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A grande festa começou
Por José Nilton Dalcim
22 de agosto de 2017 às 19:42

Mais rico dos Grand Slam, o US Open não descansa. Sabe que, para manter a motivação e o faturamento, precisa inovar, se aproximar do público, criar novos adeptos.

A festa começou nesta terça-feira e leva o justo nome de Fan Week. Até o sábado, tudo é de graça em Flushing Meadows, o que inclui as rodadas do qualificatório e principalmente o treino de todos os jogadores. É um verdadeiro sonho.

Na quinta e na sexta, o US Open invade a cidade. Na chamada baixa Manhattan, a USTA promoverá uma ampla ação para mostrar o ‘Net Generation’, seu programa dedicado a trazer mais crianças para as quadras que promete ser revolucionário. No dia seguinte, o sorteio das chaves acontecerá no porto próximo à ponte do Brooklyn.

Por fim, vem o já tradicional Arthur Ahse Kids’ Day no sábado, que também é gratuito em todo o complexo, exceto para as ações do estádio, que cobram de US$ 10 a US$ 25 para uma série de brincadeiras, shows e exibição de tenistas convidados.

Ou seja, antes mesmo de começar o US Open já tenta devolver à população uma parte significativa do investimento.

Mas não é só. O torneio sempre primou também por inovar, e muitas de suas aventuras acabaram mudando o rumo do próprio tênis, como é o caso do tiebreak e das rodadas noturnas.

Neste ano, a USTA obteve autorização da ATP e WTA para introduzir duas experiências no qualificatório: o cronômetro para cobrar os 25 segundos entre os pontos (mas que será usado até mesmo para determinar quanto tempo se pode ficar no banheiro) e a instrução diretamente da arquibancada (que pode ser oral, se o tenista estiver do mesmo lado da quadra que o treinador, ou gestual, se estiver do lado oposto).

Teremos de esperar para ver o resultado.

Nesta quarta-feira, a USTA anuncia a lista oficial dos 32 cabeças de chave de cada sexo e isso deve colocar fim à preocupação sobre a presença de Roger Federer no Grand Slam. O suíço teria terminado seu tratamento para as costas já em Nova York nos últimos dias e nesta terça foi conhecer as modificações do complexo feitas em 2016, mas que ele não viu por estar contundido.

Só para lembrar: o US Open quebrou todos os parâmetros e saltou a premiação para pouco além dos US$ 50 milhões, oferecendo US$ 3,7 mi para cada campeão. Esse total é US$ 10 mi superior ao de Wimbledon e os vencedores levarão quase US$ 1 mi a mais.