Arquivo da tag: Garbine Muguruza

Dores? Djoko se supera, Thiem se entrega
Por José Nilton Dalcim
14 de fevereiro de 2021 às 11:39

Um bate-bola de 60 minutos algumas horas antes de entrar em quadra foi toda a preparação que Novak Djokovic se permitiu antes de encarar o ‘freguês’ Milos Raonic. Não fez uma exibição brilhante, deixou mais um set no caminho e fez caretas ao se esforçar em alguns lances antes de anotar a histórica 300ª vitória em Grand Slam e avançar pela 48ª vez na carreira às quartas de um Grand Slam.

Raonic amargou a 12ª derrota e provavelmente sua maior chance de acabar com o jejum, já que Djokovic abriu pequenas brechas e por vezes se irritou com falhas pouco costumeiras. A superioridade do sérvio no entanto é muito grande e pouco a pouco o canadense sucumbiu com seu backhand frágil, mobilidade ruim e táticas mal executadas. Como sempre, Nole apostou em sua absurda qualidade de devolver saques bombásticos e apostou na consistência, ainda que estivesse talvez a 70% de sua capacidade.

Serão agora mais 48 horas para tentar recuperação ainda mais completa porque o próximo desafio promete ser muito mais exigente. Afinal, Alexander Zverev só perdeu um set no torneio e economizou no físico, já ganhou duas vezes de Djokovic em sete duelos e semanas atrás deu muito trabalho na ATP Cup exatamente na mesma quadra. É bem verdade que o alemão ainda não pegou um adversário de grande currículo na quadra dura – Adrian Mannarino e Dusan Lajovic estavam no caminho – porém Sascha só mostrou qualidades e evolução neste começo de temporada, a começar por um novo ímpeto de arriscar muito o segundo saque.

Enquanto Nole superava suas dores, Dominic Thiem se entregou a elas. Sem revelar exatamente quais os problemas físicos, o vice do ano passado admitiu não ter conseguido se recuperar do desgaste após a batalha diante de Nick Kyrgios e não aproveitou sequer a vantagem de 3/1 que abriu nos dois primeiros sets, cedendo viradas a um esforçado Grigor Dimitrov antes de encerrar sua campanha com um vexatório ‘pneu’ no terceiro set. O búlgaro atinge assim as quartas da Austrália pela quarta vez na carreira e vê boa chance de repetir a semi de 2017.

Seu adversário é uma daquelas surpresas que o Australian Open habitualmente produz. Dono de estilo de alto risco com bolas bem retas, o russo Aslam Karatsev ‘furou’ o quali em Doha, ficou proibido de treinar na quarentena por estar num dos aviões contaminados, atropelou Diego Schwartzman e mostrou pernas e cabeça para virar em cima de Felix Aliassime após perder os dois primeiros sets.

Assim, coleciona feitos: sétimo na Era Aberta a ir às quartas no primeiro Slam que disputa, primeiro quali a ir tão longe num Slam desde 2011 e na Austrália desde 1984. Saltará de 114º para 63º. Tem chance contra Dimitrov? Com certeza, mas o búlgaro deve ser mais esperto que Aliassime e usar seu ótimo slice para baixar a bola e complicar Karatsev.

Espetáculo das meninas
Um jogo melhor que o outro na abertura das oitavas femininas, onde qualquer coisa poderia ter acontecido. Quanta pancadaria, precisão, espírito de luta e nervos à flor da pele nas vitórias de Simona Halep, Naomi Osaka e Serena Williams. Pena que não havia torcida para enlouquecer as arquibancadas.

Osaka começou tensa contra Garbiñe Muguruza e demorou para reagir. A espanhola jogava dentro da quadra, assumia riscos e sacou para o que seria uma justa vitória. Aí Osaka brilhou. Sobrou coragem para salvar dois match-points e ganhar os três games seguintes em que Muguruza enfim cedeu mentalmente.

Serena e Aryna Sabalenka fizeram um jogo tão apertado e com tamanha qualidade que foi uma pena ter uma única vencedora. A bielorrussa jamais economizou na força, no risco e na exposição de suas sentimentos e por isso foi uma agradável surpresa ver Serena se mover tão bem, manter a cabeça no lugar e achar soluções que pareciam difíceis diante do fogo cerrado que vinha do outro lado.

Halep conseguiu se vingar da derrota sofrida para Iga Swiatek cinco meses atrás no saibro de Paris, mas levou susto diante da consistência da jovem polonesa no primeiro set. Aí a cabeça 2 caprichou mais no saque e atropelou. Houve troca precoce de quebras no set final até que Iga fizesse um game de saque horrível e daí em diante Halep foi primorosa no trabalho dos pontos a partir de um serviço bem colocado.

A outra vaga ficou com a veterana Su-Wei Hsieh, que se valeu de uma Marketa Vondrousova limitada por contusão. Aos 35 anos, a incansável taiwanesa – que joga no estilo Santoro com duas mãos nos dois lados – é a mais velha a atingir quartas de Slam pela primeira vez. Só venceu 1 de 5 duelos contra Osaka, mas cinco desses jogos foram ao terceiro set. Não vai ser fácil.

Serena ganhou 9 dos 11 jogos diante de Halep, mas perdeu talvez o mais relevante de todos, a final de Wimbledon de 2019, quando todos esperavam o 24º troféu de Slam da norte-americana.

E mais
– O fã brasileiro terá de encarar a madrugada para ver Nadal-Fognini, programado para 1h. Espanhol tem 12-4 no confronto, mas 1-1 em Slam. Apesar de todo o talento, Fognini só fez uma quartas de Slam, em Paris-2011.
– Russos são amplos favoritos na Margaret Court para confirmar o confronto direto nas quartas. Medvedev enfim ganhou seu primeiro jogo de cinco sets na véspera (agora 1-6) e encara McDonald, que volta de contusão. Rublev pega Ruud em duelo de ex-números 1 juvenis.
– Tsitsipas-Berrettini é primeiro confronto de tops 10 desta edição. O italiano terminou jogo contra Khachanov com problema abdominal.
– Svitolina tenta segunda vitória da temporada contra Pegula e Vekic lidera por 1-0 contra Brady. Mas americanas são perigosas num piso tão veloz.
– Barty é super candidata para repetir quartas de 2019 e 2020 contra Rogers, a quem venceu há poucos dias no WTA de Melbourne. Mertens tem favoritismo contra Muchova.
– Soares e Melo também jogam por volta de 1h e buscam quartas de duplas. Stefani e Carter pararam nas oitavas num dia em que jogaram mal e Monteiro e Millman até endureceram contra Mektic/Pavic. Os líderes do ranking Cabal/Farah não passaram da estreia.

Nadal economiza para 1º teste
Por José Nilton Dalcim
13 de fevereiro de 2021 às 10:32

Mesmo sem atuações empolgantes, Rafael Nadal cumpriu a parte mais importante de sua complicada primeira semana no Australian Open. Diante das dores lombares, soube economizar ao máximo a energia diante de três adversários bem inferiores e com isso parece pronto para seu primeiro real teste neste Australian Open diante do imprevisível Fabio Fognini.

Ainda que tenha feito 3 a 0 em cima do canhoto Cameron Norrie, que mostrou um backhand reto frágil e um jogo de rede sofrível, por várias vezes foi possível perceber inconformismo do espanhol com erros bobos e escolhas mal feitas. O saque, que é efetivamente seu maior problema, manteve a média de 179 km/h e entrou 68% das vezes. São números satisfatórios, embora seja certo que precisam subir de qualidade diante de Fognini. A boa notícia é que Nadal disse ter enfim conseguido realizar o movimento tradicional de saque, já que se sentiu melhor das costas.

O italiano atropelou Alex de Minaur, num placar um tanto inesperado, já que correr atrás da bola e se defender são especialidades do australiano. Fognini no entanto tratou de jogar perto da linha, pegar na subida e tirar o tempo do garoto, o que fez com persistência, ainda que tenha somado 42 erros nessa tática mais arriscada. Havia certa preocupação com o desgaste do longo duelo anterior diante de Salvatore Caruso, em que salvou até match-point, e Fabio admitiu que os tornozelos operados lhe causaram dor ao final dos cinco sets.

Nadal reconheceu no papo em quadra que o saldo negativo entre winners e erros (hoje foram 33 a 35) talvez seja o ponto crucial a melhorar para a segunda semana. Muitos de seus embates contra Fognini foram bem divertidos e de alta qualidade, como a épica virada do italiano no US Open-2015, a batalha no saibro de Madri-2017 ou a semi do Rio-2015. No geral, no entanto, o espanhol tem larga vantagem: 12 a 4. Os dois mais recentes aconteceram em 2019, com aquele passeio surpreendente de Fognini no saibro de Monte Carlo e a reação de Rafa no piso duro do Canadá.

Raivoso Medvedev
E de repente Daniil Medvedev saiu de giro. Ele fizera dois sets convincentes diante do bom Filip Krajonovic, mas o sérvio adotou postura mais ofensiva e aí levou ao quinto set. Antes de aplicar ‘pneu’, o russo brigou com o treinador Gilles Cervera, que se retirou e não voltou mais, além de pedir atendimento para o glúteo.

Não deve ter dificuldade contra Mackenzie McDonald, mas terá de controlar melhor os nervos no eventual reencontro com o amigo Andrey Rublev. O outro top 10 russo fez mais uma ótima exibição, permanece sem perder set e faz duelo de nova geração contra Casper Ruud, a quem superou nos dois cruzamentos anteriores.

No quadrante de Nadal, confirma-se o duelo entre Stefanos Tsitsipas e Matteo Berrettini. O grego, que levou a melhor há dois anos no mesmo Australian Open, só perdeu seis games para o fraco Mikael Ymer e se recuperou do susto da rodada anterior. O italiano somou a quarta vitória sobre o sempre instável Karen Khachanov mas foram  três tiebreaks. É um jogo sem favorito, porém acredito mais em Tsitsipas.

Barty e mais três americanas nas oitavas
Ainda que tenha entrado em quadra outra vez com a larga proteção na coxa esquerda, Ashleigh Barty usou suas variadas armas para nova boa vitória em Melbourne, onde ainda não perdeu em 2021. Tenista também de muito talento, Elina Svitolina jogou ainda melhor do que nas rodadas anteriores.

As duas terão pela frente uma armada norte-americana que não figura como cabeças. Barty pega Shelby Rogers, Svitolina encara Jessica Pegula e ainda está de pé Jennifer Brady, que só cedeu 11 games nesse piso veloz do Australian Open e será a adversária de Donna Vekic.

Mesmo depois de ter 5/0 no segundo set, Karolina Pliskova caiu diante da amiga Karolina Muchova e mostra falta enorme de confiança neste começo de temporada. Muchova encara a embalada Elise Mertens.

E mais
– Permanece a dúvida sobre a entrada em quadra de Djokovic para tentar a 12ª vitória em cima de Raonic. O líder do ranking não treinou neste sábado e foi fazer novos exames para saber o tamanho da lesão muscular do abdômen.
– Thiem reencontra Dimitrov na madrugada com placar desfavorável de 2-3 nos duelos diretos e Zverev é favorito diante do 2-0 sobre Lajovic.
– Aliassime encara a surpresa Karatsev e todo cuidado é pouco. O jogo será na Margaret Court, que os tenistas consideram a mais lenta das quadras do complexo neste ano.
– A rodada feminina nesta abertura das oitavas é excepcional. Duelos inéditos de Osaka-Muguruza e Serena-Sabalenka e o reencontro de Halep-Swiatek. O único jogo menos empolgante terá Vondrousova-Hsieh. Duríssimo falar em favoritismos. Talvez a única que me pareça com certa vantagem seja Osaka.
– Melo e Monteiro se juntaram a Soares e Stefani nas oitavas de duplas. A campanha de Thiago ao lado de Millman é notável, ainda mais depois de tirar os irmãos Skupski.
– Preocupação nos bastidores surgiu com o anúncio de Pervolarakis. O grego que jogou simples e duplas na ATP Cup testou positivo para o coronavírus assim que chegou à África do Sul vindo de Melbourne.

A moleza vai acabar
Por José Nilton Dalcim
3 de outubro de 2020 às 19:27

Novak Djokovic perdeu apenas 15 games em três jogos, com direito já a dois ‘pneus’, e com essa facilidade toda chegou neste sábado à 11ª participação consecutiva nas oitavas de final de Roland Garros. Mas a moleza deve acabar. Ainda que seja o favorito natural, na segunda-feira terá pela frente Karen Khachanov, o 16º do ranking que já o derrotou com seu estilo mão de pedra.

O saibro de Paris tem propiciado a Khachanov suas campanhas mais expressivas em Grand Slam. Nunca deixou de estar na quarta rodada em quatro participações e no ano passado fez quartas. Não recua da ideia de sempre forçar o jogo. Diante de Cristian Garin, foram 34 winners e 51 erros, números ainda inferiores à rodada anterior frente a Jiri Vesely, em que fez 65 bolas vencedoras e 42 falhas.

E querem saber? Se sonha barrar o número 1, o caminho é esse mesmo. Claro que não pode dar tanto ponto de graça a um adversário mais consistente e no auge de sua confiança, porém terá de correr riscos, evitar os grandes ralis e tomar cuidado com os ângulos porque joga muito perto da linha e não tem toda essa mobilidade lateral.


Ver essa foto no Instagram

New job, @djokernole? 😂🧹 #RolandGarros #djokovic #tennis #grandslam #Paris #funny

Uma publicação compartilhada por Roland-Garros (@rolandgarros) em

É bem provável que Djoko tenha outro adversário gabaritado nas quartas, caso Pablo Carreño consiga acabar com o sonho dourado do quali alemão Daniel Altmaier, que não perdeu set na semana nem mesmo diante do top 10 Matteo Berrettini. No duelo entre espanhóis que gostam bem mais da quadra dura, Carreño superou Roberto Bautista. E todo mundo deve se lembrar que Carreño iria sacar para o primeiro set no US Open quando houve o lance infeliz de Djokovic.

Segundo conta o site da ATP, Altmaier há um ano nem sabia se iria prosseguir na carreira, sofrendo de problemas crônicos no abdome e lesão no ombro. Dono de backhand de uma mão, foi para os challengers assim que a pandemia permitiu e já soma seis vitórias em Roland Garros, perdendo um único set na fase classificatória. O alemão despontou em 2017, ao chegar em quartas de ATP ainda aos 18, mas a temporada seguinte foi limitada pelos problemas físicos.

Outros dois jogos bem interessantes acontecerão no outro quadrante. Mais dois backhands simples se cruzam com Stefanos Tsitsipas e Grigor Dimitrov, dois que não completaram seus jogos deste sábado por desistência dos adversários. Um duelo de tops 20 que nunca aconteceu e isso reforça a imprevisibilidade. Já Andrey Rublev me parece favorito diante de Marton Fucsovics, ainda que o húngaro tenha vencido os dois confrontos no saibro que já fizeram, porém isso antes de 2018.

Fucsovics colocou fim à campanha de Thiago Monteiro, num jogo que teve um primeiro set muito nervoso e também decisivo. Mesmo tendo quebrado o húngaro por duas vezes seguidas no começo do jogo, o brasileiro também não sustentou seu próprio saque, que vinha tão bem nas partidas anteriores.

No fundo, ele não achou respostas adequadas às variações mais frequentes de Fucsovics, que usou até slice de forehand. Também fez boas transições à rede e dominou os dois sets seguintes com maior autoridade. Monteiro deu mais um passo à frente na sua boa temporada e tentará o último suspiro sobre o saibro europeu no ATP italiano da Sardenha no outro fim de semana.

Uma nova finalista em Roland Garros
A queda das campeãs de 2016 e 2017 neste sábado garante uma finalista inédita na parte inferior da chave feminina de Roland Garros. As únicas entre as oito principais cabeças sobreviventes são Sofia Kenin e Petra Kvitova. Mas as ‘zebras’ andam soltas e melhor não apostar.

Talvez inspirada no namorado Stan Wawrinka, a espanhola Garbiñe Muguruza fez um grande esforço para ser eliminada, e conseguiu o objetivo. Depois de perder o primeiro set para Danielle Collins, vinha com amplo domínio até 4/2 e break-point no terceiro set, sempre agressiva. Aí passou a cometer erros inacreditáveis, perdeu a confiança num passe de mágica e não ganhou mais game.

Collins, que é treinada por Nicolás Almagro e tenta reencontrar aquele tênis que a levou à semi da Austrália no ano passado, enfrenta a tunisiana Ons Jabeur. que tirou Aryna Sabalenka em jogo cheio de alternâncias. Quem passar enfrentará Kenin ou a local Fiona Ferro, que tem predicados. Kenin repete as oitavas do ano passado e Ferro, 49ª do mundo, só tinha uma vitória nas cinco presenças anteriores em Roland Garros.

Kvitova por sua vez conseguiu uma virada espetacular diante da juvenil Leylah Fernandez, que teve 5/1 e set-point. Sem abrir mão da bola forçada, a tcheca reagiu e venceu nove games seguidos. Vem agora o jogo defensivo da chinesa Shuai Zhang e, se passar, terá uma novidade pela frente: a espanhola Paula Badosa ou a alemã Laura Siegemund, que tiveram vitórias sobre favoritas. Badosa apostou na regularidade, fez 10 erros e viu Jelena Ostapenko falhar 43 vezes. Já Siegemund tem 32 anos e chega à maior campanha em Slam depois de virar em cima da croata Petra Martic.

E mais
– O garoto Hugo Gaston tenta se tornar o tenista de mais baixo ranking a cbegar nas quartas de Roland Garros. Mas o 239º colocado terá diante de si Dominic Thiem. que tenta a quinta presença seguida nas quartas.
– Façanha semelhante aguarda Sebastian Korda, 213º colocado, que não esconde ser fã do seu adversário, Rafa Nadal. O último norte-americano nas oitavas de Paris foi Agassi, em 2003.
– A tarefa também é dura para os italianos Jannik Sinner e Lorenzo Sonego. O primeiro enfrenta Alexander Zverev, o outro cruzará Diego Schwartzman, ambos duelos inéditos.
– Gaston, Korda, Sinner e Altman jogam seu primeiro Roland Garros, igualando 1994, última vez que quatro debutantes foram tão longe no torneio. O último a fazer quartas foi Nadal, em 2005.
– Nadal aliás joga sua 98ª partida em Roland Garros (96-2) e busca a 996ª vitória da carreira, das quais 441 foram no saibro e 278 em Grand Slam.
– Simona Halep é favorita para repetir vitória sobre Iga Switek do ano passado, mas Elina Svitolina perdeu três dos quatro duelos diante de Caroline Garcia. Vem muita tensão por aí. Jogos acontecem protegidos pelo teto retrátil.
– Bruno Soares e Luísa Stefani voltam à quadra para buscar quartas de final nas chaves de duplas.