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Tsitsipas passa por outro teste
Por José Nilton Dalcim
4 de junho de 2021 às 20:35

Para chegar a um título tão difícil como Roland Garros, é preciso um pouco de tudo. Sacar bem, devolver com qualidade, consistência nas trocas, aproveitar as oportunidades para ser agressivo e variar o ritmo e efeitos das bolas. Até aqui, o grego Stefanos Tsitsipas atingiu tal repertório com autoridade, ratificando o que faz desde abril.

John Isner é sem dúvida um veterano que não se mexe tão bem, sofre desgaste em jogos mais longos e precisa muito do primeiro saque. Mas não é fácil encará-lo nem mesmo no saibro. O grego, que vinha de três vitórias seguidas sobre o gigantão, perdeu o primeiro set e encarou risco de quebra no segundo, porém soube readaptar-se ao longo da batalha e isso lhe valeu uma vitória de peso.

É exatamente isso o que se espera de um grande jogador: a capacidade de encontrar soluções no meio da trincheira sem choramingar. Vale observar que o grego ganhou os últimos quatro tiebreaks contra Isner, o que já é digno de medalha.

Mas não há tempo a perder, porque agora vem um adversário bem mais feito ao saibro, com proposta diferente atrás de bolas retas e uma base sólida, que sabe manter o adversário em movimento. Pablo Carreño já fez duas quartas em Paris, a última no ano passado, e está sempre pronto a aproveitar os buracos, a exemplo da atuação firme diante de Steve Johnson.

O melhor dia do Urso – Daniil Medvedev subiu de nível em Roland Garros. O dia mais carrancudo ajudou a tirar a velocidade do poderoso saque de Reilly Opelka o bastante para que o russo conseguisse devolver com qualidade e impor trocas. Com isso, a tarefa ficou muito simplificada e Medvedev brilhou em todos os campos, a ponto de fazer o dobro de aces do grandão norte-americano (10 a 5). Ainda conseguiu notáveis 16 break-points, dos quais cinco foram suficientes para sair sem sets perdidos e meros 16 erros não forçados.

O otimismo de Medvedev no entanto precisa ser cuidadoso, porque agora ele enfrenta um adversário de estilo radicalmente oposto e um autêntico saibrista, o chileno Cristian Garin. Os dois se cruzaram há poucas semanas em Madri e Garin levou num fácil terceiro set. A atuação do chileno contra Marcos Giron exemplifica que Garin sofre com seus altos e baixos e ainda carece de certa estabilidade emocional na hora do aperto. Vai ser um duelo dos melhores.

Reencontro – Alexander Zverev enfrentará Kei Nishikori pela terceira vez nesta fase do saibro europeu e o jogo ganhou ares de equilíbrio ainda maior depois que o japonês disputou apenas 12 games e ganhou tempo de descanso mais do que bem vindo. Sascha venceu facilmente no saibro veloz de Madri, mas precisou de grande esforço em Roma nas últimas semanas. A vitória sobre o sérvio Laslo Djere deve ter elevado sua confiança, ainda mais depois que salvou um segundo set que parecia perdido. Alemão leva pequeno favoritismo, mas terá de sacar talvez até melhor do que hoje, quando acertou 71% e venceu 72% desses pontos, com 4 aces e 4 duplas faltas..

Surpresas – Federico Delbonis e Alejandro Davidovich já são a boa novidade da chave masculina de 2021 e tentarão inéditas quartas de Slam. O canhoto argentino fez uma apresentação notável diante de um apressado Fabio Fognini, que terminou com 53 erros, mais do que o dobro dos 24 do adversário. Delbonis faz uma bela temporada no saibro, tendo furado qualis dos três Masters e vencido nomes como Carreño, Goffin e Aliassime.

Já o temperamental Fokina, que completa 22 anos neste sábado, vinha de 5 sets na rodada anterior e não mostrou falta de pernas e ousadia para vencer Casper Ruud, uma das sensações do saibro europeu deste ano, em mais cinco sets. Teve intensos altos e baixos. Ganhou os dois tiebreaks e foi totalmente dominado nos outros dois sets. Na reta final, os sacadores foram firmes por 10 games até que o espanhol quebrou e sacou para a vitória, num game que novamente espelha seus altos e baixos técnicos e emocionais: perdeu quatro match-points e evitou outros quatro breaks, o último deles com saque por baixo. É um garoto divertido de se ver, não resta dúvida.

Mais uma favorita se vai
É até difícil entender como uma jogadora faz um set tão brilhante, com 19 winners e confiança na estratosfera, e em seguida leva um 6/0 que a tira de Roland Garros. Um dos destaques da fase europeia de saibro, Aryna Sabalenka deixou o torneio sem qualquer top 4 nas oitavas de final e foi a quarta das oito principais cabeças a se despedir.

É bem verdade que o ‘pneu’ aplicado pela esperta Anastasia Pavlyuchenkova não foi semelhante aos que Karolina Pliskova amargou dias atrás em Roma. Os games foram bem disputados, quase todos indo até o 40-30, e Sabalenka teve uma chance de reação logo no segundo game. Mas faltou capricho e bom senso. Só nesse set decisivo, fez 17 erros contra 3 da russa. O tênis continua a ser um ‘tudo ou nada’ para Sabalenka, que enche os olhos com a forma invejosa com que acelera a bola, porém exagera pela insistência.

Não haverá então o duelo bielorrusso imaginado. Victoria Azarenka fez exibição madura e segura diante de Madison Keys e agora se vislumbra um reencontro com Serena Williams. A veterana teve dificuldades contra Danielle Collins, ainda que tenha vencido em sets diretos, e fará oitavas contra Elena Rybakina que não é mais a tenista tão brilhante de 2020, mas que só perdeu 14 games em três jogos na semana e precisa de muita atenção se atuar bem solta. Serena é agora a única top 10 no lado inferior da chave.

A luta pela outra vaga na semi manteve as cabeças Paula Badosa e Marketa Vondrousova. Se foi prazeroso ver o espírito de luta da espanhola, ao salvar até match-point, não me agradou o estilo tão quadrado da canhota tcheca, mas ela leva a experiência de quem já decidiu Paris. A vencedora será favorita diante de Sorana Cirstea ou Tamara Zidansek.

Big 3 na luta
– Se Djoko mantiver o amplo favoritismo sobre Berankis, atingirá as oitavas de Paris pelo 12º ano seguido, algo que nem Nadal conseguiu.
– Espanhol pega Norrie pela terceira vez no ano e ainda não perdeu set. Rafa tem 31-3 contra canhotos em Slam.
– Federer enquanto isso encara o canhoto Koepfer em busca da 68ª presença nas oitavas de um Slam.
– Caso Sinner, Musetti e Alcaraz vençam, será o maior número de adolescentes na quarta rodada de Paris desde 1990, então com Courier, Chang e Ivanisevic.
– Berrettini tem tudo para fazer oitavas pela primeira vez no torneio diante de Kwon, que só tem 5 vitórias no saibro em nível ATP.
– Aos 37, Kohlschreiber ficou 11 meses sem jogar por causa do quadril. Enfrenta Schwartzman.
– Swiatek perdeu os dois jogos contra Kontaveit, Kenin leva 1-2 de desvantagem contra Pegula, que já bateu cinco top 10 neste ano.
– Outro duelo todo americano envolve Brady e Gauff. A vice de 2018 Stephens é outra na luta em duelo inédito com Muchova.

Medvedev avança, mas dificuldade aumenta
Por José Nilton Dalcim
2 de junho de 2021 às 19:33

Apesar de perder o primeiro set para o mediano Tommy Paul, o russo Daniil Medvedev deve se animar com sua segunda vitória no saibro de Roland Garros. Afinal, teve de encarar a lentidão da rodada noturna, muito esforço para fazer a bola andar e ainda assim jogou de forma consistente os três sets seguintes.

Mas seus desafios no torneio ainda se mostram muito grandes. Na sexta-feira, reencontra o super-sacador Reilly Opelka, contra quem sempre teve dificuldades. Mesmo as duas vitórias foram em tiebreak de terceiro set e a derrota veio em casa, no ano passado. E não se enganem com a superfície, porque o norte-americano dobrou o saibrista Jaume Munar com 75% de pontos ganhos com o primeiro saque. No caminho do russo, também está Cristian Garin, ainda que o chileno tenha sofrido cinco sets para tirar Mackenzie McDonald, num sinal de que a quadra não está tão lenta assim.

Já o grego Stefanos Tsitsipas viveu pequenas oscilações na vitória de sets diretos sobre o espanhol Pedro Martinez e também terá pela frente um gigante dos saques, John Isner, a quem venceu três vezes seguidas na quadra dura, o que é um retrospecto bem positivo. No quadrante, está Pablo Carreño. Ele levou um susto com o tênis bem certinho do francês Enzo Couacaud antes de marcar virada exigente.

Quem se deu muito bem foi Alexander Zverev. Ganhou os dois tiebreaks contra o quali Roman Siufillin, que mostrou qualidades, e viu Roberto Bautista e Karen Khachanov darem adeus no seu setor. Encara um sempre perigoso Laslo Djere e vê Kei Nishikori, sobrevivente de 10 sets, favorito contra Henri Laaksonen, que tirou Bautista num festival de bolas forçadas (53 winners e 43 erros).

Outra considerável surpresa foi a queda de Pablo Andujar para Federico Delbonis. O espanhol chegou a ter 2 sets a 1, mas foi atropelado no final. O canhoto argentino é o próximo desafio de um Fabio Fognini em seu melhor momento da temporada. Quem passar, terá um membro da nova geração pela frente: Casper Ruud ou Alejandro Fokina.

Monteiro cai em dia americano
Não faltaram pernas nem espírito de luta para Thiago Monteiro. O número 1 nacional esteve sempre atrás do placar contra Steve Johnson e acabou eliminado após quase quatro horas. O equilíbrio foi absoluto e cada um perdeu ao menos um game de serviço em cada set.

Monteiro jogou mais afastado da linha para tentar entrar nos pontos de devolução e explorar o backhand do norte-americano, mas essa decisão o fez correr demais o tempo todo. Johnson trocou muito bem as direções, usando a conhecida proteção do lado esquerdo para bater com seu ótimo forehand. Thiago procurou o espaço aberto, ainda que nem sempre tenha conseguido a precisão desejada.

Atrás por 4/1 no terceiro set, Monteiro brigou muito e levou ao tiebreak, onde foi muito pouco eficiente. Quebrado logo de cara, viu Johnson abrir 3/1 no quarto set, quando então o cearense embalou outra notável reação e venceu cinco games seguidos. Seu azar foi desperdiçar o break-point logo na abertura do quinto set, o que poderia abalar Johnson. Os dois trocaram quebras no sexto e sétimo games e então Monteiro sacou mal e levou a quebra definitiva. Como não repetiu a terceira rodada de 2020, deve cair dois postos no ranking, mas mantém vaga em Wimbledon e esperança de chegar às Olimpíadas.

Johnson é portanto um dos quatro norte-americanos na terceira rodada. A ele, Isner e  Opelka, somou-se Marcos Giron, com uma atuação muito segura diante de Guido Pella. E ainda há Taylor Fritz em busca da vaga nesta quinta-feira.

Feminino: no braço
Com duas fortes candidatas fora do páreo já nesta segunda rodada, a parte inferior da chave viu as vitórias de tenistas que adoram a força bruta. Serena Williams, Aryna Sabalenka e Vika Azarenka fizeram a bola andar muito no saibro parisiense e prometem se embolar na luta por uma das vagas na semifinal.

Serena encontrou resistência na canhota romena Mihaela Buzarnescu antes de fazer um grande terceiro set. Enfrenta a também agressiva Danielle Collins e pode ter adiante Elena Rybakina ou Elena Vesnina. Não é uma caminhada ruim. As bielorrussas Sabalenka e Vika estão em rota de colisão caso superem Anastasia Pavlyuchenkova e Madison Keys na próxima rodada. Azarenka ainda não está totalmente à vontade na terra e Sabalenka por vezes parece ansiosa demais, a ponto de cometer 20 erros no primeiro set.

O outro quadrante só vê duas cabeças entre as oito classificadas, que poderão duelar entre si nas oitavas: a finalista de 2019 Marketa Vondrousova e a especialista espanhola Paula Badosa. Elas precisam precisam antes superar Polona Hercog e Ana Bogdan. Se uma delas sobreviver, será certamente a favorita contra um grupo que tem Daria Kasatkina, Sorana Cirstea, Tamara Zidansek e Katerina Siniakova. O destaque entre elas foi Kasatkina, que não tomou conhecimento da cabeça 10 Belinda Bencic.

Big 3 no feriado
Fato inédito para uma primeira semana de Grand Slam, todo o Big 3 estará em quadra nesta quinta-feira. Embora o jogo de Novak Djokovic esteja marcado para as 9h30 na Suzanne Lenglen, é bem possível que coincida com o de Roger Federer, que entra às 11h na Chatrier, porque existem uma partida feminina e outra masculina antes do sérvio. Rafa Nadal encara a lentidão da rodada noturna.
– Gasquet já venceu Nadal.. em 1999, como juvenil. Depois, amargou 16 frustrações. Nos sete duelos na terra, ganhou 2 sets, o último deles em 2005.
– Saibro é a praia de Cuevas, um dos jogadores mais espetaculares do circuito, mas que aos 35 anos desabou para o 92º posto do ranking. Maior vitória foi sobre Wawrinka em Monte Carlo de 2017.
– Roland Garros era o único Slam onde Federer e Cilic ainda não tinham se cruzado. Os dois já fizeram final em Wimbledon e Austrália e semi nos EUA, que marcou única vitória do croata em 10 tentativas.
– Sete italianos chegaram na segunda rodada, a maior quantidade desde 1955. O recorde em terceira fase em Slam é de Paris no ano passado: 5.
– Schwartzman tem um desafio, já que perdeu 4 de 5 duelos contra Bedene, quatro deles no saibro. Cecchinato tem 3-2 sobre De Minaur e atropelou na edição de 2020.
– Barty reconhece que a contusão no quadril preocupa e encara uma animada Linette, que jamais venceu uma top 10 mas deu sufoco em Halep em 2019
– Kenin, Svitolina e Swiatek enfrentam adversárias inéditas e só devem perder set se jogarem mal.
– Gauff e Wang repetem a final de Parma de cinco dias atrás onde a jovem americana venceu fácil a ex-12 do ranking.
– Duelo do dia envolve Stephens e Pliskova, em que americana lidera por 3-1 e 1-0 no saibro. Stephens fez final em 2018 e Pliskova, semi em 2017.
– Pavic e Mektic saíram da chave de duplas e ao que tudo indica foi por covid-19.

Nadal abre porta a Zverev e Thiem
Por José Nilton Dalcim
7 de maio de 2021 às 19:00

Rafael Nadal continua longe de seu melhor tênis sobre o saibro e com isso está aberta a porta para que Alexander Zverev e especialmente Dominic Thiem abracem uma muito bem vinda reação na temporada. Zverev até fez quartas no Australian Open e ganhou um ATP 500 semanas atrás em Acapulco, mas isso diante de intensos altos e baixos. Thiem então nem se fala. Chegou a Madri com apenas cinco vitórias desde janeiro, saindo de contusão e se admitindo desmotivado.

Os dois farão batalha direta pelo direito de decidir o título no domingo, e há muita história por trás desse duelo. Zverev conquistou o torneio em 2018 justamente em cima do austríaco – não foi quebrado durante toda a semana -, mas no geral leva ampla desvantagem de 8 derrotas em 10 confrontos. Será também a primeira vez que se cruzarão desde a maluca final do US Open, em que o alemão esteve dois sets e uma quebra à frente antes de permitir a virada. Coloque-se ainda na balança que Zverev ergueu três troféus em sete finais de Masters, tendo vencido dois deles no saibro, enquanto a conquista solitária de Thiem veio no sintético e seus dois vices foram justamente em Madri.

Ambos têm motivo para chegar com moral elevado à penúltima rodada, já que fizeram ótimas apresentações nas quartas de final. Zverev derrotou Nadal pela terceira vez seguida sem perder set, a primeira no saibro e ainda por cima na casa do espanhol. Achei curiosa a entrevista de Rafa, em que diz não saber exatamente como perdeu o jogo. É verdade que sacou com 4/2 no primeiro set, seu único momento realmente lúcido em quadra, mas deixemos os números falarem: 2-12 em winners nesse primeiro set e 4-16 no segundo. Não dá para ser feliz assim, convenhamos.

E como Zverev chegou a estatística tão expressiva? Aproveitando-se das bolas curtas de Nadal, principalmente nas devoluções, que facilitavam ao alemão pegar na subida e disparar para os cantos. Assim que recuperou a quebra, com duas passadas consecutivas em subidas afoitas do espanhol, a confiança do alemão foi às nuvens e seu primeiro serviço a 220 km/h de média fez estragos constantes. Perdeu apenas seis pontos com ele – dois no segundo set -, finalizando com 82% de sucesso. Ao observar que Nadal sofreu muito em três games de serviço na segunda parcial, permitindo break-points em todos eles, fica ainda mais fácil entender o placar.

Já o grande mérito de Thiem é que ele soube sofrer, sem se desesperar. Quando se encara um grande sacador, a primeira coisa que se precisa cuidar é do próprio serviço, porque as chances de recuperação serão sempre pequenas. O austríaco não fez isso, perdeu logo o primeiro game de saque, e aí ficou na pressão. Por muito pouco, o jogo não escapou, mas ele conseguiu sobreviver a 10 minutos de um tenso quinto game de segundo set, em que Isner arriscava tudo nas devoluções e teve quatro break-points. Thiem se manteve frio e foi premiado com uma quebra de zero imediata e daí em diante achou oportunidades para manter a bola longe do norte-americano, que foi se cansando pouco a pouco.

A outra semifinal envolverá mais dois bons sacadores, que fazem de tudo para comandar os pontos com o forehand. Casper Ruud já esteve na semi de Roma no ano passado, mas este é sem dúvida o grande momento de sua curta carreira. Aos 22 anos, já garantiu salto para o 16º lugar do ranking. o que pode lhe valer ótima condição de cabeça de chave em Roland Garros. Embora menos experiente que o italiano Matteo Berrettini, que tem três de seus quatro ATPs sobre o saibro e acaba de ganhar Belgrado, o norueguês ganhou os dois duelos que fez diante do italiano no saibro, um em Roma e outro em Roland Garros, torneios de evidente relevância.

Ruud manteve contra Alexander Bublik o excelente padrão que mostrou ao longo da semana, em que venceu com sobras Felix Aliassime e Stefanos Tsitsipas. O cazaque até deu trabalho no primeiro set, usando o máximo de seu tênis variado, tendo até chance de saltar a 5/3, mas depois de levar a quebra que determinou a vantagem definitiva de 7/5 desabou diante do tênis sólido do adversário. Detalhe interessante, Ruud tem 1,83m, estatura apenas mediana para o tênis atual, mas saca com qualidade. Cometeu apenas quatro erros na partida. Na véspera contra Tsitsipas, haviam sido meros 12.

O jogo entre Berrettini e Cristian Garin reeditou aquelas coisas inexplicáveis do tênis. O chileno ganhou um equilibrado primeiro set e abriu 3/1 no segundo, com autoridade. Aí entrou em completo parafuso. Não sacou mais nada, cometeu erros de toda a sorte no fundo de quadra, fez escolhas no mínimo impróprias e conseguiu a proeza de perder todos os games seguintes. Isso mesmo, 11 games! Claro que o italiano jogou bem mais solto a partir do final do segundo set, fazendo mais com o saque e assim obtendo maior agressividade. Entrevistado em quadra, admitiu não ter entendido nada. Imaginem então Garin.

Por fim, vale destacar este dado publicado no Twitter.