequência, é ainda mais raro: sete, a mais recente de Michael Stich em Wimbledon de 1991, quando superou Stefan Edberg e Boris Becker. Em Paris, isso só aconteceu com Mats Wilander, em 1985, em cima de John McEnroe e Ivan Lendl. Thiem também concorre à condição de 150º diferente campeão de Slam da história

Descansado e confiante, Nadal defende a invencibilidade de jamais ter perdido uma final nas 11 tentativas anteriores em Roland Garros e tenta ser o único a ganhar 12 vezes o mesmo Slam. Mais ainda, um eventual 18º troféu o deixará perto do recorde de Federer, o que certamente é um tremendo incentivo adicional. Aos 33, poderá se juntar ainda ao clube dos jogadores com mais Slam como ‘trintão’, ao lado de Federer, Rod Laver e Ken Rosewall, todos com quatro.

E mais
– Caso conquiste o título, Nadal aparecerá quase 4.800 pontos atrás de Djokovic no ranking de segunda-feira. Thiem se manterá como quarto, mas pode diminuir para menos de 1.200 a distância para Federer com o título.
– Uma final repetida por dois anos em Paris só havia acontecido uma vez na Era Profissional (Nadal-Federer, por três edições, entre 2006 e 2008).
– O Big 3 atual venceu todos os nove últimos Slam, terceira maior série (a primeira teve 18 e a outra, 11). A última exceção foi Stan Wawrinka, no US Open de 2016.
– Desde que Nadal ergueu o primeiro troféu em Paris, em 2005, Wawrinka também foi o único de fora do Big 3 a vencer no saibro francês.
– Os últimos 11 troféus de Slam foram erguidos por tenistas com mais de 30 anos, o que vem desde Andy Murray em Wimbledon de 2016. A marca anterior era de 1969, com os quatro troféus de Rod Laver.

Barty dá a arrancada
A australiana Ashleigh Barty era uma aspirante ao top 10 quando começou sua temporada 2019. Fez final em Sydney e de repente deu o salto de qualidade em Miami, fazendo funcionar à perfeição sua gama tão repleta de golpes e um preparo físico mais apurado.

Brilhar no saibro, o piso que menos aprecia, não estava nos seus planos. Mas tudo se encaixou, jogo após jogo, desafios sucessivos e então a final e seu primeiro título de Grand Slam. A partida deste sábado contra Marketa Vondrousova foi, é verdade, um tanto sem graça, ainda que Barty tenha tido a oportunidade de mostrar como ataca e defende com enorme destreza.

Ela admite a surpresa da conquista, embora garanta que sempre acreditou no potencial. Agora como número 2 do mundo, dá facilmente para vislumbrar mais sucesso quando a fase de grama chegar, aí sim uma superfície em que se sente totalmente à vontade.

Barty também dá o primeiro título a seu país no saibro parisiense desde a multicampeã Margaret Court, em 1970, e de certa forma passa a integrar a comemoração dos 50 anos da conquista de Rod Laver na temporada em que ele daria em Paris o segundo passo para concluir o genuíno Grand Slam.

Título brasileiro
Quem segue este Blog há dois anos deve se lembrar que alertei para um garoto paulista de muito talento que precisava ser trabalhado para ter boas chances no circuito profissional. Matheus Pucinelli conquistou neste sábado o título de duplas juvenis de Roland Garros.

Pode parecer pouco, mas foi exatamente assim que Guga Kuerten começou a brilhar em Paris, em 1994. Lapidado no Instituto Tênis, Pucinelli deu ao tênis brasileiro um troféu de peso que andava faltando. E muito.