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Na reta final de 2021, destaques e decepções
Por José Nilton Dalcim
29 de setembro de 2021 às 16:07

Prestes a iniciarmos a reta final da temporada 2021, que promete ainda dar oportunidade a todo mundo, é boa hora para se avaliar quem foi até agora surpresa, os que entraram no rol das novidades e é claro as decepções que tivemos até aqui no circuito masculino.

Como o ranking ainda não é o parâmetro mais confiável, levei em conta na minha lista também a expectativa que se tinha sobre alguns jogadores e, inevitalvemente, a questão das contusões, que não podem ser colocadas na balança de uma avaliação técnica.

Vamos então aos meus eleitos, certo de que haverá boas contestações.

As surpresas
Aslan Karatsev – É bem verdade que perdeu fôlego, mas sua arrancada foi totalmente inesperada.
Carlos Alcaraz – Qualidades inegáveis no saibro, passou a mostrar ascensão também na quadra dura.
Sebastian Korda – Um jogador que tem mostrado variados recursos e é bem assessorado.
Lorenzo Musetti – Perdeu-se um pouco após o saibro, mas é cheio de talento e de ousadia.
Jenson Brooksky – Grata surpresa das quadras duras, com um tênis forte e criativo.
Brandon Nakashima – Já se mostrou competitivo contra nomes de peso e tem mental destacado.
Holger Rune – Jogou ‘future’, challenger, ATP e Slam num salto de 350 posições.

As novidades
Casper Ruud – Com um tênis todo certinho, usou saibro de trampolim para o top 10.
Hubert Hurkacz – Representante perfeito do tênis moderno: alto, forte e muita perna.
Jannik Sinner – Viveu alguns altos e baixos, mas continua a evoluir com maturidade.
Cameron Norrie – Canhoto sem tanta potência, é dedicado no plano tático. Está mais versátil.
Lloyd Harris – Típico de quadra dura, teve algumas grandes vitórias na temporada.
Alexander Bublik – Baixou quase 20 posições. Habilidoso, ganhou um estilo próprio.
Illya Ivashka – Joga bem em todos os pisos e deu um salto após endurecer contra Federer na grama.

As decepções
Dominic Thiem – Talvez devesse ficar de fora devido às contusões, porém sua falta de confiança foi mais relevante.
Cristian Garin – Não está mal de ranking. A decepção é porque não progrediu tecnicamente em quase nada.
Roberto Bautista – Depois da final em Doha, raramente ganhou três jogos na mesma semana.
Alex de Minaur – Tal qual Garin, seu jogo não avançou além da correria e da boa vontade.
Fabio Fognini – Começou bem, mas até agora ganhou só metade dos jogos de ATP que fez.
Nick Kyrgios – Decepção total, com raros momentos lúcidos. Está perto de deixar o top 100.
Fernando Verdasco – Termina sem vitórias em Slam, tendo jogado quali nos EUA. Aos 37, é 145º.

P.S. 1: Com um texto sensível e bem formato, Victor Hugo Cremasco conta num belo artigo o que o faz admirar tanto Roger Federer. Vale a leitura.

P.S. 2: Para encerrar a polêmica criada quanto à presença de diferentes ‘Paulos’ aqui no Blog, posso assegurar após devida checagem que o Rubens Leme não foi autor nem criador desses comentários.