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Djoko a três sets de Laver
Por José Nilton Dalcim
11 de setembro de 2021 às 00:39

Sob o olhar de Rod Laver e num jogo disputado ponto a ponto, Novak Djokovic conseguiu de novo. Virou seu quarto jogo seguido após perder o primeiro set, vingou-se de Alexander Zverev em grande estilo e agora está a uma única vitória de marcar o maior feito do tênis profissional: a conquista do quarto Grand Slam consecutivo na mesma temporada.

Apenas Daniil Medvedev pode impedir a história. Mas enquanto o russo chega a sua terceira final ainda em busca do primeiro troféu, Djokovic iguala mais um recorde de Roger Federer e estará na 31ª. Se chegar ao tetra do US Open, terá também 21 troféus de Slam e desempatará a disputa contra Federer e Rafael Nadal.

A decisão entre os dois líderes do ranking é o fecho perfeito de um torneio espetacular. O quinto set entre Nole e Zverev foi o 34º desta edição, a segunda maior marca da história, e nada menos que outros 15 duraram mais de quatro horas, algo que não acontecia há 30 anos.

E foram cinco sets tensos e intensos. Zverev encarou o número 1 de igual para igual, aguentando pontos longos. Fez um grande primeiro set, viu Djoko melhorar muito com o saque no seguinte e com as devoluções no terceiro. Obteve uma quebra precoce no quarto e segurou a cabeça diante de todas as tentativas de Nole.

Por fim sucumbiu à superioridade do adversário, como se o sérvio houvesse guardado sua melhor energia para a reta final. Claro que o alemão cometeu erros absurdos no quinto set, mas é preciso considerar a pressão de ter de colocar bolas na linha depois de três horas de tamanha correria. Os números estatísticos foram bem semelhantes, mas um deles merece citação especial: Djokovic foi 43 vezes à rede e ganhou 35 lances, o que dá 81% de aproveitamento.

Sascha continua sem ganhar de um top 10 em Slam, mas está certamente jogando o melhor tênis de sua vida. Nole o fez pela 61ª vez num Slam e pela 225º no total – agora novo recorde – e deu um show na entrevista em quadra, ao defender Stefanos Tsitsipas, frisar a forte amizade com Zverev e dizer que na sua cabeça o foco é “apenas” o tetra em Nova York. Enfatizando: “Tratarei este jogo como se fosse o último de minha carreira”.

Medvedev vai tentar de novo
Mesmo reconhecendo não ter jogado seu melhor tênis, Medvedev fez o bastante para superar a instabilidade emocional de Felix Auger-Aliassime. O canadense vendeu caro o primeiro set e aí sacou com 5/3 para empatar a partida, perdendo dois set-points. O jogo acabou nesse momento. Ele se perdeu completamente e o russo foi absoluto. Enquanto Felix via a volta do fantasma das duplas faltas – cometeu 10 -, o número 2 anotava 12 aces.

Medvedev se torna apenas o segundo tenista fora do Big 4 a fazer duas finais de Slam na mesma temporada desde 2004, repetindo Dominic Thiem. No total, é sua terceira tentativa de ganhar o título tão esperado. Em toda a Era Aberta, jamais um tenista perdeu três finais sem conquistar em algum momento seu Slam. Então o russo pode ao menos ter muita esperança, caso Djoko repita os 3 a 0 da final do Australian Open de fevereiro.

Fato curioso, Medvedev chega à final com 11h51 em quadra, menos do que Leylah Fernandez (12h19) e quase o mesmo de Emma Raducanu (11h34). E olha que ele ainda perdeu um set.

Soares: digno vice
Faltou um set para o tricampeonato de Bruno Soares no US Open. Ele e Jamie Murray buscavam repetir a conquista de cinco anos atrás e foram bem superiores ao local Rajeev Ram e ao britânico Joe Salisbury na série inicial. Só que aí os adversários subiram de nível, tanto na devolução como no saque, enquanto a dupla do brasileiro passou a cometer pequenos erros que se mostrariam fatais.

Embora Ram tivesse sido perfeito nos serviços nos dois sets seguintes, Salisbury estava no seu dia. Fez jogadas incríveis, mostrou-se eficiente na rede e nos contragolpes. Não por acaso está na final de mistas também. Ele e Ram mereceram o segundo troféu de Slam e se firmam como vice-líderes da temporada.

Bruno sabe que sua campanha foi além do esperado depois da parada forçada pela cirurgia do apêndice, por isso merece todos os elogios. Ele e Murray sobem para o oitavo lugar na Corrida e estão com grande chance de chegar ao Finals de Turim.

A incrível falta de sorte de Stefani
Lesões fazem parte do esporte e o tênis, um esporte que mexe com dezenas de músculos e articulações ao mesmo tempo e em diferentes dimensões, está sempre fadado a prejudicar alguém. A cena de Luísa Stefani pisando em falso ao tentar trocar de direção, o que a levou a torção de tornozelo e ao rompimento do ligamento do joelho, foi terrível e preocupante.

Ela e Gabriela Dabrowski haviam acabado de se safar de set-points e iniciavam um tiebreak que prometia ser equilibrado. Aguentavam com firmes voleios as bolas pesadas de Coco Gauff e Caty McNally, que não têm a mesma intimidade com o jogo de rede. Uma pena em todos os sentidos, porque a partida estava divertida. A contusão da brasileira calou o estádio e deixou as adversárias perplexas.

Infelizmente, a expectativa é de retorno em apenas seis meses, o que a impedirá de lutar por vaga no WTA Finals, que estava tão perto.

E mais
– Com a derrota de Aliassime, Casper Ruud garantiu seu inédito lugar no top 10 na lista de segunda-feira. Outros recordes pessoais para Felix (11º), Sinner (14º), Garin (17º), Opelka (19º) e Alcaraz (38º).
– Há exatos cinco anos, Medvedev ganhava seu único título de challenger no piso duro de St. Remy.
– Leylah Fernandez e Emma Raducanu decidem o US Open no dia do 20º aniversário da queda das Torres Gêmeas, mas nenhum delas havia sequer nascido naquele triste dia.
– A vencedora da final marcada para as 17 horas se juntará à série de inesperadas campeãs de Slam que vem desde 2017 e inclui Jelena Ostapenko, Sloane Stephens, Naomi Osaka, Bianca Andreescu, Sofia Kenin, Iga Swiatek e Barbora Krejcikova.
– As duas nunca se enfrentaram, mas a canhota Fernandez tem um título de WTA, mais Slam disputados e melhor ranking, o que lhe confere certo favoritismo. O prêmio é o mesmo dos homens: US$ 2,5 milhões.

O US Open é das meninas
Por José Nilton Dalcim
10 de setembro de 2021 às 00:51

Era de se esperar novidade na chave feminina do US Open, mas a final deste sábado superou de longe qualquer expectativa. De um lado, Leylah Fernandes de 19 anos recém completados, que eliminou sucessivamente Naomi Osaka, Angelique Kerber, Elina Svitolina e Aryna Sabalenka, todas no terceiro set. Do outro, Emma Raducanu, de 18 anos e 10 meses, que se torna a primeira tenista oriunda do qualificatório, entre mulheres ou homens, a atingir uma final de Grand Slam. Não dava para ser mais sensacional.

As vitórias em si já seriam extraordinárias, mas a forma com que Leylah se comporta em quadra fala ainda mais. Joga com alegria e leveza, interage com o público, concentrada. Sem gritaria ou exageros. De 1,68m, faz alavancas perfeitas para arrancar saques eficientes e winners desconcertantes. De repente, solta uma deixadinha ou decide o ponto bem construído no voleio. Dá gosto vê-la jogar.

No duelo diante da número 2 do ranking desta quinta-feira, Fernandez saiu de 1/4 para o empate, evitou set-point e foi firme no tiebreak. Após destruir a raquete, Sabalenka repetiu a dose na outra série, desta vez mais feliz na conclusão forçada dos pontos, e na série decisiva ainda salvou-se após a canadense abrir 4/2. No game final, no entanto, cometeu duas duplas faltas seguidas e mandou longe um forehand, jogando por terra sua segunda chance seguida de decidir o primeiro Slam.

Na tentativa de repetir a compatriota Bianca Andreescu, inesperada campeã de dois anos atrás também aos 19 anos, irá enfrentar no sábado a não menos surpreendente Raducanu, que saiu do quali e já fez nove jogos neste US Open… vencendo todos os sets! Sua trajetória foi um pouco menos vistosa, mas ainda assim incluiu Shelby Rogers, uma rodada depois de a americana ter eliminado Ashleigh Barty, e em seguida Belinda Bencic e Maria Sakkari. O set mais duro dos 18 que disputou chegou a 6/4.

Há muitas qualidades também no jogo desta canadense de nascimento, que se mudou para Londres aos dois anos. As principais são o segundo saque forçado e as devoluções agressivas quase sempre pelo centro da quadra, ao melhor estilo masculino. É muito eficiente no uso das paralelas, tem um forehand veloz e seus voleios são quase tão impecáveis quanto aos de Virginia Wade, a última britânica a ganhar o US Open em 1968, e Tim Henman, que lhe deu conselhos. Os dois estavam na plateia para assisti-la.

Um tanto diferente de Fernandez, Emma não esconde emoções. Quem olha o placar de sua vitória sobre Sakkari desta noite pode achar que a grega tremeu, mas o fato é que Sakkari tentou de tudo e raramente conseguiu ser melhor do que a jovem adversária, que tomou a iniciativa e jamais vacilou, nem mesmo na hora de fechar seu primeiro jogo no Arthur Ashe.

Sábado à noite vem mais história…

Soares vai atrás do sétimo Slam
Competência nunca faltou a Bruno Soares, mas esta final do US Open, a sexta que faz na soma de sua carreira em Flushing Meadows, é ainda mais especial. O mineiro de 39 anos chegou sem treinamento apurado devido à cirurgia inesperada de apêndice e assim sem qualquer ritmo de competição desde Wimbledon.

Está agora muito perto de defender o título do ano passado com parceiro diferente, o croata Mate Pavic, e busca o segundo troféu ao lado de Jamie Murray. Bruno tem outras duas conquistas no US Open em duplas mistas e por pouco não levou também o título de 2013 ao lado de Alexander Peya. É muito fácil amar Nova York dessa maneira, mas Soares também já foi campeão no Australian Open, ao lado do mesmo Murray, e tem final em Roland Garros com Pavic e de mistas em Wimbledon. Um cardápio completo.

Há duas dificuldades a ser superadas na final desta sexta-feira, ás 13 horas: o dono da casa Rajeev Ram, que faz entrosada parceria com o britânico Joe Salisbury, com quem venceu o Australian Open do ano passado e foi à final de 2021, justamente após superar Soares e Murray numa semi de dois sets.

Bruno já garantiu o prêmio de US$ 165 mil dos US$ 330 mil dedicados aos vices, o retorno ao top 10 como nono colocado e a oitava posição na Corrida para o Finals.

E logo depois, mas no estádio Louis Armstrong, Luísa Stefani busca a quarta final consecutiva ao lado de Gabriela Dabrowski, e obviamente a mais importante delas. As campeãs de Montréal e vices de Cincinnati encaram as jovens Coco Gauff e Caty McNally.

Sonhos na semi masculina
Felix Auger-Aliassime é o intruso nas semifinais masculinas do US Open. Aos 21 anos e com apenas uma presença em quartas na carreira, o canadense ocupa o espaço que deveria ser de Stefanos Tsitsipas. Não derrotou qualquer dos atuais top 20, mas ainda assim fez uma campanha consistente, tendo superado Roberto Bautista, Frances Tiafoe e Carlos Alcaraz.

Por isso mesmo, o favoritismo de Daniil Medvedev é absoluto. O russo já decidiu o US Open de 2019, levando Rafael Nadal ao quinto set numa reação notável, e também foi à final do Australian Open de fevereiro, barrado por Novak Djokovic. O número 2 do mundo tem 12 títulos na carreira – três deles neste ano -, sendo um Finals e quatro Masters, todos no piso duro. Aliassime perdeu as oito decisões que já fez em nível ATP em três pisos diferentes e foi batido no único duelo direto com Medvedev, mas num jogo em 2018 e que terminou no tiebreak do terceiro set.

Ainda assim, dá para acreditar. Aliassime mostrou um saque muito eficiente neste US Open, ficou mais corajoso para tentar pontos junto à rede e tem usado slices, elementos táticos que podem funcionar muito bem contra Medvedev. O russo joga muito atrás da linha e deixa os ângulos mais vulneráveis, porém é uma máquina de bater na bola e muito aplicado taticamente. Muito provável que ataque o segundo saque para tirar a confiança do adversário.

Djokovic e Alexander Zverev, ao contrário, seguem o roteiro imaginado desde o sorteio da chave. O sérvio perdeu set em quatro de seus cinco jogos, tendo saído atrás nos três últimos, mas sempre mostrou a conhecida capacidade de elevar o nível ao longo das partidas. Zverev economizou mais energia, ainda que tenha levado sustos de Jack Sock e Lloyd Harris. Além do saque poderoso, continua a mostrar cabeça bem mais focada.

É de se esperar uma batalha direta entre o saque alemão e a devolução sérvia, ainda que Sascha também tenha evoluído como devolvedor como mostrou na vitória olímpica. São dois dos melhores backhands do circuito atual e será interessante observar quem vai arriscar paralelas primeiro.

O histórico de 7 a 4 é favorável ao sérvio, que também ganhou as duas em Slam, incluindo o recente Australian Open. E se somarmos isso ao fato de Zverev jamais ter vencido um top 10 nas dez vezes que os encarou num Slam, então a aposta mais lógica fica com Djokovic.

Djokovic dos 100 aces
Por José Nilton Dalcim
18 de fevereiro de 2021 às 12:17

Não houve dor, nem falta de treino que segurassem Novak Djokovic. O recorde perfeito em semifinais no Australian Open se manteve diante da surpresa russa Aslan Karatsev e, um dia depois de garantir sua segunda mais espetacular façanha na carreira, Nole está pronto para o nono título em Melbourne e o 18º troféu de Grand Slam.

O rei dos tiebreaks em 2020 virou agora o rei dos aces. Como tem feito em toda a campanha deste ano no torneio e pouco antes na ATP Cup, Djokovic se esmerou no saque para encurtar pontos, abrir vantagens mas especialmente escapar de dificuldades. Como foi o caso dos dois essenciais break-points que encarou no 5/4 do segundo set em que Karatsev sequer tocou na bola.

Treinado por um dos mais hábeis sacadores do tênis moderno, Djokovic atingiu nesta sexta rodada do Australian Open a notável soma de 100 aces, o que dá média de quase 17 por jogo, exatamente a quantidade que desferiu contra Karatsev. Na segunda rodada contra Frances Tiafoe, bateu seu recorde pessoal para uma partida, com 26.

E isso considera apenas o ace em si, aquele em que o oponente mal reage, e não outros tantos serviços cruciais em que Djokovic induziu a devolução a erros. Infelizmente, a estatística ainda não contabiliza os aces de segundo serviço, outro aspecto em que o sérvio – e vários outros – tem se mostrado corajoso e eficiente.

O que será dos adversários se o melhor devolvedor da história se tornar também um dos maiores sacadores?

A partida desta quinta-feira contra Karatsev foi o que se esperava: muito esforço do russo e placar dilatado. Poderia ter sido ainda mais fácil, caso Djokovic tivesse fechado o segundo set na primeira chance, quando tinha 5/2.

Karatsev viveu alguns grandes momentos no fundo de quadra e fez alguns lances de força e precisão incríveis , mas o fator mais relevante era um alto índice de primeiro saque e ele mal chegou a 52%, vencendo ainda por cima apenas 65% deles. Então não dava mesmo para fazer novos milagres.

Com o recorde de semanas na liderança garantido e a inigualável façanha de ganhar quatro Slam seguidos em três pisos diferentes – seus dois maiores feitos, a meu ver -, Djokovic terá 72 horas de descanso para encarar Daniil Medvedev ou Stefanos Tsitsipas e encurtar para apenas dois a distância de troféus de Slam para Rafael Nadal e Roger Federer.

Posso apostar que ele prefere a inexperiência do grego de 22 anos, contra quem possui 4-2, do que o marrento russo, que o venceu em 3 dos últimos 4 confrontos ainda que o sérvio tenha 4-3 no geral.

Desafetos de longa data, Medvedev e Tsitsipas duelam às 5h30 desta sexta-feira. Tsitsipas vem da notável porém desgastante virada em cima de Nadal e pega um descansado russo que, além de já ter experimentado a tensão de fazer uma final de Slam,  leva ampla vantagem no histórico entre eles, com 5 vitórias em 6 duelos, sendo 4 a 1 nas quadras duras.

Osaka barra Serena e busca 4º Slam
Serena Williams teve suas chances na semifinal contra Naomi Osaka. Logo no começo do jogo, diante de uma adversária nervosa, abriu 2/0 e ainda poderia ter obtido quebras nos dois serviços seguintes. Mas a japonesa se mostrou uma fortaleza mental e deu seu show. Bateu na bola com desenvoltura invejável, achou ângulos perfeitos e contragolpes mortais, deixando a poderosa adversária estática e perdida na linha de base quase o tempo inteiro. Serena sentiu na pele o que mais gosta de fazer com suas adversárias: sufoco constante, sem tempo de pensar.

E olha que Osaka só acertou 36% de seu forte primeiro saque no set inicial. Esse ponto instável também deu uma quebra de sobrevida a Serena na metade do segundo set, mas que durou muito pouco. A japonesa manteve assim seu retrospecto impecável nas quatro semifinais de Grand Slam que já disputou e tem tudo para manter também a invencibilidade em finais no sábado, quando enfrentará Jennifer Brady.

Aos 25 anos e número 21 do mundo, Brady fará sua primeira final desse quilate e precisou novamente de três duros sets para vencer, agora Karolina Muchova. De estilo agressivo e acostumada a muitos erros não forçados – foram 38 nesta semi -, é arriscado dizer que ela não tem chance diante de Osaka. Mas precisará de um dia iluminado ou de uma atuação abaixo da média de Osaka para erguer a taça. Houve três duelos e Brady ganhou o primeiro deles, mas em 2014.

Soares e Murray desafiam campeões
Vale torcida brasileira no final desta noite e começo desta madrugada. Bruno Soares irá em busca de sua terceira final seguida de Grand Slam, depois do título no US Open e do vice em Roland Garros com Mate Pavic. Ele e o canhoto Jamie Murray enfrentam os atuais campeões, o norte-americano Rajeev Ram e o britânico Joe Salisbury, e deve ser uma batalha de arrepiar. Jogo começa 23h de Brasília.

Bruno e Murray buscam a segunda final da parceria no Australian Open e a terceira em eventos de Grand Slam. Eles ganharam em Melbourne e Nova York em 2016.

E mais
– Esta será a 28ª final de Slam de Djokovic, o que o deixa igualado a Nadal e a três de Federer.
– O sérvio pode se tornar também o segundo homem com mais troféus num mesmo Slam, atrás dos 13 de Rafa em Paris. Federer tem 8 em Wimbledon.
– O título também será o sexto de Djokovic depois dos 30 anos, empatando com o recordista Nadal.
– Aos 27 anos, Karatsev aparecerá no 42º posto do ranking e terá grande chance de entrar direto em todos os principais torneios do circuito até pelo menos Wimbledon.
– Serena deixou a entrevista oficial em lágrimas depois de responder se teria sido seu adeus ao Melbourne Park. Muito aplaudida pelo público na saída, ela disse amar a Austrália nas redes sociais.
– Brady saltará para o 13º lugar do ranking com a campanha até aqui e subirá mais um posto em caso de título.
– Ex-número 1, Osaka poderá recuperar a vice-liderança no lugar de Halep se vencer o Australian Open, mas ainda estará 1.350 pontos atrás de Barty.